o Olá pessoal bem-vindos à vídeo aula de introdução a antropologia bom nós vimos na última aula é como que a cerca de 200 250 mil anos atrás essa massa espécie o homem moderno surgiu no planeta Terra e a partir dali começa a se espalhar já com essa capacidade fantástica de produzir cultura e resultado ele mesmo de um processo e que envolveu essa capacidade de interferir no mundo de produzir instrumentos e de pensar sobre os seus instrumentos essa capacidade lhe permitiu em cada canto que chegava desse planeta desenvolveu uma forma uma relação muito particular com o
seu ambiente e uma relação muito particular com os outros da sua espécie e a partir daí a gente começa a não ter apenas a capacidade de produzir cultura com uma capacidade abstrata mas a gente passa a produzir culturas formas muito variadas eu decidi está no mundo e ao mesmo tempo nessa nossa história vamos ter uma dificuldade muito grande de aceitar as outras formas de ser e estar no mundo como que elas são outras formas de ser e de estar no mundo nós temos desde então essa tendência a achar que é Nossa forma de viver o
mundo de dar sentido às coisas é a forma certa é a melhor EA mais evoluída é a mais correta e as outras são a formas e às vezes sequer humanas desse ser humano Tu conhece a tendência humana também temos sempre que o último centrismo leva o ocidente a no começo do século 20 desenvolver teorias racistas que Como já comentei também e vão ser institucional instrumentalizados politicamente em teorias eugênicas que em meados do século 20 terminam gerando aí uma política oficial de extermínio de populações né o holocausto e como final da segunda guerra o acidente está
tão assustado com a percepção disso e que se criam dentro das instituições internacionais que surgem após a Segunda Guerra dentro das Nações Unidas se cria uma instituição dedicada Justamente a preservação da diversidade cultural que é a Unesco EA Unesco então chama o grupo de pensadores e intelectuais para escrever livros é desconstruído os fundamentos do pensamento racista e um dos autores que a chamada contribuir com esse processo é então um antropólogo em ascensão serviço de Formação filosófica chamada Claude lévi-strauss e o Levi's trouxe escreve e um pequeno texto que é fantástico para desconstruir os fundamentos do
pensamento racista e dessa crença etnocêntrica na superioridade da cultura ocidental sobre as demais esse é o texto e que a gente vai discutir na aula de hoje e eu queria convidar vocês a entender alguns algumas das estratégias do altura aqui nesse texto porque eu levo isto não é o autor assim de muito fácil leitura como um bom filósofo e francês quer é preciso a gente nele com algum cuidado e e o texto tá muito O que é um texto longo e e a gente precisa entender os movimentos os excessivos que ele vai fazer nesse texto
para atender a força do seu argumento ou ele começa já que uma constatação de que está diante de uma tarefa difícil que é de desmanchar uma pré-concepção que tá muito forte no senso comum de que a sociedade ocidental tem uma clara superioridade sobre as demais Afinal E é isso que a gente vê por aí né o modo de vida ocidental é o que predomina todos querem viver como os países mais desenvolvidos para isso não demonstraria uma superioridade da raça branca ou se não podemos mais falar em raça da cultura ou do modo de vida ocidental
antes então ele vai dizer a gente precisa ir com calma é uma questão que demanda bastante reflexão bastante e empiria bastante dado e principalmente um cuidado a semente trocar raça por cultura aqui já fica logo de cara com esse primeiro Alerta a gente poderia dizer não não se trata aqui de falar das raças mas de entender que cada cultura traz uma contribuição específica para o desenvolvimento da humanidade vai fazer nesse caso estaria simplesmente trocando raça por cultura e reproduzido esse preconceito de que existem raças que são mais aptas ao trabalho físico enquanto outras são mais
aptas ao trabalho intelectual não falamos mais em raças nós falamos em cultura as nossas uma cultura desenvolveu isso outra cultura desenvolveu aquilo como se cada cultura tivesse uma aptidão natural alguma coisa e não podemos ir por aí temos que ir desmanchando esses preconceitos e e o primeiro então o preconceito que ele vai sobre o olho vai se debruçar e mostrar para gente que a diversidade cultural as muitas formas de ser e de estar no mundo são um facto natural da existência da nossa espécie no planeta porque nós vamos naturalmente produzir diferentes formas de vida e
e não é que essas formas diferentes de vida de ser está no mundo se produzam Porque os grupos humanos foram se espalhando se distanciando e cada um então isoladamente inventando um jeito de ser e estar no mundo não a diversidade cultural vai dizer livros trouxe é menos fruto do isolamento do que do contato porque é da nossa própria natureza querer nos diferenciados demais isso é uma coisa que a gente pode entender rapidinho olhando para o nosso próprio universo social o grupo de estudantes de Ciências Sociais o que certamente é parte do corpo discente da Universidade
de Brasília São estudantes mas vocês eu garanto se ainda não tem logo vamos começar a ter um sentimento de que o estudante de Ciências Sociais não pode ser confundido com um estudante de engenharia é outra tribo ou do direito ou da Medicina ou da relações internacionais ou não nós somos diferentes nós somos os estudantes de Ciências Sociais Então quando você tem grupos em contato naturalmente começa a surgir em função mesmo dessa nossa tendência a última centrismo um jeito de marcar a diferença em relação ao outro e é isso é curioso porque os lugares em que
há muita gente em contato no mundo são em geral aqueles onde a maior diversidade cultural e linguística né timor-leste Por exemplo que eu conheço melhor e as pesquisas é um país muito pequeno metade de uma ilha no sudeste asiático do tamanho do Estado de Sergipe com um milhão e menos 1 milhão e meio de habitantes e ali eles têm mais de 20 idiomas diferentes e falam se 20 línguas anda se 15km já é outra língua são inclusive línguas de duas famílias linguísticas distintas então é essa proximidade das populações humanas que aciona em nós a necessidade
produzir uma diferenciação e dizer nós não Nós Somos especiais nós somos diferentes do outro então se o outro faz assim a gente tem que fazer as alto então a produção da diversidade cultural é um fato da nossa existência no mundo é uma tributo da nossa espécie agora curiosamente é uma tributo que causa uma grande dificuldade e em geral e nós humanos uma necessidade de explicar porque é que o outro é diferente nós queremos buscar uma explicação em geral essa explicação foi buscada na história do ocidente como a gente viu aqui numa falsa história numa evolução
do tempo é e tentando escalar o nar essa diversidade no tempo o que hoje é diverso Na verdade é um passado pelo qual eu já passei é aquela escadinha evolutiva das culturas o evolucionismo cultural e vai dizer levistross é é uma forma de falsamente reconhecer a diversidade apagando ela porque reduzindo ela a um estágio passado da minha própria história um essa dificuldade não é própria e exclusiva do acidente os europeus né Eu li vistoso lembra bem aqui na página 334 né que é o último centrismo está presente em todas as culturas mas essa ideia de
que o outro nenhuma não é ele diz a humanidade certa nas Fronteiras da Tribo do grupo linguístico às vezes mesmo da Aldeia a tal ponto que um grande número de populações ditas primitivas se alto designam com o nome que significa os homens as vezes de Gumball com mais de inscrição os bons os excelentes os completos implicando assim que outras tribos grupos o aldeias não participam das virtudes ou mesmo da natureza humana mas são quando muito compostos de mouse de malvados de macacos da terra ou de ovos de piolho. Maneira que a ideia de humanidade de
pensarmos que nós simplesmente é um fato humano termos diferentes formas de vida mas somos todos iguais e demora a ser construída ela exige um processo de desconstrução a tendência natural Nossa a desqualificar o outro né E isso exige um esforço de análise por isso ele precisa aqui mobilizar uma série de argumentos para que a gente possa enfim conseguir ver a diversidade cultural como o que ela é um simples fato do mundo sem associar ela uma valoração moral e uma exclusão do que é diferente Ou uma redução de valor daquilo que é diferente falando aí do
evolucionismo cultural e dizendo que era uma forma de fazer de conta que reconhecia a diversidade e mas no fundo reduzia o outro a infância da nossa etapa Ele termina com uma frase eu acho bastante poderosa Ana página 340 quando ele diz na verdade não existem povos infantis as crianças TAM todos são adultos mesmo o e tiveram um diário da sua infância e adolescência Tá bom então como fazer para conseguir perceber as coisas dessa forma bom a primeira coisa que a gente tem que desconstruir essa noção do Progresso como um desenvolvimento continue linear com a humanidade
progrediu Sim progrediu a gente pode imaginar bom do Desde o tempo das Ferramentas de pedra a até hoje o computador EA internet é difícil você não reconhecer que a Progresso mas o que que a gente entende por Progresso essa primeira coisa que tem que ser desconstruída não é uma escadinha linear de avanços da idade da pedra lascada até a era da internet e dos Beatles não é um constante avançar e subir degraus e nós vamos voltar ele vai voltar a falar e a gente pode imaginar que isso essa diversidade toda de forma de ser e
estar no mundo começa a partir da e do neolítico a cerca de dez e quinze mil anos atrás e a partir da liga não seja numa larga escala de tempo as coisas tomando muito tempo é que a humanidade vai produzindo novas invenções vai transformando sua forma de vida e de interação com o ambiente é esse é um processo que toma milhares de anos não acontece de uma hora para outra e e a olhar para coisa com essa larga escala você vai perceber também que ela é feita de avanços e recuos e desenvolvimentos que mudam de
direção que Avança numa direção depois se abandona aquilo para depois retomar lá na frente eu disse termos pensar isso menos como o movimento linear rumo ao topo e mais como movimento de um cavalo no jogo de xadrez né que se desloca mas nunca em linha reta e nunca numa só direção é o que ele diz aqui na página 242 o progresso não é necessário nem contido procede por saltos puros ou como diriam os biólogos por mutações esses saltos e pulos não constituem em ir sempre além da mesma direção acompanham se de mudanças de orientação um
pouco a moda do cavalo do xadrez que tem sempre diversas progressões a sua disposição mas nunca no mesmo sentido Oi para o que se ganha em um lance se arrisca perder no outro e é apenas de um tempo a outro que a história é cumulativa vocês não é que alguns povos tem uma história bastante animada e agitada que Vai acumulando acumulando acumulando descobertas para sair logo da idade da pedra lascada e chegar na idade da internet enquanto outros têm uma história estacionária em que nada acontece e por isso continuam vivendo de maneira rudimentar no meio
do mato a gente tem que pensar que o progresso se existe um progresso na história da humanidade ele tem que ser olhado em longa duração e pensado como mutações como transformações que ocorrem em longo prazo e para diferentes direções e não linear e constante crescer a lei com essa ideia de progresso na cabeça e já pode olhar para essa oposição entre história cumulativa história estacionária de uma outra maneira e que é uma maneira mais relativista e dizer olha o que nos parece uma história estacionária uma sociedade em que as coisas não mudam pode ser simplesmente
uma incapacidade Nossa de perceber a mudança de Porque toda a sociedade tem uma história inclusive aquelas como ele bem lembrou que não mantiveram um diário da sua infância e adolescência e mais não quer dizer que nós e todos os que todas as outras sociedades vão conseguir entender a história daquela sociedade porque nós só conseguimos entender bem aquilo que faz sentido para nós e nossa sociedade ocidental é uma sociedade que valoriza muito o desenvolvimento tecnológico o domínio da energia e da CNA é sobre a natureza e sobre as forças do meio ambiente só nós conseguimos identificar
bem como evolução histórica como transformação os eventos voltados a essa área de intervenção humana para transformação sobre o ambiente a produção de tecnologia isso a gente consegue ver bem mais é possível fazer história sobre muitas outras áreas da experiência humana e que nós vamos conseguir reconhecer muito bem por exemplo você pode ter um povo que tem como inuit né os esquimós e centenas de palavras para diferenciar tons de branco e esse para nós importa muito não nos interessa que não é importante para nós não consegue ver isso como um desenvolvimento histórico por exemplo não é
como um processo de progressão desenvolvimento ali dentro né então a gente só consegue ver aquilo que nos é o que faz mais sentido para nós nas belas palavras do deles trouxe na página 345 ele vai dizer a historicidade ou para ser mais exato a riqueza e acontecimentos de uma cultura ou de um processo Cultural São função não das suas propriedades intrínsecas mas da situação em que nos encontramos em relação a elas e do número de diversidade de nossos interesses que nelas empenhamos que a gente consegue a gente consegue se identificar com os acontecimentos daquela outra
história ela nos parece uma história bastante animada e ativa a gente não com se identificar com aquilo a gente não vê história ali e dá a impressão de que tá tudo parado é um pouco como ele pega emprestado a metáfora do Einstein na teoria da relatividade né para falar da de como a velocidade e o tempo São relativos né e é como se você tivesse andando em paralelo com outro trem o achei vai dizer em relação ao observador Você tá no trem andando e ver um outro trem vindo dá na mesma direção que vocês têm
impressão de estar preparado porque a percepção do movimento é relativo a posição do Observador o que eu leve suas vai dizer aqui agora aqui é a mesma coisa mas não não vamos falar de velocidade não fala capacidade de observar os detalhes do outro se essa outra cultura que você ta observando caminha na mesma direção que você você consegue ver bem os seus detalhes né porque você tá e com ela é você Ah entendi bebê se ela vem em outra direção vai passar tão rápido por você e você só vê uma mancha e não consegue entender
a sua riqueza interna EA sua diversidade E aí você fica com a impressão de que naquele povo ali não teve história não aconteceu nada porque não aconteceu nada para o qual você está preparado para entender e dar sentido por ele vai trazer vários exemplos de como diferentes povos ao longo da história da humanidade e produziram coisas fantásticas como houve transformação histórica antes de você pensar no povoamento da América e ouvir e incríveis eventos e transformações e que essas populações foram fazendo na sua passagem por aqui é a domesticação de espécies animais que só existiam aqui
a e são de espécies vegetais vegetais você transformar e gramíneas em Milho comestível você domesticar uma mandioca que hera venenosa e transformar em algo que pode ser comido é tudo isso são transformações foram feitas por Esses povos são parte da sua história e essas são as que a gente consegue identificar que são os que tem a ver com transformação justamente de controle sobre o meio ambiente que aquilo a qual a gente está mais antenado é o trem que anda na mesma direção do ocidente moderno né mas e na Índia o desenvolvimento de todas um saber
sobre o funcionamento do corpo e uma filosofia e a yoga a medicina chinesa elementos de concepção de mundo e de produção de Filosofia de explicação do mundo que podem o pretão em certo sentido muito à frente em termos de compreensão do funcionamento do ser humano do que a medicina ocidental moderna mas a gente tem dificuldade de reconhecer isso como um saber e um saber produzido por meio da Inteligência humana e do investimento e da história o ano porque de novo não caminha exatamente na mesma direção que a sociedade moderna ocidental valoriza e conhece um artigo
tecnologia de navegação dos povos polinésios que povoaram a área enorme da terra navegando de ilha para Ilha em dominavam aqui aquilo numa época em que na Europa pouco se sabia sobre navegação e técnicas de navegação o a capacidade e da Matemática Maia de lidar com a ideia o conceito de zero é muito antes dessa invenção do zero no continente europeu essas coisas todas agente Demora para entender e para ver que a história a produção EA invenção e é uma invenção todos os povos humanos vagas em todas as latitudes por onde essa espécie foi produzido a
história da humanidade é desconstruído então é a nossa ilusão de que o progresso seja uma coisa linear percebendo que ele tem que ser entendido numa escala de longa duração e e entendendo que a nesse processo de longa duração todos os povos foram produzindo transformações e digna e resultantes de investimento de uma inteligência humana sobre a sua relação o mundo ainda fica na a pergunta do por quê que afinal de contas o acidente conseguiu se tornar um modelo né the way of life World visão de mundo e que é copiado em tantos lugares bom poder estranho
Vai Lembrar Mais ou menos e não é que as pessoas vão que as pessoas vão estar esculturas voluntariamente se curvaram à esse modo de vida do acidente ele é um modo que se impôs é uma expansão Econômica europeia a partir daí do século 16 pelo uso da força e acabou e englobando o mundo inteiro num único sistema mundial no sistema econômico Mundial é isso ele vai decidi Talvez seja a grande novidade na modernidade e talvez só existisse isso lá muito atrás não era que nós nem conseguimos lembrar e de todas os povos humanos estarem nessa
aldeia global interligado por um sistema econômico Global E aí dentro de uma vez estabelecido é difícil fugir disso E aí os próprios as próprias Nações não ocidentais querem agora ter acesso aos mecanismos se colocar numa posição melhor dentro desse sistema Global o que não quer dizer que elas queiram anular as suas especificidades e a sua e a sua diversão Olá eu sou a própria identidade as línguas se mantém distintas e os hábitos os costumes os valores locais são tomados como signo de identidade cultural e portanto não é exatamente que a cultura ocidental seja o desenvolvimento
máximo supra-sumo e aquilo que todos querem ser mais as condições materiais objetivas de um sistema econômico global de fato fazem com que os outros povos que eram peso mesmas condições de integrais sistema uma vez que ele já foram postos a força dentro desses tempo mas a diversidade cultural continua e vai continuar operando Ah tá mas então perto como que a gente poderia explicar a a a superioridade tecnológica ocidental e será que a essa Essa sociedade europeia moderna não tem de fato mais genialidade mas inteligência para ter produzido uma Revolução Industrial que ela fez uma submissão
do restante do mundo a força mas então de onde vem essa força essa superioridade tecnológica a deve ser deve ter alguma coisa no europeu que garantiu esse essa inteligência que que os outros povos não tem por que os outros ficaram aí nossas descobertas mais simples na roda no fogo essas coisas que se descobriram por acaso não essa outra coisa que tem que ser diz construída a ideia de que essas descobertas feitas pela humanidade não aqui não a tecnologia moderna foram coisas simples não sei onde foi tropeçando nelas por acaso inteligência mesmo foi agora quando a
gente fez a revolução e não é bem assim que a gente precisa fazer tirar esse senso esse preconceito de senso comum de que todas as grandes invenções passadas da humanidade foram fruto do acaso na verdade a inteligência humana a grande invenção as grandes invenções modernas é que exigem inteligência humana a Revolução Industrial e que exigiu inteligência humana a tecnologia moderna que é fruto da Inteligência agora aquelas coisas fantásticas que ocorreram há 10 15 mil anos na Revolução do neolítico a domesticação dos animais a agricultura o domínio do fogo e isso tudo foi por acaso não
quer dizer cair um raio na floresta queimou um animal e Opa descobriu os que dá para assar a carne que maravilha por acaso dele suas fazer isso é um equívoco todas essas descobertas que foram eventos exigiram muita técnica muito experimento você até pode explicar a carne assada como um animal que você encontrou queimado no bosque mas o cozimento também foi uma invenção desse período ele exigiu reflexão experimento prática inteligência humana o próprio processo de pedra Talhada basta você bater uma pedra contra outra para sair uma lasca para varal criar uma ponta-de-lança mas é preciso construir
instrumentos de controle no processo de produção da lança é preciso ter uma habilidade é preciso conhecer uma técnica específica que tem que ser desenvolvida para aquilo isso para pedra lascada isso para pedra polida isso para metalurgia e essas coisas foram acontecendo na história da humanidade em diferentes lugares do mundo mais ou menos ao mesmo tempo ao longo de um período o meu anos surge aqui depois surge lá depois surge lá e fruto do acaso não fruto da Inteligência humana e da sua capacidade de produzir cultura endereços vai dizer sobre isso na página 354 né que
as sociedades que denominamos primitivas não são menos ricas em homens como Pasteur e parei sim do que as outras fazer nós sempre tivemos Gêmeos e em todas as épocas e em todas as culturas e em todos os povos e quando então que a humanidade consegue de fato produzir grandes saltos evolutivos em termos de invenções e transformações aí o Levi Strauss vai chamar a atenção para uma maneira muito especial da gente entender isso ainda mesmo que pensando a partir da nossa perspectiva dessa evolução como sendo a transformação tecnológica porque é isso que a nossa sociedade moderna
ocidental o melhor consegue entender né e a ciência o samba da sociedade moderna ocidental estão os dados empíricos que a gente tem tão alinhados com essa perspectiva de que desenvolvam o progresso desenvolvimento tem a ver com tecnologia é sobre isso que a gente tem mais dados então ele vai ser bom dois momentos muito interessantes a revolução neolítica e a Revolução Industrial separados aí por 11 12 mil anos e são momentos em que o que que teria acontecido para que no curto período de tempo e tamanhos transformações da humanidade no seu modo de vida nos seus
modos de vida acontecer assim vai dizer de vistos na página 355 duas vezes em sua história e com intervalo aproximado de 10 mil anos sob a humanidade acumular uma multiplicidade de invenções orientadas no mesmo sentido e esse número por um lado e essa continuidade por outro e concentraram-se no lapso de tempo suficientemente curto para que se opera sem altas sínteses técnicas simples Que acarretaram mudanças significativas nas relações que o homem mantém com a natureza e que por sua vez tornaram possíveis outras mudanças a imagem de uma reação em cadeia desencadeada por corpos catalisadores permite ilustrar
esse processo que até agora se repetiu duas vezes e duas vezes Apenas na história da humanidade como isso se produziu e esse movimento aqui no texto é muito importante se entendido porque ele que desarma a bomba do pensamento racista um culturalista no sentido de atribuir a determinadas culturas certas características que são só delas ou habilidades um possibilidades na e a outra as outras que são só delas ele vai dizer não não é que você teve uma cada cultura trazendo uma contribuição para que essa reação em cadeia se desenvolvesse a antes o que aconteceu é que
quando você tem o maior diversidade de povos e de culturas em contato assim como acontece aquela produção da diversidade que as pessoas querem os grupos querem se diferenciar uns dos outros você tem também maior intercâmbio das das descobertas e das invenções entre eles e você tem uma maior possibilidade de ter esses altos e em ações em Cadeia é portanto a diversidade cultural e uma hora contato integração entre esses diversos humanos inventando e produzido que aumenta as chances de uma revolução desse tipo nesse caso da revolução tecnológica o neolítico e a Revolução Industrial mas pode ter
a vida nossa história muitas outras revoluções de saberes que a gente não consegue captar porque nós estamos de novo orientados pela direção do pensar em tecnologias ele traz a a metáfora de um cassino de mesas de jogos né quais são as chances de um jogador sozinho tirar uma uma sequência muito específica de números são pequenas e vamos pensar que uma Revolução Industrial uma reação em cadeia e descoberta seja uma sequência de números única não é é aquela sequência naquela ordem para você conseguir desencadear essa reação e um jogador sozinho não vai conseguir isso tão cedo
vai demorar muito agora você tiver vários vários roletas jogando ao mesmo tempo e você puder combinar os números dessas roletas essa combinação sai muito mais rápido então é quanto mais diversidade cultural nós tivermos maior é a chance de surgirem essas grandes transformações na história da humanidade e com esse movimento a conclusão do texto é militar hora o futuro da humanidade é grande riqueza da humanidade não tá em cada cultura sozinha isolada a grande riqueza da humanidade está na manutenção das diferenças da diversidade cultural tantas culturas Integradas e em contato e é pre o que a
humanidade cuide deste Tesouro e daí o papel de uma instituição Como a Unesco para preservação da diversidade cultural não a preservação dessa diversidade e catalogada no museu mas a preservação dela viva e integração uma com a outra e esse é um grande desafio que faz da antropologia uma uma forma de saber necessária a o futuro mesmo da humanidade e antes então de que vocês passam para leitura do desastroso lembro muito cuidado e atenção esse texto eu queria deixar vocês com uma mensagem que eu acho que sintetiza tão bem quanto o próprio texto do livro estojo
a importância da antropologia para procuro da nossa existência nesse planeta é a partir da ideia da valorização do respeito às diferentes formas de ser e estar no mundo e É um videozinho é uma mensagem gravada por um antropólogo grande antropólogo e contemporâneo escocês britânico chamado TIM ingold então eu deixo vocês aqui com o TIM ingold e convido vocês a lerem com muito cuidado raça história no plano deles trouxe oh alô my name is watching' aos ai amarrar seus professores São Paulo e eu não posso rapidinho a não ser mais tarde demais ele Encosta na telinha
E na filme boa antes a parte maior fichas nas fotos antes de paletes Way we would very much needed is my hands Of An chocolate e mais recente em antropologia gêneros Open and turn It On a Critical inquiry and accreditation sangue passa pelos rins o filme Life in Dubai world will end up where I could swear It's War Kids Restless Wind of Change and I'm just have to listen and respond to be the people metálicas Robson Street street insulation for sample of each City we fixed and love from you some of the people and take
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