por isso trabalhava comigo lá o Paulinho, cara, pô, ele tinha 1,50, cara, não sei como é que ele viu uma PM, né, meu? [risadas] E ele, pô, era cabo e me ensinou para [ __ ] né, meu? E ele era um cara, cara, que ele tinha vários informantes, né, meu e tinha uma noia que era informante dele.
E a noia dava a a o ponto de droga e noia que nem >> o cachorro, né, meu? Cachorro faz assim, você dá um biscoitinho para ele, já era, né, meu? É que nem a Noia, a Noia dava as fitas pra gente, dava duas pedrinhas para ela, né?
Era ilegal. Era ilegal. Mas só que [ __ ] a gente tava informação roubada que ia ficar preso de novo.
Exatamente. A gente tirava vários traficantes da rua. Aí um dia nós fomos lá, ela deu uma parada para nós, fomos lá, não achamos, cara.
Meu, não tá três cara deto, não acha a droga. E lá na viatura escondida. Aí ela falou: "Pô os caras na parede que eu vou lá achar, seu Paulinho".
Aí foi lá, achou, cara. Aí achou. A não achava.
Ela foi lá, achou. tava tinha um um tijolo falsoado. Ela foi lá, ela sabia porque ela ia comprar, >> né?
Tirou >> aí. Beleza. Aí saímos pá fragrante nos car tudo.
Quando foi a gente foi dar um negócio para ela. Aí falei aí seu Paulinho, esses polícias é tudo soneiro, hein? Esses polícias trabalho, tem que trocar esses polícias.
O meu, fiquei no ódio daquela noia, mano. Falei: "Ah, noia maldita". Aí fiquei com o ódio dela, né, meu?
Ela dava os trampos, aí ela viia conversar comigo, não queria nem papo com ela. Aí um dia ela falou assim: "Ô Paulinho, vou dar um trampo para você, mas eu vou estar lá dentro do barraco porque você seus polícia não acha mesmo. Aí eu vou falando, tá ali, tá ali, né meu?
Você coloca o cara na parede, aí entramos pá, meti o pé no barraco, aí lá tá ali, a gente achava droga, achou arma, achou dinheiro, pá, e os caras cara na parede. Falei: "Ei, noia". Ela não aí ela falou assim, quando ela deu a fita, ela falou assim: "Aí o senhor me dá umas porradinhas, uns tapinhos e me manda embora".
>> É [risadas] mesmo? >> Aí eu falei: "Porra, mano, >> agora é a hora. É agora, mano.
Falei, agora é a hora, mano. Aí eu falei, Paulinho, comigo. Ele falou assim, beleza.
Aí, aí eu falei: "E aí, Noia, que você tá fazendo aqui? " Não, senhor, sou usuário, né? Pá, falei: "Você é usuária, mas aí eu fou: "Não, que não sei o quê.
" Pá, pá, pá. Aí eu, pá, dei um tapão na orelha dela. Ela foi de costa assim, bateu no sofá e o sofá virou, né, meu, com ela, né, meu?
Aí eu pulei por cima do sofá e já deu umaqueta na cara dela, né? Aí ela falou assim: "Tá bom, tá bom, [risadas] >> chega, chega". >> Ela falou assim: "Tá bom, tá bom, tá [risadas] bom".
Aí eu falei, "Sua noia maldita que aqui no Aí peguei ela assim, mas ela pesava era mais magra do que o Gabriel. [risadas] >> Pô, Gabriel, [ __ ] velho. >> Peguei ela pelo fundilho da calça assim pela camisa e joguei pela janela.
>> [ __ ] >> Só que, cara, eu não menti depois que eu fui olhar, cara, era uns dois andar, cara. [ __ ] que pariu. >> Era um barraco, só que tinha um um córrego, mano.
E eu não medi no ódio. No córrego, mas só que era alto, né? Meu chá.
Aí o Paulinho falou: "Não, você matou ela". Falei: "Mas tem nada que nem barata, [ __ ] Vamos embora". Aí pegamos os fragrante DP, apresentamos.
Cadê a Noia para vir buscar o petisco? Nada. No outro dia, cadê a Noia?
Nada. O Paulinho falou: "Você matou ela? " Certeza você matou.
No terceiro dia ela veio, braço quebrado, olho roxo, três dentes quebrado. >> Não deixa esse cara chegar perto de mim não, seu Paulinho. Não deixa esse filha da [ __ ] chegar perto de mim não.
Falei assim: "Ah, isso é para você aprender a me chamar de sonira, sua filha da [ __ ] Ah, vamos me chamar de sonira, sua filha da [ __ ] Aí, cara, e assim, o pessoal fala: "Ah, mano, é isso daí é errado, pá. " Mas cara, a gente trabalhava assim, a gente prendia muita gente, cara, muito ladrão. E cara, e a PM é >> era outra polícia, né, irmão?
>> Era outra polícia. Era feita de louco, cara. >> A PM, o melhorzinho, encava a mãe no tanque, velho.
Tacava pedra na lua, boa, >> mais de boa. Tacava pedra na lua. >> Tinha um tenente que trabalhava com a gente, não vou falar o nome dele, que até já faleceu, né?
E ele era doido, cara. Doido. Chegou os colete novo, aí ele falou assim: "Põe o colete aí que eu vou dar um tiro em você para ver se o colete é bom.
[risadas] Juro por Deus, >> eu vou testar o negócio aí falou: "Não, chefe, não, pelo amor de Deus". Ele falou assim: "Não, então vou colocar em mim e você atira em mim". Aí o falou: "Não, chefe, eu não vou atirar no senhor não, pelo amor de Deus".
O cara é doido, cara. Doido, doido, não, doido. E uma vez ele tava lá nós esperando a viatura chegar, todo mundo sentado esperando o turno recolher pra gente pegar outra viatura.
Aí ele chegou e falou assim: "Desceu, ele era careca, a careca dele vermelhou". Falou assim: "Ô, C, você tá fazendo bico? Eu pensei que ele arrumou um bico para mim, né?
>> Aí eu falei assim: "Não, chefe. " Ele falou: "Você é meu motorista a partir de hoje". Aí eu falei: "Put, >> [ __ ] merda >> que par".
Quando ele subiu, os caral mano, você tomou no cu, cara. Eu falei: "Porra mano, que que eu vou fazer agora? " [risadas] Fiquei pensando, "Pai, por que você não falou que você fazia bico?
" Eu falei: "Não, pô, eu pensei que ele queria arrumar um bico para mim". Aí eu falei: "Caralho, aí fiquei quatro meses trabalhando com ele, motorista dele. " "Mas eu vou falar para você, cara".
>> Motorista >> é o do Mata Leão. >> Hã? >> É o do Mata Leão.
Do box. do box. Do box.
Tá saindo. Conta no ma le no mato Leeno os caras mand. >> Vou contar o do box.
Do box primeiro. Esse esse doido aí ele foi, ele lutava box. Ele falou assim: "Ô, vou fazer".
Pegou a sala dele, falou: "Tira todos os móveis aqui, tiramos tudo, colocamos no corredor, vou fazer uma sala, um box aqui, um ring. " >> Aí colocou as nuvens, ele tava, né, meu? Aí falou: "Quem vai lutar comigo?
" Falou: "Ô chefe, eu não vou lutar com o senhor, né meu? Eu nem nojo de box, né? Não vou lutar com o senhor.
Aí falou: "Não, quem vai lutar? " Ninguém. Chama alguém lá embaixo, vê se alguém quer lutar comigo.
Aí tinha um Farias, um baba ovo lá. Falei: "Eu vou lutar com o senhor, chefe". Deixa comigo, deixa [risadas] comigo.
Aí eu falei assim: "Faria, tem certeza? " Falou: "Tem. " E o cara batia forte, mas ele falou: "Colocar as luvas, fou: pegou um cabo que trabalhava com ele, que era o técnico dele, aí o outro, por isso era técnico do outro.
E eu fiquei de juiz, né, mano? Graças a Deus. " Aí começou, né?
Ô, Faria, é luta, pode bater. Eu falei: "Não, eu vou arrebentar o senhor". Aí eu falei: "Aí, cara".
Aí faria, aí sim. Aí começou [risadas] na sala do comandante. >> [ __ ] que pariu.
Pá pá pá. Aí eu faria foi, deu pá na cara dele. Chega que ele fez assim, né?
Aí eu olhei, né? Meu falei pá legal. Aí foi lá.
Aí ó o juiz. Falei para ele assim: "Exe Faria arregaçou o senhor ó o juiz. Aí falou: "Não, agora que chegou minha vez.
" >> Aí eu falei: "Porra, ia da hora e eu queria ver o Finia se foder. " [risadas] Aí começou de novo, segundo round, né? Pá, pá.
Aí ele foi levando o F no cantinho, pá, pá. Pá, pá, pá, mano. Ele deu um acho que é up, é up que chama, né?
Baixo para cima. Ele deu um >> pá, meu. Quando ele deu, pegou no queixo, Faria, Faria bateu a cabeça da parede assim, cara, que tava no cantinho, né, do ring.
>> E desceu, cara. Foi uma sala, >> escorreu pela parede. >> Escorreu pela parede assim, a risca de sangue na parede assim, falei, matou.
Falei, já era, [risadas] matou. >> Aí o Faria caiu desacordado, né, mano? >> Lógico, né, meu.
>> Aí ele, eu fiquei assim horrorizado, né, mano. Aí ele falou assim, car, o que que você tem que fazer? 1 2 [risadas] 3 4 5 6 7 [risadas] 8 9 10 Aí >> acabou, >> acabou chefe.
Fou e o que você tem que fazer? Eu falei: "Ai, é mesmo". A [risadas] mão dele >> a outro caído >> desmaiado, cara.
Falei, pegamos a viatura, levou pro hospital, tomou seis pontos na cabeça, pô. >> [ __ ] que pariu, >> mano. Eu tô falando para você que ele era doido, cara.
Doido, mas doido. E o de motorista dele, cara. [ __ ] que paroquia.
>> Eu pensava que eu era louco, né, meu? Mas ele >> não, você é ficha, >> não era fichinha. Pelo menos tava, ó, a viatura dele era um gol quadrado, gol quadrado, manja?
Sei >> aqui, logo que saiu a a e refrigerada água andava para [ __ ] né? >> É, era brabo. >> Aí ele falou assim: "Emelino Matarazo, quem conhece Hermelino Matarazo?
" Até vinha ele em frente o batalhão da rota. Ele sentou na viatura e falou assim: "Cara, você tem 15 minutos para chegar no QG". >> Caraca, longe.
>> Se você não chegar, você tá [ __ ] >> É longe, hein? Aí eu falei assim: "Posso ligar a sirena" e falou: "Você pode fazer o que você quiser, >> mas chega. >> Eu quero chegar.
Tô numa reunião lá. Se eu chegar atrasado, você vai se [ __ ] velho. Quando eu cheguei no QG deu 17 minutos, errei dois.
>> Aí o L falou assim: "Dois minutos eu vou deixar quieto. Ai, graças a Deus". E a viatura assim, ó.
Tim tim, aquele cheio de trem manja. É. Aí o o cara da guarita falou assim: "Da onde você veio com essa viatura, bicho?
" Falei: "Deinho tudo as juntas". Falei se eu tivesse com esse louco aí, mano, ele se eu não trouxer ele aqui. >> Fala do mata leão, [ __ ] >> Não, do mata leão foi da hora.
>> Tô falando assim, esse cara só trabalhou com doido, mano. Não era normal os cara doido. >> Nós estava na roda lá no tático, né, meu.
E o e a o chão era de terra, né? Batia ali onde a gente tava fazendo a a preleção. Ele falou assim: "Ô, quem sabe darão?
>> Quem sabe dar um matalhão? " >> Matalhão. Então, a gente falava assim, né?
Eu falei: "Eu, eu sei, né? Eu vou dar um matalhão aqui mim". >> Aí eu falei, >> esse é o gordão, né?
Não é o note. >> É o note. >> É.
Aí eu fui lá, pá, deu um matalão nele, né, meu. Falei: "Ó, você aperta aqui, né, meu? Pá, aqui fecha, fecha, tranca aqui a a o a corrente sanguínea, né?
Falta oxigenação no cérebro, o cérebro apaga, né? Apaga, >> apaga para para proteger o corpo da pessoa, né? >> Ô, não senti nada.
Falei, vou apagar. [risadas] Aí ele apagou, cara. Peguei, coloquei no chão, né?
Assim, teu superior. >> Foi legal. Meu superior, o tenente.
Eu era sargento. Coloquei ele no chão, né, meu? Aí quando ele voltou, você volta, né, meu, dando uns espasmos, né, meu?
>> Aí ele voltou, [risadas] >> sujou tudo o capote dele. Você é um filha da Castro, você é um filha da [ __ ] Você me apagou. Falou: "Não era para pagar o senhor, senhor" falou que queria ver como é que era, [ __ ] Não, mas não era para me apagar, [ __ ] Você tá [ __ ] cara.
Acabou a eleição, acabou a revista. >> Mas tem gente que volta e e fala que não apagou. >> Não, ele não apagou.
Ele voltou. Tem gente que >> você não percebe. >> Tem gente que fala: "Não, não apaguei não, não, não percebe.
É tão rápido, cara". O o corpo da gente é fantástico, né, cara? Desliga o cara que é pro cara não.
Agora quando que você viu a cara da morte mesmo? A cara da morte, >> a morte foi várias vezes. >> Agora da morte você falou, [ __ ] morri.
>> Você falou: "Agora eu vou pro saco". Várias vezes. Várias vezes.
Que >> é [ __ ] >> É, >> teve uma que essa daí eu matei um ladrão dentro da igreja, né? Daha Formosa. >> Dentro da igreja, aquela católica grandona que tem ali.
Nós perseguindo um carro roubado. Perseguindo não, o tenente tava perseguindo e eu tava com a minha viatura atrás. Aí a viatura do tenente acompanhando e eu com viatura atrás do tático, né?
Determinado momento esse carro bateu no poste. O ladrão que tava dirigindo ficou preso nas ferragens. Do lado tava o o a vítima, né?
E atrás tava outro ladrão. O ladrão saiu correndo, pinote, né, meu? Entrou para dentro da igreja.
>> Vocês foram para trás >> e nós em cima. E eu com a com a a arma longa. E o tenente tava com a arma longa, mas deixou na viatura, tava com a arma curta.
Aí pá, o tenente entrou na na igreja, o cara pau no tenente, o tenente voltou, tava com arma curta >> e a igreja vazia. >> A igreja vazia e eu tava com a arma longa e o tenente era novo, era inexperiente, >> tá, >> né? Tinha, tinha, ele tinha experiência eh da das leis, o [ __ ] né, meu?
Mas de prática ele não tinha. Na teoria a prática ele não tinha. Eu falei: "O chefe, deixa que eu entro, né, que eu tô com arma longa.
" Aí eu entrei, né? Entramos naquela formação tática, né, meu pá. O ladrão levantou, atirou em mim, deu uma rajada nele, né, meu.
Tava com com aquela rajadinha de dois três da famia, >> três tiros, >> acertou nele, ele caiu, caiu, né, baleado, a arma caiu do lado, já tiramos a arma, aí cessou a o disparo, a gente é legalista, cara. Atirou no cara, o cara caiu, >> já era. Só que a gente tem a a alguns procedimentos que a gente tem que tomar.
Por exemplo, o cara caiu ali, você tirou a arma do cara, o cara tá imobilizado, baleado, tudo. Aí você vai fazer o local. Que que é fazer o local?
Vê se tem alguém ali, testemunha, viu? Alguém de repente esse cara entrou na igreja, baleou alguém, tá caído lá, então ele vai fazer um local. E >> o tenente era inexperiente?
>> Aí tem vamos socorrer, cara. Vamos socorrer. Eu falei: "Calma, nós já vamos socorrer.
Espera um pouquinho, chefe. Deixa eu fazer o local. Deixa eu fazer o local".
Não, cara, vamos socorrer. Vamos socorrer. Eu falei: "Calma, chefe, deixa eu fazer o local.
Depois coisa, eu vou cô te dando uma ordem. Ah, velho, eu naquela da lina do [ __ ] eu virei a famar e falei: "Corre, some daqui, seu filha da puta". Yeah.