Existe um padrão silencioso que se repete na vida de muita gente emocionalmente profunda. Sempre que algo realmente bom aparece em relacionamentos, por exemplo, alguém compatível com você, com valores alinhados, uma conexão real, o corpo entra em alerta, não em alegria, mas vigilância. Você quer uma coisa e sabe o que fazer para conseguir viver aquilo, mas quando finalmente parece que tá chegando perto, alguma coisa acontece, você trava, você sabota, você afasta aquilo.
E a pior parte é que você vê acontecendo, você assiste camarote, você mesmo destruindo de alguma forma a coisa que você mais queria viver. Quando a conexão é média, você relaxa, mas quando é intensa, você entra no modo de proteção, porque o cérebro aprendeu cedo que quanto mais eu me importo, maior é a dor possível da perda. Então ele tenta antecipar a dor controlando o vínculo.
Digamos que exista uma pessoa que você quer conhecer ou que você já conhece e quer que faça parte da sua vida, por exemplo. Mas tudo que passa pela sua cabeça é: será que eu vou estragar tudo? O fato de você se importar demais torna impossível ter capacidade mental disponível para sentir onde a outra pessoa tá emocionalmente para você fazer uma piada, ouvir o que ela tem a dizer, ter uma troca genuína.
Isso bloqueia você, trava a sua voz, atrapalha o seu contato visual, atrapalha tudo. Isso não é fraqueza, é proteção antiga tentando evitar uma dor que já aconteceu antes em algum momento da sua vida. O problema é que hoje esse mecanismo não te protege mais, ele te sufoca.
Se você sofre de ansiedade que te paralisa ou de evitação que te faz fugir antes de se machucar, esse vídeo é para você. Eu vou te mostrar o que acontece por baixo desse padrão e como sair dele. A filosofia milenar do Ting fala do Way, que é a ação sem esforço.
Não é passividade e nem desinteresse, é agir sem forçar, fluir ao invés de empurrar. O paradoxo é simples. Quanto mais você quer que algo funcione, menos isso vai funcionar.
Isso não é filosofia barata. Em 2019, pesquisadores da Universidade de Roserster descobriram que participantes que tentavam ativamente suprimir pensamentos ansiosos tinha um aumento de 40% na frequência desses mesmos pensamentos que eles estavam tentando suprimir. Ou seja, o esforço que você faz de controlar a ansiedade vai amplificar exatamente o pensamento de escassez que você tá tentando eliminar em relacionamentos, enquanto você não consegue olhar para qualquer pessoa, do mesmo jeito que você olha para alguém que você sente interesse como um ser humano inteiro e não como um meio para algo, como um troféu, como muitos homens olham para algumas mulheres, você não tá completamente livre.
Para mim funciona assim, eu compartilho energia com qualquer pessoa, senhora idosa, garção, motorista de Uber, sem hierarquia invisível, sem expectativa escondida. E quando eu falo com alguém que me importa mais, eu continuo sendo a mesma pessoa, compartilhando atenção e presença. Não, alguém tentando conquistar, aprovar ou garantir algo.
Se a pessoa não tá recepível, eu paro. Porque é uma oferta, não uma invasão. Eu tô entregando valor pra pessoa.
E nada de ruminar depois se der ou não der certo. Tem uma coisa acontecendo em todas suas interações que quase ninguém percebe, que eu levei muito tempo para perceber. Antes de alguém gostar de você, confiar em você ou querer ficar perto de você, essa pessoa já sentiu como é estar dentro da sua mente.
O seu cérebro tem um sistema chamado sistema reticular ativador ascendente. É o RAS. Ele funciona tipo um sistema imunológico emocional.
Então, assim como o seu corpo tem glóbulos brancos para lidar com os patógenos, né, as doenças, o RAS ele filtra o que te afeta e o que simplesmente passa sem te derrubar emocionalmente. E aqui que tá o ponto, o jeito que você vê o mundo não é neutro. Quando alguém passa tempo com você, essa pessoa tá sem perceber a mostrando o seu RS.
Ela tá sentindo como é viver dentro da realidade dessa pessoa. É ansiosa, é pesada, é carente ou é leve, presente, curioso. Uma pesquisa publicada no Journal of Personality and Social Psychology mostrou que pessoas conseguem avaliar com precisão significativa os traços de personalidade de estranhos e menos de 30 segundos de interação antes mesmo de qualquer conversa substancial.
Então, quando alguém tá com você, o que ela tá lendo não são suas palavras, é a qualidade da sua presença, humor, leveza, capacidade de relativizar. Isso não é carisma de nascença, isso é saúde psicológica construída. E as pessoas sentem isso antes de você abrir a boca.
Ou você construiu sua fundação ou você não construiu. A maioria das pessoas não percebe isso, mas se você sente que cada decisão precisa ser a decisão certa, você tá preso num modo de sobrevivência. O seu sistema nervoso tá tratando um jantar como se fosse uma ameaça existencial.
O problema é que você tá tentando quebrar o padrão num comportamento externo, falar menos, falar mais, ajustar um time, escolher frases, mas o padrão não tá aí. Ele tá numa crença silenciosa aqui. Se eu não cuidar ativamente de algo, eu perco.
Enquanto essa crença dirigir de tentativa de controle, de uma ausência de capacidade de lidar com incerteza, o padrão volta e com qualquer pessoa. O treino real não é escolher uma mensagem perfeita, nem prever reações, nem falar coisa perfeita. O treino é sentir o medo sem agir, deixar algo bom existir sem controlar e tolerar a incerteza sem preencher.
Quando a ansiedade vier, pergunta: "Eu tô tentando amar ou tô tentando garantir? " Se for garantir, não é amor, pausa. Se for amar, presença simples.
Você não estraga o que é compatível. O que é compatível sobrevive a pausas, imperfeições e humanidade. E o que não sobrevive a isso não era tão sólido quanto parecia.
E isso não diminui você. O maior ato de amor que você pode fazer não é se sacrificar por outra pessoa, é por você não se abandonar para tentar não ser abandonado. O bagava guita, texto de mais de 2000 anos da Índia, tem um ensinamento que mudou minha forma de ver relacionamentos.
Você tem direito à ação, mas nunca aos frutos da ação. É sobre o desapego do resultado. Mas eu vou te explicar, não é passividade espiritual, é uma tecnologia psicológica mesmo.
Pesquisadores de Stanford, estudando o que chamam de desapego do resultado, descobriram que atletas que focavam exclusivamente no processo e não no placar tinham não só melhor performance, mas também menor ativação de circuitos de estresse durante a execução do movimento. O que que significa na prática? Que você pode e deve se dedicar, pode dar o seu melhor, mas você não pode controlar se a outra pessoa vai corresponder.
E quando você se apega ao resultado, você contamina a ação em si. Você não tá sendo genuíno, você tá tentando manipular um desfecho. É alta intenção com auto desapego.
Essa combinação estranha de agir muito mais soltar o resultado. Você se conecta com as pessoas, brinca, se diverte, porque não tem pressão desesperada. ansiedade não tem onde se ancorar e a liberdade tá em fazer o seu melhor por fazer e depois soltar.
Existem duas formas de reagir ao medo de ser abandonado e as duas destróem o que você mais quer viver. A primeira é o padrão de apego ansioso. Então você tem medo de perder a pessoa, fica grudenta, precisando de confirmação constante e sufoca outra pessoa porque tira o espaço que o desejo precisa para respirar.
Então ela se afasta, você interpreta como confirmação do seu medo e você fica mais ansiosa. O ciclo continua até essa pessoa ir embora e a profecia se autorrealiza. A segunda é o padrão evitativo.
Então você sente que a conexão vai ficando intensa, o seu sistema dispara um alarme e antes que alguém possa te machucar, você se afasta primeiro, cria uma distância emocional, sabota ativamente aquela relação, encontra defeitos que justifiquem a saída. Você se protege da dor, mas também se protege da vida. Os dois padrões têm a mesma raiz.
A crença de que você não sobrevive à perda. O ansioso tenta prevenir a perda controlando e o evitativo tenta prevenir a perda fugindo. Mas ambos estão operando a partir do mesmo lugar, que é um sistema nervoso traumatizado que aprendeu que intimidade é perigo.
E a saída não é fingir que não se importa, é genuinamente construir uma vida tão completa que nenhuma pessoa específica tem o poder de te destruir ou te afetar. Não porque você não se importa com a pessoa, mas porque você não abandona você mesmo. Quando você sabe que tá ansiosa e não quer agir de forma ansiosa, mas não consegue parar de pensar naquilo, tem uma única prática que realmente funciona para mim.
Eu começo fazendo o que os históicos praticavam e chamavam de pré-meditatum malorum. Conscientemente você imagina o pior cenário. Então, por exemplo, a pessoa que você gosta, se afasta, você sente tristeza, vazio, frustração, vive aquele luto mesmo.
Então, se pergunta, eu sobrevivo? Parece masoquismo, mas em 2017 pesadores do MIT publicaram um estudo mostrando que quando participantes visualizavam explicitamente mesmo cenários temidos antes de eventos estressantes, eles apresentavam uma redução significativa de cortisol durante o evento real. A gente tem mais medo da nossa imaginação da experiência do que da experiência em si.
Então o cérebro tendo já ensaiado o pior, ele não precisava mais gastar energia tentando evitar aquilo. A ansiedade vem da resistência o que pode acontecer. Então quando você aceita que o pior é tolerável, o presente fica mais leve.
E o que casa muito bem para tolerar o pior cenário é a prática histórica que vem junto dela, que é o memento more. Então, lembra que você vai morrer e que tudo vai acabar, não como uma ameaça, mas como calibração. O tempo é finito demais para viver tentando garantir tudo.
Mas sabendo que tudo é impermanente, não diminui o amor, intensifica, porque você para de tentar congelar o momento e começa a habitar ele e ficar presente. E amor é presença e não ruminação ao controle. Relações não são contratos de segurança, são experiências vivas que t começo, meio e fim.
E a beleza tá em viver cada fase sem tentar pular pro final. E eu falo tudo isso de alguém que tende a hiperfocar nas coisas. Então, por muito tempo eu sofria com tudo isso que eu tô falando.
Eu ainda vejo minha mente indo às vezes automaticamente para esses padrões, mas hoje a diferença é que eu consigo observar e detectar muito cedo, muito antes daquilo se transformar num sofrimento. Então, o que você tá enfrentando quando você precisa desapegar de um resultado, você tem que entender, é um luto, não necessariamente de uma pessoa ou coisa, mas de uma versão sua, de uma vida que você imaginou, de uma expectativa que criou raízes. E luto não se resolve com pensamento positivo, se resolve com ritual de gratidão, mas não é aquela gratidão genérica, tipo, ah, lista três coisas boas do seu dia.
É específico para processar o que você tá soltando. Então, você escreve, por exemplo, mesmo que isso não continue do jeito que eu imaginei, eu sou grato por ter vivido isso. Então, lista o que aquela experiência ou pessoa te deu de real, não o que você queria que desse, o que efetivamente deu na sua vida e no invisível, não no visível do mundo, não a ilusão do mundo, mas no mundo invisível mesmo, que que te deu de crescimento espiritual, emocional, como que chamar.
Isso faz uma coisa muito importante na sua mente, tá? separa o que foi real do que era a projeção e permite que você honre a experiência sem precisar possuir ela. Pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram que esse tipo de gratidão específica focada em experiências já vividas, não em resultados futuros, ativa circuitos associados à resolução emocional, te deixando muito mais presente.
Então você tá treinando o cérebro a fortalecer circuito de serotonina de bem-estar aqui agora. você consegue olhar ao redor na sua vida e ver a experiência e ser grato por aquilo, te aterra no momento presente e para de te colocar num modo mais dopaminético de fazer projeções futuras que tá associado à ansiedade. Então você tá treinando o cérebro a completar ciclos ao invés de manter eles abertos.
Você tá fazendo o luto de uma versão sua para poder viver com calma, que é a ideia desse vídeo, num território que o seu sistema emocional ainda não conhece, o que a gente chama de paraíso desconhecido, né? a boa, perfeita e agradável vontade de Deus na sua vida, que muita gente tende a sabotar e ter medo da grandeza. E para isso você precisa deixar uma versão antiga sua morrer.
E lembrando que essa boa, perfeita e agradável vontade é aqui agora, sempre vai ser aqui agora. Não tá em um resultado, não tá em uma pessoa, não tá em uma coisa. Então, uma coisa que eu refleti muito, que eu acho que vale para vocês, é qual foi a última vez que você chorou?
Aquele choro que vem quando algo eh em você precisa morrer para outra coisa nascer. Então, existe um verso no livro de Salmos que é: "Aqueles que semeiam com lágrimas colhem com alegria. " Não é poesia, é descrição de um processo biológico real.
O choro emocional, diferente do choro por irritação física, tá? Ele tem uma composição química única. Ele contém leucina e encefalina.
É um analgésico natural e concentrações elevadas de hormônios de estresse que estão literalmente sendo expelidos do corpo. Fora que quando você chora, esse próprio soluço estimula o diafragma, que estimula o nervo vago, que é um nervo associado à calma e relaxamento. Então você não tá só expressando tristeza, não é?
Tua aqui criança chora. Para expressar é muito comum adultos falarem: "Ah, não chora sem chororô". Eh, não não por mal, mas é importante alivia aquilo.
É uma forma de alívio para não guardar o trauma no corpo, porque o seu sistema nervoso, tudo isso fica guardado no seu corpo. Então, você tá escritando a química da dor durante o choro, tem uma redução mensurável da atividade em regiões associadas à hipervigilância. É por isso que depois de um choro profundo vem aquela sensação de exaustão limpa, como se algo tivesse sido resetado.
O tal Techim fala que quanto mais rígido você fica, mais você se aproxima da morte. Os velhos ficam muito rígidos. Já a criança não, ela é solta, ela é flexível, ela é adaptável.
A rigidez emocional, segurar tudo, não permitir que nada escoha, é uma forma de envelhecimento acelerado do sistema. Chorar não é perder o controle, é o corpo completando um ciclo que a mente sozinha não consegue fechar. E crescer não é evitar sentir, é permitir que certas lágrimas reguem aquilo que você ainda vai se tornar.
O que você tem que entender é o seguinte: todo mundo carrega uma sombra. São os seus aspectos que foram rejeitados, escondidos ou não permitidos. Uma criança que precisava de atenção e foi chamado de carente, por exemplo, o adolescente que mostrou vulnerabilidade foi ridicularizado e aí ficou com vergonha presa no corpo, na integrando a sombra dele.
O adulto que se abriu e foi abandonado, essas partes não desaparecem, elas vão pro subsolo da sua mente, da sua psiquê, e de lá elas vão dirigindo sem você perceber. Então, o ansioso que sufoca a outra pessoa não tá escolhendo conscientemente fazer isso. É a sombra atuando, aquela parte faminta de validação que nunca foi alimentada direito, tentando compensar décadas de escassez em uma única relação.
Já o evitativo que foge antes de se machucar não tá escolhendo também. É a sombra protegendo. Aquela parte que aprendeu que abertura significa abandono ou dor construindo muros antes que alguém chegue perto demais.
E então, por mais que você ache, ah, eu não tenho apego evitativo, não tenho apego ansioso, provavelmente você tem algum grau de algum dos dois e você vai descobrindo à medida que você vai vivendo. É parte da evolução sua emocional como humano. Então, integrar a sombra, tá, quando você observa sua sombra e abraça ela para ela não dirigir a sua vida, não é eliminar ela, é reconhecer ela.
É dizer: "Eu vejo você, eu entendo porque que você tá fazendo isso, mas eu tô no comando agora". Stevenson, o cara que escreveu o Frankenstein, que simboliza o arquétipo do médico e do monstro, justamente com uma alegoria sobre isso da sombra. Então, na história do Frankenstein, tem uma parte que o médico que criou o Frankenstein, ele tenta eliminar a sua parte sombria, que é o Frankenstein.
E o Frankenstein volta com força mais destrutiva ainda. Mas quando você ilumina o que tava escondido com amor universal, presença, não amor romântico, que a gente tá falando aqui, que vende e que você provavelmente consumiu muito na sua infância e adolescência e te influenciou aí para uma forma de amor não tão realista assim, mas sim um amor universal a tudo e todos. Quando você olha paraa sua carência e ama a sua própria carência, ama o seu medo, amor incondicional a tudo, é uma atitude ativa pra sua necessidade de controle também você amar isso.
O monstro ele perde o poder. A cura não tá em se tornar alguém sem sombra, tá em se tornar alguém que conhece a sua sombra tão bem que ela não precisa mais atuar as escondidas. Miha sentile é um pesquisador que passou décadas estudando e que ele chamou de experiência ótima.
aqueles momentos em que você tá tão absorvido com o que você tá fazendo, que o tempo desaparece e a autoconsciência dissolve. Ele descobriu que pessoas que experimentam esse estado que ele chama de flow regularmente, elas têm não só mais satisfação com a vida, mas também com relacionamentos, são mais saudáveis. Por quê?
Porque quando você tá no stor, você não tá ruminando e nem projetando nada no futuro. Você não tá tentando extrair validação do mídio. Por isso que eu falo muito sobre videogame.
É claro que em moderação jogar videogame muitas vezes é uma forma de você ficar presente sem é muito mais saudável do que ficar doom scrolling rolando ali pela tela de rede social, porque você tá completamente entregue ali no stor. Jogar, brincar, qualquer coisa, né? Tem estudos mostrando que esporte com raquete, por exemplo, tênis, pad, frescobol, é muito saudável, porque você faz várias predições, te coloca num estado de flow muito forte, mais do que a maioria dos outros esportes.
Então, quando está no estado de flow, você tá gerando sua própria energia, seu próprio estado emocional. Então, vamos olhar, por exemplo, para pessoas que naturalmente atraem outros, elas têm algo que absorve elas, né? Artistas, né?
Música, esporte, criadores, eh, um projeto que tem uma missão, algo maior do que elas. Por quê? Não é sobre elas, não é sobre o ego, é sobre algo maior.
Então a energia delas não tá direcionada pro ego, tentando capturar a tensão. Ela tá direcionada para canalizar algo que transborda naturalmente delas. William James, que é o pai da psicologia americana, escreveu que o self a sua identidade é parcialmente definido por aquilo que escolhemos investir atenção.
Então, quando você não tem nada que te absorve, sua atenção fica vagando, geralmente pousa nas outras pessoas, no seu ego, em como que você tá e se estão te observando tentando extrair o que você deveria estar gerando, porque você não tá usando o seu sistema de ruminação, que é a rede padrão de pensamento, DMN, para criar. e ela vai de alguma forma criar cenários na sua mente. Isso vale para tudo na vida.
É por isso que pessoas bem-sucedidas materialmente às vezes são desastres emocionais. É muito comum isso. Então elas conquistaram coisas, mas nunca cultivaram estados.
Tem posses, mas não tem fluxo. Estado de flow. E sem o fluxo flow, elas ficam dependentes de validação externa para sentirem vivas.
são sempre do próximo pico de dopamina, do próximo objetivo. Muita gente acha que o trabalho tá deixando ela no saado de flow, mas não tanto. Na verdade, ela tá se guiando por picos de dopamina e sempre atrás de um próximo objetivo.
Então, o seu ecossistema de vida, seus hobbies, seus projetos, suas práticas, não é uma decoração, uma infraestrutura emocional que você constrói. E o que permite que você chegue em qualquer interação já completo é sua capacidade de passar muito tempo num estado de flow desapegado de qualquer resultado, de qualquer projeção. O seu sistema nervoso, ele vai desenvolvendo uma neuroplasticidade e treinando cada vez mais ser alguém tranquilo, oferecendo ao invés de pedir.
E aí, em algum momento da vida, você percebe uma coisa estranha, que muitas das coisas que você achou que precisava fazer não eram para você ir em todas as festas estar nos lugares certos, comprar as coisas certas, esse carro, mostrar que tá vivendo a vida certa. O Jung chamava isso de persona, que é a máscara social que você usa para ser aceito. E o problema é que quando a máscara gruda no rosto, você esquece quem que tá por baixo.
E o único motivo de eu estar falando isso é para você economizar a energia, manter uma pessoa numa máscara consome recursos psíquicos enormes. Cada escolha feita para impressionar é uma escolha não feita a partir do seu centro. Não existem atalhos para construir uma vida que te sustente.
Cada tentativa de parecer algo, ao invés de ser algo, já é energia desperdiçada. O que vai determinar a qualidade das pessoas que você atrai, não é se você é rico, bonito, conhecido. Hum.
Eu achei que era, mas eh justamente não precisar provar nada disso. Pessoas emocionalmente interessantes percebem carência disfarçada muito rápido e elas sentem quando alguém tá performando ao invés de simplesmente existindo. Uma pessoa pode ter tudo e ainda assim parecer desesperada.
Outra pode ter pouco e parecer magnética, ter uma aura. A diferença tá na ausência de necessidade de validação externa. Eu nunca me relacionei profundamente com ninguém que não tivesse algum nível de admiração mútua.
E essa admiração nunca veio de status social, veio de autenticidade, de perceber que a pessoa estava confortável sendo quem ela é, sem precisar de plateia. Então, uma coisa que eu sempre falo, desapareça por duas a 4 horas por dia. A sua capacidade de realizar trabalho profundo é algo cada vez mais raro e valorizado hoje e vai determinar boa parte da sua satisfação pessoal e profissional.
Esse bombardeio de informações sensoriais que a gente vive deixa a gente sempre buscando a próxima dose de dopamina barata. A gente não consegue focar em algo mais do que uma hora. Sempre querendo fazer várias coisas no mesmo dia, a gente acaba se frustrando.
Então, ao invés de querer colocar várias coisas num dia só, a solução é ter o trabalho profundo, deep work, como um hábito que faz bem para você, não pelo resultado. Entrar nesse estado de flow e desapegar do ego tem vários benefícios pra sua saúde física e mental. Eu cresci muito sensível emocionalmente.
Eu me abalava com facilidade e não tinha capacidade adaptável nem resiliência emocional. Era tipo um pedaço de madeira flutuando no oceano, jogado para qualquer direção que o vento levasse. James Pen Baker, um pesquisador da Universidade do Texas, passou 30 anos estudando o que ele chamava de escrita expressiva.
Ele descobriu que pessoas que escreviam sobre as suas experiências emocionais difíceis por apenas 15 minutos por dia, durante 4 dias tinham melhoras mensuráveis no sistema imunológico meses depois de tanto que reduziu o estresse. Não era o conteúdo que curava, era o ato de processar, expressar. Eu comecei a tratar o meu estado emocional como infraestrutura e não como uma consequência.
alimentação, suplementação, sol, intestino, sauna, banho gelado, exercício, mas também o que eu consumia mentalmente, o que eu permitia ocupar espaço na minha cabeça. Então, Victor Frankel, sobrevivente de Auschwitz e um psiquiatra, escreveu que entre o estímulo e resposta existe um espaço. Então eu observo pensamentos, ainda vem os mesmos pensamentos de padrões que eu tenho, mas nesse espaço tá o poder de escolher reforçar esses pensamentos ou não, de escolher a nossa resposta.
E nessa resposta tá o nosso crescimento e nossa liberdade. Eu não parei de sentir, eu mudei a minha relação com o que eu sentia. Ou seja, eu construí o espaço entre o gatilho e a reação.
E nesse espaço eu encontrei escolha. A sua energia vem da sua fundação. Em cima dessa fundação tem um senso de humor que te faz rir das dificuldades.
Ou seja, você observa os pensamentos e começa a não levar eles tão a sério. Você acha engraçado. Uma perspectiva que torna as coisas mais leves mesmo.
Um jeito de ver o mundo que te protege emocionalmente, não por negação, mas por realidade, que um dia a gente vai morrer e enquanto você não tiver em paz com isso, você não vai ser completamente livre. E se algo ruim acontece, você não precisa entrar em desespero. Você pode processar, sentir e não ser destruído.
Isso não é frieza, é capacidade. E quando alguém entra na sua vida, essa pessoa tá entrando num mundo que já tá completo. Ela tá adicionando, não completando algo que estava vazio.
Qualquer que seja a experiência ruim que você tá passando, seja relacionamento do seu trabalho, os alquimistas medievais tinham um conceito chamado nigredo, que é a fase negra, o apodrecimento, e era considerada essencial. pro transformação. Nada de valor poderia ser criado sem primeiro passar pela decomposição do que existe antes.
Jung adaptou isso paraa psicologia. Então ele via as crises, os términos, as perdas, os fracassos. Quantas vezes eu já não chorei porque alguma coisa deu muito errado no conteúdo, num época que eu fui hackeado, por exemplo.
E é umigredo psicológico, momentos onde a estrutura antiga precisava se dissolver para uma nova energia. A dor não é obstáculo pro crescimento, é o catalisador, mas você pode escolher o que faz com ela, ficar amargo ou ficar melhor. E aí muitas pessoas hoje com as redes sociais elas vão paraa amargura.
Então, o cara sofre uma desilusão amorosa, ele vai imediatamente automaticamente para conteúdo redel e ele vai ter o todas as crenças dele sendo confirmadas por outros caras que já passaram pelo menos experiência e isso pode ser muito perigoso. Então, ficar amargo ou ficar melhor, usar como confirmação de que o mundo é injusto ou usar como uma informação sobre onde você quer crescer, em que direção. Então, Niet escreveu: "Aquilo que não me mata me fortalece".
Mas ele tava errado numa coisa, na minha opinião, não é automático. O trauma sem processamento, ele não fortalece, ele só endurece a pessoa. Dureza não é força.
Tem uma coisa que é robustez, que é simplesmente resistir à dor, e outra coisa é antifragilidade. O antifrágil ele cresce na dor, ele prospera na dor. O seu músculo é antifrágil, por exemplo, é oposto de algo frágil.
Então, o que transforma a dor em crescimento é a metabolização consciente daquela experiência. é olhar para o que aconteceu e perguntar o que que isso mostrou sobre mim, onde eu ainda preciso me desenvolver, que que essa experiência tá tentando me ensinar. Aquela experiência te deu algo muito além do visível, que é no espectro invisível da vida mesmo, parte emocional, espiritual, alegria e dor que te mudaram.
Você pode honrar isso sem precisar repetir e passar por aquela experiência de novo. Existe um princípio chamado lei da substituição. Tudo que você perde abre espaço para algo que se encaixa melhor em quem você tá se tornando.
Isso não é otimismo ingênuo, é uma observação. Então, quando você olha para trás, quantas vezes algo que pareceu uma perda irreversível se revelou um redirecionamento. Quando você tem um término, por exemplo, um afastamento, você não se abala tanto porque às vezes você não vai estar em escassez.
Então você percebe isso foi até onde era para ir e aí seguiu o seu curso natural. Mas aqui tem uma armadilha, tá? Usar o desapego como desculpa para não se entregar.
O desapego real, saudável, não a blindagem emocional. Não é tanto faz. Aquilo é sua vida, é a vida de outra pessoa.
É a capacidade de se entregar completamente, sabendo que pode não dar certo e está em paz com isso. Jen Piercamus, que é o bispo do século X7, ele chamava isso de santo abandono, a entrega total ao momento presente, sem exir garantias do futuro. Vulnerabilidade com intenção.
Vulnerabilidade sozinha também para mim não faz muito sentido. Então você se abre, se expõe, se arrisca com o objetivo. Não porque tem garantia, mas porque você entende que a alternativa é viver pela metade sem tomar nenhum risco na vida.
Ironicamente, quando você faz isso, você acaba transparecendo muita autenticidade, então as coisas simplesmente fluem. Ou, por exemplo, novas pessoas melhores vão acabar aparecendo na sua vida, que são mais compatíveis para você, porque você é tão natural com isso e que as pessoas sabem que você não tá tentando tomar nada delas. Você só entrega valor e dá espaço pra pessoa respirar.
Você deixa qualquer tensão acalmar e continua vivendo sua vida. Enquanto isso, se você realmente observar todas as suas interações até hoje na sua vida, você vai perceber o seguinte: você tem sua mentalidade e a sua energia e você expressa isso pro mundo. As pessoas experienciam, se elas ressoam, elas ficam e senão elas vão embora.
Simples assim. E é complexo porque muita gente carrega um medo específico, um medo de repetir um padrão, de se abandonar de novo, de confirmar aquela história antiga de que algo tá fundamentalmente errado com você. E esse medo é compreensível.
Se você foi machucada antes, o seu sistema aprendeu a antecipar o próximo golpe. Mas a antecipação constante do golpe é o que impede a abertura real. Você fica tão ocupada se protegendo que não sobra espaço para se conectar de forma autêntica.
Esse medo gera exatamente os dois comportamentos que destróem conexões, a ansiedade que sufoca ou a evitação que foge. Os dois são tentativas de controlar um resultado que nunca vai poder ser controlado. Mas aqui que tá a parte que muda tudo.
Você não tá condenado a repetir o padrão. O fato de você estar aqui assistindo isso, reconhecendo o mecanismo, isso já é diferente. Consciência é o primeiro passo paraa mudança.
Você tá no exato momento em que o padrão começa a perder força. Isso acontece antes do comportamento mudar, tá? Acontece quando você vê e observa.
É claro que vê um padrão não é garantia que ele desaparece, mas é garantia de que ele não opera mais no escuro. E o que opera na luz pode ser escolhido. O que tava no inconsciente agora tá no consciente.
E no consciente você tem agência. Você começou querendo uma coisa, não conseguiu do jeito que imaginava, teve que descobrir algo diferente que era melhor. E quando conseguiu isso que era diferente, você conseguiu o que você originalmente queria.
Só que agora você consegue sustentar aquilo, porque não veio de desespero, veio de completude. A pessoa certa vai te admirar, porque poucas pessoas fazem esse trabalho em si mesmas. E você precisa dessa admiração mútua para qualquer coisa durar em relacionamentos.
O trabalho é interno, o resultado é externo, mas a ordem não pode ser invertida. Quero te convidar a entrar na minha plataforma Aura. A gente tem vários cursos lá.
Tem um curso só sobre relacionamentos magnéticos, tanto para quem tá solteiro quanto quem tá namorando. São quatro módulos gravados numa mansão lá em São Paulo que a gente alugou, todo o equipamento, tudo. Fica incrível com exercícios práticos para você fazer.
Tem o curso do código neural para você mais foco, menos ansiedade. Tem o curso de energia sexual, caminho paraa genialidade. Tem um curso de treinamento lá dentro.
Outro dia tava na academia, o cara me parou mostrando que tá fazendo os treinos lá, curso corpo ancestral. O desafio de 26 dias, de 26 protocolos, tá lá também na aura. E tudo que eu for lançar daqui pra frente, que tá vindo coisa nova aí também tá lá.
Inclusive o protocolo MFMA tá lá também agora e mais coisas ainda. Então se você assiste meus vídeos e não tá na aura, sinceramente eu não sei o que que você tá, porque é uma economia muito burra às vezes, né? por mês é menos do que uma pizza pequena que você vai pagar e que vai mudar completamente a sua vida.
Eu tenho convicção disso. Pausa para publ. Você não precisa de uma roupa leve, antiodor, confortável e que tem rápida evaporação de suó.
Mas eu gosto de usar as roupas da Insider para trabalhar, treinar e sair. Eu uso em quase todos os vídeos e o cupom grata vai te dar desconto em qualquer compra lá no site da Insider. Mais foco, menos ansiedade.