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Fiz treinamento de sono com minha bebê, sleep training, meu depoimento

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1.56k7,494 単語37m readGrade 12
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Amanda Loretti
Oi pessoal, tudo bem? Eu sou Amanda Loret, sou ginecologista e obstetra, mas esse é um vídeo completamente diferente, muito mais pessoal, com certeza o vídeo mais pessoal que eu já fiz na minha história aqui no YouTube, em que eu vou falar um pouquinho sobre o sono da Amélia e algumas decisões que eu tomei aí nos últimos meses, eh, quanto ao sono da minha filha, que está completando um ano agora, e que foram decisões muito difíceis de serem tomadas. Eu estudei muitas coisas para chegar nessas decisões, mas foram decisões que também melhoraram absurdamente a qualidade de vida da nossa família e do sono dela também.
Então, como é algo que vocês pedem muito aqui na internet para eu falar e é um vídeo que eu quero fazer em mais detalhes, eu trouxe aqui pro YouTube porque nas outras redes sociais ficariam vídeos muito longos, né? Então esse vai ser um vídeo com calma, com tranquilidade, em que eu vou explicar em detalhes, mas não em super detalhes, porque eu também não quero que vocês façam coisas sem acompanhamento e levando em consideração como que é a rotina e as particularidades da minha família, como se fosse igual para todas as famílias, porque existem diferenças. Mas enfim, eu acho que como alguém que influencia as pessoas que assistem os meus vídeos, né, na maioria dos casos quanto a questões de saúde, mas em alguns casos quanto à maternidade, eu quis muito compartilhar esse processo de decisões e o processo do treinamento de sono que eu fiz com a Amélia, porque foi algo que mudou muito positivamente a qualidade de vida da minha família e da Amélia também.
Então, venham aqui com o peito aberto, pedindo gentileza nesse vídeo que eu vou me expor, né, de uma forma muito mais vulnerável do que geralmente eu me exponho. Se inscreve no canal se você não é inscrita. Se você quiser mais conteúdos sobre maternidade, tem uma playlist aqui com alguns poucos vídeos sobre maternidade.
A maioria do meu conteúdo é um conteúdo técnico sobre ginecologia, obstetrícia, sexualidade, enfim. Então, se você chegou aqui pela playlist de maternidade, existem outros vídeos, mas também conheço o meu trabalho sobre medicina, né? Enfim, vamos lá.
Ah, e também me siga nas outras redes sociais que eu sempre diariamente posto diversos conteúdos sobre saúde da mulher e um pouquinho também, né, sobre maternidade. Contextualizando, para quem não me conhece, né, eu tive a Amélia em abril de 2025. Ela é a minha primeira filha e desde o início tem alguns vídeos, principalmente no TikTok, que é onde eu acabei mais falando sobre maternidade, né, sobre o processo de como que foi o sono da Amélia.
E no começo, eh, ela sempre foi um bebê que dormiu relativamente bem, tirando o primeiro mês que ela acordava uma vez a cada uma hora mais ou menos e não tinha a menor noção de dia e noite, a partir do segundo mês, 2 meses e meio, 3 meses, ela já dormia períodos de 5, 6 horas às vezes durante a noite. Então era muito tranquilo assim, eu amamentava, né? Eu amentei exclusivo até 5 meses e meio.
Depois desses últimos 15 dias ali de amamentação exclusiva, eu tive que entrar com fórmula. Tem vários vídeos sobre amamentação aqui também, porque eu tive baixa produção, então foi um trampo e depois com seis meses ela começou a comer, né? Então muito resumidamente, né?
Ela dormiu muito bem até os 5 meses de idade. Até 5 meses de idade, apesar de ter uma ou outra noite que era ruim, que ela ficava um tempo maior acordada, de forma geral, o sono dela era muito bom. Ela dormia grandes períodos, no comecinho da vida dela, ela ia dormir muito tarde, tipo 10 da noite, e acordava tarde, mas aos pouquinhos a gente conseguiu ir trazendo isso para mais cedo, né?
Só que quando ela tinha 5 se meses, a coisa desandou completamente. Ela começou a acordar a cada 40 minutos ou de hora em hora pelo menos umas seis vezes até umas 2as da manhã, quando ela fazia um período um pouquinho mais longo, que era tipo 2 horas ou 3 horas. e depois já começava a acordar de hora em hora de novo.
Nessa época, tanto desde os 5 meses até a gente fazer o treinamento de sono, que foi ali com 8 meses, mais ou menos oito para 9 meses, eu amamentava durante a noite. Mas eu sempre meio que para me poupar e também por causa de algumas coisas que eu já tinha estudado de sono, de não fazer uma associação tão grande apenas entre mamar e dormir, eu evitava dar o peito para ela todas as vezes que ela acordava. Quando eu tava muito cansada, eu acabava dando porque era a forma mais rápida dela voltar a dormir e se tranquilizar.
Mas de forma geral, eu tentava, tipo, eu dava mamar antes dela dormir e a indução do sono noturno, quando eu ia pôr ela no berço, era através, sempre através do peito. Daí ela dormia mamando, eu tirava o peito da boca dela, esperava um pouquinho, transferia pro berço e ela ficava dormindo. Só que é aquilo que eu tava falando, ela acordava 40 minutos depois, 2 horas depois, 3 horas depois, tal.
Todas essas acordadas, a gente tentava evitar dar o peito. Quando era meu marido que ia, ele ninava e mesmo quando eu ia, eu tentava só ninar. Às vezes funcionava, às vezes não.
Agora quando era a partir das 4 da manhã, 4, 5 da manhã, daí eu já amamentava de novo e depois quando ela acordasse de manhã, 6:30, 7 da manhã, que era quando começava o dia, né? Foi tão ruim essa época de sono, dos 6, 7 meses até os 8 meses mais ou menos, que a gente acabou mudando para cama compartilhada. Nessa época ela estava já dormindo no até os 5 meses, né?
Ela tava dormindo no bercinho dela, no quarto dela. Mas quando ela começou a acordar infinitas vezes, ficou muito cansativo da gente toda vez ir quarto dela, pegar do berço, ninar e pôr para dormir de novo. Às vezes demorava 30 minutos para pôr e ela dormia 20 minutos e já acordava.
e a gente dormindo no outro quarto tinha que fazer toda essa transferência. Acabou que a gente percebeu que se a gente dormisse em cama compartilhada com ela, ela estendia mais o tempo dormindo e eh às vezes até acordava menos ou até acordava, mas ficava andando ali em volta da cama. A gente tem uma cama que ela é totalmente coberta assim, é totalmente cercada, né?
E a a gente tava tão cansada, a gente nem acordava, entendeu? e ela só andava, andava e voltava a dormir. Então, por um período bem grande que pegou inclusive o final do ano de 2025, todas as festas, a gente foi viajar para alguns lugares, todos os lugares a gente acabou dormindo em cama compartilhada com ela.
Qual é o problema da cama compartilhada? E eu nem vou entrar em questões de segurança. O problema é que eu, Amanda, não durmo nada na cama compartilhada.
Então, quando eu era as noites que eu dormia com ela ou os períodos das noites que eu dormia com ela, eu não dormia nada, porque eu tenho um sono muito leve e cada respirada dela eu acordava. Então, desde sempre eu soube que cama compartilhada não é uma coisa que funciona para mim e funciona para muitas famílias e para muitas mães, mas para mim não funciona. O meu marido, ele consegue dormir um pouco melhor na cama compartilhada, então acabou que muitas, muitos dias, muitas noites, ele dormia com ela nesse outro quarto, né, no quarto de hóspedes, e eu dormia na minha cama e só acordava quando era para dar mamá.
Mas mesmo para ele também era um sono super entrecortado, né, muito cansativo. Então a gente sabia que a gente tava meio que fazendo isso por uma questão de sobrevivência, mas que não seria algo que a gente manteria a longo prazo. O nosso objetivo era que ela voltasse a dormir no berço dela, no quarto dela, como a gente tinha conseguido fazer durante alguns meses até começar todo esse rebuliço.
E durante todo esse tempo, desde que ela nasceu, eu sempre fui estudando sono. Então, primeiro eu fiz o curso da Dr. Januz de Sono, que eu acho que é um curso bem legal para você entrar em contato com conceitos importantes.
Então, janela de sono, organização das sonecas. Eu consegui inclusive organizar todas as sonecas da Amélia pelo curso da Dr. Januszi, junto com o uso do aplicativo Nepper, que foi um aplicativo que foi muito importante a partir dos dois meses de vida dela, até uns 6 meses, em que eu consegui direitinho organizar as sonecas de dia.
Mas quando desandou o sono completamente, com esses despertares a cada 40 minutos, tudo que eu tinha aprendido até então não me ajudava em nada. Eh, todas as técnicas que eu lia, eu não tinha eh organização para aplicar sozinha, sabe? para chegar e falar: "Não, eu vou fazer essa técnica e tal".
E assim, existem 1000 técnicas. Outro livro que eu li, que foi muito bom também, é um livro que chama, este não é só mais um livro sobre sono, eu vou deixar a foto dele aqui. Ele é um livro que é contra sleep training, contra treinamento de sono, mas foi muito importante para mim, até eu decidi fazer o treinamento, eu saber os dois lados.
Então assim, eu estudei muito sobre treinamento de sono, mas eu estudei muito sobre teoria do apego e tudo e todas as críticas quanto ao treinamento de sono. Então, esse foi um livro legal e eu também li um outro livro sobre treinamento de sono que se chama Good Night Sleep Tight. Eu li em inglês, eu não sei se tem ele em português, mas eu vou deixar aqui o o nome dele também.
E ele é um livro de uma consultora de sono americana que fala sobre treinamento de sono e ele é pró treinamento de sono. Então para mim também foi importante eh, enfim, saber os dois lados até decidir o que eu queria fazer. Gente, talvez esse vídeo fique muito longo, mas eu vou soltar ele de uma vez só porque, enfim, é um vídeo pessoal, só vai assistir quem realmente tiver interesse e tiver um bebê e tiver pensando sobre esses assuntos, né?
E agora, antes de eu falar sobre como foi o processo em si, eu até tô com o meu computador aqui para trazer alguns detalhes, eu queria pedir gentileza de vocês. Eu ouvi um podcast também de uma pediatra outro dia falando sobre coisas de sono, né? é um podcast americano em que o ponto central era que quando a discussão sobre sono, tanto quem é pró treinamento de sono e tá falando sobre o seu caso, mas principalmente quem é contra treinamento sono e optou por não fazer isso na sua família, existe muita, muito ataque na internet.
Então assim, eu concluí o treinamento de sono já faz dois meses e eu demorei todo esse tempo pensando se eu iria postar ou não, porque eu sei que esse é um tema que pode ser que eu receba muito rate por ter decidido fazer o treinamento de sono. Então eu queria pedir, por favor, gentileza, cada um tem direito à sua opinião. Eh, esse foi a realidade da minha família, foi o que fez sentido aqui.
Até o momento, pode ser que isso mude, mas até o momento que faz dois meses que eu concluí o treinamento, eu não me arrependi. Eu ainda digo que foi a melhor coisa que eu fiz quanto ao sono dela durante esse ano de vida dela, né? Mas não é para todo mundo.
Eu não tô querendo convencer ninguém de nada. Eu tô só dando a minha o meu depoimento, porque o depoimento que eu recebi de outras mães que fizeram eh foram importantes na minha decisão, entendeu? Então, por favor, podem criticar, podem eh dar comentários contrários ao treinamento, se vocês quiserem dar os relatos de vocês, inclusive se vocês fizeram e não deu certo, enfim.
Mas sejam educados nos comentários, por favor, e não me ataquem pessoalmente. Eh, eu não quero o mal da minha filha, eu não quero, eu não sou uma pessoa má ou egoísta que quero dormir à noite e para isso estou ferindo o meu bebê, tá? Eu fiz tudo com muito carinho, pensando no que é o melhor para ela.
E de fato eu acredito que isso que eu fiz e o como o sono dela está hoje é o que é o melhor paraa minha filha, tá? Então, por favor, gentileza. Bom, então estávamos, passamos por 2 meses e meio de completo desespero quanto ao sono.
Eu e o meu marido completamente exauridos. a nossa rede de apoio, eh, sogra, mãe, que quando, sempre que podia, a gente implorava para as pessoas irem dormir em casa, para poder cuidar dela durante a noite, pra gente ter uma ou duas noites durante uma semana em que a gente dormisse mais profundamente. Eu e ele, a gente se revesava às vezes quando um tava muito podre, o outro ficava a noite inteira para o um dormir.
Então, assim, foi um momento de muito muito difícil, assim, muito difícil. E não só do ponto de vista do cansaço pela privação de sono, mas da parte de ansiedade. Quando começava a chegar assim 5 da tarde, eu começava a ficar ataquicardica, ansiosa, tipo angustiada, com medo de como seria essa próxima noite, porque tinham noites que eram tipo até OK e noites que eram assim desesperadoras, entendeu?
Pior, mil vezes piores do que os primeiros 4 meses de vida dela, né? Então, eh, nós estávamos assim, passamos por uma fase de um sofrimento psíquico muito grande e de desespero de, meu Deus, quando que isso vai melhorar? Não dá para viver assim, entendeu?
Quando a gente voltou do final do ano, né, agora estamos em 2026, então quando voltamos das festas de fim de ano, tal, no final de janeiro, foi a a última semana de janeiro foi a adaptação da Mélia na escola. Então, ela começou a ir pra escola do meio e meia até às 18:30, que é bersário, né? Ela tinha 9 meses nessa época.
E no dia, no primeiro dia que eu levei ela na escola, a professora da escola falou assim: "Fica tranquila que só o fato dela vir pra escola vai melhorar o sono". E algumas mães já tinham me relatado isso e eu obviamente não acreditava porque eu tava assim: "Nunca vai melhorar, eu vou morrer e não vou dormir". Entendeu?
Mas calhou que quando ela entrou na escola, meio que como mágica, na primeira semana que ela entrou na escola, eu consegui voltar ela pro berço dela. Então, até então, a gente estava dormindo em cama compartilhada e na primeira semana que ela entrou na escola, começou que ela chegava muito cansada depois da escola em casa e quando eu dava o peito para ela dormir, ela dormia, eu transferia pro berço. Na verdade, mesmo na época da cama compartilhada, muitas vezes a gente transferia pro berço, só que quando ela começava a acordar de hora em hora, a gente acabava indo pra cama compartilhada.
E aí nessa primeira semana de escola, eu determinei assim, tipo, não, eu vou tentar mantê-la no berço. Com esse primeiro mês de escola, acabou que deu uma melhorada espontânea no sono dela, em que aquele caos que tava no final do ano de cama compartilhada e acordando 10, 12 vezes por noite, se tornou meio que o basal dela de antes, que era acordar qu três a cinco vezes por noite, sendo que algumas noites ela acordava, a gente tinha que ir lá aninava, devolvia e ela dormia rápido, o que era ótimo. e alguns despertares que às vezes durava 1 hora, 2 horas durante a madrugada para conseguir pô ela de novo para dormir.
Então, tipo assim, não estava bom, mas estava muito melhor do que o que estava no final do ano, que tinha sido péssimo. E só o fato da gente ter conseguido devolver ela no berço já era uma vitória enorme, porque pelo menos as horas que a gente dormia, a gente conseguia dormir um pouquinho melhor do que quando estávamos na cama compartilhar. E aí, conversando com mães que fizeram treinamento de sono, tendo lido os livros que eu li, pensando sobre meu Deus, faço ou não faço, chegou num momento que eu decidi conversar com uma consultora de sono.
E ao conversar com essa consultora, que eu vou deixar inclusive o contato dela aqui embaixo, porque eu indico o trabalho dela do fundo do meu coração, foi um processo extremamente gentil em que ela esteve muito presente, inclusive nos momentos mais difíceis em que estava acontecendo ali um choro, alguma coisa, eu mandava vídeo para ela, filmava, mandava vídeo, mandava vídeo da da Babai eletrônica e ela me respondia na hora. Então assim, foi muito bom que é a Juliana Rosse. Vou deixar o contato dela aqui embaixo e o link dela aqui no na tela para vocês.
Ela que fez o treinamento comigo, eu que fiz, né? Mas ela que me orientou quanto ao treinamento de sono da Amélia. E nessa primeira consulta nossa, que foi uma consulta online, ao ouvi-la falando e também como mãe de dois bebês que também são treinados, né, também tem a autonomia do sono, eh, ela me convenceu a tentar e como tudo, como eu falo com as minhas pacientes no consultório, quando optamos por um tratamento diferente, por uma mudança de rota, eu tinha na minha cabeça assim: "Eu vou tentar, eu vou fazer o meu melhor nesse processo, mas eu tenho total noção que pode ser que ele não funcione.
ou que chegue ali na hora que que eu me veja à frente a uma dificuldade e eu decida que não, esse é o meu limite, eu não quero prosseguir e tudo bem, tudo bem você tomar uma decisão e depois voltar atrás, isso é normal, né? Então, nessa primeira consulta que a gente teve, a gente conversou sobre várias coisas. Eh, nesse momento a Amélia tava com 9 meses e meio, mais ou menos, e a gente optou por começar o treinamento de sono.
Que que é o treinamento de sono? O treinamento de sono é um treinamento, é você ensinar pra criança a como dormir melhor e a como ter autonomia do sono. O que que é autonomia do sono?
é você estar sentindo sono, saber identificar que esse incômodo que você tá sentindo é sono e o que fazer para sanar esse incômodo, ou seja, o que fazer para que você consiga dormir e que, portanto, esse incômodo reduza. Resumidamente, é você ensinar o bebê que aquele incômodo que ele sente quando ele tá com sono, que ele tá irritado, é sono. E que para ele se sentir melhor, ele precisa virar do lado e dormir.
Você ensina o bebê a dormir sozinho, a dormir com autonomia e a não depender de outras coisas que façam o bebê dormir, como mama, como ninar, como sei lá, qualquer outra coisa, balançar na rede, ter tapinha no bumbum, enfim, várias coisas que são indutores do sono. O objetivo é tirar o máximo possível os indutores do sono para que o bebê consiga adormecer sozinho e que se ele acordar de madrugada, ele consiga voltar a dormir sem você ter que ir lá. Porque acordar de madrugada é uma coisa normal.
A gente acorda de madrugada também. Você acorda de madrugada, vira de lado e volta a dormir. Só que o bebê, ele acorda de madrugada, se vê sozinho, não sabe o que fazer para voltar a dormir, está com sono, está incomodado e ele faz a única coisa que ele sabe fazer, que é chorar e chamar, pedir ajuda e chamar os seus pais, né?
Então esse é o objetivo, tá? Posso est assim, eu não sei muito a parte técnica, eu não tô aqui como profissional, eu tô aqui como mãe que passou por esse processo, tá? Então eu tô explicando com as palavras que eu entendo e que eu entendi que foi esse processo.
E agora eu vou pegar meu computador para contar um pouquinho para vocês assim como foi o nosso processo, que que existem várias técnicas diferentes, né? Mas no caso da Ju, que foi quem fez o nosso processo, ela explicou na primeira consulta que ela eh guia, né, duas formas. uma forma que se chama gradual, que é mais passo a passo e aos poucos, e uma forma que se chama expressa, que é mais radical, mais curta, mas segundo ela, ambas são difíceis, não tem uma que é mais fácil.
Eu optei pela gradual, porque eu gosto de fazer as coisas com mais calma, eu queria ir sentindo como que o processo ia se desenrolar, mas desde o início ela falou assim: "Ó, mas não é porque a gradual é mais lenta que ela é mais fácil. Ambas são difíceis, tá? até você conseguir chegar no seu objetivo.
Bom, vamos lá. Então, existem vários tipos, então eu vou falar o que eu fiz, tá? Que pode não ser o que você fez ou enfim, existem outros tipos.
Mas o que eu fiz, no caso do gradual, ele tinha três fases. A primeira fase era desvencilhar o indutor de sono mamar. Então, o objetivo era fazer ela dormir sem ser no peito.
Eu poderia amamentar antes de dormir, mas ela não poderia adormecer no peito, nem no início do sono noturno, nem nas sonecas e nem na nos acordares de madrugada, nos despertares da madrugada. Então, essa primeira fase, ela não foi tão difícil porque por muita sorte a minha sogra estava dormindo na minha casa essa semana. Então, acabou que quando outra pessoa ia ninar ela de madrugada, já não existia peito, né?
Lembra que eu falei que eu só dava o peito a partir das 4 ou 5 da manhã? Então a Amélia, ela já tava acostumada a nos despertares da madrugada, às vezes ela tinha peito e às vezes ela não tinha. Então o que aconteceu é que facilitou muito essa fase ter sido feita majoritariamente pela minha sogra, que não tinha possibilidade de dar o peito.
Se eu tivesse feito essa primeira fase sozinha, com certeza teria sido mais difícil, mas essa primeira semana foi relativamente tranquila. Como que a gente fez? Eu dava o mamá antes do momento de dormir, às vezes antes do banho, inclusive, e nos dias que eu chegava muito tarde, eu dava depois do banho, logo antes dela dormir, mas assim, com a luz acesa ou em outro ambiente que não fosse o quarto.
E depois a gente ninava ela até ela dormir. O início do sono noturno foi o maior desafio porque ela tava muito acostumada nessa fase a dormir no peito, mas deu certo. Demorou um pouco mais para ela dormir, mas deu certo.
E nos despertares da madrugada foi muito tranquilo, porque a única coisa que mudou foi que em vez de mamar 4:30, 5 da manhã, ela mamou 6:30, que era a hora que ela acordava mesmo. E foi muito bom ter tido uma outra pessoa para me auxiliar no desmame noturno. E aqui um parênteses que, como eu disse, né, a Amélia tinha aí 9 meses e meio, 10 meses.
Então, do ponto de vista nutricional, ela não tem necessidade de mamar à noite. Ela já é um bebê que desde os se meses come bem, tava com desenvolvimento de peso, está, né, até agora totalmente normal. Bom, gente, eu gravei mais meia hora de vídeo e ele não gravou.
Não sei se foi por causa da memória ou da bateria que tava acabando, mas enfim, que merda, porque tinha ficado ótimo, mas tudo bem, vamos gravar de novo. Fase um foi isso, não foi tão difícil porque minha sogra ajudou. Fase dois, a gente fez cinco dias, isso mais ou menos.
Fase dois era colocar o bebê acordado no berço. Então eu não podia aninar. a gente tinha que fazer o ritual, tinha um ritualzinho que tinha que fazer assim, falando as mesmas frases para que fique uma rotina bem determinada e a criança entenda que aquele é o momento que vai vir a hora de dormir, né?
Na fase dois, a gente tinha que fazer esse ritual, só que em vez de apagar a luz e começar a aninar, a gente fazia o ritual e colocava ela no berço, sentava numa cadeira do lado do berço e ficava com a mão nela. podia ficar fazendo, podia ficar batendo no bumbum, podia, enfim, fazer qualquer coisa desde que você não pegasse o bebê do berço. E nessa primeira noite, e para mim era inimaginável que ela fosse dormir dessa forma, porque durante toda a vida dela, nunca ela tinha dormido sozinha, sem estar no colo, seja amamentando ou ninando.
Então, para mim era inimaginável que ela fosse dormir. Eu sabia que seria uma noite mais desafiadora, mas foi isso que eu fiz. a gente fez o ritual, eu que fiz, né, todo o treinamento.
A partir daí eu coloquei ela no berço, sentei na cadeira do lado e pus a minha mão. Eu já tinha conversado com algumas outras mães que tinham feito e uma das mães tinha me dito assim: "Se eu falasse era pior, parece que piorava o choro. " Então eu ficava meio quieta só com a minha presença.
Enfim, ela chorou, ficou pedindo o colo, deitou, levantou, me empurrou, quis me abraçar, tudo para chamar minha atenção para eu pegar ela no colo. E aí você pode estar pensando assim: "Nossa, Amanda, como deve ter sido difícil ver o bebê chorar, né? " Foi porque obviamente que é péssimo ver o bebê chorar, mas em nenhum momento eu senti que eu tava abandonando ela.
Eu sempre senti que eu estava do lado dela para atravessar um aprendizado de frustração difícil. Ela tava frustrada, ela queria ser pega no colo porque era a forma que ela sabia dormir. Ela tava com sono e queria dormir e não sabia dormir de outra forma.
Mas eu estava ali do lado dela nesse aprendizado, tipo, vamos juntas, a mamãe tá aqui, eu vou te ajudar nessa frustração. Então, apesar de não ser legal ouvir o bebê chorar, em nenhum momento eu senti que eu tava abandonando ela ou que eu estava fazendo mal para ela. Muito pelo contrário, sempre na minha cabeça com o mantra de que aquilo era para ensiná-la a dormir melhor e que isso seria melhor [limpando a garganta] para ela, pro sono dela e pro desenvolvimento dela.
Então, essa primeira noite, ela demorou 33 minutos para dormir. E a cada vez que ela despertasse a noite era a mesma coisa. Eu não poderia pegar no colo, eu teria que entrar e acalmar ela no berço.
E aí, nessa primeira noite que eu anotei aqui da fase dois, ela foi dormir demorando 33 minutos, ela dormiu 8:05. Ela acordou às 9, mas só tciil, virou de lado e eu nem fui. E daí ela acordou uma vez apenas às 5 da manhã, em que demorou 37 minutos para ela dormir.
E depois ela acordou 7:22 da manhã na segunda noite. E aí a cada noite, na fase dois, ela demorava menos tempo para entrar no sono da desse primeiro sono noturno, né? Então, na primeira noite foi 33, na segunda noite foi 20 minutos, sendo que ela acordou duas vezes de madrugada, na terceira noite foi 3 minutos para ela dormir.
Eu saí do quarto, meu marido ficou assim, que que aconteceu? Eu falei: "Ué, ela já dormiu". Foi meio mágico assim, mas nessa noite ela teve um despertar longo em que ela ficou tipo 1 hora e pouco acordada, que foi o único despertar da noite.
No dia 4 ela demorou 4 minutos e no dia 5, que foi o último dia, ela demorou 4 minutos. Então, nesse momento, no final da fase dois, eu tava muito feliz, porque eu pensava assim, mesmo se a autonomia mesmo, que é a fase três, não der certo, o tanto que a gente melhorou a qualidade do sono dela e da a nossa facilidade de como colocar ela para dormir, já foi um ganho assim imensurável. Só assim a dor nas costas de ficar ninando, às vezes de madrugada, ficar uma hora com ela no colo, ir pra sala, ir para tal lugar, porque ela não parava de chorar nesses despertares mais longos.
mudou completamente, porque mesmo que demorasse meia hora, era meia hora que a gente tava sentado e ela no berço, entendeu? Então, a forma de fazer ela dormir já se tornou muito mais confortável e fácil pra gente, além dela estar demorando menos tempo para dormir do que era antes, inclusive quando eu dava mamá e inclusive quando eu ninava. E durante o dia nas sonecas, mais uma vez, se na primeira fase a gente tirou o peito das sonecas, nessa fase a gente também começou a colocar ela para dormir na soneca dessa forma, com presença, colocando ela no berço, ficando com a mão até ela pegar no sono.
E isso é algo que a gente faz até hoje, porque apesar de que eu poderia treinar autonomia também nas sonecas, que é a fase três, que eu já vou falar para vocês, que é deixar o bebê sozinho no quarto acordado, eu optei por não fazer isso ainda. Então eu nas sonecas até hoje a gente faz ela dormir dessa forma, coloca ela no berço, fala para ela que agora é a hora de dormir, fica com a mão até ela dormir e aí quando ela dorme na soneca ou no sono noturno, né? Eh, na no sono noturno agora a gente já não faz, mas assim que a gente evoluiu, mas na soneca a gente ainda faz dessa forma.
E aí chegamos na fase três, que é a fase de fato de autonomia. não quer dizer que ele não tem nenhuma associação de sono. A Amélia, por exemplo, tem uma naninha que é um paninho, que ela brinca com o paninho, ela põe o paninho na cara e é uma associação de sono para ela, mas é uma associação dentro de autonomia, porque ela consegue fazer isso sozinha, sem ter que chamar outras pessoas, tanto no início do sono noturno quanto nos despertares de madrugada.
E até o início da fase três, a gente não tinha notado redução dos despertares noturnos. Tinham noites que sim, ela teve só um despertar, mas também tinham noites que ela tinha três ou quatro despertares. Então, apesar de ter se tornado muito mais fácil lidar com o sono e fazer ela dormir, ainda assim ela estava acordando várias vezes por noite e a gente também estava acordando e indo lá, a gente, eu, no caso, né, indo lá lidar com o sono e ajudar ela a voltar a dormir.
A terceira fase, então, a autonomia consiste em você fazer o ritualzinho, pôr ela no berço e sair do quarto com ela acordada. Ou seja, pôr ela no berço e falar: "Boa noite, filha, até a mamã, mamãe te ama". Sair do quarto, apagar a luz, fechar a porta.
E obviamente, como vocês imaginam, esse é o dia mais difícil, é o dia em que ela vai chorar e que eu estava fora do quarto. Então esse dia sim pegou essa coisa de ai parece que eu tô abandonando, eh ela está se sentindo desamparada. E aí existem algumas formas diferentes de você eh decidir de quanto em quanto tempo você vai entrar no quarto para dizer, conversar com ela e falar: "Olha, tá tudo bem, a mamãe tá aqui, mas agora é hora de dormir, você tem que dormir e tal".
Enfim, no meu caso, eu optei por fazer isso com 10 minutos. Eh, e foi apenas uma vez que eu tive que entrar no quarto, né? Então ela ficou 10 minutos chamando, eu entrei no quarto, tranquilizei, saí, ela voltou a chorar e eu já tava desesperada, tipo, ah, não sei se eu vou conseguir, até que ela parou.
Ela parou de chorar e ficou só reclamando, tipo, ficou conversando até que uma hora ela ficou em silêncio, daí sentava, levantava, mexia na naninha, até que ela dormiu. E essa noite é uma noite que eu tinha feito também de sexta à noite, porque eu sabia que no dia seguinte eu estaria livre e tal. Porque eu pensei, nossa, cada vez que ela acordar de noite vai demorar um século para ela dormir e vai ser a maior berração, né, de berro assim, né, dela dela fazer barulho e chorar.
Então vai ser uma noite que eu tava preparada para não dormir nada. Sabe o que que aconteceu essa noite? Fase 3, dia 1.
Ela dormiu de fato 8:11. meiaoite 7 ela acordou reclamando. Em 2 minutos ela ficou em silêncio e em 2 minutos ela dormiu.
Então foi um momento que eu não fui até o berço porque ela acordou tipo reclamando, então não chorando, só tipo ah. Daí nã sentou, deitou e dormiu sozinha. 5:37 ela levantou silêncio imediato.
Ou seja, ela fez um Ah, mas ficou em silêncio imediato e deitou e voltou a dormir sozinha. E aí ela acordou 6:32, que foi o horário de acordar mesmo. Ou seja, nessa primeira noite ela não me chamou nenhuma vez assim de realmente me chamar, eu ter que ir lá.
Ela chegou a acordar, hã, viu o que que tava acontecendo, virou de lado e dormiu duas vezes sozinha desde a primeira noite da fase três, o que foi algo assim chocante para mim. Eu falava com a Ju, tipo, Ju, isso é normal. E aí a Ju falou que a Amélia foi um bebê que respondeu muito bem ao treinamento de sono e que não é todo bebê que responde dessa forma, né?
No final dessa primeira noite eu escrevi assim: "Que magia é essa? " No nas minhas anotações. Daí a segunda noite da fase dois, vou só dar uns exemplos para vocês rapidinho.
Assim, ela dormiu 7:32, acordou às 3 da manhã, reclamou uma vez e dormiu, ou seja, eu não tive que ir. E acordou às 6 da manhã, eu coloquei assim: "Acordou e levantou, mas não chorou". Eu vi na câmera e daí ela ficou meia hora sozinha brincando no berço e aí às 6:30 ela chamou e eu fui lá.
Na no terceiro dia ela dormiu 7:22, resmungou meia-noite, resmangou resmungou 5:25 e acordou 6:30, que foi quando eu fui no quarto. Todas essas vezes foram assim, ã, virava de um lado, virava de outro e dormia. Ou seja, ela não ficava me chamando, ela não levantava nada disso, né?
E enfim. E daí eu fui anotando até o dia 9 e depois do dia 9 da fase 3 eu parei de anotar todos os horários, né? E aí tem só uma anotação no final aqui que dia 21/03, que foi mais ou menos no 15º dia, contando desde o primeiro dia da fase três, foi o primeiro dia que ela dormiu sem chorar, tipo, pus ela no berço, ela não chorou e só dormiu, né?
Então, desde o primeiro dia da fase um, da fase três, que é a da autonomia, eu nunca mais tive que entrar no quarto dela de madrugada, porque ela nunca mais acordou e ficou acordada de noite. Ela sim às vezes acordava e resmungava, virava de um lado, virava de outro, mas voltava a dormir sozinha sem eu ter que ir lá, né? Então essa foi uma mudança tão radical assim na na rotina que a gente tinha em casa, na rotina de sono, né, em que ela começou.
Daí foi nessa fase que reduziram absurdamente os despertares. Quando tinha despertar, eram esses despertares que ela só virava de lado e voltava a dormir. E tiveram algumas noites, várias noites, que ela não dá um pio durante a noite inteira.
Tipo, ela dorme e acorda na manhã seguinte, o que era algo assim muito absurdamente inimaginável para mim, né? E mesmo nos dias que ela acorda, isso até hoje, tá? Até hoje às vezes elaã e daí eu vejo que ela virou ali na câmera e ela volta a dormir.
Quando ela quando fazia uns 30 dias mais ou menos, de que ela já estava dormindo com autonomia, ela teve uma desinteria, uma diarreia muito grave que durou uns 12 dias, com tipo 12 episódios por dia, vários episódios à noite. E aí a gente passou por uma fase que eu tava com muito temor, assim, eu tava com muito medo, que era uma fase que a gente tinha que mexer nela durante a noite, seja para ver se ela tava com febre, para ver se ela tava com cocô, para trocar fralda, porque ela tava com assadura, então não podia ficar com cocô nem um pouco, né? E aí foram aí uns 10 dias que a gente às vezes entrava no quarto dela mesmo com ela dormindo.
Às vezes eu via que tinha cocô, eu acordava ela para trocar fralda durante a madrugada e várias vezes ela chamava e daí qualquer resmungar que ela tinha eu ia lá para ver se tava com cocô e várias vezes estava e tinha que trocar de madrugada, tal. E eu falei com a Ju, né, que era um medo assim: "Meu Deus, eu vou entrar lá e daí ela não vai voltar a dormir". Mas ela voltava a dormir.
Cada vez que eu acordava de madrugada, trocava fralda. Eu fazia aquele mini ritual de colocar no berço, né, falando aquelas frases: "Ó, filha, agora é hora de dormir, ainda tá de noite" e tal. Punha no berço e ela voltava a dormir como se fosse o início da noite, né?
Então, foi até interessante, assim, foi bom ter passado por essa fase em que eu vi que tudo bem também ir lá vê-la de noite quando eu tô com alguma, se ela tava com febre de dia, por exemplo, eu ir lá no berço, mexer nela de noite para ver se ela tá com febre, para ver se ela tá bem, né? Eh, e se ela acabar acordando ou se ela chamar e ela tá com febre, eu vou dar remédio, vou acolher tal e depois vou pôr para dormir de novo, ela vai voltar a dormir, porque segundo o que a Ju fala, ela aprendeu a dormir dessa forma. Então, se ela acordar de noite, ela vai conseguir voltar a dormir, você entrando no quarto ou não?
Então, se eu tiver que entrar, se eu quiser entrar, eu posso entrar e vai dar tudo certo. E aí é assim que estamos até hoje. Hoje faz mais ou menos quase 60 dias do início da fase três, né, que foi quando a gente começou a, ela começou a dormir com autonomia.
De forma geral, eu estou muito satisfeita com o treinamento. Foi algo que fez muito sentido e que teve muito benefício para mim, pra minha família e pra Amélia. Ela dorme muito melhor hoje.
Ela dorme muito mais, muito mais contínuo, né? As as noites dela, ela tem muito menos estress e dificuldade para começar a dormir. Então, no começo da noite, nas piores noites, que ainda hoje em dia tem noites melhores e piores, né?
Mas na pior noite é quando demora 4 minutos para ela dormir. Então mesmo quando é ruim, ainda assim é super rápido e é muito pouco tempo de desconforto até ela efetivamente conseguir dormir versus antes de fazer o treinamento, que às vezes eram horas, né, de madrugada, às vezes despertar de 3 horas com ela berrando, mesmo sem dor, sem febre, sem nada, só pelo pela inabilidade de entender que esse desconforto era aprender a dormir, né? Então, de forma geral, é algo que até hoje, pelo menos, pode ser que eu mudei ainda, e aí até trago para vocês, mas por enquanto é algo que eu não me arrependi.
Mas não é mil maravilhas, também não é super fácil. Por exemplo, o que eu falei, né, que cerca de 15 dias depois do do início da fase três, foi a primeira noite que ela dormiu sem chorar, ou seja, que eu fiz o ritual, coloquei ela no berço, falei: "Boa noite, filha". saí do quarto e ela ficou quietinha e dormiu sem chorar quando eu saí do quarto.
Mas até hoje eu diria que isso aconteceu umas sete vezes. Então assim, a maioria das noites quando eu ponho ela no berço e saio, ela chora. Por quê?
Porque ela não quer que eu saia. porque ela não quer dormir, porque ela quer ficar brincando, porque ela quer ficar no colo, porque ela quer a minha presença. Então isso é uma coisa que, segundo a consultora, né, com o tempo e com a rotina, cada vez mais o bebê ele vai entendendo que aquilo é normal e não chora.
Mas o que eu senti que atrapalha na nossa rotina é que a gente viaja muito. Então, cada vez que a gente viaja, hoje eu tô viajando, por exemplo, tô num lugar diferente, cada vez que a gente viaja muda o berço, muda o travesseiro, muda o ambiente e isso bagunça a cabecinha dela. Quando a gente fica, por exemplo, 30 dias seguido em casa, que é raríssimo, mas enfim, quando a gente fica, é quando ela começa a chorar cada vez menos ou não chorar, mas daí quando muda de ambiente, dá uma bagunçada na rotina e aí quando volta para casa, eu sinto que ela desperta mais vezes e demora mais para dormir também.
Então tem isso, né? Quanto mais rotina você faz, mais estável fica. Mas enfim, entre milhões de idas e vindas, no fim, esse vídeo ele vai ter uns cortes porque eu fui gravando pouquinho por pouquinho, porque eu tô gravando no celular e daí tá acabando a memória.
No fim era a memória mesmo, eu descobri. Espero ter ajudado algumas mães a decidir que você quer fazer ou a decidir que você não quer fazer. E tudo bem, cada um é cada um.
Mais uma vez peço gentileza aqui nos comentários comigo. Eh, eu não tô fazendo isso porque eu sou egoísta e eu quero dormir em detrimento da saúde ou da paz mental da minha criança. Pelo contrário, eu tô fazendo isso porque eu quero sim dormir, mas porque eu quero que ela durma, porque eu quero que ela tenha um sono tranquilo.
Eu quero que ela saiba dormir. Quero que ela aprenda a lidar com o desconforto, que é a sensação de sono, e desenvolva e conseguiu, né, desenvolver essa habilidade de dormir quando ela quiser, quando ela tiver com sono. E é engraçado que desde o disso, né, às vezes durante o dia a gente tá brincando e ela para dizer pra gente que ela tá com sono, às vezes ela pega e deita assim no chão, tipo, é hora de nanar, sabe?
Enfim, então foi algo legal que eu fiz, não foi fácil, não é fácil até hoje não é super fácil, mas entre, né, benefícios e malefícios, assim, prós e contras, paraa nossa família foi algo que funcionou bastante. E eu acho que esse relato talvez possa ajudar mães a tomarem decisões, seja para um lado ou pro outro. E se vocês precisarem de indicação, eu super indico a consultora que trabalhou com a gente, que é a Ju, que eu vou mais uma vez, né, deixar aqui os contatos dela, porque ela foi uma pessoa que tornou esse processo muito mais gentil e tranquilo e me deu muita segurança, que eu acho que é o mais importante aí na no processo, né?
Acho que é isso. Tem muitas outras coisas, né? Tipo, e quando outras pessoas põem ela para dormir?
E a questão das sonecas e quando não tem quando o berço tá dentro do quarto e não tá num que nem, né, em viagem, às vezes o berço tá dentro do quarto, então se ela acordar ela vai ver que a gente tá na cama do lado, enfim. Então tem várias outras coisas que t acontecido, mas que eu vou deixar para responder em outros vídeos. Caso vocês tenham interesse, coloquem aqui nos comentários, porque esse vídeo já ficou gigantesco.
Enfim, mas é isso. Espero que vocês tenham gostado e se tiverem dúvidas ou comentários com gentileza, com respeito, deixem aqui nos comentários. E até o próximo vídeo.
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