Matar uma civilização inteira. Foi essa a promessa de Donald Trump, caso o estreito de Ormo não seja reaberto. Donald Trump voltou a fazer ameaças, escreveu na rede social dele que se o Irã não fizer um acordo, uma civilização inteira morrerá essa noite.
Foi mais um dos posts ameaçadores. Ele também diz que com a mudança completa do regime, talvez algo revolucionário possa acontecer e que a gente vai descobrir essa noite. Estamos falando de 93 milhões de pessoas sob a ameaça de deixar de existir.
Uma população que tem raízes na civilização persa e que não pode ser confundida com o regime teocrático e violento dos estão em jogo mais de 3. 000 anos de história com ampla diversidade étnica e cultural. Eles têm muito orgulho do passado deles.
Todos os iranianos têm orgulho. Não é um país que foi desenhado por colonialistas como Iraque, que juntou as províncias de Bagdad, Mossu e Bára ou assírio, Líbano, que os franceses desenharam ali a separação. Não, o Irã é a sequência direta da antiga Pérsia.
Eles lutaram contra os egípcios, eles lutaram contra os gregos, eles lutaram contra os romanos, eles lutaram contra os turcotomanos. Quer dizer, é algo para eles, é só mais uma etapa numa história milenar. Não significa que toos iranos gostem do regime.
Ele, muitos, grande parte, talvez a maioria, não goste do regime no poder inter, mas eles não gostam de ver essas ameaças contra a nação iraniana, contra a nação persa. Em represáia, o regime iraniano se retirou da mesa de negociação e produziu uma imagem de grande poder simbólico pro governo. Vídeos mostram pessoas, a maioria mulheres, reconhecidas pelos trajes típicos do chador negro em fila, astando bandeiras e circundando usinas termoelétricas.
O plano formar um escudo humano e evitar que as instalações sejam atacadas. O presidente do Irã, Massud Pesquian, alegou que 14 milhões de iranianos, incluindo ele próprio, se ofereceram para sacrificar suas vidas na guerra. O governo de lá pediu que a população faça escudos humanos em volta das usinas de energia e pontes que Trump disse que vai destruir por completo se o Irã não reabrir o estreito de Ormus, por onde passavam 20% do petróleo e do gás negociados no mundo.
Guarda Revolucionária do Irã mandou o seguinte alerta aos países vizinhos: "A moderação acabou e afirmou que vai atacar a infraestrutura dos Estados Unidos e de seus parceiros, além de ameaçar interromper o fornecimento regional de petróleo e gás por anos. Uma guerra que não existia e uma crise que não estava prevista. O presidente da Agência Internacional de Energia, Fatib Hall, afirmou que o mundo nunca experimentou uma interrupção no fornecimento de energia de tal magnitude e que o Globo enfrenta um grande choque triplo em petróleo, gás e nos alimentos.
E do lado humanitário, civis sofrem com ataques que atingem casas, hospitais e escolas. Trump foi questionado por jornalistas se não seria um crime de guerra atacar infraestruturas civis no Irã e respondeu que não, alegando que considera o regime iraniano um grupo de animais. Só que o terror prometido pelo presidente americano ficou no discurso.
Há menos de 2 horas do fim do prazo estabelecido por ele mesmo, Donald Trump recuou. Os Estados Unidos anunciaram um cessar fogo com o Irã. Donald Trump fez o anúncio exatamente às 7:32 pelo horário da gente aqui de Brasília, 6:32 em Washington.
Serão duas semanas de trégua da redação do G1. Eu sou Natusan Neri e o assunto hoje é o futuro das negociações após Trump falar em varrer o Irã do Mapa. Neste episódio eu converso com Marcelo Lins, apresentador e comentarista de política internacional da Globo News.
Quarta-feira, 8 de abril. Marcelo Lins. De manhã, Trump deu uma declaração aterradora sobre exterminar um país inteiro, no caso o Irã.
E aí à noite ele solta uma declaração, publica nas redes sociais dele um recuo. E eu queria começar te pedindo para avaliar o que disse Trump na nota que ele postou nas redes sociais. Pela mensagem eh postada por Trump.
E a proposta iraniana de 10 pontos é negociável. Ou seja, o Irã, que dizia só aceitar um um uma cessação total das hostilidades, pode até ter dado uma recuada, mas me parece que Trump também está recuando com essa decisão. Trump escreveu: "Eles pediram que eu suspendesse a força destrutiva que estava sendo mandada hoje à noite para o Irã e continuou afirmando: "Com a condição de que o Irã concorde com a abertura completa, imediata e segura do estreito de Orm, eu concordo em suspender o bombardeio e os ataques ao Irã por um período de duas semanas.
Isso será um cessar fogo de mão dupla. Na melhor das hipóteses, pro Trump foi um recu do Irã. O Irã aceitou, pensou e viu que talvez fosse melhor de fato dar uma recuada.
E com isso o Trump não tinha mais por atacar e porque apagaram a civilização do mapa. Na melhor das hipóteses pro Trump. Na pior das hipóteses para ele, na verdade é de fato um recu que é dele também.
Quer dizer, o Irã pode ter mandado a sinalização a que quer que seja, qualquer que seja, e, no entanto, Champchou o suficiente para não atacar. Só os próximos dias dirão. Agora, essa trégua ela pode ser duradora ou a gente pode falar no fim da guerra, por exemplo?
Eu torço para que essa trégua comece como um cessar fogo, uma trégoa, uma interrupção momentânea e se consolide como um caminho para o final da guerra. Isso é o que eu torço. Se é o que vai acontecer de fato, não dá para afirmar nesse momento não.
Mas diante da falta de perspectivas, acho que temos que nos agarrar em quaisquer sinais de possibilidade de diálogo. E sem dúvida nenhuma, a simples suspensão dos ataques, a extensão desse prazo final é um sinal nessa direção. Lins, eu queria entrar no tom do ultimato feito por Trump, quando ele disse que uma civilização inteira morreria.
Avalia pra gente essa declaração, por favor. Matusa, é uma declaração que beira o inacreditável mesmo vindo de Donald Trump. Não me lembro de ter ouvido nem lido nada parecido.
Ao mesmo tempo, não dá para não fazer um paralelo de um momento trágico, triste, da história contemporânea, quando um líder assassino, cruel, pérfido, falou em solução final. Não era acabar com a civilização inteira, diferente dessa frase do Trump, mas era acabar com um povo, um povo seguidor de uma religião. Eu tô me referindo, claro, a Adolf Hitler e a solução final para os judeus.
E a gente lembra que por mais terrível, por mais dantesco que tenha sido o holocausto, nem assim Hitler conseguiu acabar com o povo judeu. Ou seja, nem lições da história, as mais trágicas e dramáticas parecem ter sido aprendidas pelo homem que hoje lidera a maior potência econômica e militar do planeta. Infelizmente, quando ele fala na Tusa em eh que uma civilização inteira vai morrer, ele tá se referindo a civilização persa, que é muito maior, muito mais antiga do que esse regime dos aatoláis, a teocracia, que coloca as mulheres muitas vezes em posição subalterna, trata quase como cidadã de segunda classe, que não permite o discenso, que persegue opositores, que executa críticos.
Esse regime teocrático dos aatolais tá no poder no Irã desde 1979. A cidade de Persépolis foi construída para ser uma espécie de capital das celebrações do antigo Império Persa. Era aqui que aconteciam as grandes cerimônias.
Esta era a entrada principal, a porta das nações. Por aqui chegavam caravanas de todos os povos que formavam o antigo império persa. É incrível, não é?
a gente imaginar que 2500 anos atrás os persas já davam lições de convivência, harmonia e aceitação das diferenças. Em Isfarran, nós vamos conhecer a segunda maior praça do mundo. A cidade tem também uma grande importância histórica.
Foi lá que um monarca decidiu que o Irã seria um país xita. Ao se andar no bazar, ao se ver a originalidade do cinema iraniano, ao se conversar com as pessoas nas ruas, quem visita o Irã vê uma vitalidade que a imagem política do país esconde. Entre 1598 e 1629, um rei transformou a cidade numa capital admirada até na Europa.
Isfarhan virou sinônimo de sofisticação e refinamento. É algo absolutamente impensável você imaginar que numa decisão, numa canetada, no apertar de um botão, num clique, um homem como Donald Trump possa estar imaginando que vai apagar isso da história da humanidade. Lembrando que numa postagem anterior a essa, ele quase que deu um escândalo.
Ele xingava mandando o Irã abrir o esteito de Ormus e depois assumiu esse ar megalômano, que depois ainda vem acompanhado de uma mentira, dizendo que já tinha havido uma mudança completa de regime no Irã. Não, não houve uma mudança completa de regime no Irã. Para todos os efeitos, o regime dos eatoles, a teocracia iraniana continua resistindo e não foi derrubada nem ao ser atacada pela maior potência militar do mundo e a maior potência militar do Oriente Médio, que é Israel.
E como é que negociações podem ser reestabelecidas depois de um ultimato como esse? Porque uma coisa é uma guerra contra um regime teocrático, violento, opressor. A outra coisa é uma guerra contra um país inteiro e até a sua civilização, né, até a sua própria história.
Como é que fica a posição daqueles que defendem que são favoráveis a se sentar para conversar? Natusa, será necessário sim voltar a pensar em diálogo, voltar a trabalhar com potenciais mediadores. Será o Paquistão a continuar com esse papel?
Será que vale a pena resgatar outros que antes já tentaram mediar negociações entre Estados Unidos e Irã, notadamente OAN, como já aconteceu antes, ou Qatar, que já participou também de negociações? Será que é hora de chamar um outro país para tentar ser o mediador, para dar um fôlego novo a novas negociações? Eu não tenho certeza.
Ao mesmo tempo, como um defensor da ideia de que qualquer palavra será melhor do que o uso de uma arma para se superar diferenças, me parece que nós deveremos seguir apostando sempre e mais na possibilidade do diálogo. Nem que isso leve a novas frustrações, mas isso será sempre melhor do que acreditar que é com bombas que você vai superar diferenças. Foi aí que o Paquistão tentou uma última cartada e pediu concessões de cada lado.
A Trump apelou por mais duas semanas de prazo para dar mais tempo às negociações. Ao Irã pediu um gesto de boa vontade, a reabertura do estreito de Ormus por esse período. O governo paquistanês também pediu que todos os envolvidos na guerra parassem com os ataques também por duas semanas.
Espera um pouquinho que eu já volto para continuar minha conversa com Marcelo Lins. A gente fala em situações de guerra, de destruição, de infraestrutura diversa, né? Infraestrutura de energia, infraestrutura de água.
E nesse caso, o que Trump tá dizendo é a destruição da infraestrutura que atende uma população inteira, como você mesmo dizia, uma população de civis. Muitos especialistas falam em crime de guerra, mas Trump não parece comprar essa explicação histórica. Por quê?
Porque, infelizmente, a gente tá vivendo um momento em que o direito internacional tem sido solapado seguidas vezes. Não faltam casos que precisam ser ainda processados e julgados à luz desse tal direito internacional, se nós quisermos retomar um caminho da civilidade e do convívio entre os países. Então, será necessário reexaminar, por exemplo, a campanha militar de Israel na faixa de Ga e agora mais recentemente também os avanços cometidos na si Jordânia ocupada e também no desdobramento dessa guerra no Irã, que é a nova invasão do território libanês que Israel diz ser necessária para combater o resbolar, mas que tá tendo um custo civil absolutamente gigantesco também com a destruição de infraestrutura utilizada pela população do sul do Líbano.
Então, não faltam casos a serem investigados. No caso específico da guerra no Irã, vai ser preciso olhar de novo para esses ataques todos contra infraestrutura energética. Sejam eles aqueles cometidos por Israel e pelos Estados Unidos, sejam eles também aqueles cometidos durante as retaliações do Irã contra os países do Golfo Pérsico.
Afinal de contas, o Irã também atacou infraestrutura energética de seus vizinhos. E agora, claro, a isso tudo soma-se os ataques sistemáticos. contra uma infraestrutura que não é apenas a energética, mas sim de transporte, ferrovias, pontes, estradas tão sendo atacadas também nesse último ou mais recente capítulo da guerra contra o Irã.
E é bom que se diga, o Irã fez isso atacando infraestrutura energética civil. Isso, a infraestrutura energética que o processamento de petróleo e de gás em países como Qatar, como eh os Emirados Árabes Unidos, ou ataque a usinas de desaninização, como chegou a acontecer eh na Arábia Saudita, o ataque a hotéis, como chegou a acontecer também nos Emirados. As nações árabes condenaram o que chamam de ataques deliberados do Irã contra áreas residenciais, infraestrutura civil e o sistema de energia, que é o coração pulsante de todas as economias da região do Golfo.
As Forças Armadas iranianas afirmaram que a retaliação ao ataque israelense contra o maior campo de gás do país ainda não terminou. A Arábia Saudita diz que interceptou quatro mísseis balísticos iranianos. Kuit, Barem e Emirados Árabes também registraram ataques.
Isso tudo tem toda a cara também de ser crime de guerra cometido pelo regime iraniano e precisará em algum momento ser analisado, processado e julgado junto com tudo que adveio dessa operação militar, dessa guerra desencadeada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã. Punição por crime de guerra. Qual é a chance de vermos envolvidos nessa guerra, seja do Irã, seja dos Estados Unidos, seja de Israel, sentando no banco dos réus?
Natus, em toda sinceridade, nesse momento, com o atual estado de coisas, não vejo essa possibilidade. Ao mesmo tempo, a gente precisa, se a gente acredita no momento melhor da humanidade, ele há de vir no num futuro que seja mais próximo do que longinco. É preciso que a gente acredite na reconstrução desse sistema de direito internacional, na volta do respeito a noções como a soberania dos países, a segurança de seus territórios e também, claro, ao julgamento daqueles que perpetraram crimes de guerra que atentam contra as convenções de Genebra, por exemplo.
E aí a gente olha para trás, num passado nem tão remoto, dos escombros da Segunda Guerra Mundial, surgiu o arcaboço das instituições multilaterais, hoje tão enfraquecidas, tão ignoradas, mas surgiu e durante algumas décadas o palco principal daquela Segunda Guerra, a Europa conseguiu se ver livre de guerras. E sim, alguns criminosos foram julgados, teve gente que foi pra cadeia, teve gente que foi executada. Isso chegou a acontecer.
Mas eles eram os perdedores, né, Lins? eram os perdedores. É claro que isso faz toda a diferença.
É porque quando você fala em sentar no banco dos réus, quando você perde uma guerra, é uma imagem que a gente consegue fazer na cabeça, né? E imaginar que possa acontecer. Mas no caso de Trump, que Trump pode ser politicamente derrotado em razão dessa guerra, mas militarmente não.
E aí, nesse caso, pelo menos numa parcela dessa fotografia, ele seria visto como vencedor. Fora do poder. Você acha que ele pode sentar em algum momento da história no Banco dos Réus?
Natusa, eu acredito que fora do poder há processos contra Donald Trump que foram paralisados quando ele voltou à Casa Branca na justiça dos Estados Unidos que poderiam ser retomado. Isso é uma coisa. E fora do poder também, a figura de Donald Trump, eh, ela acaba sendo um pouco desidratada.
E aí precisamos alimentar a crença de que até o homem que já foi o mais poderoso do mundo, pensando nele fora do poder, pode vir a sentar um dia do Banco dos Réus para responder pelos seus crimes, inclusive crimes de guerra. mera ameaça, a simples ameaça de extinguir uma determinada comunidade, uma população que pode ser uma população nacional de um país, pode ser um grupo religioso, enfim, pessoas, um grupo de pessoas configura o crime de genocídio. E a mera ameaça de fazer isso já é um crime tipificado nessa convenção.
Trump iniciou fazendo ameaças diretas contra a estrutura civil, que já é um crime de guerra, como fez a Rússia na Ucrânia, fazer como fez, fizeram os Estados Unidos agora no Irã, que é iniciar um conflito movendo a sua força militar na direção de um outro país sem ter sido agredidos. Então esse é o primeiro crime de guerra. Os alvos militares podem ser atingidos, combatentes, podem ser mortos.
Isso não é um crime. Ninguém, em princípio, vai ser punido por isso. Agora você assassinar uma pessoa rendida, capturada, você torturar um prisioneiro, matar deliberadamente um civil, crianças, mulheres, pessoas que não participam da guerra, aí são crimes de guerra.
Destruir a infraestrutura civil, então os ininas que fornecem energia, os ininas que fornecem água potável, atingir esses locais deliberadamente são crimes de guerra. É simples isso acontecer? É fácil?
Há precedente nesse sentido? Não, nada disso. Ao mesmo tempo, não me parece que reste alguma alternativa, porque senão era desistir da ideia de que podemos ainda voltar a galgar alguns patamares civilizacionais e fazer com que a humanidade avance, mesmo saindo do buraco mais profundo.
A gente tá na semana seis desse conflito. Foram feitas algumas tentativas de mediação, algumas propostas chegaram a circular. O Paquistão na última segunda-feira tentou ali fazer uma mediação de um acordo que também não foi aceito por ambas as partes.
Por que esse acordo é tão complicado? O acordo é complicado porque o que o Irã tem pedido, não há nenhuma sinalização do lado de israelenses ou americanos que vai ser aceito. O Irã tem insistido na necessidade não de um cessar fogo, mas da cessação total das hostilidades.
Mais do que isso, do pagamento de indenizações pelo que foi destruído até agora no Irã. mais do que isso ainda, em garantias de que o Irã não voltará a ser atacado no futuro próximo. Será que em algum momento Israel e Estados Unidos vão aceitar esse tipo de exigência?
O Irã deixou claro naqueles 10 pontos que eh no lugar de reparações de guerra, ele aceitaria se reconstruir cobrando pedágio pela passagem no estreito de Ormus. E o Irã não quer deixar de controlar o estreito de Ormus e fazer do estreito de Ormus algo parecido com o canal do Su parecido com o canal do Panamá, onde todo passa tem que cobrar. Por enquanto o Irã fala em 2 milhões de dólares por navio.
E aí a gente vai ficar dependendo de que um dos lados mude pelo menos um pouco essa posição que parece tão consolidada agora, mas esse é o trabalho também da diplomacia. errar, errar, errar, perder, perder, perder, até que em um momento se consegue uma brecha, se consegue algum bom senso, se consegue algum avanço. Um acordo sem Israel teria chance de sobreviver, por exemplo.
Difícil também imaginar nisso, né? Porque Israel tá na origem desse conflito contra o Irã. Donald Trump foi para uma guerra empurrado pelo primeiro-ministro israelense Benjamimaniarro, sem estratégia, sem caminho de saída e sem um objetivo claro.
Ao mesmo tempo, me parece que haveria uma possibilidade, talvez, de, em outros termos, colocar-se para o lado iraniano também a necessidade de reconhecer a existência do Estado de Israel. Me parece que essa poderia ser uma base de onde se começar a vislumbrar algum avanço, mesmo Irã da teocracia dos adoles reconhecendo o direito de existência do Estado de Israel e o Estado de Israel concordando em suspender, em interromper os ataques contra o Irã, mesmo sendo esse o Irã dos eatoláis. Porque vamos lembrar, a sobrevivência do regime iraniano também depende da economia e da suspensão das sanções que sufocam a economia do Irã.
há tantos anos. Por isso, me parece que as negociações que vinham sendo mediadas até o final de fevereiro por OMAN estavam avançando, porque até mesmo o regime zoetoláis viu ali uma chance de ver as sanções suspensas. E é isso que realmente importa para o Irã mais do que qualquer outra coisa, ter alguma normalidade em sua vida econômica.
Mas me parece que esse é o trabalho da diplomacia, seja ela dos países do Golfo, seja daqueles que são vistos como aliados de um ou de outro lado e claro daqueles que participaram ou participam ativamente desse conflito. Meu caríssimo Marcelo Lins, muito obrigada por ter topado conversar com a gente. Eu que agradeço.
Sempre as ordens. Este foi o assunto podcast diário disponível no G1, no YouTube ou na sua plataforma de áudio preferida. Comigo na equipe do assunto estão Luís Felipe Silva, Sara Rezende, Carlos Catelã, Luiz Gabriel Franco, Juliene Morete e Stephanie Nascimento.
Colaborou neste episódio Catarina Kobaias. Eu sou Natusaner e fico por aqui. Até o próximo assunto.