Então é isso, pessoal. Eu vou direto ao ponto porque eu gosto de ser direto, objetiva. Sim, eu decidi parar de produzir conteúdo pro YouTube, não só pro YouTube, para todas as redes sociais, todas elas.
Meu Instagram também, inclusive, que era uma das minhas redes principais. E eu achei importante, claro, comunicar isso para vocês, porque é respeitoso [risadas] para todas as pessoas que você me acompanharam aqui, mas também achei legal para explicar o porquê, porque eu acho que o que tem acontecido comigo pode ser um dilema de muitas pessoas que estão aí do outro lado da tela. E olha, eu já vou avisando que essa não foi uma decisão impulsiva, que não é um sumisto dramático para daqui a pouco voltar.
Não, gente, é uma decisão muito, muito consciente e eu tô tão feliz com ela. Eu tô tão feliz que eu minha energia voltou a radiar assim, como se eu tivesse reencontrado a Carol, sabe? Olha, eu já tô há mais de 10 anos produzindo conteúdo aqui nas redes sociais, vivendo dessa forma.
E eu realmente sou muito grata a tudo que eu construí aqui, porque pensa, né, foi através dessa minha escolha que eu construí essa possibilidade de poder trabalhar e estar em qualquer lugar, de ser dona do meu nariz. E eu consegui durante esses 10 anos viver dessa opção de, né, de um projeto que eu criei da minha cabeça. Usei as redes sociais para me ajudar com ele e funcionou.
Eu não posso reclamar, mas a gente sabe, vamos ser honesto aqui comigo, com vocês. Eu sempre tive dificuldade de estar presente aqui nas redes. Para quem me acompanha no Instagram, ixe, direto eu sumia lá daquele negócio, entendeu?
Sumia, ficava semanas, de repente voltava. Nunca tive consistência naquele negócio. E o YouTube, acho que eu fiquei até mais de um ano sem produzir conteúdo aqui no YouTube, aí depois eu voltei.
Então, para mim sempre foi um desafio, tá? Nas redes sociais. Essa é a verdade.
E recentemente eu comecei a sentir, gente, um incômodo muito, muito, muito forte de tá aqui na gente. E eu confesso que foi um processo super caótico, assim, confuso, para eu poder chegar nessa conclusão e compreender a incoerência em que eu tinha me metido, sabe? Ele começou com a mudança que eu fiz, obviamente, né?
porque eu fiz a mudança de projeto e aí comecei a fazer os vídeos de reflexão, que eu sempre adorei fazer esses vídeos de reflexão. E aí quando juntou a comunidade, para quem não sabe, eu lancei a comunidade fluir tem 7 meses, que é uma comunidade de filósofos bar que eu chamo. Mas aí quando juntou a comunidade com a produção de conteúdo, depois assim, quando chegou no terceiro mês, assim, eu comecei a sentir, não sei, um caos mental assim muito muito grande.
E tudo isso juntou com o que que vocês sabem muito bem, a minha perimenopausa, meus problemas cognitivos, né, que eu comecei a ter com o meu cérebro que fazia, eu esqueci tudo, esqueci o que eu falava, não conseguia gravar vídeo. Quem não assistiu os vídeos aqui da perimenopausa, eu recomendo que você assista, principalmente se você tem mais de 30 anos, mulher, porque são vídeos maravilhosos, tá? E aí foi um caos geral, assim de um ponto que eu já não eu não conseguia mais pensar do que que eu ia gravado, do que que eu ia falado, tudo tava um caos na minha cabeça.
E aí por conta disso, eu comecei a ter um sentimento ruim com a comunidade, sabe? De repente eu comecei a achar, pô, será que eu não tô gostando de fazer a comunidade? Será que eu não sei, começou a ficar tudo confuso?
Mas eu falei: "Olha, Carolina, você precisa botar sua cabeça no lugar para entender o que tá acontecendo". Então, a primeira coisa que eu fiz é, se você está com esses problemas cognitivos, você precisa resolver esses problemas para entender se você tá conseguindo pensar bem com o teu cérebro, entendeu? O que que é a questão?
Então, a primeira coisa que eu fiz é vou tratar a perimenopausa. E aí, beleza, eu fiz o tratamento da pele menopausa, o tratamento está funcionando maravilhosamente bem e aí o meu cérebro, gente, voltou afiado. Pá, cara, eu comecei a não esquecer mais as coisas, meu raciocínio voltou a ficar um raciocínio rápido e eu falei: "Opa, meu cérebro tá funcionando".
Falei: "Vou voltar a produzir conteúdo". E aí eu senti ainda um como se meu cérebro tivesse um cansaço assim, um cansaço, né? E aí como não tava fluindo bem produzir os conteúdos de novo, mesmo com o cérebro afiado, eu falei: "Quer saber?
Eu vou dar uma pausa da produção de conteúdo das redes sociais e vou focar só na comunidade, porque eu preciso entender eu fazendo uma coisa por vez para entender aonde que tá o problema. " E aí, gente, quando eu ia gravar os vídeos pra comunidade, cara, os vídeos fluíam, que era uma beleza. Eu não, eu senti um prazer de estar fazendo ali, sabe?
Não era uma coisa pesada, uma coisa difícil. E eu falei: "Olha que interessante, né? Quando eu tô só com a comunidade, eu tô me sentindo bem, beleza, vou tentar gravar, produzir conteúdo de novo.
" E aí tá o mesmo problema. Que curioso, quem tá me fazendo esse mal a comunidade, são as redes sociais. E aí teve um mês na comunidade, gente, que a gente teve uma, foi um mês sobre solitude e o especialista que veio falar: "Nossa, ele era muito bom.
Ele era muito bom". E a solitude, gente, ela tem um impacto na vida assim, a a plena consciência do que é a solitude, de como ela pode reverberar da nossa vida. Ela tem um impacto em tantas áreas da nossa vida que a gente não tem noção.
E eu também não tinha essa noção. E depois daquele encontro de café com esse especialista, a minha mente fez assim, ó, pá. E parece que foi naquele momento que eu comecei a enxergar, foi bem nesse momento que eu comecei a enxergar que o problema era a forma como as redes sociais estavam impactando a minha vida.
Era isso que estava me causando mal. E provavelmente muitos de vocês que estão assistindo aqui vão se identificar com o que eu vou falar agora. Presta atenção nessa parte, porque ela é muito importante, porque nessa realidade atual, moderna, da hiperconectividade, a gente é bombardeado de informação o tempo inteiro.
É conteúdo demais, é opinião demais, é estímulo demais. e numa velocidade tão absurda que o nosso cérebro não é capaz de lidar com isso. A gente não tem tempo para processar e digerir tudo isso que a gente tá enfiando na nossa cabeça em tão pouco tempo, em todos os dias, em dias seguidos, sem dia nem sequer dias de descanso para isso.
E eu, por est produzindo conteúdo, eu queria estar atenta o que tava falando, o que tava acontecendo, que obviamente a est acompanhando. E o que aconteceu foi literalmente um bug, um bug. Eu tive um bug, um bug de não conseguir processar tudo.
E isso acaba tirando um vício nas pessoas. E provavelmente muitos de vocês estão viciados nas redes sociais, apesar de vocês nem assumirem, porque muita gente nem tem consciência que tá viciado. E esse vício, essa dependência, essa necessidade de estar conectado constante, tá gerando muito cansaço mental pras pessoas.
E olha, já tem vários estudos aí comprovando o mal que as redes sociais, o formato que elas estão hoje, principalmente, tem causado nos seres humanos, nas crianças, nos adultos, em todo mundo. E eu senti isso na pele. Então, eu tava querendo aqui nos meus vídeos falar sobre ganho de consciência.
Eu queria falar de questões com profundidade, mas na verdade eu tava alimentando todo esse excesso que não faz bem a mim mesma, sabe? que eu mesma tô questionando. E por mais que eu tivesse boas intenções com todo o conteúdo que eu criava aqui, porque eu sempre tive uma intenção genuína de ajudar as pessoas, eu na verdade tava contribuindo para esse ruído todo que adoece as pessoas e que me adoeceu, entendeu?
E para mim isso é extremamente incoerente. Essa é a verdade. E sabe o que que foi o mais curioso de tudo?
foi que quem me ajudou a passar por todo esse processo e a chegar nessa decisão que eu cheguei hoje foi justamente a comunidade Fluir que eu lancei há 7 meses, porque a gente teve, gente, várias reflexões incríveis na comunidade que foram conectando exatamente com as coisas que eu tava vivendo no meu momento atual. E eu acho muito curioso porque as temáticas da comunidade nunca foram escolhidas por mim, entendeu? as primeiras lá, as três primeiras, o resto foi a galera da comunidade que escolheu e parecia quase que um um fluxo, universo se movendo para trazer aqueles assuntos pra minha vida que eu tava precisando naquele exato momento.
E eu acho isso muito incrível, assim, sabe? Eu acho que a comunidade me ajudou muito, inclusive, a conseguir processar tudo isso, porque o ritmo na comunidade é completamente diferente. No início, claro, foi tudo meio testes pra gente ver como funcionava, aquela coisa meio caótica e depois a gente foi pegando o jeito.
E aí o modelo ficou maravilhoso, porque lá a gente a gente discute um tema por mês, a gente tem um especialista que vem falar com a gente para ajudar a criar as provocações, trazer o conhecimento. Aí a gente tem a troca entre todos os membros que ajudam com diferentes pontos de vista, que ajudam a elaborar as reflexões, mas a gente tem tempo para digerir as coisas. A gente tem tempo, é diferente de uma realidade como essa das redes sociais que você tá tendo informação o tempo inteiro.
Não dá tempo. Não tem como processar de forma saudável, de forma efetiva pra sua vida, de lidar com tudo isso ao mesmo tempo. Eu acho muito difícil.
Talvez algumas pessoas consigam fazer. Clepe, clep. Eu bato palma para essas pessoas.
[risadas] Eu acho que existem pessoas que têm mais facilidade de se relacionar com as redes sociais para não criar esse impacto nocivo na vida. O Alex, meu marido, ele tem mais facilidade, mas eu não. Principalmente por causa da minha característica, porque eu sou um ser extremamente questionador.
Então, todas as informações que chegam para mim, eu reflito, eu analiso, eu questiono, eu sou uma pessoa perguntadora, eu gosto dessa minha característica, mas eu entendi que essa minha característica não combina com as redes sociais, porque ela vira uma coisa nociva, porque eu não consigo digerir. Mas tem muitas pessoas que recebem informação e não dá bola para aquilo, fica, tá, tá, ah, escutou e deixa passar, né? Aí depende do perfil de cada um.
Mas eu tenho certeza absoluta que para muitas pessoas é muito difícil lidar com essa realidade. Eu precisei viver esse contexto da comunidade, que era um contexto completamente diferente. E e viver esse contexto me fez entender que estar nessa realidade me faz muito melhor do que estar nesse contexto das redes sociais.
Ficou muito claro para mim que a consciência ela não nasce na pressa e nem no ruído. A consciência ela precisa de tempo, de escuta e de silêncio. E esse ritmo acelerado das redes, porque não só é essa quantidade absurda de informação, mas a aceleração das coisas, porque existe uma pressão nas redes sociais para que tudo aconteça logo, para que é dinheiro rápido, emagrecer rápido, é tudo rápido, é solução rápida, conhecimento, é tudo rápido.
E a realidade da vida não é essa. E a gente só consegue mudar coisas de fato na vida, implementar mudanças, principalmente pras pessoas que buscam autoconhecimento, evolução, amadurecimento. A gente só consegue isso através de consciência.
E consciência precisa de tempo, escuta e silêncio. Eu vou repetir de novo porque isso é importante. E no contexto da comunidade fluir, eu sinto que existe o espaço para isso.
E aqui nas redes não tem esse espaço. É muito difícil. Então, sinceramente, pra maioria das pessoas que estão assistindo aqui, principalmente essas que sentem esse excesso e esse ruído das redes sociais como tá fazendo mal pra vida dela, é, a gente não tá precisando de mais conteúdo.
Não é sobre mais e mais e mais, não é sobre quantidade, é sobre qualidade. A gente tá precisando de espaços melhores para existir, para evoluir, para criar conexão genuína. E apesar de eu achar que as redes sociais têm sim pontos positivos, porque claro que tem, eu acho que a forma como ela evoluiu nos últimos anos, ela tem trazido mais malefício do que benefício, eu acho.
Isso sem contar em toda essa realidade do tecnofeudalismo que nós estamos vivendo atualmente, aonde existe esse domínio econômico e até de influência política das bigtechs, mundialmente falando, num aprisionamento total, né? As pessoas são escravas desse sistema. Todos nós estamos escravos desse sistema.
Eu acho que a gente tá chegando num ponto que a gente precisa questionar isso. E eu não quero mais ser totalmente dependente desse sistema. Eu não quero.
Então a gente tá precisando de espaços melhores e a comunidade fluir virou um espaço incrível para existir, evoluir e criar conexão genuína. Virou um espaço de qualidade infinitamente melhor que tá me fazendo muito bem e que tá fazendo bem para várias pessoas que estão lá dentro também, sabe? Tá fazendo sentido para muitas pessoas que estão lá dentro.
Então eu decidi que eu quero me dedicar 100% à comunidade fluir. Nesse momento eu quero est existindo e me dedicando lá. E eu não quero que todo esse ruído, todo esse excesso das redes sociais que está me adoecendo interfira na experiência que tá acontecendo lá, porque eu vejo que lá tem muito mais potencial positivo pra minha vida e pra vida das pessoas que estão lá do que do que tá aqui.
Não tem sentido mais. Então, tudo isso me mostrou que o que eu acredito hoje não cabe mais na lógica das redes sociais. E gente, desde que eu tomei essa decisão, eu tô tão feliz porque assim, eu demorei para vir e falar aqui, né?
Porque primeiro que eu tinha que esperar um tempo, ver como é que tudo tava rolando, entender se era uma escolha realmente consciente, é um processo fazer essas escolhas. São escolhas que mudam a minha vida, que mudam o rumo das coisas, onde eu assumo riscos. Mas foi muito bom, porque esse esse tempo que eu fiquei assim, eu já experimentei muito dessa nova realidade.
Gente, fazer esse escolha de não estar mais nas redes sociais abrir um espaço gigantesco na minha vida, porque é realmente essencial. E eu tô num cara esbanjando uma felicidade. Assim, eu conversei com a Alexia, eu falei: "Nossa, eu tô tão feliz, mas tão feliz, afetou tudo positivamente.
Afetou até minha relação com Alex positivamente, porque é claro, pra gente se relacionar bem com as pessoas, a gente tem que estar bem com a gente mesmo. " E eu não tava bem, eu tava muito mal, na verdade. Tive crises de choro aqui, chorando na mesa do almoço com Alexa, o que que tá acontecendo?
Porque você tá? Só que eu não conseguia nem explicar porque era tudo confuso. Eu não conseguia entender o que que tá me causando esse mal, gente.
Era um mal que vinha de dentro de mim, um malestar, assim, uma tristeza, um incômodo, sabe? É como se você sentisse uma coisa te espetando por dentro assim, mas você não consegue explicar, você não consegue entender onde vem. E esses momentos, quando esse tipo de coisa acontece, a pior coisa que a gente tem a fazer é ignorar a dor e tentar sanar com outras coisas.
Ah, vou colocar outras coisas no meu caminho para ver se eu me sinto melhor, para me distrair. Não, quando isso acontece, a gente tem que mergulhar. Tem que mergulhar na dor, tem que mergulhar no incômodo para entender.
E foi isso. Eu fui nessa bucha e as reflexões que estavam lá na comunidade foram me ajudando, porque, sabe, elas foram ligando os pontos assim, sabe? Ligando, ligando, ligando os pontos e foi construindo todo.
Gente, olha, eu só sei que eu tô muito feliz, entendeu? >> [risadas] >> Mas olha, para responder uma dúvida que eu sei que vai surgir, eu não vou apagar as minhas redes. O meu canal do YouTube vai ficar aqui, o meu Instagram vai ficar lá, o que eu construí aqui faz parte da minha história e pode continuar ajudando outras pessoas, seja do que tinha de viagem, né, de volta ao mundo, não sei que do que tinha aqui dessa parte de reflexão, vai ficar aqui, mas eu não vou mais ficar produzindo conteúdo constantemente e eu vou aparecer aqui quando for realmente necessário.
Na verdade, eu tenho duas dívidas com vocês. [risadas] Eu tenho a dívida do meu tratamento da perimenopausa e eu vou fazer porque eu sei que vai ajudar muitas mulheres. Esse eu vou fazer e eu prometi que eu tenho que fazer a última turma da história do workshop Tiruel Sabat.
Vai ser final de maio, início de junho. Então vou ter que voltar aqui para poder avisar pras pessoas. Talvez daqui um ano eu pense: "Poxa, será que não seria legal contar pras pessoas como tem sido assim minha experiência de sair daqui e o que que tem?
Talvez eu volte, não sei, não quero me obrigar a nada". Só que eu fiquei pensando antes de eu entrar nesse meu minimalismo digital, que é isso que eu tô chamando, minimalismo digital, eu decidi abrir as portas da comunidade fluir de novo pras pessoas que quisessem experimentar, porque eu vi os efeitos que aconteceu na minha própria vida. Eu tô vendo como a comunidade tá fazendo muito sentido para várias pessoas que estão lá e como tá ficando cada vez mais legal a comunidade.
Eu acho tão incrível porque eu tinha uma ideia, né, uma ideia meio intangível, um conceito, mas eu não sabia até onde poderia chegar e a cada mês que passa tá fazendo cada vez mais sentido, tá? Tá muito maravilhoso. E eu decidi fazer diferente dessa vez.
ao invés de fazer uma descrição anual, seria uma inscrição por 5 meses. 5 meses paraa pessoa experimentar a comunidade, ver como ela se sente na vida dela. Precisa de uns 5 meses.
É isso. Pra pessoa ir se integrando, ir entendendo os benefícios pra vida dela. E aí o que que eu vou fazer?
Eu vou deixar aqui na descrição do vídeo o link de uma lista de espera, porque de 1 a 8 de abril eu vou abrir as inscrições e aí lá pelo grupo de avisos você vai saber, entendeu? o que tá rolando. Então, se você tá cansado desse excesso, desse ruído, se você tá percebendo quantas redes sociais, cara, não estão mais agregando, se você tá focando no seu autoconhecimento, se você é uma pessoa, uma filósofa de bar como eu, que adora conversar sobre as coisas da vida, refletir, se você gosta de provocações que te fazem mudar o olhar, se você gosta de questionar as suas verdades absolutas, se você gosta de se sentir evoluindo, amadurecendo, cara, vem para fluir que vai ser maravilhoso.
Eu tenho certeza que você vai curtir demais. Aí vocês podem estar perguntando: "Carol, mas como você vai fazer agora pra comunidade funcionar se você não tá produzindo conteúo nas redes sociais? " Eu me questionei muito sobre isso, porque eu tinha essa crença.
Ahah, eu tinha essa verdade absoluta na minha cabeça de que a comunidade só podia funcionar se eu ficasse produzindo conteúdo pras pessoas saberem, saberem, chegar mais gente, poder trair mais gente. Mas eu fiquei me perguntando, será? Será que é verdade isso?
Por que que a gente tá preso essa verdade absoluta? Será que essa é a única forma da gente existir, da gente criar negócios no mundo atual? Será?
Eu não sei. Eu não tô mais acreditando nessa verdade absoluta. E eu decidi questionar essa verdade absoluta.
Eu decidi me desafiar. Falei: "Carol, então agora você vai ter que fazer a comunidade funcionar mesmo sem depender das redes sociais". Isso não me impede que quando eu decido abrir vagas, eu venho aqui falar: "Olha, vou abrir vagas".
Mas vai ser limitado. Mas será que essa é a única possibilidade? Eu não quero acreditar nisso porque eu não quero ser escrava do tecnofeudalismo, entendeu?
Você quer continuar sendo escrava do tecnofeudalismo? Então fico pensando, não é preciso. Não é possível que essa seja a única forma de existir, de viver, de de fazer negócios, de Não é possível.
Eu já tô há 10 anos vivendo desse jeito. E eu me perguntei, Carolina, você quer ficar mais 10 anos presa a esse único conceito de viver o seu trabalho, de oferecer o que você acredita? Não quero.
Não quero. É uma escolha muito sincera. Eu não quero mais ficar escrava disso.
Então qual é a única solução que eu tenho? Me desafiar. E com isso eu tô fazendo o quê?
Correndo riscos. [risadas] Mas eu sou o quê? Uma alma inquieta.
Então, o que que uma alma inquieta gosta? De desafio. Que que uma alma inquieta gosta?
De mudança. De superar as coisas, de aprender com as novas experiências. É isso que uma alma inquieta gosta.
Então, eu vou abraçar minha alma inquieta nesse momento e falar: "Abraça isso, aceita e vai de coração aberto". Acreditando que eu posso não ter todas as respostas agora, mas a cada dois passos uma porta se abre. Mas dois passos, outra porta se abre.
E eu volto aqui agora para quando eu criei a viravolta lá atrás, gente, que todo mundo me achava louca numa época em que essa internet era mato, ninguém falava sobre longas viagens e ninguém entendia. Meus amigos, que você quer falar desse negócio? Ninguém quer isso.
Eu não sabia as respostas naquela época, mas eu acreditava que podia funcionar e eu tive que encontrar formas de fazer. Então eu vou encontrar dessa vez também. E se não encontrar, não encontrou.
A vida é assim. É o risco que eu tô disposta a correr para não ser mais escravo do tecnofeudalismo e não ficar mais escrava dessas redes sociais que estão me adoecendo. Então, não vale pagar o preço de afetar minha saúde mental só para fazer essa minha nova ideia dar certo.
Eu tenho que pensar o contrário. É fazer a minha ideia dar certo da forma como eu acredito e não da forma como o mundo está impondo para mim o que eu faça. E isso sim é o verdadeiro conceito de liberdade.
A gente consegue ser verdadeiramente livre quando a gente é fiel ao que a gente acredita, ao que a gente sente. Porque se a gente tá escravo, que estão constantemente impondo pra gente, a gente nunca vai ser livre. Não importa se você tem um negócio teu, se você é CRT, se não importa.
Nossa, eu crio a comunidade fluir para quê? Para quê? Para ajudar as pessoas a ter uma vida consciente, livre, mais leve.
E ela tá surtindo esse efeito em mim. Era para isso mesmo que eu criei. Então tô tô no caminho certo.
[risadas] Então olha, quem tá interessado de se juntar aos 100 membros lá na comunidade Fluia para viver essa jornada com a gente, eu sei que vocês devem estar querendo saber, mas como funciona, Carolga, eu vou falar sobre isso, tá? Então eu ainda tô pensando, não sei se eu vou postar um vídeo aqui, mas no dia primeiro de abril eu vou fazer uma live explicando que dá para vocês entenderem tudo que eu vou ver como eu vou fazer ainda, mas quem tiver lá no link da lista de espera vai receber todas as informações. Então olha, eu agradeço demais demais o carinho de todos vocês durante todos esses anos me acompanhando aqui.
Queria dizer também que apesar de eu não estar mais no meu canal, eu ainda vou estar no canal do meu marido, Olá Brasil. Ele grava lá a nossa vida, o dia a dia, o dia que ele quiser parar eu vou apoiar ele, mas ele ainda faz, passo reflexões lá quando acontece naturalmente numa coisa da vida. Então vocês podem acompanhar lá o canal do Ola Brasil para quem tiver interesse.
E eu agradeço muito o carinho de todos os anos aqui que vocês tiveram comigo e eu apareço aqui quando for realmente necessário. Eu desejo uma vida maravilhosa para todos vocês. Desejo uma vida consciente, livre, que vocês consigam fazer mudanças para uma vida mais saudável, que faça mais sentido.
Um beijo para todo mundo e até a próxima. Yeah.