Olá, meus amores, sejam bem-vindos a mais um vídeo aqui do canal. Se você é novo por aqui, chega mais, fica confortável. Pegue seu café ou seu chá e escute com atenção.
Apague as luzes e prepare o coração. Esse espaço é nosso, um momento de confidência e verdade. Às vezes a gente aprende do jeito mais doloroso.
Hoje eu trago um relato enviado por uma inscrita anônima. Aqui nós vamos chamar essa pessoa de Érica. É uma história densa sobre inveja, obsessão e escolhas perigosas.
O título é: Usei magia para separar um casal e nunca mais tive paz. Vamos ao relato. >> Olá, Elise.
Olá a todos os inscritos do canal. Eu acompanho as histórias aqui há mais de dois anos e confesso, muitas vezes julguei as pessoas que enviavam seus casos. Eu pensava: "Como alguém pode ser tão cego?
" Ou: "Eu jamais faria isso. " A vida, porém, tem um jeito cruel de nos mostrar que somos capazes de tudo quando deixamos a sombra tomar conta do nosso coração. Por favor, peço que tentem ouvir minha história até o final, antes de me condenarem.
O que eu vivo hoje já é condenação suficiente. Eu escolhi esse título, o dia em que usei magia para separar um casal e nunca mais tive paz, porque ele resume exatamente a minha trajetória. Não existe outra forma de descrever.
Eu troquei a minha paz por uma ilusão e o preço cobrado foi alto demais. Tudo começou há cerca de 5 anos. Naquela época eu tinha 32 anos.
Eu sempre fui uma mulher considerada muito bonita. Modéstia à parte, eu sabia do poder que a minha aparência tinha. Eu era alta, tinha o cabelo longo e escuro, cuidava muito do meu corpo e sabia me vestir para chamar a atenção.
Eu trabalhava como gerente em uma loja de roupas de luxo em um bairro nobre da cidade. Foi nesse ambiente que eu conheci a Rose. A Rose era cliente da loja, diferente de mim, que usavam a beleza como uma arma.
A Rose tinha uma beleza suave, quase ingênua. Ela era pequena, delicada, falava baixo e tinha um sorriso que parecia iluminar o lugar. No começo, eu a atendi como qualquer outra cliente, mas com o tempo, ela começou a aparecer com mais frequência e nós fomos criando uma espécie de amizade.
Ela sempre falava do marido, o David. Dizia que ele era o homem da vida dela, que eles estavam juntos desde a faculdade, que ele a tratava como uma rainha. No início, eu ouvia aquilo com um certo tédio, achando que era exagero de mulher apaixonada.
Até o dia em que o David foi buscar a Rose na loja. Quando aquele homem entrou pela porta de vidro, o ar pareceu ficar raro efeito para mim. O David não era apenas bonito, ele tinha uma presença, uma aura de masculinidade e gentileza que eu nunca tinha visto nos homens com quem eu me relacionava.
Eu estava acostumada com homens que me queriam como troféu, que olhavam para o meu decote antes de olharem nos meus olhos. Mas o David, o David entrou, sorriu para mim com educação, disse: "Boa tarde, senhora" e foi direto para Rose. Ele a beijou na testa com uma ternura que me deu um nó no estômago.
Ele segurou as sacolas dela, abriu a porta do carro. Ele olhava para ela como se ela fosse a coisa mais preciosa do mundo. E ela, ela era tão comum, tão simples.
Naquele momento, uma semente de inveja negra e ponte aguda plantada no meu peito. Eu pensei: "Por que ela? Por que uma mulher tão sem graça merece um amor desses?
E eu, que sou muito mais mulher, estou sozinha". A nossa amizade se estreitou. Eu comecei a forçar situações para estar perto deles.
A Rose, na sua inocência, achava que eu era uma amiga solitária precisando de companhia. Ela me convidava para jantares na casa deles, para churrascos aos domingos e eu ia. Eu ia sempre.
Eu me arrumava horas antes desses encontros. Escolhia as minhas melhores roupas, aquelas que valorizavam as minhas curvas, usava o meu perfume mais caro. A minha intenção era clara.
Eu queria que o David me notasse. Eu queria que ele visse que ao lado da esposa sem sal dele havia um mulherão disponível. Eu me lembro de um jantar específico cerca de seis meses depois que os conheci.
Estávamos na sala deles. A Ros tinha ido à cozinha buscar a sobremesa. Eu fiquei sozinha com David.
Eu cruzei as pernas devagar, deixei meu vestido subir um pouco e olhei fundo nos olhos dele enquanto ele servia mais vinho na minha taça. "A Rose tem muita sorte de ter você, David", eu disse com a voz rouca, propositalmente sedutora. "É raro encontrar homens assim hoje em dia.
A maioria não sabe valorizar uma mulher de verdade. " Ele sorriu, mas foi um sorriso educado, distante. "Eu que tenho sorte, Érica.
A Rose é a mulher da minha vida. Ela esteve comigo quando eu não tinha nada. O que temos é construído sobre rocha, não areia.
Aquela resposta foi como um tapa na minha cara. Ele nem sequer olhou pras minhas pernas. Ele nem sequer vacilou.
A fidelidade dele, em vez de me fazer admirá-lo, me fez ter ódio. Ódio da Rose. Ódio daquela felicidade perfeita.
Na minha cabeça doentia, ela não merecia aquilo. Ela não sabia o que era sofrer por amor, como eu já tinha sofrido. Eu comecei a achar que ela tinha roubado a sorte que deveria ser minha.
A inveja virou obsessão. Eu passava os dias vigiando as redes sociais deles. Cada foto de viagem, cada declaração de amor era uma facada.
Eu comecei a criticar a Rose sutilmente para o David, sempre disfarçada de brincadeira. Nossa, a Rose engordou um pouquinho, né? Deve ser a felicidade.
Ou a Rose é tão caseira, né, David? Você não sente falta de uma mulher mais animada? Mas nada funcionava.
Ele parecia blindado. Foi aí que eu decidi que precisava de ajuda. Ajuda que não era deste plano.
Eu cresci em uma família que não tinha religião definida, mas minha avó sempre falava sobre o poder das ervas e das rezas. Eu sabia que existiam lugares onde se podia pedir coisas, coisas que não se pede na igreja. Uma colega de trabalho, certa vez tinha comentado sobre uma senhora, uma tal de dona Sônia, que fazia trabalhos fortes para o amor.
Eu consegui o endereço. Era em um bairro afastado, numa casa simples de portão enferrujado. Eu fui numa sexta-feira à noite, debaixo de uma chuva fina.
Lembro que eu tremia, não de frio, mas de uma mistura de excitação e medo. Dona Sônia me recebeu. Era uma mulher idosa, de olhos muito pretos e profundos, que fumava um charuto de cheiro forte.
O quarto onde ela atendia era escuro, iluminado apenas por velas vermelhas e pretas. Havia imagens de entidades que eu não conhecia e o cheiro de incenso barato misturado com álcool me deixava tonta. Ela jogou os búzios na mesa e me olhou séria.
"O homem é casado", ela disse sem que eu tivesse falado nada. E é muito bem casado. Tem proteção forte neles.
O amor deles é limpo. "Eu quero ele para mim", eu disse firme, tirando uma foto que eu tinha roubado da casa deles, onde estavam o David e a Rose abraçados. Eu quero que ele odeie ela.
Eu quero que ele não consiga ficar perto dela sem sentir nojo. E quero que ele venha rastejando para mim. A velha riu.
Uma risada seca que parecia vir de um lugar oco. Minha filha, o que você pede é perigoso. Separar o que o destino uniu tem preço.
O que vem por magia, por magia vai ser cobrado. Você tem certeza? Eu pago o que for preciso?
respondi, achando que ela falava de dinheiro. O pagamento em dinheiro é agora. O outro pagamento?
A vida cobra depois. Eu não dei ouvidos. Paguei uma quantia alta, quase todo o meu salário daquele mês.
Ela me pediu para trazer peças de roupa íntima dele, que eu consegui roubar sorrateiramente numa visita, pegando do cesto de roupa suja do banheiro. Nomes completos e datas de nascimento. O ritual foi feito na semana seguinte.
Eu participei de uma parte. Tive que ir a uma encruzilhada de terra batida à meia-noite. Tive que segurar uma galinha preta enquanto a mulher dizia palavras que eu não entendia, mas que faziam o ar ficar gelado, mesmo sendo uma noite quente de verão.
Eu senti um peso nas costas, como se alguém estivesse apoiado em mim, mas não havia ninguém. Naquele momento, o medo bateu forte, mas o desejo de vencer a Rose era maior. Eu queria provar que eu podia ter aquele homem.
Eu enterrei os nomes deles num pote com pimenta, vidro moído, terra de cemitério e outras coisas podres que nem gosto de lembrar. Enquanto eu enterrava, eu visualizava o David brigando com a Rose. Eu colocava toda a minha energia, todo o meu desejo ali.
Os resultados foram assustadoramente rápidos. Duas semanas depois, a Rose me ligou chorando. Disse que o David estava estranho, que ele chegava em casa irritado, que não queria mais tocá-la, que tinha começado a beber, coisa que ele nunca fazia.
Eu não sei o que aconteceu, Érica. Ela soluçava o telefone. Parece que ele virou outra pessoa.
Ele me olha com raiva. Ontem ele gritou comigo porque o jantar estava morno. Ele nunca levantou a voz para mim em 10 anos.
Eu consolava a Rose do outro lado da linha, fingindo preocupação, mas por dentro eu sorria. O meu ego estava inflado, eu tinha poder, eu tinha conseguido. A situação na casa deles degringolou rápido.
Em um mês, as brigas eram constantes. O David, aquele homem gentil, tinha se tornado agressivo verbalmente. Ele saía e não dizia onde ia.
E, claro, começou a me procurar. Primeiro foram mensagens. Preciso conversar com alguém que me entenda.
Depois encontros para desabafar. Eu me fiz de ombro amigo, a mulher compreensiva que ouvia as reclamações dele sobre ela esposa, chata e pegajosa. Não demorou para que o primeiro beijo acontecesse.
Foi no meu carro depois que ele saiu de casa batendo a porta após uma discussão que, segundo a Rose, não teve motivo nenhum. Ele me beijou com desespero, com fome, mas não havia amor ali. Havia luxúria e uma energia pesada.
Quando ele me tocou, eu senti um calafrio ruim, mas ignorei. Eu tinha vencido. Três meses depois do trabalho, o David saiu de casa.
A Rose ficou devastada. Ela emagreceu, entrou em depressão, não entendia como o amor da vida dela tinha se transformado num monstro. Ela voltou para a casa dos pais no interior, destruída.
E o David? O David veio morar comigo. Foi aí que o meu inferno particular começou.
E é aqui que o título: O dia em que usei magia para separar um casal e nunca mais tive paz. Faz todo o sentido. Eu achei que teria o príncipe encantado que a Rose tinha, mas eu recebi apenas a casca dele.
O David, que veio morar comigo, não era o homem que eu admirava. Ele parecia oco. Os olhos dele, antes brilhantes e vivos, estavam sempre foscos, com olheiras profundas.
Ele não dormia bem. Tinha pesadelos horríveis todas as noites. Acordava gritando, suando frio, dizendo que via sombras no quarto, que sentia cheiro de carne podre.
E eu também comecei a sentir. A nossa casa, que antes era o meu refúgio, ficou pesada. As lâmpadas queimavam sem motivo.
Ouvíamos passos no corredor quando estávamos só nós dois. As coisas quebravam sozinhas. Uma vez eu estava no banho e o box de vidro estourou em mil pedaços em cima de mim, me cortando toda.
O David nem se mexeu para me ajudar. Ficou olhando para o nada, sentado na cama, murmurando coisas desconexas. Além disso, o comportamento dele comigo era horrível.
Ele não me tratava como rainha, ele me tratava como um objeto e às vezes com desprezo. Ele bebia cada vez mais. Perdeu o emprego, aquele cargo alto que ele tinha, porque começou a faltar e a brigar com os colegas.
O homem trabalhador, amoroso e fiel, tinha desaparecido. No lugar dele ficou um homem amargo, viciado e atormentado. E o pior, ele tinha uma obsessão doentia por mim, um ciúme possessivo.
Ele não me deixava sair. Quebrou meu celular duas vezes, achando que eu estava falando com outros homens. Ele dizia que me amava, mas o amor dele doía.
Era um amor amarrado, forçado, antinatural. Eu tentei terminar. Seis meses depois de estarmos morando juntos, eu não aguentava mais.
Eu disse que queria que ele fosse embora. Nesse dia, os olhos dele ficaram pretos, dilatados. Ele segurou meu braço com uma força desumana e disse com uma voz que não parecia a dele.
Você me chamou. Você me amarrou aqui. Agora você aguenta.
Ninguém vai a lugar nenhum. Eu gelei. Ele sabia.
Como ele podia saber? Fui procurar a dona Sônia, a mulher que fez o trabalho. A casa estava vazia, abandonada.
Vizinhos disseram que ela tinha morrido de um ataque fulminante semanas depois que eu estive lá. Eu estava sozinha. Enquanto isso, fiquei sabendo por terceiro sobre a Rose.
E isso foi o golpe final do meu karma. A Rose, depois de um ano de sofrimento, tinha se reerguido. Ela conheceu um rapaz na cidade dos pais dela, um médico viúvo, pessoa boa.
Dizem que ela está grávida, feliz, radiante. Parece que toda a luz que o David perdeu voltou em dobro para ela. Deus ou o universo a protegeu e tirou ela do caminho da destruição que eu criei.
Eu fiquei com o lixo, eu fiquei com a ruína. Hoje eu estou presa. O David ainda mora comigo.
Ele não trabalha, vive do meu dinheiro. Eu desenvolvi síndrome do pânico e depressão profunda. Tomo remédios para dormir, para acordar, para não chorar.
A minha beleza, aquela que eu tanto prezava, se foi. Estou magra demais. Meu cabelo cai aos tufos.
Minha pele está cinza. Eu olho no espelho e vejo uma velha amargurada. Às vezes à noite, quando o David finalmente apaga depois de beber garrafas de whisky, eu sento na sala escura e sinto aquelas presenças de novo.
Ouço sussurros, sinto que tem algo ruim, muito ruim, morando conosco, se alimentando da nossa desgraça. Eu sei que foi aquilo que eu paguei para fazer. Eu abri uma porta para o mal entrar na vida do David, mas o mal gostou mais de mim.
Eu tentei ir na igreja, tentei orar, mas parece que as palavras não saem. Eu sinto uma vergonha tão grande de Deus que não consigo pedir perdão. Como eu posso pedir perdão se eu destruí a vida de um homem bom por capricho?
Como posso pedir paz se eu tirei a paz de outra mulher intencionalmente? Eu escrevo isso tremendo, com medo de que ele acorde e veja. Eu sou prisioneira da minha própria magia.
Eu separei um casal, sim, mas a única pessoa que se separou da vida, da felicidade e da luz fui eu mesma. Se você que está ouvindo pensa em fazer algo assim, se você tem inveja da felicidade alheia e acha que macumba ou simpatia é o caminho fácil para ter o que quer, por favor, pare. Não faça.
O que volta não é amor. O que volta é escravidão. O diabo não dá nada de graça.
Ele cobra juros. E os juros são a sua alma e a sua sanidade. Hoje eu tenho o homem que eu queria, deitado na minha cama, mas eu daria minha vida inteira para voltar no tempo e nunca ter conhecido o David e ter deixado a Rose ser feliz em paz.
Obrigada por lerem o meu desabafo. Rezem por mim se puderem, porque eu acho que Deus parou de me ouvir há muito tempo. Respira fundo.
É, meus amores, que relato pesado. Que situação difícil a da Érica. Primeiro, eu quero agradecer a Érica pela coragem de expor a própria ferida, de admitir o erro terrível que cometeu.
Não é fácil olhar para o espelho e reconhecer que nós somos os vilões da nossa própria história. Esse relato traz uma lição moral muito clara e que justifica totalmente o título: O dia em que usei magia para separar um casal e nunca mais tive paz. A Érica achou que a felicidade era um objeto que podia ser roubado.
Ela olhou para a vida da Rose e do David e quis ocupar um lugar que não era dela, forçando uma situação através de meios espirituais obscuros. O que a gente aprende aqui é que o amor não aceita atalhos. O amor de verdade, aquele que nutre e faz crescer, nasce da liberdade.
Quando você precisa amarrar alguém, seja com manipulação psicológica ou com rituais espirituais, você já perdeu. O que você traz para perto não é a pessoa, é apenas o corpo dela, muitas vezes acompanhado de uma carga negativa que destrói tudo ao redor. A inveja é um veneno que a gente bebe esperando que o outro morra.
A Érica bebeu a garrafa inteira. Ela destruiu o David, sim, mas a Rose, que tinha o coração limpo, conseguiu se refazer. O mal, quando não encontra onde pousar num coração bom, volta para quem o enviou com força total.
Fica o alerta. Não tentem construir a felicidade de vocês sobre as lágrimas de outra pessoa. Não mexam com o livre arbítrio de ninguém.
As consequências chegam e, como vimos hoje, elas podem durar uma vida inteira. E você, o que faria no lugar da Érica se sentisse essa inveja? Teria buscado terapia, se afastado?
Ou acha que em algum momento poderia ter caído nessa tentação também? Me conta aqui nos comentários. Eu quero muito saber a opinião de vocês, sempre com respeito, claro.
Se esse vídeo tocou você de alguma forma ou serviu de alerta, por favor, não esqueça de se inscrever no canal, deixar o seu like e compartilhar com alguém que precisa ouvir essa mensagem hoje. Isso nos ajuda demais a continuar trazendo esses relatos reais. Um beijo grande no coração de vocês.
Fiquem com Deus e longe de confusão espiritual. Até o próximo vídeo. Ciao.
Ciao.