Neste momento, nós queremos sossegar o nosso coração e a nossa alma. Queremos observar Tua palavra, crer na Tua palavra e guardar a Tua palavra. Fala conosco o Teu povo que aqui se reúne.
O povo que o Senhor tomou como propriedade exclusiva. Transforma-nos conforme a Tua palavra. Cristianos nós oramos, amém.
Lá pelo século XIII, em Portugal, e depois também, os reis tinham uma arca de segredos que eram basicamente destinadas para guardar documentos, tesouros, ouro e as joias da coroa. E era comum que esse baú, por assim dizer, tivesse vários cadeados e cada chave ficasse com pessoas diferentes. E para que fosse então aberto, todos precisavam se reunir para abrir.
E dessa prática surgiu uma expressão comum na nossa língua portuguesa. Guardado as sete chaves. Algo muito precioso que precisa ser protegido a todo custo.
Você tem algo que guarda as sete chaves. Algo precioso, lá na sua casa talvez, que talvez não tenha valor monetário, mas tenha um valor emocional e sentimental muito grande. Como você guarda esse tesouro?
E se um desconhecido chegasse a você, você daria esse tesouro que você valoriza? Esta é a quarta mensagem da série Sete Identidades do Povo de Deus, baseada no texto de 1 Pedro 2, 9 a 10. Se você já quiser abrir a sua Bíblia, o apóstolo Pedro, nesse trecho, aplica à igreja identidades que antes pertenciam somente aos israelitas.
Os judeus gentios agora são chamados de nova identidade. Nós estamos investigando essas identidades uma a uma. 1 Pedro 2, 9 e 10 diz, Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar-vos as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
Vós, sim, que antes não éreis povo, mas agora sois povo de Deus, que não tinheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia. Hoje nós estamos na quarta identidade, povo de propriedade exclusiva de Deus. E para entender isso nós vamos fazer aquele caminho novamente.
Israel, Cristo, igreja, como essa identidade foi dada a Israel, como ela é consumada em Cristo e como ela é aplicada às nossas vidas hoje. O que significa ser povo de propriedade exclusiva de Deus? Veja, quando Deus chamou Abraão e fez com ele uma aliança, uma das promessas que Deus incluiu é que ele seria o Deus da descendência de Abraão.
Parte central da aliança é que Deus seria o Deus de Israel e Israel seria o Israel de Deus. Deus do povo, povo de Deus. Esse relacionamento é marcado por pertencimento, por fidelidade.
E essa promessa central se desenvolve ao longo da história da redenção até que chega em Êxodo e Deus restabalhece a aliança com a nação e diz, se diligentemente ouvides a minha voz e guardades a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. Se Israel guardasse a aliança, ele seria uma propriedade peculiar. E no hebraico essa expressão é rara.
Ela acontece somente oito vezes no Antigo Testamento. Duas das vezes fala sobre o tesouro de reis. Então, por exemplo, Davi pega do seu ouro particular e doa para a construção da casa do Senhor, porque ele amava o Senhor.
As outras seis vezes, Deus fala sobre o seu povo como seu tesouro particular. O tesouro de um rei. O rei dos reis, que possui toda a terra.
Dentre todas as nações, escolhe aquele pequeno povo de Israel e diz, esse povo é a joia da minha coroa. Imaginou que privilégio? Você ser tesouro de Deus.
Como isso deveria impactar a vida de Israel? Como deveria afetar o comportamento deles? Como Israel deveria reagir diante do tamanho privilégio?
Deuteronômio 6, 13 a 15, responde. O Senhor teu Deus temerás, a ele servirás e pelo seu nome jurarás. Não seguirás outros deuses, nenhum dos deuses dos povos que houver a roda de ti.
Porque o Senhor teu Deus é Deus zeloso no meio de ti. Para que a ira do Senhor teu Deus se não acenda contra ti. E te destruas de sobre a face da terra.
Israel deveria responder ao privilégio de ser propriedade exclusiva de Deus. Tendo exclusivo de Deus. Deus não permitiria nenhum amante.
Nenhum amante. Deus é um Deus zeloso. E o adultério espiritual acenderia a ira do Senhor.
Israel não poderia ter outros deuses. O que era um desafio. Porque todas as nações ao redor de Israel adoravam outros deuses.
Vários deuses. Eles eram politeístas. E você já se perguntou por que todo mundo era politeísta naquela época?
Sabe por quê? Porque o politeísmo é bem pragmático. O politeísmo transforma os desejos das necessidades humanas em um Deus que eu posso subornar.
Você quer uma família grande? Traz uma oferenda para a deusa da fertilidade. Você quer uma colheita vasta?
Realiza um sacrifício para o Deus do campo. Você quer uma viagem segura? Traz um holocausto para o Deus do mar.
E assim por diante. E se não funcionasse? Bom, você sacrifica mais.
E se não funcionasse? Você buscava um outro Deus que é mais forte. Tem uma cartilha enorme para você escolher.
Infelizmente, Israel não guardou a aliança e se contaminou com os deuses das nações. Israel busca o favor de deuses e a ajuda de reis e não do Senhor. Por quê?
O texto de Malaquias 3, 13-15 responde porque o povo se volta contra o Senhor. Malaquias 3, 13-15 diz, As vossas palavras foram duras contra mim, diz o Senhor. Mas vós dizeis que temos falado contra ti.
Vós dizeis, inútil é servir a Deus, que nos aproveitou, temos cuidado em guardar os seus preceitos, em andar de luto diante do Senhor os exércitos. Ora, pois, nós reputamos por felizes os soberbos. Também os que cometem piedade prosperam.
Assim, eles tentam o Senhor e escapam aos olhos do povo de Deus. Não vale a pena servir a Deus. Eles não estavam satisfeitos com o Senhor.
E na adversidade, olhos adúlteros desejam outros deuses. Eles pensavam da seguinte forma, Se servimos os deuses das nações vizinhas, então nós seremos felizes como eles. Nós teremos a prosperidade que eles têm.
Porque, no fim das contas, são essas coisas que nós desejamos, e não o Senhor. Você se considera um politeísta? Talvez você não tenha várias estátuas na sua casa, ou talvez tenha.
Talvez você não busque seguir várias religiões, ou talvez tente. Mas será que você não tem outros deuses no seu coração? Será que, no meio da adversidade, nós não perguntamos também, Será que vale a pena seguir o Senhor?
Será que, na nossa insatisfação, nós não pensamos, A grama do ímã é mais verde. Será que não dizemos que adoramos a Deus, mas nós subimos os montes e dótras para conseguir alguma paixão carnal dos deuses da luxúria? Dinheiro?
Da gula? Da bebedice? Do ódio?
Da inveja? Do furto? Da fofoca?
Da maledicência? Examine o seu coração agora. Você está satisfeito com o Senhor?
Você deseja a Deus em cima de tudo? Israel falhou em guardar a aliança, falhou em ser fiel a Deus. E a ira de Deus se acendeu contra Israel e os consumiu.
Nós também somos, de muitas formas, infieles. Nós merecemos que o zelo do Senhor arda em ira contra nós também. Deus é um Deus zeloso.
A ira de Deus deveria nos consumir. Mas o profeta Malaquias continua e ele traz tanto avisos terríveis como notícias maravilhosas. Ele fala que vai chegar um tempo que Deus vai diferenciar o justo do injusto.
Mas que aqueles que temem ao Senhor vão ser o tesouro particular do Senhor. E Deus trataria esses como aquele pai que poupa os seus filhos. E que antes que chegasse o dia do Senhor viria um tempo de reconciliação.
E aqui que nós vemos a riqueza da graça divina. Porque o zelo do Senhor que deveria vir nos consumir em ira agora é um zelo que vem de lá pelo nome do Senhor e nos trazer redenção. O profeta Ezequiel é um profeta que fala muito sobre o zelo do Senhor.
E ele fala que Deus irá mudar a sorte de Judá e Israel. E fará isso por causa do zelo do Senhor pelo seu próprio nome. O zelo do Senhor viria em redenção.
Como no texto que nós lemos no começo do culto. Deus promete restabelecer a aliança. E ele garante a fidelidade pactual.
Ezequiel 37, 23 e 24 diz. Nunca mais se contaminarão com os seus ídolos. Nem com as suas abominações.
Nem com qualquer das suas transgressões. Livra-os de todas as suas apostasias em que pecarem os purificarei. Assim eles serão o meu povo e eu serei o seu Deus.
Meu servo Davi reinará sobre eles. Todos eles terão um só pastor. Andarão nos meus juízes, guardarão os meus estatutos e os observarão.
A promessa está aqui de novo. Deus do povo, povo de Deus. O relacionamento fiel seria restaurado pelo próprio Deus.
Que iria purificar o seu povo dos ídolos. E tudo isso iria acontecer através desse rei que viria. Um rei descendente Davi.
Um rei zeloso pelo Senhor como Davi. O era. E esse descendente de Davi é Jesus.
Agora Jesus não só restaura o relacionamento entre Deus e homem. Jesus é a definição do relacionamento entre Deus e homem. Quando Jesus foi às águas do batismo, uma voz do céu disse.
Este é meu filho amado em quem me compraz. Deus tem uma relação especial com seu filho. Jesus é o amado do pai.
Deus se compraz do filho. E Cristo também ama o seu pai sobre todas as coisas. Tanto que após o batismo, quando Satanás tenta Jesus no deserto.
Satanás tenta Jesus justamente na satisfação de Jesus em Deus. Será que Jesus vai esperar no Senhor ou vai tomar medidas próprias? Para se satisfazer, se alimentar, se engrandecer.
E na última tentação Jesus responde. Retire de Satanás, porque está escrito. Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele prestarás culto.
Como diz o texto de Teuteronômio 6. O pai se compraz no seu filho amado. E o filho ama o pai sobre todas as coisas.
O pai tem o filho como seu tesouro particular. E o filho tem o pai como seu tesouro particular. E é nesse relacionamento que nós vemos a plenitude pactual.
O que significa Deus do povo e povo de Deus. Só que aqui está a maravilha da graça. O pai toma do seu tesouro particular, seu filho.
Guardado na eternidade no seio do pai. E ele abre as sete chaves do seu coração. E compartilha o que ele tem de mais precioso para conosco.
Para estranhos. Para indignos. Para pecadores.
O pai envia o seu filho, enche ele do espírito. Para que ele possa vivificar o povo de Deus. Como Tito 2.
14 diz. Jesus assim mesmo se deu por nós. A fim de reminos de toda iniquidade.
E purificar para si um povo exclusivamente seu. Celoso de boas obras. Jesus o tesouro particular de Deus.
É dado em favor de pecadores. Para que pecadores possam se tornar o tesouro particular de Deus. Deus dá o que ele tem de mais precioso.
Para que nós possamos nos tornar o que Deus tem de mais precioso. Isso é graça. Jesus é o pastor que guia o rebanho a fidelidade.
Ele é a pedra que diferencia justos de injustos. Ele é o filho que não foi poupado. Para que nós fôssemos filhos.
Palavras. Por Deus. E isso é boa notícia.
Boa notícia pra você e pra mim que somos infiéis e idosos. Como Israel foi. Boas notícias.
Porque se nós temos pecado. E temos encontrado nossa alegria. Nossa vida.
Nosso conforto. Nosso prazer. Nossa segurança.
Em outras coisas. Deus tem um convite pra nós. O pai e o filho convida cada um de nós.
A nos arrependermos do nosso pecado. A entendermos algo importante. Que a amizade com o mundo.
É a inimizade para com Deus. Deus nos chama. Nos arrependemos.
Nossa adultéria espiritual. Mas mais do que isso. O pai e o filho também nos convidam.
A crer. Crer. Que aquilo que o filho fiel fez.
Pode nos levar a sermos. O povo de Deus. E Jesus pode.
Nos reconectar a Deus. E se nós cremos em Cristo. Deus pode ser o nosso Deus.
E nós podemos ser. O seu povo. Se você ainda não crê em Jesus.
Ou se você tem alguma dúvida sobre Jesus. Você pode me procurar ou qualquer membro. Desta igreja ao final do culto.
Para pra pensar. Que privilégio. É esse.
Nós podemos chamar. O Senhor. De meu Deus.
E Deus. Nos chama. Do seu povo.
Rebanho do seu pastoreio. E isso tem duas grandes. Implicações sobre as nossas vidas.
Quero ver com você. Para nós concluirmos. Ter o tesouro particular de Deus.
Significa primeiro. Fidelidade evangelística. E em segundo.
Fidelidade perseverante. Fidelidade evangelística. E fidelidade perseverante.
Primeiro, fidelidade evangelística. Sermos um povo exclusivamente de Deus. Significa que nós devemos ser um povo.
Zeloso de boas. Obras. E essa é uma das grandes preocupações.
Do apóstolo Pedro em sua epístola. Em sua carta. Ele deseja que o povo de Deus.
Mantenha o seu testemunho. No meio dos gentios. Veja o versículo 11 e 12.
Primeiro a Pedro 2. É justamente o texto que segue. O nosso texto principal.
Amados. Exóticos como peregrinos e forasteiros. E sois.
A vos absterdes das paixões carnais. Que fazem guerra contra a alma. Mantendo exemplar.
O vosso procedimento. No meio dos gentios. Para que naquilo que falam contra vós outros.
Como de malfeitores. Observando-los em vossas boas obras. Glorifiquem a Deus.
No dia da visitação. Se nós pertencemos a Deus. Nós não somos desse mundo.
Somos peregrinos. E forasteiros. Portanto nós devemos manter o nosso testemunho.
Para que não falem mal. Da onde a gente vem. Nós devemos manter o nosso testemunho.
Porque a nossa fidelidade. Leva os outros a glorificar a Deus. A nossa fidelidade é evangelística.
E isso é o que nós precisamos entender igreja. A igreja do Senhor Jesus Cristo. Nunca impacta o mundo.
Por se comportar como o mundo. A igreja impacta o mundo em sua diferença. Em sua santidade.
A igreja impacta o mundo quando mantém Deus como seu tesouro supremo. E aqui está algo interessante sobre ser tesouro particular de Deus. Por um lado isso significa a absoluta fidelidade ao Senhor.
Deus não troca sua posição. Deus não compartilha a sua glória. Deus não aceita ídolos amantes.
O amor supremo e exclusivo pertence somente a Deus. Agora, tanto o amor de Deus como nosso amor por Deus transborda. Ou seja, se por um lado a fidelidade ao Senhor nos leva a amar o Senhor sobre todas as coisas, por outro, esse amor transborda pro próximo.
A nossa fidelidade a Deus é evangelística. É generosa. É altruísta.
É compassiva. É como Jesus. O tesouro particular de Deus não é guardado de forma egoísta.
Há sete chaves, mas é compartilhado com o mundo. E a fidelidade a Deus se expressa através de um povo que é zeloso em boas obras em favor do mundo. Vou fazer um exemplo pra vocês.
Pensem em um médico cirurgião com seus instrumentos. Ele é extremamente zeloso por aqueles instrumentos. Ninguém pode tocar neles.
Não podem contaminá-los de forma alguma. Agora, imagina que esse médico é tão zeloso que ele não use os instrumentos que ele tem numa cirurgia. Isso não faz sentido.
O zelo do cirurgião pelos seus instrumentos é justamente pra manter os instrumentos puros, sem contaminação e afiados pra que eles possam exercer o papel de salvar vidas. Assim também eu e você, meu amado. Se nós nos contaminarmos com o mundo, se nós não estivermos afiados com os propósitos de Deus, nós os tornamos inúteis.
Inúteis ao reino. Inúteis ao mundo. Como disse o apóstolo Paulo em 2 Timóteo 2,21 Se alguém a si mesmo se purificar desses erros, será utensílio para a honra.
Estantificado e útil ao seu possuidor. Estando preparado para toda boa obra. Você está santificado e útil nas mãos de Deus.
E tem contaminado a sua consciência. E enfraquecido o seu testemunho. Eu sei que você quer ser um utensílio de honra pro senhor.
Isso significa que se você tomar uma atitude hoje agressiva e drástica contra o seu pecado. Especialmente aquele de estimação. Aquele que nos assola tão tesnasmente.
Aquele que repetidamente nós caímos. Eu quero dar uma sugestão prática pra você. Pra você lidar com esse pecado.
Obviamente é só o Santo Espírito que pode santificar você. Mas eis aqui o meu desafio pra você. Pegue uma folha.
Divida em três colunas. Na primeira coluna você vai colocar tudo que esse pecado ou esse ídolo promete pra você. As seguranças que ele garante.
As promessas que faz. Os prazeres que oferece. Na segunda coluna você vai colocar o que o ídolo realmente fornece pra você.
Como ele estraga seus relacionamentos. Como traz dano à sua fé. Ao seu testemunho.
E na terceira coluna você vai colocar quais benefícios viriam ao trazer esse pecado. Ao deixar esse pecado. Como impactaria sua vida espiritual.
Sua vida relacional. Como isso iria agradar a Deus. Como iria beneficiar a igreja e o mundo.
Três colunas. O que o ídolo promete. O que o ídolo entrega.
E o que deixar esse ídolo vai trazer. Eu quero desafiar você nessa semana a fazer isso. Faz essas três colunas.
E daí você vai fazer o seguinte. Você vai lembrar que nós somos um povo como tesouro particular do Senhor. E ser tesouro particular não é ser sozinho.
E você vai até um irmão ou uma irmã que você confia da igreja. E você vai marcar um café com essa pessoa. E nesse café você vai levar sua folhinha.
Você vai chegar até aquela pessoa entregar a folhinha e dizer meu irmão, eu tenho lutado contra esse pecado e sem muito sucesso e eu preciso de ajuda porque eu quero ser um utensílio de honra pra Deus. Você me ajuda na minha luta contra o pecado? Eu quero desafiar você, meu amado.
A você ser um utensílio afiado e puro nas mãos de Deus. Primeiro, então, fidelidade evangelística. Segundo, fidelidade perseverante.
Ser povo de propriedade exclusiva de Deus também significa que nós não deveríamos maravilhar se o mundo nos odeia. Se fôssemos deste mundo o mundo nos amaria como se fôssemos dele. Mas não somos.
Somos forasteiros e peregrinos. Pertencemos a Deus, então o mundo nos odeia assim como o primeiro odiou o nosso mestre. No capítulo 4, o apóstolo Pedro fala pra não estranharmos o fogo ardente que surge no meio de nós.
Como se isso fosse algo extraordinário. Mesmo fazendo o bem para o mundo, vão nos odiar. Assim como crucificaram o bondoso Jesus.
E isso, amados irmãos, é o ordinário, o comum. O extraordinário é a liberdade que nós temos hoje pra evangelizar e pra nos reunirmos aqui. Perseguição é o comum na história cristã.
Então nós precisamos estar prontos. Sabe por quê? Porque é justamente no meio da diversidade, da tribulação e da perseguição que nós somos tentados a olharmos pra outros deuses e nos questionarmos se vale a pena seguir Jesus.
E a denúncia do profeta Malaquias está contra nós. Será que vale a pena servir a Deus quando seguir Jesus significa tome a sua cruz como um condenado e ande nesse mundo? Será que vale a pena ser fiel a Deus quando tudo dá errado?
Quando o mundo nos odeia? Quando nos perseguem? Quando nos tiram o que nós valorizamos?
E é nesse momento que a identidade de povo de propriedade exclusiva de Deus nos traz um poderoso conforto ao nosso. Porque o mundo pode nos rejeitar Jesus nos tem como seu tesouro particular. O mundo pode nos odiar Jesus nos estima.
O mundo pode nos abandonar, mas nós pertencemos a Deus. O único consolo, na vida e na morte, é a primeira pergunta do Catecismo de Heidelberg. E a resposta é muito bela.
Meu único consolo, na vida e na morte, é que não pertenço a mim mesmo, mas pertenço de corpo e alma, tanto na vida quanto na morte, ao meu fiel Salvador Jesus Cristo. Isso é um consolo poderoso. Eu sou de Jesus.
Eu pertenço a Jesus. Tudo de mim, corpo e alma, em todo momento, vida e morte, são de Jesus. E é com essa convicção que Jesus nos tem, que nós podemos permanecer firmes na aprovação e viver a vida que Pedro nos disse pra viver, lá em 1 Pedro 4, 14 e 16.
Se pelo nome de Cristo sois injuriados, bem -aventurados sois, porque sobre vós se repousam os espíritos da glória e de Deus. Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem. Mas se sofrer como cristão, não se envergonhe disso.
Antes, glorifique a Deus com esse nome. Amada Igreja, que privilégio nós recebemos. Nós somos propriedade exclusiva de Deus.
O Pai entregou o seu tesouro, Cristo, por nós, pecadores, pra que nós pudéssemos ser tesouro particular de Deus. Antes disso, nós não podemos terem fiéis como Israel. E sim, amados, a fidelidade durante a tentação, ela é extenuante.
A fidelidade no meio da aprovação, ela é cansativa. A fidelidade no meio da perseguição é exigente. E nesses momentos, nossa carne vacila.
Nós duvidamos se vale a pena seguir Jesus. Nós começamos a olhar pra grama do ímpio. E buscar outros deuses pra nos satisfazer.
Mas Deus disse que vai chegar um dia, onde ele fará uma clara diferenciação entre quem o serve e quem não o serve. Ele terá um memorial escrito diante de si com os nomes dos que o temem. E ele poupará os que o servem, como um pai poupa o seu filho.
E naquele dia, amados, as palavras de Apocalipse 21 se concretizarão. Termino com essa leitura. Vi novo céu e nova terra.
Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe. Vi também a cidade santa Nova Jerusalém que descia do céu da parte de Deus. Ataviada como noiva adornada para o seu esposo.
Então ouvi grande voz vinda do trono dizendo, Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus.
E Deus mesmo estará com eles. Eles enxugará dos olhos toda lágrima. E a morte já não existirá.
Já não haverá luto, nem pranto, nem dor. Porque as primeiras coisas passaram. Vale a pena seguir Jesus.
Vamos orar. Senhor, nós recebemos o privilégio imensurável do Senhor nos estimar como seu tesouro particular. E o Senhor nos valoriza pela graça porque não há nada de bom em nós.
Isto é em nossa carne. Mas porque o Senhor nos amou de tal forma, nós podemos encontrar motivação para a santidade em sermos seu tesouro e conforto na aprovação. Se há alguém, Senhor, aqui desanimado, retubiando, com as pernas fracas, sem seguir o Senhor, eu posso encontrar força nessa promessa que o Senhor nos tem como seu tesouro.
O Senhor é o nosso Deus. Nós somos seu povo. Por Cristo Jesus nós oramos.
Amém.