Eh, eu tôindo porque surgiu um exame que eu tenho que fazer, surgiu um exame que eu tenho que fazer com Marquinhos, que era meio gente, aí só conseguimos lá esse horário lá em outra cidade, lá em Osasco, que eu tô em São Paulo, e aí eu tive que fazer fazer com vocês aqui dirigindo, tá? >> Então acho que eu vou tirar a câmera para poder eu não me distrair também, tá? >> Tá bom.
>> Mas vamos lá. Tô tô ouvindo. Ô Tá, me conta aí então, você você tem a a disponibilidade, a habilidade para poder desenvolver uma ferramenta para ajudar a gente de uma forma geral, né?
>> É, a gente eh tá estudando, fazendo a pós-graduação em UEX e design de produtos digitais na PUC Minas. Eh, e o nosso projeto agora é desenvolver uma ferramenta, chegar num protótipo, né, nesse momento, de uma ferramenta digital que vá ajudar a resolver um problema aí de uma ONG. Eh, e eu já tinha ouvido falar muito da banha de amor, eh, seguia vocês assim e tal.
E aí foi a nossa escolha, né, para esse projeto. Bom, >> eh aí hoje a gente queria conversar assim especialmente sobre isso, né? Entender como que é a comunicação especialmente de vocês, assim, tanto com público externo como doadores, voluntários, eh entender onde que vocês sentem que existem problemas, né, nesse caminho e tudo mais, onde a gente poderia talvez contribuir.
>> Legal. Bom, a gente tem um monte de demandas que que você poderia contribuir. Eu vou falar algumas aí.
A Maria Alice pode me complementar e me corrigir. Eh, mas na parte de coletas, por exemplo, a gente tem uma demanda que a gente consiga automatizar o processo de coletas. Imagina o seguinte, a gente tem vários voluntários que o voluntariado dele é basicamente buscar as coletas.
A gente tem 11 pontos de distribuição eh espalhados por Belo Horizonte e aí as pessoas vão lá e dão dão doua alguma algum objeto, alguma roupa, alguma coisa. E aí, eh, quando a gente se, quando essa doação chega naquele ponto de coleta, o, a pessoa que é responsável pelo ponto de coleta, o dono do estabelecimento ou o funcionário do estabelecimento, manda mensagem pra gente e fala: "Olha, chegou aqui uma uma doação". E aí a gente vê dentro do grupo de coleta, dentro dos voluntários que se que estão lá para poder fazer as coletas, quem que pode pegar aquela doação?
Aí um voluntário, isso tudo dentro do WhatsApp, tá? >> Tá. >> E aí um um colaborador nosso, um voluntário nosso, vai lá e e disse: "Olha, eu posso eu posso passar lá na terça-feira".
Aí ele vai lá, pega a doação, automaticamente o coordenador da coleta avisa para aquele ponto de coleta, dizendo: "Olha, o fulano de tal vai passar aí para poder pegar". Então, quando chega lá, a pessoa vê que é o fulano de tal, realmente, entrega a doação para ele, ele põe isso no carro dele e aí no sábado ou na quarta-feira ele vai lá no galpão e entrega pra gente esta doação. Mas isso tudo é tudo muito assim, sabe?
É tudo não tem processo. O processo é esse, mas não tem >> não tem automatização, não tem nada pra gente poder, por exemplo, tirar uma foto daquilo ali. É tudo feito feito via WhatsApp.
Eh, outra coisa que seria interessante é que nossas ações, todo o nosso planejamento da ação, toda a comunicação da ação, todo o disparo da das atividades, eh, é tudo feito via e WhatsApp, tá? Então, a gente lança as vagas pelo Simpla da de uma ação de a gente tem ação de rua todas as terças-feiras. Então, no domingo de manhã, a gente lança, eh, avisa para todo mundo, ó, terça-feira a ação vai ser no local tal, porque são três locais onde a gente faz ação.
Então, eh na primeira terça-feira num local, na segunda terça-feira no outro local, na quarta quarta-feira um local, na terça quarta-feira um local e na quarta quarta-feira é a mesma da primeira. >> Esses esse essa variação é fixa, né? Assim, três pontos são fixos, tá?
Legal, >> tá? Eh, e aí a gente vai lá na no domingo de manhã, avisa para todo mundo onde vai ser, avisa que meio-dia a gente vai disparar eh as vagas que vão ser vão que devem ser preenchidas e e a gente dispara pro pessoal a tarefa de cada uma dessas vagas. Então, por exemplo, a pessoa que vai fazer a limpeza dos banheiros, ela tem que fazer isso.
E aí tem uma descrição do que que ela vai fazer. Ou seja, se ela lê aquela aquela página descrição, ela chega lá, mesmo que ela nunca tenha feito isso, ela chega lá, ela vai entender o que que ela tem que fazer, tá? E à noite nós nós lançamos o link do Simpla com as vagas pros voluntários entrarem e entre aspas, né, comprarem aquela vaga, porque não tem custo e lá e preencherem aquelas vagas, tá?
>> Isso, né, Marcos? Só interrompendo, a gente tem três grandes grupos e a gente faz isso tudo dentro desses grupos de voluntários. São voluntários que passam por um treinamento e a partir disso eles são incluídos num dos três grupos, entendeu?
>> Uhum. Quais são esses grupos? >> São grupo de WhatsApp.
>> Grupo de WhatsApp. >> A gente vai até fazer uma mudança nisso daí, tá, Maria? Nós vamos consolidar porque hoje não tem mais necessidade.
Quando a gente criou os grupos porque tinha uma tinha uma uma capacidade de 256, não existia comunidade, a genteou comunidade, então a gente tinha que colocar 256 pessoas >> aí enchia, a gente preenchia um segundo grupo, entendeu? >> Então a gente preencheu um segundo grupo, a gente criou o terceiro grupo, foi por causa disso. >> Hoje a gente já consegue consolidar isso num grupo só.
>> É os três grupos num grupo só, Marcos. Coisa boa. >> É.
>> Aham. Ótimo. >> Esses grupos então não têm objetivos diferentes, digamos.
É o mesmo, >> mesma coisa. Tudo que é tudo é mesmo. Tudo que a gente posta num, a gente posta nos outros dois, >> tá?
É, deve. >> E a gente tem vários outros grupos. A gente tem vários outros grupos que são os grupos de coordenação.
Imagina o seguinte, eu tenho eu tenho 21 áreas dentro do Banho de Amor, eu tenho coleta de doação, eu tenho eh o galpão, que são as doações, eu tenho a parte de comunicação, eu tenho eh toda parte de estética, que é onde o pessoal corta cabelo, faz maquiagem. Então, a gente tem várias coordenações e dessas coordenações tem grupos. Então a gente, se eu não me engano, são mais 10 ou 11 grupos especificamente voltados para essa coisa.
Então, para para cada coordenador poder, por exemplo, jurídico. Então, ele lá ele cria dentro da do grupo do jurídico quem do jurídico que vai participar da próxima ação, entendeu? Eles fazem uma tabelinha, precisa levar alguma coisa, precisa fazer um comunicado especificamente para esses advogados.
Então é tudo dentro desse grupo. Então a gente tem esses subgrupos, vamos assim dizer, que são os grupos dos de cada um de cada coordenador, entendeu? >> Tá legal.
Entendi. >> E hoje, né, Marcos, a gente tem também um grupo eh junto com a Defensoria Pública, porque a Defensoria Pública vai eh fica presente em todas as ações. Então, tem um grupo do Ban de Amor junto com a Defensoria Pública.
É um grupo onde a gente tudo da ação a gente também divulga neles, entendeu? >> Uhum. E eu vi que vocês têm uma quantidade muito grande, né, de voluntários.
>> São voluntários ativos que estão dentro dos grupos hoje. Dá mais ou menos entre 500 e 600. >> Ah, bastante gente.
Então essa coordenação acontece realmente pelo Simpla. Vocês disponibilizam as vagas já com as descrições, mas antes todos esses voluntários passaram por um treinamento, né? >> Todos os voluntários passam por um treinamento presencial.
Legal. E aí, nesse treinamento vocês explicam como funciona o projeto, quais são as tarefas disponíveis, as >> Isso exatamente. >> As vagas ali e o processo, como funciona.
>> Uhum. >> Tá? Então, eh, pelo que eu tô entendendo assim no processo, não tem muito risco da pessoa aparecer lá sem ter informação suficiente, né?
Assim, ela vai chegar lá depois de ter se inscrito no Simpla, então ela vai saber exatamente a tarefa que ela vai fazer, vai ter informação de horário, de local, tem toda essa previsibilidade assim. >> Isso, exatamente. >> Aham.
É uma outra parceria importante que a gente tem, né, falar para ela, Mar, além da Defensoria Pública, eh, com a Polícia Militar a Guarda Municipal. Então, a gente envia ofício todo final de mês, eh, falando onde serão as nossas ações e pedindo policiamento. Eles estão sempre presentes lá, sabe, durante toda a ação.
>> Muito bom. Eh, uma coisa que eu queria perguntar também para vocês é sobre site institucional. Vocês não têm hoje, né, um site?
>> Não, a gente funciona basicamente dentro do Instagram. Isso foi uma escolha, digamos assim, não ter um site? Sim, >> não é porque na realidade a a nós temos uma dificuldade muito grande com relação a voluntários da área de comunicação.
>> Então, por exemplo, a gente tem apenas uma pessoa que cuida da nossa comunicação, das postagens, eh, de tudo. Então, eh, para poder também não ficar mais um item para poder ela dar manutenção. Aí a gente a gente não teve o site que a gente entende que o site é na hoje hoje óbvio que ele tem várias funções diferentes, mas ele ia funcionar somente mais como divulgação e tal, mas se alguém mandasse alguma mensagem, alguma coisa, a gente não teria uma interação tão grande.
>> Uhum. Sim. É, então é uma pessoa que cuida ali do Instagram de vocês.
>> É. >> É. E vocês sentem que as pessoas têm dificuldade de achar o que elas precisam ali, informação.
Chega muita gente com dúvida, chega mensagem, DM, comentário, eh, das pessoas sem entender o processo de vocês, tipo, ah, como que eu faço para ser voluntário ou como que eu faço para doar? >> Tudo chega pelo quando que tem essas dúvidas, eles chegam pelo pelo DM. >> Geralmente a, né, Marcos?
A Renata, >> a Renata responde e o que ela não tem conhecimento, ela ela encaminha para Maria L. >> Ela eh encaminha para mim. Agora, Marcos, hoje eu vou entrar em contato com a Renata, tem um voluntário que é da comunicação e tá querendo ajudá-la, tá querendo ir lá pro grupo, entendeu?
Inclusive ele é da logística também, o Ronaldo. Aí eu vou passar ele lá, ele vai ajudar a Renata, inclusive no carinho Núbles, que tá precisando de lançar de 2025 e outras coisas também, entendeu? >> Aham.
A gente é bem organizado nessa coisa, sabe? De organização dos números, tudo que acontece numa ação, a gente numeriza, a gente gera indicador de tudo. Então, por exemplo, a gente sabe quantos quantas bermudas, quantas quantos banhos, quantos cortos de cabelo, tudo isso aí notado ação por ação, tudo isso gera indicador pra gente, tá?
É, hoje mesmo, né, Marcos, eu já divulguei nos nos grupos, né, a coordenadora, porque tem uma tríade, um anjo, um coordenador e uma secretária durante a ação. Aí ela manda para mim paraa dupla conferência e ela já divulgou nos três grandes grupos os resultados da ação de ontem. E uma coisa, Marcos, que eu tô fazendo também, eu acho assim que tem que ter um registro fotográfico, né?
Então, apesar de eu não ser uma boa fotógrafa, aí eu tenho tirado fotos das ações e tenho divulgado. E assim, aí eu vejo tanto, eu não gosto de foto, mas os jovens gostam muito de foto, né? Postar foto, eles estão adorando.
>> Aí eu, mesmo as fotos não sendo boas, eu f gente, mas tem as fotos da ação de ontem. Aí a gente coloca e e o Ronaldo aí agora indo paraa comunicação, acho que vai nos ajudar muito, você vai ver. Eu acho que vai ser muito bom, né?
>> Muito legal. Bem legal, bem legal. >> É, é bom que mostra o que tá acontecendo, né?
Realmente dá uma tangibilizada ali naquilo que que realmente segue acontecendo toda terça. As pessoas enxergam, né? Eu vi hoje os stories que vocês postaram das ações de ontem e tal.
Muito legal. >> Aham. Eh, então, Marcos, pelo que eu entendi, o maior gargalo operacional, digamos assim, do projeto é esse vai e volta assim de comunicação.
Apesar de terem os grupos bem estruturados, ter tudo já definido, fica esse, ah, o coordenador avisa pro voluntário, que avisa pra pessoa do ponto de coleta e tudo mais. E isso não fica um fluxo tão automatizado, né? Isso se a gente pudesse ter a eh uma automatização melhor de algumas atividades, por exemplo, com principalmente com inteligência artificial, para gente poder ter coisas que já são padrão, a gente consiga automatizar, >> eh, porque muita coisa, muita coisa das ações do banho de amor, eles são eles são padronizadas, tá?
Então tem eh para utilizar a inteligência artificial, por exemplo, pra gente automatizar processos, processos de resposta, etc. Eh, cai uma luva. >> Uhum.
Entendi. Tá muito bom. Acho que já deu para dar umas boas ideias aqui.
Eh, tem alguma coisa que que você gostaria de compartilhar, Maria Alice? assim, especialmente você que tá aí no operacional, né, à frente de tudo. >> Aham.
É o que a gente vê e até antes até de falar o que eu tô pensando em março, só certificando. Então agora os três grandes grupos vão se transformar em um. >> Eh, a gente, eu vou eu vou tratar de isso.
Eu vou tratar disso agora, Marelice, da gente consolidar. >> Ah, então tá. >> Vamos ter esse trabalho todo, né, de postagem.
Eh, e tem gente que gosta de ficar nos três, então tá lá, é, então já tá no um, mas pede para ir no dois, no três, entendeu? Então, a gente vai ter que ver com um grupo só, fica mais fácil isso, >> né? Até porque o trabalho pra gente fica menor também, >> né?
Eu acho que isso é muito bom, >> né? E aí acho que é até bom falar com a Tácia assim, uma coisa importante. Eh, a gente tem parceria com uma comunidade terapeutica, sabe onde a gente paga eles mensalmente para onde a gente encaminha os assistios para recuperação de droga, álcool, sabe?
Lá a gente ajuda e assim ajuda muito também na parte jurídica, entendeu? Então, às vezes preciso de certidão de nascimento, eh, certidão de casamento, alguma coisa, eles mandam da comunidade para mim, eu já mando direto pra Defensoria Pública e eles providenciam as certidões pra gente, sabe? Então, é todo um trabalho aí às vezes que não tá tão visível, né, Marcos, mas tá na base aí com muito trabalho e é uma coisa que ajuda muito, né?
encaminha para emprego. Ontem mesmo a gente caminhou que para eh como pedreiro. Aí a Vânia, que era secretária, conhecia vagas de emprego, a gente também tá grupo de vagas de emprego, a gente encaminha, põe de volta para casa, então aí a gente liga pra família e vi quer voltar, pode voltar.
Aí quando pode a gente compra a passagem e a polícia às vezes nos ajuda nisso, leva até o ônibus pra gente, sabe? Coloca dentro do ônibus. Coloca, me explica só um pouquinho, me pouquinho o que que você pensa, como é que você foi poder entender.
Você tá se propondo ajudar a gente. >> Eh, a gente assim, realment pode ajudar a gente, entendeu? >> Sim, passaram algumas ideias, digamos, à nossa cabeça, né?
Assim, a primeira foi a criação de um site institucional, mas a gente queria entender porque vocês não tinham um site, né? Tinha um motivo para isso. Eu entendi.
Eh, mas a gente sentiu ali explorando o Instagram e tal, que algumas coisas ficavam um pouco perdidas, apesar de ter todas as informações lá, não tá tudo tão claro. Então, a pessoa entrar lá e saber como ser voluntário, como doar, como ajudar, assim, >> ótimo, isso seria ótimo, tá? A gente a gente não fez mesmo por por falta de disponibilidade.
>> É, é legal porque a gente pegou várias ONGs assim parecidas e tem um site at E até bom esse olhar de vocês de fora, porque às vezes a gente tá no operacional e nem percebe muito, sabe? >> É, sim. É, a gente inclusive tá rodando uma pesquisa também com o público de maneira geral e a gente vai compartilhar com vocês o resultado, mas justamente dessas impressões assim que eles têm, se eles conseguem achar as informações no Instagram de vocês, se falta alguma coisa, se eles sentem credibilidade e tudo mais.
Então vai ser uma coisa legal também para vocês terem essa visão. >> Legal. Eh, outra coisa que a gente tinha pensado era também algum tipo de aplicativo ou ferramenta, enfim, para comunicação interna entre os voluntários, porque a gente ficou imaginando que isso poderia ser complicado mesmo.
Então, uma geração de escala, por exemplo, em vez de ser no simpla, né, a pessoa se candidatar por ali e falar: "Ah, eu vou nesse dia para essa função eh de ter esses registros assim. E aí talvez resolveria também essa questão de doação, né, de coleta. eh e tudo mais.
>> Se a gente tivesse um aplicativozinho com esses com essas áreas do banho de amor, como se fosse um RPzinho, >> seria seria ótimo, sabe? Tá interessante. Boa.
Eu acho que o que a gente tinha um pouco em mente assim, >> agora lembra o seguinte, essa parte de comunicação, o aplicativo ele tem que tá integrado com WhatsApp de forma que a gente consiga mandar as mensagens no WhatsApp também, porque eh a minha percepção de quando você tem um aplicativo e e o voluntário ele fica meio disperso e se ele não recebe uma mensagem no WhatsApp dele para poder chamar a atenção dele, porque a ferramenta ele tá lá aberto 24 horas por dia, >> ele acaba até esquecendo que a Gente, existe >> sim, faz sentido, né? É, >> não pode ser só notificação de aplicativo, entendeu? >> Sim, às vezes nem tá habilitada, né?
E a pessoa perde ali essa comunicação, >> tá? >> Eh, a gente tava querendo também fazer um questionário, talvez para enviar pros voluntários de vocês, ou então ter uma conversa com alguns voluntários. Você acha que seria possível?
Claro. Tá aí a gente passa essa informação. Combino com a Mariana.
>> Eu acho que o questionário, eu acho que o questionário seria, você pode fazer as duas coisas, pode fazer um questionário e aí desse questionário você entrevistar as pessoas onde você tenha um ganho maior, né? Por exemplo, aquela pessoa tá criticando o banho, de repente, ó, vamos fazer uma entrevista com ela para entender se a crítica dela é válida, o que que ela tem de construtivo para poder passar pra gente, entendeu? >> Uhum.
Sim. >> Boa. Eh, outra coisa também é se vocês têm algum material interno que vocês gostariam de compartilhar, eh, material de treinamento ou como é feita essa comunicação.
Por exemplo, lá tem um arquivo com mensagens padrões que vocês já comunicam. Eh, ou não, assim também não tem problema. >> É, a gente tem tudo isso.
Ah, a parte operacional, a Maria Alice cuida de tudo e a parte de comunicação em si, o que a gente possa, como é que a gente faz isso, comunicado daquilo daquilo outro. Aí, aí a Renata que que toca, >> tá? >> Uhum.
Boa. Eh, então acho que é isso, gente. Assim, não sei se vocês têm alguma coisa para que vocês querem pontuar que eu não perguntei e que a gente não falou a respeito, que é importante.
>> Por mim não tá entendido, tá OK. É, >> de antemão te agradecer bastante pela pelas ajuda valiosa. >> É, que bom.
Espero que seja bem útil aí para vocês mesmo. >> Aham. >> Vai ser, sem dúvida.
>> É isso aí. Otácia, muito obrigada também. O que precisar aí, qualquer coisa você pode me chamar no privado, né, Marc?
Desconcentra com a Maria Alice, que aí ela internamente que ela que você precisar ela ela ela pulsa para você. >> Tá bom, fechado. Vamos fechar esse formulário, esse questionário pros voluntários e aí eu te encaminho, Maria.
Eh, ontem inclusive, Marcos, uma coisa que eu queria chamar atenção, né, depois dessa conversa aí, esse o Ronaldo que tá querendo ir lá na comunicação, vou ligar para Renata agora de manhã, ele tá achando assim o Instagram muito, ele fala que o Instagram é aquele que todo mundo consulta e que quer ver e que tá precisando de mais movimento e deu de mais coisas, compartilhar mais coisas no Instagram do Banho de Amor, sabe que ele sente isso >> e ele tá indo exatamente com esse propósito para poder ajudar nesse sentido também, entendeu? >> Legal. >> Eu acho que vai ser bom, né?
Eu acho que vai ser muito bom. >> É bom movimentar mesmo. >> É, ele falou isso.
E assim, quando tem algum pedido, alguma solicitação, alguma coisa privada, a Renata sempre manda para mim, entendeu? >> Às vezes para eu responder alguma coisa assim, eu respondo de imediato. Tô aposentada e tô com tempo.
>> Eh, uma curiosidade, na verdade, falaram aí. Seu seu trabalho é o banho de amor e os netinhos. >> É netinhos.
É. É. Aham.
>> Muito bom. Eh, o que eu ia perguntar é a ONG surgiu só com os banhos? Porque vocês falaram aí, a gente tinha visto que oferecem um monte de serviços hoje, né?
E às vezes o nome eh não dá dimensão de tudo que vocês fazem, assim. Isso foi surgindo aos poucos, essas serviços extras, digamos. Quando a gente criou o Ban de Amor, ele era para ser um um projeto social de um banheiro para as pessoas em situação de rua tomarem banho e aí eles receberem uma roupa nova, receberem um ficarem limpos, né?
Poder e aí nessa história toda, porque a gente queria melhorar a autoestima dessa pessoa, né? Eh, estabelecer dignidade dela através da autoestima. E a gente começou a perceber que essa pessoa quando saía do banho, ela não tinha onde cortar cabelo, ela não tinha onde fazer a barba, ela e que pra gente trabalhar auto cima não era só a limpeza, mas ela tinha que se sentir bonita.
Então a gente começou a perceber >> que ela precisava ter um tratamento odontológico, que ela precisava ter uma maquiagem paraa mulher se sentir bonita e aí vai. Eh, depois a gente começou a perceber que a grande maioria dessas pessoas elas têm dependência química. Então a gente para poder a ter a nossa finalização, o que que é a nossa finalização?
Tirar essa pessoa da rua, né? Restabelecer a dignidade dela fazendo com que ela saia das ruas, porque a rua não é um lugar de se viver. >> Sim.
>> É, ela tem que ter um teto. >> E aí a gente percebeu que a gente nunca ia conseguir tirar essa pessoa da rua se ela não tivesse recuperada da droga, do álcool. E aí a gente começou a fazer a parceria com com as casas de recuperação, que a gente sustenta essa pessoa durante todo o período de recuperação dela.
>> Então acabou que a coisa ficou, a gente começou a perceber que pra gente atingir a nossa finalidade, que era recuperar aquela pessoa, era muito mais do que o banho. >> Uhum. >> Entendeu?
Mas o nome banho de amor começou porque era um banho >> e aí foi ampliando a coisa toda. >> Mas no final, né, numa metáfora aí é um banho de amor, né, também >> exatamente. É por isso que a gente nunca quis.
É um banho de amor. >> Aham. >> E e a a experiência, né, Márcia, vai te dando uma outra visão.
Então, te dá o exemplo. A gente começou distribuindo eh comida marmitex. Daí a gente vê na rua aquele tanto de marmitex e eh jogado fora, eles tiram a carne só, entendeu?
E jogam isso aí. É muita gente às vezes distribuindo. Então hoje a gente dá um sanduíche, um pacote de biscoito.
Eh, ontem tinha chocolate quente, o suco, a Copagem nos dá os copos de água, né? Uma parceira também importante, né? Além de ficar o caminhão pipa abastecendo a caixa d'água pros banhos, eles também nos dou um copo de água.
Então assim, esse kit de alimentos é uma coisa muito melhor que alguns pedem até para tomar café no dia seguinte, entendeu? Quando às vezes >> termina e sobra algum. Então essa questão foi muito, foi muito boa e a gente tem parcerias que nos ajudam muito.
Até aproveitar, Marcos, colocar a o Minas CN Solidário é um parceiro assim maravilhoso, >> sempre que estão nos dando livros, entendeu? Porque tem a leitura de amor, >> eh empréstimo de livro, empréstimo entre aspas, alguns devolvem, outros não. >> Uhum.
>> Eh, lá durante as ações. E aí na semana que vem eles pediram, Marcos, eles vão fazer, vai ser na Tamamois. a festa junina.
Então eles vão levar caldo, eles vão levar toda a alimentação, né? Vão levar música. >> Legal.
>> E aí a gente não vai não vai ter distribuição de lanche. As meninas do lanche vão só para distribuir as senhas que é tudo muito controlado, sabe? Tá?
Tem senha para todo mundo, pulseirinha que a gente coloca na alimentação para eles não tirarem com a numeração, a senha direitinho, sabe? Então eles vão na próxima ação, vai ser lá na rua do Samolis. Isso foi uma coisa que deu muito certo essa questão do lanche.
Depois que a gente deixou de darum, >> a gente vai aprendendo e vai melhorando, né? >> Sim. É, com certeza.
Muitos anos também de aprendizados aí você já tem, né? >> Isso aí. >> Uhum.
>> Então tá ótimo, gente. Muito obrigada. Obrigada pelo tempo.
Desculpa aí pela mudança de dia e de link. Não, fica tranquila. A gente agradece muito a ajuda.
Ela é extremamente bem-vinda, tá? >> Com certeza. Aham.
>> E quem sabe um dia vão se tornar voluntários, né, Marcos? E a gente vai ficar muito feliz, né? >> Boa.
>> É, >> é isso aí. Então, tá bom. >> Até mais, gente.
>> Até mais. Obrigado. Beijo, Maria Al.
>> Um abraço. Um abraço. Beijo.
Ab.