No meio da turnê, uma pandemiazona. Eu já tava meio mal assim, meio de depressão. Eu passei um tempo, quase uns seis meses sem fazer nada, sem aparecer na televisão, sem fazer vídeo, sem trabalhar, sem fazer nada, porque eu tava mal mesmo, meu amigo, não queria fazer nada.
E o assunto era só esse que o pessoal falava disso. Aí o Fantástico foi e falou comigo: "Vamos fazer uma matéria sobre depressão que vai ajudar um monte de gente". Eu digo: "Pô, legal, isso para mim é bacana".
Fiz a matéria. Só que depois disso aí, tudo que se falava em depressão, o povo chama o ítos. Eu diabo é isso.
Eu vou ser o nome da depressão no país mesmo, né? E aí eu vou chegar no lugar, ninguém vai aplaudir a galera. Ai não, mano, não dá certo não.
Aí eu comecei realmente a negar a ida nos programas de TV, porque a mulher que trabalha comigo, você pode parar para prestar atenção. Um artista como eu, se eu tiver parado, tem alguém perdendo dinheiro. Então sempre tem alguém futucando.
Vamos, cara, vamos fazer uma parada. E aí tinha mulher que trabalhava comigo, que levava pra televisão. Ela falava: "Você não tá indo na televisão.
Vamos aparecer, as pessoas vão esquecer de você. " E eu dizia: "Minha senhora, eu não tô afim de fazer nada, não quero ficar falando o mesmo assunto sensível toda hora, não, pô. Não quero fazer isso não.
" Ela disse: "Mas você precisa ir na televisão, isso ajuda as pessoas". Eu disse: "Eu já dei a entrevista pro Fantástico. " Ela disse: "Mas o SBT também quer".
Eu digo, "Mande assistir o do Fantástico, que a mesma depressão da Globo é a mesma do SBT". O, [ __ ] [aplausos] para, rapaz. A diferença que a do SBT pisca no meio da depressão.
A [ __ ] Vamos, meu filho, dá entrevista. Eu digo: "Minha senhora, eu não tô afim de falar de depressão de novo, porque toda hora eu vou chegar nos lugar. Depressão entre eu, depressão entre eu.
" Não, não tô afim de falar. E foi bem numa época que eu tinha feito a cirurgia do cu, cara. Ficar entre nós aqui, né?
Não vamos dizer para todo mundo não. Eu fiz a cirurgia porque eu comecei a sentir uma dor estranha, mano. Muito tempo eu começando a sentir uma dorzinha.
Todo dia eu sentindo uma dorzinha. Ai, tem um negócio que incomoda a gente pouco, mas incomoda hum sentindo. Aí eu [ __ ] diabo é isso?
Chegou, eu comecei a sentar de lado, sabe? Doendo e eu sentava de lado. O tempo foi passando, chegou um momento que parecia que eu tava prestando atenção em tudo que a pessoa tava falando, que eu já tava sentando assim já.
Eu falei: "Rapaz, tu comprou uma madeireira? " Foi? Eu tá.
Aí eu cheguei em casa o dia, eu falei: "Pera aí que eu vou fazer um alto exame". Fui futucando. Eu disse: "Será que eu tenho um problema na bunda, meu irmão?
" Apalpandona apalpandona. disse aqui já é cu. Falei [ __ ] que pariu, tô com vutar meu cu.
[ __ ] meu Deus do céu. Ligar pra mamãe que esses assuntos a gente não conta para todo mundo. A gente conta para quem?
Pra mãe da gente. Só que você pode prestar atenção. Mãe, tem uns assuntos que elas não quer se meter.
Liguei pra mãe falei: "Mãe, acho que eu tô com um problema no cu". Ela disse: "Ah, o índice, isso aí eu não sei. Isso aí você fale com o seu irmão.
" Só que meu irmão é veterinário. De a ver. E aí eu ligo pro meu irmão, meu irmão é um dos caras mais ignorante que eu conheço na minha vida, assim, não de de de não saber as coisas, ignorante de bruto, moleque mora no interior, inclusive ele não tá aqui hoje porque tem uma vaca para fazer um parto lá na fazenda.
E ele, meu amigo, ele tá lá como se fosse um vingador da fazenda. Ele, ele se sente mesmo. Eu chamei ele de Joe, né?
Aí eu liguei para ele e falei: "Ei, Joe, eu acho que eu tô com problema no cu, ó". Aí ele mora no interior, disse logo assim, ó: "Vxe, tá doendo, tá? Eu disse: "Tá, ó".
Ele disse: "Passe óleo de freio de caminhão". Eu disse: "Para é a dando cu". Eu disse: "Para um caminhão".
O da [ __ ] [aplausos] não vai parar do R no cu. Eu disse faz sentido, né? Mas não era isso que eu queria saber.
Eu queria saber o que é que o caba faz. Vai para onde? Fala com quem?
Se depila, não depila. Como é que faz para fazer uma Ums? Eu passei um mês sem andar.
Era deitado ou em pé, não podia nem sentar, que a dor era terrível, meu. Eu andava igual Charli Chap. Eu andava só assim todo o tempo.
Limpar a bunda. Ave Maria. Parecia que eu tava limpando a tela de um celular para botar a película.
Era só assim. Eu fazia só assim. [risadas] Horrível.
Horrível. Eu não indico a ninguém uma [ __ ] dessa. Deus me livre.
A mulher todo dia perturbava. E você não vai mais na televisão? Não, você não vai na televisão.
Eu digo: "Minha filha, não posso sentar e não quero falar. Você precisa eu digo: "Minha senhora, pelo amor de Deus, senora não entendeu ainda. Eu não posso sentar e eu não quero falar.
É dois motivos para você não ir para lugar nenhum. É não sentar e não falar. Ela disse: "Não tem nenhum programa que dá para você ir".
Eu digo só se for Faustão, fica nós dois em pé e eu não falo. [aplausos] Meu amigo, tem condição não, mano. Aí fiquei em casa sem fazer nada.
[ __ ] não podia sentar. Ou era deitado ou era em pé. Fiquei assistindo televisão.
Assisti os 10 mandamentos todinho só para ver aqueles carioca na idade média. Do nada o cara aí chegou o homem de Nazaré. [aplausos] Eu digo, [ __ ] meu irmão.
Aí Moisés tá bolado, cara. E como é que esse sufista foi bater na Mesopotâmia uma hora dessa, meu pai eterno. O pessoal de São Paulo, o exemplo São Paulo, passou Harry Potter.
Harry Potter, o menino do da magia, né? Do outro lado da rua passou o cara. Nossa, meu irmão, Harry Potter, velho.
Nossa, velho. Nossa. Harry Potter Vingard Leviosa.
Foi embora o Harry Potter. Nossa, meu irmão. Nossa, velho.
Nossa, pode crer. Foi embora. Passou no Piauí.
Ave Maria. O Harry Potter passou do outro lado da rua. O cab.
Ih, eita. É o Harry Potter. Eu te assisto as pequenininhaas, bestada.
Cadê ele sabe fazer mais? Pois transforma essa fera num pão. Se tu for bom.
Aí ele pega pelo braço, vai mostrar pra mãe, pros irmãos, para todo mundo. A gente gosta. Peido.
Ave Maria, um peido é um é um carnaval, não é como em São Paulo. São Paulo, um exemplo, Belo Horizonte, né? Tá aqui seis pessoas, um peidou.
O primeiro que sentir, ele faz isso aqui, ó. Eu vou buscar uma água aqui pra gente. Aí ele sai, sai um, sai o outro, sai o outro, sai o outro, fica só o que peidou.
Porque quem peida não abandono o peido não. A gente fica ali curtindo um pouquinho a brisa, né? E deu trabalho para fazer.
Vamos cheirar essa [ __ ] né? Vamos agora peido do Piauí. O primeiro que sentir é um escândalo.
Vai ver nem fedeu. Só fez o Só fez o barulho, né? Perdeu.
Ave Maria. Cagaro. Cagaro.
Se vier passando alguém, a gente fala: "Minha senhora, pelo amor de Deus, não passo por aqui não. Venha por aqui, venha por aqui. " Estão cagando aqui, minha senhora, pelo amor de Deus.
A gente faz um CSI peido para encontrar o cara que peidou. Sabe para quê? Para humilhar ele.
Ele vai ser peidão pro resto da vida. Tá comendo é urubu ceboso. Ah, jogar isso cu fora nojento.
E a gente é criativo. A gente passa 15 minutos a olhando no chão esperando o cara perguntar o [risadas] que é. Fo que é que tá procurando as pregas do teu cu que tá por aqui, ó.
Deixou aqui, ó. A gente tem isso aí. A gente é diferente.
Peido é engraçado. Peido é engraçado. É um vento que sai do cu do nada.
É muito massa, né? Eu vou falar uma coisa para vocês agora. Não é piada.
É sério isso. É sério. Eu tava em casa assistindo sessão da tarde sentado.
Eu peidei. Eu juro para vocês que falou Maichel. Maichael.
Juro, juro, eu tava de boa, sentado, tranquilo na minha. Eu senti que a gente sabe quando o peido é bom, a gente sabe. Começou, eu digo, isso aqui é do meu esse é bom.
Aí eu dei uma levantadinha na perna para não agredir muito o sofá, né? No que eu levantei ele, eu disse, esse peido rou de cu que eu não sou mael. Eles fala peido fala.
Tem um peido fininho que fala marca de carro. Tem uns finin faz fi não tem podre. Esse é o pior do mundo.
Ave Maria. Você já prestaram atenção que quando alguém peida a gente fica com ódio? A pessoa peida, a gente começa a falar nojento, ceboso imundo.
Que eu tenho raiva sobe um ódio, rancor na gente, mas quando a gente peida, aí é engraçado, a gente peida, as pessoas começa a ser booso, imundo e você, eu peido mesmo. Sai de perto de mim que eu sou é podre, meu amigo. Então você fica com ódio quando alguém peida.
Só tem uma pessoa que peida e você não fica com ódio. Mamãe. Mamãe peida.
A gente cheira calado. Sabe por quê? Porque mãe vem com um negócio chamado superioridade, que é o seguinte, eu sou sua mãe.
Você cado sua boca, só fala. Então, quando a mãe peida e é podre o peido de uma mãe, é a coisa mais podre que eu já vi na minha vida. Porque o nosso peido é peido novo, né?
Um peidinho de 15 anos vem o quê? Vem coxinha, Coca-Cola. O peido de uma senhora de 45 anos parece que vem com 45 anos de ódio na gente.
Chega ardi o olho, o cara sabe: "Mamãe, pelo amor de Deus, foi assim que nasceu a conjuntiv peito de uma mãe. E você não pode falar nada. Só que a gente não é burro não.
A gente dá um indício que sentiu. Pode prestar atenção, mamãe. Pedro, o cara faz isso aqui, ó.
Tá sua mãe aqui, tem ninguém em casa, só vocês dois. Sua mãe tá aqui, você tá aqui. Você sente o cheiro, mamãe?
Só que ela é mais esperta que a gente. Sabe o que que ela faz? Ela faz de conta que nada aconteceu.
Pode prestar atenção. Ela sabe por é que você tá chamando ela. Porque o ambiente tá inabitável, mas não passa um gato perto das pernas dessa mulher de tão podre que tá.
O cara faz isso aqui, ó. Ó como ela engabela. O cara faz mamãe?
Ela faz só isso aqui, ó. Hum. Que foi, bebê?
Quer ver essa mulher virar o cão? Diga assim: "Mãe, senhora peidou ela? " Rapaz, eu digo: "Mãe, só tem eu e a senhora.
Me respeita, seu filha da [ __ ] Você é o pai dele? Você é o pai dele, senor? Como é seu nome?
>> Renato. >> Renato. O nome bonito, Renato.
Eu tenho inveja de quem chama Renato, porque o meu nome é difícil, cara. Mas Renato, você tem cara de Renato? Você parece Renato.
As pessoas parecem com o nome dela. Isso é interessante. Ricardo dentista.
Dr Ricardo parece. Cara que cuida da saúde, bucala. Lourdes, merendeira da escola da gente.
Lourdes parece, não parece? Maria de Lourdes, filha da Lourdes, trabalha na escola também junto com ela. Totalmente diferente, cara.
Médico. Tem que ter nome de médico. Você não pode chegar no hospital, o nome do médico é Joíson.
Não pode. Você chega no hospital com a perna arrancada, o nome do médico é Joíson. Ele vai remendar com cimento.
Que Joilson é pedreiro. Fala, Joíson, remenda minha perna. É agora, meu patrão.
Vai. Eita. Vai faz assim, ó.
Assim na perninha. Assim, ó. Não pode.
É ruim. Eu presto muita atenção no nome de piloto de avião, porque o piloto quando ele é bom, o nome dele é [ __ ] Junto com ele. O cara fala: "Atenção, senhores passageiros, quem fala é o comandante Arnold Schangeger, né?
Eu não boto nem cinto, eu me sinto seguro com aquele cara ali. " Um dia eu fui pegar um voo Brasília Teresina, o cara, atenção, senhores passageiros. Quem fala é o comandante Joaquim.
Falei: "Vou nada, Deus me livre isso aí". A rebocar tuas paredes, Joaquim, morro de medo. Entrar dentro do avião, tal.
Rapaz, onde é o freio aqui, hein? Que eu não sei onde é. Não cai para lá.
Renato. Bonito o nome. Renato é pai desse rapaz.
É difícil criar criança. Não. Hoje em dia eu acho que tá mais difícil do que antigamente, que antigamente você conseguia engabelar a criança.
Papai, me dá um carrinho. Você dava um abacate. A criança ah brincava com abacate porque era o que tinha.
Ou vai brincar ou não brinca. Hoje não. As crianças pede.
Você oferece a cor criança, ela não quer. Toma aqui. Feliz Natal.
Tá aí a boneca. Não queria dessa. Queria era uma Beb.
Por quê? Porque é caga. Antigamente, no meu tempo, quando era criança, não existia boneca desse jeito.
Só existia dois tipos de boneca só. Era a boneca que fechava o olho e a boneca que não fechava o olho. A criança rica tinha boneca que fechava o olho.
Criança pobre tinha boneca que ficava olhando pro lado assim, ó. Só assim, ó. Ela segurava o carrinho na frente e o olho era pro lado.
A criança rica se amostrava, falava: "Minha boneca fez o olhos. É, o pobre duvida das coisas, né? Põe fecha aí para eu ver se fecha mesmo.
Deitava a boneca, a boneca morria assim. Só que às vezes ela vinha com o olho enganchado, ela voltava assim, ó. Tinha que bater na cabeça da boneca pro voltar.
Totalmente diferente. [aplausos] Mudava demais, cara. carrinho.
Ah, o carro só tinha um tipo de carro que era o carrinho de boi. Era para aprender ser fazendeiro já desde criança já. Aí eu quero um carro, vai com seis boi dentro.
Eu não gosto de boi. Vai levar os boi cinco. E vi um boi amarelo, um verde, um azul.
Eu nunca vi um boi verde na minha vida, mas naquele carrinho vinha aquela praga. Ai ai. Cara, eu tô eu tava viajando muito esses dias.
Eu fiz show na Europa que foi do [ __ ] Coisa linda. Eu conheci vários lugares que eu não conhecia. Eu conheci Paris, cara.
[ __ ] merda, as pessoas tudo educada lá. Os cachorros são educados em Paris. Cachorro chega para mijar no poste, chega outro pudelzinho, fala: "Pardão, posso mijar primeiro?
" Ó, ui, pode mijar. O cachorrinho vem e mija ainda sai assim, ó. Depois, ó.
Assim, ó. É lindo, cara. Londres.
A corra mais linda que eu já vi na minha vida. Tudo é bonito em Londres. O cemitério é bonito em Londres.
O cemitério é lindo, cara. Eu tava vendo aquelas corras bonit passando assim, eu achando linda aquelas coisas. Falei ao cemitério, vou entrar, vou ver como é.
Eu entrei, tava tendo um enterro que eu eu quase bato palma para esse enterro de tão não, fora do normal. Tava tocando a musiquinha assim, ó, a musiquinha fazer assim, ó, soldado assim. Coisa mais linda que eu já vi na minha vida.
A mulher com vé, [música] as crianças chorando baixo. Eu nunca tinha visto os meninos só assim, ó. Falei: "Que coisa linda, cara.
[ __ ] mais bonita que eu já vi na minha vida. Sabe quantas pessoas no enterro? 11.
11 pessoas no enterro. Terminou o enterro, todo mundo saiu, não deram uma palavra. Eu eu fiquei com vontade de morrer ali, cara, de tão lindo.
Porque os enterros do Brasil não é assim. Enterro nosso tem 350 pessoas no enterro. Só 10 conhece o morto.
Só os outros é só curioso. Ei, foi o quê? Foi facada?
Foi. Mataram. Foi.
Foi o quê? Totalmente diferente. As crianças não estão nem aí.
Para quem morreu. Vamos brincar. Vamos para trás dos túmulos.
31, 32, 33. Aí botar o caixão dentro do buraco. Salve o menino 31.