desvios posturais dos seus alunos. Então, a primeira lesão que a gente vai ver é justamente a síndrome do redondo maior. Provavelmente você não viu ouvi falar sobre essa lesão.
Por quê? Porque ela é pouco conhecida, mas acontece com muita frequência com seus alunos, principalmente os alunos que tem um slide anterior da cabeça do úmero. Por quê?
A gente precisa entender que aqui na axila tem um espaço chamado espaço quadrangular. Por que esse espaço quadrangular? Porque é um espaço exatamente entre o músculo redondo maior, o músculo redondo menor, o úmero e o tríceps do seu aluno.
Nesse espaço que forma um quadrante que a gente chama de iato, esse iato, ele vai passar um nervo chamado nervo axilar. Qual que é o grande detalhe desse nervo? Esse nevo ele passa um ramo que ele é sensorial.
Então quando o redondo maior do seu aluno ele tá tensionado, o que que vai acontecer? Ele vai fechar esse espaço. Então imagina que a a asste aqui da seta é um nervo e quando o músculo redondo maior tensiona, ele comprime esse nervo estrangulando o nervo.
O que que acontece quando o nervo é estrangulado? Ele diminui o seu impulso. Imagina uma mangueira ligada com água passando e você vai lá e aperta a mangueira, o fluxo de água diminui.
A mesma coisa acontece com o fluxo de transmissão de impulsos neurais pelo neurônio. Então, quando o redondo maior tensiona, ele fecha esse espaço quadrangular apertando o nervo axilar. E aí o que acontece?
Aparece uma dor no deltoide do seu aluno. Vem para cá, André. Quando essa dor aparece, ela vem aparecer exatamente no deltoide do seu aluno.
E qual que é a grande queixa do seu aluno? Primeiro, essa dor nessa região aqui do deltoide. Segundo, redução da força do deltoide do seu aluno.
Isso acontece justamente por causa do nervo aqui. Só que como ele tem essas ramificações sensoriais na região do deltoide, ele vai sentir a dor no deltoide. E quando a gente pensar e tentar tratar o deltód fazendo alguma manipulação, não vai resolver.
Por quê? Porque o grande problema tá exatamente aqui no redondo maior que tensiona, fechando o espaço quadrangular. Então, o que que você vai precisar fazer de início?
E sempre que seu aluno tiver sentindo essa dor aqui, ele vai sentir essa dor por causa ou do slide anterior da cabeça do úmero ou inclinação anterior da cintura escapular. Por quê? Porque em ambos a escápula vai estar em uma posição inadequada e o redondo maior tensionado tracionando o úmero para trás, fazendo uma extensão.
O que que você vai pedir pro seu aluno fazer? Então, simplesmente levanta o braço. Você vai ver aqui o músculo redondo maior.
Quando a gente olha de frente, fica de frente, André, para mim, por favor. Pode baixar esse braço. Levanta esse braço aqui.
Aqui nessa posição de 90º do ombro. A gente vai ter aqui o grande dorsal e o músculo redondo maior que vem aqui para trás. Se você apertar aqui com o polegar no músculo redondo maior do seu aluno, você vai perceber que ele vai fazer uma cara de fedor.
Ou uma cara de fedor ou então uma cara de azedo. Por quê? Esse músculo aqui vai estar muito tensionado, então ele vai logo se contrair quando você pressionar.
Por que que ele vai se contrair quando você pressionar? Porque o a acidose que tá acumulada ali naquele grupo muscular é tão grande que o músculo fica muito sensível ao toque. A gente chama isso de trigger points.
Por quando a gente toca, ele sente essa sensibilidade, o músculo fica como se estivesse inflamado. O que que você vai fazer então? O que que você vai precisar fazer?
pressionar aqui o músculo redondo maior do seu aluno, porque essa pressão que você vai fazer com o polegar vai fazer com que os órgãos tendinosos do músculo redondo maior eles sejam ativados. Esses órgãos tendinosos vão mandar um estímulo neural para a medula espinhal do seu aluno. A medula espinhal vai mandar um outro impulso que é chamado de feedback para o músculo para que o músculo ele desative os fusos musculares.
A gente sabe que o músculo redondo maior ele é um músculo que tem a tendência ao encurtamento e atenção. Então se a gente faz essa manipulação, o que é que vai acontecer? o seu aluno, ele vai conseguir fazer esse relaxamento dessa musculatura.
Quando ele relaxa essa musculatura, o que que acontece com o espaço quadrangular? O espaço quadrangular ele se abre novamente, para de estrangular o nervo axilar e o seu aluno vai parar de sentir dor no deltoide. Normalmente o seu aluno vai sentir essa dor no deltoide.
Fica para cá, André. Quando ele faz a elevação lateral, por que quando ele faz a elevação lateral? Porque o músculo redondo maior, ele já tá tensionado.
Quando ele faz elevação lateral, o que é que acontece? Ele vai precisar passar dos 60°, ele vai precisar fazer uma rotação superior da cintura escapular. Só que com o músculo redondo maior tensionado, o seu aluno não chega nem a 40, 50º que a escápula já vai fazer essa rotação superior.
Por quê? Porque o redondo maior não tem flexibilidade suficiente para poder deixar com que a escápula fique lá e só venha subir quando tiver com 60º de abdução. E os músculos que são antagonistas do redondo maior, que são os romboides, eles vão estar fracos, então ele não vai conseguir estabilizar a cintura escapular quando ele tiver fazendo a abdução.
Então a escápula vai rodar automaticamente e à medida que ele for rodando, que é que vai acontecer? Tensionar ainda mais o músculo redondo maior pela tentativa de estiramento. Essa tentativa de estiramento vai gerar tensão no redondo maior, que vai fechar ainda mais o espaço quadrangular, resultando em dor na região do deltoide.
Se a gente for pensar, não passa nenhuma estrutura aqui na região do deltoide, só musculatura, a não ser que seja lá dentro e mais aqui em cima. Mas aqui no deltoide normalmente irradia para o cotovelo, não vai ter nenhuma estrutura. Então isso aqui é puramente sensitivo.
Por quê? Porque o músculo, o nervo axilar vai estar sendo pressionado nessa região da axila. E aí o seu aluno vai sentir nessa região.
Você vai entender como fazer essa manipulação do músculo redondo maior e qual que é o melhor alongamento para o músculo do redondo maior na próxima aula, quando a gente for entender sobre manipulações e os alongamentos específicos para esses grupos musculares, para você parar ou o seu aluno parar de sentir dor na região do ombro. Isso, essa lesão é chamada síndrome do redondo maior, porque ele tensiona e aí normalmente o seu aluno que tem o slide anterior por causa dessa tensão do redondo maior, ele vai ter essa dor na articulação do ombro, mais especificamente no músculo deltoide lateral. A lesão em slap é o seguinte, para quem não conhece essa lesão, essa lesão tem o nome de superior labro anterior posterior.
Por quê? A lesão slap é uma lesão no labro. Essa lesão no labro ela sempre vai vir acompanhada ou de uma lesão na parte superior anterior do labro ou na parte superior posterior do labro.
E qual que é o grande detalhe? Tá vendo esse fiozinho aqui? Esse fiozinho aqui é o tendão do bíceps.
O tendão do bíceps, ele vai se conectar diretamente com o labro. Então o que acontece? Se eu tenho uma lesão na região do labro, o que é que vai acontecer?
Quem vai sofrer é o meu bíceps. Por que que eu vou ter uma lesão na região anterior superior do labro ou na região anterior, aliás, posterior superior do labro? Justamente porque quando tem um slide anterior da cabeça do úmero, eu já tenho esse deslizamento da cabeça do úmero pra frente.
Esse deslizamento da cabeça do úmero pra frente vai afetar as estruturas e os tecidos moles da região anterior e superior da articulação do ombro. Então, é que vai acontecer? Isso vai gerar um desgaste.
O bíceps, que tem a função de estabilizar a articulação do ombro, ele não vai conseguir cumprir com esse papel. Então, imagina o seguinte, o tendão do bíceps tá passando na cabeça do úmero, a cabeça do úmero tá forçando pra frente o tendão do bíceps segurando. A estrutura mais frágil não é nem o bíceps, ou seja, o músculo do bíceps, nem o tendão do bíceps.
Vai ser justamente a conexão entre o tendão do bíceps e o labro. Então, tende-se a rasgar o labro. Um labo, para quem não sabe, é como se fosse uma bacia.
Então não tem aquelas bordas da bacia. Pois bem, é como se rasgasse aquela borda da bacia. E essa lesão tem vários estágios.
Você vai ter a slap tipo um, slap tipo 2, slap tipo 3 e slap tipo 4. Qual que é a diferença? Na slap tipo um você vai ter uma pequena fissurinha ali no labro sem muito problema.
Não precisa de cirurgia nesse caso, mas no tipo dois a gente já tem ali um rasgo maior e aí a gente já vem acompanhado normalmente com a tendinite no bíceps braquial, uma tendinite no infraespinhal e no redondo menor. Tipo três, a gente já tem uma dilaceração da região do labro, ou seja, ele já é rasgado completamente e aí só com cirurgia, assim como no tipo quatro, que também afeta ainda mais o tendão do bíceps. Então o que acontece no tipo três e no tipo quatro, você vai tratar o seu aluno com lesão slap pós cirurgia.
No tipo um e tipo dois, você não precisa ainda fazer uma cirurgia, mas presta bem atenção nesse detalhe. No tipo dois, ainda tem mais um detalhe que ele vai ter mais 2 graus ali, ou seja, tem o tipo dois, grau 1, tipo 2, grau dois. Então esse detalhe é importante de você saber.
Qual que é o grande detalhe para você tratar a lesão slap do seu aluno? Vem para cá, André. A lesão slap, quando você observar no seu aluno, você vai perceber que o seu aluno ele vai ter o slide anterior da cabeça do úmero.
Então a cabeça do úmero vai est forçando aqui pra frente e o tendão do bíceps, ele vai passar exatamente aqui, ó. Relaxa, André. Tendão do bíceps vai tá passando exatamente aqui, ó, e desce para cá.
Então, a gente tem o bíceps aqui e a gente tem o bíceps saindo daqui. Esses são os dois tendões. Tanto é que a melhor forma de você trabalhar o bíceps, essa região lateral aqui, é rodando mais para o lado, principalmente o seu aluno que tem um slide anterior da cabeça do úmero e fazendo o bíceps dessa forma, porque quando ele contrai, ele vai empurrar a cabeça do úmero contra a gravidade glenoide.
Por quê? Porque você posicionou o bíceps nessa posição aqui, que é a melhor para ele poder fazer essa estabilização. Então, bíceps desce para cá, a musculatura e aqui desce a musculatura.
E a gente sabe, claro, que o bíceps tem nome de bíceps porque ele aqui é arriscado, cortado no meio. Então tem a cabeça lateral, cabeça medial do bíceps, cada um com seus tendões. As fibras do bíceps assim.
Tem a repartição do bíceps no meio. Então, quando você roda externamente o ombro do seu aluno, perceba que você coloca o bíceps cabeça lateral mais propício para poder fazer a flexão. Vira para cá, André.
Aqui. Então, se o seu aluno tem um slide anterior da cabeça do úmero, uma lesão slap, essa é a melhor forma de fazer o bíceets. Por quê?
Porque o bíceps vai estabilizar a cabeça do úmero dentro da cavidade glenoide. Você vai perceber que no seu aluno que tem o a lesão slap, o ombro dele vai est nessa posição aqui. Quando ele tá nessa posição aqui, a gente vai ter o slide anterior da cabeça do úmero, forçando aqui o tendão do bíceps.
A gente vai ter normalmente uma inclinação anterior da cintura escapular, tensão no levantador da escápula, tensão no redondo maior. Então o que que eu vou precisar fazer? tirar a tensão do músculo redondo maior, tirar a tensão do levantador da escápula na tentativa de melhorar a inclinação anterior da cintura escapular, claro, e fortalecer trapézio inferior e, claro, tratar a hipercifose torácica dele.
Se eu não fizer a liberação e o alongamento do músculo redondo maior, o levantador da escápula, seu aluno com lesão slap pós operatório ainda vai sentir dor no ombro. Por quê? Justamente porque ele vai continuar com esse slide anterior da cabeça do úmero e o que acontece é a lesão slép voltar ou então ele ficar sentindo muito dor no ombro toda vez que for treinar bíceps, toda vez que for treinar peitoral, toda vez que for treinar deltoides, toda vez que for treinar dorsal, por causa desse slide anterior da cabeça do hommero.
E o detalhe, ele não vai sentir só dor no ombro, ele vai sentir também uma cervicalgia. Ou seja, uma dor na cervical. Por quê?
Porque quando ele tentar estabilizar a cintura escapular em qualquer desses exercícios, seja desenvolvimento, seja supão, seja remada ou puxada, o que que vai acontecer? Músculo levantador da escápula vai estar muito mais tensionado, redondo maior muito mais tensionado. Quando ele tentar estabilizar, quem ele vai mandar estímulo primeiro?
Levantador da escápula, redondo maior, peitoral menor. Então, a estabilização dele vai ser assim. Então é preciso tomar cuidado e fazer essa liberação do músculo redondo maior do músculo levantador da escápula, para que quando ele venha fazer o exercício, o músculo redondo maior e levantador da escápula estejam mais relaxados.
Por quê? Por causa daquele impulso neural que ele recebeu devido ao estímulo sobre o OTG, mandando os fusos musculares relaxar. É por isso que o seu aluno ou você mesmo perde a força durante os exercícios quando você faz o alongamento, porque durante o alongamento também, um alongamento mais intenso, você estimula o OTG.
O OTG vai mandar uma sinalização pra medula espinhal. Medula espinhal manda, opa, vou mandar uma sinalização agora pro levantador da escápula, mais especificamente para os fusos musculares do levantador da escápula. Opa, fuso, relaxa aí que você tá com muita tensão.
E aí os fusos musculares vão relaxar. Os fusos musculares são os grandes responsáveis pela contração da musculatura. Se os fusos musculares estiverem mais desligados por receber estímulos com atraso, o que é que vai acontecer?
ele não vai mandar estímulo pra sua fibra muscular para poder se contrair. Então, por isso você diminui a sua força. Por isso você fazer a manipulação, seja com equipamentos, ou seja, manipulação manual e até mesmo alongamento desses músculos específicos antes da musculação, você vai ajudar na estabilização da cintura escapular do seu aluno.
E aí você vai parar de machucar o tendão do bíceps e também o lábio que sustenta a articulação do ombro do seu aluno, ou seja, o labro. Claro que além disso, além da lesão slap, você ainda vai ter provável impacto subescapular, aliás, suba acromial, por causa desses desvios posturais, que é a inclinação anterior da cintura escapular e o slide anterior da cabeça do hômero, que a gente vai ver. Então, na lesão slap é uma lesão no labro que se ela já estiver em grau avançado, o seu aluno ele vai precisar fazer a cirurgia, não tem como.
Mas se tiver no grau um, no grau dois, você consegue reverter essa situação. Claro, a principal coisa que você vai precisar fazer é evitar que ele fosse essas estruturas. Como é que você faz isso?
tirando rapidamente o slide anterior da cabeça do número dele e cuidando para que durante o exercício ele estabilize o máximo a cintura escapular para que não fosse essas estruturas. Então, como é que eu consigo fazer isso? Fazendo as manipulações manuais nos músculos chaves específicos que você vai aprender na próxima aula e fazendo também os alongamentos específicos que você vai aprender na próxima aula.
E aí você vai cuidar para que ele faça o movimento de forma correta. sem gerar estresse nos tecidos moles, que no caso vai ser o la e o tendão do bíceps. A síndrome do impacto e do músculo redondo maior ou do manguito rotador, como muita gente conhece, é o seguinte.
Vem para cá, André, de novo. O André não tem paz. Detalhe, grande detalhe do manguito rotador é o manguito rotador, ele serve para estabilizar a cabeça do úmero na fossagenoidal.
Grava isso, tá? A função do manguito rotador é justamente essa. Quando eu faço movimento de abdução do ombro, de flexão do ombro, de extensão do ombro, eu preciso que aconteça na articulação do ombro, especificamente aqui entre a gravidade glenoide e a cabeça do úmero, movimentos como rolamento para cima, deslizamento para baixo, porque se acontecer só o rolamento, ele vai impactar aqui em cima.
Então vai acontecer o impacto subacromial. Se acontecer só o rolamento, mas eu preciso que aconteça o rolamento junto com o deslizamento para baixo para que quando ele role, ele fique patinando como se fosse um pneu, cantando pneu. E além disso, eu preciso que o músculo do manguito rotador pressione a cabeça do úmero contra a gravidade glenoide.
Então preciso desses três movimentos. Além, é claro, da abdução, eu não vou ter só abdução pura. Toda vez que eu tiver fazendo uma abdução, eu vou estar fazendo uma leve rotação.
Mesmo que eu não esteja querendo fazer essa rotação externa do ombro, ela vai precisar acontecer e acontece de forma inconsciente. Então eu preciso fazer esses três movimentos: o rolamento, deslizamento e a torção ou a rotação, tá? Que é que acontece quando o levantador da escápula tá tensionado?
levantador da escápula que já tá se apagando. Eu tenho aqui um músculo, aliás, um redondo maior. Eu tenho aqui um músculo redondo maior.
O redondo maior, que é um músculo chave, ou seja, ele tem uma tendência a encurtar e ele tem uma tendência a ser hiperativo. Ele vai inibir os seus músculos antagonistas. Quem são os antagonistas?
redondo menor que tá aqui logo acima dele e o infraespinal. O que que acontece? Esses músculos aqui redonda menor infraespinhal, eles fazem a rotação externa.
músculo redondo maior faz a rotação interna. Que é que acontece quando esse músculo tá tensionado, o redondo maior tá tensionado, músculo infraespinhal e o músculo redondo menor ficam com sua atividade reduzida. Lembra que a atividade desses grupos musculares são quais?
Justamente prender a cabeça do úmero na cavidade glenoide. fazer com que aconteça aqueles três movimentos: rolamento, deslizamento e rotação, tá? Como eles estão desligado, quando o seu aluno vai fazer a abdução, por exemplo, não acontece o deslizamento e a torção.
Então, o que é que acontece? Seu aluno vai fazendo a abdução, abdução, vou fazendo o rolamento, impacto, porque não tem o deslizamento para baixo. Por que não tenho o deslizamento para baixo?
Porque esse músculo responsável por fazer o deslizamento para baixo, o redondo menor, ele tá desligado e aí impacta. Além disso, eu tenho outro fator que piora tudo, levantador da escápula. Por quê?
Lembra quando eu faço a abdução, vai um pouquinho mais pro seu lado aí. Lembra quando eu faço a abdução, eu preciso do ritmo escápulo lumeral, fazendo a rotação superior? E lembra que o levantador da escápula é um músculo que faz justamente o contrário, uma rotação inferior da cintura escapular.
Então o que acontece quando eu faço a abdução, o levantador da escápula vai entrar em estiramento. Entrando em estiramento, ele não tem a capacidade, não tem a flexibilidade de alongar. Por quê?
Porque ele é um músculo chave e sofre contenões. Então ele fica ali travado, contraído. Que que acontece?
cintura escapular, ela não roda superiormente. Por quê? Porque o levantador da escápula não deixa.
Que que acontece? O trapézio superior já tá alongado. Ao invés da escápula rodar normalmente, superiormente, toda vez que eu for fazendo a abdução, esse processo, o acrômio, ele vai se afastando por causa da rotação superior.
Nesse caso aqui, eu não tenho esse essa boa congruência da escápula com a cabeça do úmero, então eu não tenho essa rotação superior eficiente. Se eu não tenho essa rotação superior eficiente, que é que acontece? O impacto subacromial.
Atrelado a todos esses problemas, vai vir outros grandes problemas, como tendinite do músculo do manguito rotador. Então, que você vai perceber agora. Mas entenda que o grande problema do impacto subrecromial é justamente a inclinação anterior da cintura escapular, rotação inferior da cintura escapular e normalmente um slide anterior da cabeça do úmero.
Todos esses desvios que eu acabei de citar agora, eles vêm atrelado a uma hipercifose torácica. Então você vai precisar, antes de tudo, corrigir a hipercifose torácica. Você vai perceber dentro da metodologia Leandro Ribeiro, eu ensino muito bem isso, que quando você vai corrigir a hipercifose torácica, automaticamente você corrige a articulação do ombro do seu aluno.
Então, na maioria dos casos, você só vai precisar corrigir a articulação da coluna torácica para acabar com as dores do ombro do seu aluno. Além disso, a gente tem alguns detalhes importantes, como quais? o tipo do acrômio do seu aluno.
O tipo do acrômio é muito importante. Por quê? Porque existe variações anatômicas.
Essas variações anatômicas é aquelas diferenças entre o osso da escápula de um aluno com o osso da escápula do outro aluno. Então, nessas variações anatômicas, a gente tem uma nãoidade, mas a gente tem um um padrão comum desses três tipos de variações. Tipo um, que é o tipo plano, que aí não tem essa descidinha ali do processo do acrômio.
A gente tem o tipo dois, que tem uma pequena descidinha do acrômio e a gente tem o tipo três, que é o o a o acrômio mais ganchoso. Qual que é o grande problema disso? Quando a gente tem o acrômio mais ganchoso, que é essa região aqui com a pontinha aqui para baixo, que é que acontece?
A gente diminui esse espaço subacromial. Esse espaço subacromial reduzido significa que a chance de impacto subacromial ela aumenta, principalmente na flexão de ombro, onde você vai fazer a flexão de ombro com o seu aluno. Então é preciso que a gente observe esse detalhe.
Esse detalhe pra gente observar só no exame por imagem. A gente não tem como deduzir se o acrômio do nosso aluno é do tipo um, do tipo dois ou do tipo três. Então é preciso que a gente, se o nosso aluno persiste com dor, aquela fisgadinha na parte anterior do ombro, que ele faça um exame por imagem, de preferência, um raio X, que a gente consegue identificar e o próprio médico lá que tá fazendo o exame, ele consegue identificar e colocar no laudo.
Então fica muito mais fácil pra gente. Nesse caso, você vai ver nas aulas práticas que a gente vai precisar adaptar os exercícios para esse tipo de aluno, para que ele não sinta os desconfortos do impacto subcromial, principalmente no supino, que é onde mais acontece. Então, quando a gente tem o acrômio plano, a gente pode fazer o movimento de circundação do ombro sem sentir dor nenhuma.
A gente consegue fazer a flexão sem problema nenhum, a gente consegue fazer a abdução sem problema nenhum. Já no tipo dois, no tipo curvo, a gente já limita um pouco. Se a gente fizer grande abdução e principalmente se a cintura escapular não tiver fazendo o seu ritmo escapulumeral adequado, ele vai sentir um desconforto na região anterior do ombro.
Se o seu aluno ele tem o tipo três, tipo ganchoso, aí essa flexão de ombro fica ainda mais limitada por causa do tipo do ombro. E aí você vai precisar ajustar o exercício. E eu vou mostrar para você como ajustar esse exercício para o seu aluno.
A tendinose do supraespinhal. A tendinose do supraespinhal é o seguinte. por aqui, ó.
Lembra dos pontos anatômicos que a gente viu na primeira aula? Espinha da escápula, o supraespinhal vai passar aqui por dentro e vai pegar aqui na cabeça do úmero. Ele é o responsável por iniciar a abdução da cintura escapular, aliás, abdução da articulação gllean numeral, ou seja, abdução do ombro.
E a que acontece quando a gente não tem aquela congruência do músculo do manguito rotador, que a gente não vai ter aquele deslizamento para baixo, a gente vai ter um impacto subacromial. Esse impacto subacromial, ele vai impactar o tendão do bíceps, vai impactar a bolsa subiacromial, que é um tecidozinho que fica entre o acrômio e a cabeça do úmero, e vai impactar também o tendão do músculo supraespinhal. Esse tendão do músculo supraespinhal vai ser pressionado toda vez que o seu aluno fizer uma abdução.
Mas não só isso, tá? Seu aluno com a depressão da cintura escapular, ele também pode ter esse problema de impacto sobecromial. Por quê?
Vem para cá, André. Esse impacto subacromial e o tendão do supraespinhal sendo pressionado e gerando uma tendinite ou uma tendinose. O que é que acontece?
Músculo trapézio superior, ele é o grande responsável junto com trapézio inferior, trapézio superior aqui. Então ele é o grande responsável por puxar o ombro, a cintura escapular nessa direção aqui, trapézio inferior nessa direção aqui. Deixa eu pintar para ficar bonitinho.
Então, quando eu faço a abdução da cintura escapular, perceba que eu preciso fazer essa contração aqui, essa contração aqui, para que aconteça a rotação superior da cintura escapular. Claro, paralelo a isso também vai ter o serrát anterior aqui na frente, puxando a escápula para fazer a abdução e a rotação superior. Mas de costa a gente precisa analisar esses dois grupos musculares.
Levantador da escápula rouba a ação do trapézio superior e o perceba, o levantador da escápula, ele é antagonista direto com o trapézio inferior. Lembra daquela regrinha que quando tem um músculo muito tensionado, ele vai mandar um impulso neural para esse músculo antagonista relaxar. A mesma coisa que acontece com o redondo maior e o infraespinhal e o redondo menor.
Manda um estímulo para eles relaxarem. Então o levantador da escápula manda um estímulo para o trapézio inferior relaxar. Que é que acontece?
Eu perco essa ação de rotação superior da cintura escapular. Então, é como se eu fizesse a abdução e a cintura escapular não fizesse a rotação superior, não tendo o ritmo escapulumeral adequado. E aí o que que acontece?
Impacto subrecromial. Então, perceba, é uma coisa que leva a outra. O slide anterior da cabeça do úmero leva a lesão aqui e tendin músculo infraespinhal redondo menor.
O impacto subacromial leva a tendinose ou tendinite do músculo supraespinhal. Percebe como é uma coisa que leva a outra? Por isso que eu preciso que você entenda que todos esses problemas da articulação do ombro é causado pela postura da coluna torácica do seu aluno, da cintura escapular do seu aluno.
E aí ele vai gerar essa tendinite. O que seria uma tendinite? é uma inflamação do tendão ou uma tendinose, por exemplo, a inflamação ou lesão na na no tendão do músculo do seu aluno.
Essa lesão com o tempo, ela vai gerando a inflamação, que é onde digerador. Toda vez que o seu aluno fizer a abdução escapular, a abdução do ombro, de qualquer forma, sem estabilidade da cintura, da cintura escapular, ele vai sentir dor na articulação do ombro, porque ele sempre vai magoar. Então você vai precisar orientar o seu aluno e você vai aprender a fazer isso para que ele faça a abdução da cintura, aliás, a abdução da articulação do ombro, estabilizando a cintura escapular.
E olha o detalhe, extremamente importante. Quando eu falo estabilização, não quero dizer que a escápula precise ficar estagnada, não. A estabilização, para que você entenda, ela é gerada por uma tensão mais uma resistência.
Qual seria essa tensão? A tensão seria do músculo deltoide mais o músculo trapézio superior mais o músculo trapézio inferior, fazendo essa rotação superior e abdução e a resistência é do músculo romboide. Então o romboide ele precisa criar uma resistência na cintura escapular enquanto o músculo aqui faz a força.
Aí você vai dizer: "Ah, mas não acontece a Lady Sheriton quando eu preciso fazer um movimento, o outro músculo antagonista precisa relaxar? " Não, o que acontece toda vez que você vai fazer um movimento, seu aluno vai fazer um movimento, não é a lei de Sherington, ou seja, um músculo não vai inibir o outro, é a lei de Ering. Não é que o músculos dos hombides eles relaxem, os músculos dos romboides eles diminuem a sua ativação.
Para quê? Para que o movimento seja controlado. Se os músculos romboides eles relaxassem completamente, quando seu aluno fosse fazer uma abdução, ele faria isso aqui, ó.
rápido. Para que ele faça o movimento controlado, eu preciso ter a ativação lá dos músculos homeods, dos músculos antagonistas. E quem faz isso é a Lady Ering, fazendo o controle do movimento.
Quando você toma um susto que você acorda de vez, ou quando você vai, por exemplo, matar um mosquito, espantar uma mosca, aí sim a lei de Shermton, porque você precisa fazer o movimento brusco e rápido. Aí os músculos antagonistas eles precisam relaxar. No caso do movimento controlado, a gente tem a lei de Ering trabalhando.
Então, se alguém falar que quando você faz a abdução, você tem que relaxar os músculos dos romboides, essa pessoa está completamente errada e essa pessoa simplesmente não sabe nada sobre a fisiologia e anatomia do seu aluno, muito menos dos alunos deles. Então, presta bem atenção nisso para você não errar mais, porque isso acontece muito nas redes sociais, essas informações falsas que acaba levando a gente para uma direção errada. Então, essas são as lesões, as principais lesões causadas no ombro do seu aluno.
Você entendeu como é que elas funcionam e você já percebeu que elas vêm atrelada aos desvios posturais. O que a gente vai fazer na próxima aula é como você vai corrigir essas lesões, fazendo a manipulação manual e os alongamentos específicos. E tem alongamento específico como alongamento do músculo redondo maior, que ele é complicadíssimo de fazer e você não encontra na literatura.
Então, foi uma forma que eu resolvi criar para poder fazer com que a recuperação do aluno fosse muito mais rápida e o aluno já saísse da aula sem sentir dor. Então eu vou ensinar como fazer o alongamento específico do músculo redondo maior, do músculo levantador da escápula, do músculo peitoral menor, da forma mais eficiente possível. E ainda vou ensinar para você como fazer essa manipulação manual.
Nas próximas aulas, a gente vai entender quais são os melhores exercícios e qual a intensidade o seu aluno deve treinar no músculo peitoral, no músculo deltoide, no músculo do grande dsal, para que você consiga trabalhar esses grupos musculares que você precisa trabalhar com seus alunos da forma mais segura possível e, claro, sem o seu aluno sentir dor para que ele cada vez mais dependa de você e crie essa conexão com você para você ficar em uma em um patamar muito mais alto que os outros personais ali da academia. Então, seu aluno vai começar a ver você em um patamar muito mais alto, porque você resolve um problema que os outros treinadores não conseguem resolver, não tem a mínima noção de como resolver. Então você vai ser a grande referência, não tenha dúvida, da sua academia, do seu bairro, da sua cidade, do seu estado, se você aplicar todas essas técnicas que você tá aprendendo aqui nesse curso e claro, aprimorando cada vez mais, aplicando as técnicas da metodologia Leandro Ribeiro de Avaliação Postural e prescrição de exercícios.