Seja bem-vindo à aula das quatro leis de Jax Lacan, as quatro leis do espelho de Jax Lacan. Isso aqui é a continuidade do módulo do triângulo de Carpman. E como sempre tô eu aqui com as minhas anotações, essa aula é uma aula muito importante para vocês, né, Pri? Por que que ela é uma aula tão importante? porque ela vai fazer com que você entenda a sua postura e também a postura do cliente, a postura de todas as pessoas que estão na sua volta. E aqui de novo vai o convite para você se tornar um espectador.
Olhe o que as pessoas fazem, como elas se comportam, inclusive o que você faz e como você se comporta. Mas tente não julgar. Quanto menos julgamento tiver, melhor será sua visão, tanto para você quanto pro outro. Questionamento é saudável. Julgamento você vai descobrir hoje que não. Então vamos lá. Com licença. Primeira lei do espelho de Jax Lacan. Tudo o que me incomoda no outro é algo não resolvido em mim. Primeiro ponto que eu preciso trazer para você, a partir do momento que eu olho em absolutamente qualquer pessoa e tem algo nessa pessoa que me irrita
e que me incomoda, isso é meu. Nunca é sobre o outro, é sempre sobre mim. E se é sempre sobre mim, quando eu olho pro outro e aquilo me incomoda, você vai dizer para mim assim: "Mas Pri, eu não sou mentiroso, eu não sou mentirosa. E quando eu olho para uma pessoa que mente, eu tenho ódio. Você é capaz de mentir ou não? Começamos por aqui. Percebe? Sim. Eu sou capaz de mentir. Se eu sou capaz de mentir, a mentira quando eu falo, e aqui eu preciso te dizer que todas todos os seres humanos comuns,
a cada 10 minutos tem a condição, a tendência de mentir no mínimo cinco vezes. E por quê? Porque a mente mente porque nós não temos nós não temos condição de sentar assistir algo e isso é qualquer situação que você viva, qualquer coisa que você veja e entregar isso pra outra pessoa com absolutamente 100% de verdade, porque as coisas fogem da gente, as percepções que nós temos temos, elas são, elas vêm da nossa família, do nosso sistema, elas vêm da nossa cultura, elas vem do que nós acreditamos. Se a gente sentar numa sala e contar a
mesma história para 10 pessoas, cada uma das 10 pessoas vai ter um olhar interno que pode ter ou não os mesmos critérios de verdade, mentira, mas pode não ter. pode não ter os mesmos critérios culturais para um homem. Eh, uma mulher trabalhar é uma coisa boa, é uma coisa natural, é uma coisa eh é uma ajuda para um outro homem. Uma mulher trabalha um absurdo, é um homem que trabalha e mulher tem que ficar em casa. Você percebe? Então, a mesma história contada para pessoas diferentes pode ter ângulos diferentes e parâmetros diferentes. Inclusive, inclusive quando
nós contamos a mesma história, a mesma história para as mesmas pessoas, para um grupo de pessoas, nós podemos ter várias versões, né? Algumas pessoas inclusive eh trarão a história com falhas, outras pessoas aumentarão a história e isto é do ser humano, porque a mente mente. Partindo desse princípio e olhando para essa primeira lei que diz que tudo o que me incomoda no outro é alguma coisa que eu não quero ver em mim, que eu não resolvi, que não tá resolvido dentro de mim, da qual eu não quero olhar. Olhando para isso, isso aqui é a
base da projeção que nós conversamos antes. Como assim, Pri? aquilo que eu julgo, aquilo que eu critico, aquilo que eu rejeito no outro, tá? Reflete algo que eu não aceito em mim. De alguma forma reflete algo que eu não aceito em mim. Essa essa essa parte que eu não aceito em mim o que está sendo negada ou não reconhecida. é a minha sombra, eu não aceito, eu não quero ver. E isso é uma máscara de proteção que eu, você e todas as pessoas usamos. E até aí tá tudo bem. Isso é o natural do ser
humano. Lacan diz que a gente a gente forma a nossa identidade. Ja Lacan, psicanalista, diz que a gente forma a nossa identidade eh através do que nós vemos no outro. E aqui eu vou dizer para você que a gente entra na estrutura do neurônio espelho. Uma criança na infância, ela aprende olhando paraas pessoas, sendo repreendida e sendo bonificada todas as vezes que ela tem comportamentos que são ou não aceitáveis. Mas a criança ela vai olhar para alguém como espelho, né? Ah, quando eu faço isso, eu sou castigada. Mas olha só, o meu irmão não faz
e não é castigado. Então, eu preciso fazer que nem o meu irmão, eu preciso fazer que nem o meu pai, eu preciso fazer que nem a minha mãe e eu vou olhar pro outro como espelho. Só que esse outro que eu tô olhando como espelho também tem defeitos. Percebe? Quando o outro mostra perdão, alguma coisa que eu não quero ver em mim, eu sempre vou ter sentimentos como raiva, frustração e rejeição. Sempre eu não gosto. Aí eu odeio quando aquela pessoa faz isso. Quando que ela percebe, através desse sentimento, você já consegue perceber o que
você tem que trabalhar em você, nunca sobre o outro, lembra? Eu vou ter um incômodo. Não importa que incômodo eu vou ter, mas eu vou ter um incômodo e um incômodo emocional. quando eu tenho, quando eu tenho que tratar algo em mim, e isso aqui é uma é um é um gap, é uma pegada incrível pro terapeuta, né? A pessoa chega aqui no no no atendimento, no consultório, na sessão de terapia, e ela olha para você e diz assim: "Ah, porque meu marido faz isso, faz aquilo, faz aquele outro, faz aquele outro". Ela tá projetando.
Ela tá projetando quem é o pai? Ela tá projetando o que ela não quer resolver nela. Normalmente o que nós vamos ver é a segunda opção, o que ela não quer resolver nela. Normalmente tudo que eu critico no outro é o que eu não quero resolver em mim. Eh, trazendo o olhar sistêmico, eu tô te falando das quatro leis de Lacã e vou te trazer o olhar sistêmico, OK? Trazendo olhar sistêmico, o que eu excluo, o que eu retiro, o que eu aparto, o que eu digo que não serve, que não presta, eh, tá em
mim e ou nos meus ancestrais, pai, mãe, avó e avó, tios, enfim, as pessoas do meu convívio, inclusive as que vieram antes de mim e que não são do meu convívio, já que para que eu esteja aqui, eu preciso de 11.000 pessoas antes de mim. 11.000. Sete gerações são 11.000 pessoas. Então, eu tô ligado a muita gente inconscientemente, geneticamente, culturalmente, de uma maneira muito profunda. Quando quando eu eu preciso resolver alguma coisa importante para o meu sistema, olhando para as leis do espelho, algo que eu vejo no outro que me incomoda, tá em mim, eu
tenho que trabalhar sim no sistêmico está em alguém do sistema no qual eu estou ligado. Isso aqui é um outro olhar e eu estou ligado e eu não gosto de ver isso nessa pessoa. Pode ser o meu pai e a minha mãe, sem dúvida nenhuma. E aqui é um trabalhar em mim para que eu aceite o outro como ele é e não tente nem educá-lo e nem fazer do outro o que eu espero que ele seja. Isso é muito importante, porque normalmente nós vamos pegar as pessoas e vamos querer que as pessoas sejam o que
nós somos, o que nós acreditamos, o que nós achamos que tá certo. Entretanto, com tuud, todavia, eu preciso te dizer que normalmente quando o outro se torna o que nós somos, nós ficamos ainda com mais raiva dele. Por quê? Porque nós nunca estamos bem conosco mesmo. Então não é sobre o outro mudar e ser o que eu espero. É sobre eu resolver em mim o que tá me machucando no outro. Eu olhar para isso dentro de mim e eu aceitar o outro como ele é. Vou te dar um um um exemplo, né? Eh, se me
irrita a arrogância da outra pessoa. Ah, porque outra é, aquela pessoa é arrogante. Ai, que que coisa horrorosa como aquela pessoa é arrogante. Talvez eu negue em mim a minha própria necessidade de me impor, de pr limites ou de me sentir visto. Porque muitas vezes a pessoa que eu considero arrogante talvez seja uma pessoa que saiba pôr os limites dos quais eu não quero colocar. Eu não sei colocar, eu tenho medo de colocar. Não necessariamente que em mim exista arrogância. Percebe? Às vezes eu vou olhar pro outro, vou ver no outro algo que me machuca
muito, muito, algo que me fere, algo que me irrita, algo que me frustra, algo que me incomoda emocionalmente. Ai, como o outro é arrogante. O arrogante normalmente ele sabe pôr limite. E aqui eu vou te dizer, tudo no excesso não é bom. Os excessos não são bons, mas saber colocar limites, além de ser ato de adulto, vai ser visto por todas as crianças como ato de arrogância. Percebe? E aqui o olhar é, vem cá, eu consigo pôr limite? Me irrita tanto, me irrita tanto, porque essa pessoa ela sabe por limite e aí eu acho que
ela tá cheia de ego, ela é nojenta, ela é fresca, ela é arrogante. Vem cá, não tô precisando eu disso um pouco? Não tô precisando eu olhar paraas pessoas e dizer: "Chega, para só até aqui, para mim não dá mais. Sinto muito, não posso." Com firmeza e com a cara fechada, o outro vai olhar e vai dizer: "Nossa, como você tá arrogante, eu tô arrogante ou tô colocando limite?" Percebe o nosso olhar, o nosso olhar, ele traz coisas muito profundas sobre nós mesmos. Deixa, deixa eu, eu, eu continuar aqui no exemplo para você. Eh, eu
posso estar também quando eu olho para alguém e vejo alguém que eu digo assim: "Ah, como você é arrogante!", eu também posso estar carregando a dor de alguém do meu sistema que se sentiu silenciado por pessoas que eram muito autoritárias. um outro olhar. Isso é meu. Quando eu sinto isso, é meu. Me pertence isso ou eu tenho a sensação que essa emoção vem de fora? Aqui eu tô te convidando para fazer um movimento que se chama interocepção. A intercepção é a percepção de mim mesmo o tempo todo. Por que eu tô sentindo isso? Isso é
meu. Vem de fora. Por que eu tô sentindo com tanta força? Isso me incomoda por eu senti isso outras vezes na minha vida e se eu senti quando foi? Foram nas mesmas situações? Percebe que com as perguntas eu começo a olhar para mim e perceber realmente qual é o motivo disso estar me incomodando. Quando eu encontro o motivo disso estar me incomodando, eu posso resolver, não é? a autoobservação, o estado de presença juntos chamados intercepção mudam totalmente aquilo que eu acredito que é do outro. Como eu como eu disse e repito, nunca é sobre o
outro, é sempre sobre mim, né? Reconhecer aí esta emoção quando ela chega no teu corpo vai fazer total diferença paraas perguntas que você vai fazer. E isso muda tudo conforme você se comporta e conforme você enxerga. E quando eu mudo, muda tudo à minha volta. Muda tudo à minha volta. Uma outra pergunta importante que você pode fazer aqui é o que que tem em mim que reage dessa forma com isso aqui quando eu vejo isso, né? A a o o auto questionamento de por isso me incomoda tanto? A gente vai para um outro lugar aqui,
né, de fazer pontes. Como assim fazer pontes? Quando foi que eu senti isso a primeira vez? Você vai parar na sua infância. Com quem foi que eu senti isso a primeira vez? Você vai parar na sua infância. Porque todas as emoções que você sente hoje, todas elas estão ligadas a tudo que você viveu na sua infância. Perceba, nada é novo e não é novo. E isso é tão verdade o que eu estou te trazendo, que quando você tem um sentimento novo, você olha e diz assim: "Nossa, nunca senti isso, não é?" Portanto, todas as emoções
que você tem, que não são novas para você, todas, principalmente as negativas, estão ligadas a uma primeira vez. Quando eu senti isso, quando eu consigo achar onde foi que eu senti a primeira vez, eu achei a raiz. Tratando a raiz, isso nunca mais me incomoda, não é? Aí eu vou perceber que uma vez lá na minha infância o meu pai foi arrogante com a minha mãe e eu senti essa emoção que hoje eu projeto na pessoa que tá na minha frente, fico com raiva dela porque eu não sei colocar limites, porque eu tô ligado a
alguém do meu sistema, meu pai, porque eu critico essa atitude nele e porque eu tenho que trabalhar isso em mim, porque é tudo meu. Porque sou eu novamente vamos aqui eh eu vou te trazer uma frase para você poder trabalhar em você e também para você poder trabalhar com o seu cliente em cada uma das leis, tá? Aqui a frase é: "Vejo, eu vejo o que você me mostra. Eu vejo o que você tá me mostrando. Essa parte também existe em mim. E eu acolho isso agora. Quando eu permito ver em mim o que eu
odeio no outro. E isso tá ligado principalmente ao meu, minha mãe, meu pai. Quando eu me permito ver em mim o que eu odeio no outro, neste lugar, eu realmente posso começar um trabalho de mudar tudo isso e de viver de outra forma. Aqui eu começo a cortar as amarras do passado e terminar com as cobranças com os meus pais. Bora continuar então na segunda lei. Tudo que o outro me critica ou julga se me afeta. Tudo que o outro me critica ou julga se me afeta é porque ainda existe alguma coisa não resolvida em
mim. Vou te dar um exemplo aqui bem bem prático. Eu sofri bullying durante anos lá na infância e na vida adulta ainda por estar na energia da humilhação, de que você é gorda. Você é gorda, você tá gorda. Ai, como você tá gordinha, né? essas essas coisas que as pessoas vêm falar e que nós aceitamos no lugar aonde nós estamos nos colocando como terreno baldil, que o outro pode ver jogar lixo. Por quê? Porque a gente não se posiciona para dizer: "Olha, eu tenho espelho em casa. Muito obrigado, mas eu tenho espelho em casa." E
isso corta a pessoa. Isto é limite, né? Meu Deus, Priscila, mas a pessoa vai ficar ofendida se eu disser isso. Mas vem cá. Não é verdade? Você não tem espelho em casa? Será que você não sabe se você tá gorda ou magra? Se você tá gordo ou magro? Será que você realmente não sabe o que a pessoa veio te falar que te fere? Você sabe, não sabe? A questão é o quanto eu sou capaz de olhar para isso quando o outro vem me trazer. É, realmente eu engordei? É, realmente isso me machuca. É, por que
que eu ainda permito que os outros falem comigo dessa forma? Por que que eu ainda me coloco como terreno baldio? Por que que eu não me dou amor suficiente para cuidar de mim de maneira suficiente para que eu possa ter uma alimentação melhor? Olha para onde que a gente vai olhar para que eu fique com o corpo que eu quero e eu me sinta tão feliz que o outro me dê mais do que eu tô dando para mim, que é olhar para mim com admiração e felicidade pelo corpo que eu tenho agora. Percebe? é muito
maior. É muito maior a questão aqui da profundidade emocional de dessa dessa lei de Lacan, dessa segunda lei, de que tudo que o outro fala que me fere ainda não tá resolvido em mim, ainda me afeta e eu tenho que olhar eh se me fere é porque a ferida ainda existe. Se me fere é porque ainda não tá tratado. Se me fere é porque ainda não foi suficiente o quanto eu olhei. A crítica do outro só me atinge se eu encontro um ponto de identificação interno com ela. Geralmente inconsciente. E geralmente porque eu só fui
lá, peguei mercúrio, passei em cima da ferida, deixei ela criar uma casca e porque ela não, a dor não ficou gritante, a ferida não tá rasgada e sangrando, eu achei que ela tá tratada. Não, ela não tá. Percebe? É para cá que a gente tem que olhar. E é aqui que eu volto a te dizer, a cura só acontece. Quando eu morro, só quando acaba. Mas não, eu não posso ir curando assim. Você pode curar, curar situações e ter outras para resolver. Mas 100% de cura, 100% o ser humano 100% curado, 100% resolvido, 100% em
paz, 100% sem problemas, é um ser humano que não tem mais por estar aqui, porque ele não tem nada para crescer, percebe? É sobre isso. E aqui só cabe uma coisa, morte. aonde não tem ninguém para conversar, não tem nada para resolver, não tem nada para olhar. A perfeição chegou, acabou. Com este com este olhar neste lugar, eu tenho uma ferida que eu comecei a tratar e eu achei que ela tava 100% curada. Mas talvez eu tenha que olhar novamente e talvez mais uma vez e talvez três, quatro e talvez 10 vezes até que eu
possa conviver com essa ferida e ela aí sim ela esteja cicatrizando de verdade. O que é uma ferida emocional? Quero que você pare para pensar aqui comigo com exemplo muito simples, um corte. Quando a gente corta, o que acontece? uma divisão, uma separação da carne. E esse corte ele gera dor, às vezes ele inflama, ele infecciona. O que que a gente precisa fazer na ferida emocional? Juntar as partes de novo de tudo, de todas as coisas dentro de nós para ficarmos, já que estamos divididos, inteiros, certo? dentro do olhar da psicanálise, a frustração do que
o outro me trouxe, ah, você é gorda, você tá gorda, vai se juntar com as dores da minha criança, de não ser bonita, de não ser a criança eh eh a criança vista como linda por todo mundo, de não ter dessa beleza não ter sido validada pelos próprios pais, pelos irmãos, muitas vezes de na adolescência, e aqui vai pegar o seu adolescente também, a sua adolescente também, de na adolescência não ser a menina mais bonita da escola, percebe? E tem dor nos dois lugares, tá? Na que não é bonita e na que é a mais
bonita da escola. Nos dois tem dor. Como sempre, a mais bonita da escola não tem dor. Ah, não tem. Ela sempre tem que ser perfeita. Ela nunca pode ter defeito. Ela sempre tem que estar arrumada. Ela tem, ela sempre tem que suprir expectativa. Tem dor nos dois lugares. É um loo engano nosso achar que que num lugar mais alto não tem dor. Em todo lugar tem dor. É isso que o ser humano vive todos os dias. Quando o outro critica a gente e isso nos machuca, as as nossas as nossas vozes internas, elas começam a
gritar. O impostor, a impostora de plantão que a gente tem e que vende ele, eles têm um bug jump. Bug jump, aquele, aquele elástico que a pessoa pula e o elástico fica te trazendo de volta. Eles têm um elástico colado aqui em nós. Então eles vêm e começam. É porque você tá gorda mesmo. É porque olha tudo que você come, é porque você não teve cara. É porque você não para emagrecer. É porque você não faz exercício. É porque você quer ficar magra. É porque sua mãe dizia que você é gorda. Porque seus irmãos falavam
que você é gorda. É porque você é gorda mesmo. Olha o tamanho da tua barriga. Olha o tamanho da tua bunda. Olha a gorda de celulite. Percebe as vozes? As vozes que estão vindo desde lá da infância, brigando com você internamente, elas se exacerbam. E aquilo que você ouviu vira uma tortura. E a tortura normalmente nos leva pro pior lugar, pro lugar da culpa. E na culpa, ao invés de parar de comer, cuidar de mim, eu vou comer o dobro. Percebe? Porque eu preciso suprir esse emocional de alguma forma. são as nossas válvulas de escape
e de sobrevivência, os nossos excessos para sobreviver, as nossas máscaras de proteção agindo aqui novamente. E essas vozes críticas internas da nossa cabeça, elas normalmente vêm por conta das figuras de autoridade. Papai, mamãe, vovô, vovó, tios, ã, padrinhos, eh, quem mais? professores vem de todos esses lugares e é em todos esses lugares que a gente acaba tendo dor, que alimentam com frequência o nosso o seu olhar, o seu óculos para a sua autoimagem, paraa sua autoestima normalmente com a lente dos outros. Você tá olhando para você com a lente é o seu óculos. Com a
lente do seu pai, da sua mãe, com a lente do outro. A lente do da inteligência que o outro diz que você tem, com a lente da beleza que o outro diz que você tem, com a lente comente do outro, outro é o seu óculos com a lente dos outros. Tá na hora de nós quebrarmos as lentes que nós carregamos dos outros, as várias lentes que nós carregamos dos outros. E aqui eu quero te convidar para se questionar quantas lentes eu carrego dos outros sobre mim, sobre tudo o que eu vejo em mim, sobre tudo
que o outro traz, que ele fala que me machuca. As lentes que eu estou usando são minhas ou são do outro? Se doeu, é porque coou em mim. sobre algo que eu penso de mim, que talvez tenha vido de fora, não seja a realidade do que eu acredito de mim, mas eu acredito porque o outro me disse que é. Percebe o o no sistêmico? Isso vai ressoar de maneira profunda porque pode estar ligado a uma lealdade oculta e inconsciente a outra pessoa dentro do meu sistema familiar. Esta lealdade, ela pode acontecer de várias formas, mas
respira. Nós vamos falar sobre lealdade na aula da criança, OK? Senão eu vou explanar para muitas coisas que depois eu vou trazer para você, vai ficar confuso. A dor e a crítica. A dor, a dor, a crítica que eu sinto pode não ser só minha. E isto é uma lealdade. Como assim? Quantas outras mulheres no meu sistema foram chamadas de gordas, de feias, não se sentiram bonitas o suficiente ou tiveram que se manter magras porque este era o padrão para conseguir um casamento. Percebe? Com este olhar eu consigo entender se o que eu carrego é
só meu ou é meu e de muitas outras pessoas. Se esse sofrimento não é só meu, é meu e de muitas outras pessoas. da minha eh tia bisavó, irmã da minha bisavó, que não casou porque ficou tão gordinha que ninguém quis, porque na época tinha que ser magra para casar. Percebe? Tô carregando uma lealdade de alguém do meu sistema que se juntou com a minha dor. E isso vira um emaranhado violento para que eu possa olhar para mim. ir para esta pessoa e dizer que tá tudo bem, que eu vejo a dor dela e que
eu reconheço essa dor em mim e que agora eu vou cuidar disso com amor. Com amor de verdade. Um um bom terapeuta é um terapeuta que tem compaixão pela pessoa que tá na frente dele. Mas um bom terapeuta é principalmente alguém que trata de si mesmo com o mesmo amor que trata do seu cliente, do seu paciente. Como tudo tem que começar por nós, acho que essa base é a mais importante, não é? Deixa eu ver o que mais que eu preciso te trazer aqui dentro do sistêmico. Tem um parâmetro aqui que eu anotei, é
que sobre a gente começar a ouvir isso desde muito, muito, muito, muito cedo. Ah, eh, não engorda, senão você não vai arrumar casamento. A gorda assim, ninguém vai te querer. Essas falas, estas falas no sistêmico, não engorda, senão ninguém vai te querer. É gorda, sim, você não vai casar. Essas falas são são falas ancestrais sistêmicas, são falas que já vê de muito tempo, de crenças muito antigas do seu sistema que se repetem aqui hoje. E eu tô tô te trazendo eh o no exemplo da historinha do gorda, mas a gente vai ter vários exemplos, tá?
Vários exemplos aqui, caberia muitas coisas. Vamos para mais um exemplo. Se alguém me chama de responsável e eu fico desproporcionalmente afetado porque a pessoa olhou e disse assim: "Ai, como você é responsável?" Olha, ai meu Deus, como que me chamou de responsável? Que loucura. Logo, eu que cuido de tudo, que sou tão organizado, que sou tão organizada, que faço, eu fico de maneira desproporcional, irritado, nervoso, aborrecido, chateado, frustrado com que essa pessoa me disse. Talvez eu carregue a dor de ter sido desacreditado na infância de alguma forma lá na infância, ouvindo dos meus pais: "Sai,
você não consegue". Ai, deixa que eu faço. Você não dá conta. Lerda. Lerdo. Tá batendo. Preguiçosa. Percebe? Nesse lugar. Se eu ouvi coisas que me machucam lá, quando alguém me chama de responsável, todas essas vozes lá da infância vão vir aqui batendo. Todas elas. Junto disso, eu posso estar carregando a vergonha inconsciente, a vergonha guardada no meu inconsciente de alguém do meu sistema que fracassou de alguma forma, de alguém do meu sistema que foi irresponsável. Por exemplo, um homem que deixou uma mulher grávida e não assumiu irresponsabilidade. Alguém que assumiu o negócio da família e
veio a falência. Todo mundo olhou como irresponsável, como alguém que não deu conta. E como eu carrego as duas dores, a de alguém do meu sistema e a minha, quando eu ouço isso, explode, fica enorme. Percebe? Pontos pra gente olhar aqui. Respirar antes de reagir. Quando alguém fala uma coisa que eu que eu me sinto extremamente ofendido dentro dessa segunda lei, que a pessoa viu em mim algo que quando ela fala me fere. Certo? Eu preciso respirar antes de reagir. São sempre nos primeiros 5 segundos de raiva, irritação e frustração que eu vou ter as
piores atitudes da minha vida, as quais eu vou me sentir a pessoa mais culpada. Se eu respirar nos primeiros 5 segundos, no restante eu dou conta. Então, respire primeiro antes de responder, de revidar. Em segundo lugar, eu preciso identificar. Isso é só meu. Tem mais alguém no meu sistema que também sofreu com isso que eu sei? Eu posso perguntar aos meus pais se teve mais alguém que tinha questões com ser gordo, com ser magro, que sofreu com isso, que não casou. E aqui a gente vai para Tem mais alguém que sofreu por por se sentir
responsável? Tem mais alguém que foi culpado por não ter responsabilidade? Tem mais alguém que sofreu por não passar de ano, por não se sentir suficiente, por não se sentir bonito, por se sentir burro. Percebe que é um olhar enorme para muitas coisas. E sim, aqui nós já estamos ol nós já estamos olhando, perdão, para crianças limitantes e para traumatizações muito aqui. A gente já tá tendo um olhar enorme para muitas coisas. Por isso que eu disse para você que essa aula era tão importante. Então, preciso identificar, buscar o máximo possível a identificação, certo? Uma frase
importante aqui para começar a trabalhar, para começar a trabalhar pro caminho da cura, para cada uma das coisas que o outro fala de mim e que dói em mim, que me machuca, né? O o frases que podem me machucar que vem do outro. Ai como você é esquecida, né? Ai como você é bagunceiro, bagunceira, né? Ai você deixa tudo largado e você admite e ainda brinca: "Ah, eu sou bagunceira mesmo. Ai eu sou esquecido, esquecida mesmo. Ai é eu sou mesmo, né? O que que é que o outro fala que você repete que você é
mesmo? ainda dá uma risadinha e o outro tá jogando lixo em você e você tá sendo terreno baldil. Percebe? Porque quando eu permito que o outro jogue lixo ainda admito o lixo do outro, eu além desse terreno baldil, tô aceitando o lixo e deixando que ele permaneça em mim. Você não é rótulo nenhum que ninguém colocou em você. nos módulos de leitura corporal, você vai perceber como você funciona, como você age. E é só isso. Eu funciono desse jeito. É só isso. Não é sobre os rótulos que os outros colocaram em você. Não é sobre
as lentes que você tá usando no seu óculos, as lentes dos outros. Percebe? Então aqui também tem o olhar de eu tratar essa ferida a ponto de quando o outro falar eu dizer: "Eu sinto muito, mas eu não me lembro de de te dar liberdade de você falar comigo desta forma, né? Ah, você é louquinha, você é maluquinho. Todo tudo aquilo que eu rio, mas na verdade me constrange e me machuca, é lixo e é a lente de outra pessoa. Vamos olhar para todas as lentes que nós temos carregado, que não são nossas. Terceira lei.
Perdão, eu disse que eu ia te trazer a frase, estendi e não trouxe, né? Eh, a frase curativa, certo? Eu reconheço essa dor. Eu reconheço. Eu aceito ver em mim. Eu reconheço essa dor. Ela não é nova. Você precisa repetir isso para você. Ela não é nova. E eu acolho o que é meu, mas também devolvo o que não me pertence. Então eu acolho para poder olhar o que é meu, a parte que é minha dessa dor e o que não é meu eu devolvo. Eu devolvo o que não me pertence. Porque às vezes eu
tô carregando tantas dores que não são minhas, tantas dores dos outros, tantas dores dos meus pais, tantas dores de outras pessoas do meu sistema que tá tão pesado que quando eu retiro tudo isso, eu percebo que eu nem tinha tanta dor aí, tanta dor assim que não era tão grande como eu sentia, porque eu estava carregando muita coisa do qual eu já não dou mais conta. E quando eu consigo admitir, é muito pesado para mim. Eu sinto muito, mas eu não dou conta e eu devolvo o que é de vocês para vocês e fico só
com o que é meu. Porque vocês são grandes e vocês dão conta, a minha vida pode ficar mais leve, né? Eu posso ter um olhar melhor para mim e assim carregar só o que é meu. Na terceira lei do espelho de Jaques Lacan, tudo, tudo que o outro é ou faz, que eu admiro, tudo que o outro é ou faz que eu admiro, também tá em mim, mas eu ainda não reconheço. Eu amo essa lei. Você olha para mim e diz: "Nossa, Pri, vamos, vamos olhar para isso como exercício já. O que você vê quando
você olha para mim? Você tem admiração, você vê força, você vê garra, você vê coragem, você vê beleza, você vê gentileza, você vê posicionamento, você vê brabeza. O que que você vê quando você olha para mim? Faça anotação do que você vê quando você olha para mim. Terminou de fazer anotação? Por favor, olhe pro papel. Tudo isso tá em você. Só que você ainda não reconhece. É libertador, não é? É libertador. Quer dizer, não tem só leis negativas. Quando eu entendo isso e passa uma mulher na rua, eu digo: "Nossa, que mulher linda!" É para
mim, ó. Eu aponto pro outro e para mim três vezes. Nossa, que mulher linda. Nossa, que mulher incrível. Nossa, que pessoa forte. Percebe? Porque a pergunta aqui é: por que eu não posso reconhecer em mim qualidades? Percebe? Porque eu não posso reconhecer em mim qualidades. Olhando aqui com um pouco mais de profundidade, o espelho não mostra só sombras, ele não mostra só o que eu tenho que tratar. O espelho não mostra só dor, ele também mostra o que é bom. Ele também mostra qualidades. Nós vivemos num mundo dual, positivo e negativo. Resultado, não existem isso
coisas ruins em mim, nem em você, não é? E que maravilha por isso. E glória a Deus por isso não é porque seria muito difícil viver num lugar onde eu olho para mim, só vejo coisas negativas, Pri, mas nesse momento eu só vejo coisas negativas em mim. Olha pro papel e para o que você colocou sobre mim aí. Eu tô tô te mostrando de uma forma muito clara tudo de lindo, de maravilhoso que tem dentro de você, do que do qual você apenas não tá reconhecendo. Mas o nosso trabalho aqui é justamente esse, te ensinar
a reconhecer tudo de maravilhoso que você tem. Então, o espelho ele não mostra suas sombras, ele mostra também a luz reprimida. Para o que essa luz reprimida é o que eu tenho de bom, que eu não quero ver. Como assim? Não quero ver. Pri. Eu aprendi a olhar para tantas coisas ruins dentro de mim que parece que eu não consigo ver o que é bom. Quando eu consigo olhar para todo esse potencial no outro e só no outro, aquela mulher inteligente, aquele homem é inteligente, aquela mulher é forte, aquele homem é forte, aquela mulher é
boa, aquele homem é bom, aquela mulher é, aquele homem é aquilo, aquilo, aquele outro. Quando eu olho só pro outro e eu não olho para mim, eu tô deixando de ver toda a grandeza, toda a luz, todo o brilho que tem em mim. Por quê? Porque eu ouvi lá na infância, você não vai dar nada, você não presta, você não serve, você tem que ser uma boa menina, você tem que ser um bom menino. Significa o que que você não é. Como você não é bom, quem não é bom, não tem nada bom, não é?
Eu sei que tá batendo. Eu sei. E é por isso que eu disse que essa aula era tão importante. O desejo, o desejo da gente é o desejo do outro. O que a gente vê de de bom no outro é o que tá dentro da gente. Resultado nunca é sobre o outro. é sempre sobre nós. A admiração que eu tenho no outro acaba revelando tudo aquilo que eu acredito que eu gostaria de ser, mas que na verdade eu ainda não me autorizei. Bateu, né? Você não se autorizou a ser tudo o que você tá vendo
em mim. Não se autorizou. E é só isso. É apenas isso. Admiração também pode vir de uma lealdade sistêmica positiva. Alguém no nosso sistema que não poôde brilhar, que não poôde ser visto. E agora eu vejo essa admiração nos outros para que esta pessoa que eu tenho lealdade brilhe, para que inconscientemente essa pessoa possa se sentir vista. E aqui a gente vai pro exemplo de ai eu acho tão lindo mulheres gordinhas brincando com a lei anterior e com a dor anterior, né? Ai, que lindo que eu é meu Deus, tem mulheres gordas que é que
coisa mais linda do mundo. Neste neste olhar eu estou admirando alguém que foi excluído. Tô tratando da minha dor. E também também preciso ver, preciso admitir que eu posso ser uma mulher gordinha e muito feliz, porque eu não preciso estar dentro de padrão nenhum. Porque o padrão, o padrão do que as pessoas enxergam, do que elas acham bom, nem sempre é o ideal para mim. O que é ideal para mim? O que é o padrão de beleza para mim? O que eu realmente entendo que é importante? Como eu enxergo isso? E a gente tá falando
aqui exclusivamente de beleza, mas nós podemos ir paraa inteligência, nós podemos ir para trabalho, nós podemos ir para dinheiro, nós podemos ir para conquistas, nós podemos ir para estudo, nós podemos ir para todas as áreas da nossa vida, relacionamentos. Para mim, um casamento bom é um casamento que dura 50 anos e que as duas pessoas não se conhecem dentro da mesma casa. Este, e é isso que eu acredito ou é isso que a minha família me ensinou? E eu acho que isso é verdade, mas eu nunca parei para me questionar se isso é uma verdade
para mim. Isso é uma verdade para eles. Para mim talvez não seja. E tá tudo bem. Tá tudo bem. O certo, o certo e o errado são apenas padrões, parâmetros e crenças. Mas, Priscila, como assim? O certo e errado são apenas padrões, parâmetros e crenças? A gente vai falar sobre isso daqui a pouco, certo? Deixa eu aproveitar e fazer isso aqui disso aqui já uma anotação importante para trazer isso para você com um pouquinho mais de profundidade. Você tem que se autorizar já começando por aqui. [Música] Ã, vou te dar um exemplo aqui, né? Eu
admiro a eu admiro alguém pela coragem que essa pessoa tem. Talvez, talvez nessa admiração que eu tenho do outro ser tão corajoso, eu esteja abafando a minha própria força e a minha própria coragem. Por quê? Porque se eu for, se eu demonstrar a minha força e a minha coragem, eu não vou ser tão aceito quanto eu sou dentro da minha família demonstrando medo, porque todo mundo na minha família é medroso. Então, se eu for medroso também, eu sou mais aceito. Pri, você tá me dizendo que para me autorizar eu preciso perceber os padrões da minha
família e perceber se eu não estou tendo este comportamento de não poder não poder liberar em mim tudo que eu tô vendo nos outros de maravilhoso para que eu pertença. Sim. Para que você pertença, sim. Para que você fique igual, sim. para que você não seja excluído desta família, porque tudo que é diferente a gente aparta, né? E é assim que os sistemas funcionam e nós fazemos tudo para ficar igual a eles. Tudo para ficar igual. absolutamente tudo para ficar igual a eles. Se for para nós olharmos aqui no caminho terapêutico, o que há, o
que há nessa pessoa que eu admiro tanto? O que tem nessa pessoa que tá adormecida em mim? Porque eu não quero liberar isso? Como as pessoas da minha família me veriam se eu liberasse essa parte? Este é o olhar. Eu posso suportar, eu posso suportar ficar diferente e ser eu mesmo. Percebe aqui? Eh, é muito importante a gente praticar reconhecimento sem idealizar. Como assim? Não é porque eu vejo a Priscila dessa forma. Nossa, eu vejo a Priscila corajosa, posicionada e ah, isso tudo tá em mim. Uau, eu tenho que ser igual a Priscila. A idealização
de ser igual ao outro já me tira do meu lugar. Certo? A Priscila e a Priscila. Eu sou eu. Neste lugar eu posso alcançar o que é meu. Não tentar alcançar quem a Priscila é, porque é o posicionamento dela que eu acho lindo. Não, eu tenho dentro de mim posicionamento e eu vou assumir o meu posicionamento de quem eu sou. Talvez menos, talvez até mais do que a Priscila, mais ou menos, né? a frase para trabalhar curativa aqui. Essa luz que eu vejo fora também brilha em mim. Eu me permito ver e acessar. Pri, como
é que eu faço essas frases? Você pode fazer essas frases na frente do espelho? Você pode fazer essas frases de olhos fechados, imaginando que você tá na sua frente, né? A gente tem algumas maneiras aqui, mas o que importa é você colocar isso como uso diário por um período até você entender que pronto, eu assumi, certo? A quarta e última lei, Jaques Lacan. Tudo que o outro, tudo que o outro me desperta de emoções boas e ruins tem mais a ver comigo do que com ele. Tudo que o outro me desperta de emoções boas e
ruins tem mais a ver comigo do que com ele. Tudo que o outro me desperta, que eu olho para mim, eu olho para mim e não me incomoda é dele. Então aqui a gente tem dois olhares. Quando quando as pessoas quando quando eu olho para as pessoas e me desperta o que é bom ou que é ruim, tem mais a ver comigo do que com ele. Primeiro ponto. Segundo, tudo que o outro vem em mim, tudo que o outro vem em mim e que eu não me afeta. Não, não me incomoda. É a mesma coisa
para uma pessoa chegar hoje para mim e dizer: "Prcila, você tá gorda?" Eu vou dizer: "Tá bom". Ela precisa não tá falando de mim, tá falando dela. Ela tá falando do que ela tem dentro dela, dos parâmetros dela, das questões dela. Não tá falando em mim. Então eu preciso que você compreenda também que tanto que é de bom quanto que é de ruim que eu tô vendo no outro é muito mais sobre mim. Mas também o que o outro traz para mim e que não tá me afetando é sobre ele. E muitas vezes ainda te
afeta um pouco porque você tem questão com validação externa. Você precisa ouvir do outro sempre que você é bom, bonito, bonzinho, incrível, maravilhoso. Você não quer, não, não aceita crítica nenhuma. Aqui é outra questão pra gente trabalhar um pouco mais à frente, mas se o que o outro veio me dizer, eu eu consigo perguntar para mim, isso é meu? E a minha resposta interna é: "Não, aqui dentro tá tudo bem, o outro tá falando sobre ele. E se a lei é uma lei de espelho, devolva. Não carregue algo que não é seu. Não comece a
questionar: "Ai, mas será que eu não sou mesmo? Ai, mas será que eu não tô mesmo? Ai, mas será que você tá curado em mim mesmo? Porque às vezes a gente fica colocando pelo em ovo, em coisa que não precisa, que a gente já resolveu. Nas coisas que nós já resolvemos, quando o outro vem colocar peso, é isso que a gente precisa olhar. Oi, isso aqui é meu, isso me machuca mesmo ou não, né? Por que que eu ouvi isso que essa pessoa falou? Qual foi o motivo? Deu de eu parar para ouvir isso. O
outro é sempre um ativador. O outro é sempre um ativador. O outro é sempre um espelho do que eu tenho que resolver. O outro é sempre um espelho do que eu sou. O outro é sempre um espelho do lugar para onde eu tenho que olhar. O outro é sempre um espelho do que eu não quero ver. O outro é sempre um espelho do que eu tenho que resolver. O outro é sempre alguém que vem para mim crescer. Sempre. O outro é sempre o ativador de um gatilho, seja ele positivo ou negativo, que revela o que
nós ainda não temos como soberania emocional. Do. Aqui eu tomo conta. Soberania emocional. E isso acaba nos tirando da ilusão de que as pessoas fazem coisas para nós. Não, você não é o centro do universo, não, você não é eh eh como é a bola da vez. Não, nem todo mundo quer ferir você. Não, não é tudo sobre você. Aqui o mi mi de é o meu umbigo que dói. O outro tá me machucando, todo mundo quer me ferir, só fazem para mim, só comigo que acontece. Acaba porque eu percebo que é tudo sobre mim.
E aqui nesse lugar eu consigo sair da bendita da vít agressor. Porque daí a culpa não é do outro, é sobre o que eu tenho que resolver em mim. O que é do outro é dele. O outro é como ele é. Ele não vai mudar por causa de mim. Ele não vai se transformar por minha causa. Eu não consigo, eu não consigo fazer com que o outro seja o que eu quero. Adultos t, pai e mãe já foram educados. Eu também tenho aqui. Eu paro com a percepção de que tudo no mundo tá contra mim,
de que as pessoas querem fazer algo para mim. Eu não sou a única bolacha do pacote, nem a primeira. Eu sou só mais uma pessoa que está no meio de muitas pessoas, aonde todos têm questões. E a informação tá chegando para mim. Resultado é para mim, Sara. sobre não é o outro é sempre o nosso lugar ou de desejo ou de falta. O outro é sempre o lugar das nossas projeções, das nossas idealizações, do que a gente acredita como perfeito, do que a gente sonha que o outro tem que ser. trazendo aqui para você que
o o adulto, quando nós estamos adultizados, nós vamos olhar para as coisas de forma racional. É meu, não é meu. Me serve, não meve, é bom, não é bom, é sobre mim, não é? Tô resolvendo isso, tá tudo bem no meu tempo. Não, eu ainda tenho que olhar para isso, mas também no meu tempo com tranquilidade. Mas quando eu tô na criança, o meu pensamento, a minha emoção, a minha atitude, ela ela é emocional e catastrófica. Olha o que fez para mim. Olha como falou comigo. Ai, que horrível. Eu sou mesmo, eu não presto, eu
sou isso, eu não sirvo. Criança compreende? E tudo isso porque dentro de toda a nossa estrutura de crescimento emocional, da barriga da mãe até a vida adulta, nós não tivemos só coisas boas. Nós não tivemos só felicidade. Nós não tivemos só coisas incríveis, momentos incríveis, amor. Nós tivemos muitas coisas negativas. Você só está aqui por conta de todas as coisas negativas. Você só está aqui porque a sua historinha ela não é incrível e maravilhosa. É justamente a dor que nos traz pro mundo da terapia. é o desejo de nos sarar e de sarar muitas pessoas
do nosso sistema que nos traz pro mundo da terapia e que nos torna um terapeuta incrível e potente. Olhar paraas nossas feridas, ensinar os outros a olharem e tratarem as feridas deles. não sangrar mais em cima das pessoas, não exigir das pessoas o que elas não podem dar, não criar e sonhar como uma criança emocional e catastrófica que o outro terá que ser aquilo que eu acredito e aí eu projeto. E projeção é igual paçoca, mas vai esfarela na minha mão, né? irmã da frustração. A frustração vem e esfarela na minha mão. Você percebe aí
aqui ainda como a emoção vem de dentro da gente e tudo que a gente sente pelo outro está dentro da gente. Tudo o que eu vejo no outro, de bom ou de ruim, tá se tratando das minhas faltas internas, internas, das minhas ausências internas, daquilo que eu entendo, daquilo que eu vivi, da base familiar que eu tive, desequilibrada, tóxica, venenosa, né, com uma série de questões. aqui num ambiente que não era saudável, num ambiente que não era equilibrado, que não era bom e que agora na vida adulta, quando eu olho pro outro, eu vejo em
todas as pessoas. Eu replico tudo aquilo que eu vivi, não é? Tudo que acontece entre duas pessoas, qualquer que seja o relacionamento, tudo que acontece entre duas pessoas tem 50% de cada um. E, portanto, tem o autor e o coautor. Tem um responsável aqui, responsável aqui. Tem duas pessoas dando algo e duas pessoas recebendo algo. Sempre o que essas pessoas estão dando, que elas estão recebendo é outra coisa. Mas tem duas pessoas dando e recebendo algo na relação. O que nós não estamos recebendo ou que nós estamos exigindo ou que nós estamos vendo ou que
nós estamos doando para o outro são apenas ecos quatro leis do espelho são muito claras sobre isso, sobre essa identificação com projeção e frustração e sobre as nossas identificações com as nossas dores, com aquil aquilo que nós queremos ver e com aquilo que nós não podemos ver ainda, tanto de bom quanto de ruim, das nossas sombras e das nossas luzes e de tudo o que nós somos. Porque é sempre sobre nós, lembra? Eu aponto pro outro, ó. É sempre sobre mim. Ele é crítico. Eu eu eu Ele é duro, ela é dura, eu eu Ele
me odeia, ela me odeia. Eu, eu, eu é sempre sobre mim. Quando eu me coloco nesse lugar e começo a olhar para mim e para o mundo com todo esse olhar maior do que eu posso realmente entregar, do que eu tenho para entregar, do que eu estou recebendo, de para onde eu tenho que olhar, do que eu não me permito ver de bom em mim, do quanto eu tenho me criticado, do quanto eu tenho permitido outro jogar lista. em mim, do quanto eu aceito esse lixo e fico com ele. Tudo isso pode ser transformado e
me tornar alguém melhor. Para quem? Para mim. Este aqui é o nosso ponto chave. Aonde eu me torno alguém melhor para mim, eu torno o lugar que eu vivo um ambiente melhor. E aí eu mudei. E quando eu me transformo, tudo muda a minha volta e nunca nada mais será como era. E daí nós vamos pro próximo passo, porque nós estamos numa escada de crescimento, para te dar um exemplo sobre o que eu te trouxe agora desta última lei do Lacan, aonde eu ainda me eu ainda me sinto afrontado, incomodado de alguma forma quando alguém
me traz alguma coisa. ou quando alguém me traz alguma coisa e isso não é meu, não me pertence. A frase curativa aqui seria: "Eu tomo para mim o que é meu". Eu tomo para mim o que é meu e com responsabilidade agora eu olho para mim. Você respira fundo, imagina que a pessoa tá na sua frente, a pessoa que falou tá na sua frente e você diz para para essa pessoa, o outro é apenas um espelho da minha história. Bateu. Não é sobre você, é sobre mim. Eu me responsabilizo por isso e agora eu olho
para isso com amor. Eu já posso olhar. Aqui a gente começa um trabalho de realmente poder olhar para todas as nossas partes excluídas, para todas as nossas sombras, de poder começar a cura de traumas de forma compassiva, com amor, com generosidade, com responsabilidade por mim, em primeiro lugar, de liberar as pessoas da função de vilão, de salvador, de vítima e de me liberar desses lugares também e de reintegrar todas as partes da minha alma, todos os aspectos da minha personalidade de sombra e de luz que ficaram congelados lá na minha infância para que agora eu
possa de verdade estar inteiro em mim para que agora de verdade, de verdade eu posso olhar para mim. E aqui eu quero te deixar com uma última frase pergunta. Quando qualquer pessoa me traz qualquer coisa, seja boa ou ruim, a pergunta interna é: o que essa pessoa tá tentando me ensinar sobre mim? Quando eu posso olhar para isso, isso é libertação. Libertação em todos os sentidos. Libertação. Libertação de que a culpa é do outro. Libertação de que o outro só tá aqui para me machucar. libertação de que eu tenho poupa o tempo todo, de que
eu tô errado o tempo todo, de que eu sou mal o tempo todo. Libertação para que eu possa começar a viver mais em paz, em primeiro lugar comigo e depois com o outro. Eu espero que você tenha gostado dessa aula, porque eu fiz ela com muito amor, para que você tivesse uma expansão de consciência. Então, bora expandir a consciência mais, bora crescer mais. O corpo é fofoqueiro e ele conta tudo. E daqui pra frente a gente vai começar a perceber o quanto o corpo é fofoqueiro, o quanto ele conta tudo e o quanto nós fomos
muito pouco observadores de tudo em todos os sentidos. Te vejo na próxima aula. Deus te abençoe.