Boa tarde a todos os presentes. Boa tarde aos amigos que nos acompanham pelas redes sociais. Sejam todos muito bem-vindos à Casa Espírita nosso lar, Casas André Luiz.
Bem-vindos. É um prazer muito grande receber a todos aqui neste ambiente de amor, de paz, este ambiente que vem sendo preparado desde muito antes de todos chegarmos. Para aproveitarmos bem este encontro, eu convido a todos neste momento a elevarmos o nosso pensamento para fazermos uma prece.
Senhor Deus, nosso Pai, criador de tudo e de todos, elevamos o nosso pensamento a ti, Senhor, em agradecimento pelo doma, pela possibilidade de estarmos aqui para estudar, para exercitar a oportunidade de amar. Senhor Jesus, estamos aqui reunidos em Teu nome para estudar as palavras que deixastes. Senhor, ilumina o nosso pensamento, facilitando-nos o entendimento.
Envolve-nos, Senhor, com o teu amor, para que possamos sentir a serenidade da tua presença. Fica conosco para que possamos aproveitar ao máximo o nosso encontro. Que assim seja.
Graças a Deus. Hoje teremos a palestra com o tema Renunciar do livro Caminho, Verdade e Vida, capítulo 154, do autor Chico Xavier pelo espírito Emanuel. Quem fará a palestra para nós é o Marcos.
Marcos, seja muito feliz. Irmãos, irmãs, companheiros de jornada terrena, sejam muito bem-vindos a mais este encontro, a mais a esta oportunidade bendita que a vida nos dá. E vamos diante dos esclarecimentos da doutrina espírita, discorrer sobre o tema proposto, como nosso irmão disse, extraído do livro Caminho, verdade e vida, o tema Renunciar, trazido a nós pelo querido Emanuel, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier.
E quando nós falamos em renunciar, qual é o significado de renunciar? Se procurarmos um dicionário, nós temos alguns sinônimos. Renunciar pode ser abidicar de alguma coisa, desistir, recusar, rejeitar, renunciar o quê?
renunciar algo a que se tem direito, algo a que se tem posse. Quando nós falamos em renunciar, nós estamos falando em uma decisão consciente de cada um. É uma decisão na qual nós abrimos mão de alguma coisa com vontade própria, com o intuito, com uma escolha que nós temos.
Porque renunciar a algo parte do princípio de que nós temos o direito de escolher. Escolher, por exemplo, ajudar o próximo, escolher salvar uma vida. Quantas pessoas diante de um perigo não se importam e saem correndo para salvar outro, mesmo sabendo que irão perecer diante daquele ato.
É uma escolha. Nós não sabemos se realmente aquele ato onde estamos demonstrando a nossa coragem e a nossa bravura, se aquilo poderá dar término à nossa vida material. Afinal de contas, quem cuida de nós é Deus, é a espiritualidade.
Nós não sabemos o momento de cada um, mas nós temos sim a escolha. Tudo na nossa vida são escolhas. Escolha entre o que é certo, o que é errado.
Escolha entre o bem, entre o mal. É a conscientização daquilo que precisamos para nos melhorarmos. E quando pegamos no capítulo, vemos lá em Mateus, capítulo 19, versículo 29, as palavras de Jesus.
E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos ou terras, por amor ao meu nome, receberá 100 vezes tanto e herdará a vida eterna. Se nós olharmos isso somente pela parte escrita, às vezes vamos começar a nos questionar, será que então nós devemos abandonar tudo, deixar tudo para seguir Jesus? Será que é isso?
Temos que refletir sobre tudo aquilo que nos é passado, que nos é transmitido? Nós sabemos que Jesus deixou a maior parte dos seus ensinamentos através de parábolas. O que significa renunciar por amor ao Cristo?
Será que nós já paramos para pensar nisso? E mais do que isso, imagine naquela época em que Jesus chegou para transmitir o seu conhecimento, para transmitir a sua lição de amor, de carinho, como era naquela época, olho por olho, dente por dente, a lei de Talião: "A que se faz, a que se paga". Os pecados eram vistos como eternos.
Se você errou, você vai pro inferno. Você vai queimar e arder pelo resto da sua existência. Deus que era considerado altamente vigoroso, vingativo.
E Jesus vem naquela época para mostrar um Deus bom, soberanamente justo, para demonstrar o amor, o carinho, a compreensão. E Jesus que amparava todos indistintamente. Então, quando nós pensamos e tentamos refletir sobre essas palavras, é muito importante que a gente se localize na época e traga isso para os ensinamentos e as parábolas que Jesus deixava, porque todos os seus ensinamentos eram para serem refletidos e conscientizados futuramente.
Jesus não disse que após o tempo necessário ele nos encaminharia o consolador prometido, aquele que tudo saberia responder e que poderia nos esclarecer tanto aquilo que foi esquecido como aquilo que não era a tempo ainda de ser ensinado. Pois nós, como seres humanos, ainda não tínhamos condições de compreender aquilo. E hoje mais de 2000 anos se passaram e ainda é difícil compreender os ensinamentos do mestre.
Imagine naquela época onde muitos de nós estivemos presentes, onde muitos de nós fomos até o a crucificação do mestre, onde muitos de nós erramos e estamos até hoje através das reencarnações, buscando o quê? A melhoria. Então, é muito importante compreender que renunciar por amor a Cristo é nós nos desapegarmos das coisas materiais, é perder a esperança somente no plano material, somente na Terra, para conquistarmos a esperança no mundo espiritual, na verdadeira vida do espírito.
E Divaldo Franco, ele nos deixou um esclarecimento sobre a renúncia, sobre isso que Jesus fala e nos dizendo que renunciar é abandonar o quê? Os nossos excessos, o nosso egoísmo, tudo aquilo que nos prejudica e que não nos deixa buscar o verdadeiro intuito da melhoria espiritual, do aprimoramento que nós precisamos. Ele nos deixa muito claro que nós precisamos buscar os ensinamentos de Jesus através do amor, através da caridade.
Todos os exemplos do mestre não eram justamente esses? buscar o bem maior, alcançar aquilo que está além da da nossa momentaneidade, do imediatismo, buscar algo para a continuidade da vida e do espírito. E a renúncia, ela não se trata de uma privação, mas sim da liberdade do espírito poder escolher aquilo que é melhor.
a melhor forma de demonstrar o ensinamento de Jesus no nosso dia a dia, através dos exemplos, através da oportunidade de se melhorar. Porque quando nós falamos em renunciar, nós precisamos compreender que isso é seguir adiante, é buscar tudo aquilo que faz com que a gente negue a nós mesmos. E negar a si próprio, o que que é?
é negar as nossas imperfeições, é compreender que nós a temos e que nós precisamos melhorar para que possamos alcançar a plenitude espiritual. A única maneira de nós deixarmos isso de lado é renunciando tudo que está voltado ao materialismo. E não significa que nós não podemos ter as nossas benéfices, que nós não precisamos trabalhar, que nós não precisamos de dinheiro, que nós não precisamos de um automóvel para se locomover.
Não, não é nada disso. Nós precisamos compreender que nós precisamos largar o quê? é aquilo que nos deixa preso à matéria.
Nós precisamos compreender o ensinamento do mestre e compreender que tudo o que ele nos deixou, que essa verdadeira renúncia, ela é para um bem maior, é para a continuidade, é tomar a cruz como responsabilidade de cada um. é compreender que cada um de nós tem a sua própria cruz para carregar, assim como Cristo a levou por nós. É não ter medo de carregar a nossa cruz.
É a responsabilidade e a compreensão da necessidade das nossas doenças, da necessidade da melhoria. Como sempre digo aos meus amigos, a vida é um presente diário. Quando nós acordamos pela manhã e abrimos os nossos olhos, a primeira coisa que nós precisamos fazer é agradecer a Deus por mais uma oportunidade.
E quando nós renunciamos e deixamos de lado tudo aquilo que nos prende, nós começamos a nos libertar para melhoria espiritual e moral. Porque a partir do momento em que nos conscientizamos do ser universal que somos, das nossas obrigações enquanto seres do universo e não somente deste planeta, nós começamos a compreender a necessidade da caridade, a necessidade de ajudar ao próximo, de se colocar no lugar do próximo, como Jesus nos disse, nós precisamos compreender e se colocar no lugar do outro. É somente no momento em que nós nos conscientizamos das nossas obrigações, que nós vamos renunciando a todas essas coisas que nos prendem e que não nos deixam evoluir.
Quer um exemplo claro? A mediunidade, a mediunidade nada mais é do que um trabalho que o o ser encarnado passa para que ele possa vivenciar e para que ele possa se melhorar, para que ele possa compreender e deixar de se vitimizar. Muitas vezes a pessoa que tem a mediunidade mais avançada, mais ali eh ostensiva, é a pessoa que mais precisa de ajuda.
Porque todos nós, de uma maneira ou de outra, somos médiuns. Estamos a todo instante recebendo o auxílio dos nossos anjos guardiões, dos nossos protetores. Estamos sendo intuídos e inspirados através da espiritualidade.
Basta que nós nos conscientizemos dessa renúncia que precisamos fazer para conosco mesmo. Joana deângeles diz o seguinte: "Ela nos ensina que a renúncia é essencial para o crescimento espiritual e o desapego das ambições pessoais. Renunciar ao amor próprio e à vaidade nos permite viver a fraternidade legítima.
Vejam, quando a gente fala, por exemplo, nos relacionamentos, no nosso dia a dia, vamos trazer as coisas pro dia a dia que fica mais fácil a gente visualizar. Os relacionamentos são coisas difíceis. Relacionamento não é algo fácil, porque nós encontramos e nós buscamos em cada um o quê?
Expectativas nas outras pessoas. Ao invés de tentarmos nos melhorar, nós buscamos que aquele parceiro, que aquela parceira, que aquele filho, que aquela filha, que o pai, que a mãe, não é assim. A responsabilidade é nossa.
É por isso que muitos relacionamentos se rompem, fracassam, falham. Primeiro, porque às vezes a união já não é feita pelo amor, é feita por interesses, por uma série de coisas. Segundo, existem ciclos na vida.
Tudo são ciclos. Às vezes você encontra uma pessoa que você ama, que você se apaixona, você pode até ter filhos, tudo chega um determinado ciclo da sua vida em que aquilo precisa acabar. Não é mais o momento.
Cada um de vocês, como ser individual que é, chegou no seu estágio e precisa dar a continuidade. E nem sempre as pessoas que estão ao seu redor estão prontas para seguir o mesmo caminho. Então, nós não podemos julgar, ah, porque fulano se separou, porque o outro terminou, ah, porque arrumou outra mulher, porque arrumou outro marido.
Meus irmãos, tudo na vida são ciclos. É óbvio, nós não podemos nos desrespeitar, mas também não tem a necessidade de você continuar em um relacionamento que seja prejudicial para ambas as partes, que seja prejudicial para os seus filhos. Vale muito mais o amor, o carinho e a amizade às vezes de longe, do que estar presente ali todo dia e não trazer nada de bom.
Isso também é renunciar. Renunciar ao quê? Ao amor próprio, ao ego, a vaidade, ao egoísmo.
Ah, eu não posso terminar o meu casamento, por exemplo, porque a sociedade vai falar, porque a família vai falar. Nós precisamos nos conscientizar que as renúncias devem fazer parte de tudo aquilo que está em nossa vida. E renunciar é renunciar com amor, com carinho, com compreensão.
É óbvio, nós vamos abandonar pai, mãe, filhos. Não, nós não devemos abandonar, mas cada um tem o poder da sua decisão. Não existe o livre arbítrio.
Quando um não quer, dois não fazem. Não é isso? Não é esse o ditado?
Então, nós precisamos compreender que Jesus é o maior exemplo de toda essa renúncia. Porque independentemente de ter sofrido, de ter sido crucificado, ele estava sempre ali junto dos seus discípulos, ensinando, mostrando, até mesmo após o desencarne, a morte, abre aspas ressuscitação, como alguns querem dizer. Mas nós sabemos que Jesus voltou em espírito para quê?
para dar continuidade ao seu ensinamento, para mostrar a continuidade da vida espiritual, para deixar o exemplo claro de coisas que se ele falasse não iriam compreender. A única maneira de compreender que a vida continuaria após a morte do corpo físico era ele dando esse testemunho, essa prova da continuidade do espírito. E ele disse e deixou bem claro: "Eis que estarei convosco até o fim dos séculos.
" Jesus continua conosco, governador do planeta Terra, cuidando e amparando de todos nós. Mas nós, para seguirmos ao mestre, precisamos renunciar a tudo aquilo que nos deixa preso à matéria. Precisamos compreender que a espiritualidade, que a moral, que o conhecimento de Jesus precisa ser colocado em prova diariamente.
E nós precisamos compreender isso de maneira clara, simples, objetiva. Outro exemplo muito claro de renunciar, Francisco de Assis. vindo de uma família burguesa com riquezas imensas, com tudo que tinha.
Francisco de Assis chega em um determinado momento de sua trajetória, de sua vida, onde ele decide deixar tudo aquilo, a riqueza, tudo, aquela parte snob da família para fazer o quê? para se renovar, para buscar através da pobreza, através da ajuda ao próximo, do auxílio a quem necessitava, essa renovação. E ele renuncia a tudo, inclusive a si próprio, porque ele começa a partir daquele momento uma nova trajetória com uma meta e uma visão espiritual, uma visão de amor e de carinho, de dedicação a todos aqueles que precisavam.
Francisco de Assis foi um dos maiores exemplos daquilo que Jesus pregou. Francisco de Assis mostrou ao mundo o que era o verdadeiro amor. Ele se abdicou de tudo o que estava ligado à materialidade para viver com muita convicção, com muito amor, um amor verdadeiro que somente o Pai, somente Deus e somente Jesus tinham mostrado ao mundo.
E ele demonstrou isso a todos aqueles que o cercavam. Quando nós refletimos sobre esse assunto, sobre Francisco de Assis, nós compreendemos o valor da vida e dessa renúncia, dessa transformação, que é o que nós precisamos buscar no nosso dia a dia. É a única maneira de nos melhorarmos e de seguirmos adiante.
Nós precisamos colocar metas em nossas vidas. Nós temos a conscientização da continuidade da vida. Então, nós precisamos colocar uma meta no nosso caminho.
E nós podemos fazer isso através da renúncia do materialismo, do nosso egoísmo, da nossa vaidade. Vamos aflorar, sim, o nosso lado amoroso, caridoso. Vamos despertar o amor verdadeiro que o Cristo nos ensinou.
buscando esse amor que não quer recompensa, que faz apenas pelo prazer de ajudar, apenas pelo prazer de sentir a felicidade e o sorriso no coração do outro. Quantos irmãos necessitados nós temos no dia a dia, até nos nossos próprios lares, nas ruas. Nós, como seres humanos, temos a necessidade de nos melhorarmos.
Enquanto existir pessoas necessitadas sofrendo, chorando, passando frio, passando fome, isso significa que nós ainda temos muito para renunciar. Isso significa que nós ainda temos muito para aprender. Em Mateus, capítulo 16 versículo 24 e 25, nós temos as seguintes palavras de Jesus: "Se alguém quiser vir nas minhas pegadas, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me, porquanto aquele que quiser salvar a vida a perderá.
" E aquele que perder a vida por amor a mim, a encontrará de novo. A renúncia é essencial para a prática do amor. A renúncia é essencial para a nossa melhoria espiritual.
É através da renúncia que nós precisamos compreender as necessidades da nossa melhoria. É através da renúncia que nós precisamos compreender que tudo aquilo que Jesus nos apresentou foram ensinamentos de amor, de carinho, de dedicação para com o próximo. Porque Jesus nunca olhou para quem ele estava fazendo.
Ele simplesmente fazia. Ele simplesmente colocava o amor em prática. E é necessário que nós tenhamos fé.
Fé em Deus, fé na espiritualidade, fé na nossa renúncia e no nosso melhoramento espiritual. Seguir a Jesus nada mais é do que fazermos escolhas. Essas escolhas podem nos levar a caminhos mais fáceis.
Caminhos mais alegres não significa que não iremos enfrentar dores, doenças, dificuldades inúmeras. Porém, quando nós fazemos algo com fé e com Deus em nosso coração, tudo é mais fácil, tudo é mais tranquilo. Nós precisamos compreender que os prazeres materiais não fazem parte do crescimento moral e espiritual.
O verdadeiro conhecimento é o espiritual, é aquilo que nós carregaremos ao desencarnar. É a maneira como nós nos veremos ao nos despojarmos deste corpo físico. Porque sabemos que somos espíritos milenares, que já fomos criados há muito tempo e que estamos passando por mais uma oportunidade.
E isso não significa que nós precisamos abdicar da alegria de viver. Não, nós devemos renunciar sim à coisas que nos apegam ao materialismo, que nos tiram do caminho correto, mas com a felicidade de fazer o bem e de nos transportarmos cada vez mais junto de Deus, porque este tem que ser o objetivo de cada um. Quando nós negamos a nós mesmos, nós estamos o quê?
trilhando novos caminhos, caminhos de esperança, porque nós vamos nos livrando dos nossos erros, das nossas falhas. Quando nós fazemos a famosa reforma íntima, nós estamos fazendo o quê? corrigindo aquilo que precisa ser melhorado em cada um de nós.
Portanto, seguir a Jesus, seguir os seus ensinamentos é um caminho que nós precisamos trilhar através da escolha de cada um. É colocar em prática tudo aquilo que nós conhecemos. Sabemos das dificuldades, conhecemos e entendemos o que cada um pode estar passando nesse momento.
Mas essa escolha ela é individual. Essa escolha ela é consciente, porque somente no momento em que nós nos colocamos perante Deus, perante a espiritualidade maior, é que nós nos conscientizamos e começamos essa transformação. Essa escolha nada mais é do que o reflexo de tudo que Jesus nos ensinou.
Essa escolha é uma busca pela evolução espiritual de cada um. Precisamos aprender a perdoar. Precisamos aprender a renunciar às mágoas, os nossos próprios erros.
Precisamos renunciar tudo aquilo que nos deixa inferiores, para que possamos, de mãos dadas com Jesus, caminhar com a espiritualidade maior no auxílio ao próximo. E nós precisamos compreender que essa renúncia é uma escolha de evoluir. Cada um de nós pode escolher renunciar a tudo que nos prende e pode escolher a melhoria.
Então, o que o Espiritismo nos deixa como resumo de tudo isso? O combate ao egoísmo. Porque nós, quando negamos a nós próprios, as nossas imperfeições, nós começamos a nos melhorar.
é a luta íntima de cada um pela melhoria, pelo engrandecimento, pelo conhecimento. É a prática. É, eh, significa que a renúncia ela não é uma anulação, mas a renúncia, na verdade, é aprender a controlar os nossos instintos, é colocar em prática os ensinamentos do mestre.
É quando nós começamos a tomar a nossa própria cruz, como disse Jesus, como exemplificou Divaldo, e nós aceitamos as dificuldades da vida com amor, com carinho, com abnegação, com a indulgência, conhecendo as nossas necessidades do aperfeiçoamento moral. É a liberdade do eu. É quando eu me liberto para espiritualidade.
Ou seja, a renúncia é a visão que nós temos como um ato de coragem que durante o decorrer do tempo vai fazer com que a gente se melhore, para que possamos perder tudo que é material e conquistar aquilo que é moral e espiritual. Ou seja, meus irmãos, renunciar é o princípio para tudo aquilo que nós precisamos. Renunciar é reencontrar Deus e colocar os ensinamentos do Mestre Jesus como prática diária.
Que assim seja. Obrigado, Marcos. Eh, agora é o momento em que podemos participar.
Quem desejar fazer pergunta ou colocação a respeito do tema renunciar, basta levantar a mão que a nossa colaboradora levará o microfone até você. Ô Marcos, quando a gente ouve, né, você fica falando, todo mundo fala, a gente fica falando de Jesus, primeira coisa que eles respondem quando a gente começa a exaltar é que Jesus é Jesus. Nós somos humanos, a gente jamais vai ser igual a Jesus.
Claro que não, mas não é essa questão, né? A questão é colocada pra gente seguir o exemplo dele e tentar fazer o nosso melhor para que a gente possa evoluir e chegar até ele. Não é esse o objetivo da das colocações?
Obrigado pela pergunta. Jesus é um ser supremo, eh, altamente evoluído, que hoje sabemos é o governador do planeta Terra, que cuida da gente. E nós temos que ter, sim, os ensinamentos de Jesus como modelo e guia.
Por isso a importância do evangelho, por isso a importância dos ensinamentos do mestre. Nós precisamos sim mirar e chegar um dia a sermos espíritos tão puros quanto Jesus. Porque nós sabemos e a própria espiritualidade deixa muito bem claro que todo espírito nasce simples e ignorante.
Porém, nós somos perfectíveis. E o que é isso? Nós temos condições de aprender, de nos melhorarmos e de um dia sermos seres seres angelicais, de estarmos junto com Jesus e até em outras esferas, em outros mundos, em mundos mais felizes.
Então nós temos sim que ter Jesus como sendo o nosso modelo e guia da humanidade, porque ainda temos muito que aprender. Pegamos aí, por exemplo, o exemplo que citamos de Francisco de Assis, não precisa também só São Francisco de Assis. Tivemos o nosso Francisco Cândido Xavier, o Chico, gente, um ser humano que esteve aqui nesta encarnação próximo, muito próximo de nós.
Maior exemplo de ser tudo aquilo que ele fazia pelo próximo. Chico era totalmente desapegado da matéria. Chico convivia com a espiritualidade 24 horas por dia.
As coisas que o Chico tinha condições de fazer, se fosse um ser que não fosse altamente evoluído, ele teria falhado na sua missão. Ele poderia ter deixado que a vaidade, o egoísmo, tudo isso tomasse conta dele. E nós não teríamos esse vasto campo da literatura.
Todos os exemplos, os livros que o Chico nos deixou é Jesus. É Jesus em ação. Todos os espíritos superiores que fazem parte dessa congregação universal, tomando conta do planeta Terra e de outros planetas que existem.
Porque o universo é imenso. Nós sabemos que Deus continua construindo que um planeta, assim como um ser humano, sofre as leis do progresso. Então, nós devemos sim olhar Jesus como sendo a nossa meta.
Ah, mas eu sou humano, eu não vou chegar até o nível de Jesus. Por que não? Por que não?
Nós temos condições de nos melhorarmos. Erramos, ótimo. Nos conscientizamos dos nossos erros.
Por que não fazer como Santo Agostinho ao final de cada dia o balanço do nosso dia e compreender e analisar onde erramos, o que fizemos. E muito mais importante, como dizia o próprio Santo Agostinho, ver aquilo que deixamos de fazer. Porque às vezes pior do que errar é deixar de fazer algo para ajudar o outro quando temos a conscientização de que aquilo era o correto a ser feito.
Então nós podemos sim, devemos mirar Jesus como modelo, guia e como meta para o nosso desenvolvimento e aprimoramento moral e espiritual. Nós somos capazes. Nós temos que ter fé em Deus, porque assim como Jesus, todos nós somos filhos do mesmo Pai.
O criador é um só para todo o universo. Obrigado. Boa tarde.
Eu gostaria de fazer uma pergunta. Então eu espero não tá fugindo do tema, mas assim quando se fala em renúncia num relacionamento homem, mulher, casamento, né, ou uma relação, eh, tem muita renúncia com relação os pais para o bem dos filhos ou o marido em relação à mulher e vice-versa, né, nos familiares. Agora, eu não compreendi muito bem essa renúncia quando envolve a separação.
Eu entendo assim que, por exemplo, se um não gosta mais, o relacionamento é amigável, né, com respeito, então o outro, ainda que goste, pode renunciar para que o outro seja feliz, porque quem ama deseja isso pro outro. Agora, tem uniões que eu não entendo muito bem essa renúncia. Inclusive, eu eu assisti recentemente no YouTube eh que dando um vídeo sobre Francisco Xavier, que o que na espiritualidade, muitas vezes, na espiritualidade o relacionamento ele já se findou, mas nós não entendemos isso.
E eu nunca tinha escutado isso no espiritismo, né? Então, que muitas vezes a gente insiste num relacionamento que não é mais para ser, porque se julga culpado, se deixar o companheiro e às vezes até os dois se suportam e quando na espiritualidade eles já entendem que já terminou, que essa fase já se cumpriu, tem uma outra para ser cumprida. E eu e eu achei isso muito válido no meu entendimento.
Agora eu gostaria que o senhor, por favor, ajudasse. Perfeita, perfeita a tua colocação. Já ouvimos muito o que Deus uniu, que o homem não separe.
É realmente tudo, como dissemos, são ciclos. Ciclos. E os ciclos se iniciam e chegam ao momento em que esses ciclos precisam acabar para dar início a um novo ciclo, a uma nova jornada.
E no teu exemplo tá muito bem claro, na espiritualidade, muitas vezes esse ciclo já chegou ao fim. E nós, seres humanos encarnados com o nosso egoísmo, nós acabamos mantendo aquele relacionamento que começa a ser até prejudicial. Renunciar à tua vontade e libertar o outro.
Porque amar, como você citou, é você libertar. Amar não é agarrar e segurar. Amar é deixar que o outro seja feliz como ele é.
O verdadeiro amor, ele não prende, ele não amarra, ele não tem essas amarras. O verdadeiro amor, ele liberta. Jesus não falava para as pessoas, vá e não peque mais.
É a mesma coisa. O fim de um relacionamento. Vá, siga a sua trajetória.
Eu não vou te desejar o mal. Eu desejo que você siga em frente feliz. Assim como tem alguns relacionamentos, não só de casal, de marido e mulher, mas às vezes pai, mãe, filhos, que resolvem não fazer mais parte daquela união, daquela família.
E o que nós podemos fazer? Vamos ficar brigando? Vamos nos martirizar?
Não dê um passo para trás, ore, vibre, deseje amor para que aquela pessoa, para que aquele ente querido siga a sua trajetória. E se for da necessidade de ambos se reencontrarem no futuro, isso acontecerá. Então, nós devemos aprender que muitas vezes essa renúncia ela está sendo apenas material.
Nós sabemos que nos lares nós geralmente nos reencontramos com inimigos de outras vidas. É através de da oportunidade de ser pai, de ser filho, que nós colocamos em prova amor, a esperança, mas não significa que a gente vá dar continuidade até o fim da nossa encarnação junto daquela pessoa. Então, precisamos sim renunciar a tudo aquilo que faz mal.
Precisamos viver o amor na sua mais ampla forma. Muito obrigado. Nós não temos mais tempo para perguntas.
Obrigado, Marcos. Lembrando que o Marcos ficará aqui depois da no final da reunião. Se alguém tiver mais alguma pergunta ou um pedido de orientação, ele vai ficar muito feliz em atendê-los.
Agora nós vamos para as nossas vibrações. Vibrar é exercitar a caridade. Vibrar é desejar ao próximo paz, amor, harmonia e felicidade.
Assim, vibremos pelos nossos lares. Laboratório de convivência, interação. Que o amor do nosso pai possa preencher completamente os lares, trazendo uma harmonia e entendimento.
Vibremos pela nossa sociedade a oportunidade de interagir com as pessoas. Exercitando a convivência, tendo a oportunidade de exercer o perdão, colocando em prática os ensinamentos do Cristo. Que o Cristo possa iluminar essas relações, que possamos todos colocar sempre o bem comum à frente das nossas dos nossos desejos particulares.
Vibremos pelos países em conflito. Que o amor de Jesus Cristo possa inspirar o fim dos combates, serenando os ânimos e colocando em primeiro lugar a percepção de que somos todos irmãos. habitando o mesmo planeta.
Que assim seja, Senhor Deus, nosso Pai, te agradecemos estes instantes de reflexão. Te agradecemos a oportunidade e o contato com a equipe espiritual. que amorosamente sempre nos ampara.
Senhor, que possamos levar daqui a disposição de perceber o próximo, colocando em segundo plano o egoísmo e exercitando, Senhor, os teus ensinamentos. Fica conosco, nos ampara hoje e sempre. Graças a Deus.
Agora faremos o passe coletivo. O dirigente do passe, por favor. A espiritualidade conhecedora de nossas necessidades nos ampara individualmente no momento em que direcionamos a emissão de fluídos espirituais magnéticos.
O passe coletivo deste momento estará beneficiando os nossos internautas que nos acompanham pelo Facebook e YouTube, assim como os nossos companheiros presentes aqui no salão. Por favor, acompanhem o direcionamento do nosso dirigente de passe. Boa tarde a todos.
Convido os trabalhadores do passe a se posicionarem. E assim vamos serando a nossa mente, acalmando o coração, nos conectando a equipe espiritual aqui presente e vamos visualizando a figura do mestre Jesus em nossa frente.