Boa noite para todos nós e sejamos todos muito bem-vindos à nossa instituição na nossa noite de hoje e particularmente aqueles que estão chegando à nossa instituição pela primeira vez na noite de hoje, um boa noite ainda mais especial por havermos chegado nessa instituição numa data tão importante. Hoje, 31 de março, nós temos dois eventos muito significativos ocorridos nessa mesma data. Em 1848, nós tivemos um conjunto de fenômenos no dia 31 de março, que são chamados de fenômenos de Ridersville.
é o primeiro fenômeno mediúnico dos tempos modernos, com laudos científicos e comprovações de três equipes distintas que vieram para efetivamente referendar a veracidade dos fenômenos acontecidos nessa cidade dos Estados Unidos. E também no mesmo dia 31 de março, só que de 1869, nós temos um outro evento também que é o fato de nós relembrarmos hoje eh a desencarnação de Allan Kardec, o codificador da doutrina espírita, que desencarnou aos 65 anos ali na cidade de Paris, vítima de uma neurisma em que ele então tomba num dia que estava fazendo mudança de de endereço de um apartamento pro outro. Ele teve um uma neurismo aí desencarna numa data como de hoje, dia 31 de março.
E nunca é demais relembrarmos esses eventos. E é muito curioso porque Allan Kardec, codificador da doutrina espírita, nos apresentou uma doutrina muito larga, onde se discute sobre a vida, sobre família, sobre casamento, sobre filhos. Falamos sobre sociedade, sobre o amor, sobre o perdão, sobre o entendimento da necessidade de nós entendermos o propósito superior da vida, da nossa transformação moral.
é uma infinidade de temas que nós temos no corpo doutrinário do espiritismo. Mas hoje, particularmente nós iremos falar de espírito mesmo. Is, nós temos tantos temas, mas o nosso assunto de hoje é sobre a influência dos espíritos sobre as nossas vidas.
Embora as religiões desde o princípio sem tenham falado sobre a questão da influência que os espíritos exercem sobre nós, não se tinha de maneira mais substancial entendido como esse processo acontece e o quão de verdade existe por trás dessa frase. Mas quando a doutrina espírita vai sendo elaborada, codificada, organizada por Allan Kardec, isso fica bastante evidenciado que os espíritos possuem sim uma capacidade muito grande de interferência nos nossos pensamentos. E através desse instrumento, nós muitas vezes nem nos apercebemos que estamos sendo influenciados, sugeridos em termos de conduta em função dessas características que a vida possui, através da qual aqueles a quem nós chamamos de mortos possuem uma possibilidades real e objetiva.
de nos influenciar com seu pensamento, sugerindo ideias que a gente capta, achando muitas vezes que essas ideias são nossas. E se nós pudéssemos organizar esse modelo de relação do mundo espiritual com o mundo corporal, essa maneira como os espíritos nos influenciam, nós poderíamos classificar isso de diversas formas, não há só uma. Há várias formas de nós organizarmos, identificarmos características distintas que esses espíritos podem exercer em termos de influência nas nossas vidas.
E dentro das várias formas que nós temos de classificar esse fenômeno, nós podemos dizer que esses fenômenos se expressam de sete formas diferentes. Existem sete modalidades distintas em que essas influências ocorrem nas nossas vidas. Quando a gente fala assim, sete, as pessoas pensam logo que é uma coisa cabalística, que é um negócio assim místico.
Não, não é. É porque passou de seis e não chegou a oito, por isso que é sete. Não tem nada de cabalístico.
É porque é isso mesmo. Vai contando, passou aí deu sete. Mas não quero que ninguém pense que é porque, sei lá, sete, tem tanta coisa que é sete, né?
Sete notas musicais, sete dias na semana, sete cores no arco-íris, sete anões na Branca de Neve, sete pecados capitais, sete orcrooks do Harry Potter. Tem um monte de coisa que é sete, não é isso. É sete porque é sete.
E o primeiro desses modelos de influência que os espíritos exercem nas nossas vidas é chamado de assédio. O que que é um assédio? Um assédio é uma ação isolada que os espíritos exercem sobre as nossas vidas.
Então, h, há um interesse de repente, digamos assim, de nos prejudicar e eles ficam a espreita na expectativa de encontrar algum momento em que o interesse deles possa se concretizar dentro das perspectivas que a vida oferece para nós. Eles não estão verdadeiramente conectados em nós. Eles não não estabeleceram um vínculo permanente.
Eles nos vigiam e estão querendo promover uma espécie de armadilha. E se você, por algum motivo, se permitir, você pode cair nessa armadilha. Eu tô sendo claro no que eu tô dizendo.
Vou dar um exemplo. A esposa de mora diz assim: "Meu bem, este final de ano, mamãe vai passar as férias conosco. Então ali naquela visita da mãe dela, pode se estabelecer um processo de influência espiritual.
Não existe, mas pode acontecer. De repente, o espírito quer que o casal brigue, encontra ali uma oportunidade. Casal não gosta, não, os espíritos não gostam eh de repente do marido, então encontram ali uma forma de fazer com que ele se aborreça ou não gostam da sogra, não é?
E aí cria uma circunstância em que ela pode gerar um determinado fenômeno e aí acontecer um atrito. O assédio, ele não é um processo estabelecido, ele é uma tentativa de se estabelecer. Uma vez que o assédio alcança êxito, pode ser que a pessoa a partir daí crie o embaraço e a relação do espírito conosco se torne mais estreita e aí já não se chama mais assédio.
Quando um fenômeno de perturbação ele se prolonga no tempo, quando algum motivo existe uma vinculação mais permanente de um mau espírito sobre uma pessoa, nós não chamamos mais de assédio. A literatura espírita chama esse fenômeno agora por um outro nome, chama pelo nome de obsessão. A obsessão é a ação pertin espírito sobre uma outra pessoa, que só aconteceu porque antes houve a abertura de espaço para que ele acontecesse.
Os obsessores ou os espíritos que promovem a obsessão, eles não fazem conosco o que eles querem, eles fazem conosco aquilo que nós deixamos. Eles eles observam as nossas falhas, eles trabalham em cima das nossas faltas. Se eu tenho, por exemplo, uma pessoa que ela não tem ideiação suicida, então é difícil para um obsessor levar esta pessoa a ter uma ideação suicida, porque a pessoa não tem esse interesse, mas ela gosta de beber, então eu vou por esse caminho que é mais fácil.
Então eles interferem nas nossas vidas em cima das nossas fragilidades. Quando dona Ivone do Amaral Pereira trabalha essa questão no capítulo 7 do livro Devação do Invisível, ela nos conta que nós muitas vezes dizemos assim: "Ah, o espírito leva a pessoa para beber". Ela disse: "Nem sempre, nem sempre ele leva para beber".
O que que ele faz? Ele faz o seguinte, Paulo, ele verifica que essa pessoa, quando ela ficar frágil, ela vai beber. Quando ele se aborrece, ele bebe.
Quando o time dele perde, ele bebe. Mas quando o time ganha, ele também bebe. Então, ele percebe que a pessoa tem um uma quedinha para isso.
Então, o que que ele faz? Ele não sugere que beba, ele desequilibra o lar para que ele se aborreça e saia para beber. Então ele cria as circunstâncias de desentendimento para que ele diga: "Ah, quer saber de uma coisa?
Eu vou beber". Ele sai. Então não, ele não fica assim, vai beber, vai beber.
Ele simplesmente cria as a as suas estratégias de desentendimento no lar e a partir do desequilíbrio das emoções, ele vai se compensar naquilo que ele tem o hábito de fazer. Mas se eu tenho outro que é depressivo, é entristecido, é melancólico, vive um processo de distimia, tem uma uma dor muito profunda na alma, mas não bebe. Não adianta ficar insistindo, vamos beber, não vai funcionar, mas ele pode estimular a tristeza.
Realmente ninguém gosta de você. Você realmente é muito sozinho. Você viu que fulano passou e não falou com você?
Você viu que sua mãe deu uma resposta torta para você no almoço, é porque ninguém gosta de você. Então ele estimula determinados pensamentos e a pessoa cai nessa malha. Então um obsessor, ele tem uma tendência de trabalhar em cima das nossas dificuldades morais.
Para ficar mais claro o que eu estou dizendo, vamos usar uma metáfora. Os obsessores, eles não plantam uma ideia na nossa cabeça. Eles não plantam, eles regam.
Ele tem adubo, fertilizante, NPK, ele tem tudo. Aí ele tem a sementinha na nossa cabeça, ele vai lá na sementinha, coloca aquelas coisas, põe o a aguinha, rega, cuida, aí a semente brota. Ou seja, a ideia que já existe em germen dentro de nós cresce porque ele estimula aquilo que em síntese nós já possuímos no interno do nosso eu.
Mas este processo chamado obsessão, ele possui várias classificações. Kardec tem uma que ele diz que a obsessão se divide em três, a simples, a fascinação, que é a ilusão sobre o pensamento, e a subjulgação, que são os processos agravados da obsessão simples. Mas dona Ivone do Amaral Pereira tem uma outra classificação muito interessante e como aquela outra de Kardec a gente geralmente vê, é mais interessante que a gente dê uma olhadinha em como é que Donivoni classifica os processos obsessivos.
E ela diz que existe uma família de fenômenos de obsessão que ela chama de obsessão odiosa. O que que é uma obsessão odiosa? Uma obsessão odiosa é uma obsessão odiosa.
Ela é movida pelo ódio. É isso que faz com que esse fenômeno aconteça. E observando de perto as chamadas obsessões odiosas, que são aquelas que são motivadas pelo ódio, nós podemos identificar três formas diferentes de fenômenos obsessivos odiosos.
categorizando aqui outras faces do fenômeno da perturbação espiritual. Então, nós falávamos do assédio, agora vamos falar de um segundo, um segundo fenômeno que existe é a chamada obsessão odiosa por vingança. O que é uma obsessão odiosa por vingança?
é um espírito que, por movido pelo ódio deseja se vingar de nós por algo que a ele foi feito ou nesta existência ou em outras anteriores. Às vezes nós trazemos como história das nossas vidas muitos conflitos. Nosso mundo é marcado por guerras, violência, tirania, opressão, muitos fenômenos marcantes de desequilíbrio das nossas condutas e o ódio muitas vezes aparece nisso.
e companheiros que estão vinculados a nós em função das nossas histórias de vida, podem nos procurar psiquicamente do ontem, no hoje, nos identificam e querem de alguma forma destruir as nossas vidas em função daquilo que fizemos no passado. Nós nem lembramos, mas eles não esquecem. Então eles promovem um processo de perturbação dessa ordem.
A melhor estratégia para esse fenômeno de obsessão é nós exercitarmos o perdão, pedirmos perdão a quem nós nem sabemos quem é nem o que fizemos. Reconhecer a possibilidade de que nós tenhamos cometido equívocos no passado e nas nossas orações tratarmos esses companheiros como nossos irmãos. Nunca orar assim: "Meu Deus, tira esse espírito ruim que me persegue, leva ele para um lugar horroroso, tranca ele lá, amarra".
Isso não passa pelo amor. Então, nós temos que vê-los como nossos irmãos, que se eles nos perseguem por por ódio, por vingança, nós temos, evidentemente, alguma razão para estarmos passando por isso. Então, tratá-los como irmão nas nossas preces, pedir que eles sejam envolvidos e pedir a eles perdão nas nossas orações é um excelente instrumento para desfazer os laços de ódio que a gente tem, pedir que nós tenhamos a oportunidade de ser úteis a eles, oferecer à nossa família, se eles assim quiserem reencarnar, para que estar estejam próximo de nós como filhos, como netos.
mas que nós possamos recebê-los, porque o que pode ser mais fantástico do que dissolver os laços do ódio com os laços do amor. Então, esse modelo da obsessão odiosa por vingança, ele possui muitas possibilidades de terapia dentro de nós a partir das nossas mudanças interiores. E nesse sentido, a casa espírita ajuda demais com as orientações que nos trazem sobre como trabalhar a nossa mudança interior.
Nesse sentido, um terceiro modelo que nós temos também de influência espiritual ainda pertence ao capítulo das obsessões odiosas, mas ela não é mais por vingança, é a obsessão odiosa em função da causa que eu defendo. O espírito nem me conhece, ele nem sabe quem eu sou. Não tem nada a ver com o meu passado, tem a ver com o que eu faço hoje, que isso me incomoda.
Ele se irrita com as coisas que nós fazemos hoje. Então, de repente, eu trabalho num posto de saúde e eu atendo as pessoas. Ah, mas você aqui atendendo esse pessoal não tá dando certo não, que eu não gosto dessa comunidade e você fica aqui fazendo bem para ele, isso me irrita.
Então ele persegue você por causa do bem que você faz, porque eu sou professora numa escola, aí eu recebo uma perturbação espiritual porque tô fazendo bem. Eu trabalho na Igreja Católica e ali faz-se um trabalho bonito. Pode sofrer um processo de perturbação dos que não querem que o trabalho da Igreja Católica seja feito.
Trabalho na igreja protestante pode acontecer também. Entidades que não querem que o trabalho da igreja prospere perturbam. E no centro espírita também não é diferente.
Também não é. Na medida em que nós nos credenciamos em qualquer obra do bem, Lions, Rotary, maçonaria, grupo escoteiro, não interessa, é uma causa que traz benefício à humanidade. Tem entidades que se incomodam e que de alguma forma podem tentar atrapalhar a atividade feita.
Então, é bom saber que toda vez que a gente decide fazer o bem, é possível que algumas entidades iniciem um processo de perturbação exatamente pelo fato de estarmos fazendo bem. Eu disse, é possível. Eu não disse que com certeza, mas eu posso asseverar com certeza que quando nos credenciamos na obra do bem, não é só o Roberto Carlos, mas nós também ganhamos 1 milhão de amigos.
Porque quando nós nos movimentamos na direção do bem, é possível que alguém nos perturbe. É possível, mas é certeza que uma imensidão de espíritos que querem o bem da humanidade se vinculam a nós, fortalecendo os nossos melhores propósitos para que nós consigamos exercer o nosso papel na escola, no posto de saúde, no Cras, no CAPS, sei lá por onde, em qualquer repartição pública onde eu esteja que realiza algo em prol da comunidade. Ah, eu não tô gostando disso.
Vai ter os mentores também na Igreja Católica e na Igreja Protestante e, evidentemente, num centro espírita, que é o local mais típico para que os espíritos estejam. Nós, evidentemente também ganhamos uma imensidão de amigos quando nós decidimos do fundo dos nossos corações de promover nas nossas almas um processo de mudança interior. Então, as obsessões em função da causa, elas são típicas em função do padrão típico dos espíritos que habitam o planeta.
Mas isso não pode nos fazer temer. Ninguém pode temer fazer o bem com medo do mal. A gente não vai desafiar o mal.
Não vai dizer assim: "Vocês não pode nada, vocês não conseguem nada". Não vai se fazer isso. A gente respeita, mas a gente procura cada vez mais valorizar a companhia dos nossos bons amigos espirituais, ao invés de nos fixarmos naqueles que de alguma forma podem sim querer algum tipo de criar algum tipo de obstáculo para a nossa atividade.
Uma quarta forma de influência que os espíritos podem exercer nas nossas vidas também pertence ao capítulo das obsessões odiosas. Sim, as obsessões odiosas elas podem ser divididas em três grupos. Uma delas é a obsessão odiosa por vingança.
A segunda, a obsessão odiosa em função da causa que a gente faz. E há uma terceira, não menos expressiva do que as outras duas, chamada obsessão odiosa por inveja. Eh, tem uma obsessão odiosa por inveja.
Os espíritos que cometeram muitos equívocos durante as suas encarnações, eles se sentem muito mal quando eles vem alguém agindo bem. Então, quando eu vejo uma pessoa que tá acertando muito, aquilo me incomoda e eles ficam irritados porque você acerta demais. Não é possível.
tem que errar um pouquinho, não pode estar acertando sempre. Então eles procuram atrapalhar exatamente pelo desconforto de ver você acertando. Vou deixar uma um exemplo de que compara com isso.
Aqui em Curitiba isso não existe, mas na minha terra existe. Lá em Rondônia, quando você tem uma sala de aula que tem os alunos que sentam na frente, que só tiram nota boa, o povo do Fundão torce para que eles se saiam mal na prova. Quando o aquele que é chamado de nerd tira uma nota baixa, é uma festa.
Nossa, como eles ficam felizes. E é engraçado porque eles se alegram com a derrota do outro. Mas por que, pelo amor de Deus?
Só para saber que o outro também erra. Aí eles riem, debocham, criticam. Por quê?
Porque para eles é motivo de prazer saber que o outro também errou. É mais ou menos essa mesma lógica de funcionamento que faz com que alguns espíritos também no mundo espiritual se mostrem dessa mesma forma, procurando, evidentemente atrapalhar as ações positivas que nós fazemos. Então, quando nós, por exemplo, começamos a mudar de vida, não, não quero mais ser assim, vou mudar em casa, vou ter mais paciência, vou brigar menos, não vou mais me desentender tanto com as pessoas, vou procurar ter um pouquinho mais de tranquilidade na hora de responder.
Não quero ser conhecida como uma pessoa áspera de casa. Quando eu começo a mudar, tem uns espíritos que se incomodam. Nossa, mudando.
Ah, não. E começa a se incomodar. Por quê?
Porque se você acertar muito, aparece mais o fato de que ele tá errado. Mas se você errar também, eles se sentem mais confortáveis e dizendo, tá vendo? Não sou só eu que erro.
E também é, também cai. É, também cai. Então é um outro modelo de influência espiritual que nós temos na forma da obsessão e dentro das obsessões a obsessão odiosa.
E entre as obsessões odiosas a obsessão odiosa por inveja. André Luiz trata bastante desse caso no livro libertação, mostrando espíritos felizes em função das tentativas de derrubar aqueles que estavam fazendo algo de positivo por si mesmos. Reparem que aqui não é uma causa que a pessoa defenda, é porque a pessoa tá mudando mesmo e eles se incomodam essa mudança.
Então, para quem já se perdeu, eu já falei de quatro das sete. Eu falei do assédio e falei de três tipos de obsessão adiosa. Por por vingança, a obsessão por pela causa e a obsessão por inveja.
E dona Ivone diz que existe uma outra família de obsessões, que o nome é muito lógico, né? Se a primeira família era a família das obsessões odiosas, a segunda família de obsessões só pode ser obsessões não odiosas. Sim, existem processos obsessivos que não são odiosos.
Mas como é que pode? Se a obsessão é a ação de um mau espírito sobre outra pessoa, como que isso não vai se dar pelo ódio? Como que não?
Como que vai se dar por uma pessoa que que me queira bem? Não tem sentido. Pois é.
Mas é, existem dois outros tipos de obsessão chamados de obsessões não odiosas. Primeiro tipo de obsessão não odiosa. Obsessão não odiosa por afinidade.
O que que é isso? Não existe ódio, ao contrário, existe simpatia entre os espíritos. Eles se sentem muito bem na companhia um do outro.
Eles são espíritos que se agradam da presença de um no psiquismo do outro não há ódio, não há mal querer. Não há malquer existe vínculo legítimo pela simpatia de ideias. Que tipo de fenômenos na nossa sociedade nós encontramos muito tipicamente em fenômenos não obsessivos por afinidade?
Os vícios. Os vícios. Então, nós temos algumas circunstâncias de viciações em que as entidades que estão vinculadas a nós não são inimigos.
são parceiros de longa data, espíritos que estão há séculos vinculados ao nosso psiquismo e que habitam na nossa atmosfera mental há muito tempo, que a gente já nem sabe se o pensamento é nosso ou se o pensamento é deles, como eles também não sabem mais se o pensamento é deles ou se é nosso, dado o nível de relacionamento que nós mantemos Então, nós temos algumas vezes pessoas que possuem viciações muito perceptíveis hoje na nossa sociedade. O álcool, por exemplo, eu comentei ainda há pouco que a o espírito não leva o outro para beber. Se for uma obsessão odiosa, ele pode não levar, ele pode só desequilibrar e deixa que você vá.
Mas um obsessor que é uma obsessão não odiosa por afinidade, ele quer que você vá com ele. Embora cara, nossos bons tempos de taverna, na época do cardeal rechilier, que a gente se sentava para tomar vinho naquelas tavernas de Paris. Nós estamos juntos há tanto tempo, como é que você vai querer mudar?
Você tá doido? Não, vamos embora. E esses espíritos conseguem muito êxito.
Para ser bem sincero para todos nós, são os casos mais difíceis de trabalhar. As obsessões odiosas, por mais que elas sejam complexas, são mais fáceis do que as obsessões por afinidade. A obsessão não odiosa por afinidade, ela é muito complicada, porque um chama o outro.
A pessoa aqui quer mudar, mas o espírito não deixa. Quando ela se movimenta para sair, o espírito volta e arrasta a pessoa de volta. E ele diz: "Eu entrei numa clínica, fiz uma recuperação, abandonei as drogas.
Eu tô bem, eu acho que agora eu vou seguir. " Aí ele fica durante um tempo, ele tem uma recaída. O que aconteceu?
A entidade vinculada a ele pode ter retornado a fazer contato direto na mente dele. E ele volta a dizer: "Mas é mesmo, né? Por que que eu não volto lá, meus amigos?
" Né? Fazendo falta. É verdade, fazendo falta mesmo.
E aí ele vai se aproximando e vai se acoplando, sugerindo ideias. Só que ele não está fazendo isso porque tem raiva. É porque são vinculados.
Existe vínculos. Viciações no campo da sexualidade desregrada tem muito a ver com obsessão por afinidade. São espíritos vinculados no campo da sexualidade desequilibrada há muito tempo.
E eles num processo de simbiose eles se conectam e eles um satisfaz o outro. Quem está do lado de lá se satisfaz a partir do encarnado. E o encarnado se estimula com as sugestões do desencarnado, que lhe dá ideias, que lhe sugere, que que faz com que ele tenha mais interesse eh crescente.
Então, isso tudo vai produzindo as chamadas obsessões com esse perfil bem complicado. Melhor estratégia para esse tipo de obsessão é a casa espírita. Por quê?
Porque quando você muda só o encarnado, é bem provável que a depois ele se reconecte. Você muda um lado, o outro não mudou. Então, na casa espírita, nós temos um recurso muito interessante que é o atendimento dos dois lados da vida.
Você atende a pessoa aqui com a palestra, o passe, água fluidificada, o atendimento fraterno pelo diálogo, a oração, o evangelho no lar, todas essas questões que impulsionam na direção da chamada transformação moral, isso ajuda muito, mas tem que trabalhar o outro lado. E se não trabalhar a entidade vinculada a esse processo, é possível que nós venhamos a ter dificuldades. Por quê?
Porque essas entidades voltam a perturbar um pouquinho mais à frente e não se consideram obsessores, se consideram amigos. Não, mas eu sou amigo dele, eu é que protejo ele. Ele sai para beber, alguém rouba ele.
Ninguém rouba, né? Pois é, porque tomando conta dele. É meu amigão.
Então, pode ver que ninguém, a chave do carro fica dele, fica jogado na calçada bêbado e ninguém leva nada. Sou eu que tomo conta dele, meu amigo. Não posso tratar mal, meu amigo.
Então você vê que há uma uma relação meio estranha nessa vinculação dessas entidades espirituais. E na casa espírita, você tem a chance efetiva de conversar com essas entidades e promover a mudança dos dois lados. Então você muda os dois e consegue ter uma chance de ruptura desse processo maior na medida em que os dois se desconectam.
Mas eu falei que eram dois tipos de obsessões não odiosas. Não foi isso que eu falei? Falta o outro.
Existe um outro tipo de obsessão não odiosa, que é uma característica muito curiosa, aparece muito na casa espírita. Pessoa dá, vai na casa espírit, olha, tô com problema em casa com meu filho. Depois que o avô dele faleceu, ele adoeceu.
Tá doente, tá tá mal, não está querendo ir pra escola, só tá deitado. Já levei no médico, ele não tem nada, mas ele tá. E eu tenho observado que ele tá apresentando os mesmos sintomas do avô dele quando tava doente antes de desencarnar.
Aí, meu Deus, eh, esse garoto, seu filho, era muito vinculado ao avô. Ah, demais. meu pai louco por ele.
Então, nessas circunstâncias é possível, eu não disse que é sempre, mas é possível que o avô que desencarnou, por ele estar vinculado por afeto ao seu neto, ele não sabe que tá perturbando. Ele não quer perturbar, ao contrário, ele quer ajudar, mas ele não consegue ajudar porque ainda está muito frágil. Então acaba transferindo para a criança as suas emoções e adoecendo o outro.
Não acontece só com criança, não. Acce com adulto também. Essa é a chamada obsessão não odiosa por apego ou afinidade, que é quando você não quer perturbar, mas a sua presença perturba.
E do mesmo jeito que a obsessão não odiosa por afinidade, a que eu falei ainda agora, é a mais difícil de ser trabalhada, essa é a mais fácil, porque não existe nenhum vínculo de dificuldade para desfazer. Às vezes, a simples vinda da família na casa espírita toma um passe, a criança já volta para casa diferente. E as pessoas diz: "Nossa, vocês são milagrosos".
Não é um milagre. É porque a entidade acompanhando a criança aqui ao chegar foi esclarecida e ela jamais quer prejudicar o neto. Não, você precisa agora se cuidar.
Você se cuida e mais à frente você volta para ajudar a família, para ajudar. Mas nesse momento agora não é a melhor opção que você faça esse tipo de de prática, esteja na casa. Você precisa primeiro se recuperar para depois voltar para ajudar.
Então aqui nós temos uma sexta face das influências espirituais. Quem se perdeu, eu reviso. Assédio.
Obsessão odiosa por vingança. Obsessão odiosa pela causa. Obsessão odiosa por inveja.
Obsessão não odiosa por afinidade ou por afinidade e obsessão não odiosa por apego. Aonde você tem esse panorama das relações que os espíritos mantém conosco. Só tá faltando uma.
E essa que está faltando é a mais bonita de todas. Porque nem toda a influência espiritual é negativa. e os nossos amores, e os nossos amados, e os espíritos que cuidam de nós, os nossos mentores espirituais.
Diz-nos a doutrina espírita que todos nós, antes de renascermos, tivemos um vínculo muito especial com alguém que nos cuida de mais perto. Existem espíritos que tutelam a nossa existência. Além desses que operam na condição de mentores da nossa vida, que são espíritos de uma elevação espiritual maior, existe uma segunda camada mais embaixo, nossos espíritos familiares, que são aqueles que nos amam, não tm tanta grandeza, mas nos amam, nos querem bem e participam das nossas vidas.
nosso pai, nossa mãe, nossos irmãos, filhos, netos que já desencarnaram e que habitam na proximidade das nossas vidas e que nos ajudam. A grande questão, na verdade é que nós, infelizmente, quando pensamos na influência dos espíritos, olhamos apenas o aspecto negativo. E os espíritos do lado de lá não são só os que perturbam.
Existe uma multidão de entidades maravilhosas que querem nos ajudar. Quando Allan Kardec trabalhava essa questão da influência dos espíritos nas nossas vidas, analisando as respostas dos espíritos, ele conclui: "A melhor forma de nós nos afastarmos dos maus é nos aproximando dos bons. A gente não vai fazer uma um distanciamento dos maus simplesmente por um pé de coelho, uma pata de coelho, uma ferradura, um um trevo de quatro folhas, um amuleto, um talismã.
Esses objetos materiais, eles não têm influência sobre os espíritos. O que tem influência é o nosso pensamento, porque é pelo pensamento que eles nos perturbam. Então, é pelo pensamento que nós nos desconectamos deles.
É a nossa mudança de nós nos desvincularmos das nossas relações espirituais, que faz com que as nossas almas encontrem felicidade. Nós muitas vezes esquecemos da oração, esquecemos de buscar a presença dos nossos espíritos benfazos nas nossas vidas. de procurarmos a conexão com os nossos mentores espirituais e sabermos que aqueles que nos amam estão a nosso dispor para nos ajudar.
Eles têm outras outras ocupações, é fato, mas um chamado nosso movimenta as forças do mundo espiritual. Ah, se as mães soubessem o poder que a oração das mães tem para transformar a vida de toda a família. Nós ficamos muitas vezes permitindo programas de televisão, acesso à rede social indesejável e conversas desequilibradas.
Trazemos toda a loucura do mundo para dentro de casa e queremos que a nossa casa seja um local saudável. Não é que a gente vá ser fanático, mas nós precisamos disciplinar o que levamos para dentro de casa, as conversas que nós mantemos, evitar as discussões, as ofensas, as agressões, porque isso só promove a vinculação com entidades perturbadoras. Trocar isso por coisas mais saudáveis é muito importante espiritualmente para nós termos o hábito da oração, o hábito de agradecer, o hábito de sentar na mesa e dizer: "Muito obrigado pelo almoço que você fez, muito obrigado pela presença de vocês.
" Vai com alguém em algum lugar, quando volta diz: "Obrigado pela sua companhia. Que bom que chegamos em casa. Obrigado, meu Deus".
dizer, a gente não precisa de data especial para dizer para as pessoas que a gente as ama, mas a gente pode num momento sem motivo nenhum. Você é muito importante para mim. Você é muito importante na minha vida.
Você é uma pessoa muito importante. Eu gosto muito de você. Eu amo você.
Fazer isso faz bem pra alma. Alivia a energia da casa. Realizar o culto do evangelho no lar é a melhor das estratégias para que nós harmonizemos a nossa família, para que a energia dos bons espíritos possam atuar.
O culto do evangelho no lar é uma prática muito significativa que se faz dentro do movimento espírita e que a casa aqui orienta como fazer. E depois quem quiser pergunte como que eu faço para implantar o culto do evangelho no lar? Mas é como se nós acendêsemos uma luz dentro do lar, uma vez por semana, acolhendo as entidades perturbadoras que ali estão e ao mesmo tempo atraindo os bons espíritos para que estejam conosco.
Nós não conseguimos viver longe da influência dos espíritos, mas podemos ficar mais distantes da influência dos maus espíritos por buscarmos a companhia dos bons. E exatamente por ser tão importante nós buscarmos a companhia dos bons espíritos, nós vamos agora, Márcia, fazer a nossa oração para que a gente possa então agradecer a Deus. a oportunidade que ele nos concede na noite de hoje.
Divino Senhor das nossas vidas, Senhor dos nossos corações, que conheces profundamente as dores que atravessam as nossas almas e que sabes das lágrimas silenciosas que tem arrancado do meu peito as dores mais profundas. que a alma pode ter. Eu não preciso, Senhor, te contar da minha vida, porque tu já a conheces muito mais do que eu próprio.
Mas eu quero te rogar que tu abençoes o meu lar, Senhor, que precisa tanto de paz nos dias em que vivemos. te pedir que as luzes do teu amor se derram do mais alto como pétalas de luz a se espalharem por todos os cômodos da minha casa, facilitando o atendimento de todas as pessoas que ali se encontram, os que se encontram hoje doentes fisicamente. pela possibilidade do restauro da sua saúde dentro da lei do merecimento, que sabemos que cada um de nós está inserido.
Mas nós te pedimos, Senhor, se for possível, que o Teu amor faculte a cada um daqueles que nos deste a conta de parentes, que consigamos recuperar as nossas saúdes do ponto de vista físico. E te pedimos também que tu socorras a todos nós que nos encontramos adoecidos na alma. Aqueles de nós que nos encontramos amargurados, desesperançados, ansiosos, desistentes da vida, perdidos e sem um sentido para viver.
Reacende, Senhor, o propósito da vida nas nossas almas. traz luz para o nosso entendimento, para que possamos novamente descobrir o prazer de viver e de estarmos na tua companhia. Auxilia-nos nas nossas vitórias sobre a mágoa, sobre o ódio, sobre o desamor que tem dificultado tanto as nossas relações familiares.
Inspira-nos, Senhor, a procurar na tua lei o bálsamo para os nossos corações que sangram de dor pela ausência da paz dentro do nosso lar. Te pedimos pelas entidades espirituais que ali se encontram, que tu possas acolher a todas elas carinhosamente e que os espíritos que atuam nesse momento nos nossos lares possam abraçá-los com ternura, recolhê-los nas regiões do mundo espiritual, aonde possam encontrar a paz que tanto procuram que eles possam encontrar com os seus amores, quebrando círculos antigos de esquecimento de suas próprias histórias. Ó Senhor, nós te pedimos por todos nós, pelos nossos vizinhos, que tu derrames as tuas bênçãos sobre toda a nossa vizinhança, que tragas paz para todos os lares em torno do nosso, para que exista harmonia no lugar onde vivemos.
Senhor, ajuda-nos a te agradecer por tudo que tu nos concedes. Ensina-nos a te sermos gratos e a valorizarmos os minutos na terra que tu nos concedes para que aprendamos a amar e podermos assim acessar a felicidade que tu reservas aos corações que te servem. Que as luzes infinitas da tua misericórdia repousem sobre os nossos corações, não somente hoje, Senhor, mas que a tua presença permaneça no nosso lar como um perfume divino, a se manter ali por muito tempo, alimentado pelos nossos novos sentimentos de amor e de fraternidade, para que, enfim, nós possamos reconhecer o valor inestimável da tua presença nas nossas vidas.
Por tudo que tu nos concedes, nós te rendemos graças e te dizemos, Senhor, muito obrigado. M.