Abertura. Tô com as perguntas aqui. >> Ih, mãe, esse aqui é seu? >> É minha letra. Eu adoro escrever a mão. Sabe o que eu me surpreendi muito? Que foi, Beatriz? Que não sei se >> será que eu falei de tão engraçado? >> Eu adoro a minha letra. [risadas] >> Eu não falei que adoro a minha letra, eu adoro escrever a mão. >> Aí depois você falou da letra, tá? [risadas] >> Não sabe o que que eu me surpreendi muito? O que foi que tá rindo, Beatriz? >> Acho que deu t de bobeira. >> Ah,
não tem problema. É normal quando a gente tá gravando. E sabe e eu me surpreendi quando a equipe sugeriu seu nome por isso, porque você nunca fez isso. Nós nunca trabalhamos juntas. >> Uhum. >> E aí eu fiquei pensando, cá entre nós, você levou um susto? Eu eu confesso que eu levei porque eu tava na reunião, Apareceu seu sua foto lá para apresentar o programa comigo. Eu falei: "Nossa, será que a Beatriz vai ter sempre um ataque de riso antes de gravar as coisas?" Não, quando me chamaram, eu, na verdade, achei que, como eu faço
parte da equipe de design, eu achei que ia ser um projeto novo e de novo iam me colocar, né, para fazer a identidade visual. Eu tava preparada pra gente conversar sobre isso. Aí quando eu olhei assim a tela, era eu e você, uma do lado Da outra falando que a gente ia apresentar. Aí eu, hã, eu não, primeiro eu fiquei meio assim, mas aí eu tappei na hora. >> É porque isso que eu queria checar, porque me disseram que você logo aceitou. >> Não, eu tappei na hora. Coisa que você tivesse pensado, né? >> Não,
foi inesperado assim. Eu tava indo com uma cabeça para uma coisa, entendeu? >> Para uma função, né? Ah, muito legal. E Eu tô bem feliz, é porque acho que a gente tá tendo a chance de conviver muito de perto, já que hoje em dia a gente não mora mais na mesma casa. E muito parecido com a nossa entrevistada, né, que também acaba tendo a chance de trabalhar muito perto do filhinho dela. >> E assim, ela é ela é enorme nas redes, né? Porque eu acho que somando todas as contas dela dá mais de 13 milhões
assim de seguidores. >> Eu fiquei impressionada de não conhecer Ela ainda. Legal como ela fala muito de maternidade, fala de vários assuntos diferentes e muito jovem, né? >> E é isso. Eu sempre gostei muito da forma como ela educava assim o filho dela e desde o primeiro vídeo assim já me apaixonei pelos dois. >> Oh, eu também tô apaixonada. Hum. Vai ser uma delícia. Tenho certeza. Ixe, ela chegou, hein? >> Corre para lá que esse lugar aí é o dela. Vamos lá >> com vocês >> e com a gente aqui, >> Bia. Bem. [aplausos] Uhu!
>> Que delícia. >> Ai, eu tô muito feliz. >> Nossa, a gente estava aqui comentando que Beatriz que me apresentou a você. É, eu >> eu tava super ansiosa para você vir, porque eu sabia que minha mãe ia amar, né? O primeiro vídeo que eu mostrei, minha mãe já topou, já começamos a Procurar contato. >> Eu sei que eu tava dirigindo, né, aqui na minha vida. Não sei o que, não sei o quê. Recebi um áudio, conheço aquele número não. Oi, Bia, tudo bem? Aqui é a Fátima Bernardes. Eu [risadas] tipo, como assim? Aí eu,
mãe, a Fátima Bernardes me mandou um áudio agora, ela uá. A gente junta assim, entendeu? E foi incrível, tipo, quando eu recebi o convite, eu falei: "É claro que eu vou est >> a muito, tá sendo muito legal e vai ser maravilhoso, mas que você vem até aqui, já tem logo a começar a trabalhar, que é o seguinte, a gente pediu paraos nossos seguidores mandarem algumas mensagens de confusão, de conflito entre mãe e filha. >> E aí eu quero saber como é que seria com a sua mãe em relação a você e você em relação
ao bem com a historinha que a gente recebeu, tá? Então essa a história foi mandada pela Lívia Souza. Lívia, um beijo para você. A Lívia sempre Participa de tudo que eu peço. Ela é uma querida e ela não imaginava. Lívia, que você ainda tivesse esse problema. É o seguinte, eu tenho muito conflito com a minha mãe quando eu deixo as coisas bagunçadas. Normalmente eu vou colocando todas as peças sobre a minha cama, ela fica bem cheia. E quando eu saio do quarto e deixo a porta aberta, aí o tempo fecha, porque quando ela percebe que
o meu quarto tá daquele jeito, ela realmente não aceita. Eu queria saber se Isso já foi uma questão para você, se você acha que a Lívia tem direito, porque afinal de contas é o quarto dela, se não é, se ela tem que obedecer as regras da mãe, como é que seria na sua casa, sua mãe com você? >> Então eu hoje como mãe, eu acho que ela não tem direito nenhum, que ela tem que deixar o quarto arrumado, mas como filha >> eu sempre deixei tudo bagunçado, entendeu? Porque eu sou muito desorganizada. Então assim, você
vai Chegar lá no meu close, você vai est tudo tipo a gaveta de blusas, mas não abre a gaveta de blusas porque eu não consigo. E eu paro um dia e organizo, sabe? Marrom, azuis, amarelas, brancas, só que eu preciso pegar uma só e eu bagunço tudo, entendeu? Já o Benjamim, eu acho que eu não sou, eu não sou, eu não ligo tanto para isso. Eu só sempre Benjamim, você não é um cara bagunçado, você é organizado, vai lá, põe no lugar que eu aprendi que eu tenho que falar Para ele que eu quero que
ele seja, entendeu? Eu tô aqui na naquela educação positiva. A minha mãe já não tinha isso. Ou você guarda essa blusa, ou eu guardo você. Aí eu já guardava fal. >> É por isso que ela falava, porque já tinha um histórico de desorganização. >> É. É, mas é porque eu sou criativa. Olha aí minha desculpa. >> E pessoas criativas não são organizadas. Eu não sou nem não. Eu sou péssima com a organização. Só que chega em determinado Momento que eu começo a me incomodar com a minha própria bagunça. Aí eu tenho um negócio assim, um
surto que nesse dia >> você põe tudo para fora e vem organizando. Sim. Eu também tenho uma pilha de roupa para lavar. Eu lavo todas as roupas, aí eu guardo todas, tiro todas do varal, aí eu dou uma geral, aí eu tiro o dia inteiro para fazer isso. >> Sabe uma coisa que eu costumo fazer? Mudar as coisas de lugar. Eu tipo falo: "Esse quarto tá muito o mesmo quarto de Sempre". Aí do nada a minha cama tava lá na janela, vai pra frente dá não sei o que e eu mudo. Só não mudo coisas
que são fixas, né? Que aí é difícil. Mas eu sempre fui de arrastar coisa pesada e mudar tudo de lugar. A minha mãe não gostava muito não. E eu queria agradar minha mãe, né? Porque minha mãe, tipo assim, sempre trabalhou muito e tal. eram três meninas para ela poder criar e tal. Aí eu queria agradar ela. E minha mãe era assim: "Se for fazer, faz Direito". Então minha mãe me ensinou a lavar a louça bem, a cuidar de uma casa bem, fazer isade. >> Cara, eu comecei a ajudar minha mãe, que eu me entendo assim
por gente, 12 anos, que eu me entendo assim de ajudar ela mesmo, sabe? >> Mãe, você errou muito comigo e eu errei muito com a Beatriz. >> Por quê? >> Porque minha mãe não me ensinou nada, eu não fazia nada em casa e a Beatriz não Fazia nada até ir morar sozinha. Não, mas eu acho que é tem um lado e tem um outro, tipo o lado da sua mãe, tipo, não te colocar para fazer nada, é que ela quer que você seja criança. O lugar também de eu fazer muita coisa também era no lugar
de eh precisava, eu precisava ajudar ela. >> Mas a minha mãe, não tinha ninguém também, ela era sozinha para fazer tudo em casa. Eu eu falo para ela, podia ter imposto para fazer uma coisinha também, Né? >> Podia, eu sei fazer de tudo, cara. Minha mãe sempre e minha mãe, ela cansada, né? Então, eu lembro uma vez que eu tava com eu tava com um amigo assim e ele chegou na minha casa, eu tô muito estressado, a minha mãe botou um prato de um prato quente de comida nas minhas costas, me acordou, eu falei: "A
minha mãe me acorda para fazer a comida". Então vamos tá aqui balanceando entendeu? Então nisso eu acho que eu fui fazendo e eu Gosto, né? Eu aprendi a gostar de cozinhar, de arrumar casa, não. >> O senhor veio me trazendo aqui uma criatividade para ser artista, para eu contratar pessoas que eu não quero arrumar casa, mas eu adoro cozinhar, só não gosto de lavar louça, entendeu? Faço uma bagunça na cozinha. Então, na sua casa é, >> mas você cozinha ou não precisa lavar louça também? >> Você cozinha não lava louça? >> É, eu acho que
é, eu acho que é, >> mas eu não gosto também de quando cozinho eu vou ter que lavar a louça. Eu não gosto da louça. >> Mas diga uma coisa e pro benzinho, você tem algumas tarefas que você acha que ele já pode fazer, que você já distribui para ele? >> Tudo. >> Ele faz tudo, >> tudo. Não gosta, não gosta? Ah, inclusive, eu eu tem uma coisa que eu Uso muito ao meu favor, que é tive um filho, né? Então, tipo, ah, esqueci o carregador, beijam, pai, a luz, beijam, apaga a luz pra sua
mãe, eu faço coisas assim. Mas eu boto ele para fazer tudo, tipo, brincou, vamos guardar os brinquedos e pintou, vamos limpar a tinta que pintou, vamos cozinhar junto, então cozinha comigo. Esses dias eu fiz até um vídeo falando sobre isso, porque as pessoas disseram assim: "Ah, mas por que que você faz ele fazer coisas de Menina?" Porque as pessoas colocam como se cozinhar, eh, sei lá, pentear o cabelo. Ele tem cabelo longo, Benjamim, né? Pentear o cabelo, arrumar as roupas dele, organizar as coisas. Chegou da escola, limpar o tênis, coisa de menina. Eu falei: "Não
é coisa de uma pessoa funcional, porque daqui a pouco, sei lá, o Benjamim fala para mim agora com se anos, quando eu crescer eu vou estudar na Inglaterra, eu vou estudar não sei a one". Eu falei: "Tava estudando na Inglaterra e não sabe fritar um ovo? Não dá, ele tem que saber se virar na vida. Então, na verdade, o que eu acho que eu tô fazendo com ele é ajudar, ajudar ele a ser alguém bom para ele, né? Nem para mim. É porque quando eu não tiver, porque a mãe tá, a gente grita: "Mãe, mas
teve um momento que eu gritei, minha mãe não tava perto, eu tive que me virar e o que ela me ensinou me ajudou muito, entende? Porque eu não, eu sou muito safa, eu sei me virar real assim. Não, e Assim com ele, é claro, você, diferentemente do que a sua mãe que precisava muito, você faz isso mais para que ele realmente preserve o tempo dele de criança, tudo bem, mas que ele consiga também. >> Eu acho que de uma forma e nada pesada, sabe? Tudo muito leve, tudo muito tranquilo. >> É para ele ver que
não faz parte da >> Para mim gera uma responsabilidade. É, para ele vai ser isso. É tipo, ah, é Normal acordar, escovar o dente, botar a escova no lugar. Seou, a toalha não pode ficar jogada, a roupa caiu, não pode ficar do mesmo jeito que que levantou o pezinho que já [roncando] aconteceu aqui. Tirou a roupa, passou em cima, deixou lá a roupa. Falei: "Eu já sei como ele saiu daqui desse short". >> Falei: "Vamos pegar o short e botar na roupa suja". Então, tem essa coisa, entendeu? Comigo não. Comigo já era um lugar mais
de tipo ajudar a minha mãe. Mas assim, eu não falo isso com peso, porque para mim é um privilégio poder ter ajudado minha mãe, porque eu tava pensando na minha mãe enquanto mulher, porque quando a gente é mãe, a gente também é mulher. E a gente tem o nosso lado de, pô, eu tô feliz, eu tô triste e a criança não tem isso. Você tá aqui depressiva, um negócio bilalist, a criança, vamos brincar, eu tô tão feliz, vamos. E você não quer fazer nada porque você tá chateada. Então, ser mãe às Vezes é você eh
deixar de pensar em você, te colocar em segundo, terceiro, quinto, décimo lugar para pensar no seu filho. Ainda mais no seu caso tem três, >> três da mesma idade. Maluquí você não aguentar não. >> Ô B, eu ia até perguntar para você que você teve, é isso. Você teve, você falou antes, você teve que assumir muitas responsabilidades desde muito nova. Você sente falta de alguma coisa da sua adolescência, da sua infância? >> Total. Eu sou muito moleca, né? Eu sou muito brincalhona. Eu digo que todas as coisas que você não vive no tempo que você
tem que viver, elas batem na porta depois. Então, por exemplo, eu eu vivi pouco a minha infância e minha adolescência. Então, às vezes você vai falar assim: "Nossa, a Bia parece uma adolescente, umas brincadeiras que eu faço, não, mas se eu tiver à vontade, eu tiver com meus amigos assim, ou não, até com a minha equipe. Minha equipe vira Família, né? A gente trabalha o tempo todo, fica junto o tempo todo, vira, vira família. Então eu sinto isso, mas isso é bom e ruim, porque também tem um fato, por exemplo, existiram algumas dores que eu
vivi na vida que eu percebo que às vezes eu tô de boa e aquela dor, aí eu tenho que meio que >> explicar que você acabou assumindo muita coisa cedo porque o seu pai morreu, você tinha >> se anos agora era muito pequena. Muito Pequena. Então a sua mãe já precisou correr muito sozinha atrás de tudo, né? >> E tinha umas duas, né? Tem a Clara, a Manu nasceu tinha 12 anos, que é essa idade que eu ajudei muito. Então eu ajudei a ajudei tipo a criar a Manu mais ou menos. Mas eh cuidava da
Manu dava tomar conta. Exatamente. É, eu é o que acontece é porque na verdade eu nunca tive uma vida nem estável. O que eu vivo hoje é extraordinário perante o que eu vivia, sabe? Eu não tive uma vida nem Estável. Assim, já teve casos da gente pensar: "E aí, vamos jantar? O quê?" "Não sei, vamos dormir, porque não tem". Existiam coisas que a gente se via muito como, mano, tipo, eu preciso ajudar minha mãe, não tem como não ajudar minha mãe. Minha mãe tá trabalhando para conseguir, sei lá, às vezes R$ 100 pra gente viver
muito tempo durante muitos dias e conseguir comprar alguma coisa. Então é um lugar, >> eu vi muito debaixo, sabe? Então eu é é Por isso que eu que eu me orgulho muito do que eu consegui construir para mim e paraa minha família. >> Claro, Bia. E assim, e o que eu fico pensando é que você eh teve uma mãe que engravidou muito cedo. >> Muito cedo. >> Com 17 anos, né? E você engravidou com 16 anos? engravidei muito cedo. >> Isso era um assunto na sua casa? Vocês conversavam sobre isso? >> Assim para que você
evitasse? Porque Você começou a namorar. >> Vocês tinham esse diálogo >> de namoro? Não, mas assim, é, é até delicado falar sobre isso, porque o que acontece? A minha mãe, ela já passou por alguns abusos. >> Uhum. >> E ela sempre teve muito medo da gente passar por qualquer tipo de abuso. >> Sim. Então ela era uma mãe de tão olhando suas coisas, estão tentando mexer em você, tão E a gente ficava meio Com vergonha, né? Criança envergonhada, mãe, nada a ver. Eu lembro de quando eu tinha, acho que eu devia ter uns 7, 8
anos na rua onde eu morava, na lá na comunidade onde eu morava, tinha um cara que ele dava doce dinheiro pras crianças todas, doce dinheiro. E tinha uma menina que ela era muda e ela ganhava mais do que todo mundo. Agora que eu sou adulta, eu entendo o que rolava, entendi. E eu fico muito triste por isso. E aí eu lembro que teve um dia, a minha Escadareira subia, fazia assim, então quem via descendo não via, mas quem subia via, né? Ele me levou nesse cantinho da escada e falou assim: "Se você gosta de R$
2". Eu falei: "Sim, e R$ 5 é muito dinheiro para você?" Eu falei: "Muito dinheiro". Aí ele falou: "O tio te dá R$ 5 se você mostrar isso aqui pro tio. Fez a cruz [limpando a garganta] para mim". Só que a minha mãe era: "Tão tentando ver seu peito, tão tentando ver não sei o quê". Na hora o grito da minha mãe começou a na minha mente e eu criança, bem criança. Eu lembro que eu fui assim para ele, tá bom? Virei e corri e comecei a desabate chorar e desabate chorar. E cheguei na minha
casa, aí minha mãe já veio que não é um leão, né? veio querendo bater nele e a mulher dele se meteu batendo na mulher também que a minha mãe já tá maluco. E aí, tipo assim, >> mas você falou para ela, então você Conseguiu falar para ela. >> Esse esse lugar dela, ela então era isso, mas já de namoro ela não falava tanto, mas esse medo dela era esse lugar em casa, entendeu? >> Graças a Deus ela tinha essa conversa porque tem muita criança que não não ia entender, >> entendeu? Entendeu? Então ela tinha muito
essa coisa. Minha mãe, ó, tem que aprender a se lavar sozinho. Minha mãe é isso também, ninguém vai te dar banho. Só quem pode mexer é a mamãe. Ninguém te dá banho. Ninguém faz nada em você. Então tinha esse lugar que eu trago pro Benjam, acho que não da forma da minha mãe, porque minha mãe é bem tipo, vamos embora, eu sou mais tipo, vai filho, entendeu? [risadas] >> É, são momentos diferentes, informações diferentes. Você tá vivo num outro momento diferente do dela, né? Eu tenho ela, ela não tinha ninguém. E você traz uma coisa
que ela te ensinou, só que da Sua forma, né? Da minha forma. É. E entendendo também, tipo assim, os >> balanceando, porque também tem os lugares que a os pais machucam um pouco os filhos, né? Tem esse lugar. E não é por querer, porque eu vou machucar o Benjam, não é por querer, a gente a gente vai, infelizmente, causar coisas dos nossos filhos que a gente não queria causar. E um lugar onde eu aprendi muito a entender a minha mãe e a perdoar minha mãe é quando eu olhei para quem a minha Mãe era sem
ser mãe. Falei: "Minha mãe teve uma mãe? Ela teve uma referência para ser mãe boa para mim. A minha mãe tinha apoio. Como é que tava a cabeça da minha mãe? Quem é a minha mãe quanto pessoa? Quanto Janaína, sem ser mãe da Bia Janaína. Aí eu comecei a entender ela e aí comecei a perdoar muita coisa. E quando viem mãe também você consegue entender muita coisa, >> muita coisa, né? E assim coisas que você acha que faria diferente, você até faz, Mas uma essência fica ali que você sabe o quanto foi importante para você
ter essa informação. >> Por exemplo, né? >> Ex. Tem coisa que você, tipo assim, sendo doce demais, você não vai resolver. Tem coisas no seu filho que você tem que mudar, que você tá vendo que ele tá indo para um caminho errado, você não pode deixar. Então, existe a educação, ela é uma coisa complexa, é criar um uma pessoa, né, pro mundo. >> Eu te perguntei porque depois você engravidou com 16 anos, né? Eh, até para que as pessoas possam ir acompanhando a sua história. Você engravida com 16 anos. Eh, como é que dá essa
notícia paraa sua mãe que já sofria tanto para sustentar três meninas? >> Não dei assim, não dei essa notícia. Na verdade, eu escondi até onde eu podia, porque eu tinha medo, né? Porque aí eu falei, eu tô, eu tô com medo da minha mãe, enfim. >> Aí eu sei, minha mãe é crente. >> Uhum. >> Aí ela dorme aqui, deu revela, ela volta aqui, entendeu? Ela faz essas coisas. Aí ela tava dormindo exatamente assim. Ela falou: >> "Bom dia, minha filha. Senta aqui. O Senhor me deu uma visão. Haviam cinco virgens, todas com azeite aqui
puro, mas uma não tinha mais azeite. Ela não era mais virgem. Essa virgem é você? Você não é mais virgem. Falei: "Mãe, que que Que é virgem? Que que é que isso? Que que é que que eu que é o quê? >> Aí ela assim, ou me fala a verdade ou o senhor vai me falar a verdade. Aí eu não falei. Tem falou? Falei. Você já tava com quantos meses? >> Não, bem no início. Foi assim, menina. Foi. Engravidou no dia, Deus contou no outro. Deus com a minha mãe aqui, ó, pá. Entendeu? Aí eu
fui trabalhar, que eu trabalhava e tal, aí fui trabalhar numa padaria. Cheguei na padaria, moça me vê Aqui 200 g de de presunto, 200 não sei o quê. Eu falei, eu lembro que eu falei com o Milton, Milton, onde que tem não sei o que? Eu vi quatro Milton, pum, desmaiei. Eu nunca tinha desmaiado. A minha mãe pro pai do Benjamim, compra o teste agora. Eu vou pegar você, eu vou pegar ela, vou pegar todo >> Ela sabia do namoro. >> Sabia não, ela já sabia. Ela botou a gente sentado, aí eu tive que contar
pra ela. Aí ela ficou muito chateada, teve Aquela parte dramática de ficar decepcionada. E, óbvio, eu super entendo ela. E vocês não não sabiam evitar >> ou vocês queriam? >> A gente não pensou nisso. Eu era tão nova. Não, não pensamos nisso. E eu, na verdade, o que acontece? Eu vou falar para vocês uma coisa que eu acho que eu nunca pensei, nunca falei sobre isso, mas tem uma situação. É, eu perdi meu pai muito cedo e a menina quando ela não tem um pai, ela procura nas relações uma Pessoa protetora. E o Samuel era
tudo que eu, tipo assim, que eu precisava. Ele me protegia, ele me amava, ele cuidava de mim, eu era a maior prioridade dele. Então ele era o cara perfeito e era, entendeu? Só que eu não entendia que isso estava rolando agora, tipo, fazendo terapia, entendendo minha cabeça, me entendendo como pessoa. Mas antes eu só tava amando demais. Ele era meu príncipe encantado e aí aconteceu, entendeu? Tipo, isso acabou acontecendo. Não é uma coisa que eu falo que é correto. Não acho que meninas com a idade que eu tive um bebê tem que ter um bebê,
entende? Mas assim, dentro do que eu entendo de plano para minha vida, eu acho que tinha que ter acontecido, porque um ano e pouco depois ele vai falecer. E eu acho que a minha conexão com Samuel foi só para o Benjamim existir, entendeu? >> Foi a herança que ele deixou para você. >> Exato. É três meses depois do Benjamin Nascer, ele ele ele morreu, né? >> Faleu. É. E aí foi uma foi um momento muito difícil assim porque >> é foi vítima de uma violência, né? >> É. E e é um lugar que que assim,
Fátima, hoje assim, na realidade que eu vivo, graças à internet, graças a tudo que eu consegui construir, eu não tenho a preocupação de que meu filho vai tá na porta de casa e ele pode sofrer qualquer tipo de violência. Mas quando você mora numa comunidade, eh, a qualquer momento A polícia pode subir, a qualquer momento pode ter uma guerra de facção, a qualquer momento pode ter uma loucura e a gente tá naquele meio, tu não sabe se você vai estar num lugar errado, na hora errada, se você pode perder sua vida, pode perder alguém que
você ama. E não é um lugar de tipo, ah, mas era a pessoa tinha envolvimento? Não, não tinha nada, mas você é só uma pessoa que mora ali. E é isso. E na na grande maioria isso acontece muito, sabe? Quando eu contei a Minha história assim na internet, o louco foi de tantas pessoas, tipo, a minha história é igual, só muda a pessoa. A minha história, isso é triste, porque eu não gostaria que ninguém vivesse o que eu vivi, sabe? Porque foi muito ruim >> se vê criando também de novo um um uma >> uma
criança sozinha, como a sua mãe, né? A história se repetindo, né? Porque eu lembro que eu falava assim, eu vou escolher muito certo eh o meu marido. Eu Falava assim, porque eu não quero que meu filho não tenha pai como eu não tive pai. Meu filho faz três meses, ele perde o pai. E aí eu entro numa enxurrada de de emoções sem saber. Na época eu acho que >> briguei com Deus. >> Não, >> não, >> não briguei com Deus. Eu só pedia para ele me levar. Eu falava assim, eu lembro que eu eu sou
uma pessoa que eu tenho Muitos princípios por conta da minha mãe, então eu nunca tiraria a minha vida, nunca. Mas eu eu lembro que eu tava eu ficava assim, eu passei por uma depressão que eu não entendia que era depressão. >> Uhum. >> E aí eu não comia, não bebia. Na época eu passei a pesar 47 kg, eu fiquei muito magra. Eu lembro da minha mãe, tipo assim, eu deitada assim, minha mãe botando benjamin para mamar no meu Peito, uma coisa louca assim. E eu lembro que todo dia eu falava assim: "Eu não tô aguentando,
tá doendo muito, me leva, por favor". E aí foi um momento que eu tive umas uma, como posso explicar, uma conexão, não só conexão, mas eu tive encontro mesmo com Deus, sabe? Porque ele se apresentou para mim e aí, tipo, a gente tá conversando aqui agora, né? Estamos conversando, vai passar 3 horas da tarde, isso aqui virou passado. Deus me colocava sentado onde o Bren tá ali. E ele falava assim: "Olha como você falava. Olha como eu te fiz. Olha como você é bonita. Olha como você é para fora. Tem coisas que eu tô preparando
para você." E ele fez isso várias vezes, várias vezes comigo, tipo me ajudando a me reencontrar, porque eu me perin essas. >> É, só que eu chorava muito. Quando eu acordava eu chorava muito, porque a realidade bate na porta e é dolorosa, né? Então eu chorava. Então eu não sabia Quando eu dormia eu chorava e pegava no sono. E aí, enfim, isso ia acontecendo várias vezes ao dia. E você pensa, Bia, isso passou quanto tempo? Sei lá, um mês. Não, eu vi essa experiência toda em menos de uma semana. Porque quando você tá vivendo uma
coisa é muito intenso, sabe? E eu passava o dia ali. Então foi, eu não tive tempo também para sofrer não, Fátima. Era ou >> E você tinha o o benzinho, né, que era um motivo para você também se reerguer. Força para você. >> Exatamente. Exatamente. Esse era o meu ponto. >> E aí, em que momento você vê na internet a chance de mudar a sua vida? Não vejo. É um presente mesmo de Deus. Porque o que aconteceu foi que eu falei para você, eu não tinha muito muita grana, eu não tinha telefone, celular não tinha
celular. E aí tinha um telefone do Samuel que às vezes quando ele chegava eu mexia e tal. E aí quando ele vem a Falecer o telefone para de funcionar. E aí quando o telefone parou de funcionar aí alguém me deu um telefone e tal e falou assim: "Ó, existe o Instagram e nos arquivários dos stories você não perde nada. Porque quando o telefone dele prou funcionar, eu perdi tudo. Eu não tenho vídeo com o Samuel, não, só tenho que ter postado. >> Eu não tinha vídeo com Samuel, não tinha mais nada. Só tenho que tá
lá. >> E aí eu falei, vou postar tudo da vida Do meu filho, porque a partir de agora eu não perco mais nada da minha vida. Eu vou viver, não vou perder mais nada. >> E aí isso eu comecei a postar minha rotina e aí comecei a a levava ele pra creche, ia trabalhar no shopping, no nã essa loucura toda. E aí eu comecei, aí eu lembro que eu eu adoro cantar, né? Eu tava cantando Whitney e aí ele cantou comigo, porque eu canto com ele desde a barriga assim, né, para ele e tal. E
aí as pessoas falaram: "Cara, posta esse Vídeo no feed porque vai ficar muito legal". Postei o vídeo, deu 10.000 visualizações, aí começou um monte de página me repostar e eu comecei a crescer. Lázaro repostou, Lázaro Ramos. >> Foi, foi. E aí, cara, foi isso. Aí eu tava sentada com a minha mãe, falei: "Mãe, tô sentindo que a Thaís Araújo vai me repostar do nada". Falei: "Minha mãe falou: "Senti também isso passou". Daqui a pouco eu tava tipo quase batendo 2000 seguidores. Aí bateu 2500. Eu falei: "Aí Me me repostou, fui no perfil da Thaís, olhei,
olhei stories, eu olhei tudo, não tinha nada de de Bia B bem lá". Falei: "Ué". Aí daqui a pouco tinha uma notificação, vim através do Lázaro Ramos, ele me postou no perfil dele, eu falei: "Mãe, senti muito perto". Aí foi [risadas] depois de um tempo eu conheci ele, assim, incrível. Os dois são incríveis. >> Mas você aprendeu com alguém? O que que o que que fez? Porque você faz isso Muito bem. De onde você acha que vem isso? >> Então, eu acho que um, isso é uma uma coisa muito legal, sabe? Eh, por exemplo, quando
uma pessoa quer se tornar influenciadora, comunicadora, você não vai começar sendo perfeita. Eu vejo meus vídeos de quando eu falava no início e quando eu entendi que eu ia fazer isso, eu falei: "Porque tem um momento que eu só tô gravando ali o story do meu filho comendo que era o que Eu queria". Mas tem um momento que eu falei: "Agora vai ser meu trabalho, eu tenho que botar a cara e falar assim: "Oi, pretinhas, é isso, isso, isso". E eu falava tão para dentro, eu era mais tímida, eu eu ficava nervosa porque tem uma
câmera e vai sair perfeito, meu ângulo tá legal, eu tô falando bem, as pessoas vão me aceitar porque tem outro lado, né? Só vira se as pessoas gostarem de você, se o negócio funcionar. Então eu acho que na verdade o que faz você Ser bom é a prática, entende? Ninguém começa grande, ninguém vai começar sendo o maior astro do mundo. Vai fazendo. >> Espontâneo também, porque você é muito espontânea nos vídeos. >> Eu sou espontânea, né? Você não não parece ter muito roteiro, >> ponto, mas o meu ponto é tipo, eh, não me importa o
que vão achar, não me importa se eu vou gostar, só grava aí, depois eu vejo. Se eu gostei, eu uso. É tipo isso, porque se eu ficar pensando e Roteirizando tudo o tempo todo, eu não vou conseguir ser natural, >> entendeu? Por isso que eu falei que eu fala B, quando eu estiver falando muito, você faz. >> Ô, Bia, você tem certeza que você só tem 24 anos? >> Não, ainda tenho 23. [risadas] Ainda tenho 23, mas eu acho que por conta de tudo que eu passei >> Aham. Eh, eu eu sinto que no meio
dessas coisas todas eu fui muito ensinada, Sabe? E eu tive minha mãe que me ensinou muito pro mundo, assim, a minha mãe dizia assim: "Eu não sei até quando eu vou estar aqui, mas eu não quero que você sofra nada". Depois depois depois de estudar, não. >> Depois, depois ela começou a fazer faculdade de pedagogia, aí ela quer fazer psicologia também. Minha mãe estuda muito, ela adora estudar, ela adora entender as pessoas, entender a mente. A minha mãe tem uma coisa nela Que ela adora ajudar as pessoas. >> Aham. >> Aniversário dela mesmo, ela é
muito carente, né? Ela fez no monte, no alto do monte. >> Aí fez lá, adorou a Deus e não sei o quê. uma um tipo assim uma um monte de gente e a Jana fez isso por mim, a Jana fez isso por mim, a Jana Então é uma coisa dela de ajudar, de abraçar, de trazer. Ela tá buscando então uma profissão que ela possa exercer >> exatamente nesse mesmo lugar que ela vai alinhar o propósito dela com o que ela faz na vida ali, entendeu? >> Uhum. >> É isso. >> Ô Bia, e a gente
falou dos seus vídeos e uma coisa que chamou muito a minha atenção assim logo de cara no primeiro era o jeito que você se comunicava com o bem, porque você troca de igual para igual assim com você fala a língua dele, entendeu? não fala ai uma criancinha, Você fala com ele, eh, assim, com autoridade, mas falando para ele te entender. E você ouve muito as coisas que ele fala. >> Sim. >> Então, como é que foi para você? Eh, você tem esse papel de mãe amiga e a mãe também que vai educar e vai ensinar.
Como é que é você fazer essa? >> Eu sempre fui levando muito de boa esse esses dois papéis. Eu acho que agora nesse momento que eu tô, que o Benjamim Tá com 6 anos, ele tá entrando numa fase muito desafiadora, né? Tá entrando nos 7 anos. Ele Benjamim tem que lavar. Lava por mãe que eu tenho que lavar. Aí eu tenho que explicar pro Lord Benjamin porque que ele tem que lavar. >> É que agora a adolescência começa com o >> E ele é muito Não, e ele é muito avançado. Eu acho que tem a
ver com essa questão das crianças, elas estão vindo mais, entendeu? Tem até medo do próximo. >> É, exatamente. E aí ele é muito avançado, assim, umas conversas que a gente tem e tal, umas sacadas que ele tem, ele é muito inteligente, então ele vai entendendo o que que ele pode fazer ali de melhor para ele e tal. Então agora, por exemplo, fiz um acordo e aí eu acho que dentro dos acordos eu vou conseguir no que eu quero na educação. >> Uhum. >> Aí colocamos: "Ah, quero fazer teatro tudo também. Quero que você faça Teatro".
Eu coloquei no teatro, fez duas aulas de teatro, a escola me liga. Oi, mãezinha, tudo bem? Tudo bom. Então, a, o Benjamim tá aqui, falou que não vou fazer aula hoje, não. Tá. Falei: "Quem, quem que falou que ele [risadas] se manda?" Ele? Ele se manda não. Falou que não vai fazer não. Tá sentadinho. Cheguei lá, tava sentadinho. É mãe. O professor falou que eu tinha que levantar e falar. Não queria levantar e falar. Não quero mais fazer. Eu falei, a Gente tem um acordo. Qualquer coisa que você decidir fazer, você vai fazer por três
meses. Ah, mas eu tô odiando. Tem que cumprir os três meses. Depois de três meses ainda odeia, não faz mais. Tá amando, continua fazendo aí. Tá agora fazendo, continua fazendo teatro que eu não sou louca, entendeu? Tá fazendo outras coisas. >> Mãe, lembra? Eu fazia balé >> assim, fiz muitos anos porque até um ortopedista falou pra gente fazer. Aí Fiz durante uns anos, depois não precisava mais fazer. >> Mas continuamos. Teve uma vez que eu eu não aguentava mais. Eu não gostava muito dele. >> É, balé clássico. Eu não aguentava mais. Uma vez eu fiquei
correndo em volta da >> de uma árvore, >> de uma árvore e a babá tentando me pegar assim porque eu não queria de jeito nenhum pro balé. Elas ligaram pra minha mãe falaram Beatriz não tá querendo pro Balé. Ela falou: "Então não vai". E aí me tirou do baré. >> Pronto. [risadas] Não, depois de tanto tempo já tinha resolvido o problema. Ela fez muito, muito tempo. >> A gente fez muito. >> O dele, o caso dele foi dois dias. O objetivo inicial era o o a questão do que ela tinha é precisava de palmilha e
aí o balé ajuda muito nisso. Sim. >> Então, mas aí depois tudo bem, né? Agora, uma atividade física sempre foi Obrigatória lá em casa também. >> Qualquer uma podia escolher. Como é que você conversou ou se já conversou, né? De que maneira foi a sua conversa com Benjamim sobre o pai dele? >> É, às vezes tem uns momentos mais dramáticos assim, né? Porque a vida no final ela é umaarturgia, né? É um grande uma grande série a nossa vida. E aí tem os momentos mais dramáticos, tem os momentos que, mas eu sempre fui muito sincera
com ele, quando o Benjamin Começou a entender >> e era isso, ele vai chegar na escola, vai ter o dia dos pais, ele vai ter um negócio ali, o pai levou para e cadê o pai dele, né? Ele me perguntou, aí ele perguntou para mim, eu falei: "Filho, aconteceu isso? Eh, e ele é muito safo em prestar atenção. Então, tô aqui conversando com você. Se ele tá ali, ele: "Você não me contou isso do meu pai". E aí eu não posso ser eh eu não posso ser desleal com ele porque é sobre O pai dele,
sobre a história dele. Então ele sabe tudo, ele sabe tudo. Quando eu sentei, conversei, contei essa história várias e várias vezes, aí aquela coisa para criança, né? Papai foi morar no céu, papai do céu, mas ele ele cuida de você de lá e tal, não sei o quê. Aí no outro dia alguém falou assim: "É, Benjamim, cadê seu pai?" Ah, ele morreu. Aí a pessoa fez tipo e ele falou tipo tão natural e eu percebo que ele não é que ele resolveu, mas ele entende. E eu Entendo que também vai ser uma falta, uma coisa
que >> vai vai bater na porta dele, porque bate na minha. >> A sua mãe, você perguntou pra sua mãe sobre o seu pai, você lembra disso? Foi diferente, entendeu? Eu vi, foi assim, eu tava, eu, eu era pequeno, meu pai morreu, tinha seis anos, né? Aí minha mãe tava falou assim: "É, oi, Natália, que é Natália? Não fala de Natália, o que que foi aí? O que que tem o Beto? O Que que tem meu pai? Mãe, que que tem meu pai? Eu me lembro da cena. Ela falou: "O Beto morreu". Falei: "Meu pai
morreu." Então eu descobri que o pai morreu assim. Assim >> não foi uma coisa filha. Então, e eu não fui ao enterro do meu pai. Eu não fechei essa que, tipo, eu não fechei esse ciclo, não vi o meu pai, ele foi embora. Só foi tipo, ele morreu e fé. E aí durante muito tempo eu tive que ressignificar aquilo, perdeu. E meu pai Não foi um pai que tipo, ai não, não ligo. Meu pai era pai, ele queria eu por perto, ele queria cuidar de mim, ele queria. E aí quando eu perdi, eu perdi muito,
sabe? >> Uhum. >> Aí foi muito difícil. Já com bem, eu falei: "Cara, eu quero que ele entenda. Eu não tenho como mudar que o pai dele se foi, mas eu posso mudar como ele vai receber isso." E aí foi quando eu fui conversando. >> Mas às vezes acontece umas coisas muito triste, assim, por exemplo, teve um dia que era dia dos pais, ele falou: "Mamãe, a professora falou que amanhã tem que levar R$ 80 para fazer o presente do dia dos pais, mas eu vou fazer meu presente para quem? Se eu não tenho pai?"
>> Hum. >> Aí eu tomo esses bags, sabe? Aí eu, mas você tem? Eu, então vamos lá, entendeu? Eu vou assim. E aí teve um dia que ele me pegou chorando no quarto, que às Vezes aquela parte da tristeza, né? Sou super chorona. Ela tava chorando, lembrando do meu pai, aí vendo a foto do meu pai e tal. Aí ele falou: "Tá chorando por que, mãe?" Aí eu falei: "Ah, filha, as coisas da vida". Ele falou: "Você, eu não sou seu amigo. Me conta porque você tá chorando". >> Falei: "Ah, eu tô com saudade do
meu pai". Ele falou: "Ah, então quando cresce não passa". Acabou, gente. Nossa. >> Aí foi eu e ele ali, entendeu? Ah, >> abraçado, chorando. Então, tem umas coisas que acontecem no meio do caminho que eu fico muito sentida e tem coisas que a gente não consegue resolver. Eu não tenho como resolver isso, sabe? Eu vou dar todo o suporte para ele. Mas existem, e você deve sentir isso, existem buracos no seus nos seus filhos que você não vai resolver aqueles buracos. >> Você pode tentar ajudar uma psicóloga, conversa com a mamãe, mas você percebe Que
o que você tá tentando fazer não é o suficiente. >> Ele vai ter que lidar com aquilo. E eu acho que >> faz parte da história dele, né? esse é o triste, porque a gente quer proteger, né, nosso nosso bebê, a gente quer proteger. Não adianta proteger que depois de qualquer forma a pessoa vai pro mundo e vai e vai acabar sofrendo até mais se não passar por isso antes. >> Como que foi para você, Bia? Você é Filha da Fátima Bernardes, né? [risadas] Então, tipo assim, como é que foi na escola? Como é que
foi na vida assim? A gente não teve essa questão muito na escola porque a gente entrou muito pequeno e aí a gente ficou nessa escola, >> pessoal já conhecia >> já. Quando a gente entrou, a gente tinha uns 5 anos. Então os nossos amiguinos é nessa escola, >> mas antes eles entraram na escola com um ano e se meses pequenin que eu a que eu Lembro mais a gente era tinha 5 anos, os nossos amigos tinham 5 anos também, então nem também nem sabiam quem é quem quem eram eles. Quando a gente foi crescendo que
eles que assim os nossos amigos foram descobrindo, né? E a gente até então também nem sabia que eles eram famosos. >> Uhum. >> Não sabia que >> todo mundo descobrindo que era famoso. Tudo junto. >> Sim. Quando os meus amigos descobriram, a gente descobriu também que começavam a pedir foto. Foto não, na época não era foto. >> Na época era era ter foto também tinha foto. A pessoa levava aquela cyber shotzinha. >> Mas eu digo tipo assim, na escola eu entendo, mas vocês não saíam muito? Tipo, vamos ao shopping, vamos. >> É, mas a gente
>> tu faz compra de mercado, vai no mercado Assim comprar mercado? >> Não, agora compra de mês não, mas eu entro para comprar em Orte Fru. É deles sempre fui eu que comprei as merendas, sempre fui eu que escolhi. >> É, sempre fui. >> Mas tem uma diferença de construção de carreira de quando eles são pequenos e agora para agora. A Fátima de tipo 10 anos atrás e a Fátima de agora. >> É, eu acho que era mais tranquilo você entrar em mercado antes do que agora. >> Com certeza. Tem fase fases da tranquilo que
você vai. É porque também foi muito tempo, né, gente? Eu passei muito tempo também na minha vida trabalhando sem ter filho. Eu tive filho, eu já tava na trabalhando na televisão há 10 anos. Mas você sente que trabalhar na televisão privou a sua vida? >> Eu não deixei isso acontecer não. Nessa época toda eu fazia minha compra de mês, eu sempre fui pro mercado, eu sempre fui a todo lugar. A gente sempre levei na Feira, sempre levei na escola, sempre levei nas festinhas. Nunca fiquei a a ausente disso, >> se colocando naquela bolha, >> show,
quando não tinha idade para ir, que era eu que ia. Sempre levei a show, teatro, cinema, sempre foi comigo que eles, né? Isso é maravilhoso. Então, de certa forma, você sente que ficar preso nessa bolha também é uma postura sua do que você aceita ou não? >> Sim. Eu acho que a gente tem que tomar Cuidado para não criar pra gente mesmo uma bolha também que depois fica muito difícil de ultrapassar, entendeu? Porque eh às vezes assim, não é todo dia que você tá disposto a a sorrir, né? Não é, >> você tem dias que
você não tá feliz, tá chateado. Então você tem que exercitar isso, porque a pessoa que vai estar com você, na verdade, não vai ter essa compreensão. Então, às vezes é melhor não ir. Mas se você sempre se afasta, sempre se afasta, sempre se afasta, Depois vai ser muito difícil romper isso, >> né? Você desacostuma desse contato, né, com todo mundo. Então eu >> eu adoro fazer tudo de normal e eu sinto falta de pessoas, >> de conhecer gente nova, de lidar com as pessoas, de troca. E eu >> você tem pessoas da sua adolescência que
você ainda encontra? >> Não, pouco. Eu tenho uma amiga que eu encontro ela, inclusive >> a gente vai se encontrar agora perto, né, por agora e tal, >> mas poucas pessoas assim. E por eu acho que por por conta da minha da da forma como a minha infância foi, >> a minha mãe, ela sempre foi muito super protetora, porque ela sofreu muito, né? >> Sim. Deixava vocês muito dentro de casa. >> Deixava. Minha mãe, ela era, porque o que acontece? Ela ela, minha mãe morou na rua, né, dos três aos 8 anos de idade. >>
Eu fiquei, eu li sobre isso e fiquei chocada. >> É, ela morou então quando >> sozinha >> é com a irmã, com a minha tia que tinha cinco. >> Dois, dois nenéns. Dois nenén assim, eu lembro da de mãe falando: "Eu, eu a gente criança ela: "Eu já morei na rua com 3 anos, sua tia com cinco e a gente tipo assim, tá, mas quando eu vi o meu filho com três anos, eu falei: "É tipo Meu filho agora não tem como, você não consegue". Entendeu? É, >> então ela foi muito protetora, então, e muito
regrada, tipo vocês vão dar certo ou vão dar certo, eu vou fazer vocês dar certo. Então não tinha opção. Você falou assim, Bia, e o baile? Você gostava do baile? Uma vez eu fugi p no baile porque minha mãe não deixava e não tinha essa. Fala, você não vai ficar, não vai ficar no meio de coisas que eu não gosto, porque no final, enfim, a gente tem o Bale funk, mas não é só o baile, né? Vai ter muita gente que tá fazendo coisa errada, tem droga, tem bebida e uma criança de 12 anos é
um ambiente, entendeu? Então, minha mãe sempre foi essa pessoa que, enfim, eu tenho menos amigos por conta disso, ainda mais ela não deixava brincar na rua. >> E também acho que talvez uma coisa, né, além disso, eh, como você engravidou, imagino que você tenha parado de estudar quando engravidou. >> Parei quando a barriga cresceu, fiquei com vergonha. É muito, é, foi difícil, né? As pessoas me reparavam, me olhavam, minha barriga crescia. Eu, eu est num, num colégio de professores que eu usava aquelas blusinhas que são de botãozinho. Aí, tipo, a, a, a blusa começou a
ficar mais >> Aí eu, Aí eu comecei a parar de estudar. >> Que sério você tava? Eu tava já cursando, já cursando no ensino médio, já era ali o segundo ano do ensino Médio. >> Aí eu não falei: "Ai, vou parar". Aí parei minha mãe, aí falei com a minha mãe, ela não queria aceitar muito, mas eu falei: "Aí eu coloquei meu lado humano, mãe, eu não consigo, eu tô tô me sentindo muito mal" e tal. Aí ela >> Uhum. >> ficou de boa assim. Mas >> e a você, pelo que você falou também, né?
A sua família, você tiveram infâncias Muito diferente da que o Benzinho tá tendo, >> muito diferente. >> Como é que você faz para, por exemplo, fazer com que ele tenha ainda uma consciência social e manter ele assim, pé no chão? >> É muito difícil. Eu acho que esse é um dos meus maiores, é um, um dos meus maiores desafios hoje. É muito difícil, porque ele não é só tipo assim, ah, Benjamim tem dinheiro, não é só Dinheiro, ele tem fama. Então, às vezes eu vou chegar num lugar e vou falar: "Não vai brincar, moça, é
o benzinho, entra alguém faz um castelo, Benjamim". Bota aqui um bolo pro Benjamim. E ele ele já tipo assim, então ele tem e e o o que acontece, minha mãe sempre dizia que o poder ele é uma coisa boa, mas é muito tem que tomar cuidado com o poder, porque o poder mexe com a pessoa, mexe com as pessoas. Então, e o B >> mais que o dinheiro, às vezes >> mais que o dinheiro e o poder louco. E o Ben tem isso, ele tem essa coisa de Só que também eu já percebo, por exemplo,
por ele ser famoso, ele tem uma vida, agora não, agora menos porque ele encontrou umas amigas que eu sinto que vão ser, vai ser uma amiguinha mais fixa, mas ele tinha, ele tinha uma vida muito solitária. Eu lembro de uma vez que eu cheguei no condomínio, aí ele falou assim: "Mãe, tinha uma um monte de criança e veio pedir para tirar foto Comigo e sempre acontece isso." Então eu falei: "Legal, filho, que maneiro, você tirou foto?" Tirei, mas você não vai acreditar. Eles quiseram brincar comigo depois. É porque é isso. Ele é só tirou a
foto. É o Benzinho, faz um negócio comigo e vai embora. E ele quer essa coisa da criança normal. Quer brincar, quer jogar, quer nem joga bola, que não gosta de jogar bola, mas brincar de >> ter coleguinha, >> entendeu? E aí erau, eu eu fui Percebendo que isso também afetava ele nesse lugar. Ou às vezes é isso, a gente tá estressado. Então sempre respeitei ele como criança. Tá na rua, ai meu Deus, a Benjamim, posso tirar foto, filho? Ela quer tirar uma foto com você. Você quer tirar uma foto com ela? Aí se a pessoa,
ai não, aí ele não, não quero tirar foto. Aí eu como mãe, ele é uma criança, ah, ele deve estar chateado, deve est, né, cansadinho, não sei o quê. Serve eu. Tinha assim, serve eu. >> Não, a pessoa às vezes pergunta pra mãe, esquece que a criança tá ali, né? E pode. >> É, eu sempre tratei o Benjamin como pessoa. Vai querer, vai querer fazer, tá fim? Acordou com sono, tá certo, não sei o quê. >> Mas você consegue controlar, por exemplo, não dá tudo que ele pede de brinquedo, de >> controlo. >> Controla. >>
Porque se eu der tudo o que ele pede, ele ele se perde total assim, que ele já tem muita coisa. Mas eu eu ainda sou uma mãe meio meio frouxa nisso, entendeu? Pede. >> É porque você deve pensar como era a sua vida e o tudo que você conquistou deve dar uma pena de também não >> não dá, né? Se ele pedir alguma coisa. >> Então eu tenho trabalhado na terapia que a minha realidade não é do meu filho >> e que se eu tentar suprir a minha Criança interior no meu filho, eu vou atrapalhar
a vida dele. >> Exatamente. >> Aí é o que eu tô tentando fazer. Então às vezes eu tenho que ser um pouco mais dura e tipo me pega. E o Benjamin, tipo assim, é, é um jeito que eu falo com ele, mexe com ele. E ele, ele tem, ó, ele tem dificuldade com não, porque ele recebe muito. Sim, >> eu não tinha tanta dificuldade com não, que eu recebia um monte de não. >> É isso que eu ia te dizer. Mas você recebeu muito não e você correu atrás do seu sim, né? >> Aham. >>
Então, se você só der o sim, talvez na vida quem que vai dar o não, em algum momento ele vai ouvir não, né? >> Vai ouvir não. E eu tento colocar ele muito como essa pessoa aqui, ó. Você é pessoa igual todo mundo. >> A vida não é cheia de privilégio. >> Você, por exemplo, não se preocupa com a Com a com essa inconstância dessa carreira que você hoje abraça? O que que você pensa pro seu futuro? >> Eu me preocupo. Me preocupo muito. A gente estava até conversando sobre isso, né? Eu penso em construir
patrimônio e fazer coisas. Às vezes eu fico me pego pensando assim, tipo assim, quem é o dono do café? Tipo, se eu se eu for dona de uma coisa que não dependa da minha imagem, não dependa de nada, eu não preciso aparecer, mas eu ainda vou Continuar fazendo o dinheiro. Por quê? Porque o dinheiro ele tem uma coisa, eh, em algum momento da vida você sonha em ganhar 5.000 >> e quando você ganha 5.000, você sonha em ganhar 10. E quando você ganha 10, você sonha em ganhar 20. E no 20 você fala: "Mano, mas
o dia que eu ganhar 100 e um dia você vai est ganhando 100, você vai falar assim: "Cara, eu preciso fazer milhão". Então, a, o ser humano por si só, ele é insatisfeito com a realidade Dele. E a gente tem dificuldade de ver o presente. A gente quer mais sempre, o futuro, sempre. A gente achar que vai estar melhor sempre no amanhã, no amanhã. E a gente não viveu hoje. E o meu ponto foi, eu falei: "Cara, eh, e a tua vida vai crescendo, né? Teu nível de vida ou >> nível de gastos, >> entendeu?
E esses valores vão crescendo, essa coisa." E, e eu tava conversando dessa coisa da internet, da comparação, Que você fala, tipo assim: "Tô trabalhando, tô trabalhando, não, tô muito bem, tô tão feliz". Aí alguém fala assim: "Essa semana só eu já consegui duas postes, faturei 4 milhões." Aí tu fala: "Que que eu tô fazendo de errado? Onde tá o erro? Que que eu tô fazendo de errado?" E você começa a se comparar. Aí tem esse lugar de vou criar conteúdo. Aí tu vê um vídeo, tá falando assim: "Gente, e o cabelo é tão interessante?" Você
vê uma outra pessoa falando assim: "Então, aí você pega o cabelo e bota para trás, 300.000 curtidas". Você fala: "O que que eu falei de errado? Porque, qual o problema em mim?" Então, a internet ela vem te fazendo você se comparar o tempo todo com todo mundo. E é onde eu falei, eu preciso sair disso que senão eu vou ficar maluca. É isso que eu i te dizer. E se hoje você, alguém dissesse para você assim, a partir de agora você não vai mais poder fazer conteúdo pra internet, o que que a Bia gostaria de
fazer da vida dela? O que ela gostaria de estudar? O que que ela gostaria de >> Como é que ela se como é que seria a vida dela sem internet? Assim, mundo fictício, você não pode mais postar nada. >> Sem internet? Postar não, mas eu acho que eu ainda ia captar tudo. Eu acho que eu gosto dessa coisa de captar. Quando eu vejo tudo que eu captei do Benjamim, eu falo: "Mano, eu poderia ter esquecido Esse dia aqui que ele fez essa graça, eu não ia lembrar se não fosse gravado". Isso não ia mais dinheiro.
Como é que você, como é que você se veria? Como é que você, >> eu acho que eu ia pro ramo empresarial, eu ia tentar, tipo, fazer negócios de alguma forma, negócios promissores. E eu ia começar a pensar tipo, eh, daqui a 10 anos, isso vai me dar quanto de dinheiro? Daqui a um ano, isso [limpando a garganta] vai me dar quanto De dinheiro? Eu ia começar a tentar resolver o problema das pessoas, tipo, ah, o seu, qual o seu problema, qual, qual o seu problema? Ah, eu não tenho muitas amigas, então o que que
eu preciso fazer para que você tenha amigas? E aí eu ia criar alguma coisa que fosse resolver esse meio termo. Exemplo, eu quero muito ficar na casa de alguém, só que eu não conhecia alguém. Aí vem o RBNB e resolve isso. Eu quero muito ir para um lugar, mas eu não tenho Carro. Aí vem Uber e reserve. Eu seria, eu pensaria num negócio onde eu ajudaria as pessoas a resolverem problemas e assim eu ganharia dinheiro, entendeu? Então eu estaria nessa parte empresarial onde eu não ia aparecer e que não seria um problema. Eu nunca quis
ser famosa. O meu negócio era só que eu queria vencer para ajudar minha família, minha mãe, entendeu? Então eu acho que muito esse lugar empresarial e possa ser que daqui a 10 anos, 20 anos, não sei, mas daqui a 10 anos, 20 anos, as pessoas não possam não me ver mais, porque a partir do momento que eu entender que eu consigo fazer a minha vida girar sem ter que ficar usando muito da minha imagem, porque é cansativo, entendeu? Eu trabalho o tempo todo, o tempo todo. Eu tô dois dias sem aparecer no meu story e
eu tenho, se eu te mostrar meu direct, é tipo assim, o que aconteceu que você não tá criando mais conteúdo? Cadê você? Eu não te vi ontem, nem hoje. Cadê você? Cadê você? Então é isso. Eu eu e aí a minha questão é dentro da internet eu crio uma comunidade, pessoas que estão ali que elas me vem todo dia, que elas entendam o que aconteceu. Outro dia eu tava na rua, aí encontrei a menina na rua, ela falou: "Mas e aí, como é que tá? Benjamim melhorou?" Aí entrou um morcego lá em casa, o menino:
"Caraca, conseguiu tirar o morcego. Mas eu só postei nos stories, história 24 horas. Pessoa me acompanhar para ver aquilo." >> É, ela precisava tá, >> entendeu? E tem pessoas que acompanham, Fátima, tem pessoas que vão te acompanhar durante a sua vida inteira. E aí é o meu lugar que eu penso, mano, quem que tipo de pessoa eu tô sendo para essa pessoa? Eu tô sendo eh interessante? >> O que que você consome? O que que você gosta de ver? >> Eh, eu eu gosto de ver coisas que vão ditar o meu futuro, >> por exemplo.
Eu vou ver, por exemplo, eu vou ver um eu vou ouvir podcasts de pessoas que eu acho que estão acima de mim, onde eu quero chegar e o que elas fizeram para poder chegar lá. Eu sempre vejo, tipo, alguns, ah, por exemplo, ah, um documentário de uma pessoa que eu gostaria de ser, como que era a realidade dela, como que ela lidava com isso, como é que ela fazia. E eu acredito que eu só tenho a a crescer. Essa é o que eu acredito pro meu futuro. Então, tá, se eu só tenho a crescer, então
eu vou ter mais fama, eu vou ter mais dinheiro. Como é que eu vou lidar com isso? Como é que eu vou organizar tudo isso? Porque eu também amo ser mãe, eu amo ser pessoa normal, eu amo ter amigos e eu não quero perder isso, sabe? Então acho que no meio disso eu vou eu vou aspirando o meu futuro e falando para mim sempre o que que eu vou ser, como que eu vou me tornar, o que eu vou ter, o que eu vou conquistar. E não só Material, tá? Quanto pessoa. Eu eu sou mais
doce, eu sou uma mãe mais doce, eu sou uma pessoa mais comunicativa, eu sou mais legal. Então assim, >> você gosta de se desafiar, então também, né? >> Adoro. Eu adoro ser melhor do que era ontem. Eu tenho muito isso. >> Você tá sempre buscando ser o seu melhor, então você tá sempre em busca de desafio, que é uma coisa que a minha mãe também sempre fala. É, eu eu eu gosto Também de desafios. Eu acho que a gente tem a gente entende, eu entendo a vida como vários ciclos. Eu acho que tem horas que
um se fecha e você tem que abrir outros, entendeu? >> Porque senão você fica ali >> amargurada, não parece que a coisa não tá saindo do lugar porque você não entendeu que aquele ciclo fechou, >> né? Eu adoro, eu adoro resolver problemas assim, [limpando a garganta] porque eu ai resolvi isso, botei essa Engrenagem para andar, vamos pra próxima. Eu adoro me sentir útil. Essa semana, por exemplo, foi uma semana que eu trabalhei muito e eu tô tão cansada, mas eu tô muito feliz, sabe? Eu tô, então, eu gosto disso, sabe? Eu gosto dessa sensação. Eu
quero saber, Bia, de você. >> Pode me perguntar, >> você quer aparecer mais? Você almeja a fama? Você almeja a ficareta? Topi, eu topei participar de um podcast, vocast Com a minha mãe. Então, a gente, >> a gente começou esse programa exatamente falando, falando disso, dessa dessa decisão dela de aceitar essa >> todos os seus filhos são assim, todos os seus irmãos, eles querem fazer algo com a sua mãe? >> Não, não, não. Um nenhum, mas isso nunca tinha, isso nunca tinha sido tipo abordado nem conitado. Foi uma surpresa assim de da nossa querida produção.
[risadas] >> Não, mas eu adorei a ideia. Sim, >> para mim foi assim surpresa. >> Mas você cria conteúdo pro Instagram, paraas redes, enfim. >> É, ela é designer, ela cria, ela cria esse trabalho todo dela. Eu trabalho como designer a na P9. Eh, e aí até brinco que quando me puxaram assim pra reunião, eu achei que ia ser isso sobre isso. Eu falei: "Tá, vai entrar um projeto novo, a gente vai, né, >> conversar sobre identidade visual e Tal". Aí eles me chamaram para ser a >> coapresentadora com a minha mãe. Aí eu fiquei
assim, ó. Não, mas eu tô bem na hora. Eh, enfim, eu e aí eu eu até conversei com a minha mãe que eu acho que a gente vai até conhecer mais de nós duas aqui, porque às vezes vai surgir alguém, por exemplo, você vai trazer um assunto que a gente nunca tinha comentado, então eu vou entender o lado dela de outra >> de uma coisa, de um assunto assim que eu Nunca teria perguntado às vezes. Então, acho que vai ser bem divertido. Assim, eu tô aberta para novas novas novos caminhos. >> Posso fazer uma pergunta
delicada pr as duas? >> Pode. Já existiu alguma coisa que a sua mãe fez com você que te machucou muito? Minha mãe. >> Ah, deve ter acontecido, né? Em algum momento. >> É que me machucou muito. Não, eu tenho Uma coisa que eu lembro da nossa infância, não é que me machucou muito, mas é uma coisa que >> que me marcou assim, que os meus pais trabalhavam muito, >> né? >> O Ben já me fala disso. >> Você sempre trabalhava. >> É, mas você ainda consegue trabalhar de casa às vezes. Agora não. >> Não, mas
mesmo assim. Ah, >> ele você tá aqui, mas não tá. É isso. Ah, é, >> tem essa questão. E aí eu lembro muito uma, eu acho que isso aconteceu uma vez só, minha mãe disse, eu acho que foi uma vez, mas foi marcante assim, que a gente tinha, a gente na escolinha assim, quando era criança, tinha um dia que os pais iam ver os os trabalhos das crianças. E eu lembro que os meus pais estavam, a escola também botava uns horários que os pais que estavam trabalhando, não tinham como chegar, que Você vai buscar a
criança. >> E aí foi a minha babá com o caseiro lá de casa ver os nossos trabalhos. Eles eram casados, né, na época. É. >> E aí eles que foram, todas as crianças estavam com pai e mãe e a gente estava com Mas assim, a gente super feliz mostrando para eles e tal. Então, cabri, eu não eu não gostei, né? Então, o que que eu fiz? Eu fui na escola conversar sobre isso, porque eu acho que a escola Também tem que se adaptar a aos novos momentos, né? Hoje em dia nós temos muitas mães solo,
nós temos muitos pais que trabalham o tempo todo. >> É, tem escolas que não tem magia dos pais, dia da família agora. Dia da família. Aí eu pedi na escola para eu visitar, porque eu todo dia levava. Então assim, eu achava também injusto comigo não poder ver, porque eu levava todo dia na escola, >> não pode ser na entrada. >> Aí eu falei: "Eu não posso ver." Aí você lembra que aí eles falaram a a mãe da Beatriz ou a mãe da ainda eram turmas separadas nessa época, cada um numa turma. É a primeira mãe
a visitar, a gente visitava e aí quando a quando acabava a aula que os outros pais iam entrar, eles já podiam sair porque eu já tinha ido, aí já iam embora. Porque tem que ter esse cuidado, né? Porque cada criança tem isso. Não pode ter um dia do pai na escola com por e o seu filho tá Lá e ele não tem o pai ali para levar, né? Mesmo que ele tivesse o avô, >> né? Mesmo que ele tivesse um tio, não é a mesma coisa. Então essa história de criar um dia da família que
não seja tão vinculado a essas datas mais comerciais, é muito importante essa adaptação, porque o mundo mudou muito, né, gente, pra gente poder ficar ali estagnado. >> Até você disse do Benzinho no dia dos pais, né? >> Não, eu não mandei, eu não mandei, não Mandei pra escola. Esperei passar passar todo, porque tem o aquecimento para aquilo acontecer, né? >> Aquele ensaio, né? >> É. Então ele ficou tipo um tempinho sem ir àquele momento, sabe? É, por enquanto ainda dá, mas quando ele tiver já alfabetizado, quando ele tiver, >> é, agora entrou nessa fase, >>
pois é, aí você não vai poder deixar ele fora. Eu acho que justifica muito também uma conversa sempre com a escola, porque Eu acredito muito nessa relação família, escola e criança, né? Então é importante também esse você se posicionar em relação a isso. Você pensa no outro filho? >> Aham, penso. >> Tá namorando? >> Não >> é? Então pensa mais mesmo. >> Pensa mais. >> É, fica fica mais pensando mesmo por enquanto. >> Fica só pensando, Bia. Só pensando. É, mas eu acho que se eu se eu tiver tipo a bênção de encontrar alguém que
eu gosto muito, que goste muito de mim, tipo, assim, da mesma proporção assim, eu quero ter muitos filhos, né? Eu sou uma pessoa que eu adoro casa cheia, eu queria ter muitos filhos. >> E você é a super nova, hein? >> É, né? Eu com 28. >> Não, para. [risadas] >> Mas eu eh Mas o que o que eu ia te Perguntar é que >> eu tenho várias com assim, quando eu penso em, por exemplo, ter filho, eu tenho muitos medos. Um dos meus medos em relação a, por exemplo, ter um menino é isso. É,
eh, por isso que eu gosto muito da educação que você dá pro Benzinho, porque você pode educar o que for em casa, mas ele vai pro mundo. E o mundo em que a gente vive é muito machista. Então, assim, o meu medo é, eu vou ter um trabalhão para Educar uma criança, vou botar ele no mundo que vão destruir toda a educação que eu tive. E se ele virar uma pessoa que eu e se ele virar um um homem que não é o que eu o que eu queria que ele virasse, entendeu? Não vai, porque
não vai, porque existem os princípios que você vai colocar no seu filho. Eu digo isso porque existiam os princípios que a mãe colocou em mim >> e isso me ajudou em momentos muito cruciais da minha vida, sabe? Até em Momentos em que eu pensava assim, gente, eu já recebi propostas de de, por exemplo, ganhar dinheiro fácil de uma forma tão absurda e eu quando eu olhei para aquilo, falei: "Cara, mas é muito dinheiro, mas eu não posso porque isso não tá de acordo com". E o que me fez falar que eu não podia fazer aquilo
foi o que minha mãe colocou em mim, >> entende? Porque se eu não tivesse, não tivesse nunca colocado nada sobre isso, talvez eu aceitaria. >> Hum. Agora falando nós duas como mãe, para você que ainda não é mãe, eh, [limpando a garganta] >> acho que você tá ali, você coloca os princípios que você tem, os valores que você tem, na verdade. Agora, depois, é claro que vai ter uma um momento da vida que vai ser por conta própria, que ele vai ter que fazer os cálculos e e assim se responsabilizar pelas escolhas que faz. Então
>> isso >> isso não tem jeito, né? vai ter influência, tem um momento da vida, principalmente na adolescência, que o que você fala não passa a ter mais nenhum valor, mas depois aquilo de alguma forma acaba voltando. E se não voltar não é culpa da mãe. Aí ali se não voltar, porque tudo culpa da da se não voltar, ele não tem eh eh senso crítico para avaliar e fazer coisas da cabeça dele para tantos aspectos. Então, que assim seja e se responsabilize. É duro. É duro. >> E tem um lugar também que não é só
mãe que cria uma criança, >> não é uma >> é toda uma estrutura, um sistema, porque eu vou criar meu filho e eu vou trazer coisas para ele, mas a professora também traz. Ele faz, entendeu? Os amigos, ele tem referências a seguir. O problema são os amigos. Exatamente. É esse o problema. >> Tem essa. E o adolescente é muito Inconsequente, né? Eu >> não. E vai muito na onda, vai muito na onda do outro, né? Eu acho ainda mais o menino. Eu acho que a menina tem uma persona, às vezes depende da personalidade, mas acho
que a menina tem mais segurança de quem ela é. Então >> menino demora mais, né, para desenvolver. Aham. >> É. E aí o menino acho que ainda mais na época de adolescência vai muito com que o outro, ainda mais se o outro amiguinho Fo for mais pra frente assim, ele vai muito na onda do amiguinho. >> Cara, eu nunca tinha percebido isso, mas eu tenho, tá entrando agora, né? Dois irmãos, a Manu e o David, eles tem idades parecidas. Davi tem 13, Manu 12. E a diferença da cabeça é absurda. O Davi é mais velho,
mas ele parece muito mais novo. Ele é muito mais bobo. Ele é muito, sabe? A Manu não, a Manu é safa, ela entende as coisas, ela sabe dizer os nomes dela, os sims dela, o que ela Quer. >> Ô Bia, só uma coisa, você falou rapidamente que o Benzinho não joga futebol, né? >> Não gosto. >> Não, vai ser a primeira Copa que ele vai ver, né? Assim, realmente, entendendo um pouquinho melhor. Você gosta de de futebol? >> Eu adoro, cara. Eu vejo, eu eu comecei tipo assim, eu não sou aquela pessoa que entende de
futebol. Há pouco tempo eu Fui entender que quando trocava o tempo, trocava os gols. Eu não sabia. >> Ah, tá. Agora entendi. Isso vai melhorar muito a sua, eh, [limpando a garganta] isso vai ajudar muito. Já entendeu o que é impedimento? >> Mais ou menos. Calma. Eu sei o que que é isso a última coisa. >> Eu sei o que que é pênalti, mas eu acho também. Mas enfim, eu tenho algumas coisas que eu vou entendendo. Mas o que eu gosto mesmo, eu acho que na verdade o Que eu gosto, por exemplo, ah, é uma
copa, eu gosto daquela bagunça daquele memória, sua lembrança da primeira. Qual é? >> É muito diferente, né? A minha a minha lembrança era as ruas cheia de daquelas bandeirinhas, as ruas coloridas, todo mundo se pintando. Eu achei inclusive antes de vir para cá uma foto da minha família e todo mundo com a roupa do Brasil, benim com a roupa do Brasil. A gente tipo pintado porque tinha essa Coisa. >> Foi, foi nessa na Copa de 201. Ele era muito pequeno, né? >> Bem pequeno. Bem pequeno. >> Dois anos. >> Não, ele não lembra nada. Não
vai lembrar de nada. Mas essa agora de se anos para ele vai lembrar isso. Eu queria, mas ele não gosta de jogar futebol, mas ele gosta de tipo assim ver, assistir, gosta do jogador. Ele é louco pelo Flamengo. Flamengo é a vida Dele. >> Eu amava jogar futebol, sabia? Eu ten uma cicatriz aqui que foi jogando futebol. >> Minha era, jogava melhor que meu filho. >> É, meu irmão ficava >> muito bravo. >> Muito bravo. >> Nanu e Davi. O Davi não joga muito, né? Aí a Manu joga muito e aí ele fica assim também
porque >> Vinícius, desculpe, mas Beatriz era mel Isso. Del jogava basquete melhor que ele, ela jogava vôlei melhor que era do desculpa por ser maravilhosa. É ela com bola e para mim a bola é quadrada como ou retangular, não sei qu >> eu não sei nada com bola, mas eu adoro e sempre acompanhei futebol, sempre gostei de ver e tal. Tenho ótimas lembranças de também de copa. E >> não, e a gente tava comentando, né, ali no camarim que >> você tem 24, tenho 28, bem tem sete, >> seis seis. É, vai se >> seis.
Você lembra de ver o Brasil ganhando? Eu eu não lembro. >> Não lembro não. E quando acho que o Brasil ganhou, tava nascendo 2002. Ele ganhou. Ela, ela nasceu em 2002, não foi? >> Nas em 2002. >> A gente não viu o Brasil. Eu vi, mas eu era muito pequena. >> Então, por favor, né? >> Então, esse ano, torço para que vocês Vejam, porque é maravilhoso. >> Imagina. precisa que você encontre um objeto que tá na direção daquela plaquinha dourada que tá em que tá escrito cá entre nós. Ah, tá por aqui, >> não tá
aqui, ó. Ó, aqui >> a plaquinha tá aqui. >> Não, mas e o objeto >> tá aí dentro. >> Tá aí dentro. >> Ah, dentro do nó. >> Enquanto isso a gente vai tentar desatar Outros nós na nossa conversa, tá bom? E agora são respostas mais rapidinhas. >> Vou começar. Uma palavra que você sempre usa com bem. >> Para [risadas] >> quem é mais cumento, você ou ele? >> Ele. Hum. Um lugar que você deseja conhecer. Ai, Itália, >> e quem tem a personalidade mais forte? Você ou bem? >> Eu. >> Eu vi que você
faz várias coisas assim de primeira vez, que você curte muito. Qual vai ser a próxima primeira vez? >> Ir pra Itália. >> Hum. [risadas] Tá, tá obsessiva em relação a isso? Tô, tô obsecada na Itália. >> O futuro te assusta ou te motiva? >> Me motiva. >> Hum. Uma comida que marcou a sua infância. >> Hum. Uma comida que marcou minha Infância. Rabanada. >> Uau! Sua mãe que fazia. >> Sabe que a minha mãe também rabanada da minha mãe? Tipo, ela é ela é bem >> crocante por fora e molhadinha por dentro. >> Molhadinha por
dentro. Aham. Exatamente. >> Já achou. Achou. >> Olha. [risadas] Achou. >> Não, ela já achou. Agora eu queria que Você soltasse a chave, né? Não conseguiu não, né? >> Tá. Não, não, porque tá tá difícil, mas isso eu vou conseguir. >> Não, não, mas já tá solta. >> Ah, é para deixar assim mesmo. >> Aí você não conseguiu não, né? Tirar dessa >> não, porque eu ia tirar o nó tudo aqui. Tem que ter tirado todas. Me diga uma coisa, que porta, o que que você abriria na sua vida com essa chave se ela Tivesse
esse poder, se ela fosse uma chave mágica? >> Passagem para Itária [risadas] >> também, mas eu acho que é um futuro grandioso que tá me esperando assim, que só o que me separa dele é só o tempo. >> Hum. Isso é fé. Isso é o quê? O >> é fé e certeza. Tipo, eu acho que o que tá, o que é meu já tá pronto, sabe? Só me separa o que separa o tempo mesmo. Tipo, tudo que eu tô vivendo hoje eu já viveria. O que é só não tinha idade Ainda, só não tava, só
não tava pronta. Eu tinha que amadurecer. Enfim, eu vi uma frase esses dias que me pegou muito, que é eh Deus não tá preparando o seu futuro para você, ele tá preparando você pro seu futuro. E eu eu me sinto assim, eu tô sendo preparada pro que tá vem acontecer. >> Olha lá naquela câmera lá na frente ali e diz para mim o seguinte: daqui a 20 anos, quem vai ser a Bia? Vai ser a Bia do bem? Vai ser a Bia o quê? >> Ah, eu vou ser a minha Bia. A Bia de mim
mesma. Eu acho que eu vou ser mãe de umas cinco crianças. Eu acho que eu vou ser uma pessoa que vou ter, tipo, feito muitas coisas e no meio disso tudo eu vou ter ajudado muitas pessoas, porque eu não me contento em ganhar tudo sozinho. Eu adoro puxar pessoas comigo. Então eu acho que nesse momento que eu tô fazendo é pela minha família, mas daqui a pouco eu vou começar a estender mais esse braço, esses braços e trazer Mais pessoas, pessoas que parecem comigo, que tem uma história parecida e ajudar outras bias, não que elas
se chamem bias, mas com uma história parecida comigo por aí, sabe? Então, acho que no fim, eh, eu vim para esse mundo e não foi por acaso. Eu quero ser inspiradora e eu quero que mesmo daqui a 100 anos, quando não existir nenhum pozinho meu, >> ou 100 anos, dos meus 100 anos, as pessoas ainda lembrem do meu nome porque Eu fiz algo que foi relevante pr mundo. >> Ai, que linda. >> Não é linda só assim, não. A, abraço agora. >> Vamos dar um abraço. Vamos. >> Muito obrigada, Bia. Sucesso. Eu amo vocês, o
conteúdo de vocês. >> Olha, vou sempre agora vou ter vou ter sempre que agradecer a Beatriz por ter me apresentado a você a essa história que eu tenho certeza que você vai inspirar muitas meninas. >> Eu falei por ter apresentado você. Tudo tudo pela Bia. Tudo pela Bia. Bia. >> É bias lindas, né? Então é o seguinte, se você curtiu essa história, gostou, compartilha, ativa o sininho das notificações, se inscreve no canal, né? Se inscreve no canal para que você sempre seja avisado. Bia também, né? Exatamente. Pra gente poder sempre estar mostrando conteúdo novo, conteúdo
bacana para você. Beijo. >> Ah, eu adorei. Adorei. >> Se eu fosse criança i assim, feia, eu se eu fosse dizer feia, boba e chata, como é que você faz isso com a brincadeira? >> Gente, aconteceu uma coisa. Quando eu comecei o encontro de uma brincadeira que era o seguinte, a pessoa tinha que adivinhar quem era a magão senhora. Então eram três pessoas cada um. Aí eu perguntava