Assista esse vídeo comigo. >> Meu pai tava trancando o cadeado assim da porta da igrejinha. Aí a mãe colocou a mão no ombro dele e falou: "Hoje não tem nada lá em casa.
Hoje não tem comida, não. Não tem um carocinho de arroz lá em casa. Pai levantou, deu alguns passos pra frente pra gente não vê-lo chorar, mas eu já era inteligentinho.
Eu olhei e vi os ombros dele fazendo assim. E sabia que ele tava chorando, só não queria chorar perto da gente. A minha mãe olhou para mim e fala: "Acho que Deus não mandou a gente aqui, não.
Foi polgação [música] do teu pai". E ela olha para mim, um garotinho de sei lá, 11 aninhos. E olha o que ela diz.
Eu fico preocupada nessa história, filho. É com a reputação de Deus. Eu falo: "Como assim, mãe?
A reputação de Deus, a imagem dele, como é que fica? " Porque ele que mandou nós. E outra, quando a gente pegou você para criar, Deus falou que você vai ser um pregador da palavra.
Como que você vai querer trabalhar para um Deus que não dá conta nem de sustentar seus pais? Au! Chegamos em casa, a mãe foi pro quarto chorar e eu fiquei na sala sem entender muita coisa e o pai foi pra cozinha.
[música] E de lá da sala eu escutava uns barulhos de garfo, faca, placa. E de repente meu pai grita lá da cozinha: "Bora agradecer". E eu falei: "Agradecer o quê?
" Senhor Todos domingos na casa dos meus pais eles faziam macarronada todo domingo até hoje. Aí o pai canta um louvor, um pedacinho de um louvor e come macarronada. E lá da cozinha eu escuto ele gritar: "Vem agradecer".
Cheguei na cozinha três pratos da mãe, o dele, o meu, branco, não tinha nada. E ele falou: "Vamos dar as mãos e agradecer". Pai levantou a cabeça e disse: "Senhor, meu Deus, aqui fala o Plínio, teu servo, que o Senhor chamou para trabalhar para si e prometeu cuidar de mim e da minha casa.
O Senhor sabe, Senhor, que todos os domingos aqui em casa tem macarrão com frango. E o Senhor sabe que a gente canta um louvor e depois come a macarronada. Eu tô orando hoje só para avisar que hoje não tem macarronada, então só vai ter o louvor.
Quando o velho começou a cantar, a campainha começa p p p. Sabe quando a pessoa tá com pressa, quer ser atendida? P p P.
Eu fui correndo pra porta. Quando eu abri a porta tinha um homem grande. Ele tinha um pacote na mão.
Desses pacotes da mão dele, saiu um cheiro que veio na altura do meu nariz e entrou pelas profundezas da minha alma. E ele perguntou: "É aqui que mora o pastor daquela igrejinha amarela ali da esquina? " E eu falei: "É, é, é sim.
Meu pai já veio saindo, a mãe também. Pois não, moço. E ele falou: "Olha, pastor, eu não sou evangélico, não.
Não tenho religião, nem acredito muito em essas coisas assim, não. Mas eu tava ali no mercado e eu senti uma coisa, eu senti uma coisa falando comigo: "Compra e leva pro pastor daquela igrejinha amarela lá da tua rua". Aí ele olhou para mim e diz: "Menino, eu não sou evangélico não, não sei muito dessas coisas, mas eu fui comprar um pacote de arroz, um pacote de feijão.
Eu trouxe aí comigo, mas a hora que eu tava pegando isso, essa coisa falou comigo assim: "Leve algo pronto, porque eles já estão assentados à mesa esperando. Vocês já almoçaram hoje? " E eu falei, ele pega aqueles pacotes, coloca na mão da minha mãe e diz assim: "A senhora, desculpa, o supermercado que eu estava não tinha muitas opções.
A única coisa pronta que eu encontrei foi macarronada com frango. Vocês gostam?