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How to Be a Team Player — Without Burning Out | The Way We Work, a TED series

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02,154 단어10m readGrade 13
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TED
Tradutor: Maurício Kakuei Tanaka Revisor: Fernanda Ferreira O trabalho colaborativo é tudo o que fazemos para propor grandes ideias novas e fazer planos para concretizá-las com outras pessoas. O local de trabalho moderno está configurado para incentivar a colaboração: reuniões e sessões de debate, videoconferências e canais, e-mail, mensagens diretas, ferramentas para nos ajudar a trabalhar estreitamente. Alguns aspectos disso são ótimos, mas estamos fazendo mais trabalho colaborativo do que nunca, e o problema é que isso nos sobrecarrega.
[A Maneira como Trabalhamos] Do lançamento de um produto novo à criação de uma vacina, quase todo nosso empenho no trabalho requer trabalhar com os outros para uma meta comum. A colaboração é algo sensacional. Pode nos ajudar a trabalhar melhor e a propor ideias que nunca teríamos tido sozinhos.
Pode nos tornar mais felizes do que fazer tarefas sozinhos. Mas o trabalho colaborativo aumentou 50% na última década. Está ocupando 85% das semanas de trabalho da maioria das pessoas.
Esses números de minha pesquisa foram da pré-pandemia. Estudos mostram que as pessoas trabalham de 5 a 8 horas a mais por semana com colaborações de manhã cedo e no final da tarde. Quando me envolvi nessa pesquisa, eu tinha plena convicção de que o inimigo era externo.
Eram e-mails, fusos horários e clientes exigentes, entre outros. Mas, após centenas de entrevistas, descobri que, mesmo quando têm a escolha de não participar, as pessoas assumem mais trabalho colaborativo como nunca. Estamos ansiosos demais para fazer colaborações que consomem todo o nosso tempo e que podem fluir melhor sem tantas pessoas em cena.
Cerca de 50% do problema da sobrecarga colaborativa começa com a crença que temos de nós mesmos e do que significa ser um bom colega e uma pessoa produtiva. É difícil mudar essa crença, mas, se examinarmos com mais atenção, podemos fazer escolhas melhores sobre o que fazemos no trabalho e com quem o realizamos. Muitos gatilhos ativam nosso desejo de responder sim tantas vezes, mas hoje quero focar os três principais: o desejo de ajudar os outros, a necessidade de realização e o medo.
O primeiro gatilho é o desejo de ajudar. O desejo de ajudar os outros é algo positivo, construtivo e um fator importante para o sucesso. Preenche uma necessidade profunda de ser útil e reforça nossa identidade como bom colega, mas também é um dos pontos mais significativos de sobrecarga.
Quando mais somos úteis, mais as pessoas pedirão nossa ajuda. O problema é que ficamos tão sobrecarregados que isso nos impede de atingir nossas metas. Com o tempo, nos tornamos um obstáculo, atrasando os outros.
Tudo isso tem um bom motivo: o desejo de ajudar. O segundo gatilho é a necessidade de realização. Nosso empenho para alcançá-la é outro aspecto admirável fundamental para o sucesso e a produtividade no trabalho.
É um sentimento bom já que pequenas vitórias ao longo do dia e da semana nos dão enorme satisfação. O problema é que pode se tornar um ciclo viciante, que nos leva cada vez mais a resolver pequenos problemas para os outros e evitar os mais importantes e difíceis, fundamentais para o nosso sucesso. Eis o meu gatilho.
Se tenho 5 minutos livres, vou tentar inevitavelmente resolver 60 minutos de pequenos problemas e ignorar completamente as 3 horas de coordenação necessárias para que minha equipe saiba o que fazer. Depois, acabo seis semanas sobrecarregado, de novo, tudo por um bom motivo de tentar fazer algo positivo. O terceiro gatinho é o medo.
O medo é o principal desencadeador de sobrecarga e assume várias formas. O medo de perder projetos melhores, colegas melhores, oportunidades melhores pode se tornar um problema persistente que nunca dá descanso. Sentimos necessidade de fazer parte das coisas, preocupados com que seja a última oportunidade.
O medo de perder o controle também é ruim. Relutamos em delegar ou nos relacionar com as pessoas, o que nos leva a fazer tudo sozinhos. O medo do que os outros vão dizer também é intenso.
Nossa resposta instintiva se torna dizer sim rapidamente e muitas vezes para que todos vejam o quanto somos responsivos. Infelizmente, esses três medos levam a escolhas pouco produtivas e ao esgotamento hoje em dia. É provável que você se identifique com um ou mais desses gatilhos.
Já que dei três gatilhos, que tal três modos de lidar com eles? Primeiro: aprenda a dizer não. Não acredite que você é impotente em situações nas quais pedem sua ajuda.
Lembre-se de que a resposta não precisa ser apenas sim ou não. Se um chefe ou um colega lhe fizer uma solicitação, é provavel que ele não faça ideia das obrigações que você já tem. Seja claro sobre seus projetos e prazos.
Peça ajuda para priorizar. Se você não conseguir, pergunte se você pode mostrar como fazer o que lhe pedem ou discuta se há um modo diferente de realizar as metas. No final das contas, todo sim significa dizer não para outra coisa.
Guarde o sim para quando for realmente importante. Segundo: lembre-se, você pode delegar. Recusar um pedido pode ajudar os outros a se tornarem mais independentes.
Descobri que os colaboradores mais eficientes ganham seu senso de valor não por sempre contribuírem ou se envolverem, mas por desenvolverem os outros e também prepará-los para crescerem. Defina um limite entre tarefas que precisam de você e outras de menor risco que você pode delegar sem preocupação. Procure momentos em que você possa dar orientações parciais, capacitar alguém e depois saia de cena.
Comemore as vitórias dos outros. Não caia na tentação de indicar como faria as coisas de modo diferente. Terceiro: seja determinado na preparação de sua carreira.
Pessoas com alto desempenho são estratégicas com as metas e identificam o que podem e devem assumir. Elas pensam nas prioridades não só da semana seguinte, mas também dos próximos dois a três meses. Quando puder colaborar, certifique-se de não tomar uma decisão emocional baseada em uma falsa crença.
Reflita: há um alinhamento com minhas metas? Quanto tempo e energia será preciso a cada semana? Quais são as vantagens do resultado?
Tente otimizar essas colaborações onde você quer fazer o trabalho. Isso contribui para suas metas, e você é a melhor pessoa para cumpri-las. A loucura da sobrecarga colaborativa é que ela parece boa até deixar de parecer.
Basta uma coisa em excesso para começar uma espiral negativa. Lembre-se, você é o único que conhece tudo sobre suas metas e obrigações e que costuma ter mais escolhas do que você imagina. Tradutor: Maurício Kakuei Tanaka Revisor: Fernanda Ferreira O trabalho colaborativo é tudo o que fazemos para propor grandes ideias novas e fazer planos para concretizá-las com outras pessoas.
O local de trabalho moderno está configurado para incentivar a colaboração: reuniões e sessões de debate, videoconferências e canais, e-mail, mensagens diretas, ferramentas para nos ajudar a trabalhar estreitamente. Alguns aspectos disso são ótimos, mas estamos fazendo mais trabalho colaborativo do que nunca, e o problema é que isso nos sobrecarrega. [A Maneira como Trabalhamos] Do lançamento de um produto novo à criação de uma vacina, quase todo nosso empenho no trabalho requer trabalhar com os outros para uma meta comum.
A colaboração é algo sensacional. Pode nos ajudar a trabalhar melhor e a propor ideias que nunca teríamos tido sozinhos. Pode nos tornar mais felizes do que fazer tarefas sozinhos.
Mas o trabalho colaborativo aumentou 50% na última década. Está ocupando 85% das semanas de trabalho da maioria das pessoas. Esses números de minha pesquisa foram da pré-pandemia.
Estudos mostram que as pessoas trabalham de 5 a 8 horas a mais por semana com colaborações de manhã cedo e no final da tarde. Quando me envolvi nessa pesquisa, eu tinha plena convicção de que o inimigo era externo. Eram e-mails, fusos horários e clientes exigentes, entre outros.
Mas, após centenas de entrevistas, descobri que, mesmo quando têm a escolha de não participar, as pessoas assumem mais trabalho colaborativo como nunca. Estamos ansiosos demais para fazer colaborações que consomem todo o nosso tempo e que podem fluir melhor sem tantas pessoas em cena. Cerca de 50% do problema da sobrecarga colaborativa começa com a crença que temos de nós mesmos e do que significa ser um bom colega e uma pessoa produtiva.
É difícil mudar essa crença, mas, se examinarmos com mais atenção, podemos fazer escolhas melhores sobre o que fazemos no trabalho e com quem o realizamos. Muitos gatilhos ativam nosso desejo de responder sim tantas vezes, mas hoje quero focar os três principais: o desejo de ajudar os outros, a necessidade de realização e o medo. O primeiro gatilho é o desejo de ajudar.
O desejo de ajudar os outros é algo positivo, construtivo e um fator importante para o sucesso. Preenche uma necessidade profunda de ser útil e reforça nossa identidade como bom colega, mas também é um dos pontos mais significativos de sobrecarga. Quando mais somos úteis, mais as pessoas pedirão nossa ajuda.
O problema é que ficamos tão sobrecarregados que isso nos impede de atingir nossas metas. Com o tempo, nos tornamos um obstáculo, atrasando os outros. Tudo isso tem um bom motivo: o desejo de ajudar.
O segundo gatilho é a necessidade de realização. Nosso empenho para alcançá-la é outro aspecto admirável fundamental para o sucesso e a produtividade no trabalho. É um sentimento bom já que pequenas vitórias ao longo do dia e da semana nos dão enorme satisfação.
O problema é que pode se tornar um ciclo viciante, que nos leva cada vez mais a resolver pequenos problemas para os outros e evitar os mais importantes e difíceis, fundamentais para o nosso sucesso. Eis o meu gatilho. Se tenho 5 minutos livres, vou tentar inevitavelmente resolver 60 minutos de pequenos problemas e ignorar completamente as 3 horas de coordenação necessárias para que minha equipe saiba o que fazer.
Depois, acabo seis semanas sobrecarregado, de novo, tudo por um bom motivo de tentar fazer algo positivo. O terceiro gatinho é o medo. O medo é o principal desencadeador de sobrecarga e assume várias formas.
O medo de perder projetos melhores, colegas melhores, oportunidades melhores pode se tornar um problema persistente que nunca dá descanso. Sentimos necessidade de fazer parte das coisas, preocupados com que seja a última oportunidade. O medo de perder o controle também é ruim.
Relutamos em delegar ou nos relacionar com as pessoas, o que nos leva a fazer tudo sozinhos. O medo do que os outros vão dizer também é intenso. Nossa resposta instintiva se torna dizer sim rapidamente e muitas vezes para que todos vejam o quanto somos responsivos.
Infelizmente, esses três medos levam a escolhas pouco produtivas e ao esgotamento hoje em dia. É provável que você se identifique com um ou mais desses gatilhos. Já que dei três gatilhos, que tal três modos de lidar com eles?
Primeiro: aprenda a dizer não. Não acredite que você é impotente em situações nas quais pedem sua ajuda. Lembre-se de que a resposta não precisa ser apenas sim ou não.
Se um chefe ou um colega lhe fizer uma solicitação, é provavel que ele não faça ideia das obrigações que você já tem. Seja claro sobre seus projetos e prazos. Peça ajuda para priorizar.
Se você não conseguir, pergunte se você pode mostrar como fazer o que lhe pedem ou discuta se há um modo diferente de realizar as metas. No final das contas, todo sim significa dizer não para outra coisa. Guarde o sim para quando for realmente importante.
Segundo: lembre-se, você pode delegar. Recusar um pedido pode ajudar os outros a se tornarem mais independentes. Descobri que os colaboradores mais eficientes ganham seu senso de valor não por sempre contribuírem ou se envolverem, mas por desenvolverem os outros e também prepará-los para crescerem.
Defina um limite entre tarefas que precisam de você e outras de menor risco que você pode delegar sem preocupação. Procure momentos em que você possa dar orientações parciais, capacitar alguém e depois saia de cena. Comemore as vitórias dos outros.
Não caia na tentação de indicar como faria as coisas de modo diferente. Terceiro: seja determinado na preparação de sua carreira. Pessoas com alto desempenho são estratégicas com as metas e identificam o que podem e devem assumir.
Elas pensam nas prioridades não só da semana seguinte, mas também dos próximos dois a três meses. Quando puder colaborar, certifique-se de não tomar uma decisão emocional baseada em uma falsa crença. Reflita: há um alinhamento com minhas metas?
Quanto tempo e energia será preciso a cada semana? Quais são as vantagens do resultado? Tente otimizar essas colaborações onde você quer fazer o trabalho.
Isso contribui para suas metas, e você é a melhor pessoa para cumpri-las. A loucura da sobrecarga colaborativa é que ela parece boa até deixar de parecer. Basta uma coisa em excesso para começar uma espiral negativa.
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