Teste. >> Oi, Ton. Boa tarde. >> Boa tarde, >> gente. Como eu não lembrava. >> Não lembrava não. É que fica aí atrás da porta. É, >> acho que pronto, tá tudo certo aqui. >> Podemos começar? >> Sim. Sim. >> Então, primeiro a gente queria falar um pouco sobre a gente, né? Nós somos Estudantes da UFBA, todo a equipe, né? Nem todos puderam estar presentes hoje, mas somos estudantes de diária da computação, né? E a gente tá com esse trabalho que é da disciplina de legislação social, que o objetivo é fazer um um seminário sobre
negociação coletiva do trabalho e a gente tinha que escolher um um sindicato, né, pra gente estudar, analisar a a CCT, as ACTs. E e a gente fez esse trabalho, né, já analisamos, já comparamos também com a CLT, mas a gente queria, né, fazer essa entrevista para fazer algumas algumas perguntas que a gente não conseguiu ter a resposta toda, né, só analisando os documentos e também para tornar o trabalho, né, ter acho que ter a interação com vocês é importante para para melhorar também a qualidade do nosso trabalho. Quer falar alguma coisa, >> isso é só
para complementar, falar com o colega, né? Tarde. Meu nome é Ton. Eu também sou estudante de engenharia de computação. Eh, na verdade, a ideia do desse trabalho como um todo é que a matéria, o o conteúdo dela é muito focado na parte individual, né, de cada trabalhador. E a professora queria trazer essa dimensão coletiva, né? >> Uhum. >> Que eh bastante relevante com a atuação dos sindicatos. Então ela tornou tema livre para cada equipe escolher sindicato que decidisse abordar. E nós como somos de da área de computação, a gente eh resolveu falar sobre atuação do
sindicato da área de TI, né? Inclusive, não sei o termino, mas eu trabalho com TI >> também. >> Fiz aqui uma pausa no horário de trabalho para eu poder participar dessa Reunião, pra gente poder seguir esse tema aí e compartilhar essas experiências, né, paraente enriquecer a nossa apresentação e trazer essa dimensão pros outros colegas. sobre como é a atuação do sindicato da nossa área, que é a área que nos últimos anos a gente estado muito em evidência, né, por causa da essa transformação digital que o país sofreu, eh essa vinda da inteligência artificial que muitos
de nós aqui trabalham no dia a dia. Então, Eh, basicamente esse o foco. >> Então, a gente, eh, né, para deixar a entrevista um pouco mais dinâmica, eficiente, né, a gente tem por algumas perguntas. para vocês aqui, né? Vou começar aqui. Então, primeiro a o tema da primeira pergunta é taxa de sindicalização e engajamento, né? Vou ler aqui. Eh, sabemos que o setor da tecnologia tem uma cultura muito individualista, onde muitos profissionais acreditam que sua alta Qualificação e a facilidade de barganho no mercado dispensam a organização coletiva. Além disso, a fragmentação das empresas e o
home office dificultam o contato físico e mobilização dos sindicatos com a base. É um problema que se intensificou bastante com a pandemia, né, que a gente acabou se isolando e ainda mais com a reforma trabalhista que veio um pouco antes e incentivou nessa atuação individual. Então, diante desse cenário, qual é a taxa de sindicalização Estimada na área de TI na Bahia hoje e qual o número atual de filiados ativos que sustentam as ações do dos cidados? que a gente não conseguiu encontrar essa informação também. >> Coincidência, eh, coincidência que a gente estava no almoço comentando
sobre isso, sobre essa questão das filiações. Eh, bom, Felipe Ton, né? Sou aqui coordenadora do sindicato, Elton também diretor. Eu trabalho no CPRO e Elton é da TOTS. A nossa taxa de de filiação no sindicato, ela ela já foi muito mais expressiva. E aí, como vocês já fizeram a breve avaliação, né, eh com advento da pandemia, infelizmente a gente perdeu na sindicalização, porque muita gente foi saindo da categoria ou aposentando, né, que eram quadros mais antigos de trabalhadores. E a renovação não trouxe também essa não nivelou, né? Né? que parou o que a gente tinha
antes para o que a gente tem agora de filiação. Então, a gente tá com um quadro de mais ou menos uns >> 532 filiados a nós aqui no sindicato >> ativos, porque no nosso estatuto o aposentado, ele é filiado mesmo depois da aposentadoria dele desligado, ele continua tendo esse reconhecimento como filiado ao sindicato, ainda que não venha nenhuma cobrança para ele, nenhuma taxa para ele, porque o entendimento nosso é que como ele contribui ao longo de todo o período em que ele esteve Trabalhando. Então ele é aposentado agora, ele goza dos mesmos benefícios e direitos
que os ativos t, mas a nossa taxa de filiação é essa, 532 filiados, uma média salarial, que aí precisamente pode dizer, mas a média salarial entre 2000, né? né? >> Até não do mínimo. >> Ah, do piso nosso piso >> do piso do piso mínimo da categoria 2000 E pouco até >> é infinito. é até o infinito, porque a gente tem muito eh trabalhadores que analistas que já com a graduação, especialização, pós-doutorado, mestrado, enfim, isso ajuda na carreira e por tabela melhora na qualificação dele que termina melhorando nesse percentual que a gente recebe. É 1%
do salário base do trabalhador, né? Então isso é o que nos tem ajudado, né? A gente tem outras taxas também que a Gente eh recebe de contribuição, a taxa de fortalecimento sindical, não sei se vocês pesquisaram a respeito, que com o término do imposto sindical >> e a reforma trabalhista de 2019, surgiu essa taxa que é obrigatória assim às empresas eh divulgarem aos trabalhadores, mas não é obrigatório ao trabalhador e continua com direito de optar tá? Se ele concorda com desconto ou não, ela é uma vez no ano ao término de cada campanha salarial. Então,
cada Campanha salarial, ela sendo concluída, o acordo sendo assinado, o trabalhador tem o direito à oposição essa taxa, que também é essa taxa é 50% de um dia trabalhado desse desse empregado. Então, a gente tem essa taxa anual, que é depois que que se encerra os acordos, as convenções coletivas, a afiliação que o trabalhador paga todo mês, que desconta aqui para o sindicato, é 1% salário básico. E temos uma taxa Sobre a PLR. A empresa quando distribui a PLR repassa pra gente também um percentual ou o valor de até R$ 260, o percentual de 3%.
ou até R$ 260 por empregado que as empresas repassam. Então, é com isso que a gente eh toca aqui a nossa política faz o nosso trabalho sindical aqui. Em relação a à questão da da Eu tô seguindo um pouquinho o que você me mandou, Felipe, né, sobre a taxa de sindicalização Atual. >> Uhum. como o sindicato enfrenta o avanço, né, das contratações. E aí assim, você colocou a questão do home office. Eu tô dividindo o meu tempo porque depois Elto também vai falar um pouquinho a respeito, tá bom? >> OK. >> Eh, sobre o home
office também depois da pandemia, isso ampliou muito na nossa categoria, o que dificultou a gente fazer esse corpo A corpo com o trabalhador para filiação, como nós tínhamos antes, né? Então a filiação termina porque o empregado ele é contratado diretamente para home office, então quase que a gente não tem contato mais com esse trabalhador. Então isso também nos trouxe algumas dificuldades para as assembleias fortaleceu porque agora de onde ele estiver ele pode participar virtualmente das assembleias. Mas do ponto de vista da Afiliação, que era um trabalho de formação política, de compreensão do que é o
sindicato, do papel que a gente exerce, dos benefícios e tal, isso trouxe dificuldade porque a gente não tem mais ele aqui no corpo a corpo pra gente fazer esse trabalho com ele. E aí eu vou dividir aqui o tempo com Elton para ele poder falar um pouquinho também a respeito. Aí tem a questão dos PJs, tem a questão do home office, que essa essa disputa de mercado, né, entre o PJ E CLT, que a gente tem hoje muito forte, principalmente com a a nova modalidade de trabalho do home office aí, >> pronto. Pode botar seu
no seu áudio. É só abaixo seu áudio rapidinho aí. Pronto. Eh, o que que acontece, pessoal? De fato, a gente tem um uma situação um Pouco complicada, uma vez que nós jovens, todos nós da área de tecnologia e vocês que estão chegando agora no mercado de trabalho, eh, a gente tá lotado de informações que são informações dadas por pela de mídia, por empresas que querem que acabam conseguindo colocar na cabeça do estudante que é melhor ser empreendedor, é melhor abrir um CNPJ e aí você virar patrão de você mesmo. É Importante você trabalhar por hora,
porque você ganha mais. Então, a grande mídia e as empresas têm trabalhado na cabeça de todos os jovens que não é legal trabalhar com carteira assinada, que você trabalhar com carteira assinada você paga muito imposto, entendeu? Porque é interessante pro para o empresário, não para o trabalhador. Uma ação que nós estamos que nós estamos fazendo desde 2022, desde 2022 é a questão das Universidades. Então, a gente tem uma universidade que a gente faz essa discussão do que é trabalhar como PJ e o que é trabalhar como CLT. a diferença entre uma coisa e outra, entre
os as modalidades de contratação. Eh, e a gente vem desmistificando isso dentro das universidades. Infelizmente a UFBA e os nossos nosso curso de tecnologia, e Eu digo porque eu também eu tô estudando aí na UFBA, eu faço doutorado aí em engenharia de software, a UF não tem a cultura e nunca fez um convite para um sindicato e conversar com os alunos da UFBA de tecnologia. Então fica parecendo de certa forma que o sindicato de tecnologia não existe. Diferente de outras universidades que convidam a gente para poder a gente falar sobre o mercado de trabalho, para
Poder falar de convenção coletiva, de reajuste anual que a gente tem como profissional de TI, até qual a carga assist como que a participação nos lucros e resultados. Então a gente tem feito uma discussão das discussão nesse sentido com várias universidades aqui em Salvador. Infelizmente a UFA não tá ainda a partir que um dia que precisa unir, porque acho que a UFM ela tem muito aquele conceito de tô formando para academia, tô Formando para que você trabalhe com pesquisa e que você vai ser pesquisador. Não chegar o mercado de trabalho, é uma pena. E aí
isso motivou a gente, a gente teve uma discussão interna aqui do sindicato, porque a gente viu um meme na internet que tinha umas meninas de um lado e uns jovens de outro lado. E aí o que que aconteceu? Eh, quando o cara disse que era TLT, as meninas se deram passo para lá dizendo que não queria o menino, porque o menino era CLT. E aí Isso chamou a atenção da gente, porque a gente ninguém sabe o que é CVT. O que é trabalhar com o que teve é de trabalho assinada. E aí a gente foi
desmistificar e a gente foi na universidade. Então a gente tem feito essa discussão nas universidades, não na UFBA, porque ela não abriu, não abre espaço pra gente e também nunca fez o convite formal. Eh, não tá vendo um convite pra gente do sindicato e aí poder, para poder falar, mas é um desafio mesmo. Vários desinfluência que nós temos nas redes sociais, que fica colocando na cabeça de todo mundo que é interessante ser eh J. E aí quando depois que a gente faz essa discussão, a gente faz a comparação, é melhor ganhar 9000 sendo CLT ou
ganhar 20.000 como PJ? Depois que é desmistificado, o primeiro momento, todo mundo diz 20.000 como PJ. Isso no primeiro momento. No segundo momento, depois que a gente apresenta o conceito do que é trabalhar com carteira De trabalho assinada, os benefícios de prestar serviço com a contratação PJ e prestar serviço com carteira de com carteira de trabalho assinada, todo mundo muda não, é melhor ganhar 100.000. É interessante ganhar 9.000 tendo todos os meus direitos assegurados, 13º férias. Plano de saúde, ticket e refeição, participação nos lucros e resultados, licença paternidade, licença paternidade, eh, auxílio creche, Eh, ticket
refeição e também ticket alimentação, plano de saúde gratuito. Então tem auxílio home office, tem auxílio bem-estar em algumas empresas, tem agora as empresas estão começando a implementar aqui na Bahia o pet, que é o plano de saúde pros pets. As empresas de tecnologia estão promovendo isso para os trabalhadores de tecnologia. Então, quando a gente compara eh quando a gente vai comparar mercado de trabalho, a gente não faz essa Comparação levando em consideração próprias categorias. a gente leva em consideração a nossa categoria, aqueles tecnologia, que é o analista, é vocês que estão na faculdade, que vão
sair da faculdade para se tornar um júnior. É esse mercado que a gente tenta mostrar para estudante o que é que as empresas estão praticando, porque as empresas estão começando a entender que o bem mais precioso que ela tem não é o código fonte, não que é, não é Aquela estrutura de rende, não é aquele aquela estrutura de de IA, de o que for, são as mentes, são as pessoas. E aí as empresas agora t uma outra vertente de tentar valorizar seus trabalhadores. Então assim, é melhor PJ como CLT, CLT. E aí a gente vem
desmistificando isso dentro das universidades. Eu acho que eu falei até demais, viu? >> Não, acho que você >> Ah, inclusive já até responder outras Perguntas que a gente tinha para fazer evento do nosso roteiro aqui. Tá ótimo, viu? Pronto. Natal >> temos sim. Eh, a gente viu também uma uma certa diferença na negociação com com as empresas privadas e as empresas públicas, né? Né? Aqui analisando a realidade das grandes empresas públicas de economia mista do setor, vemos uma Presença forte de comissão de trabalhadores e representações internas. No entanto, nas empresas privadas menores, o trabalho, o
trabalhador muitas vezes se encontra mais isolado. Como o sem dados atua para estender essa cultura de organizações por local de trabalho, as OLTs para dentro das empresas privadas, de modo a fiscalizar o cumprimento das normas ergonômicas e contratuais. Tem, >> eu vou dividir a fala com Lúcia. Oi. >> Eu vou pedir a fala com a Lúcia. Eu vou falar da iniciativa privada. Aí eu passo a palavra paraa Lúcia para falar como é que funciona na iniciativa pública, porque ela é trabalhadora do do Fetro, que é uma empresa pública federal. E aí a gente vai poder
até municiar vocês até melhor do que eu falando, né? Mas na iniciativa privada nós temos uma, Nós criamos, nós somos os, não é o patrono, mas fomos um dos criadores, sindicato, criador de algo chamado de organização por local de trabalho. O que é que dizia essa comissão, esse grupo de trabalhadores, ele tinha, eles têm estabilidade porque a campanha salarial junto com o sindicato por est no dia a dia dentro das empresas. Então a gente tem as organizações pro local de trabalho. Dizia no passado, no texto da nossa convenção coletiva que a cada 15 trabalhadores de
TI podia ser eleito um trabalhador representar os trabalhadores daquela empresa. Então você, a gente tinha na iniciativa privada empresa com oito trabalhadores, com 10 trabalhadores, com 15 trabalhadores, com três trabalhadores, com um trabalhador. Então a gente tinha vários trabalhadores de várias empresas que tinham estabilidade e que vinham para dentro do Sindicato debater o que era melhor para a iniciativa privada, para os trabalhador os trabalhadores que estão trabalhando na iniciativa privada, como eu do eu daos, o outro de Sol, o outro da Rapig. Então a gente seia todo mundo junto com os sindicatos. Ó, sindicato, nós
estamos pensando dessa forma. O que o sindicato acha? O que é que o sindicato tá pensando? O que é que o sindicato tem visto em outros estados? Então, a gente construía a campanha salarial da gente e a gente tinha força. Aí que que o que foi que aconteceu? Então era assim que a gente organizava organização por local de trabalho. Chegou e os trabalhadores e as empresas passaram para dentro das casas da gente porque as empresas transferiram todo o custo operacional de cima delas, que escritório, energia, eh, monte obra de limpeza, guerra, pegou aquilo tudo e
fez o quê? Jogou em cima Da gente trabalhador de TI. Algumas empresas deram auxílio no home office, algumas empresas não. Isso fez com que terminasse a nossa força de mobilização, porque como a gente tinha uma organização colocada de trabalho, a gente tinha um sindicato e um carro de som potente, o que que a gente fazia? Bom, se a empresa parasse ou deixasse de descumprir qualquer regra da convenção coletiva, a gente tinha munição suficiente para parar aquela empresa. Acabou. É como se tivessem tirado a gente tiraram a nossa munição de tal forma que a gente vai
da empresa. Que empresa? E aí foi sindicato das empresas, assim como os agentes trabalhadores tem sindicato, as empresas também tm sindicato. E eles falaram o seguinte, ó, vamos unir essa regra. Se vocês quiserem aumento este ano, vamos mudar essa regra. Em vez de ser a cada 15, um a Cada 100 trabalhadores. A empresa que tem 100 trabalhadores, ela pode ter um representante. Esse representante tem estabilidade que não pode ser, não pode ser demitido. Qual de salvador que de 100 trabalhadores? Entendeu? Aí você tem algumas como a a gente tem a soluts que é uma prestadora
de serviço, a CAPG, aí essas outras que tem, a gente consegue ainda ter a Organização por local de trabalho, a gente consegue ter, mas não tem mais aquele volume que nós tínhamos antes. Antes a gente agora tem um por empresa, dois por empresa, no máximo três por empresa, no máximo, porque hoje tá muito mais esvaziado. estão em casa, não querem de certa forma procurar o sindicato, mas ao mesmo tempo passa o e-mail pra gente querendo saber o quê, quando é que vai sair meu aumento. Mas essa mobilização que nós Tínhamos no passado, ela caiu muito
em virtude do home office. Eu acho que eu falei demais, >> não tá? Tá ótimo. É exatamente isso sobre as OLTs que eu queria saber mesmo, como que tava funcionando. >> Então, eh, na na nas empresas públicas, nós temos quatro aqui, né, que é da nossa base. A PRODEB, que é empresa estadual, que presta serviço aqui ao governo do estado e e aos órgãos, né, do Estado no desenvolvimento da dos serviços. Eh, a Próazal que virou Fogel e que agora é Smart da prefeitura, que fica ali em Ondina, a Smart, tem a data prév que
presta serviço ao INSS, nós do CERCO, que no geral presta serviço ao governo federal, né? Inclusive, eh, ela é de maior porte dessas quatro aqui, é de maior porte é o C. Na a gente iniciou esse processo da organização com local de trabalho, as OLTs, na iniciativa privada, porque ou desculpe, na pública, porque lá atrás, antigamente a gente tinha muito mais trabalhadores eh já formados pro movimento no setor público do que da iniciativa privada. iniciativa privada. Foi com o tempo que a gente foi conseguindo trazer esses trabalhadores para cá, para nossa base, paraa filiação também.
era uma época de uma demanda muito grande de digitadores e tal, que Tinha vários turnos de trabalho. Então, na no setor público isso era mais forte, mais presente essa organização. E aí, nesse congresso, um dos congressos da CUT, a CST, que é comissão de trabalhadores, que era oriundo das fábricas, das indústrias e tal, para nós a gente transformou em OLT, organização por local de trabalho por tá mais próximo da linguagem dos trabalhadores da esfera pública do que os trabalhadores da das Grandes fábricas, né, e das indústrias. Então assim, nesse aspecto, o setor público ele consegue
eh atuar melhor, vamos dizer assim, eh talvez por ser o serviço público, ele dá mais essa garantia para que o trabalhador possa se estabelecer no no LT, participar de composição de chapa, fazer campanha e tal, onde ele é menos não que não seja Mas ele é menos eh, vamos dizer assim, não não sei o termo certo, mas ele é menos perseguido pela Empresa do que na iniciativa privada. na iniciativa privada, às vezes a gente monta as chapas para composição de ol e os que não são eleitos no final ou eles mudam de local, de ambiente
de trabalho para não continuar convivendo naquele ambiente nosso ali, ou então eles são desligados da empresa porque participaram da eleição para para essa OLT, que é uma interlocução que a gente tem no local de trabalho entre os trabalhadores e nós, Porque como a gente não pode alcançar todos os locais de trabalho, esses trabalhadores que têm estabilidade, certo? Eles têm estabilidade um ano após o mandato. No geral é mandato de 2 anos. E aí eles é quem faz essa interlocução. Então qualquer conflito interno, qualquer problemas, os trabalhadores se reportam a essa representação e essa representação tenta
resolver ali localmente. Não conseguindo, traz o problema para nós para aí o sindicato Intervir diretamente junto à representação da empresa. Então o serviço público se é mais do ponto de vista legal, é mais seguro, né, paraa gente ter essas organizações. E tanto sim que o número ele é diferente. Se vocês pesquisaram eh no serviço público, a representação nossa é de oito trabalhadores, quatro titulares, quatro suplentes. Tem, dependendo do tamanho da empresa, no caso do CPRO, tem regional que isso vai pode ultrapassar esse esse Número em função do número de empregados. tá lá no acordo coletivo
dizendo de tanto a tanto, tanto a tanto, tanto a tanto na iniciativa privada, às vezes a gente tem um titular e um suplente. Às vezes a gente tem quatro, dois titulares, dois suplentes. Então assim, um pouco também para preservação desse trabalhador, mas na no serviço público, até pela própria dinâmica do nosso trabalho, né, o pessoal é concursado e tal, tem certa Segurança, traz essa segurança paraa formação desses grupos que eles são nossos interlocutores. Então, os conflitos aonde o LT possa administrar e ajudar a resolver, os trabalhadores procuram a LT. Quando não, a denúncia vem para
nós, que daí a gente conversa com o grupo do OLT, esses representantes eleitos, procura saber tudo que tá se passando direitinho, aí chama a empresa paraa negociação e aí se começa o diálogo. Isso tudo a gente faz junto com a representação do LT, porque isso fortalece. E aí vale acrescentar que Elta é da iniciativa privada e veio da OLT pra direção do sindicato, >> né? Eu vim da OLT do CERCO de alguns alguns anos atrás e hoje estou na direção do sindicato. Então assim, você começa a formar as pessoas politicamente, né? É um trabalho de
formação que é muito bom e é aproveitado, porque quando se tem o Perfil e você percebe que tem ambientes que é duradouro, aí você consegue tirar aquela pessoa do dali da OLT, da representação local, coloca-se outros e traz esse para dentro da direção do sindicato, porque isso é um processo de formação contínuo, né, que a gente tem com os trabalhadores para formá-lo para consciência política. Porque se a gente faz política até no nosso prédio, né, na relação como a gente convive no nosso prédio, imagina num ambiente desse, onde Você lida com várias linhas de pensamento.
Então é formar politicamente os trabalhadores. E muitos de nós somos eh oriundos das olitzs de nossas empresas e que viemos paraa direção do sindicato. Então, ainda, né, nesse assunto da comparação da atuação do sindicato no setor público e do privado, um dos pontos mais interessantes que a gente analisou dos acordos da CERP, da data prév e do BBTS, que tá disponível para o Site de vocês, é a regulamentação minuciosa do teletrabalho, incluindo o fornecimento de infraestrutura ergonômica, né, que você tinha comentado que a responsabilidade ade passa pro trabalhador, né? Então, a regulamentação que a empresa
tem que arcar com isso também, o direito do disconnect e ajusta de e ajuda de custo. Em contrapartida, a CCT atual das empresas particulares é praticamente omissa no tema, sendo Apenas uma proposta da pré-pauta de 2026. Então, por que que o setor privado, que adota, né, em massa o home office impõe tanta resistência para regulamentar o teletrabalho na CCT, se comparando com os avanços que já são consolidados das empresas públicas? >> Você falar da empresa pública, saudar privada, pode ser. >> Vamos lá. Na empresa pública a gente tem isso, eh, porque antes da pandemia, Antes
tipo 2015, 2016, as empresas públicas tinham instalado um projeto piloto de teletrabalho. eram determinados grupos de trabalhadores, geralmente analistas, que era piloto essa discussão do teletrabalho, os trabalhadores poderem à distância desenvolver determinados sistemas e tal, porque o cliente às vezes em Brasília e a empresa tinha uma questão de otimizar custo. Então o teletrabalho veio nessa Linha, mas era um projeto que tinha prazo determinado, tá? Ele era tanto sim que quando foi em 2019, entre 2018 e 2019, o CPRO principalmente tá começou a desativar o teletrabalho e trazer esses grupos específicos de equipes de de trabalho
de volta paraa empresa, apesar da insatisfação das equipes, mas tiveram que retornar. Quem estava retornando em 2019 já tava numa linha de, ah, eu não aguento trabalhar aqui mais todo dia, é Trânsito, estacionamento, é não sei o que e tal. Aí veio a pandemia, quando veio a pandemia que todo mundo ficou em casa, aí foi uma campanha inversa, os trabalhadores demonstrando para as empresas que era possível trabalhar de casa, né? tinha questão da economia, de curso, enfim, uma série de coisas e foi surgindo essa campanha que ela foi crescendo. E aí nas empresas públicas isso
toma um corpo que a única que não manteve esse método é a PRODEB, É empresa estadual que depois da pandemia, aos poucos, foi readequando os espaços físicos, que é no centro administrativo, e trouxe todo mundo de volta pro presencial, com insatisfação dos trabalhadores, mas tiveram que aceitar, que é tipo assim, é aceitar ou aceitar essa condição, não tinha outra. Então eles voltaram pro presencial, mas no caso do CPR, BBTS, Data Prev, eh, Cogel, que é empresa municipal que agora é Smart, eu tenho que lembrar disso para Poder mudar o nome toda hora, Smart. Eh, as
empresas estão num movimento de híbrido e o CPRO adotou os três modelos, presencial, porque é por adesão, presencial, híbrido e 100% remoto. Então, nessa empresa, no caso do Cercro, nós temos as três modalidades de trabalho e isso veio a partir de uma campanha de movimento dos trabalhadores, porque ainda que fôssemos contra ao trabalho home 100% home office, nós Dirigentes sindicais no Brasil inteiro que a gente achou que para nós foi prejuízo do ponto de vista que eu falei no início da relação, né, que a gente tinha com os trabalhadores, mas os trabalhadores disseram: "Gente, ó,
se vocês não comprarem a nossa ideia, a gente vai pedir as contas da empresa, porque concursado, analista, todo mundo qualificado, o mercado tá cheio, tá precisando, a gente abre mão desse concurso, sai e é Prejuízo e tal e a gente não, gente, calma, vamos dialogar, negociar. Então, nessas empresas a gente tem isso construído porque vem de um histórico de projetos pilotos que foram começando para entender a lógica do cliente. Eh, alguns atendendo cliente que fora da da região e aí a questão de otimizar custo. Então, isso veio nessa linha de otimizar. E no caso do
CER da Tapra BBTS, surgiu eh o fato que motivador que os gestores Começaram a perceber que a produtividade aumentou com o trabalho de Rome, né? Então, aumentando a produtividade para eles era vantajoso. A única coisa que na empresa pública a gente não consegue emplacar é ajuda de custo para o home office, porque a gente não tem, no caso do CCO data prévia, a gente não tem ajuda da Cogel, a gente não tem ajuda de custo. é aquela coisa que a gente pede todo ano, mas o CER pro alega que existem algumas vantagens, Né, para eles
estarem em casa trabalhando e que, portanto, embora todo ano venha paraa pauta de negociação, mas a empresa as empresas se reformam. Na iniciativa privada tem empresas com aditivos para ajuda de curso do home office, mas o sindicato patronal, que aí Elton vai falar um pouquinho sobre isso, a gente tá na negociação, mas ele da iniciativa privada eh vai comentar melhor o sindicato patronal com quem a gente Negocia, eles se recusam a ter isso na comissão coletiva de trabalho, mas tem algumas empresas que aplicam essa ajuda de custo para home office. Agora é contigo. >> Pronto.
Deixa aí. >> Pronto, pessoal. 1 2 3 >> Agora, >> agora foi. Eh, pessoal, na iniciativa privada, Ela é uma questão complexa. a gente tava querendo colocar na nossa convenção coletiva e fazer um acordo logo no início em separar na nossa convenção coletiva, porque a gente viu que era uma tendência que a gente como entidade sindical querendo ou não, ultra querendo ou não, era algo que veio para ficar e que iria ficar. Então o que que acontece? a gente pegou, foi, se antecipou, chamamos o de fizemos o estudo da Iniciativa privada, fizemos os estudos, tirando,
tiramos a média em outros estados que já praticavam o home office e aí nós apresentamos para o sindicato das empresas. sindicato das empresas, elas deixaram claro que eles não queriam oficializar. fica a cargo de cada empresa, se quiser praticar, que pratique, mas que não colocaria na prevenção coletiva e que nem faria um acordo inseparado para garantir esse direito para todos os Trabalhadores, porque os empresários começaram a dizer que iam tomar prejuízo, mesmo com a ligação da gente dizendo o seguinte, ó, do cara até em casa do do analista, do cara tá trabalhando em casa, então
na empresa ele numa cadeira fornecida pela empresa, no computador fornecido pela empresa, no condicionado da empresa e a gastar Energia da empresa, era tudo da empresa e aos banheiros da empresa, tomar um cafezinho de quem? Da empresa que a gente levanta para tomar café toda hora. Então a gente tinha esse custo, era todo da empresa. Agora o custo virou todo do trabalhador. Tem trabalhador inclusive que não tem cadeira, que não tem mesa, que não tem. E vocês, gente, disse isso na mesa, inclusive vocês já estão contratando o trabalhador, exigindo que ele tenha um computador tal,
um notebook Tal, configuração tal e todaia seja do trabalhador. Você já estão exigindo isso do trabalhador de empresa, uma empresa ou outra existado. Já que você já tá transferindo custo operacional pro trabalhador, que você acha aqui com a cadeira, com a mesa não de graça. Eles se pegaram e disseram: "Não, tudo bem, a gente vai começar começar a fornecer a cadeira, a mesa e aí a gente fornece agora ajuda de custo de home Office, não." E aí quando a gente foi fazer essa discussão com os trabalhadores, porque tudo a gente chama assembleia, viu? Tudo sindicato
a gente chama assembleia para os trabalhadores opinar. E aí o trabalhador presidente assembleia falou o seguinte, ó, é melhor ficar em casa, não receber o nosso reunio, onde eu consigo acordar de manhã e ver meus filhos. Assim mesmo. Então eu prefiro ficar em Casa mesmo sem receber o segundo porque para mim é seguinte. E aí, nesse momento que a gente vai para uma assembleia dessa que a gente tava exigindo, mesmo sabendo que de certa forma a gente não tinha esse apoio do trabalhador, ele o próprio trabalhador dizendo que prefere ficar em casa sem ajuda de
custo do que ter que voltar pra empresa. A gente vem todos os anos debatendo com as empresas. Tem empresa que faz auxílio home office e aplica e tem empresa que Não aplica. É obrigatório? queria a gente que fosse, mas não é, entendeu? Através disso, eh eh não auxílio, tem empresa que já tem esse cuidado com o trabalhador, que já pega, já repassa auxílio home office. Aí tem empresa que paga auxílio bem-estar e aí fica empresa de tecnologia brigando contra com uma empresa de tecnologia em virtude da mão de obra, que é incrível. Aí o que
foi que as empresas começaram a perceber, pessoal? Sabe o que foi? E ela disse o seguinte: "Vamos voltar todo mundo, né? Certo que também decidiu e as empresas públicas trazer todo mundo de volta. A iniciativa privada foi igual da iniciativa privada e a gente não tem estabilidade. A gente troca de empreso de emprego. A gente não brinca muito. a gente quer trabalhar, quer trocar nossa força de trabalho, mas a gente quer uma Remuneração justa e um local de trabalho que me permita o crescimento. Então a gente se permite, pela falta da estabilidade do do poder
público, de ficar trocando de emprego. E aí as empresas começaram a perceber que o cara no tinha meio dia tratado ele ficava em casa e aí ele abriu um mê, abriu um PJ. Então o cara que sou empresa que eu pago por 40 horas, 44 horas semanais dele e ele Agora também tá prestando serviço para outra empresa. Aí de noite ele abriu, ele começou a prestar serviço para uma terceira empresa, mas na hora de colocar atestado, ele colocou um atestado aonde? na empresa que ele é carteira de trabalho assinada, porque a única que ele pode
se ausentar que tem os direitos trabalhistas dele assegurado. Aí foi minhas empresas fizeram, ó, tô tomando prejuízo. Então as empresas vieram com esse movimento de voltar pro presencial, mas aí eles se esbarraram que se eu volto todo mundo pro presencial, boa parte deles de fato vão pedir demissão, vão sair. Então vamos vamos jogar o híbrido. E esse híbrido que as empresas da iniciativa privada jogou a necessidade o desejo 100% presencial. Os trabalhadores disseram: "Ó, ou vai ser presencial dois dias na semana Ou a empresa do vizinho ali, a empresa vizinha do outro prédio tá me
dando 100% de home off. A empresa São Paulo ter 100% home office e só em São Paulo ao vivo no mês. Então por que eu vou ficar aqui? Aí as empresas privadas tiveram que rever o seu posicionamento e começou a flexibilizar essa questão do home do do híbrido. Então são tem empresas que são três dias em casa, tem empresa que são dois dias em casas, tem empresa que Você só vai na você só vai no local de estrada na empresa um aviso na semana. Tem empresa que é uma vez no mês, então teve essa flexibilização,
mas a gente do sindicato, a gente continua continua sendo bandeira nossa, auxílio home office para todos os trabalhadores que estão em casa. Queira ir sim, queira ir não, mas é a obrigação da empresa a pagar, porque esse trabalhador tá em casa assumindo os custos operacionais. Então A gente enxerga diversão da empresa, beleza? Então, a gente tem essa bandeira, a gente vem levantando essa bandeira, todos campanhas a gente bate nisso. É, as empresas já perceberam que ela vai ter que eles vão ter que fazer alguma coisa nesse sentido de auxílio home office, porque tem trabalhador que
de fato tem direito, os trabalhadores antes da pandemia, os depois de pandemia que já foram contratados nesse novo regime, tendo uma discussão sobre isso, Se vale, se não valem, mas juridicamente quem trabalhava antes da pandemia no local de trabalho, a justiça tem dado favor esses trabalhadores. us as novas contratações, ainda tem um limbo jurídico aí que tão se discutindo, mas os antigos, em virtude disso que o sindicato patronal a gente senta para negociar e eles ouvem e eles sabem que estão correndo risco, mas eles disseram o seguinte, ó, eu prefiro pagar o risco pela ignorância
e pela falta de Conhecimento da grande maioria desses trabalhadores do que assumir a esse tirar muito mais dinheiro do meu caixa. Então não é todo mundo para bati de justiça, pedir auxili office. Então prefiro e quem justiça recebe. É desse jeito, porque é mais lucrativo, gente. Não se engane. Tudo que é mais vantajoso, mais lucrativo pro empresário, ele faz. Independente se é bom trabalhador, se é para ele, para aumentar a margem de Lucro dele, ele faz sem considerar ninguém e nada, viu? Pronto. >> E a gente e a gente >> e a gente tem tá
pera aí que tá dando, tá dando ruim aqui. Falou. Pronto. E a gente tem a intenção de levar isso para dentro da convenção coletiva, porque daí você traz a você equaliza, né? Então, todos Os trabalhadores terão direito. >> Isso. >> Se ele for contratado agora, vai ter direito. Quem já está contratado, tá em casa, vai ter passa a ter direito. A ideia essa é colocar dentro da convenção coletiva de trabalho essa ajuda de custo. Sim. >> E inclusive nas empresas públicas que a gente tem tido trabalho também, mas acho que um dia a gente consegue
porque parece ser a realidade do da relação de Trabalho, né? eh na nossa categoria. Então eu acho que vai ser isso e ter essa ajuda de custo é fundamental, porque a energia, >> por exemplo, só vou dar um exemplo rapidinho, Felipe, antes de você partir paraa próxima. Lá no CPRO, muita gente precisou montar um mini escritório dentro de casa, porque não tinha nada, foi uma adaptação de comprar mesa, comprar cadeira, sabe? é adaptar com luminária Por conta da do do ambiente onde tá trabalhando, remodelar quarto, fazer reforma em determinados ambientes que estavam lá esquecidos e
que da pandemia para cá teve que mudar a estrutura de casa para atender ao trabalho do home office e a empresa não reconhecer isso para poder ter essa ajuda de custo. Aí você aumenta, né, a velocidade da sua internet, você tem que trocar eh equipamentos e tal, o celular também porque é um recurso corporativo, Aí você tem que melhorar o seu celular por conta de que você também usa pro trabalho. Então é uma série de coisas e as empresas não tão. Então, a gente insiste todo ano nessa tecla para normatizar nos acordos e nas convenções,
ainda que algumas empresas façam isso através de aditivo, né, em acordo emado. Mas você normatizando nos acordos em geral e nas convenções, você tem isso de forma linear para todo trabalhador. Quem for contratado sabe que no mínimo R$ 120 Tem ali para essa ajuda de custo com energia, internet, energia elétrica, internet. Então é é um pouco isso, né? Essas despesas que a gente tem extra que não estavam no orçamento e que passaram a entrar no orçamento porque não tem o a contrapartida das empresas. >> Certo? Eh, só para saber até que horas vocês vão estar
disponíveis para para dar essa entrevista para selecionar as perguntas caso seja necessário aqui. >> 3 15 3 >> é por aí? >> 3:15 por aí. >> 3:15. >> Pronto. Então vou pular aqui que vocês já falaram bastante sobre PJ e tal. É uma >> uma >> pergunta logo sobre Greb, né, que é um >> É isso que eu ia perguntar, exatamente. uma questão que a gente teve dificuldade de encontrar e a gente também suspeita Que seja pela natureza da da profissão, do fato da de ter muita gente trabalhando em home office e tal, eh como
que eh quando que ocorreu a última grande greve ou paralisação expressiva coordenada pelos sados nas empresas privadas da Bahia e quais foram os principais desafios enfrentados pelo sindicato dessa mobilização? não conseguiu encontrar um um registro se já houve, né, recentemente. Pois, se eu não me engano, gente, toda hora esqueço. Pronto. >> Pronto. >> Agora é a última greve que a gente ter que a gente fez foi em 2014, foi 2015 privada. >> Foi na na iniciativa privada, porque na iniciativa pública a gente tem greb todo ano praticamente, viu? Toda temização, quase tem o certo que
eu digo aí, você Vai falar aqui sobre o certo, mas na iniciativa privada a nossa última greve, nossa primeira e única greve da iniciativa privada foi em 2014, se não me engano. foi 2014 que a gente conseguiu parar todos os ônibos de do estado de prefeitura, que tem profissionais de tecnologia e a gente conseguiu colocar esses profissionais de tecnologia, essa mobilização na porta de uma das empresas que tava inflexibilizando o acordo Coletivo de trabalho. Então, a gente conseguiu reunir todos esses trabalhadores na porta de uma empresa. conseguimos fazer a a essa manifestação aqui na Avenida
Tanquo Neves, que fechamos a Avenida Tanquo Neves em Carreata com carro de som e chamando a atenção das pessoas, porque a sociedade ela precisa entender que a nossa área de tecnologia ela não é fim, é uma área mín. Então nós estamos em tudo, porém ninguém vê a gente, só vê Quando queda e o sistema para de funcionar, quando o sistema trava, quando a rede cai, aí chama os meninos da os meninos da informática, eh, o menino do sistema. Então é aí que a gente aparece, porque enquanto tá tudo funcionando, é como se a gente de
TI a gente não existisse. E aí nós, quando a gente faz essa discussão, essas discussões sobre mercado de trabalho, CLT, PJ, a gente faz uma outra discussão sobre a categoria de A categoria de trabalho mais importante no mundo moderno. O que é que funciona? sem ATI, beleza? O que que vai funcionar sem a tecnologia? Então, quando a gente pode saber lá 2014 e a gente conseguiu parar os órgãos do estado da prefeitura, imagine se a gente consegue uma mobilização nos dias atuais. Se em 2014 já era indispensável, imagine agora em 2016. Então, a gente tem
conscientizado Os próprios estudantes e os trabalhadores na assembleia para que a gente consiga entender a grandiosidade do nosso trabalho da nossa categoria. Sem a gente nada funciona. E a gente precisa se empoderar disso aí, desse conhecimento e dessa ideia de dizer: "Ó, eu sou indispensável. Se eu não tiver aqui, nada funciona." Então a gente, nossa última greve foi em 2014, conseguimos o pleito que a gente tava manifestando, nós conseguimos eh Violência violência no sentido da agente do sindicato ser agredido, entendeu? ag do sindicato ser agredido, porque o patrão acha, a empresa acha, o empresário acha
que quando a gente trabalhador, a gente quanto sindicato, que é representação dos trabalhadores, vai exigir, vai em busca e exigir o cumprimento da convenção coletiva da lei, a gente tá afrontando o empresariado. E aí o empresariado tem o Quê? a força contr contratou segurança, cercou o prédio e agrediu o diretor de porrada mesmo. E aí depois foi todo parar na delegacia porque simplesmente a gente fechou a porta da empresa e disse que, ó, ninguém vai entrar porque estamos em breve. Aí o empresário disse que ia entrar mesmo, a gente disse que não ia entrar e
aí partiu pra final de contas foi todo mundo pra delegacia, sentamos, explicamos tudo e aí a gente foi solto, Entendeu? Mas no final das contas a gente conseguiu o nosso pleito nessa época na nossa grana é o vitoriosa. Isso na iniciativa privada. Vou passar pra Lúcia agora. >> Deixa eu. >> Pronto. Na no setor público. Acho que a nossa última greve foi, nós tivemos em janeiro de 2020 na data préve com a greve histórica. Porque a empresa foi no governo de 2020, governo Bolsonaro. >> Bolsonaro >> foi. >> Ele tava fechando vários escritórios da Data
Prévia, que é a empresa que trabalha pro INSS, né, presta serviço INSS. E aí ele tava fechando e a gente conseguiu uns 20 e poucos dias aí de greve no Brasil todo, onde a gente saiu vitorioso porque Apesar dos escritórios fecharem em muitos estados, ele conseguiu fechar 20 escritórios da data prév, mas a gente conseguiu remanejar os trabalhadores paraa sede Rio de Janeiro, o trabalho home office, mas com a sede da empresa no Rio, mas as pessoas em seus estados trabalhando no home office, porque o centro de dados da data prév tá dividido entre Rio,
São Paulo e Paraíba. Então são nesses estados que a data prév concentra o maior número de Trabalhadores e a gente conseguiu que esses trabalhadores não fossem todos eles desligados. foram desligados os aposentados pelo NSS, que aí no plano de demissão voluntária, muita gente terminou aderindo e na oportunidade, em função do do escritório encerrar, preferiu ir embora, não continuar mais na empresa, mas uma grande maioria foi distribuída entre Rio São Paulo e Paraíba no sistema de home office, mas no centro de curso Da sede que é Rio de Janeiro da data prévia. Isso foi 2020, janeiro
2020. Foi uma greve vitoriosa porque a gente perdeu poucos quadros, poucos trabalhadores, né, de que era fechar e demitir todo mundo sumariamente, mas a gente conseguiu reverter. As demissões foram poucas e pelo número de trabalhadores que seriam atingidos com o fechamento dessas unidades. E no CERPRO 2022, pela primeira vez nós fizemos uma greve Histórica, porque ela foi greve virtual. a gente não ligava o o VPN, que é o sistema que loga pra empresa, que é onde ela monitora o tempo de de atividade. E aí nós fizemos em 2022 virtual onde tinha mais de 1000 empregados
eh parados e todos os dias a gente fazia uma assembleia nacional, então a gente se conectava com eles nacionalmente, o Brasil inteiro participando dessa greve. Alguns participavam da assembleia, ficava a Manhã toda com a gente, mas a gente teve uma média de 1.00 empregados em greve por 20, 25 dias por aí, até que levou em 2022 para uma mediação no TST, no Superior Tribunal de Trabalho. Então a gente foi para lá para poder resolver, foi quando a gente conseguiu 12% de aumento, que era o que a gente estava pleiteando e a empresa não queria. Então
essa greve foi memorável porque tava inclusive atrasando vários Prazos, porque nós do CERC trabalhamos paraa Receita Federal, era o GOVR, eh, a Polícia Federal, então vários órgãos de peso do governo e que a gente tava tá fragilizando do ponto de vista de demanda, porque esse grupo mais forte de maior peso dessas equipes estava na greve. Então foi 2000 na teve a de 2020 janeiro contra demissões políticas do governo de Bolsonaro e 2022 por conta de de nossa própria campanha Salarial mesmo, foi quando a gente conseguiu no TST 12% de reajuste, que era um dos pleitos
que a gente tava buscando no processo negocial e lá a gente conseguiu. Então, foram as greves mais memoráveis assim, sem contar as do passado, né? A gente já parou aqui um saque inteiro. >> É, >> vocês conhecem o saque, né? Então o saque já pertenceu à nossa base, o pessoas trabalhadores do saque e a gente Conseguiu parar o saque no estado da Bahia. Mas isso foi lá na década de 90, quando todo o estado da Bahia, o grupo dos trabalhadores do SAC, eram da nossa base e a gente fez uma grande greve e era presencial,
imagina. Mas a gente conseguia, conseguimos administrar isso, espalhando o povo nas principais cidades, não na Bahia inteira, mas nas principais feira, conquista, a gente fez Salvador, paramos o saque, conquista, Feira de Santana, eu não me Lembro outra cidade que era um grande polo também, que onde a gente conseguiu parar o saque, mas aí foi na década de 90 também por campanha salarial da iniciativa privada pra melhoria das condições de trabalho do deles do saque. Então, a gente tem vários momentos, sabe, que foi divisor de águas pra gente e que consolidou esses acordos e convenção que
a gente tem hoje, >> certo? Então, eh, também vou fazer então uma Pergunta sobre a a escala 6x1, né? O debate nacional sobre o fim da escala 6 por1 ganhou muita força no Congresso com a tramitação da PEC 424. Embora o setor de tecnologia seja associado ao trabalho de segunda a sexta, sabem sabemos que as equipes de suporte técnico, helpdesk e monitoramento de rede sofre muita pressão para cobrir plantões exaustivos ao final de semana. A CCT garante a jornada reduzida de 36 Horas para essas funções, mas não proíbe textualmente o modelo 6 por1. Qual que
é o posicionamento político dos sindados Bahia em relação à PEC para o fim da escala 61? E como o sindicato enxerga a aplicação prática desse regime nas empresas de suporte e tecnologia aqui na Bahia hoje? Eh, 6 por1 não é uma escala que atinge de certa forma a nossa categoria de tecnologia. Beleza? A gente tem a maioria que trabalha na escala 5x2, já é um padrão da gente, no máximo 3x4, se eu não me engano, que a gente tem aqui já, mas seis por um a gente não tem, não é a realidade do Sindo Bahia.
Porém, todas as discussões que a gente tem sido convidado, a gente tem levado esse debate dizendo não, que a gente é a favor também. Inclusive lá atrás, quando começou a discussão sobre o que é ser eh helpdk, o que é o Teleendimento e o Sindados, ele foi pioneiro para dizer, pá, é ruim pro trab ouvido durante 40 horas, 44 horas semanais. Então esse trabalhador, teleatendimento, telesuporte, eles têm que trabalhar 30 horas semanais. Depois de 8 abril, eh, a gente conseguiu que ficassem 36 horas semanais. Então, já a nossa convenção coletiva, se o cara é RPDES,
Ele fica 36 horas, trabalha 36 horas semanais, tem uma folga, tem um descanso, tem um intervalo durante essas 36 horas, não pode ser 36 horas ininterrupta de atingimento, não é isso, Lúcia? Então, o que acontece? A gente foi precursor disso, dessa redução da jornada. Eh, estamos discutindo e sempre conversando com as empresas sobre a redução da jornada. Então, quanto tá sendo discutido nacionalmente, não só a Redução da escala 6x1 para 5 por2, eh, a gente de tecnologia já vem trabalhando a jornada de 40 horas, a gente já vem trabalhando 5 por2, a gente já tem
tem tirado os trabalhadores de 44 horas semanais para 40 horas semanais, porque na proposta do vessa a proposta do governo e a deputada Ron e do e do VAT lá do Rio de Janeiro, que hoje esqueci o nome dele agora, não tem essa proposta que não é só a redução de 6 por1, também tem a redução De 44 horas para 40 horas, porque os meios de produçãoaramenteível que quando os produção mudaram, informatizaram agente de tecnologia e a de tecnologia também não reduz a nossa jornada. pergunta, a gente já trabalha numa escala que a gente não
bate ponto, não registra ponto ao entrar na empresa, a gente não bate ponto para sair pro almoço, a gente não bate ponto para deixar de trabalhar. Então hoje já tem Umas outras jornadas de trabalho paraa área específica de tecnologia que não é nem a 6 por1, não é 44 horas, não é nem mais porque a a gente de tecnologia tá tratando de demanda. Então assim, ó, você como vocês vão ver que é bom que o legal de se dar tecnologia porque eles vão eles conhecem isso. Então antes na metodologia o que que as empresas de
desenvolvimento de software fazem, você que vai definir o que é que você vai Desenvolver dentro daquela sprint. Você vai colocar, então você precisa entregar. Se você vai de manhã vai usar para fazer esse trabalho, são outros 500. O importante é que você se comprometeu e entregar aquela demanda. Então, as empresas de tecnologia já tão já tem, eles estão chamando a gente para negociar esse tipo de modelo, que o trabalhador diga que ele quer trabalhar, portanto que dê as, não é que dê as 40 Horas, mas que não, o trabalhador ele nem perte em salário absolutamente
nada, porque é o trabalhador que ele diz o horário dele, as entregas dele. Então isso a gente vê como de certa forma positivo e a gente tem a pegada com VAT e a do trabalho e todos esses movimentos de redução da carga horária, porque assim a gente é na área de tecnologia, mas o marido da a esponja não é, então um quer curtir em casa e o outro não. Então vamos todo Mundo junto. Então a gente tem essa visão de coletividade. Temos que ir todos juntos, viu? Mas a gente apoia e a nossa e a
nossa jornada é diferenciada em tecnologia. Vocês vão ver, você já estão trabalhando, galera, na área ou tô estagiando? Ó, >> eu eu trabalho informal, >> é, eu sou CLT na >> Ah, liberei agora. Ton diszse que sim. Sim, sou na área, é um dos poucos exemplos na na turma, inclusive >> gerou até um certo espanto na na hora que a professora perguntou e a quem aí tem que ter assinado levante a mão e sou eu. Aí se que eu um rapidinho. >> É, >> é mais muito comum porque a filosofia da universidade eh pública eh
mas lá na Católica, onde eu leciono também, eh a gente tem isso Mais naturalizado. Então os alunos na UEX Brasil, na Soluts, na CAPG, na Netra, na Sibéria, a gente tem mais isso do aluno no mercado de trabalho e essa troca aluno estagiando. Então a gente tem essa demanda. Tanto que em vários momentos do curso, eu digo para eles assim, eles dizem para mim: "Professor, é o horário da minha daily que é a nossa reunião diária, aqueles 15 minutos da metodologia ágil." E aí eu digo, não, gente, pode sair da sala porque eles já tão
trabalhando. E aí eles dizem: "Ó, professor, pode ficar tranquilo, minha carga horária, minha escala é diferenciada, então pode ficar tranquilo que eu vou continuar vindo paraa água, eu tô estagiando, eu tô trabalhando, mas a minha empresa é flexível, então eu não cumpro, não tenho aidade de manter o ponto, porque a empresa tá entendendo que essa nova geração tem outros Princípios que não é do modelo empresarial. Passei. >> Pronto. Deixa eu botar no meio do mundo. >> Tem outra pergunta, gente? >> Tem, sim. Tem mais uma pergunta. Eh, a gente analisando o os acordos coletivos de
empresa como a a CERPO, Data Prevve e a BPTS, vemos cláusulas muito avançadas que tratam de comissões de combate assédio e até proteção sigilosa bancária para vítimas de Violência doméstica. No entanto, na CTT das empresas privadas, essa pauta de diversidade, igualdade racial e combate ao assédio praticamente somem, limitando a direitos básicos da maternidade, né, que a extensão do período de maternidade tal que é muito relevante, mas, né, em relação a à raça, a a gente não tem não não trata isso, né, na CCT, já que o sindicato tem esse modelo Dessas cláusulas sociais consolidadas nas
estatais. Quais são as principais resistências que o sindicato patronal impõe para recusar a aplicação dessas mesmas proteções de gênero e raça dentro das empresas privadas de TI na Bahia? E já emendar na última pergunta, porque eu sei que vocês t um tempo limitado, já comentar algo sobre estádio na área, que eu sei que a professora vai cobrar da gente comentar sobre isso. >> Ô, você, por favor, fala só um pouquinho Mais alto que não deu para ouvir a a tua >> eh depois responder a pergunta do colega Felipe, vocês podem comentar algo sobre estádio na
área? Ah, sim. Estágio vai ser bom comentar mesmo, porque a gente tá cheio de problema com estagiários na nossa área aqui. Mas eh vamos lá. A gente tem, ó, o os acordos coletivos das empresas públicas, eles são bem antigos, são da década de 80, Estão fazendo aí 35, 40 anos de existência os acordos. Sindicato fez 38 anos domingo, mas os acordos col tem acordo coletivo que tem dois anos mais velho que o que o sindicato, porque era do tempo que nós éramos associação. Então, ao longo do tempo, nós fomos trazendo para dentro do acordo questões
que superam o que tava previsto na CLT, né, como forma mesmo de proteção. e a gente comparava muito com outras empresas estatais que já tinham alguns Acordos na sua história e a gente aí foi trazendo cláusulas para nós também. Então assim, quando a gente trata a questão de assédio moral, sexual, eh violência doméstica, é porque tudo isso é é o tempo que nos faz levar para dentro da empresa, porque por mais que a gente queira combater, mas a gente sabe que tudo isso existe, infelizmente. E aí a gente trata comissões, né? a gente tem comissão
de ética no acordo, que pode ser inclusive ter a Participação de representação de sindicato, certo? como também se a empresa quiser, ela pode nomear outros atores para poder ser parte dessa comissão. É o que a gente chama das comissões de ética no nas empresas para poder dar conta desse universo do assédio, que ele é muito abstrato, né? Nem sempre você consegue eh materializar. Então isso a gente trouxe já há algum tempinho, a sede moral, a sede sexual. Eh, tem outras comissões também que a gente tem em alguns acordos aqui, que é para tratar questões de
às vezes, e aí vou dar um exemplo que a gente no CPRO já tratou até de um de um litígio numa separação, porque colegas de trabalho que se conheceram no CPRO casaram e se separaram. Isso criou um problema sério no ambiente, porque os dois eram da mesma área de trabalho. E aí até isso a gente teve que sabe aquela História do meter a colher, quando é de marido e mulher não mete a colher, mas a gente termina, terminou metendo a colher. E até isso a gente precisou eh organizar e pedir que houvesse transferência pela qualificação
de um do outro para que evitasse que eles dois eh se encontrassem. Então assim, a gente termina lidando com todas essas cláusulas e que é mais seguro na iniciativa na pública. Na iniciativa privada a gente tem alguns, mas ela é Muito acanhado, porque a iniciativa privada a gente não conseguiu ainda estudar o que é que passa na cabeça do empresário da iniciativa privada. é uma área muito cinzenta que a gente não consegue, a gente tenta pôr isso nos acordos coletivos. Para vocês terem uma ideia, eh, todas essas discussões que estão aí na ordem do dia
de assédio, de violência e tal, a gente tratar isso há muito tempo, há muito Tempo, essa discussão do papel da mulher, gênero, raça, não sei o que e tal, mas na hora que diz assim, vamos faltar, eles tratam isso que parece que tomaram choque, sabe? Eles veem isso como uma, ah, se a gente colocar isso na convenção coletiva, isso pode, eh, trazer dificuldade pro pro empregador, pro empresário na hora da contratação, porque o que a gente chama, considera politicamente correto, eles acham que é modo, tá? No cbro, quando a gente Estabeleceu a união civil estável,
olha, isso tenha tempo, veio consolidar na legislação 5 anos depois que já tava previsto no nosso acordo coletivo de trabalho, a questão da licença maternidade ampliando para 6 meses no cro quando o governo eh quando o Congresso, na verdade, né, legitimou isso através da de projeto de lei. a gente já tinha isso há quanto tempo no nosso acordo coletivo de trabalho? Então Assim, as empresas públicas elas são um pouco à frente nessa discussão de benefícios e de coisas que preservem, né, essa discussão da mulher de raça, de de gênero, eh a união estável do mesmo
sexo, porque não tinha isso. Quando a gente botou isso na pauta, a empresa, como assim? É porque os casais homossexuais precisam também ter a mesma relação estável que qualquer outro casal. E a gente foi foi até que conseguiu, né? Então assim, tem várias Coisas que na no serviço público a gente consegue lidar com mais tranquilidade. Demora um pouco, mas consegue. Na iniciativa privada é como eu falei, é uma área cinzenta que o empresário é assustado para ele, se tudo isso tiver na convenção coletiva, pesa na hora da licitação, pesa na hora dos contratos com os
órgãos públicos ou quem quer que seja o o contratante, entendeu? E aí, só que isso não é peso financeiro, isso é benefício, porque Inclusive isso traz segurança jurídica para eles também, né? Porque qualquer problema que haja na relação de trabalho é segurança jurídica, porque tá lá dentro da convenção coletiva, mas eles não têm essa compreensão. Então, torna isso na iniciativa privada eh mais complicado. Acho que Elon eh pode falar um pouco mais sobre isso, porque vivencia muito essa relação com com a iniciativa privada, mas a gente trouxe várias demandas Na no setor público que hoje
é pauta aí roda de conversa de boteco, é é no congresso, é projeto, é tudo que é essa discussão da Quando a redução de jornada tá chegando agora, muita gente perguntou: "A gente já vive às 40 horas, né? A gente já vive às 36 horas?" Eu disse: "Pois é, isso é muito forte para o comércio, para o setor de serviços". Mas por quê? Porque a gente já discutiu isso lá atrás. Então nós somos Precursores realmente de muitas pautas que hoje tá se tornando realidade pro restante do dos trabalhadores aqui no Brasil, que eu acho muito
positivo. Agora, a iniciativa privada continua com com esse perfil conservador, retrógrado, que acha que qualquer discussão dessa vai pesar no processo licitatório por contratante, quando na verdade isso não dá peso nenhum, isso é segurança para todo mundo. Depois a gente comenta sobre estagiário, Que eu vou ver se tem algo a acrescentar sobre essas pautas da iniciativa privada. >> Pera aí. Pessoal, voltei aqui. Eh, é assim, ó. Penso que a mentalidade do empresário, eles precisam ser estudados. Eu não consigo entender o que é que, como Lúcia falou, o que passa na cabeça do empresário. O empresário
ele quer aumentar o lucro dele a qualquer custo. Seja ele no direito trabalhista, seja ele porque tá vendendo mais, seja ele porque tá economizando mais, ele só tem que aumentar o lucro dele de que forma for. A gente já tem nosso nosso nosso cílio maternidade, nossa licença maternidade é de 180 dias. 6 meses para as mulheres. Beleza? Na mesma no mesmo acordo que eles tentaram, que eles acabaram e reduziram a OL de 15 a unidade de 15 para 100, fazendo que que a gente Reduzisse um reduzisse a nossa força, eles queriam também reduzir a abença
da maternidade para 4 meses. E fazme, galera, sabe quem estava sentado na mesa? diretores, mulheres de recursos humanos das empresas privadas, todas mulheres, inclusive. E chegou ao ponto de dizer: "Não, a gente também quer reduzir porque os empresários eles não concordam com licença maternidade de 6 meses, 180 Dias. A gente quer reduzir para 4 meses aí o sindicato da gente que nó nesse dia tava com duas e quatro cinco homens. A gente levantou se ela sabe, ó, a gente não vai discutir isso daí a gente não vai discutir e a gente leva da sala. A
gente vai dar um tempo para vocês e o presidente do do sindicato das empresas era um homem f assim: "A gente vai dar um tempo para vocês porque a gente se se Recusa a ter que conversar redução de licença maternidade aqui dentro." E a gente saiu da sala. Aí depois de um tempo de muito debate, a gente teve que a gente voltou paraa sala e eles abriram mão, porque a ordem do empresário era reduzir a licença maternidade e as mulheres, as diretoras dessas empresas defendendo a redução da cença maternidade para você ver como é a
mentalidade do empresariado, que é algo que precisa ser estudado. A gente apresentou agora, a gente conseguiu nessa última campanha o acompanhamento estudantil, que já foi uma vitória incrível nos últimos tempos. Então, o pai, a mãe que precisarem ir pra escola do filho, acompanhamento, ele tem aquele dia de tarde de folga. Agora tem que trazer um comprovante que estava naquela reunião. É quant vezes? Não são, se eu não me engano, são quatro vezes no ano ou são Duas por ano? >> Duas vezes por ano. >> Cada semestre, >> cada semestre uma vez. A gente pediu quatro,
né? Um semestre, primeira unidade, segunda unidade. A mesma coisa, terceira unidade, quarta unidade, pro pai e a ou a mãe, o familiar puderam acompanhar o seu o seu filho, sua filha. Eles disseram logo que não. Mas aí no final, com todas as argumentações, a gente conseguiu que fosse um dia, é dois Dias, um dia por semestre, um dia não, meio por semestre para que o pai ou a mãe, o responsável pudesse acompanhar seus filhos. Então, a mentalidade do empresário é complicada. Semana passada a gente atendeu uma empresa aqui que ela veio dizendo, vamos fechar o
acordo com vocês aí a gente já vai lendo, né? E aí tinha lá licença à maternidade de 4 meses. A mulher grávida e acidente de trabalho não participava de PRR, não era eleito Para fazer parte de PLR. Aí a gente teve que tem que conversar com a empresa, dizer, vamos lá, empresa que vai se afastar por acidente de trabalho, porque ele quis pro meu trabalho, mas durante o trabalho eu vou cortar meu braço, é aí eu não vou trabalhar. Então aí não é isso, gente. A pessoa se acidenta no trabalho, é acidente de trabalho. O
trabalhador ele não se afastou porque quis. Ninguém gosta de ficar em casa porque tá doente. Ninguém gosta de estar em casa porque sofreu um acidente. E aí a gente disse, ó, se não tiver a licença à maternidade de 6 meses e a mulher gestante, a mulher grávida que se afastou, assim como o trabalhador que se afastou por licença saúde, acidente de trabalho licença saúde, não tiverem no acordo de PLNR, a gente também não assina minuta de PLR, participação minutos e resultados. a gente não e como essas empresas precisam da assinatura do sindicato, Elas acabam cebendo,
porque tem ações na bolsa, tem que dar respostas aos acionistas. Então é uma força que a gente, a depender de como a nossa sociedade se comporte, a gente ainda tem essa força. Vamos supor que a sociedade ela ela mude a forma de pensar. Isso prejudica não só a gente quanto o sindicato que a gente perde força, mas também aumenta a precarização, pode aumentar a precarização Da nossa força de trabalho, que é essas visões que tem de liberalismo, entendeu? Vos cada um seja chefe de você mesmo. Você pode trabalhar por hoje eu tive um aluno de
manhã que ele tava defendendo o trabalho por professor, é justo que a gente trabalhe e ganhe por hora. Eu digo justo. Aí você pega, não é justo aluno. Nesse sentido, eu tô de mãos atadas. Vamos pensar junto aqui. Assim mesmo. Hoje você Tem força, você tá jovem. E aí, que que você vai fazer? Eu vou trabalhar até de madrugada, porque quanto mais eu trabalho, mais eu ganho. Eu tô ganhando por beleza? Amã, eu tô cansado. Mês que vem eu tô cansado. Porém, as nossas necessidades elas são porque quando eu porque estou trabalhando mais, eu vou,
obviamente, minha necessidade mudou para ganhar. Então, se ano de 20, se eu tô falando e 10 mais, eu tenho que um cashback, vamos dizer, eu quero ter um um ben obviamente o meu poder de compra vai aumentar e minhas necessidades vão aumentar. Antigamente eu comprava na CIA, agora na reserva porque eu tenho dinheiro. Porém, quando chegar amanhã você saio, mas você ganha por hora. Como é que você fácil de manter esse Padrão de vida, entendeu? Aí eu tava explicando para ele é professor, né? Não é bom não. Eu digo porque você tem força, amanhã pode
ser que você não tenha. E outra coisa, e se você ficar doente, como é que fica? E se você tiver cansado, ficar doente, tiver que ir para casa, quem é que paga aquelas horas que você não vai trabalhar? Como isso? Ele é professor, né? ou não deite, Porque a necessidade da gente muda. A necessidade, quando mais você ganha, sua necessidade vai mudando. Se você a, se você para de ganhar o queímetro, para de gir suas necessidades vão ficar lá em cima, mas os seus recursos financeiros não vão não vão acompanhar. E aí pensar fizer verdade.
Então a gente tem que tomar muito cuidado com isso, com quem a gente escolhe, né? Isso é muito importante pra gente, que às vezes a nossa geração às vezes é Muito imediatista. Cando aqui, então vou fazer isso, não vou fazer aquilo outro, não vou aqui para ganhar. Mas não consegue entender que no futuro é diferente. Agora a gente tá jovem, agora a gente tudo. É beleza, galera. consciência do do empresariado. No setor público, às vezes é mais fácil, não é que seja mais fácil, mas é mais comum, é mais assim, aceito essa visão de sociedade
a depender do governo, a Depender de quem esteja administrando o país. Beleza? Se você pega um governo progressista, ele vai permitir que essas pautas de racismo, de gênero, de qualidade de vida venham para os acordos coletivos. a depender do governo. Se muito governo tá poucoando, ele vai no senado a escala 7 por0 que já tem 41 senadores que ganham dinheiro público assinando a proposta para que a gente trabalhador trabalhe sete e fogue em um dia. E já Tem 41 eh senadores que tá aprovado, que estão lá assinando. E eu concordo. essas coisas que a gente
acha que, e eu digo isso para meus alunos, eu digo para vocês também, que eu vejo vocês como meus alunos, é o seguinte, a gente tem que pensar muito antes de voltar, a gente tem que conhecer cada um, porque éítica do pãozinho que a gente compra no mercado, a nossa ida na faculdade, a nossa entrada no que sal, Beleza? Isso é política. Isso é política e a gente tem que estar atento, viu? Pronto. Se deixar eu vou ficar falando aqui a tarde toda. Gost >> tá ótimo entrevista. >> Ele gosta de aprender comigo. >> A
gente pode encerrar com comentário aí sobre os estagiários. >> Comentou isso. Estagiários. Pronto, bem lembrado. Eh, >> pera aí, deixa eu estagiários, galera, o que é que tem a gente tem feito? Eh, aqui do sindicato, quando eu fui lá, comecei a dar aula na universidade, fui convidado para dar aula lá curso de tecnologia, viu, galera? Não em outro curso não, viu? Eu sou formado, a gente aqui do sindicato, a maioria da gente é da área de tecnologia e é formado em tecnologia. Então eu fui sou analista de temas formado pela Católica, mestrado em Engenharia de
software, Rita Susana, professora de vocês, é a minha orientadora e minha orientadora no doutorado também aí. Então tô vai dia de segundo, dia de quarto na de quarta-feira na UFBA. Então, quando eu fui paraa sala de aula, os alunos começaram a me dizer: "Professor, eu tô estadiando em uma empresa que não tem ticket. Eu tô estadiando em uma empresa que o ticket é R$ 9. Eu tô Estadiando em uma empresa que é R$ 25, que é R$ 20. Aí foi que a gente fez aqui do eu trouxe essa questão, essa pauta do dos estudantes da
Católica e disse: "Gente, embora melhor, vamos tentar conversar com as empresas para que a gente melhore a situação do estagiário, porque o estagiário hoje ele é o profissional de TI amanhã. Então bora tentar mulher de vida do estagiário". E a gente ficou dois anos negociando. E aí, né, já tem ali do estágio, né? que a gente conseguiu aprovar no ano passado que todo estagiário na área de tecnologia que for contratado por uma empresa de tecnologia é obrigé que as empresas pague para ele um ticket de refeição de R$ 25 dá quase R$ 600 no mês.
Isso foi uma vitória incrível para os estadiários. Então onde você tem gente na Solutes, na Cap Gem, na Openlab, da Jus Brasil, da Brasil, deixa Eu ver qual a outra empresa de Lernet, tem várias empresas de tecnologia hoje que já contrata, sabe que tem a convenção coletiva, sabe que tem essa cláusula, ela é obrigatória, ela tem que ser cumprida. Então ela já faz esse repasse para os estagiários. Então foi a forma que o sindicato, porque o estagiário ele tem legislação própria, mas foi uma forma que o sindicato achou de atender a esse futuro profissional de
TI, dizer: "Ó, seu sindicato existe, a Gente tá te vendo, a gente te conhece, a gente sabe das suas demandas. Então, no futuro, quando você virá o profissional de TI contratado via CLT, que você lembra do sindicato, ó, quando é estagiário, agora tenho ticket de refeição, ó, eu tenho licença maternidade de 6 meses porque tem um sindicato, eu tenho reajuste anual porque é o sindicato que briga por mim. Então vocês começam a ter uma outra visão do sindicato e dizer: "Poxa, Quando era o quando era estagiário, o sindicato já lembrava de mim. Imagine agora aí
tem gente que acha, galera, que e eles e e muit dos alunos da galera mais jovem não acredita. Quando eu digo, gente, a gente profissional de tecnologia, a gente tem reajuste salarial. Todos as empresas são obrigadas a reajustar o salário da gente. Professor é o sindicato briga por empresário Reajuste zero porque ele não vai aumentar o custo dele. Então pelo empresário é reajuste zero. Então a gente briga por todo mundo. A gente briga para poder ter um ticket maior, um salário maior, saúde de bha adequado, entendeu? Que atenda as necessidades, uma licença à maternidade, uma
licença paternidade, um auxílio creche, as condições de participação dos lucros e resultados, que não seja que não seja Viável para o trabalhador atingir as metas. Então tudo isso é analisado por pelo sindicato, entendeu? Mas os estágios, o que que eu faço? Quando eu sei que tem vaga de estágio, tem algumas empresas que mandam, conversam comigo, ó, tu tem essa demanda aqui de estagiário, aí eu digo manda esse, manda o currículo tal, currículo de cá. Então eu pego o link, mando pra universidade. Ó, universidade tem esse estádio, tem esse link aqui, ó. Compartilhe com os alunos.
Então a gente tenta fazer esse meio de campo quando as empresas, algumas procuram o sindicato para esse fim, que aí geralmente a empresa de fora que faz isso. E aí a gente faz essa intermediação mandando pra universidade. Ó, a universidade tem esse link aqui, pede os alunos para se cadastrar. Mas é desse jeito que a gente pode fazer pelos estagiários foi isso que é a questão do ticket. >> Pronto, galera. Só um comentário bem rápido que eu também fiquei curioso é em relação ao jovem aprendiz se vocês têm alguma remedicação, se inclui na CCT, porque
eles também vão ser, né, é muito, é o primeiro emprego de muitas pessoas, né, na área de tecnologia e possivelmente eu me formei no, por exemplo, em TI, né, quando eu tava fazendo ensino médio e tal e me trouxe paraa área para fazer a faculdade E tal. Da mesma forma teve vários colegas que inclusive na sala fizeram jovem aprendiz, né? e também possivelmente vão ser futuros eh empregados, trabalhadores. >> Eh, no que tange ao jovem aprendiz, a gente não tem nenhuma ação. A gente já teve no passado, quando a gente dava curso de qualificação dentro
do sindicato. A gente já teve escolas aqui de capacitação Do jovem, do jovem aprendiz, mas depois que a gente mudou a estrutura e tudo, a gente acabou com esse projeto e hoje não temos nenhuma ação quanto ao jovem aprendiz. Nós não temos. E também de uma coisa, geralmente o jovem aprendiz vem de ensino médium e aí vem de uma outra realidade onde o aluno estadiário já vem da universidade, então ou dos do dos SENAI Semantec ou dos cursos de análise e desenvolvimento de sistemas, o tecnológico e aí a gente consegue chegar Mais próximo deles do
que o aluno do ensino médio. Beleza, galera? Perfeito. Eh, ajudou, ajudar muito o nosso trabalho, com certeza, né? Várias perguntas. >> Hum. >> Vai ter apresentação em sala? >> Desculpa, não escutei. >> Vai ter apresentação? Vai ser semana que vem, acho que é quarta-feira. >> Quarta-feira. Ah, eu vou ver. Vai ser presencial? >> É presencial. É na sala. >> Vai ser no >> Oi. >> É do Oi. >> Tá sendo PP dois. No pas se no se ali do lado de arquitetura. >> Qual semestre? >> Ah, você é lá em cima. >> Qual semestre? >>
Vocês são que semestre, galera? >> É, eu tô no último. >> Eu tô no décimo. >> Ah, já tô no event para cair fora. >> É >> isso, viu? >> Olha aí situação. Tô mais fora do que, mas depois tem a saudade, >> mas com certeza você vai ser muito bem-vindo se você quiser ir, tá bom? Porque a professora também eh tá na luta, né, dos direitos trabalhistas. Ela Sempre se posiciona, já teve vários convidados também, né? Na última aula também teve um convidado, um convidado do sindicato, né, >> eh, na verdade ele era estagiário,
acho que do TST. Ele é advogado mesmo. >> Ah, entendi. Acho que eu me confundi. Aparecer ali no passo seis é 6:30 horário da aula e a sala é bem no primeiro andar. Assim entrou >> ali do lado de um uma secretaria onde Tem um uma janela de vidro. Tem como errado. >> Qualquer coisa eu eu falo com vocês se Rita me liberar, porque Rita tá pegando no meu pé. >> É, >> viu? vocês têm o meu WhatsApp, né? Qualquer coisa pode mandar mensagem que eu passo todas as informações. >> Mando sim, viu? Beleza, galera.
>> Muito obrigado. >> Muito obrigado, viu? >> Tchau, meninos. Obrigada Felipe. Brcado, a gente tá aqui à disposição, viu? Se vocês precisarem, conte com a gente que a gente tá por aqui, tá bom? >> Tá bom. Muito obrigada. Nada. Obrigada também. Boa sorte aí no curso.