Atualmente, o Itaú é reconhecido como o maior banco privado do Brasil, destacando-se como a principal instituição financeira da América Latina em termos de valor de mercado e uma das maiores do mundo. Pelo décimo nono ano consecutivo, o Itaú é classificado como uma das marcas mais valiosa do país, de acordo com o ranking Interbrand, além de receber outros reconhecimentos importantes. Isso demonstra que o Itaú compete diretamente com outros grandes e renomados bancos em todo o mundo, especialmente no Brasil.
Fundado em 2 de janeiro de 1945, o Itaú passou por diversas mudanças de nome, fusões e aquisições ao longo de suas nove décadas de existência. Durante esse tempo, o banco viveo milagre econômico, e enfrentou desafios como a hiperinflação e o boom da classe média. Além de sua rica história, o Itaú também conta com nomes importantes ligados à sua criação.
As gerações da família por trás do Itaú e do Unibanco receberam formação em escolas e cursos bancários tradicionais brasileiros, acumulando uma vasta experiência no setor. Portanto, é correto afirmar que o Itaú e suas afiliadas representam o que há de melhor em termos bancários, graças ao legado e conhecimento dessas famílias. As famílias Setubal-Villela e Moreira Salles foram verdadeiras pioneiras em sua época.
Suas mentes estavam sempre à frente do tempo, focadas em inovação e sem deixar a ambição de lado. Essa mentalidade foi crucial para a construção e fundação do banco Itaú. Com o objetivo de honrar a história dessa instituição financeira, apresentamos um resumo abrangente sobre sua trajetória e os eventos mais significativos que marcaram sua fundação.
mas antes de discutir sobre o Itaú, é relevante mencionar o Unibanco, que teve origem com João Moreira Salles, avô de Pedro, o atual presidente do conselho de administração do Itaú Unibanco. O Unibanco surgiu da fusão de duas instituições bancárias em 1940. A história do Itaú começou em São Paulo, através de uma iniciativa de Alfredo Egydio de Souza Aranha, em 1943, quando ele estava reestruturando o Banco Central de Crédito.
O Banco Central de Crédito só adotaria o nome Itaú após 20 anos de sua fundação, coincidindo com a aquisição de um banco mineiro homônimo. Dois fundamentais na criação do Itaú foram João e Alfredo. João estava envolvido na fundação do Unibanco, enquanto Alfredo liderava a fundação do Banco Central de Crédito.
Embora ambos tenham desempenhado papéis cruciais na história das empresas, a próxima geração de herdeiros, representada por Walther Moreira Salles e Olavo Setubal, não ficou para trás empreendedorismo bancário. Walther Moreira Salles iniciou sua jornada na casa bancária ao lado de seu pai quando ainda era jovem. Aos 21 anos, ele já vislumbrava o potencial de seu negócio e apresentava ideias inovadoras.
Com o tempo, Walther se destacou na empresa e eventualmente assumiu o papel de embaixador, desempenhando um papel fundamental na concretização de vários acordos, especialmente nos primeiros anos. Além de sua presença marcante no ramo bancário e na política, Walther também se envolveu em diversos outros setores empresariais, incluindo energia, metalurgia e celulose. Por outro lado, Olavo Setubal, sobrinho de Alfredo Egydio, não ingressou imediatamente na empresa familiar.
Antes de se envolver nos negócios da família, Olavo usou uma quantia de 10 mil dólares, presente de casamento, para fundar a Deca, em parceria com um amigo de infância e colega da Escola Politécnica, Renato Refinetti. Ao perceber o potencial empreendedor do sobrinho, Alfredo Egydio o convidou para trabalhar na Duratex, uma empresa do ramo de chapas de fibra de madeira, da qual o banco era sócio. Após demonstrar excelentes resultados e contribuir significativamente para o crescimento da empresa, Olavo foi promovido a diretor-geral do banco, que naquela época já havia mudado de nome para Banco Federal de Crédito.
a Expansão da Empresa Tanto o Itaú quanto o Unibanco experimentaram um crescimento notável durante a segunda metade do século XX, resultando na conquista de uma ampla base de clientes para ambos os bancos. Esse crescimento foi principalmente impulsionado por meio de fusões e aquisições de empresas. Muitas dessas operações foram realizadas devido ao fato de que o banco foi formado através da união de diversos negócios pertencentes a diferentes famílias, que decidiram unir forças.
"Nossos fundadores iniciaram suas jornadas com instituições financeiras de pequeno porte, mas tinham uma visão ampla do potencial do Brasil e uma forte confiança no país. Ao longo dos anos, eles souberam aproveitar todas as oportunidades de consolidação oferecidas pelo mercado", destaca Israel Vainboim, membro do Conselho de Administração do Itaú. Durante o processo de estabilização do sistema financeiro no Brasil, o Itaú enfrentou uma série de desafios que testaram sua resiliência.
Um desses desafios foi a hiperinflação, que atingiu níveis alarmantes, com a moeda perdendo até 80% de seu valor mensalmente. Isso levou as empresas a adotarem medidas para proteger seus ativos, criando dificuldades para os bancos da época. Outro obstáculo significativo foi a incapacidade do Itaú de honrar seus compromissos com credores estrangeiros devido à moratória decretada pelo país, que restringiu a liberação de dólares pelo banco central.
Para contornar essa situação, surgiu a ideia de os bancos adquirirem ouro para trocar por dólares junto ao Banco Central. Olavo Setubal, enfrentando essa crise, optou por essa solução, que efetivamente resolveu os problemas da instituição. Apesar das dificuldades enfrentadas pelo sistema bancário em 1990, esse período também trouxe benefícios significativos.
A consolidação e estabilização do mercado financeiro e o fortalecimento das regulamentações foram dois resultados positivos. É importante ressaltar que houve não apenas um fortalecimento institucional das regulamentações, mas também um aprimoramento substancial das regras comerciais, beneficiando várias empresas, incluindo o Itaú. De acordo com Fernão Bracher, o fundador do BBA, o sistema bancário brasileiro é descrito como saudável, eficiente e confiável, graças às boas medidas de saneamento implementadas no passado.
Essa avaliação positiva também se estende ao Itaú e ao Unibanco, segundo ele. No ano de 1990, ocorreu a privatização de alguns grandes bancos estatais. No entanto, para os compradores, esse processo não foi sem desafios.
Apesar de adquirirem agências e carteiras de clientes, os bancos privatizados não estavam em boa situação financeira. Um exemplo disso foi o banco Itaú, que realizou uma jogada arriscada ao adquirir o Banerj, o primeiro banco estatal leiloado. Segundo Penchas, "Imagina os riscos de ter greve no dia seguinte, movimentos políticos fortes contra a gente".
Mesmo com os desafios, o Itaú continuou adquirindo outras instituições estatais, como o Bemge, o Banco Francês Brasileiro (de onde herdou a marca Personnalité) e o BBA, que já era uma instituição sólida no segmento de atacado. Quanto ao Unibanco, em 1995, também ocorreram algumas aquisições significativas, como a compra do Banco Nacional, da família Magalhães Pinto. Após negociações lideradas por Pedro Moreira Salles, o Unibanco assumiu os ativos desse banco após sua falência, o que o colocou entre os três maiores bancos do país.
Apesar de terem imagens distintas e bem estabelecidas, os dois bancos, Itaú e Unibanco, optaram por fundir-se em 2008, embora mantivessem suas particularidades. O Itaú, conhecido como o banco dos engenheiros e dos processos, tinha uma abordagem mais estruturada e rígida. Enquanto isso, o Unibanco destacava-se por sua orientação aos clientes e pela maior flexibilidade em seus serviços.
Essas diferenças, ao invés de criar obstáculos, tornaram a fusão benéfica para ambas as partes. Por volta de 2000, os dois bancos já estavam convergindo em seus objetivos. O Unibanco buscava uma maior formalização de processos e controle, sem perder a flexibilidade que o caracterizava.
Enquanto isso, o Itaú estava se adaptando para ser menos inflexível e mais receptivo às necessidades das pessoas e dos consumidores. cinco anos após a fusão que deu origem ao Itaú Unibanco em 1995, a empresa mostrava-se bastante promissora. Os resultados obtidos após a fusão eram claramente positivos, especialmente ao se considerar a expansão internacional do banco, estabelecida como meta em 2008 e caminhando para a concretização.
Além disso, a divisão de poder entre os líderes Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal, que antes comandavam os bancos independentes, foi realizada de forma harmoniosa, tornando-os não apenas parceiros, mas também bons empreendedores. Um dos marcos mais importantes de sua história ocorreu em 2017, quando adquiriu 49,9% de participação na corretora XP Investimentos, avaliada em 12 bilhões de reais. Além disso, o Itaú também é proprietário da Rede, uma operadora de cartões, e possui participação na Porto Seguro, uma gigante do ramo de seguros.
Outro aspecto crucial derivado da fusão foi a superação dos desafios relacionados à estrutura e aos recursos humanos da empresa. No entanto, olhando para o futuro, há dois desafios importantes que a empresa precisará enfrentar. O primeiro desafio é a consolidação de uma cultura unificada para o banco.
Como mencionado pelo ex-presidente do Unibanco, há um desejo de criar uma instituição mais orientada para os clientes, preservando as melhores características de ambos os bancos e eliminando suas falhas. Por fim, o desafio que pode ser considerado menos influenciado pela vontade dos bancos e mais centrado nas instituições financeiras em geral é lidar com um ambiente de negócios que requer ajustes a todo momento. Ao longo de quase 90 anos, o Itaú se desenvolveu até alcançar o status atual, sendo reconhecido tanto nacional quanto internacionalmente como uma das empresas mais transparentes e bem geridas do Brasil.
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