Você não pode ser deslumbrante ou ter um desempenho 1 todos os dias. Isso não ocorre. O excesso de autocrítica, ele traz na pessoa um tal estresse individual que essa pessoa não sustenta, ela acaba por estresse capotando. Quem tem autocompaixão consigo, isso vaza pros outros. A autoestima vai ficar boa se fizer o mesmo procedimento que fulano fez. É como se ela se visse o tempo todo num espelho, mas que não reflete ela ou ele. Esse espelho tá sendo a rede social. Tem uma mudança na maneira de viver cobrando coisas que não são humanas. A gente não
pode deixar que a vida da gente perca esse acolhimento humano. Deu tudo errado hoje, toma um banho, vai dormir, amanhã, outro dia, tudo se resolve. Faz parte do ser humano errar. Mas faz parte do ser humano que tá aqui para melhorar, aprender com erro e saber que todo mundo erra. Esse negócio, ah, fulano não é, erra, é. Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio do Pod People Inverso. Aqui você já sabe, a Bia Vira entrevistada e o Gabriel entrevistador. Antes de começar, eu queria agradecer os nossos patrocinadores, a Axon, que é aquele suplemento
que te dá foco e disposição, e também a Sana, sancursos palalestras.com.br. Por quê? Porque você sabe, se você vai fazer um evento que precisa de bons palestrantes, é melhor você entrar na sana e se informar. Lá você vai ter todos os bons palestrantes sobre qualquer assunto. Você vai ter sobre genética, sobre bipolaridade, sobre saúde mental, sobre narcisismo, sobre psiquiatria, psicologia, trauma, filosofia, comportamento humano para dar e vender. Sanacursosepalestras.com.br. BR, você vai ter também o QR code que tá aí na tela. Tudo bom, meu querido? Tudo bom, Bia? Quanto tempo? Quanto tempo? Faz o quê? Um
mês, mais ou menos. Dois meses. Dois meses. Dois meses de tempestade, mas estou de volta. Então vamos lá. O assunto de hoje é algo que o pessoal sempre pede muito, né? Que é a questão de como que a gente pode praticar a autocrítica. Autocrítica ou autocaixão? Autocompaixão. Uhum. Hum. Mas até onde a autocompaixão é boa e ela é ruim, Porque tem aquilo também da gente ser nos mimar ou será que não? Vamos ver, vamos ver. É ali, né, que você esse esse tema que você trouxe é bem bacana, porque as pessoas associam muito a questão
da autocrítica como algo necessário para você ter um bom desempenho. Então, como se aquelas pessoas que se criticassem o tempo todo, que ficasse, podia fazer melhor, podia ter me esforçado mais, podia, como se isso fosse um algo que predispusesse a pessoa ao sucesso. E o que esse artigo, né, traz? você fez um compilado de artigos, né? Eh, é que é o contrário, que o excesso de autocrítica não é que leva ao sucesso ou se leva aquele sucesso de arrancada, momentâneo, momentâneo, curto, ele não se sustenta porque ele traz na pessoa um tal estresse individual, um
nível de cobrança, um nível de alerta o tempo todo que essa pessoa não sustenta e ela acaba por estress capotando. Seria o burnout, no caso. Pode ser, pode ser burnout, pode ser uma síndrome de pânico, pode ser qualquer coisa que o excesso de cobrança e de estresse consequente disso possa adoecer. Tem gente que vai adoecer, por exemplo, por a uma doença autoimune ou ou uma alteração intestinal. Isso aí vai depender de cada pessoa, como cada organismo reage ao estresse. Caramba. Então, só pelo, vamos dizer assim, né, pelo estresse, ele ele é capaz e responsável para
alterar todo o nosso organismo físico, digamos assim, né? Totalmente. Porque o estresse eh ele acumula e ele acaba mudando o nosso metabolismo. Há uma mudança hormonal, né? A gente sabe que o cérebro acaba liberando substâncias que ativam a suprarrenal, fazem liberar cortisol e fazem liberar adrenalina, o que bota todo o organismo em estado de alerta. Então é algo bom, é, mas se você usar demais, ele acaba adoecendo o organismo. Entendi. Agora a gente pensa assim, eh, atletas de alta performance, pessoas que vão ao extremo, até mesmo de se cobrar, não só mentalmente, né, mas fisicamente.
É, é tudo relacionado com essa auto cobrança, autocrítica. Eu acredito que atletas têm uma autocrítica muito grande. Quando a autocrítica é muito grande, a gente vê que todo atleta de alta performance, vamos botar, vamos botar aí os atletas de de olimpíadas, né, aqueles bem de topo, eu acredito que esses atletas eles sofrem muito mais lesões, eles têm muito mais Níveis de estresse, com certeza, principalmente quando eles têm acoplado a a esse desempenho, a essa esse excesso de autocobrança. Então, é bem capaz que isso ocorra. Agora, em relação à autocompaixão, a gente tem que entender um
pouquinho antes eh por que as pessoas que se cobram demais eh costumam ter uma autoestima eh instável. Não, mas instável. Olha que interessante que isso diz. Porque sempre buscamos e paradoxo da autoestima. Porque o que sempre buscamos pode ser uma armadilha? O que eu achei interessante é que ele fala de uma autoestima que é muito vinculada a resultados. Então ele bota ali que a autoestima tem uma instabilidade. Por quê? Porque ela prevê sentimentos de valor próprio que flutuam dependendo do sucesso e fracasso, tá? eh, e também da comparação social. Então, a autoestima como é posta
dentro desses artigos, eh, ela é algo muito relacionado ao outro, né? a resultados pelo sucesso, vamos dizer assim, pela comparação social que gera competição. E também achei tão interessante que ele fala o seguinte, que a autoestima, quem tem autoestima muito positiva assim o tempo todo tem traços Narcisistas. Por quê? Porque passa por uma falta de crítica, né? é aquela pessoa que o tempo todo eh ela tá se achando melhor e geralmente não tô dizendo que é o narcisista, mas um traço narcisista. E é verdade. Agora, eu acho que isso é o que a gente entende
por autoestima, mas eu acho que existe uma autoestima genuína, que é aquela que a gente sabe eh o que a gente tem de melhor, sabe também nossas fraquezas. E quando você tem essa consciência, você não depende tanto dos resultados. E justamente essa consciência dos nossas fragilidades, esse acolhimento, faz com que a união de uma autoestima genuína gere compaixão. Hum. É que legal, né? O que é difícil. As pessoas geralmente não equilibram isso. Vem do autoconhecimento, vem da onde desenvolve isso. Acho, olha o que eu vou te falar. autoestima para mim, que é uma autovalorização, eh,
é saber o que a gente faz, eh, genuinamente, né, de coração. É aquele talentozinho que a gente tem desde pequeno para algo, para entender algo, para sentir algo que a gente sabe que tá ali, que não é constante o tempo todo, porque às vezes eu passo por situações que eu fico eh menos capacitada, ou por cansaço ou Por estresse. Não interessa. Então assim, saber que a gente tem talentos, que o desempenho desse talento não é constante. E justamente quando eu tenho essa maturidade, essa sabedoria, eu tenho a tal da compaixão. Então aqui eu acho interessante
porque eles separaram, sim, você vê que a autoestima eles fizeram eh uma coisa bem relacionado a resultados, né? A comparação, ainda mais numa sociedade como a nossa, na era digital, a comparação social é o é tremenda. E ao mesmo tempo esse traço narcisista que a gente vê muito na nas redes sociais. Volta ali um pouquinho. Não sei se você já notou, tem gente na rede social que tá sempre maravilhoso, que tá sempre falando coisas deslumbrantes, eh, nunca tem um dia que é mais ou menos. Então eu achei interessante isso, porque a maioria das pessoas realmente
associa autoestima a essa questão da do desempenho e da comparação e até desse um pouquinho de um traço narcisista exagerado. É verdade. Se você for nas redes sociais, você vai ver isso. E quando a gente fala de traço e do narcisista em si, qual que é a diferença do traço e, né, do da personalidade em si? Porque a personalidade, O transtorno de personalidade narcisista é uma coisa muito mais profunda, é uma maneira de ser da pessoa, eh, as características são constantes e mais intensas e o traço é justamente essa coisa que aparece, não chega a
ser uma personalidade, pode ser até um personagem que é montado, né? Se você for na rede social, você vai ver gente que tá sempre super bem, maquiado, penteado, ternos, eh roupas mirabolantes, homens e mulheres. Todo dia sempre o dia mais feliz. Todo dia o mais feliz, o cabelo miletricamente penteado, aquela roupa muito bem cortada, que eu não vejo se isso é autoestima, se a pessoa precisa daquilo para autoestima. Eu acho que é essa autoestima que para mim é falsa. Entendi. Que a autoestima verdadeira, a gente sabe quem a gente é e a gente sabe que
não precisa que as outras pessoas, eu não preciso ser melhor do que o outro, eu já sou quem eu sou e e ok, é, às vezes vou est melhor, às vezes vou est pior. Então eu achei interessante isso, porque eu acho que em termos de rede social isso acontece muito. Agora, se a gente for parar para pensar assim, tem alguma forma de de que essas pessoas da rede social estejam usando isso para, como que Eu vou dizer, sustentar eh eh um vazio, algo que elas não tão sendo honestas com ela mesma? Olha, provavelmente sim, mas
eu não acho que elas estejam consciente de que isso existe. Ah, então elas nem sabem que existe esse vazio no caso. Acho que não. Eu acho que a geração que se fez na era digital, que não viveu analógico, ela tem muita dificuldade de ter esse momento interior de autoconhecimento. Por quê? Porque tá tudo posto ali naquela rede, como se ali fosse a referência. Hum. E é muito de opinião e não de de comparação, né? Então assim, eu acho que a maioria das pessoas que tá ali e bota que eh a autoestima vai ficar boa se
fizer o mesmo procedimento que fulano fez ou se fizer usar o produto que fulana tá usando. Eu acho que eh é fruto de uma geração que tem muita dificuldade de se ver para dentro. É como se ela se visse o tempo todo num espelho, mas que não reflete ela ou ele. Esse espelho tá sendo a rede social. E vai chegar algum momento que elas vão olhar pro espelho e não vai ver mais a rede social, mas elas de verdade? Não sei. Então seria não tem acontecido isso e isso não tem acontecido. Eu espero que isso
aconteça. Não tanto Não tem acontecido que o adoecimento mental tá aumentando muito e principalmente nos mais jovens. Então isso vai muito com aquele inverso onde você falou que o principal adoecimento, né, o principal fator de envelhecimento é o estresse e o maior estresse não se ser quem se é. Exatamente. Então é quase que um ciclo, né? Uma coisa vai alimentando a outra. Exatamente. Como que a gente pode usar, né, essa autocompaixão como uma força pra gente para não cair nesse ciclo, para não ficar nesse, vamos dizer assim, se reboliço de eu sou, eu não sou
e eu sempre tenho que estar feliz. É porque assim, eh, o que eu o que eu vejo é que a gente falou a questão da autoestima, tá? A gente tá falando agora da autocompaixão. Autocompaixão ela não é você deixar tudo para lá, porque a gente primeiro falou muito da autocrítica, aí depois da auto eh estima e agora a gente tá falando da autocompaixão. Diferente do que as pessoas acham que as pessoas falam assim: "Ah, se eu tiver muito autocompaixão, não faço nada, eh, me entrego a preguiça". Não é isso. A autocompaixão é quando eu sei
que eu tenho os meus talentos, eu sei que às vezes eles Não vão funcionar por n motivos. Eu sei que nem sempre eu vou ser 10, às vezes eu vou ser seis, às vezes eu vou ser sete, oito. Autocompaixão é quando eu acolho isso e falo assim: "Eh, hoje não foi um dia legal". Em vez de eu falar assim: "Que ódio, eu tinha que ter ido melhor, eu tinha que ter feito isso ou aquilo". A autocompaixão me diz assim: "Calma, você é humana". Eh, é só tem dias sim, dias não. Essa geração, né? Como dizer
assim, uns milênials, né? Sem ser a geração X agora que tem até aquilo que os que estão mais adoecendo por saúde mental, que cresceu sabendo que poderia fazer tudo com performance, os milênios e milênios. Isso. Eh, você acha que isso dessa autocobrança foi um dos fatores que fez eles adoecerem mais cedo do que a geração anterior da dos Millenials? Eu acho que sim, porque assim, eh, de geração para geração, nos últimos anos, né, nos últimos 50 anos, eh, as gerações, eh, que vinham na frente, elas conseguiam ter acesso a muito mais coisas que a geração
passada. E elas foram crescendo, não só financeiramente como intelectualmente. Nós estamos verdade, tinha até aquele estudo, né? A Gente fez um inverso também. Exatamente. Pela que o que do do da geração seguinte era sempre maior sem maior. Atualmente na geração Z a primeira vez que o QI não sobe de uma geração para outra. Então o que que tá acontecendo? A gente tem uma mudança na maneira de viver que tá eh cobrando coisas que não são humanas. Você não pode ser eh deslumbrante ou ter um desempenho 1000 todos os dias. Isso não ocorre. A minha geração
já tinha isso como uma coisa super tranquila. Quantas vezes eh eu eu tinha um dia ruim na faculdade de medicina e eu me lembro que eu chegava em casa e minha mãe: "Minha filha, deu tudo errado hoje, toma um banho, vai dormir que amanhã outro dia, tudo se resolve, né? Hoje é como se um dia errado falou uma coisa errada, eh, vai dar um cancelamento na internet, aquilo aquilo é como se fosse uma morte em vida". Então, a coisa ficou muito uma autocrítica muito grande, talvez por medo da exposição. E o ser humano, ele é
um bicho de exposição, mas ao mesmo tempo a gente não pode deixar que a vida da gente perta perca esse acolhimento humano. Porque, por exemplo, você comete um erro, a as pessoas vêm de paulada, eles acabaram criando traumas deles Mesmos. Tipo assim, por exemplo, ah, se eu não me cobrar assim, vai acontecer o que aconteceu aquela vez. E eu acho que é inevitável. O ser humano vai errar. Entendi. A questão é como ele vai lidar com erro. Ele vai se bater também, porque assim, que o outro bata é um direito do outro, né? Não é
educado, mas é um direito do outro. Agora, se você não se acolhe, se você não tem essa autocompaixão, eh, só aumenta teu stresse. Então, vai só piorando, você vai apanhando mais lá fora, vai batendo mais aqui dentro, piorando e vai se desconectando mais de você. Por exemplo, se você O que que é autocompaixão? Quando eu vejo o que que acolho, meus sentimentos, tô sofrendo, tô sofrendo, vai passar, vai passar, eu não sou meu sofrimento, né? Então esse autoacolhimento é como se você fosse um sábio dentro de você mesmo e que você eh conversa com você
como se fosse um sábio e aí esse sábio diz: "Vai deitar mais cedo, amanhã é outro dia, você começa tudo de novo." E isso diferente do que as pessoas achavam que você, ah, mas se você for muito bonzinho com você mesmo, você não faz nada, é mentira. te dá resiliência, te dá amadurecimento, te dá condição humana. E Isso é uma das coisas que fala lá, né, que é a questão de como que você vai usar isso para ser uma força para você de se acolher e não do outro, digamos assim. Será que aqueles atletas, aquelas
personalidades, aquelas pessoas que t esse, vamos dizer assim, né, essa máscara do work a holicar, sempre ser melhor, sempre se cobrar, não acabou eh inspirando outras pessoas a seguir esse modelo de vida para conseguir os mesmos resultados, já que, poxa, se ele conseguiu através do trabalho duro, eu também vou lá. Olha, eh, tem minhas dúvidas. A gente nunca sabe o que se passa por trás da vida daqueles atletas. Uhum. Né? Então, assim, vamos botar aí a Rebeca Andrade. A Rebeca Andrade, ela passou por uma situação muito difícil. Ela abriu isso, ela foi procurar ajuda, né,
até de terapia, deixou isso muito claro e voltou com muito mais força. Ela teve autocompaixão dela. Autocompaixão não é se acomodar, não é justificar erro, é acolher um sofrimento na hora que você está passando por ele para poder caminhar adiante. É aquilo que eu falei, é você falar assim: "Amanhã é outro dia, mas você não pode dizer: "Não, não tá sofrendo, tá sofrendo". E a Simone Bos também Passou por isso. É, a Simone Bos ela pediu para não ir. Ela pediu para não ir e quando ela foi na outra, ela tava muito mais resiliente e
ela foi uma das pessoas a cumprimentar a Rebeca Andrade, porque as duas se viram eh em movimentos muito parecidos, gerações um pouco diferentes, né? Simone, achei lindo aquilo. Quer dizer, a Simone teve a autocompaixão com ela, viu a autocompaixão da Rebeca também e as duas só tiveram mais é força. Eu não sei como você. Olha ali, tá falando fonte de força incondicional. Então, assim, a autocompaixão, diferente do que as pessoas acham, eh, traz paraa gente uma força extraordinária, que é esse autoacolhimento para seguir em frente. Eh, agora, com base nesses artigos, né, a gente vê
como que é esse passo a passo, essa autocompaixão na prática. Você acha que funciona assim? É tão fácil como você fazer eh praticar autogentileza, autocrítica, depois a a humanidade, depois esse mind foundance, como que a gente a gente consegue aplicar isso no dia a dia de forma prática, porque senão a gente também fica aquele pessoal que tem desculpa para tudo. Hoje não deu, tudo bem, vi levar visão. Não, isso é a tua visão. Eh, E eu acho bem bacana porque assim, como é agir com autocompaixão? O coisa mais básica, como que você agiria? com um
amigo, uma pessoa que você ama muito. Se essa pessoa tivesse numa situação difícil, como é que você falaria para essa pessoa? Você falaria assim: "Não, continua, continua, vai lá". Não, não. Como é que você falaria pro seu amigo? Olha, não. O que que você tá precisando? Vamos lá. Vamos fazer. Eu passei agora por um momento muito difícil. Que que você me dizia? Nossa, muita coisa eu tinha. Não. Sim. Precisando de uma coisa. Mas assim, você tá precisando de uma coisa. Vai passar. Isso é um momento, sim. Entendeu? Isso é uma caramba, isso é um negócio
muito legal, porque porque assim, você tem que se tratar, você tem que se tratar quando você tá mal, você tem que se tratar como se você tivesse tratando o seu melhor amigo, a pessoa que você ama, sua mãe, seu pai, o amigo, a esposa. Caramba, isso é um negócio muito legal, porque a gente é aquele famoso do óbvio, né? a gente faço pelo outro, às vezes aquilo que a gente não faz pra gente. Exatamente. Então, quantas vezes eu dizia: "Hoje eu tô a mesma coisa. Hoje Eu tô 11%, 11% melhor", né? Tipo assim, então, eh,
essa questão de eu me ver como minha amiga, você se lembra que um dia eu falei assim: "Eh, eu nunca faltei um compromisso profissional na minha vida. Tô mal." Naquele dia eu falei que tô mal, mas não é tô mal como um crítica, tipo assim, não deu. Primeira vez aconteceu. Primeira vez é deu. 4 anos de trabalho. A primeira vez que ela faltou no trabalho, acredite, todo mundo não em 40 anos de profissão, né? Então assim, eu tava me sentindo mal, mas teve uma hora que eu falei: "Pera aí, justamente por eu nunca ter feito
isso, eu posso fazer isso. Eu tenho moral para fazer isso. Não tinha nem opção de não fazer. Sim, mas aquilo podia ficar doendo, ficar super mal. Mas chegou uma hora que eu falei: "Pera aí, hora de me cuidar". E fui me cuidar. Sim, né? Fui, fui procurar. Eu fui procurar, procurar, não tinha resposta aqui. Vou procurar aqui. A gente, você mesmo lá procurando diagnósticos e eu falando: "Não, isso não, não casa por isso, por isso, por isso". Tanto que chegou uma hora, eu mesmo falei: "Tá na hora de procurar algum câncer espalhado pelo corpo." Não
tem condição. Nada adiantava. Nada adiantava, né? Então assim, isso é autocompaixão, não é ficar parado, é sempre assim, o momento é de sofrimento, ok, vamos buscar, vou tomar sorvete, assistir Netflix, vou vou buscar o que eu tenho para fazer, mas eu não vou ficar só sofrendo, porque eu não sou esse sofrimento, eu não sou isso, eu sou uma história. Por isso que na hora de cancelar as coisas, eu falei: "Não, eu vou cancelar porque eu não tenho condição e eu não estou, eu fui fiel a mim". Então isso é autocompaixão. Isso é uma coisa que
eu olho para trás e falo assim: "Hoje eu tô muito mais forte. Hoje tudo que aconteceu, eh, eu olho para trás e falo assim: "Cara, ao mesmo tempo, cada lugar que eu ia em busca de um diagnóstico, recebia tanto carinho, mas tanto carinho, que eu olhava assim, eu falava assim: "Cara, deve ser isso, eu devo estar eh nesse momento para me permitir." E eu tive uma uma várias enfermeiras maravilhosas, uma falou assim: "Talvez tenha acontecido isso, você cuida de todo mundo, tá na hora de você deixar se cuidar". Então assim, isso me fez mais forte.
Tanto quando eu falei assim, quando eu tava ainda em São Paulo, quando eu falei: "Tô 80% melhor". Que que eu falei? Acho que semana que vem a gente já volta a gravar. Sim, né? Mas não é porque eu tava me cobrando, é porque eu estava me sentindo bem. Exatamente. De novo, né? É, é. É, é por isso que a gente tem que tomar cuidado, né? De, de dessa questão de se cobrar demais ou passar a mão na cabeça demais. A diferença de ser mimada e ser compreensiva com você. Esse negócio, autocompaixão é ser compreensiva diante
de uma realidade. Sim. E a coisa mais simples, te trate numa situação difícil como você trataria o seu melhor amigo. É, agora, olhando assim, de acordo com os artigos, né, com os estudos, você acha que faz sentido desse jeito, dessa esse passo a passo, essa forma de de funcionar? Olha, ele coloca ali, né, tipo assim, dentro do do artigo que você selecionou, é autogentileza. Autogentileza tem muito a ver com a autocompaixão e ele faz o inverso da autocrítica. Isso. Então, o que que ele bota ali? Ser caloroso e compreensivo consigo mesmo em momentos de dor
em vez de se atacar. É o que você falou, né? Isso foi difícil. Como posso me cuidar agora? É a hora que você, na realidade é como se você fosse pai e mãe de você mesmo. Porque assim, dentro de nós tem um Pai e tem uma mãe. Autocompaixão é quando você, você já viu pai e mãe que ama, ele sabe quando ele cobra do filho, quando é preguiça e quando ele tem que se tem que dar aquele apoio, tipo assim, não, filho, vai dormir, você não tá aguentando. Deu. É. É. Será que é igual naquele
inverso? Eu acho que o, se não for o três, eu acho que até o o dois, que é sobre você pai e a mãe da sua criança interior, ali é mais em relação ao trauma, se eu não me engano. Mas assim, dentro de nós tem um pai e tem uma mãe, né? E quando você tem autocompaixão por você, você é um pouco seu pai e sua mãe, mas um bom pai, uma boa mãe, mesmo que você não tenha tido. Entendi. Você pode criar esse bom pai e essa boa mãe. Então é, é aquilo, né? Se
você não teve um bom pai, uma boa mãe, um bom exemplo, você consegue ser esse seu exemplo, né? Pode. Entendi. Outra coisa legal também que você falou, que eu deixei passar assim, que é você não é, como é que eu vou dizer? Eh, a sua dor. Isso. Eu acho isso legal porque tem muita gente que acha que o que aconteceu ali é só aquilo ali sempre, né? Às vezes é só mais um lado da personalidade, mais um lado do daquele momento. Mas a gente Nunca é eh um uma coisa só. Então, por exemplo, quando a
gente tá sofrendo, eh, como ser humano, a gente vai sofrer. A dor é inerente da existência humana, mas a gente não é aquela dor, a gente está sentindo aquela dor. Então, quando você pensa assim, fica muito mais fácil, porque você sabe que vai ter sol de volta. Por exemplo, dia nublado não tem sol, não tem sol não. A gente não tá vendo, mas o sol tá lá. Tá lá. É só esperar o amanhã, talvez. É só esperar. Não vem passar. Olha, como é que ela era boa, chegou da faculdade mal. vai dormir, vai dormir. Não
adianta que você hoje não vai render. Será que os pais dessa geração milênio, né, que vou falar da minha geração assim, os filhos que eles estão tendo agora, tá tendo eles estão tendo essa, como é que eu vou dizer, essa cobrança de mais ou cobrança de menos para eles virarem essa geração Z agora meio Eu acho que as gerações sem muita garra, né, que que a geração milênio ela teve muito mais do que seus pais, né? E eu acho que eles acreditaram que, tipo assim, ah, no esforço tudo se consegue, vamos lá, vamos lá. E
acabou que não teve essa entrega, né, tão certa assim. E pra geração Z Também tá difícil. Muita geração Z vai ficar em casa durante um tempo. Então eu acho que eles não sabem ainda o que entregar. Tanto que muitos estão optando por não ter filho. Entendi. Porque assim, a crise, tudo bem, existe uma crise mundial, existe uma crise no meio ambiente, sempre teve crises querendo a nossa, a gente for para pensar, mas não tinha desesperança. Isso. Hoje a gente tem muito mais desesperança. E qual que é a diferença da crise, da desesperança? Sim, porque a
gente hoje tem crises eh globais, antes eram crises mais localizadas, por exemplo, a questão da violência, tudo bem que a gente vive num país muito violento, que a violência eh tem que ser feita alguma coisa, porque tira dignidade de ir e vir, mas o mundo tá mais violento, as guerras estão voltando, né, e estão durando. Então assim, hoje a gente vive um momento, um momento mais cinza da humanidade. Acho que tivemos momentos solares, a gente vive um momento mais cinza. Entendi. Mais nublado, né? Isso. Mais nublado. E a gente seguindo, né? Quando a gente vai
dar autogentileza contra autocrítica, a gente vai pra humanidade comum versus o isolamento. Você acha que é é bem isso De reconhecer que seu sofrimento? É porque assim, que que pode o que ele quis dizer aí? Eu acredito eh humanidade comum versus isolamento. Que ele quis dizer é o seguinte, que quando a gente acolhe um sofrimento, ao invés da gente se isolar, a gente entende que aquilo faz parte de ser ser humano. Entendi. E como que a gente faz isso? Lá errar não me torna defeituoso, me torna humano. E como que mas como que a gente
começa a a mudar essa esse pensamento? Porque parece que tem uma vozinha que toda vez que você começa a se acolher mais, tem a outra que fala mais alto, fala assim: "Hum, para de frescura, bora lá". Eu acho que é o equilíbrio, né? Porque tem uma outra coisa, a autocompaixão não é um traço fixo, ela é treinável. Então, eh, o que eu acho que você pode fazer literalmente para começar a fazer isso é tipo assim, o que que você falaria pro seu melhor amigo se ele tivesse nessa situação? Entendi. Aí você começa a se tratar
com esse respeito, respeito, vai conversando, vai. Não é justamente isso. O que que eu falaria, por exemplo, quando eu tive doente, eu falei: "O que que eu falaria para alguém? Um amigo, minha mãe?" Eu diria: "Vá se cuidar, todo o resto se resolve". E foi isso. Caramba, eu consigo imaginar você fala: "Isso vai se cuidar". O resto tudo se resolve. Resolve. Às vezes as pessoas é fica com esse negócio do Madunes e ficou algo muito difundido do dos americanos, aquela coisa difícil, né? E como é que você acha daqu de quebra exterior? Eu não acho
difícil assim o mindfulness. É é um treinamento que você faz com teu com a tua mente e que ele tem três pilares, né, que é a intenção, a atenção e a atitude. A intenção é quando você fala assim: "Vou viver esse momento aqui e agora". você para tudo para viver aquilo. A atenção em geral você foca ou na sua respiração ou no no batimento cardíaco. Eu alterno muito. Às vezes eu eu faço pelo batimento cardíaco e aí você fica porque aí você no corpo observando a respiração ou batimento cardíaco, você ancora a tua atenção, tá?
E a atitude é justamente quando você começa a falar assim: "Eu estou sentindo muita dor agora, eu tô sofrendo, tá? Mas isso é algo que vai passar, isso é uma emoção. Isso não sou eu." Entendi. É como se você eh, por exemplo, você é uma doença, não. Você estar doente, né? E como que você faz isso? É por Dia, é por semana? Como? Para virar rotina? mundo devia fazer uma vez por dia. Entendi. Quase que aquele skin que mental que você fala de escovar o dente para coisa assim de 6 8 ou 10 minutos. Não
é uma coisa que você tem que ficar meia hora. É, é você ter a intenção, a atenção e uma atitude em relação à aquilo. Na realidade, facilita muito. Eu diria que o mindfulness feito nessa nesse sentido facilita o desenvolvimento da tua autocompaixão. Entendi. Porque é como se você tivesse sempre se auto e percebendo e se autorregulando, evitando que você vá ficar remoendo coisas negativas. Entendi. Caramba, que legal, né? Então, entendeu que não é acomodação? Não, não é, é, é ajuste de rota. Isso é como é aquilo, né, que quando você vai falar pro seu amigo,
você não vai pensar em dar uma desculpa para ele, que você não quer ver ele naquela situação, né? Você vai ser acolhedor. Examente. Você vai ser acolhedor e vai falar: "Cara, isso vai passar". Agora a gente pensando no, né, no no funcionamento do nosso cérebro, assim, quando a gente traz pro pros estudos, a gente consegue ver que lá o sistema de ameaça, ele é muito mais ativado pela autocrítica, Enquanto o sistema do cuidado ele é ativado pela autocompaixão. O que que pode acontecer com o nosso cérebro, nosso cérebro, perdão, quando a gente foca muito nessa
autocrítica e se tornar algo crônico, ele tá perfeito. É, a autocrítica vai levar a um estresse, aquilo que a gente tá falando. Por quê? Porque no cérebro você vai ter amídala disparada. Amídala é onde tá o sensor de tudo que é ameaça. Uma pessoa autocrítica tudo é ameaça. Nada é tipo assim, pera aí, vamos lidar com isso. E essa disparada da amídala libera os hormônios. Ó lá, ó. Cortisol, adrenalina. A fisiologia, que que acontece quando a liberação de cortisol, adrenalina? coração acelera, os músculos ficam tensos, tá? É aquele sistema de de sobrevivência desde os nossos
primórdios, desde lá tá lá ele não tem jeito. É ameaça, né? O sistema de ameaça, de fuga, de luta, né? E isso acaba comprometendo o córtex pré-frontal, que deixa de ser racional e fica engolido nessas emoções negativas. Entendi. Então, toda vez que a amídala dispara, é como se ela desconectasse o racional. Ela não consegue nem ativar, porque não, a mida sequestra. Exatamente. Sequestra, Né? Então ali o estudo psicológico, luta, fuga, congelamento, pensamento rígido, foco no perigo, tá? Então ali você fica nesse nesse mar de estresse. Já quando você vai paraa autocompaixão, você acalma o teu
cérebro porque você ativa o teu córtex pré-frontal que fala assim: "Calma, é como se fosse um pai, uma mãe pegando um bebê chorando, acolhendo. Ele não acalma. Sim, é a gente a mesma coisa. E por que que tem, pelo menos na minha visão assim, tem mais gente que tem essa autocrítica, né, essa essa cobrança do que a autocompaixão por desconhecimento. Hum. Porque assim, se você deixar, o cérebro sempre vai reagir como ameaça. Entendi. Né? Para você, por isso que a autocompaixão, ela é treinável. Você tem que se fazendo eh fazendo, ativando o teu corte préfrontal.
Olha a diferença dos hormônios. Enquanto a autocrítica libera cortisol e adrenalina, a autocompaixão libera o citocina e opioides endógenos, que inclusive alivia a dor. Que legal. Ou seja, né, eh, tratar a dor, entender e cuidar dela é muito melhor do que só é quase analges que você tá fazendo ignorar ela e ir com ela mesmo. Exatamente. Então, te traz calma, Segurança, pensamento claro. Entendi. Outras possibilidades, né? Você ativa uma área mais evoluída do cérebro, né? Caramba. Por isso tem que ser uma pessoa, digamos assim, mais evoluída, né? ter esse conhecimento, porque não é difundido isso
sim, porque se eu deixar sempre vai, ele vai estar reagindo ali e vai ficar preso ali. Exatamente. Eh, agora a gente falando um pouquinho da citocina que é liberado através dessa acompaixão, né? Da da da autocompaixão, além de colocar o bebezinho no colo quando, né, a mãe nasce e tudo, o que mais que pode e liberar essa essa essa e a importância, a autocompaixão, porque você falou, botar o bebê no colo libera oitocina, se botar no colo também. Hum. Quando você se acolhe, que que é autocompaixão? Autoacolhimento. Você também libera o teu. Caramba, que legal.
Então, de novo, né? Se você vai acolher um bebezinho, se acolhe também. Se acolhe. Olha você novamente sendo pai, mãe de você mesmo. Então, olha só que interessante. Olha os efeitos da citocina por si só. Ó lá, inibe o cortisol ativado por intenção. Ou seja, só de você imaginar que você tá fazendo algo, que você tá se, né, tendo essa autocompaixão com você Mesmo, você já tá liberando mais ocitocina, né, de imaginar. Agora imagina se você faz mesmo. É. E e isso, será que tem alguma relação com a aquele da dopamina, aquele estudo, né, que
você fica só de lembrar da recompensa, você já libera dopamina porque você quer que a recompensa ou são gatilhos diferentes? Olha, pode até ser. Lá, ali tem um estudo da Helen que mostra que imaginar receber compaixão reduz significativamente os níveis de cortisol. Ou seja, o cérebro é aquilo, né, que ele não só quer ver mentira ou verdade, ele se você imaginar com com determinação, ele vai entender que é para onde você tá querendo levar o mastro, né? O o remo, o remo seja o capitão do seu barco, né? Ex. Seja capitão do seu barco. Mas
não precisa ser duro o tempo todo. Agora a gente falando desse daqui de novo, voltando um pouquinho, né? daquele estereótipo de você ser muito duro com você mesmo, você vai conseguir os resultados. A gente tem muito da autocrítica exacerbada, né? Isso. Por exemplo, eh, o Feder do tênis, do tênis, o Kobe do basquete, Cristiano Ronaldo do futebol. Às vezes eles são uma exceção à regra ou eles realmente aprenderam a lidar com isso tudo? Olha, eu não sei porque assim não me parece, por exemplo, no caso do do Cobe, não me parece que ele era uma
pessoa eh ele fazia por uma questão de treinar, ele optava por treinar mais, mas provavelmente ele teve dias que ele treinou menos e aceitou isso porque no dia seguinte ou dois dias depois ele poderia fazer mais e melhor. Por exemplo, o Zico era um cara que quando acabava o treino do Flamengo e o Flamengo na época era na Gávia, qualquer um podia ir lá ver, não era assim esses sem treinamento tão longe, era tudo muito. Na zona sul tinha o Botafogo, tinha o Flamengo, tinha o Fluminense. As coisas eram bem mais simples. Eh, todo mundo
embora era dispensado, ele ficava batendo falta. Mas não era ficar batendo falta porque ele tava, muitos pegavam fazer outras coisas. Ele queria ficar ali batendo falta. Entendi. Mas certamente teve dias que ele tava doente, ele não ficou batendo falta. A questão é você fazer com que você faça coisas que você gosta, mas a qualquer custo aí não é legal. Aí isso é uma autocrítica que nunca tem fim. Entendi. Uma coisa é você fazer mais de uma coisa que você gosta porque você acredita e quer Ser melhor para você mesmo sempre. Exatamente. Não é uma questão
de autoestima, porque os outros vão achar, você tá fazendo por você. Entendi. Porque você acredita que aquilo vai te dar um bom resultado. Agora, se uma pessoa começa a virar a noite fazendo isso, só por fazer, porque aí é uma autocrítica nociva. Entendi. Totalmente nociva e sem autocompaixão. E vira patológico depois de um tempo por causa do estresse. Vai virar. Quero fazer um pouco mais. Mas esse pouco mais não é um pouco mais de tipo assim, fazer qualquer custo. Eu vou virar madrugada, vou. Entendi. Isso. Por exemplo, me lembro que a minha mãe sempre dizia:
"Se você tiver que estudar de madrugada, tem uma coisa errada com o seu estudo." Caramba. Ou então esse negócio de tomar café, tomar Coca-Cola, ela fala: "Para com isso, tá estudando errado". Se você tiver que perder uma noite e sono para estudar, tem alguma coisa errada. É melhor nem estudar, né? Porque fala que uma boa noite de sono. E a gente hoje sabe disso, essa limpeza do cérebro de toxinas ocorre principalmente entre 10 da noite e 2 da manhã. Olha, então não basta dormir bem, também tem que Dormir mais cedo. Caramba. É por isso que
tem aqueles trabalhos noturnos, né, que as pessoas depois de um tempo elas criam patologias como estresse crônico, igual não adoece, hipertensão, apneia. Tem até caso que eu eu tava olhando uma vez de eh que a pessoa vira diabética, pode resistência insulina, pode por estresse. Agora, esses trabalhos eles tinham que ser assim, né? O cara trabalha do anos e depois tem que sair dali. a própria empresa poderia remanejar eles, porque assim, muito mais que isso. Antigamente a bolsa de valores, quando era aquela loucura do pregão que o pessoal ficava berrando, aquela loucura, era loucura mesmo. Hoje
é tudo pelo computador. Eh, eles só podiam ficar no pregão no máximo um ano e meio e dois. Olha aí, recolhiam, iam para outro sistema dentro da empresa para depo e tinha gente viciada e voltar pro pregão. Tem tinha tinha naquela naquele auge de de bolsa de valores que era aquela berração, uma loucura aquilo. Eh, tinha gente que se drogava para est no pregão. Muita gente adoeceu. A bolsa de valores fazia esse rodízio de de tempo. não era economicamente viável até para eles fazerem, Porque eles eles não performam o mesmo que eles perforavam. É, os
caras começavam a se drogar e fazer apostas já ousadíssimas demais, eles recolheram. Caramba, que legal, né? Agora quando a gente coloca motivação pelo medo, pela motivação pelo cuidado, né? É mesmo aquela questão do combustível. Às vezes o combustível de um é o medo, o outro combustível é o, vamos dizer que o cuidado mais é a autocrítica. Eh, quanto maior ela for, mais tóxica ela vai ser. E na realidade, na autocrítica, você eh você o sentimento, né, a emoção básica é o medo, é o medo do fracasso. Já compaixão, né, eh você tem um desejo de
crescimento, de melhorar, de seguir em frente. É bem diferente. E quando a gente pensa assim, esse medo do fracasso e tudo, e por que que tem medo do fracasso? Por que que que esconde esse medo de fracassar? Porque tem gente que acha que se fracassar a a gente não viu que a autoestima tá ligada a resultado. Sim. Então a pessoa vai achar o seguinte: eu não valho nada. Se eu tô fracassando, eu não valho nada. Isso é autoestima gerada pelo externo. Entendi. E aí pessoas muito autocríticas, elas realmente, olha Só, o custo energético, esgotamento, burnout,
tem maior nível de burnout, as mais autocríticas, né? Eh, esse tipo de, como é que eu vou dizer, de comportamento dessa autocrítica, desse medo, desse, dessa toxicidade, pode ser passado para, como é que eu vou dizer, igual os millennials, por exemplo, passando pros filhos deles agora? Olha, depende, porque assim, filhos tem muito essa coisa de observar os pais, né? Hum. Verdade. Esses dias eu vi um um um um senhorzinho andando e eu vi o netinho andando igual ele, rapaz. Diz que o o que é? Eh, ai meu Deus, o exemplo arrasta, né? Então, por exemplo,
a ordem convence, o exemplo arrasta. Exatamente. Então, o exemplo é fundamental. Se você vê um pai que tá o tempo todo com uma autocrítica horrorosa, é claro que aquilo vai influenciar. Hum. É óbvio que vai. Entendi. Então, às vezes, por isso que esse se os primeiros filhos dos millennials, assim, por exemplo, eles já crescem com a crítica ferrenha, né? Porque se a gente for pensar igual na China mesmo, eles são muito, como é que eu vou dizer? A cobrança é muito grande. Isso. Então, será que a autocrítica bem desde da infância assim? Ele já Depende
dos pais. Entendi. Lá é algo cultural, no caso. Lá me parece que é algo cultural. Acho que na Coreia também. Ah, entendi. Acho que na Coreia também. E aí tem que ver, né? Porque às vezes a gente ouve falar, mas a gente não sabe exatamente como funciona um outro país. Entendi. Mas parece culturas diferente. Me parece, por exemplo, vestibular na Coreia, os pais ficam do lado de fora esperando. É como se fosse um jogo, sabe? E o filho que vai mal. É, tem aquela, a gente falou até sobre isso, né? que o anda atrás, esquisito,
é esquisito. Então assim, e não sei se isso melhora as crianças, talvez melhore um desempenho imediato, mas eu não sei qual o preço disso depois. Entendi. No futuro, né? Porque a autocompaixão faz você aprender por você. Você vai aprendendo com os erros, você vai se acolhendo, vontade do outro, né? A autocrítica faz você aprender eh no estresse. Então, o que que acontece? É como se fosse o corredor de 50 m e o de maratona. O alto crítico, ele vai correr os 50 m, mas o que tem autocompaixão vai correr a maratona. Entendi. E vai chegar
lá de novo, né? Não é aquilo, Fala da vida, né? Não é uma coisa de 50 m, não. Exato. A vida é uma maratona. Entendi. Ela não é um 50 m que você arranca e dá conta. Ela continua depois de 50 m. Sim. Então é melhor se preparar para a maratona e não para 50 m. A vida não é 50 m. Agora a gente voltando assim, né, igual a gente falou no começo das redes sociais, então acaba que as redes, as redes sociais, do jeito que elas estão colocando hoje as pessoas, né, de se comparando
de novo e tudo, às vezes é tipo assim, ah caramba, ele foi autocrítico com ele mesmo, deu certo, dando certo, eu vou lá também, vou repetir, mas às vezes o que tá no dá certo quanto tempo? E outra coisa, por exemplo, esses coaches, né, eh, que ensina, ah, faça isso, faça aquilo, quantas pessoas dão certo? assumida, né? Tava isso antig um porque talvez já esteja estressando as pessoas e não deu resultado. Ninguém foi tomar tapa na cara e ninguém. E e será que deu certo? Quer dizer, tem algum estudo? Cadê os resultados? Quer dizer, e
o pior, no Brasil tem uma opção de coach que nunca fez nada e tava ensinando o pessoal a fazer alguma coisa. É o famoso coach de palco, né? É porque o cara não tem histórico. É diferente Quando você pega um cara que trabalhou em não sei quantas empresas, abriu não sei quantos negócios, tem uma história para contar. Aí hoje o coach que não é mais coach, é o cara que tem história e vai dividir a experiência dele com você. Entendi. Aí sim. Vamos ouvir, vamos ouvir, vamos ouvir um cara que quebrou, fez de novo. Tá,
tá, tá. E tá aqui. Ele vai te dizer onde errou. Mas agora esse esse esse esse coach de show, de espetáculo que a gente viu, quantas pessoas, eu tenho curiosidade, eu queria até que as pessoas que foram a coaches e pagaram e foram lá, eu queria que elas dissesse: "Funcionou". Ah, mas eu acho que isso aí pode ser que mexe até com o ego delas de tipo assim, caramba, eu não vou falar que eu fui otário de certa forma, né? lá e gastei um dinheiro. Talvez ter funcionado para um, dois, mas não é uma receita
de bolo. Talvez tenha funcionado para alguns que arrancaram e depois se autocorrigiram no excesso. Entendi. Mas pela pessoa. Agora a gente olhando aqui, tem a forma que a autocompaixão ela até ajuda a prevenir e a proteger contra ansiedade e depressão. Com certeza. E se a gente viu que ela aumenta a Citocina, baixa cortisol, baixa adrenalina, é óbvio, diminui a a o estresse, diminui a ansiedade e diminui a probabilidade de adoecimento por transtorno de ansiedade e depressão. Entendi. É até lógico, né? Agora que você falou, é, né? Porque e tem vários estudos aí, né? Sim, sim.
É um compilado de mais de 48 estudos para você ter ideia de quão complexo é isso da gente trazer sobre essa autocrítica, porque de novo, se a gente for parar para pensar, ela vai entrando em várias camadas, né? Então, olha para você ver, autocrítica, aí vem auto e autocompaixão, aí vem autoaceitação, aí é muito autoestima, vai fazendo um bolo, mas eu acho que a gente conseguiu separar as coisinhas, entendeu? Acompaixão, escudo, né? Então a gente poderia colocar ali também que além de ajudar na ansiedade, depressão, estresse, ela tá automaticamente ajudando também no envelhecimento, né? Porque
já que o estresse é o maior fator de envelhecimento que a gente viu, se previne ajuda com estresse, depressão e ansiedade, eu acho que deve ter uma ajuda bastante, né? Mas se você tem uma autoestima legítima e não vinculada a outros, aceitação de outros ou Desempenho imediato, eu acho que a junção de uma autoestima legítima e uma autocompaixão eh sábia, eu acho que é poderoso assim pra vida. E a gente pode olhar também que, segundo os estudos, ser, né, eh, aplicar, né, essa autocompaixão com você mesmo, autogentileza. Essa autogentileza ajuda até mesmo no relacionamento, nos
seus relacionamentos. Com certeza. Com certeza. Eh, você já teve caso de algum paciente seu que ele chegou, ele era bem assim e depois com o tempo ele foi conseguindo ser mais tranquilo, aplicando essa autocompaixão, os filhos e com certeza. Com certeza. Quem é auto gentil com si mesmo, quem tem autocompaixão consigo, eh, isso vaza pros outros. Pode ter certeza. Quando você também é uma pessoa crítica, excessivamente crítica com você, você também vaza pros outros. Você é excessivamente crítico, chato, cobrador. Com certeza. Entendi. A gente nunca tá sozinho, né? Então assim, o onde a gente vibra
os sentimentos, as emoções, existe todo um campo em volta que é atingido por bons e por maus sentimentos. E olha que legal, né? A gente falou sobre a microbiota aquela vez. A microbiota é o físico. Aqui já é, Vamos dizer assim, né? O emocional. Emoções. Emocional. Emoções, sentimentos. Como é complexo socializar, né? É complexo, mas é um negócio bonito de aprender, eu acho. Eu acho bem bonito. Hum. Agora pra gente fechar aqui, Bia, que que você acha da gente passar pro pessoal um kit de ferramentas assim para eles chegarem hoje e falar assim: "Opa, vou
praticar um pouquinho de autocompaixão". Isso eu acho bem legal. E também a pessoa não precisa fazer tudo, né? Toque físico, você pode fazer isso no banho, é tão simples, né? compra um. Eu eu tenho umas coisas assim, eu gosto de sabonete líquido e gosto de um óleo que é para restaurar o pH da pele. Então, toda vez que eu antes de acabar o banho, antes de sair, eu passo um óleo. É, é uma delícia. Ele é feito para isso mesmo. Eh, e eu faço muito carinho na hora de passar aquele óleo. Que legal. É muito
carinhoso assim. Isso é o toque físico, porque tem gente fala assim: "Ah, vou me abraçar". Gente, se toma banho, não é possível que você não passe, não tenha tenha problema em passar a mão de forma carinhosa no seu corpo. Entendi, né? Então você pode fazer isso porque libera o citocina, Acalma. Por isso que muita gente se acalma no banho. Hum, entendi. Que querendo ou não, a não ser que você seja uma pessoa que toma aquele banho, né? Sai correndo e sai. Aí você, te lava o pé, a mão. É. E aí você não vai liberar.
Mas se você fizer do banho um ritual eh de conforto, de aconchego, nossa, com certeza. Você pode falar com você mesmo, como você falaria com amigo, né? Também faço isso no banho. Muitas vezes faço isso no banho, assim, como é que foi meu dia? Eh, como é que tá meu nível de cansaço? Como é que tá meu nível de satisfação? Eh, vou tomar uma sopinha, eu vou comer uma frutinha? Se eu tiver mais querendo aconchegu até e a minha alimentação de acordo com o meu estado. Que legal. Sopa me aconchego. Porque é quentinho, lembra de
vó? Será? Eu acho que sim. Tem aquela coisinha da sopinha, sabe? Quando a gente é criança, quando a gente tá doente, não vai à escola, ganha sopinha, porque tem que ser uma coisa, músculo, sopa de músculo, legumes com músculo. E lembrar sempre, né, que, tipo assim, você tá em sofrimento, cometeu erro, faz parte do ser humano errar, mas faz parte do ser humano que tá aqui para para melhorar, aprender com erro E saber que todo mundo erra. esse negócio. Ah, fulano não é erra, erra, mas continua, né? Talvez, mas continua. Exatamente. Entendi. Agora a parte
dois, que seria o A gente já falou muito, né? A gente já falou do mindfulness, que é esse momento de acolher o sofrimento, os erros, lembrar da humanidade que todo mundo eh erra e autogentileza, né, que é autocompaixão. Exatamente. Escrever uma carta de autocompaixão, eu acho muito legal. Muito legal. Você já escreveu uma carta sua? Eu escrevo muito. É mesmo? Escrevo. Eu fui na terapia, tava fazendo terapia, ela virou para mim, falou assim: "Escreve uma carta para você". Infelizmente não vou ter na terapia. Eu sou um péssimo paciente porque eu fui escrever, falei: "Que que
eu vou escrever aqui?" Eu falei, "Tente, porque olha só, escrever, principalmente a mão, aciona muito mais áreas cerebrais. É mesmo? possibilita muito mais poder de criatividade, junta, tem mais conexões, poder de reação do teu cérebro é melhor. Antigamente tinha uma tradição nas escolas da gente escrever uma carta para daqui a 10 anos, para daqui a 5 anos e aí trancava e pegava depois cápsula do tempo. Faz de seis em se meses já é Bem bacana. Caramba, que legal. Mas tranca, só vê depois de ser mesmo. Aí geralmente como é que foi essas últimas cartas? Você
gostou do resultado? Tá sendo legal. Tá sendo legal. Tá tá tá me dando mais paz e tá tipo assim, tá vendo? Olha, naquela época eu tava tão temerária disso e nada disso aconteceu. Entendi. Sabe que legal? É bom para ver assim que a gente é uma forma de você literalmente ver de fora um pouquinho, né? Exatamente. Do do situação que você entra na autocrítica e aí você tem começa essa relação tóxica com você mesmo. E autocompaixão é quando você tem uma relação boa com você mesmo. Então fica, vamos dizer assim, né? Fica a mensagem para
quem tá em casa, né? Você tem que escolher. Ou você vai viver na autocrítica e vai desenvolver burnout, isolamento, estagnação, né? além de depressão, ansiedade, ou você vai escolher e equilibrar um tanto de autocompaixão que vai te fazer resiliente, mais conectado com as outras, melhor conectado com as outras pessoas e crescimento como pessoa, né? E sabe que que ajuda também, Bia, nessa parte de autocompaixão e de, né, mostrar que você se importa, é mandar esse vídeo pro seu amigo, pra sua amiga, pra sua mãe, Pai, clicar aqui embaixo, marcar eles para ver isso, porque tem
muita gente que às vezes, eh, você pode dar o conselho, mas ele só escuta da boca do outro. Então, manda para aquela pessoa que você se importa, pratique autocompaixão com você e autocompaixão com ela também. E lembre-se, né, da próxima vez você falhar, faz o seguinte, tenta se tratar como se você fosse seu melhor amigo, porque é difícil, mas se você se acolher, se você tiver compaixão, pode ter certeza que você tá indo na direção de ser uma pessoa mais resiliente, mais agradável e mais produtiva, por mais que você pense que não. Autocompaixão não é
acomodação. Autocompaixão é você se acolher para voltar mais e melhor. Então é isso, não se esqueça de clicar aqui embaixo, se inscrever. Vamos fazer uma corrente legal, uma positiva. Clica aqui embaixo nos comentários, digita uma história legal que você praticou ou uma que você não praticou e vamos ver se a nossa comunidade é como que eu vou tem autocompaixão. Tem autocompaixão com autogentileza. Vamos ver que que eu espero que sim. Eu acho que a nossa comunidade tem. Vamos todos nos acolher. Isso mesmo. Então não se esqueça, até o próximo Podle inverso. Até.