e quase um terço Olha só das empreendedoras das periferias de Minas trabalha com artesanato na favela S.A de hoje no favela né porque nós estamos fazendo esse esse programa assim trazendo toda semana histórias de mulheres que usa criatividade para gerar renda favela S.A nesse programa de hoje eu gostaria que você acompanhasse olha que legal gente olha isso olha aqui que Capricho das meninas aí vamos balançar favela S.A empreendedorismo que transforma vidas quando esta mulherada se junta para costurar o papo rola solto e as boas lembranças também foi Top né meninas maravilhosamente para Elaine fazer bonecas
é um aprendizado ela não perde um encontro apesar da rotina de kantineira em uma escola infantil ainda sobre energia para vir para cá costurar Com Certeza acho que isso aqui para você é um momento também de lazer de tranquilidade para você acabar o estresse dá uma relaxada relaxada isso é bom quem lidera o projeto é Eliete e se engana quem pensa que ela ensina um ofício porque sabia costurar a Eliete é pedagoga pós-graduada nunca trabalhou entre linhas e agulhas mas decidiu empreender junto com as vizinhas do Morro das Pedras algumas amigas de infância em um
momento crítico durante a pandemia tinha muitos projetos confeccionando Máscara aí recebemos modulação em dinheiro vão comprar uma máquina a reunimos três mulheres vão fazer máscara para distribuir para comunidade aí recebemos alguns tecidos nós fizemos máscara até pro Ipsemg para você ter ideia eu não sabia nem pegar direito na na linha na agulha né na verdade ainda na pandemia ele é te recebeu seis unidades da boneca mais famosa do mundo mas como distribuir entre tantas crianças ela chegou a pensar em fazer uma rifa para arrecadar mais exemplares mas naquela época a prioridade era outra pessoal precisando
de comida aí como é que eu vou fazer uma mobilização para comprar a Barbie boneca não era prioridade naquele momento aí era preferiu comprar a cesta básica para distribuir para essas famílias ajuda daqui ajuda dali o sonho das Bonecas famosas adormeceu ele Etios costureiras seguiram fazendo o que dava até bazar de Pijamas Já rolou por aqui isso sem abandonar os outros modelos de bonequinhos que seguiram sendo Xodó do projeto tudo feito com material doado e novos profissionais das Agulhas foram surgindo a produção que não vai parar na mão das crianças do morro é vendida e
as peças agradam todo tipo de cliente para lojas né muitas lojas gostam de enfeitar né vender a gente vai vender através do site também né e para as crianças na feira a gente vai fornecer para as feirantes hoje quantas mulheres trabalham aqui com você nessa costura são 15 mulheres todos no Morro das Pedras todas do Morro das Pedras mas nem só de bonecas vivem as costureiras aqui do projeto da Uli me conta uma coisa dona Maria a senhora faz além das Bonecas a senhora faz também várias coisas aqui me conta um pouquinho do que que
a senhora produzir professora de fuxico você vai trabalhar e com essas postinho você pode montar várias coisas para fazer caminho de mesa para fazer tapete para para fazer coxa uma pesquisa feita pelo Sebrae traçou o perfil das mulheres que empreendem nas favelas de Minas Gerais 29% delas se dedicam a produção e venda de artesanato a postura criativa que inclui a customização de panos de pratos a roupas está em alta a gente pega uma roupa que tá com defeito e queria através dela uma customização também tem boneca passando por reforma e a representatividade tá na moda
por aqui dá esse acesso às crianças agora com essa representatividade eu acho muito bom porque ela se encontram antes era uma supremacia das Bonecas loiras né tudo de cabelo liso tudo de toda maquiada olhos claros né Eu acho que isso aqui é muito sério muito bom e vem realmente numa época que tem se falado muito né a Maria se aposentou cedo por problemas de saúde mas vive fazendo bicos trabalha como manicure diarista a costura chegou para trazer um novo significado na vida dela que eu já fui muito ajudado Então acho que chegou a hora eu
também ajudar as pessoas no trabalho feito há muitas mãos com uma mulher sendo suporte para outra nós trabalhamos em equipe né tem a Jéssica que é a costureira sempre ajuda a gente na criatividade é um pouquinho de cada um cada um dá uma ideia até a gente chegar né na montagem da boneca elas ainda fazem oficinas e cursos tem a dança do ventre aqui muito a gente autoestima então isso foi muito bom para mim eu fiquei mais animada mas vaidosa passei me cuidar mais ou seja melhorou em várias frentes não só profissional não não sou
profissional lá pessoal também você vai fazer uma dança do vento para nós também lembra da história da boneca famosa a Eliete arrumou a versão da favela as primeiras 60 serão doadas ou melhor as primeiras 61 esse aqui é homenagem do projeto olho para você amém A ideia é espalhar a bonequinha para todo o canto nem o Morro das Pedras nem BH nem o Brasil serão limite para o tamanho desse sonho eu tenho uma frase que se a gente não sonha a gente não vive então é um das frases do nosso projeto né Uli é um
nome afro que significa atitude determinação pessoas que vão em busca dos sonhos então Vale a Pena Sonhar São muitos os fios que descem essas histórias e por falar em costura a gente veio até o Morro do Papagaio na região centro-sul de Belo Horizonte para conhecer um atelier que tá fazendo o maior sucesso aqui na comunidade Ô Nayara poder entrar Bora Micheline Venha conhecer meu cochichar me conta o negócio costura criativa o que que é isso então a costura criativa é costura criativa é tudo que tem de criativo no meio da costura né não é a
roupa não é alfaiataria por exemplo mesa Posta as bolsas dos acessórios as bolsas são as mais novas paixões da Naiara ela arrumou uma professora e tem se empenhado na criação de novos modelos bolsa a gente é feita na máquina na costura então eu faço todo tipo de bolsas mais mais artesanais né mais rústicas as mais né chiquezinhas também a gente faz nécessaire por exemplo essa daqui é uma frasqueira ela é uma esmalteira dentro ó tá vendo ela tem todo o espacinho aqui ó para você colocar o esmalte a Nayara é uma empreendedora típica das periferias
de Minas vai na cara e coragem é a terceira tentativa já teve uma loja e um restaurante mas acabou o farinha a questão do administrativo é muito grande porque vem da base você já venceu uma educação financeira que tudo é muito na marra né tudo na marra tudo na luta Você quer uma geladeira você primeiro você compra você não tem dinheiro mas você compra depois você vê como é que você vai pagar né E aí assim eu vou que eu fui empreendendo tipo assim primeiro eu vou e depois eu vou pensar Nossa mas espera aí
como que é eu vou como é que eu vou colocar o preço por exemplo a gestão das Finanças é um problema mesmo não levantamento feito pelo Sebrae sobre os empreendedores de baixa renda no estado 53% dos entrevistados disseram que organizam as despesas e Ganhos do negócio em um caderno 24% fazem os cálculos de cabeça por cento pelos extratos bancários 14% no computador 17% usam aplicativo no celular e apenas dois por cento inserem os dados em programas de gestão financeira 6% dos empreendedores afirmam não organizar as contas da própria empresa agora entre as mulheres a Nayara
Sai na frente da maioria é que 82% das empreendedoras tem como principal objetivo para os próximos 12 meses arrumar um espaço próprio para o negócio eu trabalhava em casa e aí em casa não eu não tava conseguindo conciliar Eu tenho dois filhos pequenos e aí tava uma loucura menino não entende que você tá trabalhando ele acha que você tá ali a mãe o tempo todo então quando eu não tava conseguindo conciliar eu tenho uma amiga que ela alugou esse espaço que é uma casa né E ela tem um estúdio de fotografia aqui e aí ela
tava no momento meio assim meio mais apertado e tal ela falou Ai você não quer dividir eu falei ah gente bora as peças que a na paz vão de 20 a 150 reais com o crescimento do negócio ela investiu em máquinas mais profissionais mas a estrutura ainda pode melhorar na Aero maquinário tá em dia né mas já os equipamentos de trabalho você trabalha nessa cadeira então menina Pois é me deixou na mão esses dias aqui ó inclusive quem tiver uma doação de cadeira aí gente ó pode me dar com aceito viu a coluna não tá
reclamando a coluna vai agradecer eu busco não tem problema o segredo dessa mulher que faz acontecer é a autoconfiança ela entrou para o setor apenas três anos já melhorou muito a qualidade das peças e tem certeza de que vai melhorar muito mais você vai fazer E aí você vai fazer de novo até o dia que você vai olhar e vai falar nossa olha o que era a primeira e olha o que tá agora se você pudesse voltar você faria diferente ou não você faria tudo do mesmo jeito Ah não faria diferente não porque eu sou
dessas que é teimosa sabe é isso eu sou brasileira não desisto nunca eu não faria diferente não eu tentaria de novo e de novo [Música] olha qualquer coisa que você fizer você vai ter obstáculo né se você desistir no primeiro obstáculo não pode tem que ser insistente Às vezes você não tá legal num investimento pula para outro e procure saber junto a órgãos aí o que que é melhor para você né para sua região enfim negócio é ir para frente e o favela S.A continua na internet com a nossa série de podcast no episódio dessa
semana conversamos com a Eliete responsável pelo projeto Uli no Morro das Pedras ela explica como surgiu a ideia de criar O atelier e quais os planos para o futuro para ouvir o programa aponte a câmera do seu celular para o QR Code aí na sua tela ou procure pela recorte vem Minas no seu tocador de Podcast