[Música] Bom, tendo como premissa que você acredita no que você coloca do mundo, no que você coloca no mundo, eu agora quero trazer um ponto aqui que eu vejo em especial nas mulheres, mas não exclusivamente nas mulheres, mas em especial nas mulheres. O medo de cobrar, a baixa autoestima e o medo de cobrar. O que que eu vejo todos os dias?
A gente tá tão eh viciado na dinâmica do perrengue. A gente aprendeu que no pain, no gain, né? Então, sem dor não tem ganho, que Deus ajuda só quem cedo madruga, eh, que dinheiro que vem fácil vai fácil.
uma série de crenças aqui para vocês explorarem, tá? Sobre quais são os lugares que vocês acreditam que se não for que se que só tem valor se for difícil. Na minha visão, esses discursos de autossuperação, eles trabalham a serviço de um cérebro de cortisol.
Eu vejo valor sim no que vem fácil. Eu recebi coisas muito preciosas dos meus pais. numa condição privilegiada.
E não por isso eu valorizo pouco, eu valorizo muito. Eu valorizo muito quando algo vem para mim como um presente da existência e que eu sei que tem fruto no merecimento, mas ele veio. Ele foi fruto de um milagre.
Eu valorizo uma venda feita por sincronicidade, sem esforço, tanto quanto eu valorizo uma pela qual eu tive que batalhar. E nas minhas orações cotidianas é que eu possa cada vez mais fazer sem esforço, não porque eu quero me tornar preguiçosa, mas porque a minha firmeza interna vai criando esse campo. Então eu vejo todos os dias as pessoas só dando valor pro que é difícil.
E esse estado de mente vai criar um monte de situações difíceis. A vida vai ser difícil. Não tô falando aqui para você se preparar para para viver de mão beijada, porque isso provavelmente não vai acontecer.
O que eu tô dizendo é cuidado com o pensamento que pode estar inclusive no seu inconsciente de só valorizar o que é difícil. E aí deste lugar eu vejo um desdobramento em vários lugares que é o seguinte: a pessoinha tem um dom, tem algo que ela faz muito bem, todo mundo tem, né, coisas que faz muito bem. Mas como ela faz bem e de alguma maneira ela faz fácil, e de novo, eu não tô dizendo aqui que faz, que não estudou, que não se dedicou, a gente se dedica para construir as coisas, mas no você vê que a coisa flui de dentro de você, a pessoa não consegue cobrar, porque afinal de contas ela entrega com tanta leveza que ela sente culpa.
Cuidado com isso, gente. Eu tenho uma habilidade muito boa de ler pessoas, de ler situações e de dar pontos assertivos. E por anos eu fazia isso num atendimento que ele era meio terapêutico.
Eu resolvia a vida da pessoa em uma hora e pouco, porque aquilo era natural para mim. E aí eu não via valor. Quando eu comecei a ver valor, eu entendi que aquilo não era um atendimento terapêutico, aquilo era uma mentoria.
E eu multipliquei o valor da minha hora por cinco, por seis e continuei vendendo e segui vendendo e fui ganhando cada vez mais dinheiro. E para mim não é pesado fazer demanda presença, demanda tá ali, demanda de mim um pouco, mas é leve. E não por isso isso não pode ser rentável.
Então, aquilo que você transborda com leveza, aquilo que é seu ser coloca no mundo que você sente tanto prazer em fazer, não caia na cilada de achar que você tem que cobrar baratinho ou pouquinho por aquilo, porque provavelmente você é muito bom nisso que você faz desse jeito. Olhem as entregas que vocês estão colocando no mundo à luz disso e aonde você tá preso no no na mentalidade do esforço e do perrengue e se esforçando e colocando muito, né, muito o difícil, porque tem que dar certo, porque eu não desisto nunca. e às vezes deixando passar lugares que estão inexplorados, porque como você faz leve, você sente culpa de cobrar, porque por você ter um dom, e agora falando aqui com todos os os seres do espiritual, tá, que trabalham com essas energias sutis, porque a gente vem de uma colonização, a gente vem de uma matriz espiritu de de religião, de colonização, que questiona você ganhar dinheiro a partir de um dom, que valoriza o perrengue.
Se você tem um dom, você pode sim ganhar dinheiro com o seu dom. E sim, você pode ser generoso e ofertar de volta e ajudar quem precisa e não fechar só as portas a partir do dinheiro. Então, sempre nos meus programas tem espaço para bolsa, sempre vai ter.
Mas se eu tenho um talento, eu acredito num criador, eu acredito numa missão de alma que é generosa. Se eu tenho um talento, eu acredito que é dali que eu vou ganhar dinheiro. Com prazer, com leveza, com dedicação, sim, muita dedicação, mas não desse lugar que ah, então isso eu não posso cobrar.
Mulheres com suas síndromes da impostora, que nunca tão prontas. Nunca tão preparadas. Sempre falta mais um curso, sempre falta mais um prazo, sempre diminui o seu dom pro meu projetinho, pro meu negocinho, se apequenando, não se levando a sério.
Isso não vai te ajudar a prosperar, isso não vai te ajudar a ganhar dinheiro. Isso não vai te ajudar a criar um campo de confiança para você poder vender, que é o tema que eu quero falar com vocês no nosso próximo encontro. Então, para fechar, cuidem daquilo que vocês sabem fazer.
Aprimorem e estruturem em bons produtos aquilo que é natural para você, porque muito provavelmente você é muito bom no dom que o criador te deu para ser único e trazer pra terra.