Olá, queridos estudantes da EJA, sejam bem-vindos a mais uma aula de linguagens. Eu sou a professora Sara e hoje nós vamos aprender porque ter segurança ao falar em público é tão importante para nós e para a nossa vida profissional. Então, acompanhem aí na telinha de vocês o tema da aula de hoje que é: a arte de falar em público.
E aí eu pergunto para vocês: por que falar bem é importante? Existe alguma importância para vocês em relação ao falar bem? E aí eu trago aqui algumas possíveis respostas, possíveis respostas da importância de falar bem em público.
Por exemplo, vender produtos na feira, não somente os produtos na feira, mas se você tem um empreendimento, é, quando você consegue vender, consegue persuadir o seu cliente, é tão importante aí para o seu trabalho. Apresentar um trabalho na escola se faz de extrema importância. E defender uma ideia na comunidade também é importante.
Então, nós apresentamos aqui algumas importâncias, alguns elementos, ao é, configurações que se tornam importantes ao conseguir falar bem, ao ter segurança e domínio no seu conteúdo, na sua oratória. Sabendo disso, vamos analisar aqui, na imagem a seguir, como que se configura uma pessoa que está presente ao público e se sente nervoso. Vocês conseguem observar o personagem e ele aparentemente está suando de nervosismo está eh eh não está conseguindo se comunicar a plateia parece que não está entendendo tem gente que está aparentemente chateado ou também entediado então assim se vocês fossem essa pessoa que precisasse falar e não passasse segurança para sua plateia isso seria bom ou seria ruim para você então continuando aqui pessoal eu trago o seguinte oratórias importantes no mundo uma das oratórias mais importantes no mundo foi o último discurso do presidente Barack Obama quando ele se despediu aí da sua carreira política então eu trouxe um fragmento de notícia que diz o seguinte o presidente dos Estados Unidos Barack Obama realiza seu último discurso oficial em Chicago no dia 10 de janeiro de 2017 e aí o professor de direito constitucional Obama sempre participou ativamente na elaboração de seus discursos no geral sentamos no salão oval e ele fala transcrevemos tudo e isso me dá material para trabalhar contou Keenan ao final de alguns dias entrego o rascunho que ele não gosta sempre pega um bloco de papel amarelo e começa a escrever suas próprias ideias se ele gosta começamos a definir o texto explicou o redator então aí na notícia vocês conseguem observar que o redator ele fala como que o presidente Barack Obama ele escrevia os seus discursos não era por exemplo algo improvisado era um roteiro ele ia lá rascunhava tinha ideias se ele não gostava ele eliminava algumas ideias e acrescentava outras que ele achava aí pertinente para o seu discurso.
Então, o que nós percebemos aqui? O discurso, ele precisa ter um roteiro. Ele precisa ser ensaiado, precisa ali ter algo fixado, não é algo que sai aqui da nossa cabeça, no tudo é improviso.
E aí, pessoal, trazendo ainda o seguinte, eu pergunto para vocês o que é oratória? Oratória é a arte de falar em público de forma clara, persuasiva e impactante, utilizando técnicas de comunicação verbal e não verbal. Mais do que falar bem, a oratória envolve conectar-se com a audiência, transmitir credibilidade e gerar transformação por meio da palavra.
Então, vocês conseguem entender que a oratória, ela vai ali servir para persuadir para transmitir uma mensagem importante e também fazer com que o público-alvo, ele que esteja presente, sendo o ouvinte dessa oratória, ele consiga entender a mensagem e consiga ali captar a persuasão que essa mensagem ela quer transmitir. E aí, quando nós falamos que nós utilizamos o recurso verbal e não verbal, a gente consegue fazer aí o hibridismo de mesclar as palavras escritas e também as imagens. Por quê?
Por quê? Se torna mais atrativo para quem está recebendo aí a mensagem. Então, pessoal, trazendo aqui eh a mensagem, ela precisa ter um planejamento e um roteiro.
Como eu falei para vocês, não é algo improvisado. E aí, quando a gente faz uma analogia de escrever um roteiro e trazendo aqui para nossa realidade, a gente traz uma comparação de roteiro, de uma apresentação com o planejamento de uma viagem do barco pelo rio Juruá. E aí, pelo rio Acre, pelo rio Purus.
E aí, que que nós precisamos saber sobre uma viagem? A viagem precisa saber de onde se sai. Então, vai, o barco, ele tem um ponto de partida, que é o início.
Por onde vai passar, que é o percurso da de toda a viagem, e onde se quer chegar, que é o ponto final da viagem, a chegada. Trazendo para analogia do planejamento de um roteiro da oratória, os pontos principais é: falar bem não é dom, é treino. E aí, a estrutura básica de fala, ela vai precisar ter o início, que é a apresentação, precisa ter meio, que é o desenvolvimento, e também precisa ter o final, que é a conclusão.
E aí, a dica prática é falar devagar. Então, quando eu apresento para vocês aqui a analogia de uma viagem de barco, a gente sabe lá que uma viagem, ela tem o início, o meio e o fim. Assim como a oratória, ela também precisa do seu roteiro de início, de meio e de fim.
É preciso que você saiba ali fazer uma introdução, que você desenvolva o seu discurso, a sua fala, e que você finalize com uma conclusão aí bem persuasiva, uma conclusão eh bem, bem legal, bem dinâmica. Então, voltando aqui, eu trago alguns recursos da oratória. A voz que conecta.
Então, nós os recursos que nós precisamos utilizar é o volume, a entonação e o ritmo e pausas. No volume, eu trago o seguinte: ser ouvido por todos sem precisar gritar. Ajuste conforme o tamanho da sala.
Então, imagine que você vai fazer uma apresentação, seja ela um trabalho, seja seja uma apresentação de de um TCC, qualquer apresentação que seja, você precisa entender que todas as pessoas que se encontram presentes, elas precisam estar incluídas, elas precisam ouvir você. Então, adapte sem precisar gritar. Se houverem poucas pessoas aí presentes, você sabe que vai utilizar um volume baixo ou se tiver mediano, é mais ou menos uma maior quantidade de pessoas, um volume médio e se tiver muita gente, você vai ali aumentar o volume da sua voz.
Eu também trago a entonação. Dê vida à fala. Diferença entre contar uma lenda amazônica e uma bula.
Então, quando a gente utilizar a entonação para contar uma história, ela traz ali um envolvimento do público. Por exemplo, quando a gente conta uma lenda, a gente vai falar sobre o clímax da história, sobre o personagem, a gente faz ali com que o público ele se sinta mais envolvido. Já numa bula de remédio, ela é só um documento ali que instrui.
Então, não vai ter uma entonação, vai se exigir apenas uma leitura. Então, no seu discurso, utilize a entonação, faça com que as pessoas se envolvam na sua fala e dê vida ao seu discurso, faça com que seja algo interessante. Também, eu trago aqui ritmos e pausas.
O poder do silêncio. Use pausas para enfatizar o que é mais importante. Então, quando você pausa, você faz com que as pessoas possam refletir, assim como você também pode refletir e pode aí eh conseguir juntar ideias para a sua próxima fala.
E aqui eu trago a linguagem corporal, o corpo fala transmitindo confiança. Não é de hoje que eu venho falando para vocês sobre a nossa postura corporal. Eu já falei aqui na dança, mas hoje eu vou falar na oratória, numa apresentação.
O corpo, a nossa postura, ela vai definir se nós estamos nos sentindo confiantes ou se nós estamos nos sentindo nervosos. Você está preparado? As pessoas vão conseguir ali captar se você está preparado ou se você está nervoso, não está se sentindo capacitado para a apresentação.
Então aqui, eu trago a postura. A postura ela exige segurança e equilíbrio. Mantenha os pés firmes no chão e a coluna ereta.
E aqui na imagem, vocês conseguem analisar como que seria a postura ideal para uma apresentação. Já nos gestos, use as mãos para ilustrar sua fala de forma natural, sem exageros ou braços cruzados. Então aqui, a o movimento das mãos, ele vai permitir com que nós, nós possamos agir com naturalidade.
Quando você é, começa a movimentar as mãos de forma leve, começa a envolver o público. Quando você é, faz uma postura de braços cruzados, você tá ali, é, meio que ignorando a sua plateia. E aqui, no três, nós temos o contato visual.
Crie conexão real. Olhe para as pessoas da plateia, não apenas para o chão ou slides, caso você esteja utilizando essa ferramenta. Então a postura ideal é que você faça um contato visual com todas as pessoas que estão presentes, não fixando apenas para um lugar, mas que você possa abranger todas as pessoas que estão presentes na sala, para que todos se sintam envolvidos na sua apresentação.
E aqui eu trago adequação da linguagem. Falar bem não é usar palavras difíceis, mas sim ser entendido por quem te escuta. Então, do da sua maneira, aí do seu jeitinho de falar, você pode, eh, ter uma conexão com o receptor da mensagem, no caso, eh, utilizando a sua maneira de falar.
É claro que nós sabemos que utilizar o português de forma correta é ideal, mas eu posso ter um sotaque, eu posso ter ali o meu jeitinho da zona rural. Então, ser você, mas saber se expressar de forma clara é muito importante. Aqui também eu trago adapte sua fala ao conhecimento e ao contexto de quem ouve.
Por exemplo, como explicar a produção da borracha? Se chega um turista aqui no nosso Acre, pessoal, e aí nós vamos falar sobre, eh, a seringueira. Nós vamos utilizar a linguagem simples, curiosidades e termos gerais.
Por quê? Porque para um seringueiro, eh, ele consegue saber utilizar a linguagem técnica, os detalhes do corte e da defumação. Então, vocês conseguem entender que um turista ele não vai ter o mesmo conhecimento do que um seringueiro, porque o seringueiro ele já vive ali naquele naquele ambiente, naquele contexto.
Enquanto que um turista não, ele precisa ouvir de forma clara e objetiva para entender do que se trata. E aqui eu trago um exemplo da seringueira, que é a árvore que dá origem à borracha natural. Por exemplo, quem trabalha, o o seringueiro que trabalha com a seringueira, ele vai saber identificar o termo, eh, F, brasiliensis, enquanto que um turista, ele não vai saber que é.
Mas se você fala de forma clara que é a seringueira, que ela produz o látex, que dá origem à borracha, aí sim, nós podemos explicar de forma clara. E aqui, os elementos visuais, use imagens para facilitar a compreensão. Escolha imagens relacionadas ao tema, ajuda o público a entender mais rápido e torna a apresentação mais interessante.
Exemplo, se for falar sobre o meio ambiente, usar uma imagem de desmatamento. Então, vocês conseguem entender, pessoal, que por se eu venho aqui falar sobre o meio ambiente, é um problema que nós precisamos solucionar, que nós precisamos buscar alternativas de meios sustentáveis, todo mundo consegue entender o que eu tô falando, mas quando eu trago elementos visuais, torna a apresentação muito mais interessante do que somente uma fala. E aqui chegamos àquele momento que nós vamos praticar sobre tudo que nós aprendemos até agora.
E eu trago a questão que diz o seguinte: Durante uma apresentação oral, um estudante falou muito rápido, manteve os braços cruzados e não fez contato visual com o público. Então, nós trazemos aí a problemática sobre o estudante. Ele fez tudo ao contrário do que nós aprendemos aqui que precisamos fazer.
A dificuldade na comunicação desse estudante está relacionada principalmente. Então, nós vamos analisar a dificuldade que ele teve aqui na sua apresentação. É, na alternativa A, ao uso de linguagem formal excessiva.
Nós vamos eliminar essa alternativa porque não está mencionando uso de linguagem formal ou informal. Na letra B, a falta de domínio de conteúdo apresentado. E aí nós vamos eliminar essa alternativa também, pessoal, porque não há indicação de que ele não dominava o conteúdo.
Na alternativa não fala sobre isso. Letra C, o uso inadequado da linguagem corporal e dos recursos vocais. Então nós eh encontramos aqui a nossa alternativa, por quê?
Porque na alternativa fala que ele manteve os braços cruzados, indicando a sua linguagem corporal. E também fala que diz que ele falou muito rápido. E aí eh aborda sobre os recursos vocais.
Nós vamos entender por que nós devemos eliminar as outras alternativas. Na letra D, a escolha de um tema pouco interessante. E aí o tema não foi mencionado, então essa alternativa não está correta.
E na letra E, a ausência de recursos tecnológicos, que também não fala sobre isso na questão. E aqui, fazendo uma síntese, a importância de falar em público, ela nos traz clareza ao falar para todos, para o nosso público. Ela traz organização das ideias, o uso da voz e da entonação, posturas e gestos, controle do nervosismo, argumentação simples e coerente e adequação da linguagem em público.
E tudo o que eu falei aqui até agora, em que que vai influenciar na vida de vocês? Imaginem que vocês estão almejando um trabalho, então se sair bem na oratória numa entrevista de emprego é muito importante. Você deseja um cargo melhor, então se sair bem na fala, na sua postura, apresentar domínio de linguagem, domínio corporal é muito importante, pessoal.
E também na vida, apresentar os trabalhos da escola, da faculdade, ser um bom profissional, isso tudo faz com que você precise utilizar o domínio na sua fala e aprender a falar bem em público. E aqui eu trago as referências da nossa aula de hoje. Eu gostaria de agradecer a vocês por terem ficado até o final do vídeo e até a próxima aula.