[Música] [Aplausos] [Música] เฮ [Música] [Música] เฮ [Música] [Música] [Risadas] Bom dia a todas e todos. É um prazer Estar aqui eh com os colegas todos. a gente montou essa mesa eh com os pró-reitores de cultura e os secretários de cultura, eh que são as instituições eh universidades federais que não tirão na na administração central. Então são a a Federal de Juiz de Fora já tem 20 anos, nossa pioneira como próreitoria de cultura, mas aí depois viemos Cariri com os 12 anos, 11 11 anos e a o FMG tem 2 anos e meio, uma Próreitoria de
Cultura e a mais recente a Federal do Ceará. E as secretarias de cultura são mais antigas, acho que depois vocês também podem comentar. Então, mas é um prazer muito grande. A primeira vez que a gente se reúne numa mesa, a gente tá muito feliz com isso, né? Porque há um enfim uma uma articulação importante que se dá nesses encontros. Eh, agradecer. Antes, eu não queria contasse meu tempo, não, tá? Antes disso, eu vou fazer agradecimentos mais eh longos na na mesa de encerramento, mas de toda forma é dizer que o o pessoal do Libras aqui
tem feito um trabalho lindo, toda a técnica, toda a equipe eh nossa da Procult, do Conservatório, enfim. Então, uma alegria e muito grato vocês estão na maratona com a gente, né, esses dias todos. Então, começamos aqui esse último dia. Essa mesa, ela também ficou com um tempo um pouco mais largo, porque Somos seis pessoas, mas também porque nossa reitora ia falar agora no inicinho da mesa, ela ia ter meia hora de fala, mas por problemas de viagem ela vai falar no no início da mesa de encerramento, né? Então a gente ficou com a programação eh
um pouco mais alargada, só uma mesa nessa manhã. Bem, como eu vou fazer a mediação também e por isso a gente combinou que eu já começo, né? E para mim mediar vai ser a Glaise, porque eu sou falador. Então, vamos lá. Eu queria soltar esse vídeo do YouTube. Posso soltar aqui? [Música] [Música] [Música] [Música] Bem, então eu pensei em abordar esse tema um pouco numa perspectiva de falar da nossa próreitoria de cultura inserida nesse eh nas políticas eh nacionais também de cultura dentro do tema da Mesa. Eh, a gente tem eh nesses últimos anos, né,
eh a uma marca, digamos assim, eh de ter feito a institucionalização na cultura na UFMG. trabalharmos numa perspectiva de transversalidade da cultura e também eh trabalhamos bastante numa articulação, seja ela regional, nacional e ou internacional. Na institucionalização, o que fizemos? A gente criou a Próreitoria de Cultura. Ela vem sendo, na verdade, gestada há muito tempo na UFMG, mais de 20 anos. E eh há mais de 10 anos ela também ganhou eh corpo, né, como projeto dentro da administração central. Nós estruturamos a Próreitoria de Cultura e ela foi institucionalizada mesmo há 2 anos e pouquinho, em
junho de 2022. A outra, o outro aspecto foi feito simultâneo, foi a nossa articulação com a Fundação Rodrigo Melo Franco de Andrade. A UFMG, ela tem uma fundação Que é desde 97 veio para ela, uma fundação que foi criada na cidade Tiradentes, com os principais imóveis históricos da cidade. E essa essa fundação veio para o FMG em 97. Então, também há 2 anos e meio, no mesmo período, nós credenciamos a Rodrigo Melo Franco como fundação de apoio à cultura. Ela era uma fundação cultural, mas a gente fez o credenciamento dela como fundação de apoio. Então,
hoje a gente tem Levantando, né, assim da da das bases para uma estruturação, uma pró-reitoria de cultura e uma fundação de apoio à cultura. Essa a Fundação Rodrigo Melo Franco então trabalha estreitamente conosco na da Procult, mas não somente, todos os projetos culturais da universidade podem ser acolhidos por ela e vem se vem se eh sendo acolhidos, assim como outras instituições, outras universidades que estão se credenciando para poder fazer o trabalho com a Fundação. É o caso São João. São João já fez esse credenciamento, mas há outras instituições manifestando interesse. Então são dois projetos que,
de certa forma desenham uma nova governança paraa área de cultura dentro da universidade, né? eh a parte da fundação de apoio e a própria Pró-retoria. Em termos da construção da política, que é uma das mais importantes missões da Pró-retúoria de Cultura, a gente fez eh uma série de 23 fóruns entre eh 2021, 2022 eh para fazer uma escuta da comunidade. E esse conjunto de fóruns, na verdade, ele convergiu pra construção da nossa contribuição e cotária da cultura para a construção do novo plano de desenvolvimento institucional da UFMG. A gente já tinha um capítulo paraa cultura,
mas a gente queria trazê-lo. Não enxergo. F5. Eu tenho 5 minutos. É isso. F5 inteira. Inteira. Que susto! Isso parece um cinco assim, né? Eh, bem, então, desculpa. Eh, então a gente fez esse essa série de fóruns, consolidou um documento com mais de 150 propostas que depois foram priorizadas. Chegamos a uma lista de 60, enviamos paraa comissão que tava construindo PDI e hoje tá lá a nossa contribuição, que a gente considera é muito importante, muito estratégico, porque é o PDI que Nos é nosso guia, né, para tudo dentro da universidade. Bem, a outra coisa foi
o caminho paraa constução da política em si, eh, que é, de certa forma ela tá expressa na resolução que criou a Pró-retoria de Cultura, mas ela ainda não existe enquanto um documento próprio. Eh, eh, para isso a gente fez uma série de outras ações. Uma delas, o mapeamento cultural da UFMG, conduzido pela Mônica, já em duas e ehem duas edições do Mapeamento. Eh, a a fizemos também, temos também, né, a criação do Observatório Cultural, que é projeto também e da constituição dessa e visibilidade de toda a área cultural da universidade. E estamos em plena elaboração
da política do acevo artístico, que deve ser concluída até o final do ano. É, e agora trabalhamos então nos próximos meses, né, na construção da resolução de política cultural do FMG. Nós estamos eh nomeando O nosso Conselho de Política Cultural, que vai conduzir esse processo e é partir também no início do ano paraa elaboração do plano Plurianual de Cultura. Bem, eh, do ponto de vista das articulações, né, nacional, internacional, a gente tem uma forte atuação no interior do estado, né? Ainda que a UFMG se concentre muito em Belo Horizonte, ela é uma universidade do estado
de Minas. Ela tem um campus em Montes Claros e ela tem um campus cultural na cidade de Tiradentes. Quer dizer, o patrimônio todo da fundação eh foi transformado em eh espaços culturais e é uma característica bem singular, porque é um campus cultural, né? Ele não é de fato um campus eh da universidade no modelo eh estrito do termo, mas é um campus dedicado totalmente à cultura. Temos também um programa fortíssimo que é o programa Polo de Integração da UFMG no Vale de Jectonia, que tem mais de 25 Anos e desenvolve projetos incríveis com eh os
quilombolas, os artesãos, eh as mulheres na gestão das águas no Jectonia. E esse projeto é conduzido dentro da Próreitoria de Cultura com muitas parcerias. A gente tem a feira do Jeon, por exemplo, ela é de fato uma eh uma expressão de uma reunião de associações de artesãos. São dezenas de associações do Vale Jeinonha que eh há 25 anos estão conosco fazendo uma das ações que é a feira do Jectinho Mas é um projeto também político, né, de organização. Já saíram desse movimento aí no Jectinhonha, já saíram prefeitas que depois viraram eh vice-ministras. Enfim, é um
movimento muito forte, principalmente eh na reunião com as mulheres. Eh, também temos as parcerias com IFAN e IF e IE EFA e a Secretaria Municipal de Cultura e a Secretaria do Estado da Cultura, porque a gente ocupa também espaços eh desses órgãos e temos um Patrimônio histórico, né, edificado muito importante. temos a presença da UFMG no Conselho Municipal de Cultura e a presença também no Conselho Estadual de Política Cultural no CONSEC. Ah, há também essa articulação, né, que eu menciono aqui das nossas redes. A gente ensaia a fazer rede, ensai fazer rede. Quem falou isso
ontem, acho que foi Gabriela, né, que a gente vem fazendo redes. Eh, e esse caminho faz parte também do nosso trabalho e a Participação que a gente tem na direção do Forcult, do Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior. É, estamos lá alguns anos e agora na presidência da do FOR Cult. Eh, há também uma participação que a gente começou a ter quando o Ministério da Cultura foi nomeado e a gente começou a ser convocado a participar de algumas interlocuções. Então, estivemos no Seminário cultura e educação, que MINKMEC fizeram no início da
gestão, eh, contribuindo lá com as discussões também nesse programa Conexão Cultura e Pensamento, rede de universidades em Movimento, que é como o Mink chama esse essa rede de universidades que ele tem apoiado com esses financiamentos. Este, o nosso projeto foi a realização desses dois seminários. Eh, e também é uma participação do grupo de trabalho sobre notório saber e ciclo De saberes com os mestres e mestras da cultura do Ministério da Cultura. E aqui a participação na Comissão Permanente da UGM, onde a gente eh faz parte, e essa construção de um seminário internacional que estamos fazendo,
né? Mas também temos uma relação bastante forte e bastante produtiva com Portugal. Eh, a gente começou a trabalhar com o Plano Nacional das AR Portugal, com o o coordenador geral do plano que é o Paulo Pires, já tem alguns anos, há 5 anos. E a partir dessa interação, eh, eles avançaram muito também na na no caminho do plano chegar às universidades, porque antes ele era só pro ensino básico. E essa parceria, ela tem dado muitos frutos. a gente eh tem essa relação então muito estreita com a Universidade do Porto, que lidera esse processo eh dentro
do CRUP, que é o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas. Então, temos eh várias ações com a rede De universidades portuguesas e eh também com a Associação Internacional de Pesquisadores das Culturas, que é a Intercult, que também é uma associação relativamente nova, que o professor Albino Rubim eh é um dos eh dos membros aí da eh coordenação nacional. E a gente realizou o Congresso Internacional sobre culturas em parceria com a Intercultado. Eh, o congresso ele eh aconteceu aqui de forma híbrida, foi o nono e reuniu 154 instituições de 10 países da América Latina, Europa e
África. Ao longo dos 5 dias, né, a gente eh eh teve 350 trabalhos apresentados e oito mesas redondas. O congresso contou com a participação eh presencial de 400 pessoas e chegou a um público de 2.000 nas transmissões e eventos online. Foi um evento bem bacana que a gente fez o ano passado. E então essa a nessa área, né, das articulações e eh o outro trabalho muito forte da pretoria na gestão dos espaços Culturais, né? nós eh passamos com a com a estruturação da diretoria de cultura para se transformar em pró-reitoria de cultura, a gente passou
a responder por todos os espaços culturais da reitoria e eh transformando, né, digamos, um a política ou direcionando a política desses espaços e na com a missão de promover a democracia cultural por meio da produção, expressão e fruição das culturas, artes e ciências. E a gente além de assumir então este espaço Conservatório, o centro cultural da UFMG, o espaço do conhecimento, os três espaços de tiradentes, a gente criou o espaço acervo artístico da UFMG, que fica no campus e a sua reserva eh técnica visível e visitável. Bem, então correndo atrás, né, de recursos, de parcerias,
fizemos isso tudo no governo Bolsonaro com a pandemia, enfim. trabalho eh duro de todos nós, né, gente? tem sido então o patrimônio cultural Hoje sob responsabilidade direta da Procut e a DIN não sei se ela tá aí, ela é a coordenadora do patrimônio cultural, ela ontem estava na relatoria, acho que com vocês. Eh, ele responde por seis edifícios tombados em nível nacional, estadual e mais dois que são eh da Fundação Rodrigo Melo Franco de Andrade, eh das quais a Próreitoria é responsável. No acervo artístico, o conjunto é de 1700 obras, porque a gente tem 300
obras sobre nossa guarda direta, Três coleções muito especiais, muito raras, e 1700 obras no total espalhadas no campus todo. E a missão do acervo artístico é monitorar isso. Por exemplo, aqui essas essas obras todas que são do período da inauguração desse edifício que vai fazer 100 anos, é isso aqui acho que é um pouquinho posterior. Elas passaram por restauração e vão passar por nova restauração a partir do ano que vem. Então esse é o nosso trabalho que Júlia, que também não sei Se está, é a diretora do espaço acervatístico, conduz a partir da toda expertise
aí da área da conservação. Bem, então eh a pró-reitoria ela surge com uma coordenadoria de patrimônio cultural para dar conta dos acervos, bibliotecas, edifícios, né? patrimônio tombado, patrimônio eh edificado, patrimônio arquivístico, artístico, muita coisa. Então, esses são os nossos cinco espaços, sendo que no campus cultural a gente tem três, né? Aqui é é o os números um pouco da Procut é bem grande. A gente faz nesse conjunto de espaços e também no campus, eh, fizemos em 23.720 1720 eh ações na modalidade presencial com público. Tivemos 160.000 pessoas de público presencial. Eh, e na modalidade virtual,
214 ações, atingindo 2.hõ500.000 1000 pessoas aproximadamente. Eh, o total de atividades, então, é 100 e atingindo 2600 E pessoas aproximadamente. Eh, aqui é por espaço o Centro Cultural que fica ali na Praça da Estação, quase 60.000 pessoas. O Conservatório aqui é 11.000. O espaço Conhecimento, que é um espaço muito muito visitado, ele eh alcançou um público eh presencial de 101.000 pessoas o ano passado e com o virtual que é muito potente lá, muito poderoso, eles chegam a 2.300.000 pessoas. No espaço a gente tem um observatório astronômico e a a gente tem Sessões de de de
astronomia online que são sucesso internacional, inclusive. Bem, aqui são as ações que a gente desenvolve no campus, né, os projetos que a gente dirige ou com que são e de que envolvem a todos e são do campus, que é festival de inverno, festival de verão, circuito cultural, uma série de outros programas. e esses seminários que a gente tem feito também. E aí a gente alcança mais 180.000 pessoas dentro daquele total que eu apresentei para Vocês. Esse aqui então é uma imagem do conservatório. Você pode colocar a imagem, por favor, Pedro. Uma imagem do conservatório do
centro cultural na Praça da Estação. A sala de exposições que fica no saguão da retoria, que a gente roda exposições duas vezes ao ano lá. acabou de abrir uma linda com as mulheres artistas da UFMG. Eh, aqui o nosso campus lá na Lona, que a gente tem programas assim de mais de 40 anos de apresentação. O quarta 1230 tem 42 anos. o espaço conhecimento, que é um espaço realmente muito privilegiado, o museu Casa para Toledo em Tiradentes, que que é um espaço eh da história da Inconfidência, então um espaço muito importante festival de inverno e
outros projetos que eu vou passar bem rápido que mostram a perspectiva da transversalidade com que a gente trabalha. Eh, aqui várias ações que envolvem saúde mental, práticas de cuidado, bem-estar, plantas medicinais. E nós temos um projeto bem bacana que é a formação transversal em culturas e movimento e processos criativos. É uma formação oferecida pela PRGRAD, mas quem faz somos nós, Mônica Cordena. E essa formação, ela é direcionada para qualquer aluno de qualquer curso da UFMG. E ele é uma oferta, então, no campo das culturas e das artes de eh Conteúdos, disciplinas, laboratórios e tal, que
é para todos os alunos da UFMG. Aqui alguns dos eh das das ofertas são sempre projetos transversais. Então aqui investigação sobre grafite pichação na discussão sobre urbano, botânica do sensível, arte, engenharia, design da performance, escenografia, enfim, temas transversais e a gente tem o passaporte cultural dentro desse projeto. A a a gente tem uma lista de espaços culturais, de eventos, de Programas da cidade que o aluno ao frequentar ele acredita. Então, se ele vai ao museu, se ele vai ao CCBB, ver a exposição do Crenac, ele pode eh transformar em crédito, né? A gente cria lá
um passaporte, ele existia fisicamente, agora ele existe só virtualmente. Antes tinha mesmo passaportezinho, ele botava o ingresso assim e a gente considerava sem mediação. A gente batalha isso. A gente entende que a exposição é conhecimento, Que o filme é conhecimento, que é que que o espetáculo teatral é conhecimento. Então não precisa do mediador. Se o aluno foi, ele eh esteve eh cumprindo sua tarefa. um trabalho muito forte que a gente fez com a juventude da periférica da cidade, que eh na parceria com um espaço incrível que tem na cidade, que é o Centro de Referência
da Juventude, eh, e uma série de outros programas também nessa perspectiva com a Juventude, com o pessoal da medicina, prevenção do HIV, danças urbanas, enfim. E avançando, a gente teve uma exposição muito linda, Universidade Cidade, no espaço Conhecimento, que reuniu 17 centros culturais do município com 23 projetos de extensão da UFMG cruzados e isso acontecia no território e acontecia também na internet e no próprio espaço. aqui um uma exposição do espaço conhecimento e exposição feito de folhas E penas com a japira e a glicera tupinambá que é a que recuperou o manto Tompinambá. Aqui exposição
Metropolitramas que tá no espaço Conhecimento, que fala da região metropolitana de BH com uma série de interfaces digitais e a valorização do conhecimento tradicional, bastante importante pra gente, que se traduz eh na interação com os mestres de notório saber, com os doutores, né, de notório saber, também com a formação Intercultural de educadores indígenas, onde a Arnã se formou, o marido dela também e Célia Chakriabá e um monte de gente aqui. É uma uma formatura do FIE. É bem emocionante, é bem bonita e enfim. Então, o título do notório saber seminário, patrimônio material, fórum diagnóstico de
políticas para artesanato, aqui a o fórum da mulher do Jectinonha, eh a gestão das águas pelas mulheres no Jectinonha E essa exposição mundos indígenas e um pouco traduz esse eh olhar sobre o tradicional, né, sobre a as culturas de tradição, eh que ela vai ser remontada no campus, teve aqui durante a pandemia um tempo longo, em que os curadores foram os curadores eh das eh eh indígenas, eles próprios, de cinco etnias. Eh, e foi muito bonito porque a expansão se organizava da seguinte maneira, eles eh tentavam passar para o não índio uma ideia chave, uma
ideia Força da própria cultura e traduzido isso em exposição, né? E aí estão os as ideias força aí de cada um deles. Eh, no neurope que mam o David Copen foi curador eh na na corpo território do Chacreabar. A própria Célia foi curadora. Então nós vamos retomar essa posição. Ela vai ser remontada no campus. Era para já tá sendo remontada agora vai ser pro início do ano. E aqui o Davi, né, eh, conosco. E a, quais são esses cinco, né, quais São as cinco ideias foss que eles tentaram traduzir? A, a, o zianomami, a riqueza
que faz a terra brotar e nos alimentar. O Zquana, a singularidade e o respeito à diferença entre os povos. O chakreabá, o corpo território. A terra está no corpo e o corpo está na terra território. Os machacali, as transformações que regem o fluxo do tempo, as mudanças de tudo. E os patachó, o grande tempo das águas, o começo de tudo e o eterno recomeço que Reconecta a vida com os espíritos e com a terra. termina então já estourado no tempo, mas eh creio que tendo apresentado essas linhas, né, de trabalho, a gente ao mesmo tempo
tá falando da conexão com as políticas nacionais de cultura, né, como a gente interage e faz essa interface. Obrigado. Agora Obrigadíssimo. Agora eu que vou assumir a mediação e vai começar com a Gla, OK? Bem, então a a Glaise da Maceno é pró-reitora de cultura da Universidade Federal do Cariri, artista multidisciplinar, exerce a docência universitária desde 2002, é doutoranda em arte contemporânea pela Universidade de Coimbra, pesquisa e realiza projetos em artes, linguagens visuais e artes do som. atua com ênfase em artes visuais e arte sonora nas nos Seguintes temas: arte contemporânea, desenho, paisagem sonora, design,
arte e joalheria, cultura e curadoria. Conseg bom dia, muito obrigada. Bom dia a todas as pessoas presentes. Eh, eu quero agradecer, né, a oportunidade de estar aqui compartilhando um pouco da nossa vivência lá na Universidade Federal do Cariri, né, diante da Procult. agradecer ao professor Mencarelli, a professora Cláud Mônica pelo convite de estar aqui, Né, eh, nesse tão importante seminário e parabenizar todas as pessoas, né, que contribuíram para esse evento acontecer, né, que a gente sabe que é muito trabalhoso. Bom, eu vou fazer a minha autodescrição. Sou uma mulher sis, né, de pele parda, tenho
cabelo curto, é preto. Tô usando óculos, tô usando também um macacão inteiro com um quimono azul estampado e um tênis branco. Bom, eh, quando eu fui convidada para participar desse momento, eu fiquei, né, claro, a partir dessa direção de tratar as políticas públicas na universidade, né, de que maneira a gente tá conduzindo a política dentro da nossa instituição. É, eu me deparei, né, diante de um panorama, né, um panorama inclusive de uma construção de uma memória, né, antes dessa gestão e agora, desde que a gente assumiu e acabou de fazer um ano, né, assumi em
julho do ano passado e desde Que a gente começou a esse momento da gestão, a gente começa fazendo esse resgate da memória, avaliando o que já foi feito, né? O que que a gente precisa eh trabalhar, o que que a gente precisa rever. E a primeira coisa que nós fizemos foi eh planejar um cronograma eh de momentos de escuta com os nossos CAMP. Então, nós temos cinco unidades, né, em cinco cidades e esses, eh, foram momentos muito importantes pra gente nortear e planejar o que a gente Pretende ao longo dessa gestão. Então, eh, e nesse
momento, né, também, eh, eu tenho uma avaliação, né, para si própria, assim, acho que a gente, quando a gente assume um cargo de gestão, a gente se olha bastante, né, e se avalia de que maneira a gente pode contribuir da melhor maneira. E como o professor Mecarelli leu aí, né, eu venho do campo das artes, né, antes de ser professora, eu sou artista, né, e antes de ser eh gestora, eu também sou artista. E foi Pensando nisso que eu construí a minha fala, né? Eu vou fazer um pequeno e breve panorama aqui para vocês do
que a gente vem realizando, estruturando, na verdade, o que que é a Procult. Mas eu parto de uma mais de um olhar eh do campo das artes, né? Então eu costumo até meio que fazer assim uma usando metáforas, né, no campo das artes, de que maneira eu como gestora tô vendo esses desafios. Então vamos lá. Eh, o artista Pesquisador e professor Ricardo Basbal no livro Manual do Artista, etc., né, que é um livro de aonde ele traz esse lugar eh do artista pesquisador, do artista gestor, né, do artista que se propõe, né, a todos os
dias ali tá enfrentando os desafios. Ele escreve o seguinte: sobre o circuito de arte e a imagem do artista, inventar-se como artista no processo que se dá em público, né, e sempre em frente, há um circuito real, concreto em Suas materialidades e medidas, insistências, confrontos, embates, fugas e linhas limite. A trajetória não é linear nem tranquila. Ou seja, há uma coleção de aventuras e o redelinhamento constante entre as demandas e desejos em jogo, em jogo de um lado ou de outro. O que se o que se lhe é atribuído, né, enquanto intervenções e processos afetivos.
Aí vem os resultados. O famoso coeficiente, Agora transmutado em cálculo diferencial, algoritmo processadores e corpos. Mesma alegria como prova dos nove, mas talvez mais curvas. Nós e entrelaçados, nada simples, sozinho ou em grupo, sempre em coletivo. Bom, partindo, né, dessa reflexão do basmal, eu tracei aqui um percurso do que que é a Universidade Federal do Cariri, que assim para mim é bem importante, né, eh, Em todas as falas eu trazer um pouco desse percurso, né, o que que é a universidade, o que que é a nossa Procult. Eu não sei se vocês já projetaram aí
a identidade. Bom, vou falar a em relação à identidade, né? Aonde a gente não sei colocar construiu aí ao longo de vários encontros e discussões, né? O que seria a identidade Da Universidade Federal do Cariri? Então, aí vocês têm um pequeno panorama, foi um trabalho eh de mais de um ano, né, aonde tivemos aí encontros presenciais, eh, grandes discussões voltados pro que seria a nossa identidade, tá? Então, aí a gente tem um pouquinho, né, do campo visual se traduzindo. Eh, então, eh, então vamos lá. A Universidade Federal do Cariri, né, a nossa UFCA, ela É
muito novinha, né, nós temos apenas 11 anos. Nós estamos no Sul do Ceará, fomos criados em 2013, né, e a sede está na cidade de Juazeiro do Norte. Possui campas nas cidades de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Brejo Santo e Icó. A Universidade Federal do Cariri é resultado do desmembramento do campus Cariri da Universidade Federal do Ceará. UFC. A nossa Prorreitoria de Cultura nasce justamente nessa criação, tá? em 2013, No ano de 2017, percebendo a necessidade, né, de amadurecer a nossa atuação juntamente à comunidade acadêmica, deu-se início à construção do nosso plano de cultura, né,
que é o que rege as nossas ações, esse documento para orientar as ações e a política de cultura, artes e esportes que são desenvolvidas na universidade. Na elaboração do plano, foram considerados, né, na área da cultura já Publicados no país, como o Plano Nacional de Cultura, o Plano Nacional de Educação e o Plano Estadual de Cultura do Ceará, bem como os documentos que orientam as ações da UFCA, como a Carta de Princípios da UFC da UFCA e o estatuto, né, o planejamento estratégico institucional e o plano de desenvolvimento institucional, que é o PDI e o
nosso projeto pedagógico institucional. Além disso, foram realizados seminários Temáticos, a partir de alguns eixos de atuação da Procult, a saber, política cultural, cultura e sustentabilidade, acervo e memória, diversidade cultural, linguagens artísticas, idiomas e culturas estrangeiras, educação científica e cultura do movimento, além das práticas esportivas. Pode voltar de novo aí aqui. Pode passar. É, volta. Não, já pode encerrar. Era só para vocês Terem uma ideia do que seria. Obrigada. Eh, esses seminários foram construídos como alicece para a promoção de debates entre pesquisadores e pesquisadoras que atuam no campo cultural. a comunidade acadêmica e a sociedade civil.
A Procult, eh, atualmente ela é muito pequenininha. Nós somos uma equipe, eh, que temos intenso trabalho com grandes demandas. Acho que vocês aqui compartilham também, né, dessa situação, porém a gente procura fazer articulações Constantes, né, não só no campus, entre as próreitorias, principalmente entre as profs e principalmente eh fazendo articulações fora da universidade, né, com não só a sociedade civil, mas a gente abre também para possibilidades, né, aí diante de editais que concorrem, enfim, para participarem dos nossos projetos, mas principalmente no campo, eh, do apoio cultural, tá? E dentro disso, a Procult, ela tá Estruturada
em três coordenadorias. a Coordenadoria de Artes, que é que faz toda, né, essa gestão das atividades artísticas dentro do campus e fora. E ela possui duas gerências, né, uma direcionada realmente paraa articulação e outra paraa formação. A segunda é a Coordenadoria de Política e Diversidade Cultural, que também trata de todos os projetos no campo eh voltados paraa política. eh, no SCAMP, Então a gente envolve, né, os professores, os alunos e também na área da diversidade cultural. A terceira é a Coordenadoria do Esporte e Cultura do Movimento. Então, é uma coordenadoria que promove não só as
ações, né, eh, de iniciativa da comunidade, mas também a gente promove ações diretamente partindo da da nossa próreitoria, né? Então, a gente tem uma série de atividades no campo da cultura do movimento voltado também para as cinco unidades, né? Porque a gente procura fazer distribuir essas atividades de uma forma equilibrada. Aqui eu volto um pouco pro começo da minha fala, né? Quando a gente fez essas ações de escuta no início da nossa gestão, uma das coisas, né, eh, que cada unidade trouxe pra gente era essa necessidade da Procul estar mais presente, né, não só eh
abrigando os projetos junto aos alunos e aos docentes, mas também realizando em cada Unidade essas atividades. Então, a gente tá aí a partir desse mapeamento, a gente tá procurando trabalhar em equilíbrio, né, dentro dessas possibilidades. Eh, possuímos três núcleos, que é o núcleo de idiomas, o primeiro, o segundo, o núcleo de comunicação e o núcleo de produção, né, que eh é o responsável pela realização das atividades como um todo. Nós trabalhamos eh a partir das diretrizes que ratificam os objetivos Estratégicos institucionais previstos no plano de desenvolvimento institucional, o nosso PDI. E essas diretrizes, ela elas
partem de três pontos, tá? Contribuir para o desenvolvimento socioeconômico e a dinâmica cultural. O segundo, intensificar e integrar as atividades de ensino, pesquisa, extensão e cultura. integrar a atividade com a comunidade e promover a internacionalização. Bom, entre os projetos institucionais, né, e projetos de iniciativa da comunidade, hoje nós estamos eh no processo de realização de um projeto, né, que é uma parceria com o Ministério da Cultura, é o projeto Ciclo de Saberes dos mestres e mestres da Cultura da Chapada do Araripe, focado no Cariri Cearense. Essa parceria é uma realização, né, como eu falei, do
Ministério da Cultura da CFLI, né, via Secretaria de Formação, Livre Leitura, com o apoio institucional da Secretaria de Cultura do Ceará, a SECUT, Ceará. Eh, esse projeto ciclo de saberes, ele surge da necessidade de nós eh termos um diálogo direto, né, com a a comunidade, principalmente voltado, né, para a cultura popular. O caririarense é um espaço que abriga, né, muitas linguagens da cultura popular. Então, a gente tem o coco, o reisado, a cerâmica, a a Machetaria, a luteria, a contação de história, mesinheira, rezadeiras, enfim, nós temos aí um panorema imenso e riquíssimo na região do
Cariri Cearense. E foi a partir daí que o secretário Fabiano Piúba, né, eh, a partir dessa visão, né, dele de pesquisador principalmente, eh, propôs esse desafio pra gente e nós começamos a desenhar esse projeto ano passado e esse ano tivemos o lançamento dele, o foco dele, né, ele trata-se de uma Pesquisação, tá, no campo, né, claro, da cultura e que visa promover ações formativas no ambiente da universidade, das escolas e da região e inclusive dentro do do próprio espaço dos mestres e mestres. Então, a gente tá no momento, né, fizemos, já passamos pelo credenciamento desses
mestres e mestras, mais de 80 credenciamentos, né, mais de 30 linguagens foram credenciadas. Eh, agora nós estamos no momento de seleção, que qual vai ser o formato eh Desse projeto? Serão 40 aulas, né, no formato de espetáculo. Eh, esse trabalho ele vem sendo desenhado com a presença dos mestres e mestras. Então, desde o início, né, além desses momentos de escuta ativa com eles, eles estão em momentos também de muita participação, né? Então, é um projeto que visa, né, a contribuição participativa deles. Então, em um momento, né, eh, de encontro, pra gente esclarecer como seriam esses
projetos, Eles também, eh, desenharam e pontuaram quais seriam os critérios de seleção deles, né? Então, foi um momento muito importante de escuta. Eh, essas aulas espetáculo, elas vão acontecer também nas cinco unidades aonde a universidade está, né, a UFCA, Crato, Brejo Santo, Barbalha, Icó e Juazeiro do Norte. Além dessas aulas espetáculo, a gente vai gerar aí eh um conteúdo, né, de pesquisa e de memória. Então, cada aula Vai ter aí um registro fotográfico, visual e sonoro. Após esse momento, a gente vai realizar uma exposição itinerante e a gente vai ter também o lançamento de um
livro, né? porque tem um grupo de pesquisadores que estão com a gente. Então, a gente vai ter aí um um conteúdo, né, bastante significativo, que a ideia é que a gente não só contribua para, né, os pesquisadores, mas também que ele seja um conteúdo que Venha, né, trazer de uma forma mais sólida o nosso trabalho, que em breve também a gente tá aí eh em curso para nós termos o título de notório saber, tá? Enfim, quanto tempo eu tenho ainda? acho que em cinco. Eh, então, eh, a partir dessas aulas, né, a gente tá nesse
momento aí, eh, em processo de profundo, inclusive profunda imersão para que esse momento seja eh algo que venha solidificar as nossas Ações, não só dentro da universidade, né, e com os nossos camp, mas principalmente esse contato eh direto com a comunidade, né? porque serão aulas aonde a comunidade vai estar envolvida, né, junto com os mestres e mestras e com os pesquisadores, né, da UFCA. Enfim, eh, então a partir de desse olhar, né, da desse contato com a comunidade terna, a gente vem construindo também eh projetos para dentro da comunidade. Então, esse Foi um exemplo aonde
a gente olha para fora e realiza fora. E o para dentro, eu vou citar só três exemplos, tá? que foi criado também nessa gestão. Eh, nós criamos o Mirante Sonoro, que é uma ação de cultura, né, voltado paraa linguagem da música, aonde a gente convida, né, a comunidade a participar uma vez por mês desse momento, né, acontece e no final da tarde. Então, a gente planejou ali eh um momento aonde uns estão voltando para casa e outros estão chegando na Universidade. Então, a gente realiza no espaço que é o mirante da universidade, eh, ações com
alunos e professores da música. E esse, no começo agora desse ano, a gente abriu um edital pra gente abranger aí eh o maior número de pessoas. E um outro eh trabalho que a gente realizou foi uma pesquisa, né, no campo do Cariearense, no campo também da música. fizemos um mapeamento e a gente descobriu, né, que nós temos bastante Grupos de rock, de MPB, de samba, né? Eh, e a gente não te trazer a linguagem do jazz, isso a gente conversou, né, ali no no que a gente chama de Crajubar, Crazzeiro e Barbalha, né, que são
as três cidades mais próximas. E nós criamos um projeto chamado Clima Jazz. Então esse projeto ele acontece fora da universidade, né? Ele foi planejado para acontecer eh nos espaços externos e eh nas cidades também eh que compõem as unidades da UFCA. E tem um outro projeto que é o que congrega todas as as linguagens e projetos que estão inscritos na Procult, né, e que tem o apoio da Procult, que é o festival da Procult. que acontece eh uma vez por ano. Esse ano a gente eh tá investindo em uma outra ideia eh da reitoria, que
é um evento que congrega, né, todas as profins, que é a SEPEC, que é a semana de pesquisa ensino, extensão e cultura. Então, a gente vai eh realizar agora no ano que vem, em Fevereiro, a gente tá em projet em momento de desenho, né, projetando essa atividade, mas foi uma ação que a gente realizou ano passado e foi uma ação que movimentou bastante a comunidade interna e externa, né, aonde nós fizemos mesas redondas, oficinas artísticas, apresentações culturais e foi um momento bem importante. pra gente. Bom, vou caminhar aqui para finalizar. Eu vou finalizar também minha
Fala eh retornando também ao artista Ricardo Basbal, aonde ele fala o seguinte: eh produzir arte hoje é operar com vetores de um campo ampliado. Ontem se falou bastante eh essa essa palavrinha, né? ampliado, ampliado. Em vários momentos eu escutei aqui na mesa, eh, um campo que se abre ao entrecruzamento das diversas áreas do conhecimento num panorama transdisciplinar, sem prejuízo, né, de sua autonomia e especificidade enquanto Prática. A cultura como paisagem configura o território onde se move o artista. Move-se sua ação, transforma-se numa intervenção precisa ao mobilizar instabilidades do campo cultural, regiões da cultura que permitem
problematizações, conflitos e paradoxos por meio de uma inteligência plástica que torna visível uma rede de relações entre múltiplos pontos, múltiplos pontos de opções e Contato, onde o trabalho de arte é um dispositivo de processamento, processamento simultâneo e ininterrupto e nunca uma representação dessas relações. E para mim a esse desafio da gestão, né, de pensar a universidade de dentro para fora, de fora para dentro, caminha muito eh nesse nosso olhar, né, de vivência, de percepção, do olhar sensível ao mundo, ao contato, à interlocução, né, estabelecendo aí redes, né, de de Saberes, eh, vislumbrando, né, novos olhares
para o que já o já se existe. E eu acho que principalmente é encarando esses desafios aí somando, né? A gente não realiza nada sozinho. Então é muito importante a gente estabelecer essas conexões e fortalecer nossas ações no campo da cultura, das artes, da pesquisa, né, da extensão da ciência e do conhecimento. Muito obrigada. Eu vou passar pro Marcos, né? Mas antes Pensando assim pra gente, né, que tá aí na gestão, né, a política também é essa esse plano de ação, esse programa. Então a gente não consegue, né, quer dizer, na verdade a gente materializa,
né, a política no que no que estamos eh encaminhando, fazendo, realizando. E é muito bacana também eh pensar a universidade e seu território, né, como a gente aqui tá trabalhando, como aqui no Cariri a gente tá, o que a gente faz. Então, passar pro Marcos, Só um minutinho. Marcos Medeiros, eh, pró-reitor de cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora. Marcos possui graduação em música, bacharelado em piano pela UFMG, mestrado em música pela UFMG e doutorado em educação pela Federal do Mato Grosso do Sul. é professor associado da Faculdade de Educação da Universidade Federal de
Juiz de Fora, atuando como professor permanente do programa de pós-graduação em educação. Lidera o grupo de estudos e Pesquisas Observatório das Práticas Musicais e é membro associado do Center forge Building, coorden coordenando o grupo eh LCT Brasil. foi presidente da Associação Brasileira de Educação Musical entre 2018 e 21. É o pró-reitor de cultura da Federal de Juiz de Fora. Seus interesses de pesquisa estão no campo da educação musical, principalmente nos seguintes temas: currículo, sociologia da educação musical, ensino superior de Música e educação musical escolar. Marcos, queria agradecer, então, em primeiro lugar, bom dia para todas
as pessoas. Eh, queria agradecer o convite eh, o do professor Fernando Mencarelli, da professora Mônica Medeiros, minha parenta. Eh, brincadeira, porque somos ambos medeiros. É uma alegria muito grande estar aqui retornar ao FMG que, como vocês viram pela leitura ali do do Currículo A minha alma Matter, cumprimentar o professor Fernando Rocha, diretor aqui do Conservatório, que nos recebe. É uma alegria muito grande voltar para esse palco, onde me apresentei eh tantas vezes. Vou fazer a minha audiodescrição. Eu sou um homem sis de pele parda, mas socialmente branco. Eh, tô vestindo uma camisa azul, uma calça
cinza e sapatos pretos. e tenho cabelos castanhos e uma barba que demonstra a minha falta de tempo para Cuidar dela e de mim mesmo. Ah, eu queria mostrar eh falar um pouco da Pró-retoria de Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora. Ela foi criada em 2006, então ela fará 20 anos em 2006. Quem sabe possamos fazer lá um encontro para comemorar esses 20 anos. quem sabe recebeu o FORCult ou um encontro da rede. A gente conversa sobre isso eh futuramente. Ela foi criada primeiro pensando também aqui como a UFMG para Gerir os seus órgãos
culturais, que eram órgãos suplementares da universidade para desenvolver as ações na área de cultura. E ela parte de um princípio de que a cultura é um direito fundamental pro exercício da cidadania, paraa consolidação da democracia, paraa superação das desigualdades. E, nesse sentido, é imprescindível paraa construção de uma universidade pública de qualidade e socialmente referenciada. E isso vem sendo eh reiterado inclusive Agora na campanha para paraa atual gestão, né, que é o FJF das gentes. Então, eh preocupados sempre com a cultura das gentes e de uma universidade socialmente eh referenciada. Ali tem um pouquinho da da
história da Pró-Reitoria de Cultura. A universidade ela foi criada em 1960 pelo então presidente Jelenube. Foi a segunda universidade desse projeto de interiorização do país, das universidades no país. A primeira foi a Federal de Santa Maria, a segunda foi a de Juiz de Fora e desde 1963 existe um departamento ligado à cultura na universidade. Então, e ela vai migrando por diferentes instâncias da universidade, paraas diferentes pró-reitorias. são criadas coordenações de cultura, depois uma uma gerência de gestão cultural, um núcleo de integração cultural e então a a criação da Procult. Primeiro, ela cuidava de quatro órgãos
Suplementares, mas ao longo desses quase 20 anos, hoje a gente cuida de eh 11 espaços que estão ali, não dá muito para vocês verem, mas são 11 espaços, 11 órgãos culturais, 13 galerias de arte e três corpos artísticos que estão ligados diretamente à Pró-retoria de Cultura, além dos corpos artísticos que fazem parte dos diferentes cursos, né? Aqui eu trouxe a imagem de alguns deles, o Fórum da Cultura da UFJF, onde funcionou a primeira ah faculdade de direito, que é Um prédio tombado pelo IFAN. Depois eu vou falar um pouquinho dos problemas relacionados a esses tombamentos.
o Cine Teatro Central, que é um dos maiores teatros do país, tem quase 2000 eh lugares. Quando a gente recebe o Teatro Central da Prefeitura, ele tava muito deteriorado e a universidade foi responsável pelo seu restauro. Se não me engano, depois de sete camadas de tinta, foram descobertas as pinturas originais do Angelo Bid. Hoje lá também Tem uma galeria com pinturas do Angelo Bid, o Museu de Arte Murilo Mendes, que conta com a biblioteca e com a coleção de artes do poeta Murilo Mendes, que é muito conhecido no exterior, pouco conhecido no Brasil, mas um
dos principais poetas do nosso país e que era um crítico de arte. o primeiro brasileiro a fazer uma curadoria na Bienal de Veneza. Então, a houve um processo de doação paraa universidade que gera então o Museu de Arte Murilo Mendes, que tem então a a sua biblioteca. Eh, foram sendo adicionadas outras bibliotecas, outras coleções de personalidades de de Juiz de Fora. Aqui o poeta Murilo Mendes com alguns dos algumas das suas obras no seu apartamento em Roma e as obras que chegaram. Então tem Portinari, tem Picasso, Max Ernest e uma série de outros. E é
o é a terceira maior coleção de arte moderna do estado de Minas Gerais e a segunda maior coleção de arte que veio do exterior eh para o para o Brasil. E hoje ampliando o seu acervo e mais ainda em diálogo com esse mito fundador que é o poeta Murilo Mend, a gente vai tendo outras coleções de de arte moderna, inclusive participando de editais da Infraero, com obras que são eh apreendidas e depois eh distribuídas pras pras universidades. Então, também tem um importante acervo de de arte Moderna com laboratórios de restauração de papel, restauração eh das
das obras, né, dos dos quadros. Ness nesse laboratório também tem parcerias com a Fundação Casa de Rui Barbosa, com vários pesquisadores que vão lá, o coral da UFJF, que tem 50 anos de atividades, um coral premiado com atividades ininterruptas. Ali vocês vem o o interior do cineato central reformado. Agora nós inauguramos recentemente a Escola de Artes Prómúsica, que são Oferecidas oficinas de artes e de música para pra cidade. O Pró Música é um órgão cultural de 40 anos da cidade de Juiz de Fora, que foi também doado lá em Juiz de Fora. as pessoas, não
sei como é nas outras universidades, mas as pessoas gostam de doar coisas paraa universidade na esperança que a universidade as mantenha eh e dê perenidade às suas ações. Então, o Prósica foi doado à universidade já há 11 anos e nós instalamos a escola também nesse prédio Histórico aonde uma série de de atividades paraa comunidade acontecem. E nesse mesmo prédio tem um outro prédio atrás que tá ligado à faculdade de serviço social, que é um polo de envelhecimento, mas as aulas de música também são oferecidas pras para as pessoas da terceira idade. Temos também o Memorial
da República, Itamar Franco, que é um acervo presidencial do ex-presidente da da República, que é eh juiz forano, que tem também uma série de Atividades, recebe eh escolas. E das coisas que vou falar posteriormente, muitos desses equipamentos têm uma série de acervos, uma série de documentos, como, por exemplo, o Memorial da República, que tem um acervo gigantesco da Nova República Brasileira praticamente inexplorado, que não foi alvo de pesquisa, né? E aí parte de de uma ação que a gente precisa começar na na universidade, que é fazer essa transversalidade da cultura. eh, Provocar os programas de
pós-graduação, provocar os cursos de graduação da universidade a se debruçarem sobre os os acervos e as bibliotecas que a gente eh reúne. Tem também o Museu de Arqueologia, Etologia Americana, tem uma coleção arqueológica muito importante. Nós somos sempre procurados pelo Ministério Público para receber as descobertas arqueológicas que acontecem no estado, muito quando vão ser construídos prédios e aeroportos e e Outras construções. Acha-se artefatos arqueológicos, embarga-se a construção e a gente recebe, faz o estudo e a catalogação. Esse é o Centro de Conservação da Memória, que é responsável, ele fica na no outro prédio também tombado
pelo patrimônio artístico e cultural, que era a sede do DCE, e hoje ele divide ali espaço com o Museu de Ciência e e Tecnologia e abriga o os acervos dos DCs. Essa é uma outra questão importante Que a gente tem tratado também construindo uma política de acervo institucional, porque todo mundo resolveu então doar os seus acervos documentais pro Centro de Conservação da Memória, para os acervos dos diversos deas, os acervos das diversas faculdades para ter esse tratamento arquivístico e documental para que seja registrada a história da instituição. Temos também o Museu Social da Moda, que
tem uma importante coleção de Juiz de Fora foi Considerada a Manchester mineira por ser pioneira na nas fábricas de têxteis. Então, há uma série de de que são verdadeiras obras de arte, as estampas que foram criadas, isso tudo ia ser jogado fora e um professor recolheu e construiu eh o museu. O museu ainda tá em processo de criação no organograma da universidade. E as 13 galerias de arte, ainda tem mais uma que vai ser implementada, que ficam sob a a guarda e a organização e a curadoria da da Pró-reitoria de de Cultura. É, então, um
conjunto de órgãos culturais muito relevante paraa cidade e paraa região. A universidade, ela se entende como uma instituição cultural, talvez um pouco mais no discurso do que na a prática ainda precisa incorporar essa essa ideia de instituição eh cultural, mas há uma série de ações muito importantes. ao reconhecimento da cultura, eh, de forma importante, há Orçamento dedicado paraa cultura, que foi uma pergunta do professor Alexandre eh, Molina. Então, existe uma construção sólida da cultura na universidade, mas agora estamos começando a a criar pontos de para dificultar a sua dissolução, porque não é porque vamos fazer
20 anos que não houve tentativas de de dissolução e de reintegração à extensão. Por exemplo, quando eu assumo, eu percebo que no sistema acadêmico, e as pessoas até hoje riem um pouco disso, Não há um botãozinho de cultura. Tem uma parte paraa extensão, tem uma parte pra pesquisa, tem uma parte pra graduação. E eu fui ao CGCO, que é praticamente um castelo que ninguém entra, tem que ter digital e ninguém vai embora também, precisa ter autorização para ir embora. Fale, gente, eu quero um botão paraa cultura, porque isso são marcas que você vai deixando, não
é? Eu quero formulários no no sei, Eh, porque também não existem. todo o nosso sistema de bolsas que eu vou mostrar depois, ele ele era artesanal, enquanto todas as outras bolsas aconteciam via eh sistema acadêmico. Então, nós estamos nesse processo de que é um processo de institucionalização, mas um processo importante para solidificar as bases e dificultar a essa dissolução da da Próitoria de Cultura. Esse é o nosso programa de bolsas. é um programa de bolsas que tem também 20 Anos, cerca de 20 anos, não ininterruptos. Houve momentos de interrupção. Agora, há pelo menos 10 anos
ele tem acontecido ininterruptamente porque se tornou um programa institucional de bolsas de iniciação artística. Ele tem um diferencial para dos outros programas de bolsa da universidade, porque quem propõe a o projeto é o estudante, não é um professor. O professor é convidado para orientar, mas A proposta parte do estudantes confere um protagonismo a aos estudantes que é muito importante. ao mesmo tempo, nesse mesmo eh programa de bolsas, tem para grupos artísticos, aí sim um professor que é responsável pelo grupo artístico, ele apresenta e e solicita as bolsas. Nós temos também bolsas estratégicas para o funcionamento
dos órgãos culturais, né, para os setores educativos, para receber as escolas, para fazer as mediações e para fazer com Que essa máquina possa funcionar e receber as pessoas. Estamos inclusive em conversas com a Pró-Reitoria de Extensão, porque a Pró-Reitoria de Extensão tem um número de bolsas muito maior. São 102 bolsas, atualmente eram 120 por conta do período que passamos. Houve uma série de cortes na universidade. A pró-reitora que me antecedeu fez uma luta bárbara para que fosse cortado o mínimo possível das bolsas da cultura. Os cortes foram muito Maiores na pesquisa e na extensão, eh,
mas estamos lutando para para recuperar. E a extensão tem bolsas estratégicas também pros seus órgãos. Nós temos alguns órgãos que eu brinco com a Próre extensão, que a gente tem um divórcio amigável, eh, mas com alguns filhos compartilhados. Então, nós estamos tentando estudar como separar essas bolsas estratégicas para que elas não tirem um número de bolsas do programa de bolsas de iniciação Artística, porque é um número considerável, né? Não é não é um número pequeno para fazer toda essa máquina eh funcionar. Ah, e todo ano, então, como resultado dessas bolsas e da produção dos estudantes,
nós temos uma revista que é a Bia de bolsa de iniciação artística, aonde nós apresentamos os resultados artísticos dos estudantes e dos grupos. É uma revista eletrônica, ela tá lá no site da Procult, a gente já tá na quarta Edição em que a Bia é produzida. E é muito interessante porque a gente mantém um registro, né, daquilo que tem sido feito e daquilo que tem sido produzido pelos pelos estudantes. Uma coisa importante também nesse processo de consolidação da Pró-retoria de Cultura e para mantê-la eh sólida na na organização da universidade, é que ela é considerada
como uma das macropolíticas da UFJF. Ou seja, a universidade ela não se pauta Apenas no tripé ensino, pesquisa, extensão, mas é um cinco pés, que é ensino, pesquisa, extensão, inovação e cultura, né? Muitas vezes a gente precisa, como a conversei com a Gla, a gente precisa lembrar da cultura sempre os gestores dão uma esquecida desse estripé, mas agora ele já tá um pouco mais naturalizado. Isso é muito importante, né? Porque a universidade reconhece a cultura como um de seus pilares, como uma de suas ações Finalísticas, né? Isso nos dá condições para disputar orçamento, para disputar
o os programas de bolsas e as as ações. E é interessante dizer também que na missão da universidade, o saber artístico, ele está como finalidade da da UFJF desde antes, mas a nossa missão que está vigente desde 1998 é a finalidade da universidade produzir, sistematizar, socializar vários saberes, dentre eles o saber artístico. Então isso é muito importante para nós ver que Que estamos contemplados na missão da universidade. No momento a gente tá num a nossa política cultural, ela vinha sendo escrita e apresentada nos planos de desenvolvimento institucional, mas não ainda com uma cara de política,
com premissas, com com orientações mais gerais, eram ações um pouco pontuais eh demais. E agora nós vamos, estamos organizando um processo de construção das políticas públicas, de políticas de Cultura, com a ajuda do dos documentos que foram compartilhados pelo FOR Cult. Eh, vamos iniciar pelo mapeamento cultural e aí a gente teve uma ajuda enorme da professora Mônica. Vamos, a gente vai trabalhar em cima do instrumento de de mapeamento que foi realizado aqui na UFMG, adaptar paraas paraas já foi adaptado, né, pras condições da UFJF, para fazer os fóruns, para ouvir as pessoas, porque essa também
é algo é algo muito importante de Dizer. Durante muito tempo, a Procult ela ela se pautou, as ações culturais foram pautadas pelos seus órgãos suplementares. E agora nós vamos ouvir a comunidade, nós vamos conhecer a produção cultural da comunidade universitária para assim poder pensar políticas que incluam eh, de uma maneira mais ampliada todas essas questões, inclusive outras ações que não estão diretamente ligadas à pró-reitoria, mas que vamos dar força como encontro de Saberes que acontece também já há vários anos na universidade. Já encaminhando pro final, hoje inclusive eh inicia o nosso tradicional festival de internacional
de música colonial brasileira e música antiga. Ele sempre acontece em julho e por conta da greve, né, de de várias questões, ele vai acontecer agora em novembro. Esse ano a gente num movimento também por conta da delicadeza do nome, Né, na na no nas questões que estamos vivendo hoje, você tem um festival de música colonial, é um desafio, embora importante, mas um desafio. Então, nós estamos eh ressignificando a ideia de colonial e trazendo outras manifestações musicais presentes no Brasil colônia, mas não presentes no discurso oficial, como as congadas, os saberes tradicionais dos quilombos. Então nós
vamos ter oficinas de percussão, encontro de congadas, feijão De Ogum, eh, e conversando com a tradição erudita, o coral aqui de Belo Horizonte, Madrigalha, vai fazer eh a missa afro-brasileira do maestro Carlos Alberto Pirto Fonseca. E o hoje tem a estreia de uma ópera composta por os compositores brasileiros do período colonial, todos são negros, mulatos, com, né, com historicamente com esse termo pejorativo, eh, mulatos, mas negros em sua maioria. Então, esse Festival é faz parte, então, das ações da cidade como movimento negro. E a gente trouxe tudo isso para, para dentro do festival. Encerrando, gente,
é uma luta constante. São dificuldades de orçamento, buscas por fomentos, né, em leis de incentivo, que inclusive a gente precisa discutir um pouco sobre isso, se se temos que participar de leis de incentivo, mas enfim, tem sido um recurso emendas parlamentares. a gente Tem problemas com as questões de acessibilidade por conta dos móveis, dos imóveis serem tombados pelo patrimônio histórico, como construir alternativas eh que permitam o acesso. Isso não é barato, não há orçamento para para fazê-lo. temos muitos problemas com auto de vistoria dos bombeiros, eh porque depois do incêndio da boate quis a legislação
muda e praticamente todos os nossos eh órgãos culturais não estão adequados. Somente o sindicato central Eh conseguiu o auto de vistoria dos bombeiros. Isso é uma luta. Eh, a gente precisa de ajuda do Corpo de Bombeiros para mitigar os efeitos, porque não há muito o que fazer, tem que destruir, construir eh de novo. e o desafio da integração com as outras pró-retorias. Porque algo que nós entendemos que a gestão superior também entende é que a cultura, apesar de estar a eh artificialmente separada das outras macropolíticas, ela é transversal, né? Então nós estamos num num movimento
muito forte para unir forças com graduação, com extensão e com a pesquisa. Então, nós estamos construindo a nossa formação transversal junto com a Pró-retoria de Graduação. A gente tinha criado uma ideia muito parecida com o passaporte cultural, ia se chamar culture-se. Eh, e pensamos, por exemplo, porque não chamar passaporte cultural e integrarmos as outras universidades? Então, as pessoas vêm a Belo Horizonte e Podem eh carimbar o seu passaporte, né, nas nas instituições eh daqui de São João del Rei, de Ouro Preto, enfim, do Rio de Janeiro, que tá lá do eh do nosso lado. luto
aí com um pouco mais de dificuldade para termos bolsas de mestrado e doutorado para incentivar a pesquisa nos nossos acervos, né, bolsas da pró-retoria de pesquisa de iniciação científica que estimulem a visitação aos acervos. Eh, e nós vamos, nesse momento Do fórum e da construção da política, trazer os cursos de graduação, porque uma coisa que o professor José Márcio disse que nós temos tido muita atenção a isso, é a o problema da permanência da universidade e no envolvimento com a universidade. As pessoas que frequentam a Universidade Federal de Juiz de Fora não a conhecem, não
conhecem os seus órgãos culturais, não conhecem e elas não têm frequentado isso depois da da pandemia tem sido ainda muito mais Sério. E o mundo mudou, né, gente? Se a gente olhar um uma sala de cirurgia do século XVII e hoje a mudança é drástica. Se você olha uma sala de aula, a mudança não é drástica, né? A sala de aula permanece a mesma e o mundo mudou. Se a gente não fizer e e os nossos órgãos de cultura podem ser uma possibilidade pros cursos de história e e para tudo mais. Tô encerrando, mas eu
queria fazer alguns pedidos. Por exemplo, em Juiz de Fora, Nós não temos cursos importantes pros aparelhos museais, que é o curso de museologia, biblioteconomia e arquivologia. Então, como pensarmos numa rede em que a gente capacite funcionários, em que a gente tenha cursos de pós-graduação, eh, ou quem sabe oferecer cursos de graduação em rede para capacitar pessoas, porque agora temos os planos museológicos para serem feitos. Então, Como que essa rede pode nos ajudar nesse sentido? a Fundação de Cultura, como que ela pode capacitar funcionários da nossa fundação de apoio para ajudar, porque o o funcionamento da
cultura é muito diferente, tá todo mundo acostumado a lidar com FAPEMIG e pesquisa, né? Como que nós podemos organizar tudo tudo isso? E encerrando essa ideia de coletivo que eu acho que nos falta, que o neoliberalismo sequestra, nós temos uma dificuldade Muito grande de sermos juntos, né? Se não estiver errado, a etimologia da palavra coletiva vem de colher junto, que é algo mais insurgente contra o neoliberalismo e esse individualismo do que colhermos juntos aquilo que plantamos em cada um dos nossos dos nossos lugares. E para complementar e para encerrar, terminar com duas duas letras de
música que dizem um pouco do que estamos fazendo aqui hoje. A primeira é do Seixas, que é sonho que se Sonha só. É só um sonho que se sonha só. Sonho que se se sonha junto é a realidade. É isso que eu acho que a rede tá fazendo aqui. Então, nós temos quatro pró-retorias de cultura, algumas diretorias sonhando sozinhas e vamos sonhar juntos e e fazer essa insurgência, essa essa ação subversiva ao neoliberalismo para tornarmos os sonhos realidade. e também Mercedes Soa que nos convida e aí e conversando com os nossos irmãos que é irmano
Dumano, Vamos juntos a buscar una cosa pequenita que se lama libertou lugar marcha alor que traigo um pueblo em mi obrigado. [Aplausos] Ótimo, Marcos. Eh, você acaba, né, falando da rede, dessa perspectiva do coletivo e e Flávia, né, Flávia tem Flávia tá aqui, Flávia tem essa ideia que ela lança e que a eu eu sempre repito, ela fala: "Nós federais, Universidades, instituições públicas de ensino superior no Brasil, nós somos uma plataforma, a gente só tá em territórios diferentes, mas somos, na verdade, um conjunto junto de eh agentes públicos, né, atuando. Então, se a gente na
perspectiva também dos setores de cultura eh nos vemos dessa maneira, a gente vai est espalhado aí no território em a gente estima em 1000 cidades dos quase eh 6.000 municípios do Brasil. Então, temos muito mesmo a fazer juntos. E a outra coisa que queria observar é como, né, a essa ideia de que um boa parte do patrimônio edificado, voltado à cultura, ele hoje é responsabilidade da universidade. Veja só a UFRJ que vimos ontem, né? Museu Nacional é UFRJ, né? E aqui Juiz de Fora, quase toda a área de culto Juiz de Fora é o F
é FJF. Quer dizer, a responsabilidade é gigante e a gente não tem linhas de financiamento que entram na universidade Para esse fim. Então, nós temos uma tarefa, uma missão que precisa se transformar, acho que numa estrutura mais eh eh visível e articulada dentro da própria administração central para que a gente possa eh fazerse ver a tarefa que tá na mão das universidades sem que haja políticas públicas que viabilizem essa essa tarefa posta, né? Então a gente faz restauro de móveis do século XVI, do século XIX, só na na na garra, né, na na na no
Empenho. E e antes de passar para Eliane, queria então não tinha, tô meio cego, viu, Fernando, eu não tinha te visto aí e o óculos não me permite ver de longe, só de perto. Então, Fernando Rocha é o diretor do conservatório do FMG, nosso anfitrião esses dias todos. e também a equipe do Conservatório que tá aqui. Muito obrigado. Bem, então a gente vai passar paraa Eliane de Debus cortar um pouco. O currículo dela é grande, mas eu vou ler rapidinho. Possui Graduação. É, ela é secretária de cultura da Universidade Federal de Santa Catarina. A gente
tem aqui dois secretários de cultura, Eliane Rogério, que é da Federal do Espírito Santo. Nas instituições, vocês vão explicar melhor deles, a equivalência às pró-reitorias de cultura, né? Então, as secretarias têm a mesma missão, a mesma tarefa nessas duas instituições. A Eliane possui graduação em Letras licenciatura em português e inglês, pela Fundação Educacional de Criciúa, o Mestrado em Literatura pela Federal de Santa Catarina e o doutorado em linguística e Letras pela Católica do Rio Grande do Sul. eh, bolsa de recém-doutores de pós-doutorado na Universidade do Minho, eh professora da Federal de Santa Catarina, atua no
Departamento de Metodologia de Ensino e no Programa de Pós-Graduação em Educação e no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução. Atualmente, ela é a secretária de Cultura, arte e esporte da Universidade Federal de Santa Catarina. e posso eh te passar já a palavra. É, então várias instituições internacionais e redes eh que Eliane é muito ativa. E então passo a palavra a Eliane. Bom dia. Bom dia toda a gente. Eh, inicio, né, com a minha autodescrição. Sou uma mulher negra de pele não retinta, cabelos encaracolados. Estou com colar verde, um brinco verde, um trage ou um
fato de capulana com uma Blusa preta. Ao fundo eu tenho um uma cortina preta. Eu inicio, eh, eu tenho um PowerPoint ali, depois eu inicio com um poema, tomo essa liberdade, um poema meu, que diz: "A história que narro tem cheiro de maresia, vem de terras distantes, o xalá de outro continente" e trouxe os segredos da nossa gente. Mãe menininha abre os braços em abraços, sussurra o meu ouvido. A narrativa, a narrativa é som ancestral. Umbanda queimbanda, Macumba, catimbó, candomblé, ressoa arritimado no tambor. Os corpos alquebrados lá no rebojo do mar, venceram a correnteza. Y
Emajá, Iansã, Oxum, Nanã desaguaram em fartura e leveza. persistimos, aqui estamos. Então, eh, vou apresentar a Secretaria, eh, de Cultura, Arte e Esporte. O esporte foi agregado à secretaria eh nesta gestão. A gestão iniciou em 2022. Sou uma professora, 42 anos de Magistério, faço agora em março de 2025 e nunca assumi gestão eh no período em que estive, não só na UFSK, mas na educação básica, né? Eh, atravessei o administrativo coordenando revistas acadêmicas, sendo tutora do PET de pedagogia e do PET de Letras. e a convite então da professora Joana Célia dos Passos, é a
nossa vice-reitora, uma mulher negra, é a primeira vez que temos uma mulher negra também na gestão da universidade como vice-reitora e a Convite do professor Irineu, reitor. Eu assumo então essa tarefa aí que estou tentando dar conta. Então eu coloquei arte palpita. A SECART já foi, a SECART já foi SECUT, eh, cultura, secretaria de cultura e, eh, volta a ser secretaria de cultura e arte, eh, também em um período e depois nessa gestão, Secretaria de Cultura, Arte e Esporte. Aqui a gente tem o mapa do Brasil. Quem não conhece Florianópolis está quase lá na pontinha,
Né? Acho que a maioria deve conhecer Florianópolis, Santa Catarina. o a UFSK eh teve um único campus até a primeira gestão eh do presidente Lula. A partir da primeira e segunda gestão, nós fazemos, né, esse trajeto a travessia paraa interiorização. Então hoje nós temos mais eh quatro camp que são Curitibano, curitibanos, eh Joinville, Blumenau e Araranguá se somam ao campus de Florianópolis. Então, esses campes eles são campes recentes, são camps Meninos, né? eh e que eh nenhum tem ainda um equipamento cultural eh já se desenhando então em Blumenau, um teatro que tá sendo eh encaminhado,
doado, enfim, para a universidade. Então, a gente vai começar a pensar nesses equipamentos culturais nos camps posteriormente, né, a partir do ano que vem. Mas cada camp, então já vou anunciando que cada camp tem dois agentes culturais que fazem a interlocução com o que acontece lá. Então, são técnicos ou eh professores escolhidos pela própria comunidade do camp e nos repassam, né? E esse essa validade é de dois em dois anos. eles reatualizam, enfim, e essa articulação daí acontece ou online as reuniões ou presenciais. É algo que a gente instituiu também nesses últimos dois anos e
tem caminhado, né? Então, nós temos na SECART cinco eh setores, o Departamento Artístico Cultural, o Departamento do Centro de Eventos, o Departamento Esporte, Cultura, Lazer, a Coordenadoria das Fortalezas. Sim, Fortalezas. Nós temos três museus a seu aberto. Fortalezas do século XVI e o Núcleo de Estudos Açorianos. O DAC ele tem uma importância fundamental porque se a Secretaria de Cultura e Arte existe desde 2008, o Departamento Artístico Cultural existe desde 1960, quando a universidade é criada. Eh, falava com o Marcos anteriormente, ah, o Desc eu eu Conheço, né? É porque a universidade estadual é a universidade
que é reconhecida no campo artístico. Então tem cursos de música, cursos de artes cênicas, cursos com 30, 40 anos. Enquanto a UFSK, eh também os cursos são cursos meninos. Eh, não tem 20 anos cursos de arte cênica, cinema, antropologia, eh, se a gente for colocar, né, todos esses outros cursos aí, eh, discutindo cultura, mas no campo das artes nós Temos pouquíssimos cursos e mas tudo nasce ali no DAC. Então, agora a gente vai pro DAC, acho que é o primeiro que aparece, é primeiro objetivos, né? Então, é promover ações artísticulturais, esportivas que levem em conta
a diversidade, a pluralidade cultural. E por isso que eu iniciei com o poema, né? Nós estamos aqui porque eh temos eh lutado nessa gestão para que a pluralidade cultural ela exista de fato, né? Então, eh, nós criamos várias ações Que trazem a cultura da rua e a arte da rua para dentro da universidade. Então, as batalhas de islã, as batalhas de rap, os grafites, as pichações, que às vezes o conflito aí é é nasce e não tem como não nascer, né? Nas ações, nós temos editais de bolsa cultura, são 120 bolsas, 110 bolsas culturas, 20
de esporte e recentemente 15 pra companhia de dança que criamos. Inclusive nessas 15 bolsas, uma das bolsas é de estágio doutoral, então é Uma doutoranda que é coreógrafa e que coordena o grupo de dança. Eh, temos o projeto Circulaufsk, que circula todos os camps. É, todo ano o projeto aniversário da UFSK, experimenta que tá na nona edição, que é uma amra cultural do que se faz de arte dentro da universidade e o festival literário que nasce nesta gestão também. E agora a gente vai pro DAC para mostrar um pouquinho onde tudo começa. O DAC ele
ocupa, eh, isso aqui foi muito curioso Porque às vezes as pessoas têm dificuldade de compreensão também como que uma igreja tá dentro da universidade, mas nós ganhamos, né, da Cúria no da eh na verdade era o antigo, uma antiga igreja do bairro e que é cedida pra universidade. Então, nós temos nesse complexo a igrejinha, eh, que é formato de uma igreja mesmo, né? E hoje todas as ações de música, Principalmente da UDESC, que da UDESC dialoga conosco, a gente faz esse diálogo, nós não temos o curso de música, mas nós temos oficinas de música e
a UDES que vem também nessa parceria. O teatro Carmen Fossari é o teatro que era o teatro da igrejinha e recebe o nome da Carmen Fossari e agora ela faleceu em 22, né, na pandemia. E a casa do divino que para os portugueses é a casa do império. Então são três salas. Eh, e estas salas e essa casa do divino Da UFSK, ela está também dentro de um conjunto de casas do divino no mundo, enfim, que os arquitetos portugueses pesquisam. Recebemos há dois meses, então, a visita de um arquiteto português que estava fazendo estudo sobre
as casas. Essa foto é uma fotografia recentíssima porque todo esse esse conjunto dos três prédios foi restaurado e vai ser entregue à comunidade agora dia 22 de novembro, né? Então, com aí um um várias Articulações com TED, emenda parlamentar, que eu tenho sérias eh sério, assim, eu tenho muitas dúvidas de como a gente tá trabalhando hoje, mas enfim. E também com o IFAN, eh, as ações, né? Então a gente tem o coral que tem 62, 61 anos, o Madrigal, que também é um coral, mas não é um coral com tantas exigências, porque o coral da
UFSK tem algumas exigências, né? A orquestra de Câmara, o projeto 1230, que tem 32 anos, então acredito Que algum colega veio, visitou o FMG e levou 12:30 para lá. O ano passado fizemos 30 anos, esse ano 31. as oficinas livres de arte no DAC, que tem mais de 30 anos também, por isso que tudo nasce no DAC. Então, oficinas de argila, música, enfim, continuamos. Eh, a igrejinha musical. Então, vejam aqui, é dentro da igrejinha, tá? Essa pintura, esse mural foi feito por Assis, que é um artista plástico catarinense reconhecido assim, e é o ano que
vem tá Fazendo 100 anos, ele faria 100 anos se estivesse vivo. Então lida muito com esse profane sagrado a a imagem. Então ela chama muito atenção, é quase um espaço mítico, assim, continuar. Nós temos o núcleo de documentários do DAC e nós eh eh recentemente foi reformado, aposentado o nosso coordenador que era o Zé Capires e que tem eh vários longametragens, é um cineasta reconhecido aí e se aposentou, mas continua conosco, por incrível que Pareça, para continuar aí com o núcleo de documentários. o grupo de pesquisa Teatro Novo, que era coordenado por Carmen Fossari e
que daí tem uma história dos mais de 60 anos. Então, o grupo de pesquisa Teatro Novo, ele já existia antes de existir o campus e toda essa formação da década de 60. Então, por isso que o esse departamento artístico cultural tem uma uma força ali e que vai se incorporar a SECART, mas tudo nasce aí já na década de 60. Daí nós temos o DCVEN, que é o departamento de cultura e eventos, administrado pelo Centro de Cultura. Tem o auditório da reitoria, o templo ecumênico. O templo ecumênico e agrega várias religiões que lá estão. O
espaço para corais, então corais eh, enfim. E e quando a gente fala em religiões, a gente também tá pensando aqui as religiões de matriz africana e indígena. Então a Oasca deu um problemão, porque se é um templo ecumênico, é para todos, Não é mesmo? Então às vezes a gente tá enfrentando aí algumas nesses dois últimos anos, porque a gente entende que se é um espaço espiritual, religioso é para todos e isso tá gerando confusão. Eh, organização de formaturas e a gente administra também as concessionárias que alugam os espaços. Daí que eu já vou abrir um
parênteses, a gente tem a SECART, ela tem um orçamento. Então o orçamento é o do OD 10o, é o Fundex, que é o fundo que é um fundo de todos os Projetos de extensão e o e o FUNEX FUNESC, que é das pesquisas. Então, a gente também recebe eh uma porcentagem de todas as grandes pesquisas que acontecem na universidade. Então, tudo entra para, né, para algumas pró-reitorias e a secretaria é uma delas. Os aluguéis que a gente tem no Centro de Cultura e Eventos, que são lanchonetes, enfim, também entram. Eh, vai tudo, vai pro pro
para conta única, mas entra para pro Depart para para secretaria e pro departamento também para as manutenções básicas. Vamos continuar. Então, nós temos o ocorrem formaturas, eventos acadêmicos, enfim, mas nós temos nesse espaço que é chamado de auditório, que nós estamos lutando para mudar o nome para teatro Carapuvu, e que ele é um teatro e que foi absorvido pela pelos trabalhos acadêmicos, é o maior espaço eh de teatro público em Santa Catarina, 1370 lugares, tá? Eh, temos uma sala de exposição no centro de eventos, mas a gente tem sala de exposição também na reitoria e
temos também no DAC. O Departamento Esporte, Cultura e Lazer, ele incorpora um muito a questão do corpo e movimento, né, que quando traz o esporte frisou isso também. e é o próprio departamento de esporte que me auxilia a criar a companhia de dança que foi criada em maio. Eh, porque eles têm uma uma um foco, a equipe hoje muito Grande no corpo e movimento, né? Então, biodança, dança circular, então tudo que envolve mais a parte do corpo e do movimento para além do esporte de rendimento. Daqui o programa falações esportivas, as práticas esportivas eh que
são oferecidas à comunidade interna e externa. Então, biodança, yoga, enfim, todas as ações são oferecidas internamente, externamente, de forma gratuita. Então hoje a gente tem nesse Espaço 56 ações de esporte, cultura e lacerê oferecida pra comunidade. A Cfisc que daí é a Coordenadoria das Fortalezas, nós temos então três fortalezas eh que em 2019, desculpa, não tá atualizado porque eh tá merecendo lá uma atenção, mas a gente teve só em 2019 200.000 pessoas que visitaram as três fortalezas, duas em ilhas, mas não na ilha de Florianópolis, é na nas ilhas, então a deatomirim e a de
Ratones. Para chegar a gente tem Os aluguéis de barco, as embarcações para os servidores e para pesquisa, ensino e extensão. E os turistas vão com as escas, que daí é tem um valor, enfim, é comercial, né? Mas a gente tem a bilheteria, que a gente chama de taxa de manutenção. E essa taxa de manutenção, ela também vem paraa secretaria, tá? Tô tentando assim falar tudo ao mesmo tempo porque eu tinha dividido até a questão orçamentária, enfim. E aqui estão as fortalezas. Eh, mas tem um problema aí. Eh, a gente recebe a bilheteria, mas nós somos
também encarregados de toda a manutenção das fortalezas. Então a gente paga a embarcação, a gente paga a energia elétrica, porque por exemplo em Atomirinha é para governador Celso Ramos, né? Florianópolis fica em outro município a ilha. Então tem coisas assim que parece que daí a gente tem uma sustentabilidade, mas ela também não Existe tanto, né? Porque eu não tenho verba às vezes para fazer ações de música, enfim, se faz um planejamento, mas às vezes não consegue se cumprir. Mas poxa, mas três ilhas como é que e as todas tombadas, né, todos patrimônio histórico, como que
lida com isto? Então, duas delas estão totalmente, não, duas delas estão totalmente restauradas. Eh, é quase que um paraíso, tá? eh, restauradas pelo IFAN. E aí em Atomirin, Que é a maior. Então, nós temos um projeto IFAN e BNDS que ainda está eh em tratativas de a gente foi aprovado tudo, mas aquelas documentações que vão e voltam, vão e voltam, vão e voltam, que soma o valor de 65 milhões, tá? Eh, então assim, é coisa grande, né, paraa reforma de Atomirim, que é um espaço grandioso. Eh, daí aqui as ações é o dia da gratuidade.
A gente tem as taxas, mas a gente tem o os períodos de gratuidade, Né? Eh, uma vez por mês e aos domingos e daí neste domingo sempre tem atividade cultural ou ou pela própria comunidade que se organiza junto com a SECART ou atividades da SECART. A gente tem uma exposição do sistema defensivo da ilha de Santa Catarina, que é permanente e a tem a parceria com a escola do mar. Então, quando as escolas vão visitar as fortalezas, tem guia, tem, né, tem o guio. Nós temos uma servidora que agora está em licença de doutorado, já
tá Terceiro ano, que eh está se especializando, então, nessa articulação fortaleza e comunidade. E o NEA, que é o Núcleo de Estudos dos Assorianos, o Neia, eh, ele se, ele tem uma sede que foi dentro da universidade que foi patrocinada, poderíamos dizer assim, pelo governo português há 15 anos atrás, eh, e, eh, atende 46 municípios do litoral catarinense, porque há alguns anos, eh, na década de 80, final de 80, início de 90, ah, o três professores, a gente chamava tríade, né? Eles eh vão aos municípios do litoral eh reconstituindo a história da cultura soriana, se
aquelas regiões tinham, enfim. E daí resultaram em 46 municípios e o Né então se articula diretamente com a comunidade. E daí nós vamos ver que tem as peremiações, né? Podemos passar. Eh, então a gente tem eh aí a já vamos para 30, tá? Essa imagem é da 28ª. Eu gosto de colocar ela porque é da minha cidade No interior de Santa Catarina, que foi em Sombrio. Assim que eu assumi a secretaria, a festa do Açor foi no município onde eu nasci. eh a exposição de cultura popular. Então tem um nós temos uma galeria dentro do
NEIA e daí o foco não é só paraa cultura soriana, mas paraa cultura popular e a capacitação de professores de da rede de ensino municipal e estadual que é feita diretamente pelo NEIA nesse com o foco da cultura soriana. E aqui eu acho que eu já agradeço porque já tô concluindo e eu queria tô concluindo e não porque daí eu trago porque assim e eu fui trazendo orçamento, fui falando das bolsas e parece tudo muito bonito, né? Parece assim, nossa, tem é um uma potência, mas eh como todos nós, eu acredito aqui que somos todos,
eh nós e Marcos apresentou um pouco, nós temos muitas dificuldades, né? muitas dificuldades. Então, a gente tem uma galeria virtual, eh, e tem uma Galeria que era fixa. Essa galeria faz 14 anos que não existe. E essas obras foram distribuídas em prédios, principalmente da reitoria. E o que não foi distribuído, tá? Eh, armazenado. Eh, e essa armazenação, armazenação, armazenamento, eh, mas podia ser, né? Vamos usar o neologismo aí. Essa essa armazenação tá não tem ação. Ela assim foi colocado em plásticos, em eh ah porque houve um assim uma um encaminhamento nesse Formato. Então assim, a
gente tem uma política hoje de não receber doação de artes, de acervo de artes, porque nós não temos onde guardar e os critérios também, porque eh sendo assim, qualquer artista pode doar. E quais são os critérios? Até então, quando existia a galeria, eh se recebia o acervo das exposições. Então, cada exposição tinha que deixar um acervo e as exposições já Tinham uma curadoria. Então aí já se parte de um princípio, né? Então nos últimos anos não existe uma curadoria, não e se recebia muita muitas obras. Eh, nós temos mais de 80 obras distribuídas no pelo
campus de Florianópolis, obras externas de de quem conhece Florianópolis sabe que a reitoria é toda revestida por mosaicos do Rodrigo de Aaro. Eh, quem que faz essa manutenção? Quem? Então, a gente depende e sempre Conseguimos, mas dependemos de emenda parlamentar, né, nos últimos anos. Eh, o ano passado a gente conseguiu entregar no aniversário da UFSK a restauração de duas obras externas. Este ano fizemos o orçamento para três obras, tínhamos a verba e não conseguimos fazer por questões assim eh eh do tempo hábil, da burocracia, né, da documentação. Então fica tudo pronto pro ano que vem.
Espero que daí eu tenha orçamento o ano Que vem. Esse ano eu tinha não consegui fazer. Então, assim, são muitas as dificuldades, a discussão. Eu fiz até uma listinha, só vou eh tentar ser rápida aqui que eu tenho 2 minutos ainda. Eh, vou aproveitar bem esses 2 minutos, mas eh a articulação também com, viram que eu falei no BNDS, falei no IFAN, a gente tem essa articulação, né? participamos do Conselho eh Municipal de Cultura, eh temos cadeira no Conselho Municipal, a Servidora é secretária do Conselho Municipal de eh de Cultura. Eh, mas eh as dificuldades
são muitas e está sendo gravado, mas eu posso dizer que ficamos dois anos com o presidente na Fundação Catarinense de Cultura, eh o Rafael, acho que todos conhecem, foi presidente da Biblioteca Nacional. né? Eh, uma linha extrema direita e que, eh, a própria cultura do estado não avançou, né? E e nós vivemos num estado que tem células nazistas, que tem Células racistas. Eu acho que todos conhecem a história de Santa Catarina. Eu acho que que Santa Catarina devia ser muito olhada e muito querida, né, eh, pelo governo para que nos fortaleça, porque é uma universidade
totalmente visibilizada no sentido eh do que fazemos. é balbúrdia ou é esperança na linha do, né, do Paulo Freire de ação. Então eu acho que a gente precisava ser mais cuidado. Nós Nos cuidamos, mas nós precisávamos também ser mais cuidados. Já estou terminando aqui e ah, esqueci de colocar também que nós temos 40 servidores alocados na SECART. Eh, mas acredito que quem aqui é técnico da na universidade brasileira sabe o quanto está difícil, principalmente na parte cultural, porque por eh devido aos cargos extintos e vedados. Então esse é um grande problema e que se não
falarmos, né, no Forcut se falou muito nisso e é preciso pensar. E eu iniciei eh falando um pouco dessa nossa articulação com as artes da rua, mas de trazer mesmo povo preto ou os povos indígenas. Nós temos o curso intercultural, enfim, para dentro da universidade. Termino com um exemplo que foi, nós temos toda segunda-feira, uma vez por mês, a batalha de rap. Então, desce toda a gurizada. Hoje os nossos eh seguranças da UFSK já estão acostumados de ver a gurizada com o rosto todo pintado, tatuado, enfim, tudo De boa. Mas ao final, há uns 3s
meses atrás, ao final de um eh de uma batalha, às 11 horas da noite, houve uma pichação e no prédio central, né, que é no centro de cultura e eventos. Me ligaram no outro dia de manhã, ai agora viu? Isso daí não pode acontecer. Eles não podem estar aqui dentro. Olha o que que eles fazem, né? Eh, e hoje então quem vai ao Centro de Cultura e Eventos encontra dois grafites belíssimos feito pelo grupo. Então, assim, a gente tem Estamos eh eu acho que mostrando pra juventude da rua que a universidade também é espaço deles,
né? Eh, então a gente esgarça essa ideia eh de pesquisa, ensino extensão interna, mas pensar isto com a comunidade externa. É isto. Obrigada. Obrigado, Eliane. Eh, isso, sua fala também me lembra que a gente tem esse desafio enorme, né? Quando a gente vê a escala, né, do das responsabilidades de todos nós, três fortalezas do século XVI Para cuidar em várias ilhas, enfim, eh nós temos um problema muito sério, que nós somos Ministério da Educação, nós somos MEC, somos universidade, mas na verdade a gente tem responsabilidades que são também do Ministério da Cultura que estão nas
nossas mãos. E em algum momento, nessas eh eh tarefas que nos são dadas nesses desafios, a gente é completamente de desassistido de MEC e de Mink, porque MEC não cobre restauro de fortaleza E Mink vai colocar a gente numa fila de eh de patrimônio nacional, enfim. Então são desafios imensos, né? A gente tem feito essa conversa desde o início do governo, já vimos fazendo antes através do FORCUT, agora acho que a gente através das nossas articulações, encontro eh eh grupo de gestores para dizer, vocês precisam reconhecer que há eh responsabilidade do MINK dentro da universidade,
assim como eh nós também precisamos responsabilizar o MEC por Essa essas áreas de cultura. Enfim, nós precisamos encontrar caminhos porque de fato a gente fica num lugar sombreado em que e tudo que nos é delegado fazer ao mesmo tempo não tem política eh direcionada. Então essa acho que é uma discussão que a gente vem trazendo, vem colocando alguma escuta, mas a gente precisa que elas se transformem em política. Bem, passar para Sandro Golveia. Sandro é o pró-reitor de cultura da Universidade Federal do Ceará, a pró-reitoria de cultura mais recentemente criada no Brasil. Sandro possui graduação
em química pela Universidade Federal do Ceará, mestrado em Química pela Universidade de São Paulo e doutorado em Química pela Universidade Federal de São Carlos. Ele é professor associado três da Federal do Ceará. tem experiência na área de química com ênfase em métodos óticos de análise, Atuando principalmente nos seguintes temas: metais, fibra de coco, preparo de amostra e ensino em química. Outra área de atuação é na gastronomia, eh, que o levou a esse desafio, né? Eh, com o desenvolvimento de produtos alimentícios empregando insumos locais que tenham impacto na cadeia produtiva, sobretudo na agricultura familiar. atuou como
coordenador do curso de bacharelado em gastronomia de 2009 a 2011. Foi diretor do Instituto de Cultura e Arte por dois Mandatos no período de 11 a 19. Eh, porque lá a gastronomia é no Instituto de Cultura e Arte e eh atuou como tutor do grupo PET Química UFMG, coordenado pela CAPS no período de 20001, membro do programa de pós-graduação em gastronomia da Universidade Federal do Ceará. Sandro, obrigado. Obrigado, Fernando, e Mônica, pelo convite, né? um prazer estar aqui, Eh, fazer primeiro minha autodescrição. Eu sou um acriano conterrâneo aí da Glaí, né, nosso, nossa contribuição aí
do Acre. Eh, tem 1,80 m, sou careca, tem uso barba, tô de de óculos e uso calça, eh, camisa e uma bota com diferentes tons de marrom, né? E aí, Fernando, se puder colocar, por favor. Bom, então, eh, eu queria começar primeiro, né, contextualizar Onde tá, desculpa. Oi. Tá. É PDF, não tá no senão não tem problema, eu vou. E aí eu queria contextualizar, né, em que momento a a Universidade Federal do Ceará cria a Próreitoria de Cultura, né? O estado do Ceará ele tem algumas algumas referências com relação à questão da política cultural, né?
Foi o primeiro estado a implantar uma Secretaria de cultura, né? né? Foi o primeiro estado também a a trabalhar com uma organização social na gestão, né, dos equipamentos culturais do estado. Eh, atualmente, professor Alessandre Barbalho tá aqui, faz parte de um programa, né, Cientista Chefe da Cultura, que a FUNCAP, que é a nossa fundação de Amparo a Pesquisa, trabalha e e e tem desenvolvido um trabalho muito importante junto à Secretaria de Cultura, né, do estado. E é nesse Contexto que surge e aí o o nosso reitor, né, o professor Custódio, ele é o o coordenador
desse programa, né, Cientista Chefe. Então a gente tem a a vantagem e o prazer, né, de termos um reitor bastante sensível no na questão do campo da cultura, né, isso facilita muito. Tanto é que já no no na sua primeira ação, né, enquanto gestor, a gente estava nós viemos, né, de uma de uma gestão bastante complexa e complicada, né, de uma intervenção Dentro da universidade. E aí no primeiro ato, né, o o Conselho Superior então aprova a criação da Próreitoria de Cultura, né? Mas nessa perspectiva, né, a cultura dentro da Universidade Federal do Ceará, ela
também ela já existe desde da da criação da universidade. Então, nós temos diferentes eh diversos equipamentos culturais que já vinham trabalhando na cena da cultura do estado, né? E são equipamentos importantes nessa contextualização. E aí a a próreitoria ela já surge com com uma estrutura, né, já bem robusta. Então, nós temos eh ela já surge com oito equipamentos culturais e aproximadamente 100 servidores, né, ligados a isso, que vocês vão ver que, na verdade, o número impressiona, mas isso passa a ser um desafio mais à frente, né? Ah, queria também destacar que esse ano nós estamos
fazendo 70 anos de UFC, né? Então é um momento importante que a gente vive lá na Universidade. Próximo, por favor. Uma referência que a gente tem, né, na perspectiva de pensar esse projeto de pró-reitoria é o o professor Gilmate Carvalho, que alguns de vocês conhecem, né, um um nosso uma referência nossa que, infelizmente a COVID levou, né, e ele traz aí uma questão muito importante, né, a cultura como tudo o que tem a marca do humano, né? Então a gente essa perspectiva, né, de construir essa cultura nessa relação humanística Que a gente tem trabalhado, né,
e com isso a gente traz junto uma série de de questões que são muito caras pra gente, né, a questão da dessa relação democrática, dessa relação eh dialogada, né, e é nesse processo, nessa nesse formato que a gente vem trabalhando dentro da pró-reitoria. Por favor. Bom, então a gente surge, né, no ano passado. Ah, com isso nós tínhamos alguns desafios, né? Imagina você criar uma próreitoria tendo já oito Equipamentos no meio de de um de um ano letivo, né? Então, o primeiro desafio, na verdade, foi acalmar toda essa esse rebuliço que ia surgir a partir
disso, como, por exemplo, os equipamentos culturais, né? Então a gente começa aí nesse processo a um diálogo, né, de uma institucionalização com esses equipamentos. Vejam que nós tínhamos equipamentos que estavam ligados à antiga Secretaria de Cultura, nós tínhamos equipamentos que estavam Ligados à Pró-reitoria de Extensão, equipamentos ligados diretamente ao gabinete do do reitor. Então o primeiro desafio foi trabalhar essa institucionalização, né? Porque como é que você a partir disso mantém individualidade, né, e uma especificidade desses equipamentos, mas ao mesmo tempo sensibiliza, né, esses gestores e e esses servidores desses equipamentos para pensar um projeto comum,
né? Esse foi um desafio que nós Tivemos, fizemos e e mas foi uma coisa muito tranquila, né? O próximo Fernando, por favor. E aí a nós pensamos como estruturar essa pró-reitoria, né? No primeiro, a primeiro ponto que nós fizemos foi fazer uma incursão, né, nas três pró-reitorias irmãs que já existem. E o que a gente chegou à conclusão foi o seguinte, né? Talvez, não sei se se os colegas concordam, mas a Próreitoria de Cultura, né, a entidade Pró-Reitoria de Cultura, Talvez seja a única pró-reitoria que ela não vai ter o mesmo perfil para em todas
as universidades. Ela vai ter que, na verdade, se adequar às condições da universidade. É diferente de uma próreitoria de graduação, de uma próreitoria de pesquisa ou de extensão, né? Isso já dá um diferencial. E aí eu acho que isso também é um desafio nosso, né? Como que a gente pensa numa política integrada para poder a gente avançar, né? Dito isso, né? Como que a gente Pensou nessa estruturação? Então essa estruturação, ela trabalhou com cinco dimensões, né? Uma dimensão organizacional, já eu vou falar cada uma delas, né? Uma dimensão institucional, né? Uma dimensão trabalhando a questão
da política cultural, né? A infraestrutura e o fomento e captação, né? Então, a partir disso, né, a gente pensa nesse projeto aí de pró-reitoria. Fernando, por favor. Bom, na questão da organização, né, eh nós trabalhamos primeiro no na estruturação, né, da da Pró-reitoria, envolvendo esses oito equipamentos, mas também quatro eh coordenadorias. Acho que o próximo que tem deu. Pronto. Então esse quadro aí talvez um uma quarta coordenadoria não consig vocês não consigam ver ele pela janela, né? Mas nós temos os equipamentos. Quais são os equipamentos que nós temos atualmente, né? Então a gente tem o
Memorial da UFC, Né? O Malk, que é o Museu de Arte. O Museu de Arte, só para vocês terem uma ideia, ele tem 11 salas, 11 salões, né? desses 11 salões, seis são de de acervos de de exposições fixas e os outros cinco, né, de de exposições temporárias. Vou dar só um exemplo do MA para vocês verem a dimensão do que a gente tem de desafio, né? O Malk tem mais de 6.000 eh obras no seu acervo, né? E aí nós temos o Mal, nós temos a casa do Zé de Alencar também, que é um
espaço eh Complexo, porque na verdade é uma é uma é uma reserva ambiental e e dentro da reserva ambiental a gente tem também museu, a gente tem também espaços, né, para para exposição, além da da casa, né, de de origem de José de Alencá, que é um também um acervo histórico e tombado pelo patrimônio histórico, né? Temos então a Casa Amarela, que é uma unidade, né, de audiovisual, que é uma das poucas unidades de Fortaleza, que é um cinema de rua, né, temos aí a concha Acústica, que é um também um equipamento que está junto
da reitoria, né? Ah, a rádio universitária passa a trabalhar conosco, né? o teatro universitário que agora, né, nessa fizemos uma reflexão com relação ao teatro e percebemos que o teatro, pela demanda, né, que o Instituto de Cultura e Arte tinha, por exemplo, o teatro ele agora não está mais conosco, ele está dentro do Instituto de Cultura, porque a gente entende que o teatro ele ele ele tinha Um perfil muito eh experimental e e era uma necessidade do curso de teatro, do curso de dança, né, trabalhar com isso. Então a gente fez esse deslocamento, até porque
nós vamos ter uma perspectiva de ter um teatro maior dentro da gestão da pró-reitoria, né? E temos aí, eu poderia citar também a seara da ciência. Acho que a seara da ciência ela é emblemática porque mostra que a gente tem trabalhado eh a cultura, assim como a UFMG, na cultura num no espectro mais amplo, né? E embutido dentro dessa questão da da seara da ciência, tem uma política que a gente vem já vem desenvolvendo, por exemplo, com relação aos acervos científicos, né? A gente tem uma demanda muito grande, né? E eh eh de trabalhar esses
acervos científicos. E aí a gente vai ter em diferentes áreas do conhecimento, né? A gente vai ter no no Labor, no Instituto de Ciências do Mar, nós vamos ter isso na biologia, na geologia, na medicina, na na no centro De Ciências agrárias, né? né? Então, como que a gente desenvolve uma política institucional também para esse tipo de acervo na perspectiva da pró-reitoria, né? E dentro das coordenadorias, nós temos uma coordenadoria de gestão que trabalha mais os aspectos burocráticos, gestão de pessoa, gestão de de patrimônio, né? Gestão dos processos. Uma outra coordenadoria que trabalha a difusão,
né? e a produção cultural também bastante demandada, né, pelo Nível de de estrutura que a gente tem, uma coordenadoria que trabalha a questão, né, da memória e do conhecimento, né, e aí a tem uma política muito importante nessa questão eh do conhecimento. Então, por exemplo, as bolsas da da da Próreitoria estão aí, nós conseguimos, né, eh um aumento de 50% das bolsas destinadas ao nosso programa. Então nós tínhamos a secretaria, né, anterior tinha 100 Bolsas, já temos 150. E dentro desse processo, dessa coordenadoria, também nós conseguimos avançar com relação a a uma parceria, né, com
com a Próreitoria de Assuntos Estudantis, onde eh nós pleiteamos algumas bolsas através dos projetos e dos editais da Próreitoria de Assistência Estudantil e aí criamos a figura do agente UFC de cultura, né? Então, esses alunos eles chegam como agentes UFC de cultura e foi nesse diálogo com a Pró-reitoria que Também a gente avançou, que é um desafio nosso, que é a questão da interiorização, né? Então, nesse processo, nós identificamos eh servidores aí, sejam professores ou técnicos administrativos, dentro dos campos do interior, né, em que nós poderíamos eh trabalhar projetos e a partir daí criar um
um diagnóstico, né, daquela região do estado, né, quais os potenciais que nós temos isso. E agora a gente tá nessa Fase de de trabalhar esse processo, né? Uma outra coordenadoria, mas eu vou detalhar mais eh essa coordenadoria depois, que ela ela vai ter um papel fundamental dentro da Pró-reitoria, que é uma coordenadoria de fomento, né, e relações interinstitucionais. Por favor, Fernando. Dimensão aí tá bom. Nessa dimensão institucional, né? nós eh porque assim tem um tem um aspecto Importante, eu até digo, costumo brincar, né? Hoje em dia já não brinco mais porque as pessoas já entenderam,
mas eu disse que eu diria, eu dizia na verdade que ah nós estávamos, essa pró-reitoria ela estava igual ao governo Lula, né? Ela tem uma gestão para dar certo. Por quê? Porque na verdade nós somos a oitava pró-reitoria, né? E vocês sabem, quem já foi gestor sabe que o MEC, por exemplo, só credencia sete, né, CDs para gerar essa próreitoria. E aí, Na verdade, a gente fez um arranjo interno, né, por exemplo, a atual vice-reitora assumiu uma pró-reitoria para poder eh garantir isso. Mas além desse aspecto, né, e institucional aí nessa questão administrativa, tem um
outro aspecto que eu acho que é importante, né, que a Próreitoria de Cultura, pelo menos, né, na concepção, na nossa concepção, ela precisa ser uma uma próreitoria de cultura que dialogue com toda a universidade, né? Dialogar Com o campo ah da cultura, com o campo de humanas, né, é é fácil e esse diálogo já acontece. Mas como é que a gente abre esse diálogo para outras áreas que de repente não conseguem se identificar com relação a isso, né? Um um dos dos caminhos que a gente tá pensando e aí a UFMG já trabalha com a
questão do passaporte, é também trabalhar dessa forma, né? Como é que a gente agrega isso? Então, na nessa perspectiva institucional, nós estamos fazendo Diálogos com várias unidades e é incrível que eh eh que na medida em que a gente chega na unidade, a universidade tem 19 unidades acadêmicas, né? E na medida que a gente chega conversando com essas unidades, a gente começa a identificar as potencialidades, né, e e e as afinidades que que essas unidades têm com a Próreitoria. Isso tá gerando inclusive já novos projetos, né? A gente tem avançado com relação a projetos específicos
com relação a isso. Próximo Fogo. E aí na política cultural, né? Esse foi um é um desafio ainda. Por quê? Porque nós não temos um plano de pesquisa, um plano de cultura, né? Nós estamos em processo de construção desse plano. Então, tudo que a gente vem desenvolvendo é um é um trabalho que tá sendo dialogado com a comunidade, com a gestão, né? Então, como a gente implementa isso? Um primeiro momento que eu acho que é importante é Trabalhar a a ideia e o conceito de pertencimento dessa cultura dentro da instituição, né? Então, para isso, várias
ações nós já fizemos e estamos fazendo, né, na sensibilização da nossa comunidade com relação a isso. E essa sensibilização, né, esse pertencimento, ele tá acontecendo em diferentes níveis. Vou dar um exemplo aqui só para vocês entenderem como a gente, né, tem trabalhado. Ah, como nós estamos fazendo 70 anos da Universidade, né, várias próreitorias também estão fazendo eh ações de aniversário. Então, nós temos próreitoria fazendo 60 anos, 55 anos. E aí quando chegou em agosto, a Próreitoria de Cultura tava fazendo o quê? Um ano. Eu falei: "Bom, se a gente tá fazendo um ano, nós vamos
fazer uma festa de um ano". E aí fizemos um sábado na reitoria, uma grande festa infantil com direito a bolo, com não sei quê. E aí toda a criançada veio, né, ligada, Chamamos os programas, né, da universidade de de pesquisa e de extensão ligados a à infância, né, e aí criamos uma grande festa. Então, é nesse sentido, esse é um exemplo do do trabalho que a gente tá fal fazendo de pertencimento nessa perspectiva dessa política, né? Além de obviamente algumas ações, já a reativamos a concha acústica, né? Que é um espaço eh que cabe em
3.000 pessoas e e já fizemos grandes shows lá, né, com com a Orquestra Sinfônica, por exemplo, né? Então esse é um momento, por exemplo, nós vamos ter agora dia 15 um momento importante dentro da concha acústica que nós vamos estar concedendo o título de honores causa para a Maria Betânia, né? E vai ser na concha. Então vamos ver aí. Tô tenso ainda porquea tô na organização. Vamos pro próximo, por favor. Bom, com relação à infraestrutura, né? Aí como eu falei, né? tem esses Equipamentos, mas Alessandre Barbalho conhece bem nosso reitor, né, professor Custódio e sabe
do dinamismo dele com relação é acelerado, tá? Então nós estamos com a perspectiva, né, de terminarmos a gestão saindo de oito equipamentos para 14 equipamentos, né? Agora, até março nós já vamos estar recebendo dois novos equipamentos. E aí vocês vão dizer: "Rapaz, a Federal do Ceará tá expandindo, como é que vocês estão Fazendo? Tem coisas que eu não consigo responder ainda, tá? Mas existem algumas ações que nós estamos tomando para poder também eh conseguir, né, ter essa perspectiva de expansão e e também ter uma um uma perspectiva de uma gestão, né, que possa e atender
essa demanda. o próximo, por favor, que aí entra aquela coordenadoria que eu falei para vocês, tá? De captação e fomento. Bom, eh, alguns alguns alguns Mecanismos já foram colocados aqui, né? E a gente tem adotado diversos mecanismos, como, por exemplo, a questão do TED. Atualmente nós estamos com dois TEDs, eh, em andamento, né? Um TED do IBRAN e um TED com o MINK. Já estamos finalizando também um segundo TED com o MINK e a Funart tá sinalizando com um um quarto TED, né? Mas a gente teve que adotar uma certa estratégia para poder trabalhar isso,
né? O, a primeira estratégia foi fazer um diálogo com nós Temos quatro fundações, né, da que dão par universidade, mas nós dialogamos com três fundações. Então, um primeiro momento foi nesse diálogo foi apresentar a potencialidade que nós temos enquanto eh cultura, né, e além disso eh dar suporte para para essa fundação para que ela possa trabalhar com isso, né? Um dos pontos, por exemplo, foi avaliar eh os quinais, né? ou seja, quais são as atribuições dessas fundações para trabalhar com determinados temas da Cultura e e duas fundações, por exemplo, tiveram que fazer, né, eh, dentro
da Receita Federal uma mudança dos quinais para poder estarem adequados a essa essa demanda. Por exemplo, atualmente nós estamos organizando, né, para acontecer agora no final do mês o oitavo Fórum Nacional de Museus junto com IBRAN em parceria com a Secretaria de Educação. E para esse fórum, né, que a gente tá usando não só recursos do TED, mas também recursos da Ruanê, nós Contratamos, por exemplo, um advogado especialista em Juanê para dar suporte à fundação. Então a gente entende, né, e a gente sensibilizou as fundações de que esse processo é um processo de construção coletiva
de uma cultura relacionada a essa essa forma de fomento, né, até porque eh eh nós temos trabalhado dessa dessa forma, né? Então, no primeiro momento, esses dois TEDs, como eu falei para vocês, tanto o próreitor de cultura quanto a Próreitora adjunta tiveram que ficar como coordenadores desse técnico. Então, assim, minha prestação de contas tá pesada até abril do ano que vem, mas eu acho que era era um era um momento importante para que a gente pudesse sensibilizar a nossa comunidade para isso, né? Num segundo momento, nós começamos a trabalhar com os equipamentos já como propositores,
né? E para isso nós conseguimos eh nós entramos em alguns editais. Então nós Tivemos um edital da Petrobras, tivemos uma um edital da Transpetro, tivemos um edital da Vale, né? Na Sudene também fizemos fizemos projetos com a Sudene, né? Que a Superintendente Desenvolvimento do Nordeste e isso permitiu 5 minutos conseguir não, mas vamos lá. Num terceiro momento, com relação a essa esse esse processo aí das fundações, nós começamos a pensar agora em projetos integrados, onde que não seriam só os equipamentos da eh de Cultura, mas também a gente integrar as unidades acadêmicas, né? E aí
um a a FNEP foi fundamental nisso, nesse edital que que que fechou recentemente dos acervos, né, que envolvia tanto acervos de cultura quanto acervos eh científicos. E a gente junto com a com a PRPG, né, montamos uma estratégia e aí conseguimos com isso já começar a esse diálogo mais efetivo com os aceros científicos, né? E o quarto momento que a gente tá vivendo também em paralelo Agora é no estímulo a determinados professores que nos procuram ou a gente tem a demanda e a gente não tem mais estrutura para poder absorver mais projetos e a gente
identifica qual o professor que poderia trabalhar com isso. Então, com isso, nós estamos agora trabalhando com três projetos eh na elaboração desses três projetos com em três áreas de conhecimento diferente. Então, nós temos um projeto que tá acontecendo na arquitetura, que vai Acontecer na arquitetura, um na faculdade de direito e um no sistemas e mídias, né? Bom, eh, aqui é só para, eu vou passar rápido porque eu não vou ter muito tempo. Aqui é a questão do nosso nosso programa de bolsas. Além da desse quantitativo, né, nós nós modificamos também a a porque a secretaria
anteriormente aí sem fazer juiz de valor, ela apenas já estava, né, gerenciava aquelas bolsas e hoje em dia A gente tá fazendo o acompanhamento das bolsas, inclusive com processos formativos com os alunos que são bolsistas da próreia, né? Então, a gente faz rodada de de conversa, faz seminários, tem algum um trabalho que a gente vem desenvolvendo para que eles também desenvolvam um processo de pertencimento que eles não estão só dentro de um projeto, mas que eles fazem parte da pró-reitoria, né? E essa sensibilização que a gente faz envolve Também eh o conhecer os equipamentos, né?
Então, de repente você tem um aluno que tá num num projeto que não tem nada a ver, por exemplo, com o MAL, que é o museu, mas ele vai até o museu, ele conhece o museu. Então, esse é um processo também que a gente tende importante, né, nesse nessa questão dos dos nossos alunos. Por favor, Fernando, o próximo próximo só para bom, em 2024, o o nosso carro chefe aí, Nossa maior demanda é gente, esse esse é um é o campos mais bonitos que nós temos. Olha aí, se é o campo de Quixadá. Cadê a
Lia? A Lia já se candidatou para estar lá conosco. Mas eh é o plano de cultura, né? Esse plano de cultura ele foi ele tá sendo gestado junto com MINK e ele tem a metodologia, né? Eh, envolve várias partes, mas uma delas, por exemplo, é é desenvolver seminários, né? Seminários temáticos, seminários propositivos, né? Que a partir desses seminários eles saem com determinadas diretrizes e a gente nesses 10 seminários a gente vai fazer cinco seminários na capital e cinco seminários no interior. Ontem, por exemplo, estava acontecendo o seminário do campus de russas, né, sobre eh patrimônio,
memória e patrimônio, né? Então esse é o grande carro chefe nosso desse ano, né? Priorizar isso para que a gente possa avançar, por favor. Mais alguns desafios nós temos, né? O Notório saber é um deles, né? A universidade ela já tem uma resolução sobre notório saber, né? Isso foi, eu tava na gestão do IGA, como nós nós propusemos isso, já na final da final da da gestão, já iniciando a gestão do interventor, nós conseguimos, né, não só aprovar a resolução, o Fabiano Piúba foi importantíssimo para isso, assim como titular dois dois notórios saber, que é
o Expedito Celeiro, que muitos de vocês conhecem, e o Alemberg, né, da da Fundação Casagrande. E aí a etapa seguinte que nós estamos fazendo, primeiro nós precisamos fazer uma revisão dessa dessa resolução, né? O professor Custódio já nos indicou a possibilidade de contratarmos 15 mestres, né, como professor visitante. Então, a gente nós teremos eh editais para isso, né? Mas eh paralelo a isso, a gente tá fazendo um outro processo. E aí eu costumo brincar com ele, né, com a Alemberg, de que ele tá sendo nossa Cobaia nesse sentido. O que que nós estamos fazendo? A
gente firmou primeiro um termo de cooperação com a Fundação Casagrande, um termo de cooperação guarda-chuva, que a gente possa fazer diferentes ações. E a partir desse termo, né, nós estamos desenvolvendo projetos. Então, tem dois grandes projetos que a gente já tá já tá trabalhando com ele, né? o deles é uma é uma escola eh social de arqueologia que vai ser implantado lá em Nova Olinda, Né? E aí a gente tá desenvolvendo esse projeto. Então a ideia é que, por exemplo, lógico que vai ter um edital e o e o Alenberg vai se candidatar, né, se
ele se ele desejar, obviamente a ser esse professor visitante. Mas a ideia é que de repente esse notório saber da universidade, ele já vai vir com um projeto, ele já vai vir com algo eh mais sólido, né? Então, a gente tá também fazendo esse caminhar nesse sentido aí, né? Bom, ah, Precisamos avançar em algumas questões, né? O protagonismo estudantil acho que é uma coisa importante. A gente ainda não vai pro nosso próximo edital de bolsa, a gente não consegue atingir essa e isso que, por exemplo, Juiz de Fora faz, que é formidável, né? Mas a
gente quer chegar nesse momento, ou seja, nossos alunos sendo propositivos, né, nesse nesse aspecto. Eh, alguns desafios que nós estamos fazendo e eu acho que a gente pode fazer esse diálogo, né? As há Uma uma discussão muito grande com a questão das leis de incentivo, mas vocês já viram que, por exemplo, a Ruanê mudou muito, né? O MINK fez diversas alterações dentro da ruanê. Hoje em dia, por exemplo, você tem a ruanê plurianual, ou seja, uma ruanê que pode, né, desenvolver em vários anos. Você tem, por exemplo, uma rua que pode dar suporte para manutenção
de equipamentos de órgãos públicos, né? Então, acho que a gente pode avançar nesse ponto. A Gente já está com uma das fundações constituindo um um projeto, porque como é que seria essa ruan, na verdade a empresa ela vai ter isenção, né? Mas ela ela ao aplicar o recurso, ela aplica para um fundo patrimonial, né? E esse fundo patrimonial a partir do do que esse fundo rende, é que isso vai ser gerado para, né? E obviamente nessa discussão tem várias questões aí, principalmente a questão de quem são os gestores desse desse desse fundo e como É
que a gente constitui isso. Eu acho que a universidade ela tem essa abertura pra gente poder avançar. E aí, só para finalizar, eh, rapidinho, eu queria só fechar uma coisa que eu acho importante. O Fernando já tocou nesse assunto, eh, a Lia também já falou isso na fala dela, que é a questão do sistema nacional de cultura, né? O Fernando diz que a gente tá no limbo e eu acho que no o sistema nacional também eh nos coloca nesse nesse nesse limbo. Nós universidades nós Fazemos formação, nós fazemos fruição, nós temos equipamentos culturais, mas se
a gente olhar rigor, a gente não tá em lugar nenhum, né? Então acho que esse diálogo, nós somos nós que temos que que que sensibilizar o MINK para ver o que que nós podemos fazer. E a gente ainda tem um avanço, porque a rigor a gente não vai estar buscando o mesmo fundo que que já está disponível pro pro sistema, né? Então, a e eu acho que eh é fundamental que a gente faça o quanto Antes, né? A no caso da da do estado do Ceará, a Secretaria de Cultura já tá fazendo rodadas, né, para
pensar no sistema estadual de cultura. E acho que é importante a gente se inserir nesse processo, né, e trazermos as experiências de todos nós. Ô, gente, que eu tinha para apresentar isso. Muito obrigado. Maravilha, Sandro. Tem um tem uma coisa que eu acho eh importante assim de destacar, né? O reitor Custódio, ele foi Um dos reitores não empossado na gestão anterior que ele tinha eh sido eleito. Depois agora ele voltou, foi eleito, ele é um filósofo. E no na primeira reunião de Conselho Universitário, onde ele estava assumindo, ele criou a Pró-reitoria de Cultura. Então, há
sim, né, eh, uma visão de universidade, uma perspectiva que os gestores eh compreendem, né, aqueles que compreendem, vem a o a importância, né, do Dessa dessa presença da cultura na estrutura da universidade. E a outra coisa que eu acho bem eh particular é que o estado do Ceará ele tem uma política forte de cultura enquanto estado e o município também, construção de algumas gestões sucessivas eh com sensibilidade pra área da cultura. Então, a universidade quando ela entra nesse circuito, ela entra e com muita força, né? Porque ela se posiciona na cidade de uma maneira muito
Estratégica. Então, essa eh lembrarmos, né, que isso também é construção política de uma visão de universidade e que estruturar essas pró-reitorias, secretarias, é uma tarefa importante e urgente, porque nós precisamos de estruturá-las. Não adianta eh que tenhamos essas estruturas depois relegadas ao abandono de políticas, né? Teremos só mais problemas pela frente paraa universidade. A outra coisa também Interessante é que esse modelo de eh concentrar os espaços culturais, ele a praticamente tá presente em todos os exemplos que a gente trouxe. Acho que também vai tá no Espírito Santo, mas ele não é um modelo, né? O
eh a UFBA pensa diferente, Guilherme, acho que deu uma saída, mas a UFBA já tá se organizando diferente. Ela entende que os espaços culturais estão nas unidades desde a origem das unidades de e lá devem permanecer. Então não há modelos, não há Receitas, né? Mas a gente aqui entende que boa parte desses desses espaços, desses projetos, eles estavam nas mesas dos reitores diretamente ali, né, com uma responsabilização eh enorme. Então, a criação de estruturas na administração central para cuidar da arte, da cultura, ela vem eh a eh estruturar a universidade para que isso não seja
uma política às vezes até mesmo eh de balcão, né? os espaços que tinham mais força para chegar ao reitor Podiam ter mais apoio, mais suporte, outros não, projetos que tinham a sensibilidade de um reitor, ele poderia est eh eh com suporte do que outros. Então, muito importante a gente eh pensar, né, essa dinâmica. E a outra é essa articulação que a gente tá aqui fazendo, né? são exemplos eh de áreas de cultura que, como a gente vê, elas vão muito além da extensão, né? Porque a presença eh na produção da pesquisa, é no ensino, é
na parte da do do da Responsabilização pelo patrimônio cultural, pelas seus diversos acervos, arquivos, eh edificações históricas, enfim. Então, a gente tem interface com quase todas as vinculadas do do Ministério da Cultura com IBran, com IFAN. Então, é uma tarefa grande que não é apenas extensionista. É claro que a extensão muitas vezes se responsabiliza nessa área, mas a escala, né, ela sinaliza que é preciso ter uma política para essa essa área da nossa Universidade. Bom, então eu passo agora a palavra para o secretário de cultura da Universidade Federal do Espírito Santo, Rogério Borges, que é
produtor cultural, pesquisador musical e músico, graduado em filosofia e pós-graduação em gestão pública e especialização em gestão pública. Então, Rogério, por favor. Eh, bom t boa tarde, né, que já são meiodia 11. Eh, obrigado, Fernando, pelo convite, né, eh, estar aqui na nesse evento muito Importante, eh, uma super capacitação desde terça-feira até hoje, né, e os encontros que são fantásticos também aqui e o reencontro também, né? Eh, eu trabalhei como docente até 2008. na faculdade de música do Espírito Santo Estadual. Eu entrei na Universidade Federal do Espírito Santo como produtor cultural, né, e participo de
quatro grupos de pesquisa e o primeiro técnico gestor cultural na universidade e Me alegra, né, da Universidade Federal do Espírito Santo está alinhada com tudo que eu ouvi de vocês, né, muito importante. E a gente percebe quando a Gla fala, quando a Eliane fala sobre o maior teatro público do lugar, é da universidade. Lá em Vitória, no Espírito Santo, também é o teatro público da universidade que hoje vem atendendo a a todas essas demandas de arte e cultura. Nós temos na Universidade Federal do Espírito Santo um teatro, né, antes com 750 lugares, hoje reduzido devido
às orientações de acessibilidade, cadeiras de obesos, espaços cadeirantes e por aí vai. Eh, temos uma galeria de arte, isto isso que é o que é feito gestão pela SECUT, uma galeria de arte. Essa galeria de arte é a divisão de artes visuais e nela também temos o nosso acervo de arte, nossa reserva técnica com Aproximadamente 2.000 obras de arte. 50 anos da história das artes no Espírito Santo estão sob a guarda da Secretaria de Cultura e da Universidade Federal do Espírito Santo. Até agora mesmo, na exposição Fugaç, que entrou agora lá no estreou no Centro
Cultural Banco do Brasil lá no Rio, tem quatro obras do nosso acervo, né, que vai de Ligia, Lê da Catunda até os artistas do Espírito Santo. Sebastião Salgado também tem obras, diversas obras lá importantes, a Faiga, por aí vai. Hoje a gente tá trabalhando o nosso organograma, o novo organograma da Secretaria de Cultura. Eh, eu fui convidado a ser secretário na gestão do Reinaldo 2013. Depois, eh, fiquei na seguinte. Teve o problema também o mesmo do Ceará, né, que a professora Etel também não foi nomeada pelo Bolsonaro. E em dezembro agora, após a eleição da
Universidade, eh, a gente, eu entreguei meu cargo e tudo. Em março agora, o novo reitor, professor Staquio e a professora Sônia, que tá lá no Ceará, inclusive, a nossa vice. Aí eu fui reconduzido ao cargo de secretário de cultura da Universidade Federal do Espírito Santo. E nesse período anterior eu consegui algumas vitórias muito importantes, né, que foi a modernização do teatro da universidade, que também no mesmo dos Colegas aqui, era construído como um auditório em 2002 para atender a SBPC no Espírito Santo, né? E depois a gente foi fazendo várias adaptações e com a colaboração
de de vários amigos, né? Por exemplo, o Aderbal Freire, né? que que aqui não está mais com a gente pessoalmente, fisicamente, ajudou muito também como voluntário, né, como amante do teatro e por ser um teatro de universidade, toda a transformação acústica, a gente ganhou um projeto, Então foi uma construção bacana e um cinema também que foi também construído nesse momento de investimentos da SBPC, não em 2002. Então, o nosso teatro, nosso cinema, eh, apesar do movimento ciniclubista ter 50 anos na universidade, mas o nosso cinema mesmo, ele tem 22, né, por aí. Então, assim, a
gente conseguiu colocar um equipamento de ponta, de projeção, de áudio, de tudo. E hoje nós temos no cinema quatro disciplinas do curso de cinema e Audiovisual que são no cinema da secretaria. E temos também é um coral. Coral já tem 40 anos. né? E a rádio tava com a gente até agora, mas com essa reformulação da da EBC de novos canais, de regulamentar a situação das rádios que estavam em antigas fundações problemáticas. Então, o governo Lula regulamentou todas as as rádios de universidades, que foi uma uma vitória. A unidade gestora, Secretaria de Cultura da Universidade
Federal do Espírito Santo, ela nasce em pleno golpe de 2016, né? Ela é assim que a Dilma saiu a a unidade gestora que antes a gente a gente ficou junto com a comunicação, já ficamos junto com a comunitária, depois extensão, já circulamos, circulamos por vários setores da universidade e viramos unidade gestora em 2016, porém a uma a unidade gestora nova, ou seja, a responsabilidade aumentou e a gente consegui conseguiu também fazer com que A universidade entendesse o processo de dificuldade e limitações da lei 866 paraa velocidade que a cultura tem. Então, hoje nós temos um
contrato da universidade com a fundação eh Espírito Sant de Tecnologia, que é a fundação que atende a universidade. Passamos pelo mesmo processo que o colega do Ceará falou, alteração de quinaia, todo um processo que não pode eh ser feito por nós, é por eles, com toda orientação, para eles não perderem Também a função deles dentro do da Junta Comercial. E tem um monte de questões burocráticas. Hoje nós temos vários processos, né? O nosso teatro ele trabalha com arrecadação, né? Com arrecadação própria. A gente trabalha com muitos espetáculos que deixa uma boa eh rentabilidade e que
sustenta bem a secretaria. No ano passado nós tivemos 92.000 pessoas presentes ao teatro. a gente abre uma uma chamada pública interna, né, para agora na semana que Vem já pro ano que vem de agenda para eventos exclusivos da universidade, para atendimento interno, que vai de segunda a quinta, e os finais de semana são para eh atividades artísticas e culturais, né? O cinema nós temos eh 200 lugares. É um cinema que a prioridade é o cinema nacional e também estabelecemos alguns critérios para contribuir com a permanência estudantil, que é a gratuidade dos estudantes. Em todos os
filmes dos Cinemas, os estudantes não pagam nada. E no no teatro também nós temos a parte da do ingresso social, né, que todos os espetáculos eh está no termo de compromisso quando vai qualquer tipo de espetáculo para o teatro, pode ser de Cláudia Raia até o grupo corpo, precisa de ter uma cota de ingressos para ser distribuído com assistência estudantil, né? Até a lei ruania também coloca o ingresso solidário, né, e tal. O Débora Cook, recentemente ela fez questão de Fazer uma sessão às 15 horas só para estudantes da rede pública. Então quando a gente
faz gestão de espaço público, a gente tem um entendimento público da classe artística também. E o teatro hoje ele arrecada e não entra mais o pagamento de locação na conta única da universidade, entra na conta do projeto aprovado pela procuradoria diretamente na conta do projeto da fundação. É um dá um ânimo danado e é uma arrecadação muito boa, né? Não é uma arrecadação Ruim não. E quando eu fui convidado a recondução ao cargo, não sei nem se eu estava interessado em continuar, mas eu tinha um desafio que era o plano de cultura. Eu falei: "Eu
quero esse plano de cultura eh implantado, implementado na universidade e eu eh eu acho que acaba o ciclo se esse plano for provado. Acho que é todo um processo essa modernização dos espaços, né? muitas, muitas coisas que eu falaria Aqui foram ditas pelos colegas aqui. Muito dessas coisas a gente vem fazendo. E uma das preocupações que eu venho tendo com a nossa equipe lá, uma equipe de 29 pessoas, a equipe da secretaria de cultura da universidade, é o entorno da universidade, que ele é tão rico culturalmente, né? E a gente precisava de se aproximar. As
paneleiras estão do lado da universidade, dividem uma pedra, lá estão as paneleiras e aqui a Universidade, né? Duas bandas de Congo, por exemplo, Amores da Lua, a banda de Congo Amores da Lua de São Benedito. Eh, a gente tem apoiado bastante com apresentações, com as roupas, com ônibus para eles viajarem. Então, eh, eles agora foram a Mato Grosso, eu acho, e tudo, tudo pela universidade apoiando e as paneleiras. A Lia teve lá comigo lá, levei a Lia lá para conhecer. A gente tá muito próximo delas. Inclusive, uma exposição que tá No rol do teatro hoje
é sobre as paneleiras de goiabeiras, né, que é patrimônio eh imaterial já tombado. Então, essas essas questões de limitações são parecidas. Quando a professora fala, eu não posso mais receber receber obra de arte, eu também não posso lá na Universidade Federal do Espírito Santo. Isso é uma limitação empobrecedora. Eu não posso receber obra de arte que eu Não tenho onde colocar mais porque a responsabilidade de obra de arte. Então todas as falas aqui, sabe, eu tenho um pouco de cada uma lá lá no processo lá da universidade. E agora nessa escuta da do plano de
cultura, a gente vai ter 12 reuniões nos centros de ensino, uma em São Mateus, que é aonde tem um camp, e outra em Alegre. que é no sul do estado que tem outro camping. Eu tenho feito algumas apresentações Para os diretores e vice diretores do centro para já prepará-los, né, para o futuro quando chegar na para eles entenderem a importância do plano de cultura para quando chegar na votação lá naqui a um ano e meio lá no no conselho, eles já terem esse entendimento. Eh, a nossa proposta hoje de de lei de incentivo também a
gente, a nossa fundação, né, como eh os colegas Falaram, a gente também tá preparado para entrar em editais via fundação. Hoje a gente tem três editais, né, na da Secretaria de Cultura. Um que a gente faz uma parte de circulação, a outra é do acervo de arte, né? Agora tem mais esse agora também no FINEP, né, que a gente tá que a gente tá participando. É, uma questão interessante são as a as regiões onde a universidade está, tanto no norte quanto no sul do Espírito Santo. No sul com tradições mais Europeias, né, austríacas, alemãs e
tudo mais, e o norte com um processo totalmente negro e africano, acima do rio Doce, do finá do rio Doce, foi assassinado pela Samarco. Então, no norte tem um sítio histórico do porto de São Mateus. a gente tá caminhando também agora para adotar uma um casario lá, né? E eu vou aproveitar e vou fazer uma leitura aqui eh que eu preparei para hoje. Após um período de tensões políticas, o Crescimento econômico limitado, o Brasil experimenta de novo um processo de desenvolvimento que o reposicionou internacionalmente. As políticas públicas adotadas também o transformaram internamente ao promover mais
mobilidade social. Hoje o país demonstra de forma bastante concreta os efeitos de um novo crescimento econômico e de desenvolvimento social experimentado recentemente. A universidade pública brasileira também Vem se transformando por meio de novas políticas de ingresso de estudantes, trazendo para o seu interior uma população que não havia imaginado alcançar sequer o ensino médio. Isso ocorre no momento em que a sociedade se transforma, mediante o fortalecimento e o empoderamento de segmentos sociais que reivindicam a atenção e valorização de suas expressões culturais antes relegadas a um lugar invisível ou subalterno. Vemos hoje uma universidade cada vez mais
preocupada em retomar e ampliar os diálogos efetivos com a sociedade, não com a pretensão de estabelecer padrões ou parâmetros, parâmetros de valores, mas de ampliar os horizontes da ação científica, técnica, artística e cultural, tanto para aqueles que constituem as comunidades acadêmicas, quanto para os demais cidadãos, atingindo todo o conjunto da sociedade. parece suficientemente clara e Necessária a orientação para uma abertura dos espaços institucionais não apenas aos especialistas da cultura, os artistas, críticos, acadêmicos, técnicos, mas também ao grande público, ao jovem empreendedor no campo da produção cultural, não mais considerando a universidade como uma entidade isolada,
socialmente blindada por suas políticas de acesso e por seu conhecimento acadêmico, mas com um ambiente que consegue contribuir Para organizar as forças da sociedade a partir de suas agendas e das suas demandas culturais. Acompanhando esse processo de mudanças, vive-se uma repactuação em torno de conceitos que demarcam os campos da atuação da cultura e da arte. Se antes se privilegiava uma ação acadêmica universitária preferencialmente ou apenas em torno da arte das habilidades artísticas, muitas vezes sendo a arte sobreposta ao conceito de Cultura, hoje se propugna alargar o arco de compreensão e atuação desses campos. Cultura e
arte são conceitos distintos, mais embricados. O primeiro alude a todas as formas particulares e singulares de expressão e representação do no mundo, sendo também constituidoras dos sujeitos que nele habitam. Somos sujeitados. O segundo procura designar o universo das formas expressivas que se realizam articulando o plano estético e perceptual ao conhecimento racional. Ao Estabelecer a conexão entre arte e cultura, busca-se constituir um recorte contextualizado, né, eh, para delimitar eh um conjunto de políticas e ações que lancem luz para a dimensão da produção artística instalada no território imaterial, que é o território cultural, mas não limitando-o ou
suprimindo. Os campos da área da arte e da cultura tem cada um seu modo ampliado o alcance das proposições, objetos ou processos Que o integram, ao mesmo tempo em que instalam em seu interior novos sujeitos e disputas. Tal reconfiguração aparentemente promove a reorganização do valor que é atribuído a uma certa sorte de fatos, objetos e experiências artísticas que eram considerados inferiores em relação a outros. A redescoberta, reconhecimento, promoção e preservação de expressões da arte e da cultura esquecidos nas voltas do tempo e nas disputas do poder, ressurgem como Diferenciais essenciais, colocando em circulação signos renovados
ou recuperados do passado. Com a mesma força, novas manifestações emergem ao do conflito permanente ou do exílio social e econômico em que se encontravam, como as que provém das favelas e periferias urbanas. Lá na universidade a gente tem recebido eh encontros, a semana que vem mesmo vai ter um encontro de mulheres eh do hip hop lá no nosso teatro, né? Eh, com a mesma com essa mesma força. A Arte, por sua vez, e seu permanente deslizamento essencial para fora de qualquer leito que ameasse estabilizá-la com sua natureza fugidia e desviante, sempre em busca do estranhamento
e da diferença, se apresenta em permanente renegociação de sentidos e percepções. natureza transformadora dessas duas dimensões da vida, arte e cultura. A todo momento conspiro positivamente para que a sociedade e suas instituições revejam projetos e ações e se proponham A construir novos caminhos para sua plena realização. Registra-se ao mesmo tempo um processo de mudança tecnológica profunda que apresenta novos artefatos de produção e circulação da expressão artística e cultural, reorganizando as formas e estruturas tradicionais, furando bloqueios cristalizados pela ordem econômica e colocando em cena novos sujeitos produtores. Todas essas transformações causam impactos sobre as ideias, conteúdos,
linguagem e Instrumentos materiais. também requerem novos procedimentos de gestão e de envolvimento de todas as comunidades e segmentos sociais. O momento aponta para mudanças que vão desde a compreensão do papel do Estado e da sociedade nas suas dinâmicas culturais gerais, do papel da cultura e da arte no processo de desenvolvimento humano e mais especificamente do papel das universidades. Essas são chamadas a revisitar sua ação E operação no campo da cultura e da arte, a fim de se colocarem no ritmo das mudanças ocorridas na sociedade. Eles também são conclamados a se colocarem no papel de salvaguarda
do conhecimento, da reprodução e do desenvolvimento da pura essência conceitual de arte da cultura, preservando nesses dois universos o que tem de mais original. Tal quadro requer das universidades um exercício grandioso de análise permanente e de atualização de seus processos e políticas, seja no Plano acadêmico, seja no operacional, para que de fato consiga dar conta da missão de assegurar a sociedade e aos indivíduos a garantia de contribuir de forma permanente e com a visão holística, com a promoção do conhecimento, visando a constituição da cidadania plena, Ao investir na produção, conhecimento, memória e difusão da cultura
e da arte, a universidade realiza parte de suas finalidades e Contribui para o desenvolvimento econômico, social e humano. A promoção dessas ações exige planejamento, mobilização de recursos materiais e humanos e a institucionalização de procedimentos que permitam assegurar a continuidade e as e a eficácia dessas ações. Eu vou finalizar citando um farol que eu que eu tenho um farol. Meu farol é Juca Ferreira. As universidades exerce papel estratégico na gestão cultural. Isso ele falou aqui no Forcult 2020, né? Acredito que acredito nisso. Eh, gestores que são os operadores da política pública da cultura precisam da retaguarda
do ambiente acadêmico das universidades, porque não dá para ir processando e formulando as muitas questões que aparecem no próprio desenvolvimento da gestão cultural, sejam questões próprias da cultura, da arte ou relativas à gestão pública. As universidades são centrais. Eu vou finalizar com Com uma com uma parte aqui da letra da música do samba de Candeia, dia de graça, né? eh que ele fala sobre a universidade. Eh, negro, acorda que é hora de acordar. Não negue a raça, torne toda manhã dia de graça. Negro, não humilhe nem se humilhe a ninguém. Todas as raças já foram
escravas também. E deixa de ser rei só na folia. E faça da sua Maria rainha todos os dias. e cante um samba Na universidade e verá que teu filho será príncipe de verdade. Obrigado. Bem, eh, obrigado, Rogério, pra gente ter um tempinho de conversar, né? Se alguém quiser fazer alguma colocação, comentário. João, tem o microfone lá, Duda. Eu tenho só o microfone. Chegou aí, João. Não, eu queria agradecer muitíssimo essa mesa. Eu verdadeiramente fiquei encantado com o que foi apresentado. Isso só reforça uma Impressão que eu sempre tive e que eu acho que nós nunca
fomos capazes de tornar tema no debate público. é que se o serviço público brasileiro, se a administração pública brasileira tivesse a relação de custo e benefício que a universidade pública tem, esse país seria suíça, porque com pouquíssimo, com os pouquíssimos recursos que dispomos, que sempre faltam, o que eu vi apresentado aqui é absolutamente comovente de todos, cada pequenas Histórias absolutamente notáveis de preservação na memória popular, de criação de conhecimento, de equipamentos públicos, que em alguns casos Só a universidade possui e coloca à disposição da sociedade. Posso compartilhar um delírio? Escutando vocês, isso me ocorreu. É
um delírio. Vamos criar um Instagram comum, vamos criar uma conta de TikTok comum e os nossos alunos vão colocar pequenos Vídeos com as maravilhas que vocês escreveram. Conceder a título de notório saber a expedido celeiro. No Cariri, essa região tão inacreditavelmente rica do Brasil, essa história tão bonita de que a pichação se transformou em parte estética da própria universidade. Murilo Mendes, infelizmente tão pouco conhecido no Brasil, poucos espíritos tão finos em todo o século XX quanto Murilo Mendes. O teatro da universidade sendo indispensável paraa vida cultural da Cidade. O que o Fernando apresentou que há
aqui todos esses equipamentos culturais, muitos dos quais eu sequer imaginava. Percebe o que eu tô dizendo? Pequenos vídeos no Instagram, no TikTok, isso vai ser uma coisa espetacular. A apresentação que o Gil fez, cadê o Gil? A apresentação que o Gil fez, faz um TikTok de 90 segundos, vem todo mundo ter aula com Gil aqui na UFMG. Eu quero dizer, é possível, deve ser possível de Alguma forma que nós transmitamos uma imagem da universidade pública que não seja apenas prédio degradado, dificuldade de manutenção, mas que seja essa vitalidade da cultura que eu acho que no
país, no Brasil, ninguém faz o que a universidade pública realiza. É só esse delírio que eu queria compartilhar. Maravilha. [Aplausos] Eh, e assim lembrar, né, a gente aqui tá nesse eh nesse grupo, né, de próre Cultura e secretários de cultura, mas a gente tem mais de 30 pró-reitorias de extensão e cultura que fazem a o mesma quando a gente olhar isso em perspectiva nacional, é realmente é o patrimônio e a as ações e eh toda a atuação no campo da cultura que as universidades realizam. É realmente impressionante. E e as a própria universidade nos desconhece
muitas vezes. É um trabalho muito difícil, né, de se fazer reconhecer. Ainda que o público esteja, né, o Público está, né, nos milhares de eh frequentadores dos espaços e da das ofertas que a gente faz. Alguém quer comentar alguma coisa? Não, não, João. João, claro, só para complementar, acho que essa ideia do João é ótima e a gente tava antes de começar essa mesa conversando, né, que nós poderíamos realmente fazer, por exemplo, rodadas, né, de de de conversas de algumas ações, pregar esses exemplos e e ver o que que a gente pode Socializar no sentido
de implementar. Por exemplo, esse passaporte da UFMG é um que eu tenho muito interesse, né? O edital da daqui de Juiz de Fora também com relação aos alunos. Então, acho que a gente deveria criar esse meio para poder fazer essas trocas e e ver o que que é que a gente pode, né, trabalhar eh ações em comum, que eu acho que nós temos várias aí que podemos, né, a Fábia, que é a nossa diretora do Centro de Comunicação do UFMG, também Deixou uma pista aqui, né? Eles criaram uma agência das universidades, né? Então, de repente,
a gente pode também pensar que tipo de conteúdo a gente pode fazer de maneira articulada com a rede dos do dos centros de comunicação, né? Enfim, eh, que era esse desafio que você colocou logo no início, né, João? Eh, e agora você novamente eh nos provoca nesse sentido, né? A gente comunica, mas a gente não chega. Não é que a gente comunica mal. Eu acho que a gente não Comunica mal. A gente comunica, mas a gente não chega. O quê? Por quê, né? A gente tem que descobrir esses caminhos. Alguém mais observação? Eh, com a
fala dele lá de de questão de equipamentos, eh, eu fiquei muito feliz essa semana saber que Uberlândia vai inaugurar o cinema. o teatro, vieram conversar com a gente, já Colocamos a Universidade Federal do Espírito Santo à disposição para conversar, para apoiar, né? A colega da Federal do Rio também colocou aquela aquela dimensão de oportunidades a Bahia, né? E então é isso, eu acho que eu queria falar, registrar essa do Molina das meninas ali, né, que estão aí. Parabéns, Uberlândia. Então, obrigado, gente. É. [Música] [Aplausos] [Música] M.