As pessoas estão sedentas por serem escutadas. E se eu te escuto, isso vira um problema. Porque se eu te escuto a partir disso, eu faço com você o que eu quiser.
Inclusive eu vendo para você. Eu vivia numa vida muito corrida e sem tempo para cuidar de mim. E depois que a minha irmã faleceu, eu vivi algumas reflexões extremamente disruptivas e eu precisei cuidar de mim.
E isso eu faço muita questão de dizer. As pessoas acham que o meu, vocês acompanharam isso muito mais de perto, as pessoas acham que eu emagreci no último mês. Eu comecei meu processo de emagrecimento tem 10 meses.
Eu comecei, eu tomei a decisão de emagrecer no dia 17 de julho. Minha irmã faleceu no dia 16. E não era uma decisão estética, era uma decisão de eu preciso cuidar de mim.
Eh, obesidade e essas questões elas não são, elas têm um fundo emocional muito mais profundo. Então ali eu tomo a decisão de cuidar de mim. Ali eu tinha mais tempo para isso e eu acho também tempo é uma questão de prioridade.
Quando eu passei a priorizar, começou a existir tempo para exercício, para preparar minha comida, para ir no médico, coisa que eu não colocava tempo. Então tudo isso mudou, inclusive a carne que eu moro. Então mudou o o a minha forma de a minha manifestação existencial, estética, ela mudou, o meu entorno mudou, a minha vida mudou, mas a minha essência não mudou.
Essa não mudou. E talvez esse seja o o a grande é o grande paradoxo, né? Talvez, se eu posso chamar de sofrimento, eu não gosto de vitimismo.
Eu acho que a gente está no lugar onde a gente procurou estar e tá tudo bem. Eu não gosto desse vitimismo, mas esse é o grande paradoxo da fama. Sucesso é maravilhoso.
Fama é complexo. Sucesso é maravilhoso. Ser bem-sucedido em tudo que você faz, isso é maravilhoso.
E a pessoa mais simples do mundo, ela pode ter muito sucesso. Se em todas as funções que você desempenha ser bem-sucedido. Se você é um bom pai, se você é um bom esposo, se você é um bom profissional, se você é um bom cidadão, isso é sucesso.
Sucesso é maravilhoso. Fama é muito complexo. Por que que a fama é complexa?
Complexa? Porque ela te dá uma visibilidade e uma invisibilidade. Hoje eu tenho, hoje eu sou tão visível que eu sou invisível.
Eu sou tão vista e eu sou tão conhecida que as pessoas não enxergam mais Andreia. E isso, esse é o grande paradoxo. É tanta visibilidade que você entra na invisibilidade.
Mas no seu meio assim as pessoas enxergam Andreia em todos os lugares. Na sua casa. Não, na minha casa não.
Esse é o único espaço onde eu onde eu consigo eh eh ser enxergada. E de novo, eu não, eu não, isso não é um vitimismo. Eu, e aí hoje eu entendo, semana passada eu falando com uma grande celebridade, tive oportunidade de passar o domingo com ele e hoje, hoje eu entendo porque que as celebridades adoecem tanto.
Esse é um lugar muito pesado, porque e eu lembro de um vídeo do acho que do Jorge, né, do Jorge Mateus, que uma mulher veio tirar foto com ele, já veio chegando e pando para tirar foto. Vou tirar uma foto. falou: "Calma, eu vou tirar a foto, mas antes pergunta como é que eu tô.
Me dá boa tarde, pergunta se eu tô bem, me dá um abraço, depois você pede a foto, tá tudo certo, eu vou tirar a foto. " O ser humano desaparece no meio da função, entendeu? Uhum.
Então assim, eh, essa essência, então você falando assim, é, o que que mudou? Mudou tudo, só eu não mudei. E talvez esse seja o grande paradoxo.
E talvez por isso eu sofra. Há um ano e meio atrás, se uma senhora me abordasse na rua, aquela era a pessoa mais importante do mundo e eu ia estar ali o tempo que fosse necessário. E eu ainda continuo sendo essa pessoa.
Só que agora isso não pode mais acontecer, porque agora é numa escala de milhões. Não consigo. E quando quando você olha aquela Andreia ali, você olha assim com a com olhar de superação assim, ela aquela Andreia precisa est lá para mostrar o quanto eu mudei para melhor, né?
O quanto eu estou mais saudável ou você olha ela assim de uma forma que tipo, nossa, não quero nem ver assim porque eu não gostava do que eu era. Como que você olha aqui? É muito complicado porque vocês dois são muito danados, vocês são muito simples, mas talvez vocês fazem as perguntas mais difíceis e mais contundentes.
E aí por isso que eu choro. Então talvez aqui vai ser o lugar que eu vou chorar mesmo. E tá tudo bem se as pessoas meterem o pau do meu choro.
Talvez aqui seja o único lugar onde eu chore assim dos podcasts que eu vou. Quando eu vejo aquela Andreia, eu sinto muita vontade de dar colo para ela. Eh, eu tenho um amor profundo por ela, porque foi ela que me permitiu chegar até aqui.
Ali tinha uma mulher cansada, sofrida, que lutava com a vida 24 horas por dia, que sabia muito onde queria chegar e sabia o preço que ia pagar. Então, pelo contrário, assim, eu vejo os vídeos e e eu visito isso todo o tempo e eu tenho um amor profundo por ela. Assim, é alguém que eu sinto talvez em alguns momentos saudade, porque talvez ela era menos pressionada, menos cobrada.
De novo, não me vitimizo. É aquela frase do Homem-Aranha com grandes poderes, grandes responsabilidades, mas eu gosto muito daquela Andreia assim. E talvez por isso esses lugares são lugares que eu valorizo aqui na casa da minha mãe, porque nesses lugares eu posso ser Andreia assim que fala o que pensa, que é frágil, que também tem sentimento, que se cortar aqui sangra.
Então, talvez nesses lugares me seja permitido. As pessoas têm uma expectativa muito grande. Eu tenho visto isso na fama.
Muitos famosos, muitos se aproximaram de mim, talvez por achar que eu tenho algo a dizer, especialmente sobre saúde mental. [roncando] muitos. Incrível como as pessoas têm uma sensação de que eu tenho algo para dizer e como eu percebo o adoecimento entre essas pessoas.
É uma loucura. Mas hoje eu entendo porque que eles adoecem. É uma expectativa muito alta, é uma cobrança muito alta, é uma invisibilidade.
Você olha para um famoso X, você enxerga a função, você enxerga a novela, você enxerga as músicas, você enxerga, mas você esquece que ali atrás existe um ser humano que sofre, que tem mãe, que tem filho, que tem dores, que tem tristeza, que tem insônia, que tem depressão, que tem um hoje de manhã eu falava isso com uma pessoa que que um famoso lá que alguém meteu o pau nele num post dele, ele falou: "Andreia, para onde as pessoas estão indo? " Ele falou: "André, eu desisti de mostrar minha vida pessoal. Eu tinha um prazer de mostrar minha vida pessoal.
Eu amava fazer isso e eu fazia com maior carinho do mundo, André. Eu não fazia para aparecer. Eu ia para uma viagem, eu adorava filmar o palco, filmar as viagens, filmar tudo.
Ele falou: "Aí eu precisei entender que eu tinha que ser intencional, que eu postava uma foto com a minha namorada e eu recebia um monte de coisa, um monte de de de falas que me machucavam. As pessoas usam do ambiente virtual para se valerem de uma de uma de um anonimato e elas falam para você o que elas pensam. Elas não estão preocupadas de que forma que isso vai te assolar.
E aí as pessoas vão perdendo a naturalidade, vão adoecendo, vão se resguardando, vão se escondendo, porque elas não podem mais estar em ambientes públicos, elas não podem mais ser quem elas são, elas não podem mais. E aí? E aí essa esse jogo ele vai ficando estranho de negociar.
É, não é não é muito simples. O lugar o lugar da fama, ele é um lugar realmente muito sensível e que você tem que est cuidando da sua saúde mental o tempo todo, senão fica difícil. Pois é, [limpando a garganta] mandi.
Você você de alguma forma as pessoas te procuram, te vem como se fosse um um amparo, [roncando] uma uma colina forte, alguma coisa que elas possam se encostar. principalmente na saúde mental, porque é onde você mais se destaca, né? Não é mostrando a sua viagem da praia, são nos conselhos que você dá diariamente.
São conselhos que eh eu vou fazer uma analogia. Por exemplo, um lutador quando ele entra no ring ali, mesmo quando ele é nocouteado, que ele para de enxergar tudo ali na frente, o corpo dele consegue responder automaticamente porque tá treinado para aquilo lá. Mesmo sem ele consciência total, ele ainda consegue dar um golpe, agarrar o juiz e se defender de alguma forma inconscientemente.
Você é um lutador treinado para isso. Eh, a sua, o seu processo de emagrecimento, a galera acha que começou? Não, ele tem um tempo.
Você, você se preparou para esse, para esse corpo que você tá agora, [limpando a garganta] mas você se preparou muito mais para essa parte da saúde mental. Isso são décadas de de preparação, de trabalho, de estudo. E você percebe que as pessoas estão doentes e que você tá num mundo onde as pessoas se adoeceram mais pelo assédio, pela invisibilidade, mas inconscientemente você não tá muito mais preparado do que todas essas pessoas.
Mesmo quando você acha que você não tá se protegendo, você consegue perceber que você ainda tá muito mais protegido que a grande maioria. Ou não? O santo de casa não faz milagre nessa hora?
Sim, tanto percebo que eu virei referência para essas pessoas sem querer ser. É louco isso, né? Eu percebo sim.
Eu tenho mais estrutura para suportar isso. Que que incrível isso, né? Assim, talvez por talvez não, com certeza, né?
Pelo meu embasamento teórico, isso chega em mim de uma forma muito diferente. Eu falo que Deus é muito bom. Deus permitiu que as coisas acontecessem no momento certo.
Se isso me pega há uns anos atrás, isso teria sido o meu fim. Eu gosto muito da história do aquele que ele toca vira ouro. Como é que chamava aquele mito do Midas?
Tudo que Midas tocava vira ouro. Virava ouro. Isso é uma bênção, mas era uma maldição.
Ele não podia tocar a esposa dele. Ele não podia tocar os filhos dele. Ele não podia fazer ter afeto com as pessoas.
A fama e o dinheiro, se você não cuidar, eles viram prisão, eles viram uma maldição. O toque de Midas, ele parece ser maravilhoso, mas ele pode ser a sua desgraça. Eu vejo muita gente famosa onde a fama está tem sido a desgraça dessas pessoas.
O que poderia ser maravilhoso virou um problema. E aí as pessoas realmente veem isso em mim. Elas me vêm nesse lugar de acho que ela de alguma forma ela sente o que nós sentimos, mas parece que ela tem uma percepção diferente disso e ela pode nos ajudar.
E querendo ou não, realmente acabou que que isso fez com que as pessoas eh me buscassem. E é interessante, eh, até o Jadir tava falando isso, o menino da revista, ele falou: "André, é engraçado, de todas as revistas que nós fizemos, ele falou: "Eu estou surpreso o quanto a penetração da sua revista e o quanto as pessoas gostam e tem um carinho gigante, um respeito por você. Aonde eu vou levar a revista?
" As pessoas dizem: "Nossa, você escolheu muito bem. Ela é uma pessoa incrível, ela merece". As pessoas, elas têm uma sede atualmente por pessoas que realmente têm algo para oferecer.
As pessoas não me encontram para tirar foto. Se as pessoas quisessem só tirar foto, as pessoas querem conselho, as pessoas querem abraço, as pessoas querem contar o que tá acontecendo na vida delas, as pessoas querem terapia. O mundo tá tão sedento, tão sedento, por alguém que os ouça, que do zero ao 100 todo mundo quer a mesma coisa.
E talvez por isso meu discurso ele seja tão diferente. O Joel outro dia falou assim para mim, deixa eu te contar, você é uma anomalia. Você é uma anomalia.
As pessoas não gostam, né, do seu produto, né, das suas coisas. As pessoas gostam de você. Ele falou: "Eu eu vivi para avaliar anos de mercado.
Poucas vezes eu vi alguém com esse perfil que você tem. Você não é normal. As pessoas se ligam a você.
Por que que as pessoas talvez se ligam a mim? Isso não me faz ser vaidosa de jeito nenhum. Eu acho que qualquer um que plotar esse modelo, inclusive eu dou esse conselho, se fizer isso de coração, plota esse modelo.
As pessoas estão sedentas por serem escutadas. E se eu te escuto, isso vira um problema. Porque se eu te escuto, a partir disso, eu faço com você o que eu quiser.
Inclusive, eu vendo para você. Se eu te dou a sensação de que eu te escuto, que a sua vida me interessa, que a sua vida vale a pena, de que sua vida é interessante e eu me preocupo. Depois disso eu posso abrir um pit de venda que eu assertivo, hein?
Então, percebe o o tamanho do buraco. Então, o o Joel fala assim, Joel e outras pessoas, dos 8 aos 80 as pessoas gostam de você. Ontem eu fui numa comunidade rural perto de Uberlândia com Tomás olhar umas vacas.
A professora da comunidade rural descobriu que eu estava lá, mandou, parou a aula, mandou a Van buscar as crianças para as crianças irem lá na fazenda me cumprimentar e tirar foto. Gente, eu abraçava menininho de 7 anos, o coraçãozinho desse tava na boca de uma comunidade rural de 5000 pessoas. Eu falava: "Aonde que esse povo me conhece?
Aonde essas crianças me conhecem? As crianças me abraçavam: "Tia, eu gosto demais de você. Tia, eu te olho no celular".
Eu pensava: "Gente, como uma criança de 7 anos? " Mas as pessoas estão sedentas por serem ouvidas, compreendidas, não julgadas, amadas. E se você fizer isso, se você for de verdade, se você não for um personagem, hoje uma amiga minha lá do Mato Grosso falou assim: "Del, o povo aqui fica doido com você e às vezes seu vídeo fala assim: "Não é possível".
Ela fala assim: "Gente, eu como pão de queijo com a Andréia falando essas coisas. Ela é isso aí, ó. Ela corta laranja conversando esses trem que vocês estão vendo isso aí.
Isso aí para mim não é novidade. Ela é assim. E eu acho que talvez, talvez eu falo que eu tô tatiando esse negócio porque ainda não, ainda tô comecei o jogo agora.
Talvez essa seja a fórmula do sucesso atual. Se você quer fazer sucesso, seja verdadeiro.