Aula eh inaugural e estamos felizes em receber o coronel Cândido Luqu, que é promotor da escola Escola de Comando Estado Maior do Exército e muito nos honra em fazer a sua exposição sobre o redesenho geopolítico mundial, porque nós estamos aqui na presença de um grande especialista em geopolítica. Eh, eu preciso fazer esse elogio, professor. E vamos eh ouvir a sua a sua exposição com muita atenção, tá? Eu gostaria de pedir que nesse primeiro momento eh todos nós eh fiquemos com as câmeras eh desligadas, né, para que a gente possa concentrar aqui na imagem do professor.
E ao término então da fala do professor, nós abrimos então espaço pras perguntas, pras considerações, eh, e, ã, o diálogo, então, né, que que se estabelece aí depois da fala do professor. Tá bem? Então, professor, Muito obrigada pela presença, é um prazer, uma satisfação e vou já de imediato então e passar a palavra, tá? Muito obrigada. Obrigado, professora Ana. Boa noite a todos. É um prazer estar aqui. Foi uma honra receber o convite aí da professora, né, e poder falar algo que para mim é é algo que eu gosto muito, né? Eu acho que a
geopolítica ela ajuda a procurar entender um mundo cada vez mais complexo, né? E a proposta hoje é instigá-los, né? trazer algumas coisas para se pensar e fazer um nivelamento, né, de conhecimentos. Para alguns, talvez a gente vai repetir coisas que já sabem, trazer novidades, talvez para alguns, mas é um novo olhar, né? Eu já começo a aula estigando pelo mapa, né? É um mapa onde a Europa não está mais no centro do mundo, né? Normalmente nós estamos acostumados a ver um mapa e esse é um mapa provocativo, né? Será que de um lado vai ficar
um bloco americano e do outro lado um bloco eurasiano? Né? Eh, e como fica a África, Que hoje tem uma influência muito grande da China? Temos lá a Antártica, né, que tá congelada, mas vai chegar um momento que vai descongelar paraa discussão. Então, como eh ficaria o mundo, né, e o e quem tá no centro ali é o Ártico, né, que tá sendo redescoberto com novas rotas. Então, eh, a gente vai tratar disso aí. Passando pro próximo slide, esse é o objetivo dessa nossa conversa, né? é que o poder ele tá sempre em movimento e
o que acontece é que o centro de gravidade geopolítico muda, né? Então o objetivo dessa nossa conversa é a gente compreender essa dinâmica, né, que ocorre e que vai influenciar eh as mudanças, né, que influencia as mudanças nesse nosso século XX. Mas eu vou eh me espelhar num um geopolítico brasileiro chamado Meiramatos, que inclusive dá o nome ao Instituto Meiramatos, tá lá da nossa escola, que tem um programa de pós-graduação, né, em ciências militares, né, aberto a civis e militares, né, como mestrado, Doutorado e pós doutorado. E Meiraos fala que quando a gente vai conversar
sobre geopolítica, para ter um entendimento das coisas, existem três pontos que ele fala que tem que se trabalhar. O primeiro é a geografia, o segundo é história e o terceiro é política. Então a minha aula, ela vai est alicerçada nesses três pontos: a história, a a geografia e a política. Então eu vou começar retraindo no tempo pra gente começar a ver como que se dá essa dinâmica geopolítica no mundo. Então vamos ver o próximo mapa. E eu volto aí lá no século XI, século X, aonde o hegemon Gênova e o centro de gravidade geopolítica é
o mar Mediterrâneo. Então, eh, Gênova, apesar de ser uma cidade, não ter um território, né, uma geografia de um país grande, é uma cidade, ela vai conseguir ter uma proeminência nesse espaço geográfico aonde numa visão ocidental estava a movimentação do comércio, né, E Gênova vai conseguir, Apesar de ser uma uma cidade, ser uma potência financeira e ela vai causar uma uma transformação que vai impactar toda a a geopolítica dessa dessa dessa época, né? ela vai conseguir fazer uma acumulação muito grande financeira e vai eh dominar principalmente o comércio nessa nesse nessa área. Então, nesse momento,
o centro de poder geopolítico está localizado numa mediterrânea. Mas vamos ver como é que isso se produz, qual é a estratégia da de Gênova. Próximo slide. Então esse é o espaço, né, que Gênova vai eh estruturar o seu poder. Ela disputava o poder com Veneza, né? E e Veneza vai perder essa disputa para Gênova, porque Gênova ela vai se utilizar de estratégias, né, para estabelecer o seu poder, né, e estratégias muito sofisticadas paraa época. Vamos ver como é que ela vai fazer isso aí. Então, Gênova, ela vai usar a estratégia de fazer o financiamento de
impérios. Então, ela vai utilizar o o crédito como ferramenta para projeção de poder. Então, eh as figuras que vão se destacar eh nesse momento são os banqueiros. E aí eu trago a uma primeira palavra pra gente começar fatores que são importantes no Redesenho geopolítico, é a finanças do Estado, como é que essa finança é é trabalhada. e Gênova vai eh trazer uma novidade importante, né, nessa nessa dinâmica de lidar com as finanças do do estado. Então, ela vai eh usar o crédito e vai junto aos grandes impérios fazer o seu poder através dessa organização financeira
que ela vai estruturar. Vamos ver como é que ela faz isso. Esse aí é um marco importante paraa história do capitalismo. Gênova vai trazer para as finanças o capital fictício. Nessa época, eh, a base do capital era material. E Gênova vai trazer uma série de novidades e o sistema vai gerar, vai circular sem a necessidade da base material, sem a necessidade do ouro, sem a necessidade da prata. Então, ela vai eh utilizar de títulos de dívida, letras de câmbio e outros instrumentos, né? Ali tá a figura de um banqueiro e de uma um letra de
câmbio para financiar grandes potências e principalmente uma que ela vai criar uma ligação muito forte. Vamos ver como é que ela usa esse capital Fictício com essa grande potência, né? E a outra coisa que vai começar eh a a a modificar o centro de gravidade. E o centro de gravidade, toda vez que ele muda, há uma possibilidade da mudança do poder, porque dois países vão ampliar esse mundo, esse mundo mediterrâneo, Portugal, Espanha, né? E o a potência que Gênova vai se ligar é a Espanha. Então não é à toa, né, que a Espanha vai se
utilizar de um genovês, né, com conhecimento, com a tecnologia dos barcos para navegar eh no Mediterrâneo para se aventurar a um outro espaço que é ao Pacífico. Então, Cristóão Colombo, né, vai levar as tecnologias de navegação que Genova domina para ajudar a Espanha a se lançar eh num novo espaço que é o espaço atlântico. Vamos prosseguir. Então, notem que eh a Gênova, ela não tem toda uma capacidade eh necessária para se manter no poder. Então, ela faz uma simbiose com o império espanhol. E aí nós falamos em comércio, finanças e aparece um outro aspecto aí
que é o poder militar. Então, Gênova, que não tem um grande poder militar, ela com essa aliança, né, com essa parceria com a Espanha, a Espanha ela oferece nessa estrutura de poder de Gênova o poder militar e traz uma outra palavra que a gente vai compondo o cenário de mudança, que são recursos. Gênova não tem recursos. Então, quem vai trazer recursos para essa estrutura é a Espanha. E Gênova tá administrando a parte de finanças. Então, a gente começa a compor aspectos importantes nessa estrutura de poder, eh, as finanças do Estado, dominar a tecnologia, né, os
recursos e ter capacidade militar, capacidade de defesa, além de dominar o comércio, as rotas, né, os os pontos de troca. Então, Gênova consegue fazer isso aí. Mas vamos ver o que que aconteceu a respeito disso. Então, Gênova nos traz, né, eh, pilares de inovação financeira, é, que muitos deles ainda se aplicam aos dias de hoje. Então, o o Egemon, o país que quer se manter eh na liderança da do protagonismo mundial, esses pilares da inovação financeira de de gênero ainda são muito atuais, né? Que é a especialização na área financeira, né? O uso do capital
fictício hoje, né? Ninguém quase mais eh usa o o o dinheiro, a nota, né? As moedas. Hoje nós vivemos mais do cartão de Pix, né? Isso começa lá em Gênova, né? E a gestão de dívidas estatais. Então, e isso aí é uma é importante, eh, e até hoje isso aí tem aplicabilidade. Vamos prosseguir. Então, Gênova deixa esse esse esse esse esse legado, né, da inovação financeira, que consegue fazer uma hegemonia sem ser um império. E ela inicia através da conexão que ela faz com a Espanha, se lançando juntamente, né, em parceria com a Espanha ao
Atlântico, o início de uma globalização precoce, né? Só que a Tecnologia de Gênova eram navios para navegarem no mar Mediterrâneo. E agora nós vamos para um mar aberto, onde a tecnologia ela precisa ser aprimorada. Vamos prosseguir. E aí o que acontece? Eh, há um movimento na Europa de expulsão de judeus dos países. Então, os judeus portugueses vão migrar para Holanda e os judeus da Antuérpia, por pressão espanhola, também vão para Mister Danã. E o povo judeu, até por motivos religiosos católicos, acabam recebendo os encargos de se lidar com dinheiro. Então, o povo do Judeu, ele
tem uma uma expertise no trato do dinheiro muito grande e vão se concentrar na cidade de Amsterdam, né? e a tecnologia eh genovesa de navegar dentro do mar Mediterrâneo já não vai ter eh tanta ação no Mar Atlântico. Os portugueses e espanhóis eh vão em busca de recursos, mas a Holanda ela vai se aventurar e vai começar a dominar a construção de navios para chegar a à Ásia, para chegar ao Oriente e trazer aquilo que era mais eh Importante na época, que eram as especiarias. Mas o problema da da inovação é o investimento, é como
juntar dinheiro. E aí vem teremos uma nova eh um surgimento de uma nova técnica financeira que vai modificar o o o a parte comercial do mundo. Vamos ver então qual que é a revolução, né? A Holanda vai criar a primeira bolsa de valores do mundo, ou seja, através de grandes empresas e as duas grandes empresas holandesas são as as companhias das Índias, né, um ocidental, outro oriental, aonde vai se começar a vender participações nessas companhias, sendo que o elemento vai ser dono e vai receber um papel que vai dar garantir que ele é um dos
donos da companhia, sendo que ele teria também a possibilidade de receber eh os lucros das movimentações dessa companhia. Então isso aí vai fazer que a Holanda vire o epicentro do capitalismo moderno daquela época, né? A bolsa de valores, ela é uma uma maneira de acumular Grandes quantias financeiras, né? e permitir o investimento na construção de navios, permitir o desenvolvimento de novas tecnologias. E com isso a Holanda começa a disputar o comércio mundial com Portugal e Espanha. E aí esses alices que eu tô eh montando, né, comércio, né, eh a parte financeira do do do estado,
a parte da sua defesa, o domínio da tecnologia e a busca de recursos. Só que a Holanda, nesse aspecto de recursos, ela ela é pobre, não é não tem recursos. Então ela não consegue manter esses cinco fatores de maneira satisfatória, mas ela consegue sobrepujar a Gênova. E Gênova ela ela também cai por causa da derrocada da Espanha em razão de dívidas. E aqui, como ela tava numa simbiose, uma aliança muito junta com com a Espanha, ela acaba também perdendo o seu poder financeiro e a Holanda passa a ser o novo hegemono, né, com essa inovação.
Então, a Holanda ela consegue com essa inovação da bolsa de valores juntar muito dinheiro, acumular muito dinheiro e passar a ser o hegemon do mundo. Nós vamos ver essa dinâmica como Ocorre, né? E notem uma coisa que é importante e também é muito e atual a Holanda ver a importância do controle dos checks, da geometria, né, do poder marítimo. Então hoje nós estamos vendo aí, né, estreito de Rus, né, os estreitos, canal de sue a entrada do canal de suez. Eh, e ela já enxergavam isso aí, que para se manter o comércio, eh, esses pontos
de estrangulamento, no caso, ela elencou aí o estreito de Malaca, né, eh, Cabo da Boa Esperança, lá das Ilhas Molucas, era essencial o controle eh da passagem do comércio, né, das rotas marítimas para se manter eh o fluxo comercial eh mundial, o comércio mundial. é uma coisa que a gente precisa saber. Ele basicamente é marítimo. Então, o controle das rotas e principalmente os pontos de estrangulamento no mundo são essenciais. Isso se aplica aos dias de hoje. Nós estamos vendo aí o que tá acontecendo ali no estreito de Orbus em relação ao canal do SU, que
impacta de uma maneira muito grande a geopolítica. Então, notem que é um novo redesenho. O Mar Mediterrâneo, que era o desenho inicial geopolítico, eh, deixa de ter a sua importância e o mundo passa a ser um mundo mais globalizado, Mas a Holanda ela tem um calcanhar de Aquiles, que é o problema de recursos, tá? E vamos avançar um pouco, né? E aí eu coloco três palavras, a peste negra, as guerras e a ovelha. E vou dizer por dessas três. A Europa sofre com uma pandemia grande chamada pestes negras e de guerras, guerras eh de duração
longas que vai ter um impacto na população europeia muito grande, muito grande. E aí um país que era essencialmente agrícola e esse país que eu estou me referindo é a Inglaterra, ela fica sem mão de obra e com grandes espaços eh livres. Então, a Inglaterra ela vai migrar de uma produção agrícola e vai começar a criar ovelhas de boas qualidades, produzindo uma lã de muito boa qualidade, né? A Inglaterra também ela vai criar a sua bolsa de valores, se movimentar e vai começar a investir na sua marinha, tanto naval, a naval, né, a poder naval,
como o poder da marinha mercante e vai começar a se lançar pro mundo e com a produção da da lã eh de uma qualidade boa, com a boa aceitação e Movimentando na bolsa de valores. E aí a Inglaterra começa a disputar com a Holanda o poder hegemônico. E a Inglaterra ela parte para dominar uma série de regiões do mundo. E como o calcanhar de Aquiles era a o recursos, a a o império britânico vê que isso aí é fundamental para que ele possa se manter no poder. E o grande diferencial que a Inglaterra vai se
colocar é quando ela domina a Índia. A Índia significa recursos, variedade de recursos e boa quantidade e mão de obra barata. Então, a Inglaterra se organiza na sua parte de finanças, ela vai ampliar o seu comércio cada vez mais e ela enxerga que esse comércio mundial, ela tem que ter interpostos em toda o mundo. É o, ela passa a ser o império aonde o sol nunca se põe. Então, ela consegue manter o seu comércio 24 horas funcionando. Ela tem uma marinha de guerra potente que defende as rotas comerciais em todo o mundo, né? Ela vai
ter eh o a tecnologia dos dos navios ingleses são as de ponta, a melhor marinha do mundo. E ela vai ter recurso, Coisa que a Holanda não tem. E aí o a Inglaterra passa a ser o novo hegemon mundial, tá? E ela vê também um outro aspecto que é o aspecto psicossocial. As negociações, os os negócios, todos eles têm que ser feito na língua inglesa. Então ela começa a difundir o inglês em todo mundo. Então para se fazer negócio, as pessoas precisavam aprender o inglês. Isso é um reflexo até os dias de hoje, né? Mas
vamos prosseguir. Então, a Inglaterra ela consegue ter um poder multidimensional. Ela tem eh o poder terrestre, né, principalmente caracterizado pela pela Índia e o domínio dos mares, né? Então ela consegue essa supremacia e essa combinação, né, da do poder eh naval. E ela também uma coisa que vai impactar, tá nesse momento ocorrendo a primeira revolução industrial, é a ciência tecnologia. E o país que vai dominar essa ciência, esse ciclo científico da Primeira Revolução Industrial é a Inglaterra. com isso aí, eh, ultrapassando a Holanda e passando a ser o novo hegemon do mundo, né? E aí
o desenho mundial é é muito mais complexo, né, com uma rede de comércio eh muito extensa, né, esse controle dess desses Recursos da Índia e mas eh a manutenção disso é cara, né, e os custos, né, a parte de finança, se não for controlada, o o egemon, ele pode eh claudicar. Vamos avançar. Então, o que que acontece? Nós temos a Primeira Guerra Mundial que vai enfraquecer a Inglaterra, que tem seu a sua moeda como referência no mundo. E começa um processo de transição hegemônica, aonde aparece a figura dos Estados Unidos. A Segunda Guerra Mundial eh
é um BAC paraa Inglaterra. E os Estados Unidos começa, né, em razão do seu poder industrial a criar da mesma maneira da Inglaterra uma marinha muito eficiente, vai passar à frente da Inglaterra, né, começa a dominar o o comércio, é um país com muitos recursos, ele se aproveita da própria idioma inglês que já tá disseminado pelo mundo, as redes de negócio para fazer os seus negócios. vai eh se espalhando, dominando eh o os entrepostos ingleses, vai assumindo e vai passando à frente. E temos aí, eu vou fazer agora um parêntese e vou tratar só paraos
senhores entenderem esses ciclos de tecnologias. Vamos dar uma olhada neles. Então, há um um um soviético chamado Contraevs que ele vai fazer um estudo. Na realidade, o estudo dele eh era parte mais da economia, porque Stalin queria um estudo para dizer que o capitalismo ia acabar. E contrav estudar, é um economista, ele vê que o capitalismo ele é senoidal, ele tem hora que ele tem crises, mas ele consegue se re eh reerguer. E ele, nesse estudo, ele consegue enxergar que a ciência e tecnologia impactam o mundo. Então, logo ali embaixo, vocês podem observar, ele levanta,
ele eh estabelece ondas da tecnologia. Então, a primeira onda, como já foi falado, foi a primeira revolução industrial que foi dominado pela Inglaterra e ela se mantém passa a ser hegemon. A segunda onda é é a Revolução Industrial, onde a Inglaterra também eh consegue se manter. A partir da terceira, os Estados Unidos entra na disputa porque o nós vamos ter ali a a eletricidade, então aquele elemento que saia com pressa do trabalho para ir para casa, porque ia escurecer, passa a ter luzes. Então ele dá para dar uma paradinha, né, num barzinho, conversar com alguém,
começa a ter atividades noturna, né, o o a parte sanitária vai ser enterrada, então eh o mundo começa a mudar, a pessoa chega em casa, pode fazer atividade à noite, pode ler, então vai ter encontros, teatros e vai Modificando a sociedade. Contrato viu isso, que a tecnologia muda e os Estados Unidos nesta briga com a Inglaterra, ele acaba dominando a terceira onda de ciência e tecnologia e passa a ser eh o novo hegemon. Um novo Gemon com dominando a finança, ele vai tirar a libra como moeda eh principal e a moeda referência do mundo passa
a ser o dólar. Ele tem recursos, ele tem capacidade de defender os seus interesses em toda parte do mundo. Então, ele tem defesa, ele domina as as ciências eh e tecnologias. Então, ele passa a ser o Gemon e inicia a quarta onda, né? E os Estados Unidos também, né? Vai dominar essa quarta onda Ford com o automóvel, passa a ter uma produção em massa grande, né? E os Estados Unidos se mantém no poder. Ele tá na frente na tecnologia. E aí vem o outro desafio que é a quinta onda, que é onde nós vamos entrar
na parte das tecnologias de informação. E aí os Estados Unidos lança um projeto que é o projeto Apolo. E o projeto Apollo ele vai investir muito dinheiro. E desse projeto Apolo vão surgir várias tecnologias da área de informação. E graças a a essa a essas essas pesquisas que o projeto Apolo faz, os Estados Unidos ganha novamente a liderança na tecnologia e se mantém com hegemon. Mas agora está se iniciando a sexta onda, né, que está em curso, que ainda não tá definindo quem é o líder, que é a Parte da inteligência artificial, da energia limpa,
da computação quântica. E aí aparece um um ator que está disputando isso aí. E dentro dos pontos que foram levantados, o domínio da tecnologia é fundamental. Então hoje a China ela disputa com Estados Unidos para ver quem consegue eh dominar esse ciclo. A os ciclos anteriores eu chamo praticamente da revolução motora. são as máquinas que passam a fazer as os trabalhos físicos do homem. Agora nós estamos entrando numa numva revolução que eu chamo de revolução cognitiva, né? A revolução é o seguinte: o que que nós vamos deixar a máquina pensar e fazer para nós, né?
E a revolução motora, ela invadiu as nossas casas, né? invadiu com máquina de lavar roupa, com microondas, com aspirador de pó, batedeira e a evolução cognitiva também irá invadir as nossas casas. Ela já está nos nossos computadores, já estão na nossos celulares e ela vai entrar dentro da nossa casa, eh, da mesma maneira que aconteceu com a revolução motora, só que agora é uma revolução cognitiva, né, que ainda não sabe exatamente como é que isso vai acontecer. E prosseguindo nessa análise, né, então o o os sistemas que eh que são cíclicos é basicamente acumulação financeira.
O poder econômico dá uma diferença muito grande para que os outros fatores, que Também são importantes, sejam avalancados pelo poder econômico. Então, cada ciclo teve a a sua eh inovação. O destaco do Gênova, o dinheiro fictício, o holandês, a bolsa de valores, o britânico, né, eh, dando uma uma agilidade muito mais na bolsa de valores, se espalhando pelo mundo e tendo a Índia como grande recurso eh para as suas necessidades, mas ele vai perder para o americano nos ciclos tecnológicos. o americano domina isso aí. As guerras também enfraquecem, primeira e segunda guerra enfraquecem a a
Inglaterra e o americano passa a ter a produção em massa, né? O dólar é é moeda de referência e ele domina a ciência e tecnologia. Prosseguindo, então, conectando esses pontos, né, e os ciclos econômicos, então a economia molda o poder, né? E os recursos são ciclos. E o que que acontece? A inteligência artificial é uma grande consumidora de energia. Para se montar o modelo, né, do chat GBT, tem que ensinar a máquina a trabalhar. Isso aí demanda muita energia. Então, nós estamos vivendo um momento que a e há é um vetor de geopolítica que se
impõe, então é é uma é uma geopolítica da energia, porque as as IA precisam de data center e esse data center precisa de energia em Abundância e barata. Então, nós estamos estamos vendo uma disputa para controle de pontos de energia, né? E aquele país que tiver energia, ele vai ter condição de estabelecer seus pontos de data center e dominar IA. E da mesmos moldes que os Estados Unidos fez na informática, ele lança o projeto Artemes. O projeto Artemis também tem como objetivo, né, produzir eh novas tecnologias com aplicação na IA, né? Estamos vendo agora recentemente
o lançamento aí da nave espacial para paraa lua, que é parte do Artemis. Artemis é da mitologia, né? Artemia e Apolos são irmãos na mitologia. O projeto Apolo deu a liderança na parte de informática pro americano e ele aposta que o projeto Artemis vai dar a liderança na parte de inteligência artificial. prosseguindo. Só que o centro de gravidade mudou, passa a ser a Eurásia. E com isso, né, nós estamos vivendo um momento de transição. Qual será o redesenho com a mudança do centro de gravidade geopolítico para Eurásia? Tá? Então, eh, isso passa a ser um
desafio geopolítico para o hegemon, que é o Estados Unidos. Prosseguindo, Então hoje, né, o novo ouro, né, eh é a parte energética. Então, hoje a energia e o poder estão muito lincados porque eh apesar do que se chamou de virada histórica, né, das energias limpas, né, eu faço ali uma provocação e o petróleo e o gás saem de cena? Será que saem de cena, né? Mas hoje entram aí as terras raras, né? E essas terras raras hoje elas são essenciais para tudo que a gente usa, nossos computadores, nossos celulares, né, os nossos carros, os equipamentos
de maneira geral. Ela tá muito a utilização dela. Basicamente nós temos aí três pilares. Quem domina a a tecnologia das terras raras é a China. Mas quem produz as máquinas para produzir os circuitos é a Holanda e quem faz a produção de circuitos é Taiwan. Então são três pontos aí nevrálgicos que ainda não eh não tem o controle do hegemon, né? Então o os Estados Unidos não consegue fazer a máquina de produção de chips. É isso aí tá centralizado numa empresa na Holanda. Mas a busca é energia e energia leva ao poder. E aí nós
temos ainda grandes reservas de gás e de petróleo e uma disputa para quem faz o controle disso aí. Prosseguindo, então nós estamos num um redesenho da ordem mundial pro século XX. Os Estados Unidos, ele ainda é o detentor da maior parte do comércio Mundial com 24%, mas a China tá se aproximando a 18. E notem a tendência da queda da participação americana e da do aumento do da participação eh chinesa. E a gente começa a entender o estarifaç de Trump, né, porque o comércio é e fundamental para se manter na hegemonia. E o problema das
eh das finanças do país. Os Estados Unidos tem uma dívida externa muito grande e ele precisa mexer eh nesse comércio, reorganizar e tá sendo feito a moda Trump. Então vocês começam a entender o porquê do tarifaço, o porquê do domínio de regiões aonde há energia. Uma delas é a Venezuela, né? É a maior reserva de petróleo do mundo. E essas tensões, essa rivalidade China que e Estados Unidos. Então a grande disputa hoje, apesar de muita gente tá focando na guerra do Irã, que mas na realidade a grande disputa mundial atual é Estados Unidos e China,
né? Porque o Irã é um grande fornecedor de petróleo paraa China e a China não vai ficar sem petróleo, mas se ela tiver um petróleo mais caro, seus produtos passam a encarecer e é comércio e quem tiver o melhor custob benefício, dominando a tecnologia que tá em disputa, que é a IA, e tiver mais energia, vai ter condição de ter um custo benefício no seu produto maior e aí ganha no comércio, tá certo? Mas nós temos também, né, eh, participando de desse, dessa dessa disputa, a multipolaridade dos emergentes, né, com o brick aumentando, né, então
eh as cadeias Produtivas em razão de se tentar manter a estratégica, indústrias estratégicas, elas estão ficando cada vez mais regionais, né? Então esse é o movimento que nós estamos vendo, a rivalidade Estados Unidos e China e essa tentativa, né, através dos bricks e de outras ações de dar uma multipolaridade eh no mundo. Prosseguindo, então a grande a grande disputa, né, a competição sistêmica que vai definir o século XX é entre os Estados Unidos e China. E aí eu levantei alguns aspectos. É uma ascensão muito facetada. Então a China ela tá tentando eh se estruturar nos
domínios econômicos, tecnológico, diplomático, militar, né? eh se espalhando pelo mundo. Hoje nós temos uma presença em termos de comércio chinês tanto na América do Sul como na na na Europa e principalmente na África, uma influência muito grande. A China ela tem uma visão eh de mundo diferente, né, e uma e e uma disputa estrutural. Ela tem um planejamento grande nos três atores. Uma coisa que eu gostaria de trazer é o plano da cultura estratégica dos três atores atuais. Então, os três atores atuais, apesar da disputa principal ser Estados Unidos e China, os três atores atuais
são Estados Unidos, Rússia e China. E eles têm cultura estratégicas diferentes, que vou tentar explicar rapidamente aqui. Os Estados Unidos, a cultura estratégica dele é o Etos. O americano ele precisa de uma bandeira para brigar, uma bandeira que pode ser a liberdade, a democracia, a dificuldade que Trump tá tendo agora em levantar uma bandeira da da luta contra a ameaça nuclear. O americano não tá aceitando essa bandeira, mas a cultura americana é tem que ter bandeira. Já o russo, a cultura dele é topos, é terreno. Ele precisa ganhar terreno. Ganhando terreno, o russo gosta. Então,
perda de terreno impacta para Putin e a cultura estratégica chinesa é o cronos, é o tempo. O chinês sabe lidar com tempo, ele sabe esperar o momento. Ele tá ali aguardando o Taiwan há mais de 70 anos, indo para 80 anos. Mas a China é a cultura dela é saber lidar com o tempo. Ele sabe lidar. É a cultura do cronomos. eh, passa os cursos constantes para atingir o objetivo. Então, a China sabe que Taiwan será dela, é uma questão de tempo e sabe lidar com isso aí. Então, guardem isso. É uma coisa interessante vocês
verem essas três aspectos dos Estados Unidos, o Etos, da Rússia o topos e da China o Cronos. prosseguindo. Então, esses são a os três vetores desse rearranjo que a gente não sabe exatamente como é que ele vai acontecer, mas hoje a segurança energética é fundamental porque a nova tecnologia que é a inteligência artificial precisa de energia abundante e barata e enfrentamos um um outro desafio que é a transição climática. Com isso aí, várias coisas Estão mudando no mundo. Uma delas que eu posso ressaltar são as novas rotas, né? Eu falo que o ártico eu chamo
de 2R. Por que o ártico de 2R? Porque Ártico é recursos e rotas. É o que tá se disputando lá. E é por isso que a gente começa a entender a o interesse americano na Groenlândia e nas ilhas lá do Canadá lá em cima, porque aquilo ali está defrontando com a com a Rússia e vai ser fundamental pro futuro essas novas rotas que tenham os o os produtos e é comércio, né? ficou mais barato, ganha no comércio. E a fragmentação que tá acontecendo na cadeia de valores, que cada vez mais o pessoal quer resiliência e
segurança e tá trazendo as empresas mais importantes para dentro dos seus países. Prosseguindo, agora, uma coisa que é fundamental, né, tá conversando com a professora, a geopolítica sem relações internacionais, ela não dá resultado final. Quem vai fechar, quem vai fazer os acordos é a relação internacionais. É importantíssimo. Eu coloquei algumas ideias aí. Então, as relações internacionais, ela vai ter que saber fazer a gestão da multoralidade competitiva, né? Como que ela vai usar a inteligência artificial nessas relações, Né? A diplomacia dos recursos, porque ela briga pelos recursos cada vez vai ser maior, porque energia é poder,
né? E a outra coisa é a gestão das instituições e enfraquecidas. hoje a UMC, ONU, né, a própria OTAN, eh essas grandes instituições eh internacionais, elas estão enfraquecidas, estão sendo questionadas, então a relação internacionais vai ter que ver como é que vai trabalhar com isso aí. prosseguindo. Então, os fatores que eu procurei levantar aqui, que o Egemon eh se preocupa, são esses aí, é o comércio, as finanças do país, a ciência, tecnologia e inovação, os recursos e a defesa. Então, o americano hoje ele sofre uma disputa muito grande com o comércio, com a China, né?
Ele está com as suas finanças, com problema, uma dívida eh externa muito grande, precisa resolver isso aí, né? no comércio ali, uma coisa que é importante são as rotas. E lá quando a gente lembra da Holanda, né, daquele checkpond, então o problema dos dos gargalos das rotas marítimas, o americano tá sofrendo com isso, tá tentando resolver o aula estreito de Ormo entrada do canal do SU também está problemática. Ele está numa disputa no senso e tecnologia com a China pelo domínio da IA, né, recursos. Os Estados Unidos, ele não é uma detetor de terras raras,
então por isso que ele busca terras raras, buscou lá na Ucrânia, veio aqui ao Brasil, né? E ele ainda tá muito Bem na parte de defesa. Mas fechando já a minha participação, né? Vamos prosseguindo, eh, falar alguma coisa do Brasil. O Brasil é um país que ele é detentor de muitos recursos críticos, né? botei o mapinha aí espalhado por todo todo tem uma biodiversidade muito interessante. Então o Brasil para esse novo mundo tá se desenhando, né, um país que tem recursos, né, tem energéticos e a energia é poder, ele precisa eh saber eh lidar com
isso. E eu levantei ali o quê? Nós temos que a inteligência artificial, nós temos que se desenvolver na inteligência artificial. A inteligência artificial hoje eu chamo os agentes de de IA, né? Estão nos investimentos, tem que entrar nas escolas, como é que a gente vai lidar? tem que entrar na na na defesa. Então, a a gente precisa buscar a liderança nessa parte de energia e tentar reduzir o nosso gap tecnológico nos demais países. Prosseguindo, então uma síntese, né, fechando aqui, né, a a hegemonia é um processo eh eh dinâmico, então, eh o o o país
não dá para parar. Então, os Estados Unidos ele tá vivendo isso com essa disputa com a China que a gente não sabe exatamente o que vai dar. E como eu fiz nessa aula aqui, análise histórica, né, e teórica Para se entender o mundo, é muito importante a gente às vezes voltar um pouquinho, ver o que aconteceu, porque muita coisa é é ciclo e torna a acontecer. E os desafios futuros, né? Então esse problema da climático, as transformações, a Iá vai mexer e vai mexer no cognitivo, né? Que é eh é é altamente preocupante como é
que vai ser isso aí, como é que vai ser a ética, como é? Porque aí ela responde a a pergunta. O mais importante não é a resposta, o mais importante é qual pergunta que eu vou fazer aí, né? Como é que eu como é que hoje, né? Já tô com uma turma aí. Como vocês estão de engenharia de prompt? Como é que vocês sabem montar um prompt e perguntar aí a o que fazer? Se não souber fazer a pergunta certa, a resposta certamente será errada. E para fechar a minha participação, né, minha conclusão, né, aproveitando
até o nome do curso que é geopolítica, geopolítica uma realidade, né? Eh, não é um não é algo abstrato. Ela tá ela entra na nossa casa, ela muda, né? tá lá na hora de botar a gasolina, o preço altera e isso aí tem relacionado lá com o fechamento do estreito de orgulho, as relações eh internacionais, cada vez mais a importância da diplomacia e defesa atuando junto. A solução não pode ser militar, né? A diplomacia ela tem que ter ação prioritária, né? E a defesa? A defesa é o suporte da soberania do país. O país precisa
se manter soberano para poder eh ser o protagonista no mundo. Em termos de defesa, não há soluções a Curto prazo. Então, eh o exército alemão resolveu mudar, aumentou e os as a as as, vamos dizer assim, os resultados dessa mudança vão acontecer daqui a 20, 25 anos. Então, defesa não se acha que vai resolver logo. Então, o país, nós estamos com a nossa defesa eh fragilizada e é um processo que vai demorar até se resolver isso aí. E e terminando, agradeço aí, muito obrigado pela atenção e me coloco à disposição aí para alguma dúvida, alguma
pergunta. Foi um prazer eh poder me direcionar a todos aí de uma maneira bastante rápida, né? Mas eu acredito que possa ter estigado e ter dado uma nivelada, um contexto aí pro curso que vocês estão iniciando. Muito obrigado. Muito obrigada, professor. Eu não posso deixar de lhe agradecer e de elogiar a sua tão objetiva e clara apresentação, né? Não é uma tarefa fácil trazer essa visão processual, combinando todos esses elementos, eh, que para nós aqui no nosso curso eh são centrais, tá? As relações internacionais, a geopolítica, a defesa nesse pilar, né? Eh, nesse triplo pilar
que é a história, geografia política. Então, eu preciso realmente lhe agradecer e dizer que a sua apresentação foi brilhante. porque nesse Curto espaço de tempo nos deu uma visão profunda e ao mesmo tempo muito clara desse processo, né, que que necessariamente tem que ser revistado para explicar justamente essa profunda mudança, né, essa transição que nós estamos hoje acompanhando e precisamos acompanhar justamente com base em fundamentos muito sólidos, né, para que possamos produzir uma explicação eh coerente, né, desse desse desse panorama bastante complexo aí que nós estamos presenciando. Bom, eh eu não quero eh me estender
e já de imediato abro eh a palavra aqui ao público, né, os interessados em eh levantar questões ao professor. Eh, eu não sei, professor, se o senhor tá acompanhando aqui o chat, mas são agradecimentos, né, elogios aqui a sua a sua apresentação. E bem, vocês podem, vamos fazer em bloco, tá? Eh, vamos fazer primeiro aqui o levantamento de três questões e isso ajuda um pouco no nosso tempo e na organização aqui da resposta do professor, tá? Quem gostaria de iniciar pode ser pelo chat ou podem também abrir o microfone e fazer a sua pergunta, tá?
Fiquem bem à vontade, gente, tá? professor tá aqui contribuindo conosco paraa nossa paraa abertura dos nossos debates, né, já trazendo uma série de Questões aí que instigam e instigam muito. Anderson, por favor. Boa noite aos colegas, boa noite aos professores, ao professor também pela exposição. Parabéns, né? Acho que é sempre difícil, como a professora disse, fazer uma uma síntese tão grande, né, de tão longo período, né, para conseguir chegar. Eh, e a minha pergunta no sentido, professor, eh, eh, na final da exposição, num sistema em transição, eh, onde se tem, né, acho que, como você
colocou, os vetores, né, quais são os desafios hoje para o Brasil nessa nessa transição? Acho que isso é uma pergunta que vem sendo colocada cada vez mais nesse nesse momento em que eh digamos a estrutura que nós conhecíamos pós 45, né, ela vem se se desfazendo, né? Muitos dizem que inclusive já, né, já tenhamos que pensar em uma outra, uma outra forma de organizar esse sistema, essa estrutura mundial, porque aquilo que se tinha organizado já não corresponde mais à realidade, né, dos países, das da forma como o mundo hoje se se eh como funciona, né,
e como as coisas eh nos últimos 80 anos andaram. Então, a pergunta é nesse sentido, qual os desafios do Brasil, eh, olhando para esse percurso, né, colocado com esses com esses pontos e com esses eh eh vetores que são importantes para qualquer país se posicionar no mundo, como que nós no Brasil podemos nos pensar, né? Acho que esse que é o grande momento e desafio também para nós. Tá certo, Andre? Boa noite. Muito obrigada. Eh, eu vamos ver se tem mais alguma questão aqui para nós vamos aproveitar o máximo, professor. Então, vamos, deixa eu ver
aqui se tem mais alguma questão. Senão eu dou encaminhamento então para paraa resposta. Eu acho que Então, vamos lá. Muito obrigado, Anderson, pela pergunta interessante, né? Eu vou responder usando geopolíticos, né? Então, o primeiro geopolítico que eu vou usar é Mário Travaços, né? Então Travaço fala que o país ele precisa eh, por exemplo, se vertebralizar. Que que vem a ser vertebralizar, né? Eh, nós temos que ligar o país, né? o usando outro um sinal político, Golberi, nós ainda não conseguimos integrar efetivamente o nosso país. Mário Travasso, ele falava que nós tínhamos aí eh dois desafios.
O primeiro desafio era juntar as duas grandes bacias que existem no nosso bloco, que é a bacia amazônica e a bacia do prata. E a outra eh, nós temos que ter condição, isso tá em andamento, de usar os dois oceanos que banh o grande bloco, né, que é o o é o Pacífico e o o Atlântico. Então, o país tem que ele tem que se integrar. Isso é uma coisa importante. A outra coisa, nós temos que, vendo aquilo que eu falei sobre as finanças, nós temos que ajeitar a nossa economia. Nós temos vários problemas fiscais
a serem resolvidos. né, eh, a educação, né, que precisa melhorar. Então, eh, a nossa parte eh da infraestrutura portuária nossa, lembrar que comércio internacional é mar, né? Então, nós temos que ter uma marinha mercante por gente, temos que ter uma marinha naval que dê segurança a isso aí. Então nós e e a educação eu considero fundamental, porque o povo esclarecido, ele vai começar a entender eh a importância das coisas, né? Por exemplo, hoje uma das coisas que é muito eficiente no nosso país é a educação financeira, né? Eh, foi falado aqui na apresentação, eh, a
importância de de bolsa de valores. Quase ninguém no Brasil sabe como é que funciona, por que que é importante a participação do cidadão numa bolsa de valores, porque ali que ele vai colocar um dinheiro que vai para investimento e e o desconhecimento faz que a pessoa tenha medo, não perca dinheiro, aplique sem saber. Então, o Brasil ele primeiro tem que se organizar eh internamente, tá? E fica cada vez mais difícil porque nós vivemos um momento de polarização e para essa organização teria que ter uma uma união maior. Então, num primeiro nível é a organizção eh
interna, a parte fiscal, a nossa parte de economia, tá? a nossa dívida tá Crescendo também muito grande, acertar a nossa educação, investir em tecnologia, né, saber explorar eh de maneira eficaz o o os nossos recursos. E num segundo ponto, né, nós temos que nos acertar aqui no grande bloco americano, né? O Mercosul não caminha, não conseguimos caminhar com o Mercosul. E é o que eu falei que uma das bases é geografia. Bolívia sempre vai ser nosso vizinho, né? Eh, a Argentina vai ser o nosso vizinho. E nós temos que ver no nesse comércio, né? O
Brasil, por exemplo, o comércio da linha branca, quem vai comprar, quem vai comprar eh geladeira brasileira? O americano vai comprar, o europeu vai comprar. A linha branca a gente vende aqui. Então, a gente tem que saber organizar melhor o comércio regional. Então, eh, a o acerto do Brasil, no meu modo de ver, ele tem que ser, eh, em círculos, né, concêntricos e aumentando, se reorganizar eh internamente, se acertar com os vizinhos, né, poder ter uma ação, um protagonismo regional e aí com uma base do protagonismo regional eh partir para a o protagonismo internacional. E aí
a importância da nossa diplomacia, né, no mundo e saber se posicionar quando há uma disputa muito grande, né, de de de poder, né, a gente lembra, vamos lembrar de Barão do Rio Branco, a nossa a nossa a nossa diplomacia, ele Rio Branco, falava assim, tem que ser pendular, né, porque Se a gente tomar uma posição eh de maneira errada no momento de transição, então o momento de transição é um momento que a gente tem que estar ali numa uma posição que a gente vai se posicionando eh de acordo com os eventos e não podemos ter
eh como é que eu vou como é que eu vou me expressar? Não podemos ser tempestivos numa decisão. Então eu acho que a solução pro nosso país é primeiro a gente olhar para nós resolvermos nossos problemas na área econômica, na área de educação, na área de saúde, podermos juntar eh esforço com os nossos países vizinhos, termos um protagonismo regional consistente e aí sim partir para para pro mundo, né? Porque sem a educação, sem a organização do país, sem conversar com nossos vizinhos, sem ter uma estrutura regional, a gente vai ter muita dificuldade eh em ter
um protagonismo internacional. Muito obrigada, professor. Eh, mais algum inscrito para fazer perguntas? Eh, então quero aqui eh eh também anunciar a presença do nosso professor, né, o professor Paulo Vicentini, aqui prestigiando a palestra do professor Cândido. E professor, a sua câmera tá desligada, mas pode pode Pois é, Pode fazer a sua a sua intervenção. Eu não sei, não sei o que está acontecendo. Tão me ouvindo? Sim, sim, tô ouvindo, tô ouvindo, professor. Ah, tá bem. Ela, eu tô clicando, ela não abre. Eh, não. Eh, eu acho que não complementando essa, essa, eh, pergunta anterior, né,
eh, e a resposta que foi dada do nosso entorno estratégico sul-americano, né? E ah, eu acho que também eh os nossos eh alunos eles necessitam muito também conhecer os geopolíticos brasileiros, né? E nós temos hoje, eh, vamos dizer assim, um um entorno alargado que, para o outro lado, inclui o Atlântico Sul e, né, a nossa relação com a África, né, que também, vamos dizer assim, é um é um é um capital político, né, o geo geopolítico que que o Brasil eh pode ter. A África é um continente em expansão eh econômica, é um continente em
expansão populacional e é um local de disputa que ainda não está, vamos dizer assim, eh dominado, né, eh plenamente por nenhuma potência. Então, eh, o Brasil, eh, como é que o Brasil poderia, né, nessa, nessa nossa visão aqui nesse mapa, né, nós ficamos afastado da, eh, da África, mas ela tá muito próxima, tá? Ela tá muito próxima. Como é que o senhor vê eh essa essa possibilidade de exploração, né, de de relações e que isso aí dê ao Brasil, vamos dizer assim, eh um entorno para suas duas margens, a margem terrestre ocidental e a margem
marítima oriental Com, né, não só o mar, mas eh um continente amigo, vamos dizer assim, que está do outro lado. Obrigada, professor Paulo. Eh, eu almocei com professor, né, e eu tenho dado aula para cadetes do do West Point, né, e falei pro professor que eu tenho feito normalmente uma analogia do que o americano acontece no americano e o que acontece no Brasil. Então, quando o americano, né, o geopolítico americano lançou o destino manifesto, muita gente falando a caminho do oeste, muita gente achava que o oeste era Califórnia, mas o oeste que o americano enxergava
era chegar lá na Índia, né? Não é à toa que tem uma ilhazinha no meio do Pacífico que o americano chamou de middleway, que é metade do caminho, né? Então, geopoliticamente falando, eh, não existe fronteira com mar. A fronteira tem que ser buscada além. Então, o Brasil, né, ele tem que buscar e ele tem eh ligações com a África, né, e mas ainda estamos muito muito muito eh como é que eu vou falar assim, muito incipiente, né? Temos algumas eh vocês devem olhar ver durante o curso, chama zooacas, né, que é seria um instrumento para
nós nos aproximarmos da África. Temos a vantagem de alguns países africanos que falam o português, Né, Angola quando declarou a independência, o país, o primeiro país a reconhecer Angola foi o Brasil. Então, nós tivemos missões de paz naquela região. É um local, como o professor falou, ainda em disputa. A China tá na frente, mas nós temos ali espaço para o Brasil, né? Então temos que temos alguma presença, mas de maneira muito incipiente, é em BRAPA ajudando lá. E a gente tem que fazer o comércio, temos que buscar o comércio. Daí a importância, novamente eu falo,
das nossas relações internacionais. né, na presença, temos uma diplomacia mais assertiva junto aos países, né, procurando fazer negócio, estabelecer negócios, levando eh instituições nossas para aquela região, fazendo maior intercâmbio com o os países. Não, fronteira marítima ela não existe. A fronteira tem que ser um algo terrestre. Então, o Brasil, esse desafio de cruzar o o Atlântico e chegar na África é é também é fundamental. E dentro que o professor falou, talvez seja o continente que a gente tenha mais espaço para chegar, influenciar e ajudá-lo, né? A gente pensar em fazer isso com Estados Unidos, com
a Europa, é muito mais difícil. com a África. Nós temos eh ligações históricas, temos espaços e é uma grande oportunidade. O Brasil tinha que enxergar isso de uma maneira eh de uma maneira mais assertiva com políticas públicas, né? a montagem Das políticas públicas tem que ter o entendimento geopolítico. Hoje, algumas empresas já têm, além do céu, nós já temos especialistas em geopolítica para as decisões. Então, a gente talvez tivesse que ter eh um assessoramento geopolítico às decisões governamentais para entender e termos políticas públicas mais eh voltadas pro continente africano, que é um local que ainda
tem muito espaço e o Brasil pode ocupar esses espaços. Muito obrigada, professor. Bom, ã, eu não sei se tem mais alguma questão, ainda não apareceu no chat, mas o professor Leonardo tem. Professor, por favor. Obrigado, professora Ana. Eh, professor Luquês, mais uma vez uma satisfação, eh, realmente tê-lo aqui conosco. Muito obrigado, né, pela eh maravilhosa, eh, apresentação. Eh, e a minha pergunta vai um pouco tentando costurar eh as as questões levantadas nas perguntas anteriores. Então, com um ponto que me parece ser um um dos dos pontos altos da sua palestra, professor, que diz respeito justamente
ao ao eh ao lugar do poder econômico, né? O poder econômico, Moldas geopolíticas, relações internacionais, como o senhor disse, né? E pensando nos desafios brasileiros, né? eh eh pensando justamente h as estratégias necessárias em meio a essa multipolaridade eh de concorrência, né? Eh, pensando justamente no entorno estratégico brasileiro ampliado, né? Não apenas eh o núcleo duro, né? América do Sul, mas ampliado, como o professor eh Paulo Vicentini comentou. A minha a minha questão eh professor seria a seguinte: como fazer então quando a gente tem eh em grande medida o poder econômico no Brasil eh justamente
desinteressado ou olhando, né, para outras estratégias e não justamente essas que a gente considera serem, né, eh eh importantes, né, diante dessa inserção menos subordinada, por assim dizer, nessa multipolaridade. né? Eu tô pensando aqui no poder, principalmente no poder financeiro, né? Nos poderes também eh dentro do poder, do grande poder econômico, eh o agronegócio, setores industriais associados a esse poder financeiro, né? Então, como como o senhor enxerga, né, e essa eh o caminho para essa estratégia, né, pela via do Estado, né, o o o senhor trouxe, né, a Questão da justamente da diplomacia como uma
ferramenta fundamental. Então, tô pensando justamente eh eh no papel do Estado nesse sentido como como um elemento central eh diante dessa, né, desse poder econômico, eh, que justamente eh eh olha, né, para outras eh para outras prioridades, para outros para outros caminhos que não justamente o de privilegiar o entorno estratégico, sabe? Então, queria, enfim, ouvir um pouquinho o o senhor a respeito disso, professor. Obrigado. Obrigado pela pergunta, professor Leonardo. Eh, é importante, né, eh, eu dou aula num curso que chama-se curso de política, estratégia e autoadministração do exército. E o nome do curso, exatamente, ele
fala o quê? Que nós temos que ter política, que a política é o que fazer. a estratégia de como fazer e a autoadministração, ou seja, a governança, né, e a gestão daquilo que foi definido. Então, a o papel do Estado, né, e é um problema que nós temos no Brasil, eh nós temos que ter as políticas definidas, o a direção tomada E isso tem que tá explicitado para que as decisões e eh a nível de governo sigam essas essas essas políticas que eu vou dizer assim que são aliam a nível estatais umas políticas mais a
longo prazo. Um dos grandes problemas que nós temos é a troca do direcionamento que ocorre há 4 a 4 anos. Nós temos que ter uma política mais de estado, né, mais centrada, dando exatamente a direção a seguir, estratégias também eh explicitadas, né, documentadas. Era um problema, por exemplo, que a defesa sofreu muito tempo, não sabia para onde ir, porque nós só tínhamos único documento base pro que fazer, era a Constituição. Uma das coisas que foi um avanço na área de defesa do país foi ter uma política nacional de defesa, uma estratégia nacional de defesa, né,
para direcionar o esforço, né, e independente da troca de quem tá gerindo isso, seguir essas políticas. Então, a gente precisaria isso em todas as áreas. A participação do governo é da sinergia ao movimento. Então, hoje a nossa economia muitas vezes está direcionada a interesses próprios e não a interesses de estado. Por nós não temos aí uma política eh firme estatal que dê a direção. Então, eu acho que falta pro Brasil seriam mais políticas de estado e não ficarmos somente em políticas de governo, que são Muito mais eh temporárias. né? E elas elas teriam que seguir
mais ou menos uma direção, apesar eh de da gente ver, por exemplo, eh algumas mudanças a nível de decisões de governo americano, mas a gente vê que há uma direção que sempre sendo, seja democrata ou seja republicano, é seguida, né? Cada um com as suas peculiaridades, mas o o a direção geral ela é mantida. Então, eu acho que a gente precisaria ter eh mais políticas estatais e políticas que dessem, né, a liberdade, eh, a participação eh das empresas, da sociedade. A, o governo não pode engessar, não pode, eh, cortar a a as iniciativas, porque hoje
o mundo ele é, como eu falei ali, ele é muito muito facetado. Não dá para, não dá para dar formato, né? A o a multidisciplinaridade, a variedade de opiniões é o que faz surgir a inovação. Então a gente tem que ter a direção geral uma liberdade para que todo mundo siga nessa direção. Então eu acho que o Brasil ele ainda falta ainda uma políticas de estados mais consistentes em todas as áreas, não só na área econômica, né? política para que a gente pudesse avançar de uma maneira eh tendo uma direção firme, certa a seguir. Acho
que ainda falta isso ao Brasil. a gente ainda tá com muitas Decisões que muitas vezes atendem a interesses particulares e não a interesse do estado, ao interesse do povo brasileiro. Muito obrigada, professor. Então, eh, eu vou aqui ler uma última pergunta, né, em função aqui do nosso tempo, que é do Rodrigo. Prezado professor, até que ponto a expansão de escolas internacionais, centros binacionais e currículos estrangeiros no Brasil expressa uma escolha soberana de internacionalização ou revela a permanência de estruturas históricas de influência norte-americana na formação econômica, política e educacional do país. Muito obrigado, Rodrigo, pela sua
pergunta, né? E a gente vai entrar aí na parte psicosocial, né, que influencia a a as pessoas. E eu comentei que a gente passou por um uma revolução, ainda passa, né, e vai acrescentar cada vez mais a motora e agora entrando numa cognitiva. Mas eh isso que você tá falando a respeito da das escolas internacionais, há o interesse dos países em eh divulgar sua cultura, né? Então, nós não temos Hoje no Brasil não só eh estruturas de colégios do Estados Unidos, já tivemos uma presença grande também de eh de escolas francesas, né? E agora nós
estamos tendo aí o aumento cada vez maior dos institutos Confúcio, né, com escolas chinesas. E e hoje, né, nós vivemos um mundo aonde a narrativa é mais importante que o fato, né? Se a pessoa acreditar na narrativa, é mais importante que é o fato. E a visão, eu dei uma explicação rápida aqui da cultura estratégica do de do dos Estados Unidos, da China e da da da Rússia. Então, há o interesse de países em realmente ter uma influência, passar a sua cultura até para fins de entendimento ao ao país. Eu acho que e isso aí
é um processo que ocorre no mundo todo. Eh, como eu respondi lá pro professor eh Leonardo a respeito da do que seguir, se nós tivermos políticas consistentes de como tratar a educação, né, eu acho que eh havendo aí o bom senso nesse nesse trato com as escolas, eu acho que é interessante que a gente veja eh a perspectiva de outros países, mas a gente tem que ter aí um certo controle eh disso aí, mas realmente ente vai causar uma uma influência e a Influência, né, ela ela ela a influência cultural é importante. Quando Obama foi
a Cuba visitar a Cuba, diversos assuntos, uma das coisas que ele colocou lá é que na ida dele a Cuba tinha que ter um show de rock, né? Então, eh, muita gente perguntou: "Mas para que que o presidente tá querendo botar um show de rock na é para mostrar a cultura. americana, né? Eh, a e hoje a gente lembra de Samuel Hampton, né? eh que a com que ele fala sobre o problema das civilizações e muitas vezes eh a visão eh não compreendida eh leva a choques. Então eu acho que é importante a gente ter
um controle, mas eu acho que é é natural que haja essa troca aí, mas sempre os países mais poderosos vão tentar impor a sua cultura, a sua influência. foi o que a Inglaterra fez quando impôs o inglês para fins de negociação. Isso fez com que todo mundo eh eh pelo mundo estudasse inglês. Isso é uma é uma praticamente hoje um profissional que não domine o inglês, né, de maneira fluente, ele tem dificuldade tanto na área de educação, na área de negócios, né? Porque no mundo do negócio, até hoje a influência é a influência inglesa da
do do idioma. Então tem essa parte da influência, sim. Eu acho que ela só não pode ser exagerada, né? E a gente tem que ter um certo controle nela. Essa é uma questão interessante, né? Porque países com, eh, e aí pensando exatamente sobre isso que o senhor tá dizendo no nível psicosocial, né? Países com uma visão de si mesmos mais consolidada, eh, sofrem menos ou são menos vulneráveis a um tipo de interação que possa se sobrepor à sua própria a sua própria percepção como cidadão nacional, né? Então, talvez até nesse aspecto nós no Brasil estejamos
um pouco fragilizados, porque nós precisamos de uma identidade, né? Todos os povos precisam da sua identidade. Qual é a identidade do brasileiro? O que o que eh é percebido socialmente como eh o comum, né? O que que nós temos em comum? E e esse é um aspecto importante também pra gente analisar como o Estado eh gerencia ou se abstém de oferecer essas referências ou de estimulá-las, melhor dizendo, né? Estimular essas referências. Então são tantas questões aí, né, professor, que a gente ainda tem para inclusive, professora, só para passar aqui, na escola a gente usa um
mneio que a gente chama de chave. Né? O que que vem a ser a chave? O C é o conhecimento, né? O H é habilidade, o A é atitude, o V são valores e o E são experiências. Eu quando era pequeno tinha um brinquedo que agora tá meio fora de moda, chamada chamava João Bobo. João Bobo era um brinquedo que a gente levava pancada e a a característica do João Bobo que ele voltava, né? Então ele tinha uma base, né? Então a educação ela não pode ser somente a transmissão de conhecimento. Uma das coisas que
vai dar a base, que vai transformar a pessoa, né, com a característica de um João Bobo, são os valores. E os valores que vai mexer na cultura, né? Eh, que vai dar essa essa essa sustentação para as pancadas que a gente leva na vida. Hoje as pessoas, né, eh, elas acabam se sentindo, que nem Fukuyama falou no livro O fim da história e o Último Homem, né, baseado lá nas ideias de Nitz, que o homem quando começa a ficar muito saciado das suas necessidades, ele começa a não dar valor às coisas, perde a o sentido
das coisas. E vivemos hoje num mundo onde que a depressão eh passou a ser preocupação mais forte do que o câncer, né? Hoje a pior doença é é é psicológica. Então, eh esse trato da Cultura, né, de da das suas das suas as raízes do país, isso aí tem que ser trabalhado nas escolas. Não é somente passar o conhecimento, treinar a habilidade, né, em falar, em escrever atitude. Temos que trabalhar também nas escolas os valores, né? E nesses valores é onde a gente trabalha a cultura, né? E essa cultura, como a senhora falou, é que
vai dar sustentação pra gente ter aquela habilidade do João Bobo de levar a pancada e retornar. Então essa falta de valores, muito conhecimento, muita, muita habilidade, muita experiência, mas sem valor, a primeira pancada cai e não volta. Então, o aspecto cultural, ele tem que teria que ser desenvolvido nas escolas para as pessoas eh se orgulharem em ser brasileiro. Quais são as características que ele tem que ter, que são comuns a todos nós. Nós somos um país continental, né? Temos uma coisa que é muito importante, um idioma só. A gente recebe eh pessoas aqui de outros
países, né? Eh, vamos fazer uma viagem Rio a Manaus. A primeira pergunta que o Indiano fez assim: "Qual vai ser o idioma que nós vamos falar lá?" Ele ficou impressionado em que a gente consegue, isso é uma coisa comum, idioma, isso é cultural. Então, eh, é importante que isso seja trabalhado, seja reforçado para que o brasileiro tenha sua identidade, tenha o orgulho de ser brasileiro, né? E aí ele tendo essa capacidade, ele consegue lidar com outras culturas eh de uma maneira mais eh mais fácil. Agora, se ele tiver sua Cultura fragilizada, essa influência que foi
levantada pelo Rodrigo, ela vai acontecer. É a falta de uma maturidade em trabalhar com culturas diferentes. Exatamente, professora. Bom, fechamos com chave de ouro, porque eu acho que nós passamos por todas as dimensões, né, eh, de análise que que a nossa área permite, né, e e que é tão fundamental para que a gente possa ter uma visão realmente eh ampla, né, ou melhor, né, uma cosmovisão eh realmente elaborada do mundo eh em que a gente vive. Professor, eu agradeço imensamente a sua participação. Certamente todos nós aqui estamos muito satisfeitos e instigados por tantos aspectos que
o senhor nos mostrou aqui eh em torno dessa desse tripé, né, relações internacionais, a geopolítica e a defesa. Agradeço em nome da coordenação do curso dos docentes, dos estudantes que iniciam então esse ano ah a nossa oitava edição do curso de especialização relações internacionais, geopolítica e defesa. Uma enorme contribuição, professor, de enorme valor. Muito obrigada. Tá? Eu que agradeço. Fico à disposição de todos. Eu deixei aí no meu no último slide, meu e-mail. Eu fico eh à disposição de todos aqui na escola, né? eh como um ponta de lança. Então, se alguém tiver algum interesse,
alguma querer saber alguma informação sobre a nossa escola, eu me coloco à disposição. Eu falei com o professor Leonardo, eu fiz assim essa apresentação de uma maneira mais rápida, mas depois eu vou enviar pro professor eh quais são os livros que eu me baseei para fazer a montagem dessa dessa apresentação, né, a bibliografia, eh, que a gente acaba fazendo um um grande cruzidão, né, uma série de livros. Aí eu depois vou passar essa bibliografia pro professor Leonardo para difundir pra turma aí. Muitíssimo eu agradeço. Muito obrigado aí, tá? Foi um prazer. Muitíssimo obrigada, professor. Então,
pessoal, eu desejo a todos assim um ótimo feriado, né? Eh, mas segunda-feira então estaremos todos apostos aí com o início do curso, tá bem? Muito obrigada. E eu dou então por