A única coisa que se você perder, você não recupera, chama-se tempo. Rico é quem tem tempo. Como que faz pra gente balizar a nossa ambição? >> E esses sentimentos vão moldar sua relação futura com dinheiro ou com escassez? Dra. Andreia Vermonte, que é doutora em filosofia da mente, ela é psicanalista e palestrante. >> Dinheiro sobre moeda, dinheiro é sobre energia Psíquica. Ali ocorre a mudança de vida. Ali tudo muda para mim. O que dinheiro significa para você? Ele falou: "Tragédia. André, você tem vontade de ganhar 1 bilhão?" Não tenho. Mas você vai trabalhar para isso?
Não, isso seria ganância. Eu vivi 48 anos com os meus irmãos achando que eu era errada por ser tão diferente. E só agora que os resultados vieram é que eles se orgulham e dizem: "No fundo você estava certo". Você Que tá ouvindo a gente, não deixa aqui de dar o seu like, se inscrever no Primocast, que a gente tá com uma meta forte aqui pra gente bater 2 milhões de inscritos aqui no YouTube. Se você tiver no Spotify também dá cinco estrelas e você pode eh comentar lá também, né? Tem muitos comentários do Spotify. >>
Verdade. A Lorena lê todos. >> É, ela ela lê diariamente. Exatamente. Vamos lá, doutora. Vamos lá. Eh, queria começar falando assim, se É possível eh entender quando que começa a nossa relação com a vida financeira, com dinheiro, com prosperidade. Existe isso assim, olha, até os 5 anos a gente não não consegue discernir o que o que que a gente tá fazendo ainda, mas sei lá, a partir dos 10, eh, isso já pode gerar algum trauma ou pode gerar uma cabeça de sucesso que você vai ser uma pessoa que você vai lidar bem com dinheiro lá
na frente. É possível analisar isso? É, na verdade, a Nossa relação com o dinheiro, ela não é uma relação com o dinheiro, ela é relação com os afetos que circundam o dinheiro. >> Então, na verdade, não existe um período específico. A partir do momento que você entra na vida, você já começa a lidar com questões como amor, pertencimento, poder e escassez. E isso vai dizer a respeito da sua relação com o dinheiro. >> Dinheiro é uma inscrição psíquica. Ela não é uma inscrição monetária. Não Existe um momento em que a criança começa a lidar com
o dinheiro, com o com a prosperidade. Não, isso não é assim que funciona. A gente lida com afetos que estão ligados ao dinheiro e esses afetos vão determinar a nossa relação com o dinheiro. Então a questão é assim: será que isso influencia? Não, não é. Será? Você está sendo formado a partir do seu contato com alguns sentimentos e esses sentimentos vão moldar sua relação futura com dinheiro ou com a escassez. Isso é certeza. >> Hum. Não é uma uma possibilidade, isso é um fato. >> A gente consegue dar um exemplo do que que pode atrapalhar
esse esse essa nossa relação de dinheiro desde o início, assim, o que que os familiares podem fazer, que tipo de experiência eles podem gerar ali, >> que podem causar, >> já pode interferir? >> Então, vamos lá. Como que isso acontece? A criança ela não experimenta teoria. Ela, a criança ela não entende, ela entende experiência. Nós, como crianças, com a nossa complexidade psíquica, a gente não entende, a gente entende experiência. Então, não adianta você explicar para uma criança o que é amor. Ela experimenta amor. Como que ela experimenta? Através do acolhimento, através da receptividade, através do
abandono, através do distanciamento, Através da agressividade. Isso para ela simboliza amor. Então, por exemplo, se ela tem um pai muito distante, um pai frio, ela entende que amor é frieza. Ela entende que amor é distanciamento. Assim acontece com a nossa relação, com a prosperidade. Então, se eu tenho uma questão, se na minha casa a escassez é um fato, se eu passei, se os meus pais passaram por alguma questão financeira e eles ficam apegados a isso e a esse discurso. Se na minha casa há um Discurso de ter cuidado com dinheiro, dinheiro é algo difícil de
ganhar, dinheiro é algo fácil de perder, você pode ser facilmente enganado, você pode ser facilmente roubado. Cuidado com o dinheiro, porque o dinheiro pode te transformar e você vai virar uma pessoa ruim por causa do dinheiro. Essa é a inscrição psíquica que você vai ter sobre a prosperidade. A partir daí você só reage. Então nós, na nossa infância a gente aprende a partir dos afetos que a Gente experimenta. Na vida adulta a gente repete. O Freud vai tem um livro que que se chama Recordar, repetir e elaborar. Na verdade, na vida adulta, a gente não
escolhe como se relacionar com as coisas, com as situações. A gente só repete o que foi inscrito lá atrás. Então, a nossa a forma com que a gente lida com o dinheiro é o que foi inscrito lá atrás. Eu falava com o meu esposo agora, eles passaram por uma por uma falência financeira muito grande. A Família do meu esposo, meu sogro era muito rico e eles passaram por uma falência financeira quando ele ainda era pequeno e depois eles vieram experimentando várias frustrações nesse sentido. Eu falei para ele: "Responda sem pensar, livre associação, o que dinheiro
significa para você?" Ele falou: "Tragédia". Falei: "Pergunta pro menino Jorge, para aquela criança, o que dinheiro representa para você?" Ele diz: "Tragédia". Falei: "Como que você lida Com o dinheiro hoje? Com medo de perder o tempo todo, com medo de ser enganado o tempo todo, com medo de ser passado para trás, com medo de uma falência?" Porque lá atrás era isso que significava. Uma pessoa tinha uma vida financeira estável, o pai passa por um engano, o pai vai pra falência e a partir dali eles começam a experimentar várias frustrações com dinheiro. Como que ele lida
com o dinheiro hoje? algo perigoso, algo que pode ser tirado de mim, algo Que eu tenho medo. Então, a forma com que você lida com a sua vida financeira é exatamente a forma com o ambiente com que você foi formado. Se você vive num ambiente de escassez lá na sua infância, você pode vir acreditar que dinheiro é algo difícil, é algo complexo, é algo que eu vou ter muita dificuldade de adquirir. Então, são todas inscrições psíquicas, não monetárias. A criança não experimenta dinheiro a partir de conceito. Ela apresenta, ela reconhece o Dinheiro e a prosperidade
a partir do que ela experimentou. [limpando a garganta] >> Nossa, é muito interessante isso. >> Interessante. Você será que por isso eu sou tão controlador em casa com questão financeira? Porque >> você deve ter passado por abstinência de dinheiro, o medo de perder. >> É por ser pobre. >> Claro. >> O famoso pobre. >> É porque eu eu fui eu eu fui pobre na infância, mas eu não me lembro de sentir falta de dinheiro. Eu sentia falta de coisas. Aí hoje eu sei que eu sou um pouco mais controlador em casa com as finanças. Já
tive >> porque você tem medo que falte e aí você precisa controlar. >> Dinheiro é algo que se não controlar se perde. Eu já experimentei a falta. Eu não quero viver a falta. Para que não Haja falta eu preciso controlar. Não é algo que se faz por si mesmo. É algo que exige o meu controle. É, faz sentido porque na minha infância minha, a gente já não teve nada e teve um momento que a gente teve alguma coisa e perdeu. Então, faz sentido. >> Tá vendo? >> Se eu experimentei dinheiro como perda, agora eu experimento
dinheiro como controle. >> Perda fala sobre controle, então eu Preciso controlar para não perder de novo. >> Mas acontece também do, a gente tem muito hoje o o novo rico, né? A internet possibilita que pessoas fiquem ricas >> do nada. >> Não, não é do nada, né? Mas assim, um período muito curto, né? >> Muito curto. Tipo assim, tem tem gente que >> ela demoraria 40 anos numa carreira. Hoje ela, pô, às vezes em três anos ela Consegue, >> vamos pegar casos extraordinários, é algum influenciador, uma pessoa que em um ano produzindo conteúdo do nada
vira milionário. Tipo um ano produzindo conteúdo >> pode acontecer, acontece muito. >> E aí a gente vê muito desse novo rico que é o cara que ele não tinha nada e agora ele tem dinheiro e aí ele vira um ostentador. Putz, é Rolex, é o Porsche. Aí a relação dele não é a >> é diferente do controlar, né? É, porque aí a relação de novo, ela fala sobre ele, né? Existiu uma falta, existiu [limpando a garganta] um o que você disse, eh, eu não passei necessidade, mas eu passei falta. Agora eu preciso extravazar e mostrar
para todo mundo que eu não tenho, que não existe falta. Eu vejo isso claramente no meu meio, por exemplo, eu convivo com pessoas assim que viveram uma falta, que tiveram uma eh uma dificuldade, por exemplo, um Amigo, o pai não assumiu. Quando ele era criança, o pai não assumiu, não o registrou. Hoje ele vive para mostrar para o pai que ele é bem-sucedido. Então ele compra grandes carros, ele faz grandes aquisições, todos coisas muito expositivas, buscando uma exposição para se autoafirmar, para dizer: "Eu venci, eu dei certo mesmo sem você. Então tá aqui, eu esfrego
na sua cara". Ele podia pegar esse dinheiro e simplesmente levar uma vida muito boa e sem ostentar, mas Eu preciso ostentar porque eu preciso esfregar na sua cara e te provar que eu dei certo. Então, perceba que a relação com o dinheiro, ela é sempre uma relação de uma inscrição psíquica. Eu falo que o meu caso, eu também nunca passei fal, eu nunca passei fome, mas eu passei falta. Eu senti vontade de comer muita coisa quando eu era pequena. Eu senti vontade de comprar muita coisa quando eu era pequena. E coisas simples. >> Sim. por
exemplo, sei lá, o sorvete Diferente, que hoje seria um gelato, por exemplo, na minha época não tinha gelato. Hoje o que ostentação para mim é esse tipo de coisa, é poder tomar um gelato, é poder comprar um amaciante da marca mais cheirosa, porque essa era as faltas que eu tinha. Então, por exemplo, minha mãe lavava roupa com sabão que ela fazia em casa. Então, eu senti o cheiro da roupa dos meus colegas e dizia: "Nossa, deve ser muito bom ter uma roupa com cheiro de amaciante". hoje ostentar Para mim é amaciante. [limpando a garganta] A
minha funcionária fala: "Gente, para de comprar amaciante, não tem mais explicação. Tanto que tem amaciante nessa casa. Então, perceba que a minha falta gerou em mim uma perspectiva." Então, são sempre a relação com dinheiro, ela nunca é gratuita. Nunca é gratuita. Ela é uma inscrição psíquica. Agora, o que que eu preciso fazer com isso? Porque eu acho muito importante Nesse momento da fala dizer que existe uma solução para isso, porque existe uma história que foi inscrita lá atrás. Eu, por exemplo, passei por muita necessidade, passei por muita falta, muita vontade, mas eu não posso ser
refém dessa história. >> É isso que ia perguntar. Tipo, tem solução, dá para corrigir isso? >> Tem. Por isso que o Freud escreveu recordar, repetir e elaborar. Se eu não elaboro, eu repito sempre. Há De eterno, seja em relacionamentos, seja com dinheiro, seja em todas as escolhas da minha vida. Quando a gente não elabora, a gente repete. Então, tem gente que diz assim: "Nossa, eu tenho dedo podre". Eu sempre arrumo o mesmo tipo de pessoa não é que você tem o dedo podre, você tá repetindo até você resolver isso. O dia que você resolver essa
questão, você para de repetir, você [limpando a garganta] começa a escolher pessoas diferentes. A minha relação com Dinheiro, ela não é muito diferente disso. O dia que eu elaborar essa relação, eu paro de repetir. Que que eu costumo dizer? que que eu faço? Como eu passei por muita dificuldade financeira, por muita vontade, quando eu vou fazer alguma aquisição, eu chamo a minha criança, eu ponho ela no colo e eu converso com ela. Então, por exemplo, eu vou comprar um carro, aí eu coloco a minha criança no colo e eu digo: "Deixa eu te contar um
negócio. Eu sei que você Tá com vontade de comprar um super carro para mostrar pras pessoas, mostrar marca, mostrar status, mostrar isso, mas eu acolho o que você passou, eu acolho o que você viveu, eu valido o seu sentimento de necessidade, de pobreza. Mas quem está na sala do controle agora é a adulta e é a adulta que precisa decidir. Eu preciso de um carro que seja seguro, que me leve pros lugares onde eu preciso estar, que seja confortável, mas que não seja um carro para curar as Minhas dores da infância. E aí a adulta
escolhe o carro e não a criança. Então, como que a gente refaz essa nossa relação? É você pegar o seu menino e sentar no colo e dizer: "O dinheiro não vai embora mais, querido então você não precisa controlar. Você pode viver uma vida mais tranquila, mas sem controle. Quando eu controlo, eu vivo tenso, porque eu estou segurando." >> Uhum. Então é sentar esse menino no colo, validar os sentimentos dele. Eu Sei o que você passou, [limpando a garganta] foi difícil, eu vi as suas necessidades, eu valido o seu medo. Talvez lá atrás alguém não validou,
eu valido, mas quem toma as decisões agora é o adulto. Deixa eu te contar, o adulto ele é bem-sucedido, ele pode ganhar mais e ele não precisa controlar tanto. E aí você começa a elaborar essas questões >> e o contrário, porque a gente tá falando muito do da pessoa bem-sucedida. E a Pessoa que não foi bem-sucedida por causa dos traumas da infância, >> a pessoa que não foi bem-sucedida é exatamente a pessoa que não elaborou. A gente não é bem-sucedido por n coisas. Primeiro porque a gente não elaborou. Segundo, por talvez uma fidelidade à nossa
história. Tem gente que tem necessidade de ser fiel à sua história ou a sua família ou a sua herança familiar. Como meu pai não foi bem-sucedido, eu não me permito ser. Como os meus irmãos não são bem-sucedidos, se eu for bem-sucedida, talvez eu me destaque, tenha que me afastar dos meus irmãos. Então, eu prefiro não ser bem-sucedida para que nós nos possamos nos relacionar no mesmo nível. percebe que existe uma fidelidade com a minha própria história, uma fidelidade que eu preciso romper. Hoje, por exemplo, eh, nossas [limpando a garganta] redes sociais, nós temos mais de
15 milhões de seguidores, Somando todas as redes. Hoje o nosso Instagram tem uma visualização diária de 29 milhões de pessoas dia, 320 milhões mês. Você imagina que a minha vida virou em um ano. Você imagine quantas pessoas eu precisei me afastar, o quanto minha vida precisou se transformar, eh, as abordagens, a minha segurança, a minha individualidade, que hoje ela não existe mais. Eu tinha duas opções. Ou eu aceitava isso e mudava de vida, ou eu dizia: "Eu vou ser fiel à minha História, a minha história de escassez, a minha história de ostracismo e eu não
vou viver isso." Andreia, você teve perdas com essa nova história? Óbvio que eu tive, inclusive de pessoas, mas eu prefiro ser fiel ao meu futuro do que fiel à minha história de escassez. Pessoas que não crescem vivem uma fidelidade com a sua própria história, uma fidelidade com seus próprios afetos e uma falta de de elaboração. Dinheiro não é sobre moeda, dinheiro é sobre Energia psíquica. Todo mundo que não é bemsucedido financeiramente, se fizerapia, eu consigo te provar onde está o gap. Eu te provo aonde que tá o a questão. >> Cara, isso que você falou
linca muito com o que a galera fala de trocar de ambiente, né? >> Exatamente. >> Que é basicamente abandonar o que tá te puxando para baixo. >> Exatamente. Eu falo que a minha virada De vida não foi agora. Minha virada de vida foi aos 7 anos. Minha mãe me matriculou numa escola do bairro. Todos os meus irmãos, os seis, estudavam na escola do bairro. E minha mãe me matricula nessa escola do bairro. A diretora diz: "Nossa, ela é muito inteligente. É uma dói ela estudar aqui, senhora". poderia matriculá-la na escola do centro da cidade, que
é uma escola melhor. Tinha isso, né? As escolas do centro. E aí minha mãe me matricula na Escola do centro. Eu falo que ali ocorre a mudança de vida. Ali tudo muda para mim, porque ali eu entendo. Até então eu achei, porque quando a gente vive no mesmo ambiente você não abre perspectiva, você tem uma visão milp da vida. Quando eu vou para uma outra realidade, eu percebo a minha realidade. Quando eu entro pra escola do centro, eu falo que ali foi a foi a metanoia. A primeira coisa que eu descobri naquela escola, eu Era
pobre. Eu não sabia que eu era pobre. Eu achava que a minha vida era >> Deve ser chocante, né? Você descobrir isso, >> cara. É, é, é real isso, porque isso aconteceu comigo também. >> [risadas] >> Porque quando meu pai, eu morava em Guarulhos, bairro dos Pimentas, e quando meu pai morreu, >> eu fui morar, minha mãe trabalhava mais para pra cidade e a gente foi morar no Tatuapé. E a gente morava em dois comodos no Tatuapé. Lá minha mãe já sufocava para alugal, mas era um bairro melhor. E era perto do final do ano
e eu tava brincando com meus amigos e a gente era era véspera de Natal e naquela época tinha aquele negócio tipo assim se trocar para voltar para brincar na rua. Então na véspera de Natal você ia para casa e se trocava. E eu fui para casa, coloquei a mesma roupa, tipo, coloquei uma roupa do dia a Dia, porque não, tipo, eu tinha, acho que era 13 anos, não tinha essa coisa de, tipo, não sabia que era marca, não sabia que era Nike, que era roupa nova, não tinha essa coisa. Aí eu voltei pra rua. Aí
um um dos amigos que não tava lá, aí todo mundo tava trocado, tênis novo e tudo mais, um amigo falou assim: "Cai que você não vai se trocar?" Ali eu percebi que, tipo assim, caramba, eu tô diferente de todo mundo. Eu tô com o mesmo tênis, eu tô com a mesma camiseta. >> É isso >> aí. Descobri que eu era pobre. >> É isso. >> Foi aí que eu descobri que eu era pobre. >> Falei assim: "Caramba, eu sou pobre". Aí, tipo assim, aí você aí você muda um pouco realmente a perspectiva. >> E é
isso [limpando a garganta] que você falou. Provavelmente se eu tivesse continuar no bairro do Pimentas, >> todo mundo tinha a mesma realidade que eu. Então eu não ia perceber que, tipo Assim, tinha mais coisa naquele mundo. Faz sentido. >> E aí que o grego chama de metanoia. Metanoia não é uma mudança de pensamento. Metanoia é uma revolução mental. É uma mudança de mente, é uma transformação. Ali ocorre uma metanoia porque eu descubro que eu sou pobre por comparação. Quando você muda de ambiente, você começa a perceber por comparação. Então eu vejo que os meus amigos
tinham mobilete, eu não tinha Mobilete. Os pais dos meus amigos buscavam eles de carro na porta da escola. Eu tinha que ir embora a pé com 7 anos. Eles viajavam final do ano pra praia, eu ficava na cidade. Ali eu entendi. Ali eu tinha duas perspectivas. ou eu me revoltava ou eu desejava aquilo para mim e dizia: "Existe dois modelos aqui". Ou eu começo a acreditar nisso que os meus pais e e os pais não são culpados, não. A gente tem que parar desse mimimi também. A psicanálise ela Não ela não nasceu para fazer com
que a gente olhe pros nossos pais e diz: "Ah, eles provocaram isso em mim". Não, eles fizeram o que eles tinham, >> o que eles podiam com que eles tinham. Agora o adulto é você e é você que precisa pegar a criança no colo e resolver com ela. Os meus pais fizeram o que eles conseguiam. Os meus pais acreditavam que dinheiro era algo muito difícil, que ganhar dinheiro era algo muito maldito, porque as pessoas ricas Elas eram metidas, elas passavam as pessoas para trás. Quando você ganha dinheiro, você começa a humilhar as pessoas. Então, a
gente tem que ser mais humilde, uma origem muito cristã. E aí no cristão, daquela perspectiva do do franciscanismo, de voto de pobreza, o bom é ser pobre, é mais difícil um rico passar no buraco de uma agulha do que ir pro céu, sabe? Essas perspectivas todas e aquilo a gente acreditava piamente. Então eu tinha duas perspectivas. Ou eu Traía essa história, ou eu saía dessa história, ou eu me revoltava com aquela história que eu tava vendo. Então ali eu tomei uma decisão ainda muito pequena. Eu dizia: "Gente, isso [limpando a garganta] daqui é muito legal
e é isso que eu quero paraa minha vida e é isso que eu quero pros meus filhos". quando eles crescerem, ali eu começo, ali começa o problema, porque aí eu começo a conviver com os meus amigos e algo dentro de mim começa se Transformar e aí eu começo a ter um problema com os meus irmãos, porque aí os meus irmãos começam a ficar muito diferente de mim ou eu muito diferente deles. Então a gente catava sucata. Eu cresci catando sucata para reciclagem, para comprar objeto, material escolar. Os meus irmãos vendiam a sucata, davam dinheiro para
minha mãe comprar pão, café da manhã, café da tarde e eu catava o meu dinheirinho e comprava CD do Pavarote. Mas meus irmãos diziam: "Essa Menina é louca. Essa menina houve ópera com 8 anos." A minha mãe dizia: "Tem que levar no psiquiatra. Os irmãos estão preocupados com pão, ela tá preocupada com caruso. Percebe como eu vivi?" Eu posso dizer e e isso é até muito chocante, até agora eu tô tendo esse insight, ainda não tinha pensado isso. Eu vivi até os 48 anos, que agora foram nos últimos anos. Talvez só agora os meus irmãos
tenham me aceitado. Eu vivi 48 anos com os meus irmãos, Achando que eu era errada por ser tão diferente. E só agora que os resultados vieram é que eles se orgulham e dizem: "No fundo, você estava certa". Essa semana meu irmão mais velho me mandou uma mensagem, ele disse: "Eu tenho muito orgulho de você e você está recebendo tudo que você merece porque eu assisti o quanto você se esforçou até aqui. Só agora, 48 anos depois eles entendem que eu não estava louca e que eu não era errada. Narciso acha feio Que não é espelho.
Sete irmãos, só uma resolve ser diferente. Quem é que vai tomar pancada? É, é, >> exatamente, né? >> É o diferente, ele sofre, né? >> É, o Thiago falava muito do prego que se destaca é martelado, né? >> Se no escritório todo mundo fica louco para ir embora às 5 e você fica até às 8, você puxa saco. >> É, >> é, acontece muito isso. >> Se você é trabalha muito, você work a holic. Se você chega antes, você é estressado, você é ansioso. Se você quer crescer, você é ambicioso, você é ganancioso. Há uma
uma um preconceito muito grande com a prosperidade. >> É como se ser próspero fosse ser ruim, sendo que é o inverso. Quanto mais próspero eu sou, mas eu posso abençoar as pessoas, mas eu posso ajudar, mais Gente vem comigo. É aquela história, quem vence quando você vence. Quando você vence, várias pessoas vencem com você. Obrigada, amor. E outra coisa, o dinheiro ele não é ruim. O dinheiro é uma lupa. Se você não presta, você vai prestar menos ainda com dinheiro. Se você presta, você vai ficar muito melhor com dinheiro. Então, o dinheiro só revela quem
você é. É aquela história de Midas, né? O rei Midas. Midas pede um dom, né? Que ele queria que tudo que ele tocasse se transformasse em riqueza, em dinheiro, em prosperidade. E isso acontece. ele recebe esse dom. Só que agora ele não pode comer, ele não pode fazer carinho nas pessoas, ele não pode tocar nos filhos, na esposa, porque senão tudo ia virar estátua de ouro. Ou seja, dinheiro sem elaboração psíquica é prisão, >> não é bênção. >> Então, para que eu tenha prosperidade, Eu preciso ter elaboração psíquica, senão eu entro numa prisão, senão o
dinheiro vira minha desgraça. Quando você falou, tem gente, os novos ricos, né? Primeiro que existe algumas perspectivas sobre novos ricos. Primeiro, o que que é novo rico, né? O que que é riqueza de verdade? >> Uhum. >> Porque se a gente limitar a riqueza a dinheiro, esse esse conceito ele é pequeno. Primeiro que é ser rico. Segundo é que essas pessoas correm um risco muito grande. Prosperidade sem elaboração psíquica é prisão. >> Muito bom. Eh, eu falo muito do Eu falei muito do Novo Rico, porque a gente vê que é uma é uma característica do
Novo Rico ele querer se mostrar, né? Ele querer provar, né, paraa sociedade que ele deu certo através de de artefatos assim que é tipo assim, putz, o relógio, o carro e e a gente consegue, a gente navega muito entre os dois mundos, né, C O cara que >> é o novo rico da internet, o cara [ __ ] surgiu do nada explodiu e não sei o quê. E o cara que às vezes já era um cara rico de berça, o cara já veio de uma família super estruturada, é um empreendedor, foi crescendo aos poucos, então
ele foi ganhando dinheiro de maneira muito gradual e esse cara vai ser muito mais low profile, assim, vai usar o relógio ali que é o Garmin de corrida, né? O a camisa vai ser a camisa Da empresa, né? Vai ser uma coisa muito Mas a gente vê >> muito destoante, né? A gente vê aqui até o comportamento, a gente tem uns quadros que a gente vai entra até na casa da pessoa e a gente vê que tipo a realidade mesmo. Então a gente conhece muitos empresários que são ricos desde berço a o cara tá 20
anos com riqueza versus um cara que tá é rico há 3 anos. >> Então tem tem pessoas que a gente já foi, por exemplo, na casa >> que mesmo o cara sendo multibilionário, você entra, você fala assim: "Caramba, isso aqui é uma casa". É, >> você vê realmente é coisas que que você usaria no dia a dia, que é uma coisa real. Já um rico novo, o cara tem uma casa com pé direito de 6 m, uma porta gigantesca, 12 sofás na casa e você vê que, tipo assim, não é real, >> não é real.
É um negócio tipo totalmente desconexo ali. A pessoa conversa com Você e você sente a essência da pessoa e no casa com as coisas que ela tem ao redor, sabe? E e >> marca, né? É tudo que o cara usa tem um lobo um lobo estampado. >> Isso tudo é para realmente curar alguma coisa. >> Existe o rico, >> café pro papai. >> Existe o rico e existe o pobre plus. >> Esse aí é o pobre plus. >> Quando você descobre que você é pobre Plus também é chocante, né? [risadas] Deve ser >> deve ser
muito chocante, né? >> Rico é quem não precisa provar nada para ninguém. Rico é quem tem tempo para desfrutar o que tem. Rico é quem não precisa usar marca para se validar. Rico é quem tem consegue deitar no travesseiro e dormir. Quem consegue comer e ficar bem. Quem consegue viajar e curtir o que tem. Quem consegue não destruir sua família por causa de Dinheiro. Quem tem relacionamentos estáveis? Quem consegue educar os seus filhos? Quem consegue ter tempo para assistir um por sol? Quem consegue abençoar outras pessoas? Isso é rico. Pobre Plus é quem tem dinheiro
na conta, mas não tem, tem uma casa em Angra, mas não consegue ir. >> Uhum. >> Tem um carro, comprou um carro caríssimo, mas só para provar para as pessoas que pode ter um carro caríssimo. Carrega um monte de marca no pescoço, na camiseta, no braço, porque na verdade tá querendo tapar as dores da alma. Tá lá arrebentado por dentro e quer ser validado pelo que tem. Não sabe o valor que tem. Então precisa que os outros o amem porque ele tem uma Ferrari. precisa que os outros o respeitem porque ele usa um sei lá
o quê da Hermes. Isso não é rico, isso é pobre plus. Rico é quem tem paz para viver o que tem, para quem tem paz para viver o que constrói. Eu Costumo dizer que eu já era muito feliz, muito feliz há um ano atrás. A a a questão de ascensão, ela mudou alguns aspectos na minha vida financeira, mas em termos de felicidade não. Eu já era muito feliz. Eu já tinha um esposo que eu amava, eu já tinha filhos que eu amava estar com eles. Eu já tinha uma casa muito mais simples, mas que eu
amava estar lá, que era um ambiente que me trazia paz. Eu já estava cercada de pessoas que eu amava. E eu já Tinha um ativo mais caro que existe hoje, que se chama tempo. Dinheiro você ganha e perde. Peso você ganha e perde, relacionamento, você começa e arruma outro. A única coisa que se você perder, você não recupera, chama-se tempo. Rico é quem tem tempo, é quem é dono do seu tempo, é quem escolhe o que fazer com o tempo, é quem escolhe o que fazer com o dinheiro. Quem não é preso ao dinheiro, não
é escravo do dinheiro, não é a Ferrari que me escolhe, é eu que escolho Se eu quero uma Ferrari, se eu preciso de uma Ferrari. Não é o Patec Felipe que me escolhe, é eu que escolho se eu preciso de um Patec Felipe. Rico é quem pode fazer escolhas. Esses dias eu estava sentado com um empresário, ele me chamou para jantar, inclusive um um negó um super negócio que ele queria me propor. Vamos jantar, tal, vamos jantar. Ele pediu o melhor prato do restaurante, não sei quê. Quando a a Garçonete foi trazer, ela errou no
prato e ele acabou com ela. Ele acabou com ela. Eu me levantei e falei: "Meu amigo, muito obrigado, tô indo embora". falou: "Ué, calma, a gente nem jantou, nem te fiz a proposta." Falei: "Meu amigo, eu estou indo embora, porque se você trata eu de um jeito e ela de outro, para mim você não serve. Para mim, rico é quem trata todas as pessoas com o mesmo gauro de dignidade, porque digno todos nós somos. Não é pela conta financeira. A a Pessoa que limpa a minha casa e que cuida da minha casa, ela não ela
ela não é diferente de mim em absolutamente nada. Se você não entendeu ainda isso, você é pobre plus. Se você tratar minha assessora diferente de mim, você é pobre plus, porque não tem nada melhor que ela. Nós somos iguais, nós só desempenhamos papéis diferentes na empresa. O que que acontece atualmente? O mundo tá cheio de pobre plus. E esses aí, eles me irritam bastante. Eles têm Uma vida muito pobre, eles têm uma vida muito limitada, eles sangram e ficam tampando, fazendo curativo com nota de dólar. Isso é triste. >> É, isso acontece bastante, doutor. A
gente falou bastante do eh do do novo rico, do rico de berço aqui, do pobre plus. Mas tem uma coisa que eu acho que é importante que a gente fala assim: "Pô, o cara que fica até tarde, às vezes ele vai virar puxa-sco. O cara que trabalha muito vai ser confundido com um Ganancioso." O cara que se destaca, ele vai ser vai virar chacota, vai ser o cara vai ser criticado, vai ser perseguido. Como que faz? pra gente eh balizar a nossa ambição, porque tem cada um, acho que cada um tem a sua e tem
pessoas que tm uma ambição muito baixa, tem pessoas que tem uma ambição moderada, tem pessoas que tem uma ambição gigantesca. O cara quer ser bilionário, quer ter a maior empresa do Brasil, do mundo, do país. Como que faz pra gente ir regulando isso com o tempo? A questão da ambição? Porque tem gente que você fala assim: "Cara, pô, esse cara tá 20 anos aí. Você passa lá no mesmo salão de Tem um cara lá em São Caetano que ele tá no mesmo salão, sei lá, 40 anos. Aí você fala: "Man, será que é isso, velho?
O cara tá aí, será que ele tá feliz?" Né? Fico pensando, né? Como é que faz pra gente ir ajustando isso? >> A gente não baliza a ambição. >> É mistura de conceito. >> É, existe ambição e existe ganância. >> Ambição ou você tem ou você não tem. Hum. >> Ontem eu conversava com minhas duas irmãs e morria de rir. As duas fizeram só até a oitava série e as duas pararam de trabalhar com 40 anos. E a gente conversando e elas ai porque eu morro de preguiça. Eu sou preguiçosa mesmo. Eu nunca quis trabalhar,
não sei quê, não Sei quê. A gente tá errada, né, Andreia? Falei: "Não, vocês são felizes assim, sendo donas de casa, não quiseram estudar, não quiseram trabalhar, tem uma vida financeira limitada, mas vocês são felizes assim?" Elas falaram muito. Falei: "Então tá tudo certo". Falei: "Em alguns aspectos eu tenho o que vocês não têm". Em outros aspectos vocês têm o que eu não tenho. Tem gente que não tem ambição. Ponto. Ambição ou você tem ou você não tem. Agora, o que você tá Chamando de gente que quer ganhar bilhão e que quer acumular, isso é
ganância. Há uma diferença entre ambição e ganância. André, você tem vontade de ganhar 1 bilhão? Tenho. Mas você vai trabalhar para isso? Não, porque eu vou sacrificar coisas muito importantes para eu chegar nesse bilhão. E eu não quero. Eu não vou sacrificar coisas que para mim são preciosas para eu chegar nesse bilhão. Isso seria ganância. Então, caso aconteça, vai [limpando a garganta] ser Bom. Mas eu não vou trabalhar para isso, até porque eu não tenho nem vida para gaster esse bilhão. Eu sou muito prática, objetiva e históica. Eu faço conta, >> eu tenho aí o
quê? Mas uns 40 anos de vida, a depender da grana que eu acumular, eu não vou ter nem din vida para gastar isso tudo. Aí eu perco vida para acumular e não ganho vida para eu desfrutar. Isso é ganância. Para que que eu vou querer bilhão se eu não tenho nem Vida para gastar bilhão? Ah, mas você quer seus filhos, não sei o quê. Não, meus filhos precisam construir a história deles. Meus filhos já estão ricos. Se eles tiverem um diploma e tiverem oportunidade de de procurar a vida deles. Meus filhos já são ricos. Eles
já tem muito mais do que eu tive na idade deles. Minha mãe não conseguiu me colocar na aula de natação. Eu falo que na vida a gente tem que gabaritar a vida >> do filho. Pai tem que gabaritar a vida De filho. Você tem que pôr menino na escola, na natação para eles não morrer afogado. Quando eles sair adolescente com os amigos deles. Aparelho, faculdade. Você fez essas quatro coisas, tá ótimo. Você já gabaritou a vida deles. Minha mãe não teve dinheiro para me colocar aparelho. Eu que tive que estudar e colocar. Minha mãe não
teve dinheiro para me colocar na escola de natação. Minha mãe não conseguiu me ajudar com faculdade. Eu que tive que Correr atrás de tudo. Meus filhos já são riquíssimos. O que sobrar para eles já tá ótimo. Então, se eu quiser acumular mais, é ganância. O que que eu vou fazer com tanto dinheiro? Vou enfiar isso onde? Mas isso não pode ser uma coisa assim, eu penso assim, né, que o cara que vai chegar no bilhão, geralmente ele vai ser um empresário, ele tá construindo alguma empresa que gera um valor muito grande e por e parte
do valor ele vai conseguir ter para ele. Por isso que ele vira um bilionário. Ele não vai eh não é uma coisa que, cara, essa jornada preenche ele. É isso que deixa ele em movimento. Se ele parar, o cara não tá mais pelo dinheiro, talvez, né? >> É, mas aí que tá o risco, né? Essa jornada te preenche, essa jornada de acumular te preenche, >> de crescimento, talvez, >> mas só financeiro e monetário. Você não poderia preencher isso com outras Coisas? É igual você quer ver, vou te dar um exemplo bem prático. Não é que
eu não tenha ambição, não. Eu tenho, >> mas eu zelo para não ter ganância. >> Essa fala sua, ela é meio falaciosa, porque a gente entra nessa de, ah, tô acumulando porque eu vou eh criar um império para ajudar milhões de pessoas. Cara, não é nada. No fundo você tá olhando é para você mesmo, >> não? Sim, total >> 70, 30, 30 é para abençoar os outros, Para criar um império, para arrumar milhões de empregos. Mas no fundo você quer, >> não, mas é que eu penso que isso é o que movimenta o o cara,
entendeu? El fala assim, cara, se o cara parar, >> então faz diferente, isso me movimenta também, isso também super me movimenta, mas [limpando a garganta] eu faz diferente, por exemplo, é uma coisa que tem ardido no meu coração que eu vou fazer imersões terapêuticas gratuitas. Eu quero encher ginásio com 5000 pessoas que não tem oportunidade de experimentar terapia de graça, sem pagar R$ 1 e ficar lá com elas 12 horas e transformar a vida delas. Se o trabalho me alimenta, faça isso voluntariamente. Se você já tem para você, pra sua família, pros seus funcionários, faça
isso voluntário. Graças a Deus, hoje nós temos uma empresa grande, temos mais de 70 funcionários, graças a Deus, todos bem remunerados. Abençoamos o tudo que a Gente pode fazer em todos os aspectos. Premiamos, ajudamos, pagamos estudos, desenvolvimento, viagem, menino que nasce, escolhe o presente, tudo que a gente pode fazer, a gente faz, graças a Deus. Então, isso me alimenta, abençoar outras vidas. Temos transformado a vida de milhares de pessoas, graças a Deus. >> Ah, André, o seu trabalho te alimenta? me alimenta. Então, que seja agora, não só pelo acúmulo, mas que seja pelo abençoar de
verdade, eu não vou pôr R$ 1 No meu bolso. Eu tava em Balniário Camburi semana passada conversando sobre eh inclusão de de neurodivergentes, autistas e TDAH e me mobilizou muito a fala de algumas mães neurodivergentes. E aí a mulher falou: "Doutora, a senhora não viria aqui falar para quatro eh 400 mães numa imersão, não sei quê, num sábado o dia todo?" Falei: "Venho, quanto que custa?" Falei: "Menina, você não conseguiria pagar o que custa. Eu não vou pôr R$ 1 no meu bolso. Eu venho Por amor a vocês, por paixão, pela causa. É o meu
trabalho, me alimenta, mas ele não precisa ser só por dinheiro. Eu preciso devolver aquilo que Deus me dá. Deus me dá muito assim, o que Deus fez pela minha vida é algo sobrenatural e não só financeira, mas especialmente [limpando a garganta] emocional de cura, cura da minha história, o que ele me permite entender, o que ele me permite ler, o que ele me Permite conhecer. É muito egoísmo eu ficar com isso só para mim. Ou é muito egoísmo eu só dar isso em troca de moeda. Eu preciso transbordar na vida de quem não pode pagar.
Se o seu trabalho te alimenta, faz isso de graça também. Não faz só por dinheiro. Eu acredito muito nisso. >> Olha só, mesmo que você tenha tido algum trauma de infância com dinheiro, sua família foi mal resolvida com isso e tudo mais, você não precisa seguir, né, Com esse trauma pro resto da sua vida, né? você tem que aprender a cuidar do seu dinheiro. Por isso que eu vou te falar aqui é sobre a FC Class, né, que com mais de 70 cursos de educação financeira e investimentos e carteira recomendada, você consegue duplicar e multiplicar
o seu patrimônio cuidando do seu dinheiro, aprendendo a investir, aprendendo sobre dinheiro e aprendendo a multiplicar o seu patrimônio. Outro trauma que você pode criar desde agora é Não saber nada sobre IA. Você sabe que daqui paraa frente não tem mais volta esse assunto, né? Todo mundo vai mexer com I daqui pra frente. E o My Hub tem mais de 15 ferramentas de IA que você pode utilizar apenas com uma assinatura, tá? E por que que eu tô falando desses dessas duas coisas que são diferentes, mas na verdade são complementares, né? Porque com uma única
assinatura aqui, né? Você consegue englobar os dois, tá? Então, o MyHub, que tem mais de 15 Ferramentas de A, e a Finclass, que tem mais de 70 cursos e carteiras recomendadas, a gente tá com uma campanha aqui que é o FHub, tá? Então, por R9,90 você consegue ter os dois aqui no plano anual, fechou? Então, vou deixar para vocês o link na descrição e o Qode na tela para você não ficar traumatizado nem com a sua vida financeira e nem com IA, tá bom? Link na descrição e QR code na tela. >> Legal. Mas até
puxando pro outro lado, Como que controla um pouco disso? Acho que eu tava falando com o Lucas ontem de eu eu lembro que, sei lá, há uns 5 anos atrás eu tinha uma meta e um objetivo de ganhar X e hoje eu ganho duas vezes mais do que isso. E tipo assim, cara, parece que o negócio nunca chega, entendeu? Aí às vezes eu brinco assim que >> é nunca suficiente. Até brinco você fala assim, cara. Aí eu falei: "Pô, eu assisto talvez Alguns canais pequenos que eu gosto de ver criadores de conteúdos eh novos e
tudo para ver o que tá que que a galera tá pensando e é uma galera que ainda não viu tudo que eu vi. Então a galera tem uma cabeça muito mais fechada. falar assim: "Cara, deve ser tão bom não pensar tanto, [risadas] deve ser tão bom não ver tudo que a gente viu, porque provavelmente se a gente não tivesse conhecido todo mundo que a gente conhece, acesso que a gente Tem, a gente não estaria com essa ambição que a gente tem hoje, entendeu? Como que a gente consegue trabalhar isso na nossa mente, cara? Porque às
vezes vira >> para você se sentir insatisfeito disso. >> É, vira um pouco disso. Às vezes o cara tá ganhando R$ 5, R$ 6.000 R e o fato dele querer ganhar 10 tá consumindo tanta mente dele que ele não tá conseguindo usufruir o cinco, seis que ele tá ganhando, que já foi um sonho Dele um dia. >> É isso mesmo. Existe uma pesquisa científica que o aumento salarial ele só faz diferença emocional pra gente durante 90 dias. Depois você nem percebe que você recebeu um aumento. Você já ajustou sua vida pro novo valor. É assim
mesmo. Se você ganhava cinco, você vivia uma vida de cinco. Aí você passou a ganhar 10, você começou a viver uma vida de 10. E a sensação é de que você tá sempre precisando melhorar e tá sempre Precisando ganhar mais. A perspectiva é essa mesmo. A gente sempre ajusta pros novos valores e pra nova perspectiva. Qual que é a grande questão? Eu brinco que esse é um ditado bem mineiro e é lá da minha avó. Minha avó dizia assim: "Depois que você vê, você não desvê mais. Você tomava o vinho X, aí você passou a
tomar um angélica Zapata. O X já não vale mais nada. Agora seu paladar e assim vai. A gente precisa escolher Atéonde a gente vai, né? Porque depois que você experimentar, você não volta para trás. Nós estamos agora na Europa e eu eu sempre quis tomar um Brunelli de Montaaltino. Sempre quis, mas achava caríssimo. Lá na Itália é muito mais barato, é o vinho da casa, enfim, mas poderia ter pago o valor. E tomei um Brunel de Montaino. Eu falei: "Agora chega, daqui para cima eu não posso subir, porque se eu subir daqui a pouco o
Brunela já não vale mais nada. E eu já Preciso daquele de 4.000 e o daqui a pouco de 10. E aí isso não para. É um buraco deste tamanho. Então, ah, eu tinha um carro de 150.000, não tô dizendo meu caso, mas um exemplo. Aí tá um Creta nó. Que delícia esse Creta carrão. Aí você compra um outro carro ali deuns 300.000. Cara, o motor é outro. O o tecnologia, o veludo de dentro é outro. Você já sente que o créro, aí você muda do de 300.000 para um de 600.000. O de 300.000 era o
luxo de entrada. Aí o de 600 você fala: "Cara, que carro era aquele? Olha isso aqui. O piso, ele vai de 0 a 100 em 10 segundos. Aí você vai pro carro de 1 milhão e você só vai achando melhor. Depois que você vê, você não desvê". Eu tenho uma amiga muito engraçada, eu recebi ela na minha casa tem 15 dias. Ela é muito rica. Ela falou assim: "Amiga, eu já decidi várias coisas na minha vida". Falei: "Sério?" Ela falou: "Não, amiga, tô falando sério mesmo. O meu shampoo eu não vou experimentar mais de outras
marcas. Eu vou ficar nele." Eu já decidi, isso aí já tá anotado. Não vou. Os vinhos eu não vou mudar as viagens eu não vou fazer outra. Amiga, eu decidi porque quanto mais você experimenta, mais você quer. Mais você tem que viver uma vida para trabalhar, para manter aquilo. Quando você vivia uma vida de 5.000, você trabalhava para 5.000. Quando você vive Uma vida de 10.000, você tem que trabalhar para manter uma vida de 10.000. E se você jogar o seu patamar para 50, você vai ter que trabalhar para manter uma vida de 50. Então
é sobre isso. Você tem que escolher atéonde você quer ir. André, mas isso é uma mentalidade escassez. Não, não é. É uma mentalidade de realidade. Até onde você quer ir? Ah, eu quero um carro de 1 milhão. Ótimo, excelente. E um de 5 milhões. Como diz o moço que eu experimentei o vinho, ele falou assim: "A partir do Brunelo de Montaina, aí vai ter várias opiniões, inclusive haters dizendo: "Ah, não tem nada de vir, mas eu tô falando da minha opinião. A partir daqui a diferença é pouca e é mesmo de um, sei [limpando a
garganta] lá, um vinho de R$ 60 para um Brunelo, a diferença é pá, de verdade. Você sente um ganho de paladar. Mas do Brunelo pro de 2000, de 5.000, o ganho é mínimo. Agora é só ostentação. Agora é só questão de postar foto com a marca. Um carro de 1 milhão te leva num lugar. Uma Ferrari Spider de 5 milhões. A diferença agora é marca, é foto, é rede social. Agora você já tá atuando para outra perspectiva. Aí a perspectiva do status. Você quer trabalhar para ter status, para manter o status e o preço que
o status vai te cobrar. Aí você faz essas perguntas e vê o que que você quer organizar sua vida. Eu não critico ninguém. Eu acho que cada um sabe onde Quer chegar. Eu sei das minhas prioridades. E o as minhas prioridades eu não sacrifico em vista da questão financeira. Eu não tô disposta a sacrificar a minha crença em Deus. Eu não tô disposta a sacrificar a minha família. Eu não tô disposta a sacrificar minha saúde, meu trabalho e a minha vida financeira vem em quarto lugar. Então eu não vou sacrificar esses outros três valores em
detrimento disso. Eu acho que pra gente ganhar dinheiro, Primeiro a gente precisa fazer uma escala de valores. Em filosofia isso chama axiologia. Primeiro eu preciso desenhar a minha axiologia. o que que para mim está em primeiro lugar, o que que tá em segundo, o que que tá em terceiro. A partir dali eu me organizo de como que eu vou colocar minha vida financeira a partir dessa perspectiva. >> Interessante isso. >> E quando a pessoa ela tem também a um um o clássico, né, que é a roda dos ratos, Né, o cara que a pessoa que
não consegue sair do lugar, ela tá estagnada. acontecia muito. Eu lembro quando eu eu até 2019, antes da pandemia, eu ia para pro trabalho todo dia de transporte público, né? Hoje a gente mora em Alfavil, mora perto do escritório, não precisa mais. Mas era uma coisa que eu que eu via frequentemente, cara, uma galera às vezes eu pegava metrô e ônibus com as mesmas pessoas sempre e as pessoas não Estavam felizes ali na vida que elas tinham. O que que faz uma pessoa não tá feliz com a vida que ela tem? E mesmo assim segue
vivendo essa vida. >> É porque a vida, o eu sou formado em filosofia também, né? Eh, tem um filósofo que ele vai dizer o seguinte, é o Lock. A existência precede a essência. Primeiro eu existo, depois eu sou. A gente nasce uma tábula rasa, tem nada escrito. Primeiro eu existo, depois eu construo alguma coisa aqui por cima. A Vida por si só, ela não tá em sentido nenhum. A vida tem um sentido que a gente dá a ela. A vida irrefletida não é uma vida vivida. Essas pessoas que você viam no metrô, sem julgamento, talvez
só uma reflexão acerca de a grande maioria das pessoas não vivem uma vida refletida, vivem uma vida vivida. E a vida vivida, ela não tem sentido por si só. Dr. André, o que é uma vida vivida e o que é uma vida refletida? É você olhar para Você dentro do metrô e se perguntar, cara, é isso que eu quero paraa minha vida? Cara, essa empresa que eu trabalho é onde eu quero trabalhar? Esse relacionamento que eu tenho é o que eu quero ter. Essa conta bancária é a que eu quero ter. Não, não é. Então,
o que que eu vou fazer para mudar isso? Que que é a vida vivida? Eu sou vô. Deixa a vida me levar, a vida leva eu. Ah, eu nasci aqui. Ah, arrumei uma oportunidade. Eu trabalho aqui. Ai, Passei nesse concurso, ganho R$ 2.000. Ah, então vou ficar aqui porque tem aposentadoria. Ah, esse casei com essa pessoa. Ah, vou ficar aqui. Uma vez eu atendi uma senhora de uns 70 anos, três sessões, ela só falou mal do marido dela. Nas três. Eu falei: "G, mas tem três sessões, a senhora só fala mal do marido da senhora?
A senhora não vai separar dele?" "Não, não vou separar dele não." Falei: "Ah, mas só, a senhora só fala Mal dele?" "Não, eu tenho quem me atenta, mas eu tenho quem me esquenta." Essa é uma vida vivida, não é uma vida refletida. Eu só levo, a vida vai me trazendo os resultados e eu vou vivendo de acordo com eles. A vida ela é como se fosse um rio. Eu tenho duas perspectivas diante do rio. Ou eu remo, vou ter trabalho, eu vou estar em ação o tempo todo, mas eu escolho para onde eu vou. Quem
rema é senhor da sua história. E existe outra perspectiva diante dessa Vida que é um rio. Boiar. Eu me entrego, mas aí quem comanda é o rio. Eu posso cair numa cachoeira, eu posso parar no meio de um de um arbusto, eu posso morrer afogado. Aí você vai na vida ou eu vou ou eu conduzo. Essas pessoas da roda do rato, elas só vão. Por isso a minha vontade de, porque quando você desperta a pessoa, ela acorda e fala: "Cara, não tinha pensado nisso". Por isso que um podcast como esse é tão importante, porque às
vezes num podcast Como esse a pessoa tem um insight e ela sai da roda do rato. Ela diz: "Eu nunca tinha pensado nisso eu preciso refletir sobre isso". E aí ela começa a construir uma vida refletida. Eu costumo dizer que conhecimento liberta. Com conhecimento a gente faz melhores escolhas. Quem não conhece não escolhe, só vai. Então, conhecimento, quanto mais eu conheço, mais eu faço boas escolhas. Aquela pessoa que tá ali levando aquela Vida, ela desconhece a grande maioria das coisas. Por isso ela não tem condição de refletir e por isso ela não tem condição de
mudar. >> Mas aí essa, você tinha dito anteriormente que ambição você tem ou não tem. Se a pessoa tem esse despertar, ela não consegue criar ambição nesse desse ponto de partida >> dentro da realidade dela. >> A minha irmã, que só fez a oitava série, Nunca vai desejar o que eu desejo. Esqueça. Isso é o modelo mental dela. Felicidade para ela é poder almoçar e dormir até às 3:30 da tarde. >> Nossa, é ma bom. É bom. Felicidade para ela é pesar 100 kg, mas não precisar fazer dieta. >> Entendi. >> Poder ir pra festa
e comer absolutamente tudo que ela quiser. Eu vou abrir mão de comer isso por que besteira. Meu prazer É é comer. Que absurdo. Você vai pros lugares e você não pode escolher. Você não, você não se dá o prazer de se esbanjar, de comer. A, a, a ambição dela é outra ambição. Os prazeres dela são outros prazeres. Então, até reformo o que eu reformulo o que eu disse, não é que ela não tenha ambição, mas a ambição dela é outra. Ela troca ficar depois do almoço até 4 horas da tarde dormindo por ter estabilidade financeira.
Ela troca Depender do marido por fazer escolhas, comprar o que ela quiser, viajar para onde ela quiser. A ambição dela é outra. >> Muito bom. É entendido. Para mim ficou claro. >> É porque até até uma coisa que que até para essa galera que que tá >> hoje meio perdida, porque eu sei porque eu já tive perdido já. E o Thiago me ajudou muito quando eu tava perdido. Eh, porque é muito difícil paraa pessoa que ela ela Ela tá na tá no meio termo ali. Ela ela percebeu que a vida dela não é normal. Tipo
assim, cara, tá ruim, tá ruim, eu quero fazer alguma coisa, só que tá, mas o que que eu faço? Eu já tive nesse lado aí. Foi muito difícil se eu não tivesse uma pessoa do meu lado ali para me ajudar, que foi no caso do Thiago. O que que essa pessoa pode fazer de pontapé inicial para conseguir mudar a realidade dela ou mudar o que ela acha que tá errado ali? Porque vira um Negócio muito de conflito. Eh, é, é, é muita coisa para fazer ao mesmo tempo. É tipo, pô, largar os amigos, não ouvir
o que sua mãe às vezes tá falando para você ou marido ou sua esposa, é largar um emprego, é tipo assim, vira realmente um caos na pessoa ali, às vezes até deprime a pessoa, né, porque ela percebeu que a vida dela é ruim, só que a ação para melhorar a vida dela é tanta coisa ruim que ela tem que fazer em seguida que ela acaba desistindo, ela Fica cada vez mais frustrada dentro daquela vida. É, a quando a gente atua só em comportamento, dificilmente a gente consegue mudar alguma coisa. Eh, a gente já tentou algumas
áreas da nossa vida, várias coisas, várias vezes, e não conseguiu. Ah, mas é porque você não teve boa vontade? Não, você teve, por exemplo, dieta. Quantas vezes a gente já não tentou dieta, começou agarrado tudo, você tava com boa vontade, você queria, Mas no meio da história deu errado. Então, atuar em comportamento é como uma planta que tá doente e eu corto só a folha. Se eu não atuar na raiz da planta, eu vou viver cortando a folha e não vou ter sucesso. Que que eu faço para mudar de vida? Não é sair fazendo várias
coisas. Ah, eu não ouvi minha mãe mudar de ambiente, fazer isso, fazer aquilo. Não, eu tenho que atuar na raiz. Por isso eu volto a dizer o livro do Freud. Recordar, repetir e Elaborar. Esse é o caminho. Primeiro eu preciso pegar a temática. Ah, eu quero trabalhar a questão financeira. Eu vou lá e pego uma folha e faz o exercício que eu fiz com o meu esposo. Quando você pensa em dinheiro, quais as primeiras palavras vêm à sua cabeça? Escreva sem pensar. Isso chama associação livre. Pensa lá na criança, fecha o olho, lembra daquela criança
e quando você pensar em dinheiro, escreva as primeiras coisas que vem à sua cabeça. Isso é Recordar. Qual o conceito que eu tenho a respeito de dinheiro? E faça isso com tudo. Sucesso, relacionamento. Primeiro, que que eu tô fazendo quando eu faço isso? Eu tô indo na raiz. Eu tô tentando trazer da inconsciência para a consciência. Eu só tenho poder com aquilo que tá no meu consciente, com aquilo que tá no meu inconsciente. Eu sou escravo. Por isso Freud diz: "O homem não é senhor em sua própria casa". Quem é a nossa casa? a nossa
mente. Não ser senhor é não mandar na nossa mente. Como que eu passo a mandar na minha mente? Deixando, não deixando questões inconscientes, mas trazendo a consciência. Eu quero trabalhar a área financeira, eu preciso trazer a consciência, o que está inconsciente na minha vida financeira. Como eu faço isso? Tô te dando uma dica. Um exercício de associação livre. Pare agora o podcast e se pergunte: quando eu penso Em dinheiro, qual as primeiras palavras que vem à minha cabeça? Qual os primeiros sentimentos que vem à minha cabeça? Anote. Isso é recordar. Depois olhe paraa sua vida
e diga assim: "Quantas vezes eu repeti isso?" Que foi o exercício que eu fiz com o meu esposo. Quando você pensa em dinheiro, você pensa em quê? Tragédia. Agora olha pra sua vida e perceba como o dinheiro você repetiu sempre no formato de tragédia. Foi o que você também fez. Perceba como Eu senti a falta e hoje eu tenho controle. Então você recordou, você repetiu. Agora a terceira coluna, elaborar. É assim que eu quero lidar com dinheiro? Eu quero continuar lidando com dinheiro, com medo. Então vamos lá. Vou fazer esse exercício de forma bem prática.
Ah, quando eu penso em dinheiro, qual a primeira coisa vem na minha cabeça? Escassez. Segunda coluna, quantas [limpando a garganta] vezes eu lidei com dinheiro como se fosse algo Escasso. Eu ia comprar um tênis e eu disse: "Não, vou comprar o mais barato porque isso daqui". Aí eu identifico situações que eu lidei com escassez. Terceira coluna, elaborar. Eu quero continuar lidando assim. Deixa eu olhar pra minha vida financeira, deixa eu olhar pra minha conta bancária, deixa eu olhar pra minha oportunidade de crescimento. Eu preciso lidar com a vida assim, com escassez. Aqui eu faço recordar,
Repetir, elaborar. Outro dia eu fiz um podcast com Vilela do Inteligência Limitada. Eu morri de rir dele que ele falou assim: "André, eu tenho uma fantasia na minha cabeça, eu morro de medo de virar mendigo". Falei: "Como assim? [risadas] >> Da onde saiu essa crença?" Falei: "Me fale mais sobre isso. Morro de medo. Eu imagino a cena. Eu na rua, todo sujo, com uma coberta velha, num canto, uma Chuva fria e as pessoas passando e dizendo: "Lembra esse cara? Ele era famoso, ele tinha até podcast, ó, o que que ele virou agora?" Falei: "Mas da
onde você tirou isso?" E aí a gente começou a trabalhar isso e eu falei assim: "Agora vamos elaborar. Olhe para você, olhe pra vida que você tem hoje, olhe pro patrimônio que você tem hoje, olha pra inteligência que você tem hoje, olha pra influência que você tem hoje. Qual a chance disso acontecer?" Ele Disse: "Nenhuma". Falei: "E o que que você faz o dia inteiro?" falou: "Eu trabalho alucinadamente para não virar mendigo". Falei: "Então, para agora. Olha como a gente vive em função do trauma. Quando você olha pra terceira coluna, você diz: "Cara, pera aí,
olha para isso aqui. Eu não preciso disso. Eu não preciso de controle. Eu tenho uma condição que hoje me permite não controlar. Eu posso olhar paraa minha Vida financeira e olhar para entender que eu não vou virar mendigo, nem que eu queira, nem que eu me esforço nessa vida. Eu posso olhar paraa minha condição e dizer assim: "Vamos pegar aí alguém que tá ouvindo o nosso podcast, que tá no começo de carreira ou que tá quebrado ou que fracassou, que frustrou." É igual uma pessoa um dia disse assim para mim: "É porque, claro, eu passei
várias viradas na vida. Eu já me Reinventei várias vezes, já tive vários trabalhos, já fui executivo de várias empresas, já comecei várias vezes e dei errado. Outro podcast isso daria. E uma vez uma pessoa disse assim para mim: "É, você vai ter que começar do zero". Eu falei: "Eu não começo do zero nunca mais. Inexiste a possibilidade de eu começar do zero. Eu tenho uma história, eu tenho uma vida, eu tenho experiência, eu tenho anos de estudo. Ninguém começa do zero." Isso é elaborar. Mesmo que você esteja fracassado, você não começa do zero. Você tem
uma história, você tem experiência. Ah, eu tenho 18 anos, que que eu vou fazer? Eu quero empreender. Vai lá, então, elabora isso. Quais suas possibilidades? Seus pais podem te ajudar? Você faz faculdade? Você tem acesso a conhecimento. Ah, eu não posso pagar nada. Você tem como assistir YouTube, um monte de canal, um monte de coisa? Você tem ideias? Você procura Pessoas? Você muda de ambiente? Você busca network? Você procura facilitadores, como foi o Thago para você? Então, percebe. Então, de novo, eu vou dar a fórmula recordar. Então, primeiro pensa em algum tema da sua vida
e a primeira palavra que vem à sua cabeça. Que que eu estou fazendo? Um exercício de tomada de consciência. Depois, segunda coluna, repetir. Olha para isso e percebe quantas situações da sua vida você agiu em função do seu Trauma ou dos seus afetos. Terceira coluna, elaborar. O que que eu vou fazer com isso agora? Eu quero continuar agindo assim. Eu quero continuar trabalhando como se eu fosse algum dia virar mendigo. [risadas] [suspirando] >> Bom exercício para todo mundo fazer aí de casa, hein? Doutora, deixa eu falar. Eh, a gente falou muito, né? Tava falando agora,
ah, o Vila, ela ficou Botou isso na cabeça, né? Putz, virar mendigo, ficar pensando nisso, tal, né? O cara, o cara fica na loucura. Por outro lado, tem pessoas que acreditam que se elas mentalizarem as coisas boas, as coisas podem aparecer, né? Tem até o livro muito famoso lá do segredo, né? Não, cara, se você ficar pensando, né? Eh, cara, se você tem o o fake until naked lá, né? Se você fingir que você já fizer coisa de rico, você vai ser rico. Você Acredita nessa coisa da força, do pensamento, do cara que pensa positivo,
vai dar tudo certo? Tem isso, >> não tem isso. Na verdade, é assim, essa teoria ela ela tá errada, assim, ela ela é errada no discurso e na forma com que ela é comunicada. Ela não tá errada num todo, mas ela é errada na forma com que ela é comunicada. Como que o nosso cérebro funciona? O meu doutorado é em neurociências. O cérebro ele não Identifica a realidade e fantasia, ele só reage. Então você coloca um óculos de inteligência artificial que é uma montanha russa, você começa a se movimentar e gritar como se você tivesse
uma montanha russa e todo mundo ao redor tá te olhando, você tá parecendo um idiota, você tá sentado no meio de um shopping berrando como se você tivesse na pior montanha russo da Disney. O seu cérebro ele só reage, ainda que você não queira, ele reage. Então o cérebro não Sabe o que é fantasia e o que é realidade. Ele só reage. Se eu começo, se eu tenho eh pensamentos e uma mentalidade de vitória, eu crio esse ambiente e o meu cérebro começa a reagir baseado nisso. Eu começo a criar sinapses. Sinapses são caminhos neurais
que vão me levar a algum lugar. >> Uhum. >> Se eu tenho medo o tempo todo, eu crio uma sinapse de medo. E o que que esse medo vai me levar? A bloqueio, a travas. Daí para frente, se eu tenho uma sinapse, se eu penso sobre eu vou conseguir, vai dar certo, eu vou me esforçar para isso, eu cria uma sinapse de coragem. Consequentemente, o meu cérebro começa a liberar alguns neurotransmissores, ositocina, dopamina, eh serotonina. Esses neurotransmissores vão facilitar. Facilitar o quê? Com que eu estude, com que eu me posicione, com que eu crie ambição,
com que eu procure pessoas. Então, na verdade, é uma Química, não é algo exotérico, exotérico, não é fora de mim, é dentro de mim. Então, esse pensamento em parte, ele está certo. Eu crio uma perspectiva na minha mente, a minha mente reage a essa perspectiva, inclusive quimicamente. A partir dessa química, eu começo a colher resultados. Então, é fato. Se eu eu falo o seguinte, a essa semana m ouvi isso, André, você nunca desistiu de você, né? Nunca. Nem quando faltava feijão na lata. Eu sempre tinha certeza que o que eu fazia era muito bom e
que ia dar muito certo. E eu criei esse ambiente neural e aí eu colhi os resultados disso. Eu tinha certeza que em algum momento ia dar certo. Eu nunca senti medo, eu nunca senti desistência. Eu nunca pensei: "Nossa, já tô com 46 anos, até agora não aconteceu". Nunca. Eu pensava, em algum momento vai acontecer, porque isso é muito bom. Isso gerava sinapses. Essas sinapses geravam uma química favorável. Essa química favorável me rampava para ir atrás de resultado. Então, eu sempre acordei cedo, eu sempre estudei muito, eu sempre li muito, eu sempre me posicionei, eu sempre
estive com pessoas que eu achei que poderiam me ajudar e aí a coisa aconteceu. Então, percebe que é uma matemática? Eu gosto muito mais dessa matemática, porque ela leva qualquer pessoa para esse lugar do que Essa história de ai mentalize. Ã, ah, eu acho isso tudo muito difícil. >> Uhum. >> Eu gosto mais, eu de novo, eu sou muito históica e eu sou muito prática. Eu gosto de entender na prática como é que as coisas funcionam, porque se eu entendo na prática, essa lógica vale para mim, ela vale para você e ela vale pra moça
que tá lá na portaria. Se ela colocar essa receita na prática, não vai dar erro. Então, passa por aí. Essa Ideia >> tem muito a ver então com a confiança, mais do que a positividade, mais do que materializar com pensamento, é muito mais, pô, eu confio que em algum momento vai dar certo somado a ação, né? Você mesmo diz que, pô, você lia muito, estudava muito, tava com pessoas boas, então automaticamente a tendência era que algo bom fosse acontecer, né? Então é uma coisa meio que a confiança somada com a ação. É isso? >> O
sucesso ele ele é muito mais transpiração do que inspiração. Você precisa criar um ambiente mental, mas você precisa correr atrás disso. O ambiente mental te favorece correr atrás disso. Se você reclama o dia inteiro, você ativa uma área no seu cérebro que baixa os seus neurotransmissores bons, favoráveis. você fica mais lento, mais lerdo, mais deprimido, mais chateado, mais melancólico, consequentemente com menos resultado. O simples fato de reclamar ativa uma área no nosso cérebro que chama núcleoacumbens. O núcleoacumbens baixa toda a qualidade de neurotransmissores no nosso cérebro. Quando eu sou grato, o inverso acontece. A palavra
gratidão, ela não é só eh frase de autoajuda, isso é provado. Pessoas que exercitam mais gratidão tem o núcleo acumbens mais ativado, consequentemente tem mais no cérebro, serotonina, dopamina, ocitocina. Se é um Cérebro potente, se é um cérebro que acorda cedo, se é um cérebro lúcido, se é um cérebro criativo. Então percebe que isso tudo é química. Como que eu crio essa química? O meu cérebro não distingue realidade de fantasia. Então, pense sempre naquilo que você quer que aconteça para que você favoreça a química. Quando eu tinha 17 anos, aliás, na faculdade eu tinha 18
anos, entre um intervalo e outro de aula, eu pegava uma folha de caderno. Isso eu fiz durante 5 Anos, pegava uma folha de caderno e ficava testando rubrica. E aí dava pros meus amigos e fazia assim: "Guarde isso aí que daqui 20 anos esse autógrafo vai valer muito dinheiro". E entregando para um, para dois, para três, para 20. Eu sempre tive certeza que eu ia dar autógrafo. Absoluta certeza. Eles ria de mim. André, você não tem nem comida. Você traz banana pra faculdade? Eu passei 5 anos comendo banana porque eu não tinha Dinheiro para comprar
coxinha na universidade. Eu passei 5 anos comendo banana. Tanto [limpando a garganta] que a hora que eu desci a escada da formatura, o povo levantou banana. Meu apelido era André Sacolão. Eu comia banana e dava autógrafo. Falava: "E guarda, porque esse autócofo vai valer dinheiro daqui alguns anos". E como que isso não pode ser confundido com arrogância, por exemplo? Arrogância é você achar que isso vai te Fazer melhor que os outros. Arrogância é sobre o outro. Certeza é sobre você. Eu não achava que eu ia ser melhor que os meus amigos por isso, mas eu
tinha certeza que isso ia acontecer. Eu não acho até hoje, né? >> Até hoje eu continuo não achando. >> Eu eu não era arrogância, era uma certeza. Quando eu era pequena, os meus irmãos brincavam e eu ficava vendo eles brincar e eu tinha umas ideias, falava: "Gente, Por que que ele tá falando isso daquilo?" O outro falando aquilo, daquilo, outro. Eu tinha umas ideias sobre as coisas que eles falavam. E eu pequena, eu lembro de eu falar assim: "Geme, eu tenho umas ideias muito boa. Ninguém pensa esses trem que eu tô pensando. Ninguém faz essas
conexões que eu tô fazendo. Eu já de muito pequeno eu gostava do que eu pensava. Eu já achava que era bom. Nunca foi arrogância, foi reconhecimento De capacidade e busca por mais capacidade. Você gosta do que você faz? >> Eu gosto do que eu faço. >> Você reconhece a competência que você tem? >> Sim. >> É sobre não precisar de aplauso e é sobre não achar que o aplauso te mobiliza. Hoje eu sou uma pessoa que eu busco ser imune a crítica e a elogio. O elogio é tão perigoso quanto a crítica. Porque se você
vai cedendo muito ao Elogio, você começa a acreditar numa realidade que talvez não seja você. Então, eu busco ser imune à duas coisas. Eu ouço muito a minha voz interna e Deus. Essas duas vozes me direcionam, mas eu evito ouvir muito elogio, muita crítica, porque isso pode ser um perigo e isso pode te levar. Que que é arrogância? É quando você acredita em algo que não é você. Isso é arrogância. Eu gosto muito de uma história do que é uma história, na verdade, né? A parte Verdadeira da história é que Jesus entrou na em Jerusalém
no domingo de Ramos e as pessoas sacodem o Ramos. Por isso tem a missa de Ramos. Jesus entra em Jerusalém e eles reconhecem que ele é o Messias e começa a gritar: "Aleluia! Hosana! Messias!" Esse é um fato. >> A história é que Jesus entrou em cima de um burrinho. E a história conta, né? A metáfora conta que quando Jesus entrou em Jerusalém em cima do burrm e as pessoas começaram a sacudir os ramos e Gritar: "Hosana, aleluia, rei dos judeus, ele é o Messias". O burrinho levantou a cabeça, começou a rir, ficou satisfeito. Aí
Jesus bateu nas costinhas dele, falou: "Calma, burr, é para mim, não é sobre você, não, é sobre mim. Eu sou esse burrinho. Eu sempre estou atenta entendendo que não é sobre mim, é sobre uma obra maior que está sendo construída, que transforma a vida das pessoas. O dia que eu achar que é sobre mim, a graça desce e aí eu não carrego Mais a graça. E aí eu só sou um burrinho. Mas você acha que e esse é o esse pode ser um dos principais problemas assim da das pessoas que é eh elas acham que
elas são especiais demais? >> O filme é sobre ela protagonista. >> O filme é sobre ela. O filme é protagonista, né? >> É, eu acho que assim, porque por que que isso pode confundir? Porque muita gente fala assim: "Não, você precisa ser o Protagonista da sua vida, você precisa, né, tomar as rédeas". Mas aí isso confunde com a pessoa achar que que é tudo >> tudo sobre ela, >> né? >> Tipo assim, a vida é uma série, né? Você só um episódio, você não é o protagonista da série inteira. >> Você pode ter o dinheiro
que for, a fama que for, isso não é muita coisa. Os astronautos, >> nossa, isso é forte, né? >> Os astronautas voltaram agora daquele daquela volta ao redor da lua, né? Achei maravilhoso. Acessaram o lado da lua que ainda não tinha sido acessado, o lado escuro da lua. >> E eu amei. Eu fiquei dias acompanhando aquela viagem e eu amei o relato deles quando eles voltaram. O que que vocês viram de diferente de quem foi em 1969, não sei que lá, não sei que lá. Ah, nós vimos, foi lindo, nós percebemos que a Terra é
muito pequena e que o ser humano, se nós conseguíssemos enxergar ele de lá, nós não passaríamos de partículas. Você é partícula. Viva como partícula. Você não significa nada. Se amanhã você for embora, a vida continua do mesmo jeito. Se você tiver bilhões de seguidores, a terra não vai parar para você, partícula. E se você tiver 200 milhões na conta, o mundo partícula, vai Continuar existindo. Seus filhos não vão suicidar, partícula. A sua esposa não vai pular na cova junto com você, partícula. O seu dinheiro não vai evaporar, partícula. As suas empresas não vão embora com
você, partícula. Você é partícula. Viva como se fosse uma partícula. Simples assim. >> Uhum. >> A vida não para por causa de você. A gente não é isso tudo que a gente é. Eu perdi minha irmã 16 de julho de ano do Ano passado. Em vista de toda a dor e de toda a desgraça que foi, o mais assolador foi perceber que no outro dia o sol amanheceu, todo mundo continuou vivendo. Não foi feriado, os bancos não fecharam. Ela era coordenadora do Hospital Escola da Universidade Federal de Uberlândia. No outro dia o hospital continuou funcionando.
O departamento dela não parou. Passou alguns meses, nós comemoramos o Natal, revei um ano virou E tá todo mundo vivendo. >> É bizarro. Acho que o Flávio falou um pouco disso, né? >> Você é particular. >> Tem dia que você provavelmente nem lembra dela. É normal isso. Como eu, por exemplo, eu perdi meu pai, tem dia que eu nem lembro. A vida só parou para ela. >> É, >> infelizmente ou felizmente, como diz a Bia, né, amiga querida na Beatriz Barbosa, é do game. A vida é um game. Isso é do game. A vida parou
para ela naquele instante, só para ela. A gente continua sofrendo. Minha mãe está arrasada porque ela tem 80 anos. O Natal não foi o mesmo, mas a vida só parou para ela. É, >> eu continuei gravando vídeos, eu continuei fazendo podcasts, eu continuei trabalhando, minha mãe tá viva, meus irmãos continuam existindo, a pessoa que convivia com ela continua existindo. Você é partícula, viva como partícula. Para de se dar essa importância toda. Ai, é doutor André, que Dr. André, eu sou um comedor de feijão. [risadas] Sou um comedor de feijão com farinha. Se eu sentar aqui
agora junto com vocês dois e se eu não fizer diferença na vida de vocês, você sabe para que que eu sirvo? Nada. Nada. Todos os dias eu saio de casa com a reta ambição de transformar a vida das pessoas. Pode ser só dois que eu Encontrar, mas eu preciso transformar porque eu sou só partícula. Que Dr. André, Dr. André, o quê? Se eu for atropelada ali, ó, já era. Os 15 milhões de seguidores vão seguir outras pessoas. Meu dinheiro, meu marido vai viver muito bem com ele, meus filhos também. Partícula, particular. Ah, eu tenho 15
milhões. Ah, isso, isso muda o qu na sua vida, ô comedor de feijão? Ah, eu tenho 200 bilhões na Conta, eu tenho helicóptero, eu tenho avião. Tá, isso só faz diferença. Se faz diferença na vida das pessoas. Se você não faz diferença na vida das pessoas, faz diferença nenhuma. Jesus chegou na figueira, meteu a mão na figueira, não tinha figo. Que que Jesus fez? Amaldiçoou a figueira. Por quê? Porque a árvore tem que frutificar e alimentar os outros. Se você não alimenta os outros, a natureza dá um Jeito de acabar com você rapidinho. >> Muito
bom. Baita reflexão. >> E o contrário disso, porque tem muita gente também que se sente o oposto de protagonista, que a pessoa se sente mais inferior, se tipo se joga para baixo, >> eh se sente incapaz, negatividade, >> acha que não é capaz de nada. É, não é só o reclamar. Ela, tipo assim, ela se inferioriza o tempo todo e cria histórias na própria cabeça que tá todo mundo contra ela. Fonte da tua própria Cabeça. Eu gosto muito de um conceito de Mar Teresa de Calcutá. Mata Teresa de Calcutá diz assim: "A humildade é a
verdade. Se você é bonito, seja bonita e aceita que você é bonito. Você é inteligente, assuma que você é inteligente. Se você é capaz, assuma que você é capaz." O contrário do protagonista é o vitimista. É o que acha que o mundo nada, ó vida, ó azar, eu não posso nada, eu não consigo nada, eu sou feio, todo mundo olha para Mim. Bem, você precisa de terapia, é isso que você precisa. Você precisa entrar em contato com isso e detalhe, entender qual é a vantagem disso, porque ser vítima também tem um vantajão. Porque perceba que
a vítima ela recebe a ação, ela não é senhor da ação. E receber a ação é passivo. Eu fico aqui e é os outros que fazem comigo. Eu não tenho trabalho nenhum. Foi meu patrão que não me promoveu. Foi minha mãe que não me pôs na escola, sou eu que não Tenho oportunidades de emagrecer. Eu não tenho dinheiro para comprar caneta. Eu não tenho dinheiro para fazer dieta. Percebe que você é sempre passivão. Você que recebe as ações, mas você não é senhor das ações. Que dó de você. Os extremos são burros. O protagonista é
péssimo, o que tem síndrome de protagonista excessivo, mas o vitimista também é péssimo. O ideal é o caminho do meio. Qual que é o caminho do meio? Autodimensão. Quem você é? O que que Você pode, aonde você pode chegar? O que que você pode fazer pelas pessoas sem esquecer que você é partícula? Uma partícula importante, mas partícula. O vitimista é a outra face da mesma moeda do protagonista em excesso. Os dois partem do mesmo princípio emocional, a vaidade. Os dois se vangloriam de alguma coisa. Um de achar que é de mais, o outro de achar
que é de menos. Os dois gozam. Freud vai falar muito sobre isso. Gozam. No do no mesmo lugar, o lugar da vaidade, de se achar e de se colocar em evidência. Um por se achar de mais, o outro por se achar de menos, mas os dois estão em evidência. >> Muito bom. Muito bom. >> Para finalizar, e a gente falou muito de dinheiro, né, o programa todo aqui, desde a infância e tudo mais, trazer uma clichê aqui, >> tá bom? >> O dinheiro traz felicidade no fim das Contas, isso pode preencher alguém? O dinheiro traz
muita felicidade. >> Hum. >> Há um preconceito sobre a prosperidade e isso precisa ser quebrado. A vida ela é muito melhor com dinheiro. Com dinheiro você paga boas escolas. Com dinheiro você tem excelentes planos de saúde. Com dinheiro você escolhe o que você vai comer. Você não escolhe o que você vai pagar, você escolhe o que você quer Comer. Com dinheiro você escolhe para onde você vai. Com dinheiro você proporciona coisas boas paraos seus familiares. Óbvio que o dinheiro traz felicidade. Ele não é a felicidade, mas o dinheiro facilita muito a vida. Por que que
o dinheiro facilita a vida? Porque o dinheiro nos permite fazer escolhas. Sem dinheiro você não escolhe. Essa é a questão emocional do dinheiro. Dinheiro não é sobre moeda, dinheiro é sobre Escolhas. Quando eu tenho dinheiro, eu escolho o que eu vou comer, onde eu vou morar, o carro que eu vou andar, o plano de saúde que eu vou ter, onde os meus filhos vão estudar. Quando eu não tenho dinheiro, eu não sou senhor das minhas escolhas. E não há nada pior que não ser senhor de si mesmo. Você vai pro restaurante, você come seu dinheiro
dá, seu filho estuda onde consegue, você vive, talvez não é no bairro que você gostaria, talvez tem violência, tem Risco, você deixa seus filhos, mas você fica preocupado o dia inteiro, você vai chegar lá, eles vão estar vivos. Você não escolhe, você é escolhido. O dinheiro ele traz uma perspectiva de escolha. Quando eu ganhei meu primeiro dinheiro, a primeira coisa que eu fiz e fiz com muito orgulho. Cheguei na casa da minha mãe e meu esposo foi abrir a janela dela, a janela dela caiu. Ele falou: "Nossa, meu bem, precisa trocar a janela da casa
da sua mãe". Falei: "Vamos fazer mais que isso, vamos reformar a casa da minha mãe". Ele arquiteto. Minha mãe dizia todo dia, Jorge, será que fica bom pintar isso aqui? Será que fica bom trocar isso aqui? E eu via que aos 80 anos ela tinha vontade de ter uma casa diferente. Ele falou: "Vamos trocar a janela". Eu falei: "Vamos fazer mais que isso". Chamei ela, falei: "Mãe, nós vamos reformar a casinha da senhora. Vai ficar do jeito que a senhora quer, vai ficar Bem bonitinha. Com 80 anos, quantos anos ela vai viver nessa casa? Mais
talvez cinco, talvez no máximo 10, mas com o dinheiro eu posso ajudar ela. Quando eu mudo pra minha casa nova, eu fiquei muito constrangida de levar a minha funcionária. Eu falei: "Ela vai perceber a diferença de uma casa para outra, sendo que ela nem casa própria tem. Eu antes de ir paraa minha casa nova, eu chamei ela, falei: "Avaldina, comprei uma casa nova, mas você também aos 60 Anos vai ter a honra de ter uma casa nova. Você nunca teve uma casa no seu nome e você disse que era o seu maior sonho, era olhar
no papel e ver seu nome. Agora nós vamos comprar sua casa". O dinheiro não traz felicidade? Traz. Ele não é a felicidade, mas ele proporciona muita coisa boas para as pessoas. Ele abençoa a vida das pessoas. Ele abençoa quem tá ao seu redor. E eu não falo isso para me vangloriar de forma nenhuma, é só para dar exemplos. Lá no condomínio, onde a gente mora todo domingo à noite, eu peço pizza pro pessoal que trabalha lá. Se tá calor, eu peço picolé para eles chuparem picolé. Isso tudo é o dinheiro que proporciona. Sem o dinheiro
a gente não consegue fazer isso. Então o dinheiro é é de novo é aquela frase, né? Quem vence se você vence? Se você tem dinheiro, quantas pessoas são abençoadas com o dinheiro que você tem? Então sim, o dinheiro traz felicidade. Ele não é a felicidade, mas Ele facilita a felicidade. Só que junto com o dinheiro traz felicidade, o dinheiro é uma lupa. Se você era ruim, você fica pior com dinheiro. Se você era doente, você fica mais doente. Se você era carente, você fica mais carente. Se você era ostentador, você fica mais ostentador. Se você
era bom, você fica muito melhor. Dinheiro traz felicidade. É aquela história do rei Midas. Eu volto nela. Tudo que ele tocava virava ouro. Dinheiro, ascensão, sucesso, sem elaboração psíquica vira prisão. >> É isso aí, >> doutor. Que aula que a gente teve aqui sobre dinheiro, hein? Caramba, prosperidade desde lá da infância. >> Se você gostou desse episódio, deixa o seu like, cinco estrelas no Spotify. Se você não gostou, também deixa o like da cinco estrelas no Spotify. E >> isso [risadas] >> tá tudo bem também. A gente quer bater Nossa meta de 2 milhões de
inscritos aqui. Doutora, como é que faz para te encontrar nas redes sociais aí? Enfim, >> Instagram @andrevermon, YouTube também Andreavermon e no YouTube nós temos um canal no Divan com a Dra. Andreia, que é um podcast também. >> É bem legal. A Bia já foi, Ana Beatriz Barbosa, algumas pessoas, aliás, a Bia é a madrinha inclusive do podcast >> e bem legal. A gente fala de saúde mental, fala de saúde como um todo, fala De uma série de assuntos bem legais. no Divan com a Dra. Andreia Vermon e nas redes @andreavermonte. Vermonte com t mudo.
Muito obra. Isso. Muito obrigado, viu, doutora? Que agradeço, meninos. Uma honra. Quantos anos vocês dois t? >> Eu tenho 32. >> 32 também. >> Novinho. [risadas] Ainda dá pr vocês fazer muita coisa boa, >> muito podcast ainda, né? A gente já tá Fazendo há 7 anos. Será que dá para fazer mais uns sete aí? >> Eu, se eu tivesse 32 e ouvisse tudo que vocês ouvem, >> eu ia ainda muito mais longe. >> É. Então vamos. Vai cair. >> Então vamos. Falou que dá. Dá. É, não tem como. >> Tava pensando em parar por aqui,
mas já que ela falou, a gente vai seguir. Então é com preguiça. Com [risadas] >> é ambição, >> é ambição. >> É, pessoal, obrigado. Até o próximo episódio. Grande abraço e tchau.