[música] [música] Bom dia, boa tarde, boa noite. Muito bem-vindos ao programa Juntas Geniosas. A gente tá aqui hoje com uma baixa de uma das nossas geniosas, a Paulinha, tá em casa, vai fazer uma um EAD aqui conosco. Estamos aqui com a Monique Elias, com a Glácia Viola e hoje tem um convidado. Nós temos aqui o Lincol Tavares, que é jornalista, pesquisador e Mentor para o tema masculinidades, é fundador do Instituto Homens que Cuidam. E o tema hoje, gente, é cuidado. A gente já falou sobre cuidado aqui. A gente falou de uma perspectiva de desigualdade de
gênero. Falamos da economia do cuidado. E hoje a gente vai retomar um pouco tudo isso, mas a gente vai também eh falar um pouquinho da perspectiva do cuidado na longevidade do brasileiro. O Brasil tá caminhando aí para ter eh na na próxima década muito mais eh eh Pessoas, 50 mais, 60 mais do que jovens. a gente já tá caminhando para isso. E essa questão do cuidado é uma questão delicada. O Brasil tá preparado para isso. Os homens estão preparados para ajudar as mulheres a cuidarem dos seus idosos. As mulheres eh vão continuar cuidando dos idosos.
Tudo isso vai ser discutido aqui. A gente vai falar bastante sobre o tema. Eh, no segundo bloco, a gente tem uma coisa um pouco mais descontraída, né? Nos últimos dias Aí o Brasil viveu uma histeria coletiva em torno dos ETs que invadiriam o jogo do Brasil, né? Enfim, lá no eh ia ser todo mundo abduzido no estádio lá nos Estados Unidos. Então, a gente vai eh discutir um pouquinho essa histeria coletiva do ponto de vista divertido, do ponto de vista crítico. A gente vai falar sobre tudo. Bom, ã, a gente abordou no programa passado, a
gente falou sobre o curso do Casarré, a Forge Farol, eh, um curso para o retorno da Masculinidade tradicional, né? Ele tá vai lá ensinar. Acho que o curso é agora em julho. Não sei se já começou, se, enfim, não tô com essa informação aqui. Eh, e a gente tem um contraponto aqui do Lincoln falando das rodas de conversa, do trabalho do instituto, né, indo por um outro caminho. A gente tá falando de homens que cuidam, a gente tá falando de masculinidades, eh, num sentido renovado, né, Lincoln? Muito obrigada pela tua presença. >> Eu que agradeço.
>> E a gente vai falar um pouquinho sobre o instituto, né? Hã, qual o lugar dos homens na cultura do cuidado, né? Eu acho que eh esse lugar ele tá meio perdido, enfim, a gente os homens não sabem qual é esse lugar, as mulheres entendem uma coisa, os homens entendem outra, né? E eu acho que a Paulinha pode começar a a debater um pouco isso com você, produção, bota a Paulinha no vídeo. Vamos fazer o EAD da Paulinha aqui. Na verdade, é gad, né? Geniosa a distância. >> Olá, pessoal da JGTV. Eh, Lincol, antes de
tudo, queria dizer que é uma alegria poder participar, mesmo que a distância, num tema tão relevante, tão importante na sociedade nos dias de hoje. Eh, fiquei muito contente de saber das suas iniciativas e que elas se multipliquem. Eh, infelizmente eu não pude estar hoje aí presente, já deixo um abraço paraas Minhas queridas que sempre me acompanham e todo mundo que tá acompanhando a JGTV. Bom, a minha pergunta é a seguinte, eh, a gente sempre associa o cuidado, geralmente a uma ação à outra pessoa, mas o cuidado também tem a ver com a nossa formação de
identidade, criação de vínculos e também até pode fazer sentido no nosso projeto de vida. Eh, na sua experiência, o que mudaria se os homens deixassem de ver o cuidado como uma obrigação ou até uma ajuda, né, Como viciosamente a gente tende a falar, e passar sem a enxergar o cuidado como parte de quem ele é? >> É curioso isso, né? Porque na fala da própria primeiro primeiro bom dia, boa tarde, boa noite a todas e a todos, né? Eh, e você vê como são várias camadas na própria fala da Jusara. Em algum momento ali você
falou da ajuda, né? O quanto todos nós temos essa ideia de primeira entender que se eu digo que alguém está ajudando, eu tô dizendo que a Responsabilidade é do outro e eu vou dar uma forcinha. É como seu Dimas, meu pai, que aos domingos ele lava a louça do almoço e ele acha o máximo que ele faz isso, porque ele tá ajudando. O que a gente propõe uma reflexão é o o o sobretudo da perspectiva do cuidado, é quando a gente tá falando do cuidado, a gente tá falando de ajudar, tá falando em dividir. Sim.
uma responsabilidade que é eh de adultos funcionais quando a gente tá falando de uma organização Familiar, né? Então, essa pergunta é muito interessante nesse sentido, porque eh a a premissa básica é, a gente aprendeu que o cuidado tá num lugar de afeto, eh, da do lado das mulheres, das mães, e pro homem tá do lado do do prover, né, de de do sustento. E uma confusão que a gente sempre fala que existe, o homem confunde cuidar com prover. a gente é ensinado a performar na coisa de prover. Então, a a primeira questão é eh entender
que prover é parte E todo mundo pode prover dentro de uma casa. E essa é uma discussão boa para se pensar no para se colocar no horizonte também. Os homens entendem o prover como uma coisa econômica, mas numa sociedade onde as mulheres cada vez ainda bem estão conquistando espaço, sobretudo no mercado de trabalho, e quando a mulher ganha mais que o homem, que acontece muito, né? Sim. >> Eh, a machosfera aí, os reds, eles fogem muito da realidade. Tem um monte de Mulher que ganha mais que os companheiros e ok, tá tudo certo, né? Eh,
uma das conselheiras do Instituto Homens que Cuidam, a Cris Brito, falou isso recentemente numa roda de conversa nossa, né? Ela ganha, ela sempre foi executiva de grandes empresas e ela eh tá muitos anos com o companheiro e ela sempre ganhou mais do que ele e eles sempre discutiram muito isso em casa, né? o que para ele dentro de casa não era um problema, quando você vai paraa Sociedade se transforma num problema. Então acho que primeiro é dividir, né, a coisa do prover como o provido, né, eh, realmente >> e a questão do cuidado, como algo
que acho que foi falado do criar vínculos, né? Eh, a gente não é estimulado a criar vínculo. A gente estava falando aqui nos bastidores antes de começar, a licença paternidade é uma prova disso, a não licença paternidade, né? Porque eu não sei se vocês sabem, a gente foi Regularizar a licença paternidade agora. A Constituição de 1988 deixou em aberto a licença paternidade. Ela era provisória na Constituição. >> Hoje a gente tinha aí a Constituição de 88 colocou 5 dias de licença paternidade, que é nada, né? Não é licença nenhuma. >> E 20 dias para as
empresas que são empresas cidadã aumentar até 20 dias. Exato. E dizendo pro homem, o cuidado não é o seu lugar, né? Quando você fala Que é 5 dias e você tem, né, um processo que é longuíssimo, a gente tava falando aqui nos bastidores também, por périos que duram um ano, mais de a da minha esposa foi mais de um ano de por pério, né, até ela se entender nesse lugar como mãe, o corpo, a cabeça, tudo que muda, né, com a maternidade. Então, é mais ou menos por aí. eh eh entender o cuidado. Basicamente, eu
acho que e eh precisa-se dizer o óbvio, sobretudo para nós homens, o que é cuidar, é afeto, é Vínculo, é participação, é troca, é é dividir as responsabilidades e não e e aí tem uma uma questão aí do dos papéis de gênero que são muito impostos, né? Mulher tem que fazer isso, homem tem que fazer aquilo. E os meninos estão crescendo assim, né? Os jovens aprendem isso e estão se desenvolvendo dessa maneira. Eu não sei se respondeu, mas acho que é uma boa introdução essa pergunta, essa provocação paraa conversa, né? >> É, a a Glau
vai falar agora. Eu só queria colocar uma uma questão que assim de tudo isso que você falou, eh, a gente vê que as mulheres tomando um espaço, ganhando espaço no mercado de trabalho, né? Os papéis sendo divididos, a, a responsabilidade dividida, a corresponsabilidade, enfim. Eh, e a gente continua vendo, segundo IBGE, as mulheres, eh, acho que 10 horas a mais, eh, >> 21 horas, >> 21 horas a mais, né? 10 horas. Mulheres, a Organização Internacional do Trabalho fala fala que eh mundialmente as mulheres eh dedicam três vezes mais eh 30 horas semanais, no Brasil 21
horas e os homens 11. Quase quase o dobro as mulheres dedicam. >> Sim, >> né? Então isso mostra que semanalmente as mulheres e aí tem a jornada dupla tripla, né? Tem o o estudar, tem o trabalhar, tem outras outras coisas e Cuidar da casa, que é semanalmente mais praticamente o dobro do que os homens dedicam. >> Ó, aqui, segundo IBGE, eh, quase em média quase 10 horas semanais a mais do que os homens aos cuidados de pessoas e afazeres domésticos. Esse é o dado que eu tenho aqui do IBGE. Eh, loucura, né? Quer dizer, tudo
muda, mas a sobrecarga eh continua sendo e inclusive tem pesquisas também que enfatizam o que ele falou que tem mais de 80% dos lares são >> chefeados paraas mulheres. 11 milhões de mulheres que são são chefes de família hoje no Brasil. >> Eh, e que e que, portanto, para as que têm filhos, a fonte de renda é só delas >> e 5 milhões de crianças que não tem o nome do pai no registro. E sabe uma coisa que eu achei interessante na sua fala, que você falou do prover e como foi tão automático pra mulher
o cuidar no sentido do cuidado e o prover no sentido financeiro. Como a gente acoplou Isso na nossa vida de uma maneira tão automática e por que pro homem a gente precisa lembrá-lo que ele também precisa cuidar, né? >> Sim. Sim. Existe um existe um por que que a gente precisa tanto lembrar pros homens o que eles precisam fazer, né? Sendo que para nós a gente vai absorvendo, absorvendo, absorvendo e incluindo na na rotina, na tarefa, no nas obrigações mentais. E pros homens a gente precisa lembrá-los. >> É porque eu acho que isso até hoje
é cultural, é uma coisa cultural que nem eu ia ia agora colocar uma pergunta que eu achei interessante você falar da questão do >> da financeira, né? que o cuidado pro homem é ele prover financeiramente. E isso até hoje a gente ouve palavras e sendo muito atribuídas aos homens como liderança, força. >> Exatamente. Exatamente. >> E e o cuidado tá totalmente longe da da Masculinidade, né? Quando você fala do cuidar, parece que você que você tira a masculinidade do homem, >> que é coisa de menina, né? É coisa. Tem uma coisa que a gente que
a gente estuda muito em masculinidades que é não basta ser homem, tem que performar ser homem. >> Hum. >> Então, socialmente o homem não basta ele ele ele se colocar como homem, ele tem que ter uma performance que seja equivalente ao E o que que a gente quais São os signos que a gente sabe de ser homem? Não chorar, não demonstrar sentimento, eh trabalhar, né, e ser forte. São esses quatro pontos. Eh, na última roda de conversa que a gente fez no no Homens que cuidam, um dos dos homens que par falou exatamente isso. Eu
tenho dois filhos, um de 18 19 e eles tiveram um outro filho, uma menina, acho que tá com quatro aninhos agora. E o e ele ele disse, né, rapaz, eu criei meu filho para ser forte e hoje mais Experiente, mais maduro, eu falo por que que eu não queria ele para tantas outras coisas? Eu fiquei focado que ele tinha que ser forte, que ele tinha que resistir. Eu sou geração X, né? Eu nasci em 75. Eh, a minha geração também foi muito marcada por trabalhar. Então, fez 14 anos, 13 anos, tem que trabalhar. E, e
aí eh esse signo ele é reforçado ao longo da vida. E, e, e acho que a Jusara colocou isso também, né, de de a gente é Eh moldado para o trabalho e para performar essa coisa do do do da força de do sair para buscar o sustento, né? Eh, o que não cabe mais nos dias de hoje, né? Eh, a realidade prática, né, de conviver em sociedade é ter uma família, um núcleo familiar, vai muito além disso, né? Sim. >> Até pela capacidade das mulheres, né? Eh, eh, o quanto o quanto não pensar nisso coloca
as mulheres num lugar de desvantagem no mercado de trabalho, em Em disputar o mercado de trabalho, porque se o cuidado é só dela, e vocês falaram de economia do cuidado anteriormente, que é meu tema preferido, né? Se a se a economia do cuidado ela é ignorada, e eu não sei o quantas pessoas têm clareza do que é essa economia do cuidado, ela fica restrita a algo que é só pelo afeto. A mulher cuida porque ela nasceu para isso, porque ela desenvolveu isso naturalmente. E é uma grande falaça isso, né? Cuidado você aprende, né? Eh, Todo
mundo aprende a cuidar, não tem gênero. >> Se a mulher aprender a trabalhar, o homem aprende a cuidar. >> É como se a gente tivesse fadada. >> É como se a mulher tivesse fadada, nasceu para procriar, né? É como se você tivesse falando isso, né? Ela nasceu para cuidar, para dar amor e e a basta, né? Questão até na questão da força, né? Que a gente também fala, a mulher ela é muito forte hoje. Acho que tem muitas Que muito tem muitas que são muito mais fortes que os homens, né? É que a tendência é
assim, toda vez que a gente generaliza, a gente despersonaliza. Então o discurso o discurso vazio pobre é esse que generaliza as mulheres isso, os homens aquilo. Isso, isso eh tira a profundidade do diálogo. Que mulheres a gente tá falando? >> Eh, a mulher nasceu para para cuidar. Que mulher? >> Sobretudo no Brasil, né? A gente ignorar essas nuances, né? Tem uma polaridade inclusive, né? O discurso simples, simplista, raso, é: ah, porque as mulheres isso, porque os homens aquilo. Quando a gente traz pras pessoas, pras características individuais, >> Uhum. >> tem muito mais camadas. A gente
tava brincando anteriormente aqui, ah, mulher é aquela frase, mulher é um bicho complicado, um bicho estranho. O ser Humano é um bicho estranho, >> como pessoas, a gente é complexo. Só que o discurso pobre é aquele que é muito mais fácil generalizar, né? Homens são para isso, mulheres são para aquilo. Eu tiro toda uma possibilidade de Mas e a minha individualidade, né, que a gente pode até tratar disso aqui em algum momento, né, individualmente, como é que a gente se desenvolveu como como indivíduo para dizer se aquilo faz sentido para mim ou não, né? >>
Legal. Monique também tem uma um aspecto aí para abordar com você. Eu vou ler [risadas] porque >> fica à vontade. >> Eh, um relatório desenvolvido pela pro mundo e com parceiros de vários países mostra que os homens mais envolvidos no cuidados com os filhos, eles relatam níveis maior níveis maiores de satisfação com a vida, relacionamentos mais fortes e mais bem-estar emocional. Então, nós costumamos falar dos benefícios que o cuidado traz para quem recebe cuidado, mas parece que cuidar também faz bem para quem cuida. Na prática, que transformações você observa nos homens que passam por esse
processo? Ah, essa pergunta é maravilhosa. Primeiro dizer que eu sou consultor do Instituto Promundo, então tenho muito orgulho de falar disso, porque a Promundo é uma instituição que tá em Brasília e que eh tem alguns processos De educação que eu faço parte, sobretudo de saúde do homem, de paternidades. Eh, então, eh, é muito bom que essa pergunta venha com esse fundo de cena, exatamente porque, eh, como o homem ele é apartado do do que do que é o cuidado de maneira mais aprofundada, né? Quem cuida tende a desenvolver o afeto de uma maneira diferente, né?
Então, o homem que participa do cuidado, o homem que divide os cuidados, que cria vínculo, porque e aí eu vou entrar numa situação Aqui pode ser muito polêmica, que é a mulher nasceu para ser mãe, né? Que né? Que mulher que a gente tá falando? E a mulher que fala que não quer ter filho e tudo bem, isso é muito, é muito pessoal, né? Então, quando eu tiro o homem desse lugar, eu tiro a oportunidade dele de o que que envolve o cuidado, né? E aí entra na coisa da carga mental, né? Quantas quantas quantas
coisas aparecem para efetivamente gerar o cuidado. Então, quando a gente tá falando de um Serzinho, de um filho, de um bebê, né? Quantos quantas camadas que existem, quantas coisas que a gente tem que pensar para manter aquela aquele ser vivo? >> Uhum. >> Né? E quando eu tiro o homem disso, eu tiro a possibilidade de ele também desenvolver algo que para ele vai ser positivo do sentido do afeto. Então o que essa pesquisa traz, né, é que não só é bom pra criança porque ela se Desenvolve mais na escola, ela ela ela eh desenvolve uma
melhor saúde mental, ela ela tem mais estabilidade emocional quando o pai é presente. E é e esse homem também, a pesquisa diz que esse homem também vai desenvolver habilidades que ele não desenvolveria se ele não tivesse a possibilidade de cuidar, né? Muito por essa pressão que a sociedade coloca que isso não é papel do homem, não é papel nosso, é papel da mulher. Quando o homem ele tem a oportunidade, Quer e é estimulado pro cuidado, ele ele aprendendo a cuidar do outro, ele aprende a cuidar de si. Porque nós homens negligenciamos o cuidado. Se eu
negligencio o cuidado com os filhos, eu vou negligenciar o cuidado comigo. A gente se suicida quatro vezes mais. A gente vive vive 7 anos menos na média no Brasil. Exatamente porque a gente negligencia o cuidado. O homem não pensa em saúde preventiva, né? O homem só vai no médico quando tá morrendo, né? Isso a Próprio, o próprio Ministério da Saúde diz. E eh a gente não tem o hábito de de uma de cuidar da saúde como as mulheres são estimuladas o tempo todo a cuidar. Então, quando eu desenvolvo esse cuidado pro outro, eu desperto paraa
importância que eu tenho que cuidar de mim também. E eu falo isso de uma perspectiva muito pessoal. Eu tenho uma filha de 10 anos, a Maria Lídia, eh, eu fui aprendendo que eu preciso est eu eu preciso e precisaria, preciso estar bem para Cuidar da minha filha, né? e vi e cresci com a minha mãe doente, não doente, saudável, não saudável, cuidando da gente. Então assim, o quanto é importante que eu me cuide, que eu tenha uma saúde preventiva, que eu seja saudável, que eu viva muitos anos para poder cuidar da minha filha. A gente
foi ter filho tarde, eu e a minha esposa, né? Eu tenho 50, a gente, eu fui ter filho com 40. Então eu falei: "Cara, se eu não cuidar da minha saúde, se eu não Cuidar de mim, como é que eu vou ter disposição para cuidar da minha filha? Eu quero tá muito bem para cuidar dela." E vocês não vocês não elaboram isso, vocês só cuidam, né? Uhum. >> Então acho que tem um passo anterior aí que é cuida de você para você poder cuidar do outro. Quando você cuidar do outro você vai ver que você
precisa cuidar de você. É um é um tem uma sinergia entre isso, né? >> E eu >> essa elaboração é tão natural, porque é uma coisa tão natural que a gente realmente não racionaliza. A gente >> exatamente o óbvio precisa ser dito. >> Eu queria falar completar que você deu muito essa esse exemplo do pai com os filhos, né? Mas acho que também o homem se transforma quando ele se coloca em situações de, por exemplo, cuidado de uma esposa doente. >> Sim. de cuidar dos pais quando ele é um filho quando as irmãs não estão
Presentes, né? Ou ele é o homem, o filho único, né? >> Ou ele simplesmente tem atitude disso. Não precisa ser pode ser uma coisa, porque o que a gente tá falando, cuidado ele ele é colocado nem sempre ele é ele é a única opção, por exemplo, que que existe. Às vezes ele não quer, ele é a opção que existe de cuidar de um pai, de cuidar de uma esposa. Muitos, eu vejo muitos que se se acabam junto ali, né? Mas muitos se aprendem, se modificam Quando são postos à prova ali, não só o pai, né?
A gente tá colocando aqui o pai porque, enfim, é o comum, né? E eu acho que é transformador mesmo quando o homem a vou pôr um termo feio aqui, se torna mais humano, se torna mais >> se torna mais se torna mais sensível ao outro. Eh, eu acho que eh tem algumas palavras que a gente eh evita trazer exatamente para trazer pro lugar de de humanizar as relações. O que a gente tá conversando aqui, o eh esse assunto é Bom para os homens para humanizar as relações, não é para ele ser menos ou mais, mas
é para eles se humanizar e o quanto isso é importante, né? Isso que você traz é muito é muito legal, porque se a gente olhar para os dados do abandono, né? O abandono, o homem, ele é estimulado o tempo todo a performar, a sair. Eh, as pesquisas divergem, mas entre 70 e 80% dos homens abandonam as companheiras quando tem quando nascem filhos com Deficiência. >> Entre 70 e 80%, né? Eh, acho que 80% é nos casos de filhos com autismo. Os caras vão embora. E isso aí é papel da mãe, né? A, e, e, sistema
prisional, 92% dos homens eh do sistema prisional brasileiro são de homens. Você vai na no domingo no na visita, tá cheio de mulher na porta para visitar os companheiros. Você vai no presídio feminino, não tem nenhum homem. A gente não é, a gente entende que esse cuidado não é algo que É estimulado, então não é para mim, né? >> Pelo contrário, a gente vê no sistema prisional mulheres que se relacionam com outras mulheres lá dentro que entraram heterossexuais. >> Uhum. se relacionam com outras mulheres, porque os homens abandonam essas mulheres e quando elas saem do
sistema prisional, elas voltam a ser heterossexuais. Eu não tô generalizando, tô dizendo que existem casos assim, >> porque o homem entende que aquele não é O lugar dele. Os homens se separam e se separam junto dos filhos. As mulheres não concebem essa ideia. vocês, você, eu não separei do do meu companheiro, eu separei, aliás, eu separei do meu companheiro, não separei do meu filho. Os homens, né, entende que tudo bem se separar da mulher e dos filhos, porque o papel da mulher é cuidar, né? Acho que esse lugar do abandono, ele é muito forte. >>
Me veio uma dúvida agora sobre isso, Porque a gente alguns anos atrás, por exemplo, a gente falava muito pouco sobre guarda compartilhada. Hoje isso é um assunto até muito mais comum. >> Sim. Quando existe um divórcio, tem muito mais pedidos de guarda compartilhada. a gente vê que a participação do pai eh tem ela é um pouco mais ativa hoje, mas por que mediante a esse fato, por que que a gente tem eh um um retrocesso também, uma um uma um aumento Desses dessa coisa da masculinidade mais tradicional e e que traz essa coisa mais, eu
não queria usar a palavra redpill, mas eu não consigo achar outro agora. Sim. É, é assim, eh, isso é uma é uma discussão aqui, podcast de 3 horas, né? Eu sei que a gente não tem tempo, mas eu eu o que eu entendo para tentar sintetizar o que você traz, que é muito importante é assim, né? a gente a gente tem uma uma uma estrutura social que Favorece, né, que os homens se se abstenham, se apartem de de coisas que são atribuídas como papel das mulheres, né, socialmente isso é colocado em todas as camadas sociais,
no trabalho, na família, na sociedade como um todo, né? Então, a gente vê muitos casos onde a essa responsabilidade ela não é não é uma ela não é compartilhada, né? Então, eu diria que tentando não tentando resumir para não aprofundar, o que a gente entende é que quando a gente Tá falando dessas masculinidades, a gente tá falando de manter o modelo de privilégio. Existe um livro que eu gosto muito que chama crise da masculinidade, do France e do Ponderi. O tema é a crise da masculinidade. Mas esse esse educador vai dizer o seguinte: ao longo
da história da humanidade, nós homens produzimos essa crise. >> Uhum. Não, não que necessariamente ela exista. Toda vez que o homem vê os seus privilégios em risco, ele diz que a Masculinidade tá em crise. Eu eu adoro essa perspectiva dele, porque para mim faz muito sentido. Toda vez que o homem se sente, quem que gosta de perder privilégio? Ninguém gosta. Os homens são cri nós homens somos criados para manter privilégios. Então, quando eu digo que ele tem que dedicar mais tempo pros filhos, mais tempo pra família, que ele tem que tirar licença dividida com a
companheira e todas que ele tem que dividir essa carga mental, que ele tem Que dividir a responsabilidade, o que socialmente nunca foi atribuído a ele, fala: "Poxa, mas eh eh ele se vê perdendo esse privilégio." Então, eu acho que essa crise da masculinidade, ela é eu entendo e eu concordo com a perspectiva do Fran do Ponderi. Eh, ao longo da humanidade a gente tem momentos cruciais onde essa crise e hoje eu acho que a essa tal da da machosfera, esses grupos reds e tal, e que tudo bem de falar deles porque a gente quer chamar
Eles para conversa. O problema é quando não se conversa, né? >> Eh, eh, o duro é que essa galera não quer conversar, eles querem colocar certezas. Eu não tenho certeza de nada da vida. Você quer, os caras não querem conversar, só querem dizer o que eles acreditam que tá certo, aí fica difícil. Mas acho que essa crise da masculinidade, né? Eu acho que é isso. É, é, é a gente entender que vamos discutir privilégio, o que quantos Privilégios a gente tem que a gente tá disposto a pelo menos falar sobre eles, né? E o quanto
esses essa essa crise ela é produzida todas as vezes que tá avançando a pauta das mulheres, a gente os homens vêm com essa coisa de nossa, estamos em estamos sendo, né, perseguidos. o homem de falando do casaré, né? Eh, o o modelo do homem tradicional, né? Exatamente. Porque vê vê em risco os privilégio que a gente teve durante a história da humanidade Toda, né? >> É, a gente vê isso, né? Vê uma um uma crise eh por perda de privilégio, esse retorno, tentativa de retorno para uma masculinidade tradicional, mas a gente também vê os homens
um pouco cansados do modelo, né? e e aí no sentido de estar perdido realmente nesse momento que a gente tá vivendo, nessa transição que a gente tá vivendo para uma uma eh questão do cuidado maior, para uma divisão de Uma corresponsabilidade maior, enfim, >> eh tem um vazio de referência, né? Eu acho que você mais do que ninguém eh sabe disso. Agora, o que tem chegado para você no instituto eh com relação a esse cansaço dos homens? Porque esse modelo ele não beneficia também, >> né, este homem, né, porque ele, como a gente colocou aqui,
a Glassa colocou, você também falou, ele ele é ele tem que ser forte, ele tem que prover, ele tem que é bastante coisa nas costas de um Homem, >> né? E e de uma forma que ele não pode demonstrar nenhum tipo de vulnerabilidade também, não pode dividir o seu papel, né, com ninguém, né, >> muitas camadas, né? [risadas] É, é, é assim, eh eu eu sempre tenho muito cuidado de falar sobre isso para não entrar para não entrar numa coisa fácil do coitadismo, coitado dos homens. Não é sobre isso, né? >> Não, não é sobre
isso. Mas é, é, é Assim, é uma dor real, né? É bom que a gente diga, existe uma dor, né? Aqui pessoal fala: "Ah, feminista odeia homem, feminista mexe pau em homem, enfim". Não, a gente entende essa perspectiva, né? Dessa transição que eles estão vivendo, né? Assim como a gente também quer modificar o modelo e a gente passou por uma transição e também e vem aqui, né, sobrecarregada também tentando ali compor, melhorar a situação, enfim, os homens também estão Nesse lugar, né? >> Tem uma tem uma pesquisa do Instituto Papo de Homem recente agora, uma
pesquisa chamada Meninos. Não sei se vocês viram isso, no do Instituto Papo de Homem, que é uma grande referência para nós, já tá aí na estrada faz tempo, né? Eu admiro muito o trabalho deles nessa pesquisa. Eles eles entrevistaram 11.000 eh meninos e jovens da América Latina toda, se eu não me engano. 11.000. Seis de cada 10 meninos dizem que não tem uma referência positiva >> de homem, né? >> De homem, seis em cada 10, e que procuram essa referência positiva. É aí que que outros grupos ocupam esse espaço, porque sobretudo o jovem, né? Nós
nós todos aqui somos jovens, mas já fomos mais jovens, né? a gente já foi mais jovem, a gente não tem uma coisa de pertencimento. Quando a gente é jovem, a gente precisa pertencer a alguma coisa. Eu acho que esses grupos eles ocupam esse espaço. E você falou do Casaré, eu acho que e eh existe, tem uma pesquisa recente também que fala que os os a geração Z, se eu não me engano, os meninos são mais conservadores que as meninas. As meninas estão cada vez mais progressistas, o que é maravilhoso. Eu tenho uma filha, acho isso
maravilhoso. E os meninos estão cada vez mais conservadores. Sim. inacreditavelmente. Por quê? Porque Existe um discurso muito forte de pertencimento do que é ser homem, ser valente, ser forte, ter dinheiro, conquistar todas as mulheres e por aí vai. Então, eu acho que esse aspecto, né, eh eh eh se os homens estão procurando uma referência masculina e o próprio papo de homem tem um tem um documentário chamado silêncio dos homens. Não sei se vocês já viram falar, o silêncio tá no YouTube é gratuito. A gente usa muito como referência no Silêncio dos homens. Os homens vão
dizer também que às vezes eles têm que procurar 10, 12 homens para conseguir dialogar sobre os seus sentimentos. Ele procura o primeiro, o primeiro não quer falar. Ele procura o segundo, o segundo não quer. Ele procura o terceiro, quarto, quinto, vamos tomar uma cerveja. Ah, para disso aí, isso aí é coisa de de mulher, não sei o quê. Então assim, o cara quer falar de sentimento. E aí acho que entra um pouco, né, o trabalho do do Do homens que cuidam também. É maravilhoso quando você vê um cara lá com 60, 70 anos que o
cara senta num lugar para conversar e fala: "Eu precisava desse espaço aqui para poder dialogar". E o cara tá, ele tá desejando poder se vulnerabilizar. Só que dentro dessa caixa dos homens que a gente fala, né, que é um conceito da caixa dos homens, existem coisas que ficam eh dentro dessa caixa que que essa é forte, não pode falhar, não pode chorar, tem Que ser provedor, né? não pode falhar sexualmente. Existe todo um o crachá de macho, né, que a gente fala tudo que tá fora disso. Porque nós homens, a gente não é criado aprender
o que é ser homem. Isso é muito importante de dizer. A gente é criado, a gente é criado pela negação. O que que a gente não pode ser? >> A Valesca Zanelo fala muito disso, né? eh, que eu gosto muito dela. A gente a gente aprende que tudo que remete ao Feminino, por isso que a homofobia é tão forte dentro do machismo, porque tudo que é referência que a gente tem, que tudo que referencia o feminino, a gente tem que repelir. >> Uhum. >> Repelir, né? Então, tudo tudo o que que tá dentro da caixa
dos homens, né? Sentimento não pode demonstrar, não pode demonstrar fraqueza, não pode se vulnerabilizar, né? Só que uma hora a conta vem. Por que que os homens se Suicidam mais? Porque os homens eles morrem mais se suicidando e matam mais, né? Exatamente. Por quê? Por reprimir, reprimir, reprimir. Uma hora isso estora de algum jeito. E o como é que as mulheres, via de regra são estimuladas a falar de sentimento, a dialogar, a conversar, né? E a gente não. Então, eh, eu acho que esse lugar do instituto também é eh vamos criar ambientes onde a gente
possa ter as ferramentas para se vulnerabilizar e que isso não é ruim, Né? Isso é algo que nos humaniza, não é? Eu não gosto dessa coisa de novas, embora o meu livro chame novas masculinidades, a ideia não é tirar de uma caixa e colocar na outra, né? >> Não é a caixa do >> É ampliar, né? >> É ampliar para por uma coisa mais plural, né? Porque é tudo tão complexo, né? E vocês vocês perguntam o que que é ser homem? Não sei. Eu não sei dar essa resposta, né? >> A gente tá todo mundo
aqui aprendendo, né? Eu posso trazer a minha referência do que eu a ao longo da vida eu fui entendendo o que é ser homem. O que era ser homem para mim há 5 anos não é mais do que é ser homem hoje. >> O que era homem para mim há 10 anos não é mais do que hoje. Mas de longe não é. E acho que não vai ser também. >> Isso também vale para nós, né? É sim, para todo para todo mundo. Eu ia colocar que isso foi uma coisa que a gente falou No programa
passado quando a gente eh eh resgatou a a coisa do curso do Casaré, que a gente falou exatamente isso, que eles ele esses cursos todos eles falam da do resgate também da disciplinidade e o resgate não existe porque o o que era antes não se encaixa mais hoje, né? >> Como e é muito curioso que >> Pois é, tá mudando, né? E e assim e é e é uma coisa meio século X7, né? que que hoje não cabe mais, né? Então, acho que eh eh Eu eu assisti, né, a entrevista dele lá e tal, eu
acho que ele ele ele foi muito eh competente, eu diria, no sentido de ele colocou ali, ele não foi para um caminho de embate, né, de briga, de discussão, ele ficou falando manso, tal, mas >> é, mas ele ficou na superficialidade, né, também >> pois que eu queria chegar a Vera Iaconelli e o o outro eh poxa, meu amigo Ismael dos Anjosel. Trouxeram dados, trouxeram pesquisa, >> mas também não conseguiram falar, né? >> Ele foge disso. Ele vai para uma coisa mais rasa, mas mais emocional, que é onde pega a gente, né? Onde pega o
jovem, né? Então, acho que eh a gente também precisa, esse lado aqui de vocês como como mulheres que estão propondo essa conversa é a gente pensar que ferramentas que a gente pode usar, né, para exatamente o que a Jusara falou é tem tá tem muito homem aí do lado de Fora querendo dialogar, querendo se vulnerabilizar, querendo ser um pai melhor, querendo ser um marido melhor, quer e e aí para além da questão de da questão heteronormativa, né, >> que é também outra coisa que restringe muito o diálogo, né? O que quer ser um pai gay?
O que quer ser um pai preto? O que quer ser um pai periférico? E e essa masculinidade que eles propõem discutir não discute nada disso. >> É só o que o homem não pode ser. Ele não Pode ser mariquinha de novo. >> Ele tem que ele tem que ser o cabeça da família, a mulher tem que isso, aquilo. Então assim, eh, tira uma possibilidade de discutir algo que é complexo, né? >> Eu, eu fal coloc só atribuindo um relato pessoal assim, o que você falou da do da questão geracional. Eh, eu tenho um pai de
90 anos e que eu tenho conversas com ele, ele ele é um um cara de um homem de 90 anos com um monte de raízes aí, né? Geração >> e eu tenho conversas com ele super bacanas que eu não consigo ter com meninos mais jovens da minha família assim que que realmente tão numa que ótimo isso. >> Numa caixinha, né? >> É numa radicalidade que E eu sou filha, eu sou temporona, né? Eu sou, na verdade, eu tenho idade para ser neta do meu pai. Então, além de tudo, eu ainda além de ser a mais
nova, mais progressista, mas eu tenho uma questão Geracional também muito grande com meu pai, assim, então a gente tem conversas maravilhosas, assim, é muito legal. >> Bacana, gente. A gente, eu acho que uma reflexão importante desse bloco é exatamente o que a que a que a Ga colocou, né? a gente precisa sair da tarefa, né, do da ajuda e e transformar da ajuda que eu coloquei no começo do programa e e transformar em atitude e ser um parte essencial de quem o homem é, né? O cuidado, ser parte essencial de Quem o homem eh é
e vem a se tornar, pode ser, enfim, >> pode se tornar, >> né? E e dentro dessa pluralidade, né, que o Lincol também colocou, né, de masculinidades, >> sim, >> eh são novas, mas assim, são várias. né? Enfim, legal. Eh, bom, aí vamos vamos pro próximo bloco que é mais divertido. E esse bloco, gente, eh vamos dar uma pausinha antes da gente falar sobre eh Sobre os ETS, os alienígenas [risadas] >> que queriam abduzir a a nossa seleção. Vamos falar do nosso patrocinador. Vamos fazer uma pausinha aqui para falar sobre a natural estética. natural estet
faz calçadas ortopédicas para você que tem questões ostimusculares, para você que tem questões articulares, para você que é diabética e tem alguma questão, enfim, eh, são calçados super confortáveis, feitos com maior cuidado, com tecnologia. E a Natural Step vai Aparecer aqui para você tudo direitinho, deve est aparecendo a longe para você. Já já apareceu no começo do programa e agora eu tô fazendo esse mechã. A gente tem o cupom de desconto, eh, vai te dar até 25% de desconto no site da Natural Sterp. O cupom é JGTV 2026. Então, coloca lá, vai ser super legal
para você. Ã, bacana. Eh, não, na verdade o bloco, esse bloco agora não é o bloco dos ETs Ainda. Vamos esperar um pouquinho para falar dos ETs. Vou falar do envelhecimento. >> Hum. >> Né? esquecemos a parte do envelhecimento. Eu tô, eu tô ansiosa pelos ETs, mas vamos lá, [risadas] vamos lá falar, vamos falar do envelhecimento antes. Bom, no, no censo de IBG de 2022, eh, a gente já tinha um crescimento de pessoas com 65 anos ou mais de 57.4%, né? Um crescimento eh ali datado dos Últimos 12 anos, né? e e em medida ali
no se de 2022 já temos mais de 22 milhões de pessoas nessa faixa etária, né? Nas próximas décadas a gente vai ter proporcionalmente mais idosos do que crianças, por exemplo, né? Ã, então a cultura do cuidado, ela vai deixar de ser um tema individual eh de cada família para ser um um tema no debate público, né? Uma preocupação da sociedade como um todo, né? preocupação eh das eh Das comunidades, das instituições públicas, enfim. E e aí assim a gente ã quando fala em longevidade, né, a gente fala de de eh de aposentadoria, a gente fala
de veículos, a gente fala de cuidado, de saúde, né? E nessa perspectiva, acho que a Monique tem um tem um aspecto interessante para levantar da Organização Mundial de Saúde. Eh, as pesquisas da OMS, elas apontam que a solidão, o isolamento social, elas Têm impacto relevante sobre a saúde física e mental, aumentando inclusive os riscos de depressão, comprometimento cognitivo, mortalidade precocia. Quando observamos que os homens mais velhos, especialmente aqueles que perderam companheiras ou se afastaram dos das redes familiares, percebemos situações muito delicadas. Será que estamos ensinando os homens a construir vínculos duradouros ou estamos ensinando apenas
a construir carreiras? Eh, eu tenho assim eh, exemplos que realmente quando os viúvos, as os maridos ficam viúvos, eles eh ou tem que se adaptar muito rapidamente a uma nova uma nova rotina, tudo, eles acabam falecendo muito rápido. >> Uhum. >> As mulheres, diferentemente, porque eu tenho eh minhas avós, por exemplo, elas ficaram vivas muito cedo >> e elas viveram até os 90 anos. Elas se adaptaram a uma vida, uma rotina de Moraram sozinhas assim e foram viver, fizeram cursos, fizeram que rodar, viajaram. E é uma diferença muito grande que eu vejo. Eu não vejo
os senhorzinhos agora isso pode estar mudando, né? Mas a gente não vê os os senhorzinhos tentando uma, sabe, fazer um curso de cerâmica, um óbvio de dizer, sabe? Eh, isso não é só empírico, não é só de uma experiência pessoal sua, mas isso tem pesquisas sérias que falam sobre isso também, né? É um recorte importante pra gente fazer Dentro dessa discussão do cuidado quando a gente fala de etarismo, de idadismo, né? Eh, e na verdade essa mudança tá acontecendo. A gente teve aqui no Brasil, no final de 2024, a aprovação da política nacional do cuidado,
né? E a política nacional do cuidado, ela fala sobre o cuidar de si, cuidar do outro e cuidar dos grupos vulneráveis, né? Então, eh, fala sobre os cuidadores, né? Fala sobre cuidar de idosos, pessoas com deficiência, fala da tal geração Sanduíche, que é essa geração que cuida dos filhos, do marido e da mãe, da, né, e que o quanto isso sobrecarrega as mulheres, não é? E o o dado concreto disso que você traz é o seguinte, né? As mulheres, eh, os homens costumam, quando os homens ficam viúvos, eles costumam entrar num novo relacionamento muitas vezes.
E isso tá relacionado à ideia que ele tem de ser cuidado por alguém. >> Uhum. >> A mulher não, esse chip não, não entra na cabeça da mulher, ela já se cuida sozinha faz tempo. Então, o que acontece? Quando quando os os companheiros falecem primeiro, essa mulher, ela vai desbravar caminhos que ela cuidou de todo mundo a vida inteira. Então, se os filhos já estão cuidados, o marido eventualmente faleceu, ela vai cuidar da vida dela e aí ela vai fazer curso, ela vai viajar, ela vai passear e ela e a tende ela ter uma qualidade
de Vida maior. Eh, e o que acontece com os homens é por essa cultura de não entender o cuidado de si, o cuidado com o outro como algo que pode nos melhorar como indivíduos, eh tende a esse homem ter mais eh eh a tendência pro processo de depressão, porque é é bem é bem o pensamento de quem vai cuidar de mim. Eles precisam encontrar alguém que cuide deles, >> que cuide del a gente, eu vou trazer pro pessoal aqui para para não ficar, né? Eh, e é e é o o homem tem muito essa coisa
e socialmente isso é isso é muito forte, né? Eh, o que que a gente o quando a gente fala do do machismo, né? Eu sei que é uma palavra que a gente procura evitar para não afastar quem não quer falar sobre isso concretamente, mas o o ele afeta todo mundo, ele é ruim e é e afeta todos nós, homens e mulheres, né? E como ele é uma estrutura, as mulheres também o reproduzem. Ele é reproduz reproduzido pelas Mulheres. Então, quantas mulheres, mães de meninos, mães de homens, mães de filhos no masculino, né, transferem o cuidado
delas para pra companheira quando é uma relação heteronormativa, né? Então ele deixa de ser cuidado pela mãe para ser cuidado pela esposa, >> né? Aí eu vou trazer um relato pessoal para tangibilizar isso. Quando eu casei, né, quando nós nos casamos, eu e a minha esposa Charlene, eu lembro na na primeira semana, as primeiras semanas de Casado, eu cheguei em casa do trabalho e tava tudo de ponta cabeça, bagunçado da semana, do dia a dia. E bateu uma coisa de poxa, ela não arrumou, eu tô sendo me vulnerabilidad. Eu falei: [risadas] "Nossa, a casa tá
bagunçada". Aí eu falei: "Mas pera aí, eu sou dono da casa também. E e eu não tô dizendo que eu entendi isso com pim pim pim. Eu eu mudei, é um processo. Falei: "Pera aí, quando a gente é filho, menino, solteiro, a a dispensa automaticamente Ela é reposta, a comida aparece no prato, a compra é feita >> e a gente não participa desse processo." As meninas, sim, >> as meninas aprenderem a fazer comidinha, aprender a cuidar do filho, de bebê, e os homens repelem que os meninos aprendam isso. Como é que a gente vai reproduzir
isso na vida adulta se a gente não aprendeu, né? Então eu quando me dei conta disso, falei: "Caramba, essa casa é minha também, eu tenho que Fazer comida, tenho". Mas não foi um processo, foi um processo lento. Aí a gente ficou só um ano sem filho, aí minha esposa engravidou da nossa filha e aí veio todo um período de por pé muito difícil. A gente quase se separou e muitos casais se separam nos primeiros meses quando um filho nasce, o primeiro filho, >> né? Eu eu participava de um grupo, um coletivo de homens que assim
é um número assustador de casais que separam nos Primeiros meses quando ficam os caras não aguentam tranco e vão embora e a mulher fica com a responsabilidade toda porque ele não se entende naquele lugar, né? Inclusive de entender que aquela mulher e, né? Eu fazendo terapia, minha esposa fazendo terapia, minha esposa começou terapia antes de mim e é muito duro pro homem a mulher virar para ele e falar assim: "Aquela mulher que você conheceu antes de ter filho, ela não existe mais". Minha esposa falou isso Para mim, olhando na bolinha do olho assim, aquela Charlene
que você conheceu não existe mais. Eu vou dizer para vocês que foi muito difícil ouvir isso, muito difícil, porque eu queria aquela Charlene, né, afetuosa, carinhosa, mas quando a gente não tinha filho, quando a gente era solteiro. Então, por quê? Porque falta maturidade emocional pro homem entender que isso é um processo que tá tá posto, vai acontecer. Então, acho que é um pouco isso, né? A coisa da Do da idade é é é o é o é o famoso menino Nei, né? O cara tá com 34 anos, é tratado como menino. Parece que a sociedade
não quer que o homem envelheça. E aí a gente fica reproduzindo esse modelo de não envelhecer, né? >> Eu ia falar exatamente isso, que eu eu li uma tirinha ontem, até o é uma tirinha até famosa, não vou lembrar agora o nome, eh o menininho tava brincando com de tava com eh brincando De boneca, empurrando um carrinho de boneca com a boneca dentro. Aí o amiguinho vira para ele fal assim: "Ah, mas você tá brincando de boneca?" Ele falou: "Não, tô brincando de pai". >> Pois é. >> Que é que é uma coisa deveria ser
ensinada desde >> na primeira infância, né? >> Deveria e deve. E e eu acho que eh eh esse é um é é assim, quer quer motivos para poder chamar os homens paraa Conversa? Exatamente. Puxar esse tipo de questão. >> Uhum. >> Eu eu eu vou ilustrar rapidamente aqui. Jusara, não brigue comigo, mas que ela, né, do tempo. Mas assim, eu vou ilustrar uma situação que aconteceu quando a nossa filha era pequenininha. A gente foi numa festa de no prédio que a gente morava de criança, de festinha de criança. E aí a gente tava ali sentado
comendo, conversando, um monte de Criança, os pais e tal. E aí o menininho pegou uma boneca para brincar. O pai tava do outro lado do salão de festa. Ele chegou em 03 segundos o menino e arrancou a boneca da mão dele. O que isso comunica para essa criança? Que aquilo é ruim. Aquilo cria uma marca eh eh assim perene na vida desse menino, que o afeto é ruim, ele tem que ser outra coisa. Como é que você vai dizer para esse homem? E aí, e por isso que é um processo complicado, como é que você
Vai dizer para esse homem que é bom cuidar? Porque o homem ele tá num lugar que ele vai dizer: "Não, mas se ele cuidar de brincar de bonecas, se ele brincar de coisas que são ditas femininas, ele ele ele vai ser ele vai ele vai ser mais frágil, o mundo vai ser mais cruel com ele." Então, >> percebe como é complicado, né? A gente foi criado assim, né? O e é e de novo é a coisa do negar o que que a gente não pode ser. E aí você eh eh às vezes o Processo de
maturidade do homem faz ele pensar: "Poxa, quanta coisa eu tô perdendo". Eu fui ter a primeira conversa profunda com o meu pai em 2015. Eu tenho 50. Meu pai tem, meu pai de 45, né? Meu pai tem 81 anos. A gente foi sentar para conversar em 2015 >> e foi absolutamente foi uma catars assim para mim. >> E tem gente que nem consegue conversar >> e muitos, sabe? A gente tava falando isso na última roda de conversa. Falar Eu te amo. Um monte de homem o tempo todo vem e fala: "Eu nunca falei eu te
amo" porque eu não consigo. Eu eu meu pai morreu. Eu não falei: "Eu te amo". não sai assim e com a mãe às vezes funciona um pouquinho melhor, né? A gente até exercita mais isso. >> Então, >> só voltando um pouquinho à nossa conversa do envelhecimento, eh, você acha que a sociedade brasileira ainda trata o envelhecimento como um problema Individual, sendo que ele devia ser uma respondidade coletiva? >> É, isso é culpa do capitalismo, né? Sim, né? Eh, eh, tudo que a gente leva pro individual, a gente tira a responsabilidade coletiva, né? Acho que sim.
A gente tem que pensar a questão do envelhecimento como algo que a sociedade precisa se preparar para isso. A gente vê, por exemplo, um meio de mudar essa chavinha tem >> a gente um bom exemplo que eu gosto de Trazer são as sociedades e orientais. O quanto o quanto o oriental tem uma ideia do envelhecimento diferente da nossa como como latinos, como ocidentais, né? Eh, o oriental tem muita coisa do da experiência do mais velho de morar junto, tem muita essa coisa dos pais irem morar com com os filhos depois que envelhecem, né? A gente
tem uma coisa como como ocidental, como latino, de repelir a velice, né? De afastar a velice, né? e o quanto a gente pede com Isso. Então, quando a gente traz pro coletivo, acho que a política nacional de divers a política nacional do cuidado, ela é exatamente para estimular a gente criar a política pública de pensar o cuidado como algo coletivo. O cuidado, ele tem que ser pensado como uma tecnologia para beneficiar todas as pessoas. Com sorte a gente vai envelhecer. Então, não é algo do campo pessoal, até porque quando a gente traz pro campo pessoal,
quem mais é afetado Com isso? Vocês, mulheres. >> Uhum. sobra pra mulher o cuidado, né? Então é muito mais fácil atribuir ao ao singular, ao pessoal, porque vira uma responsabilidade que é mais uma responsabilidade que a sociedade diz que é da mulher. Quando você traz pro coletivo aquela coisa da da, né, da de você envolve os filhos, >> você envolve a sociedade, né, o cuidar como algo coletivo. >> Então eu eu vocês falaram dos desses Dados, né? O hoje tem mais idosos do que jovens, por exemplo, no Japão. Sim. tem mais jovens do que crian,
tem mais idosos do que criança. Em 2050 nós seremos essa sociedade. >> Uhum. >> Então é um processo que a gente precisa se preparar para isso, né? Hoje tem os novos 50, os novos 40, né? O eh hoje a ideia do eu brinco muito com a minha filha, minha filha fica tirando barado da minha cara, me chamando de idoso, né, De velho e tal, mas isso é tão, isso é tão sutil, né? Eh eh eh o que que é ser velho, o que que é ser idoso, né? Eh, e isso entra muito na discussão de
gênero, né? O que é atribuído para um gênero, o que é atribuído para outro, o que quer ser velho, o que quer ser jovem. Isso também tá em mudança, né? Porque depende de como você se comporta pro mundo, como é que você, como é que você performa no dia a dia. Faz sentido para você ser vice como idoso, sim ou não, né? Tem tem Meninos que eu conheço com 40 anos, jovem, homens, né? com 30 e poucos anos que parece um velhinho. >> Exato. >> E tem cara com 70, 80 anos >> queonando, né, >>
fazendo, fazendo muito mais coisa que eu faço. >> Você falou da questão do capitalismo, estimulando a a questão do ehualismo >> do individualismo, né, na no tratamento da questão. Eu eu eu vou por um caminho Que eu acho que o capitalismo já sacou, né? A gente fala hoje em economia prateada, o capitalismo já sacou que o caminho é >> a gente focar nessa nessa comunidade longeva aí, né? Eh, a gente tem um aumento aí de soluções, né, para para de cuidado de produtos. É uma cultura fitness para quem é 50 mais, né, os os vovôs
marombas da vida, >> né, as mulheres também, enfim. Eh, a Própria cultura estética, né, ela vem acompanhando essa questão de manter a a aparência por mais tempo, enfim, né, as as eh intervenções não evasivas, né, na questão da estética, enfim. Eh, agora, por um outro lado, né, quando a gente fala de ã política pública e de responsabilidade pública sobre o tema, a gente vê a conta que não fecha na aposentadoria, né? A gente vê um teto insatisfatório de aposentadoria para as pessoas. Então, Quer dizer, um executivo que se aposenta hoje, sei lá, vamos falar de
alguém que tá no no sistema privado, né, que é um um executivo que tá numa grande empresa, um escalão, ganha um salário de 30.000, ele vai se aposentar com menos de 1/3 disso, né? Tem uma queda de qualidade de vida absurda, né? Uma falta de cultura no Brasil, de previdência, né? De de saúde, eh 50 mais, enfim, eh em termos de políticas públicas, né? E a aposentadoria do do trabalhador médio, Do assalariado, então nem se fala, né? É uma coisa que vai para um salário mínimo. Muitas vezes é um BPC, porque a gente tem gente
na informalidade de monte. que nunca contribuiu, né, pro INSS, que vai no final da vida, pegar lá um BPC que das vezes eh eh dá ali paraa subsistência e olhe lá, né? Então é um olhar também que a gente precisaria ter eh com mais, né, >> que essa talvez essa política nacional do cuidado talvez eh >> devesse abranger de alguma forma, né? a gente fazer um link disso com Sim, >> de uma forma mais consistente. >> Quando a gente tá falando do cuidado, isso tá ligado à questão do envelhecimento também, tanto de quem é cuidado
quanto de quem cuida, né? >> E e essa é uma discussão que de fato a gente precisa fazer, eh, até porque eh as pessoas eh existe uma tendência para longevidade, para uma longevidade mais sadia, né? Mas num país tão desigual, Com tantas desigualdades, que é o que você trouxe, né? Isso se torna um desafio ainda ainda maior, né? O benefício de prestação continuado, o BPC é um atestado de miséria, porque quem quem tem de quem quem quem acessa o BPC são famílias que o conjunto familiar todo não chega a 30% de um salário mínimo. Então,
né, é é assim, >> subsistência total, né, >> né? Não, não. E >> às vezes nem dá pra subsistência, porque Às vezes tem uma única pessoa com BPC pra família inteira, né? Então, e aí e aí acho que entra a questão do coletivo, né, e da política pública. E como é que a gente pensa, né, em ter uma sociedade que olha para isso com um pouquinho mais de cuidado diante desse desafio da desigualdade que a gente tem tão grande aqui, né? >> É, porque a sociedade ela não ela não ela não cuida assim, cuida da
maneira que consegue da sociedade no geral, né? E quanto mais do idoso, não tem realmente uma política, né? É difícil, como vai? É, é uma sociedade muito, muita gente e e não tem como não, não vai ficar esperando. A gente tem que realmente a própria acho que e aí tem uma questão falando como educador, né? Eu acho que até um exercício pra gente importante de pensar essa coisa do da ideia do idoso, né? Eh, o que eu acho que até a terminologia, até a expressão a gente tem que repensar, né? O que que Porque quando
a gente fala de idoso, a gente pensa numa pessoa de bengalinda, >> seu marido se recusa a rezar? ter os benefícios de idoso. Ele ele já tem 62 anos, mas ele se recusa. >> Pois é. Pois é, né? E porque é é uma coisa tão eh tão personalista, né? Assim, que a pessoa fala: "Hum, >> eu não me encaixo nesse modelo, né? E e essa coisa da longevidade e da tecnologia, eu acho que ela pode ser muito benéfica nesse sentido, né? E na Questão da saúde, na questão da estética também, né? de de eh eu
acho que a gente tá num numa numa num momento de transição de modelo, né? Uhum. >> De até o símbolo do idoso, que a gente vê antigamente uma o cara com uma bengalinha, até o símbolo foi repensado porque não aquilo não não >> não faz mais sentido pra gente, né? Então assim, eh eh eu acho que é um momento de transição mesmo. E e é tão Difícil pensar a longo eh curto eh médio e longo prazo, né? Sim, >> a gente pensa muitas coisas imediato. É uma cultura nossa. Ah, >> sobretudo no Brasil é uma
cultura, >> sobretudo aqui, né? A gente não tem política de estado, a gente tem política de governo. Na política de estado é pensar que independente de o governo que tiver, ele vai fazer a manutenção disso. Todos os países mais desenvolvidos têm uma um histórico de política de estado, Né? Eu vou pensar isso aqui para 30, 50 anos. É uma dificuldade que a gente tem. A gente quer pensar tudo pro imediato, para esse ano, pro ano que vem, né? Mas eu acho que esse convite que você fez pra gente pensar realmente o que é o idoso,
o que é o envelhecimento, eu acho muito importante, de verdade, fundamental, muda uma chavinha mesmo. >> Totalmente. É só ver o discurso e puxando para criar um paralelo com a questão do do machismo, né, que a gente Vê tão forte, né? Qual é a mensagem transmitida ali o tempo todo? Mulher até 30 anos. >> Uhum. como se fosse um produto, não a pessoa. Gente, passou de 30 anos, descarta e busca outra com menos de 30 anos, porque eh >> modelo 0 km. >> É, pois é. E aí é uma discussão que desumaniza e isso é
muito perigoso, né? E aí quando você desumaniza, você pode matar, você pode agredir, você pode, Porque você desumaniza, é menos humano. >> Uhum. >> E a gente precisa chamar os homens pra conversa e entender o quanto isso é perigoso, >> né? O quanto o quanto é perigoso quando você diz que uma pessoa é menos do que a outra, ela vai esse essa essa comunidade aí, não vamos falar o nome, né, para não dar bibop, mas é um grupo, é uma comunidade que ela trabalha isso constantemente, >> né? É é a ideia do homem no topo,
o homem como, né, se sobressaindo, >> viu, >> né, e diminuindo as outras pessoas. Eu acho que esses anos todos, esses 20 anos trabalhando com consultoria, com diversidade, com masculinidade, com parentalidade, você sabe qual que é a minha palavra favorita? Ateridade. >> Sim. >> Por quê? Ateridade. Porque a alteridade é você olhar pro outro como outro e não Como mais ou menos que você. É outra pessoa. O olhar com alteridade é é você subverter uma série de regras sociais, né? Porque a gente é criado socialmente que o homem tá no topo. Quando você chama o
homem para discutir que ele não tá e horizontalizar [limpando a garganta] essa conversa, pro homem é assustador não se sentir no topo. Para nós é assustador. Quando eu penso numa relação horizontal com a com a mulher, que ela Não é mais do que eu, nem menos. >> Uhum. >> Esse é o discurso discurso da autoridade. Quando eu digo, né, que o que que é o que que é empatia? Empatia não é se colocar no lugar do outro, porque é impossível. >> Eu estou aqui com três mulheres, né? Eh, eh, eh, é impossível me colocar no
lugar de vocês minimamente. Agora, o exercício da empatia, ele é possível. >> Uhum. >> Sim. >> Como é que eu faço o exercício da empatia? Com a alteridade, ouvindo, acolhendo, tentando alcançar o máximo que eu puder do que é ser mulher na sociedade. Então, eu acho que o mais, o que eu mais gosto no meu trabalho é pensar autoridade, né? Assim, como é que eu minimamente consigo trazer os homens para essa ideia de que e na família não tenha uma relação hierárquica? Nossa, isso é isso é é anárquico >> falar pros homens. Tem uma relação
horizontal, uma relação de cooper. Minha filha tá sendo criada nessa ideia. Família é cooperativa, não tem ninguém mais, ninguém menor. Uma cada um faz sua parte. Isso é é é tão disruptivo, né? A palavra do momento. O pessoal adora falar disruptivo. Eu ia falar libertador, >> mas é libertador, >> né? [roncando] Você pensar em vamos dividir as coisas e todo mundo tem seu Papel. E eu não sou mais que a que a que a mamãe. A mamãe não é mais do que eu. Você, por ser criança, não é menos que a gente. >> Uhum. >>
O homem, quando você propõe isso, ele fala: "Opa, mas aí tem um papel meu aí que você tá me tirando porque como é que eu fui criado pelo seu Dimas?" A última palavra é a minha. >> Uhum. >> Quem manda sou eu. Meu pai falou, meu Pai fala isso hoje com 81 anos, minha mãe com 75. Quem manda aqui sou eu. Quando você falar pro homem, exercita não falar isso, quem manda aqui é você. A maioria não quer. Não, mas pera aí. Esse lugar é meu, lógico, né? Um lugar de privilégio. >> Sim. >> Eu
me empolgo, gente. Se deixar aqui, >> eu vou longe nessa conversa porque >> é e é bacana essa perspectiva de cooperativa e comunidade que você tá Trazendo, né? Eu acho que isso é isso acho que pode ser a síntese desse bloco, né? Eu acho que é eh esse olhar, né? Eh, para que a longevidade ela ela a gente chegue lá com essa visão de cooperativa, que todo mundo cuide dos seus idosos, né? que os seus idosos eh entendam o seu papel nessa cooperativa, né? Façam esse autocuidado também >> e e a coisa fica bem mais
fácil, né? >> Sim. Ou fica difícil para todo mundo, não só pro grupo, porque é difícil Envelhecer, é difícil cuidar dos idosos. Eu não não tenho essa experiência ainda. Tô vendo meu pai lá envelhecendo. Eu tenho essa boa sorte de ter os pais. Tô vendo meu pai cada vez mais velhinho, mas a gente, né, ele tá na casa dele, eu tô na minha, mas e eh eh eu acho que pensar as duas coisas, que seja mais fácil para todo mundo ou que seja difícil para todo mundo, mas que a gente divida essa responsabilidade, que não
fique tão só nas costas de um grupo, >> que a coisa seja compartilhada justamente para ninguém segurar, para ninguém soltar a mão de ninguém. >> Exatamente. Com certeza. Gente, eu quero chamar aqui você para curtir, compartilhar nosso canal. Eh, a gente tá eh com o canal novo, eh, agora juntas, geniosas eh no YouTube. Antes era dentro da JGTV, agora temos um canal próprio e temos também o nosso Spotify próprio. Venha, curta, compartilhe e com a gente. A gente também tá pelo menos uma Quarta-feira do mês. >> Eh, não sei em qual quarta-feira vai cair esse
programa. A gente também está na TV Mais a TV Mais é uma TV web e ela também tá dentro de algumas operadoras eh no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. E o programa vai ao ar quartas-feiras e 22:30. É uma vez por mês só porque tá dentro de uma grade de da programação da JGTV dentro da TV Mais a gente tá lá também. Então fica de olho, curte, compartilha a gente em Todos os canais e vai ser legal para você. Bom, vamos pro próximo. Vamos falar dos alienígenas. Al t ansiosa falar dos alienígenas, tava
até atropelando o bloco. Enfim, >> eu tava super animada também, até a gente até trouxe um isso aqui para todos os blocos, na verdade, né? I want to believe em soluções, né? Eu quero acreditar em soluções para a nossa longevidade coletiva, para os homens que cuidam e também em ETS. [risadas] >> Em ETs, sim. >> Na verdade, eu não quero acreditar não, gente. Eu tenho minhas dúvidas nesse nesse último tema aí. Não sei. >> Eu sou a nerd aqui da, não sei você, mas eu sou a nerd aqui. >> A Mica é a nossa geek
aqui. [risadas] Gek, >> a geniosa Gek. Mas a gente teve aí uma histeria coletiva, né, gente, na nesse finalzinho aí da Copa do Mundo, ã, nos Jogos do Brasil, teve a avó baiana, né, que fez uma, ela teve um sonho, na verdade, sobre alienígenas invadindo estádio no jogo do Brasil, enfim, eh, e abduzindo todo mundo aí, todo mundo torcendo para abduzir o Neymar, levar o Neymar embora, enfim. aquela coisa toda. Eh, e foi histeria, né? E gerou muito meme, né? Gerou, eh, gerou histeria para o mal, para o bem. Teve gente que ficou aí preocupada
o que que isso, eh, poderia representar, né? Que raio que Era esse, que sonho era esse, se era premonitório ou não, o que que ia acontecer, né? Ficou tentando interpretar de várias maneiras e e teve muito meme, muita brincadeira, muita, né? Isso é muito do brasileiro, né, gente? que brasileiro é um bicho que que adora eh meme, né? >> Já começou pelo jeito que ela fez a postagem, ela chorando, desesperada, porque eu sonhei, porque eu isso, aqui, >> isso, aquilo, né? E foi já uma coisa Para deixar todo mundo desesperado, né? >> Por que que
essas histórias tão improváveis, né? Essas coisas tão loucas chamam tanto atenção, né? Então, na verdade, eh, o brasileiro não quer ser eh eh informado, ele quer saber se vai gerar meme. >> Ele quer, ele quer entretenimento. >> Não que seja ruim, mas só entretenimento é complicado, né? >> O brasileiro gosta de se distrair, né? >> Ele gosta de fugir da realidade dele, Né? Eh, tem estudos também que mostram, né, Monique, você que tem a referência aí do >> É, eu tenho aqui, eu vou ler também, né, de um estudo do MIT, publicado na revista Science,
analisou mais de 126.000 mil histórias compartilhadas no ex antigo Twitter e concluiu que conteúdos falsos e surpreendentes se espalham mais rapidamente do que informações verdadeiras, justamente porque despertam emoções mais intensas Como espanto, curiosidade, ou seja, nosso cérebro tende a prestar mais atenção ao extraordinário do que ao comum. E convenhamos, né, uma invasão alienígenas [risadas] >> tá muito além do extraordinário, né? no meio do do jogo da seleção brasileira abduzindo o Neymar. [risadas] >> São tantos absurdos juntos, né? >> É, Monique falou uma coisa interessante, né? No meio dessa brincadeira toda, a gente cresce a chance
de compartilhar Com teu tempo falso, né? E aí é um ponto importante, sério, dentro de uma uma cultura que a gente vive hoje que eh tudo é monetizado, né? né, que a gente vive a tarde de atenção o tempo todo e tudo bastante monetizado e existe um interesse econômico também por trás, né? É assim, é 70% nesse estudo que você falou do MIT, né, do do eh Dio Americano, eh tem, por exemplo, uma chance de 70% mais a mais de se compartilhar conteúdo Falso nesse contexto, ele detectou essa esse percentual, essa chance de compartilhar conteúdos
fake, doideira, >> assim, eh fazendo adenda aqui sobre invasões alenígenas. Esse assunto é um assunto muito esperado e aguardado, entendeu? A invasão que um dia eles vão aparecer, eles vão chegar, entendeu? De que eles >> tá aguardando, man? Você tá esperando? >> Eu não estou aguardando >> o arrebatamento alienígeno. >> Não, embora acredite >> pessoalmente em vida extraterrestre, porque o a terra é muito pequena no no universo, no universo. >> Sim. >> interminável, né? Então, achar que só existe vida na Terra é muito egoísmo do ser humano, né? Mas assim, as teorias de que existem
eles andando entre nós, mulheres grávidas de alienígenas que já deram filhos, que já existem eh raças, aliás, híbridas, é muito assim. Então, De repente, quem sabe eles vão realmente invadir, >> aparecer. Depois desse assunto, eu escutei várias pessoas falando de que contataram que vai acontecer esse ano, que vai isso, que fulano é um >> Mas eu tava ouvindo vocês e e tava pensando sobre isso, né? Olha que curioso. Isso não é novo, né? >> Não. >> E é essa coisa meio nós tradamos assim, eu lembro que tinha coisa dos anos 2000 Também. >> No ano
2000 o mundo vai acabar. >> É, >> estamos em 2026ia, né? >> Tinha. >> E e eu acho que isso é cíclico, né? De tempos em tempos. Eu acho que hoje isso é potencializado pela pela internet, pelas redes sociais e pela o excesso de tava pensando no no naquela no Biosan, né, no naquele eh pensador coreano enradicado no no na Alemanha, naquele Fala da sociedade do cansaço, né, e que e esse consumo, esse consumo de de, né, de de excessivo de de informação leva a gente leva a gente para esse lugar de entrar no entorpecimento,
né? né? E e e tem o aspecto econômico disso que também vocês colocaram que isso é estimulado, né? Aquela coisa de ficar gerando virando ali o feed. Quando você vê passou meia hora, 40 minutos, 1 hora e não são só as crianças, gente. Você vê, Né, adultos assim, você vê e aí tem muitas camadas para pensar, né? Eu sei que é, esse é o momento mais descontraído, mas assim, eh, o quanto isso nos tira da realidade material e leva a gente para um lugar que é confortável também do A, né? Eu acho que tinha que
levar o Messi embora. Para mim, o alienígen é ele, [risadas] porque pouco importa levar o Neymar. Tá fazendo nada. Eu queria que levasse o Messi. Eu acho que o alienígena é o Messi, tem que levar ele embora. >> Concordo plenamente >> porque o Neymar não, né? Coitadinho. Coitadinho. Menino Nei. Não, me recuso. Me recuso. Não, não. 34 anos. Quantos anos filho ele tem? Quatro. Vai ter o quinto agora. Não é menino mais. Mas para mim tinha que levar o Messi embora, porque para mim o alienígena é o Messi. Não, não é ninguém. >> Falaram que
quem é o alienígena é o tal do Holland, né? Ele é o alienígena. >> É, então pode levar ele amanhã, né? A gente tá gravando aqui hoje numa véspera de jogo do Brasil. >> Gravando numa véspera de Brasil, Noruega. >> Eles podiam baixar inclusive amanhã antes do jogo, né? >> [risadas] >> Inclusive, gente, falando em meme, né, foi uma explosão de meme essa semana de Brasil e Noruega do Holland com Ovini, >> resgatando filme as branquelas, né, Fazendo as cenas do Gente, eu rachei o bico de dar risada. Eu também adoro. E e uma coisa
que eu acho eh curiosa, né, que eu não vejo fora do Brasil em, por exemplo, perfis de até de humoristas americanos ou de outras nacionalidades, os comentários. A gente não vê a a mesma sagacidade, o mesmo humor nos comentários de de coisa cômica. Eh, >> o comentário às vezes é mais engraçado que a Brasil a gente para para ver os comentários, né? Tem umas coisas ali que É risada atrás de risada. você for rolando feed dos comentários, você não para mais de rir, >> né? Uma coisa é a famosa história que o brasileiro tem que
ser estudado. [risadas] >> É sim. É que a gente tava falando aqui, mulheres são complexas, né? No ser humano é complexo, mas o brasileiro é complexo para caramba. É, é porque eu acho que é isso que as redes sociais no fim são tão alienantes E também tão viciantes, porque ela virou diversão. >> Ela é a diversão barata pra criança, pro adulto, pro idoso. O pessoal fica lá rolando. Castro Rocha, né, que é um que é um é um professor lá do Rio de Janeiro, ele fala que é, não sei se é o GS Souza e
o Castro Rocha que falam, né? são dois eh estudiosos, né, filósofos, historiadores. Eh eh essa diversão que você que você fala, eles chamam de dopamina barata. É, >> é uma dopamina barata porque você tá ali, né? E isso entorpece absolutamente a gente e a gente entra num módulo ali, né? E a gente tá lincando com toda a conversa que a gente tá tendo aqui. Eh, isso é ruim para pras crianças. as crianças estão cada vez mais eh já já tem eh clínicas para desintoxicar as crianças da do uso da internet, né? A gente vê aí
coisas absurdas acontecendo, né? Eh, a gente vê o caso dos adultos também aí associado a jogos de azar, os Homens sobretudo, né? Famílias sendo absolutamente destruídas por isso, né? E e essa dopamina barata, né? Essa coisa que entorpece a gente, a gente entra no módulo, né? Eh, eh, e você vê que interessante, né, o contrário disso, né? Não sei se é na Noruega, a gente falou aqui da Noruega, né, se eu não me engano, Noruega ou Dinamarca, que há alguns anos eles tiraram o uso de de tecnologia na escola, porque eles foram os pioneiros a
colocar tablet, a Internet na escola. Eles perceberam que o deu ruim, tiraram. Mas essa semana acho que a Monique que viu, né, um estudo falando que agora fez um ano agora que o a proibição dos celulares nas escolas >> e já tem resultados muito positivos. Os jovens aprenderam que dá para conversar na hora do intervalo, hora hora, né? >> Dá para dá para interagir, >> né? Eles ficam mais calmos. >> Eles falaram que eles estão com menos ansiedade. Menos ansiedade. Exatamente. >> Conseguem agora ter grupos de de estudo, grupos de grupos recreios. Exato. Porque essa
dopamina barata, né, isso tira a gente da a gente passa a se socializar menos, né? >> E e isso para outra, isso é ruim paraas novas gerações e é ruim paraa gente que cresceu sem internet, né? Porque a gente tá virando isso, né? >> Sim, sim. Como é rápido para viciar, né? >> É, é muito rápido. Você vê, né? Eu pego, agora tô morando no interior, mas já peguei, sempre peguei muito transporte público, a gente vê as pessoas absolutamente entorpecidas no celular, as pessoas abstraem do mundo em volta delas. >> E é porque eu, por
exemplo, vocês sabem, eu enjo em metrô e ônibus, então eu pego o metrô e eu fico lá olhando para nada, mas >> um ponto fixo, >> um ponto fixo e todo mundo tá olhando pro celular. >> É assustador. >> Ninguém nem olha pro próprio, pra telinha lá do metrô que passa um livro, né? Passa um livro, não. As pessoas estão olhando pro próprio, pra própria umbigo ali. >> O que me deixa mais triste é que as pessoas não se olham mais. Eu vou além. Você vai numa você vai numa praça de alimentação e tem uma
família Inteira todos no celular. >> Sim. >> Você vai no show, tá todo mundo assistindo o show pelo celular, filmando o show. Exatamente. O cara tá passando na sua frente, o cara pula na na multidã, você tá filmando ele. >> Você tá filmando ele >> no cinema, gente, no cinema, no meio do filme, a pessoa para para olhar o WhatsApp, tá passando filme, a pessoa tem que olhar o celular, ela não Consegue ficar. >> E essa é uma discussão importante de fazer para pensar, você tem certeza que isso é fundamental que que você faça agora,
né? >> Eh, e é um exercício, né? Porque sobretudo pra criação dos filhos, eh, e a gente vê muit essa discussão vem com os homens também, vem com os pais de quererem proibir e não conseguirem porque os homens também não conseguem sair do celular. >> Uhum. >> Vamos dar um exemplo, >> porque eu não deixo minha filha usar, mas se ela me ver, falou: "Minha filha, ela fala, libriana fala: "Papai, você não é não é não é para usar o celular. >> É >> por que que você tá usando?" Ela fala: >> "Cadê compartilhada?" "Dadê?"
>> Ela fala: "É até às 9 você tá usando o celular?" Ela fala: "Vamos sair do celular". E também, então se eu cobro, Ela também, ela tem todo o direito de cobrar. >> Claro. Uhum. >> Exatamente. >> Gente, pra gente finalizar aqui, eu queria propor uma brincadeira e eu uma pergunta para todo mundo, né? Vamos, vamos imaginar aqui que a previsão da vó baiana fosse, né? Que aquilo fosse uma previsão mesmo da vó baiana e que isso tivesse correto, né? >> Vó baiana. >> E os alienígenas pousam num jogo do Brasil, né? >> E a
gente tá lá. O que que vocês primeira coisa que vocês viram para ele? Quem quer começar? [risadas] >> Quem quer começar? >> Posso começar? >> Pode começar. >> Eh, eu ia perguntar para eles se eles vieram dominar o mundo, porque eles tinham que pegar uma uma senha porque a fila tá grande, né? >> O Trump já tá empenhado nisso há muito tempo e agora Michele Bolsonaro entrou na fila. Então, >> então tem que tem que eh respeitar a vez de cada um, né? vocês, gente, >> eu diria que eu eu falaria para eles, olha, o
mais importante pra gente aqui não é a tecnologia, a tecnologia como a gente conhece dos computadores, só que com certeza vocês são mais avançados, mas ajudem a gente a ensinar a Tecnologia social do cuidado. >> Oh, >> porque o cuidado é uma tecnologia social, mas não é uma tecnologia de algoritmo, é uma tecnologia de de convivência humana. Ajudem a gente a vocês são muito mais avançados na tecnologia, mas a gente precisa aprender a tecnologia social do cuidado. >> Monique, você >> Gente, eu tô, eu não pensei assim numa resposta assim, >> você que é geek
do grupo, >> então, mas é que eu não ia, porque tem muita gente que fala: "Ai, me leva, me dá uma volta no seu descubador, aquelas coisas", né? [risadas] >> Eu falaria: "Leva o messe, leva o mess". [suspirando] >> Eu não sei o que eu fal, eu acho que ia ficar tão Eu ia perguntar, se vocês vieram em paz? Vieram em paz, vieram para a guerra, vieram dominar o mundo. >> Eu tenho dúvidas assim do que que eu ia, Eu ia ficar com medo, gente. Eu ia ficar com uma invasão alienígena assim. Mas é, eu
acho que ia pedir para levar o Trump, viu? Não, o Messi. O Trump. >> É. Boa pedida também. Boa pedida. >> É, >> gente, eu fiquei pensando a gente depende do alienígena, se ele fosse bonito, se ele [risadas] >> Pois é, a gente não tem referência, né? >> Pois é, >> marido. Desculpa, mas, né? Tudo bem, né? Azul. >> É o um Jason Batman. É, >> é, quem sabe. [roncando] Acho que eu eu faria primeiro essa observação para depois pensar o que perguntar. >> Até porque até porque se tem essa teoria que eles já estão
entre nós, vai que é um bonitão desse aí, né? >> Então, não é. >> E se você for uma, a gente tá escondendo o jogo aí, >> então. [risadas] >> Reptiliano, né? Que tem tem as classes, né? Tem gente que que reconhece, né, que olha para levar aí te vi gente e e a gente acabou aqui nesse queima bacana. Linco, muito obrigada pela tua presença. >> Eu que agradeço >> todos esses blocos. >> Eh, obrigada para você que ficou com a gente aí até agora e vamos fazer o nosso glorioso brinde. Meu copinho já tá
tenho de nada, mas dá para >> saú. Obrigada. Obrigada, gente. Obrigada. [música] He >> [música] >> h