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Revelando: Pátria Submissa | Ep #06

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REVELANDO
O Brasil tem mesmo o molho. E eu não tô falando só da nossa cultura, do nosso povo, da nossa alegria. Eu tô falando de um molho que todo mundo quer.
Um molho que vale dinheiro, que vale muito dinheiro. Tem uma coisa embaixo do chão do Brasil que vale até mais do que o petróleo valeu no século passado. É um recurso precioso e o mundo inteiro precisa dele porque quase ninguém tem.
E tirando a China, a gente tem mais do que qualquer outro país. Só que nesse exato momento tem gente poderosa se organizando para tomar isso da gente. >> Tomar o petróleo porque ele tá lá para ser tomado.
Eles não podem fazer nada. >> O presidente americano afirmou ainda que vai controlar 65 bilhões de barris de petróleo venezuelano. >> Você não está numa boa posição.
Não é você quem dá as cartas. >> Brasil iser solution. >> Terras raras.
Um acordo com o Brasil. Para acelerar a exploração das reservas, as terras raras do Brasil já estão sendo rifadas por banqueiros e malandros aliados a governos externos. >> Tarifas foram um movimento correto para o Brasil.
Presidente Trump agiu corretamente e eu sou muito grato a ele. >> Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix. Dá pra gente conversar e botar na mesa isso daí?
A busca de interferência é traição. >> Hoje você vai descobrir a história de um complô para saquear o Brasil. Um complô que conta com traidores da pátria, gente submissa e voluntários que estão entregando o país de bandeja pros americanos.
E quem chama eles de traidores não sou eu. Um general condecorado com três estrelas, ex-ministros de Jair Bolsonaro. O general Santos Cruz.
Ele deu uma entrevista pra gente e falou sobre tudo isso. Mas antes de você ouvir o general, eu preciso te explicar três coisas. O que o governo americano quer do Brasil, como o Trump costuma pegar o que ele quer dos outros países e quem são os brasileiros que estão abrindo a porta pro Trump entrar.
Bora começar pelo que eles querem. Para isso, deixa eu te levar lá paraa minha terra, a Bahia. Pega o celular que você tá segurando para me assistir.
Dentro dele tem um íã minúsculo que também faz o alto-ofalante funcionar e o motor vibrar. Esse íã é feito de um grupo de minerais chamado terras raras. Esses mes estão no motor do carro elétrico, estão na turbina eólica, nos mísseis usados nas guerras e nos drones usados para tudo.
Todo ano o governo dos Estados Unidos publica um relatório que conta quanto de cada mineral existe embaixo da terra no mundo inteiro. Muito bem. O último relatório deles diz que o planeta Terra todinho tem umas 75 milhões de toneladas de terras raras.
Dessa 75, a China tem 44 e o Brasil tem 11. Faz essa conta comigo. A China tem mais da metade do que existe no mundo.
O Brasil tem a segunda maior reserva, quase 20%. Os outros 200 países do planeta dividem o que sobra. Então, quando a China resolver parar de vender esses minerais pros americanos, o único país do mundo com terras raras suficientes para pensar em substituir a China se chama Brasil.
E pior, o mesmo relatório do governo americano avisa: "A China já começou a fechar a torneira das terras raras. O Brasil nunca foi tão estratégico e as terras raras são só o começo. Você conhece o Nióbio?
Niób é um metal que misturado com aço deixa o aço muito mais forte e por isso ele vai no motor do avião, no gasodo, na ponte. Bolsonaro sempre foi obsecado com nió. >> Campanha eu falei tanto em nióbia.
>> Nióbio, >> nióbio. >> Nió, >> bateria de nióbio. >> Nió.
>> O mundo inteiro usa nióbbio. E de cada 100 kg de nióbio produzidos no planeta, 93 saem do Brasil. Tem ainda o grafite que vai dentro da bateria do carro elétrico e do seu celular.
O Brasil é o segundo maior produtor do mundo. Essa situação simplesmente tira o sono dos americanos, porque hoje de cada 10 kg de terras raras que os Estados Unidos importam, sete vem da China. E a China e os Estados Unidos estão numa briga que não acaba por isso e por um monte de outras razões.
Quer dizer, pros americanos, então encontrar outro fornecedor virou uma questão de sobrevivência. E o outro país que tem esses minerais para oferecer é a gente. Por causa disso, o sul da Bahia virou alvo de empresas americanas.
Em fevereiro de 2023, uma empresa americana chamada Energy Fields comprou por mais de 27 milhões de dólares uma concessão para mineração de terras raras entre Prado e Caravelas. Nos registros da Agência Nacional de Mineração, essa empresa tem um total de 19 processos ativos em Prado, Caravelas e Alcobassa. Em setembro desse ano, outra empresa americana, a USA Rare Earth, concluiu a compra da Serra Verde em Goiás, a única mina de terras raras em operação no Brasil, um negócio de quase 3 bilhões de dólares.
Só que aí, em 16 de setembro, o Brasil sancionou uma lei que diz que esses minerais até podem ser explorados por empresas de fora, mas só se elas seguirem os princípios da soberania e do nosso interesse nacional. Em português, bem claro, a gente decidiu que a empresa pode vir explorar, mas quem manda é o Brasil. e decidiu também que o minério não sai daqui com pedra bruta para ser processado lá fora.
Ele precisa ser processado aqui, gerar emprego aqui, gerar riqueza aqui. E é exatamente isso que Trump não aceita, porque o Trump ele não quer comprar minério dos outros, ele quer que o minério dos outros seja dele. E eu vou te mostrar como ele faz isso acontecer.
Para entender o que tá sendo preparado pro Brasil, eu preciso te mostrar o que o Trump fez com outros países nesses últimos dois anos. Vamos passar por alguns países diferentes, bem rapidinho, e você vai perceber que a história se repete. O primeiro exemplo é o da Ucrânia.
Em fevereiro de 2025, o presidente da Ucrânia, o Zelensk, foi à Casa Branca para assinar um acordo de minerais. O país dele tá em guerra com a Rússia há 4 anos e depende das armas americanas para não ser engolido. Olha o que aconteceu na frente das câmaras.
>> Você não está numa boa posição agora. Você se colocou numa posição péssima. Por acaso é onde está agora?
Desde o início da guerra? Senhor, >> você não está numa boa posição. Não é você quem dá as cartas.
>> Dois meses depois dessa reunião humilhante, a Ucrânia assinou um acordo imposto pelos Estados Unidos. Sim, era um acordo, mas era imposto pela parte mais forte. Eu nem preciso dizer que o tal acordo era péssimo paraa Ucrânia, né?
Veja o que ele diz. Metade de toda a receita, de toda licença nova de minério, petróleo e gás da Ucrânia, agora vai para um fundo administrado junto com o governo americano. Ou seja, um país em guerra entregou metade das riquezas do seu subsolo pros americanos em troca de continuar vivo.
Segundo exemplo, Venezuela. No dia 3 de janeiro desse ano, forças especiais americanas entraram em Caracas e capturaram o ditador deles, o Nicolás Maduro. Quem assumiu foi a vice dele, Adel Rodriguez, que só ficou no cargo porque o Trump deixou.
Passaram 7 meses e em agosto Trump anunciou um acordo de petróleo com o governo da Delsi. Olha os termos do acordo. A Venezuela simplesmente entregou pros americanos 17 campos de petróleo, cerca de 1 qu da produção do país.
Isso pelos próximos 100 anos. Eu vou repetir, isso é pelos próximos 100 anos. Os Estados Unidos ficam com 35% da empresa de petróleo da Venezuela com direito de veto sobre a diretoria e ainda compram até 20% do petróleo dessa operação pelo preço de custo, ou seja, sem lucro nenhum pro povo da Venezuela.
Isso é o que a Venezuela entregou depois que os americanos tiraram o presidente à força e deixaram no lugar alguém que devia o cargo a eles. E Trump ainda explicou pros americanos que o petróleo era um presente da Venezuela pro povo dos Estados Unidos. O terceiro exemplo é o Irã.
Em fevereiro desse ano, os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã, mataram o líder iraniano, Yatolá Camenei. E até hoje a guerra não acabou. Quando o jornalista do Financial Times perguntou ao Trump o que ele queria do Irã, ele disse explicitamente que o que ele queria era petróleo.
E pouco tempo depois ele disse que o Irã estava dando petróleo pros Estados Unidos em sinal de respeito. É inacreditável, cara. É inacreditável.
>> E então hoje eles nos fizeram uma homenagem. Eu não sei, eu não consegui definir com exatidão, mas acho que eles deram como sinal de respeito 20 navios petroleiros, 20 navios enormes que estão passando pelo estreito de Ormus. >> Já o quarto exemplo é o da Colômbia.
Em junho, a Colômbia elegeu um presidente de extrema direita, o Abelardo de Laisprer, com apoio declarado de Donald Trump. Ele tomou posse em agosto e um mês depois o secretário de Estado americano, Marco Rúbio, desembarcou em Barranquíja e os dois assinaram um acordo justamente sobre minerais críticos. Esse que o Brasil tem de sobra.
O cara nem tinha trocado as cortinas do palácio e o minério já estava na mesa. E o último exemplo que eu vou dar é o da Argentina, que é nossa vizinha também. Em outubro do ano passado, a Argentina ia votar numa eleição que decidia se o presidente de extrema direita deles, o Javier Milei, continuaria a ter força no Congresso.
Duas semanas antes da votação, os americanos anunciaram que iam emprestar 20 bilhões de dólares pro governo do Milei. E aí perguntaram Trump numa coletiva se a ajuda dependia do resultado. Olha o que ele respondeu.
>> Se ele perder, nós não vamos ser generosos com a Argentina. O Milei ganhou. 4 meses depois, em fevereiro, Argentina e Estados Unidos assinaram um acordo de minerais críticos.
Você tá vendo? Você percebe como a história se repete? Primeiro vem a pressão, uma guerra, uma tarifa, um empréstimo, o que for preciso.
Depois, alguém no poder que deva o próprio cargo a Donald Trump, a Dels na Venezuela, o Spiedia na Colômbia, o Milei na Argentina. E no fim chega o acordo, minério e petróleo saindo do país com os americanos comandando. Agora olha a situação do Brasil com esses três passos na cabeça.
O primeiro passo, a pressão, já veio. Em 30 de julho do ano passado, Trump assinou uma ordem executiva que declarou emergência nacional por causa do Brasil. chamou o nosso país de ameaça incomum e extraordinária a segurança dos Estados Unidos e taxou em 50% quase tudo que a gente vende para lá.
Agora, em setembro, o Estadão, jornal conhecidamente conservador, revelou 21 exigências que o governo americano entregou pro Brasil em outubro do ano passado. Tem de tudo nessa lista: anistia pros condenados pelo golpe, tarifa zero pros produtos americanos e até o fim do Pix de graça. Sim, eles acham que o Pix faz concorrência desleal com os cartões de crédito da Visa, do Mastercard e outras empresas americanas e exigiram por escrito que o Brasil acabe com o Pix.
Mas eu quero que você olhe dois itens dessa lista que quase ninguém comentou. Um diz que o Brasil tem que avisar aos Estados Unidos com antecedência toda vez que for vender um ativo de minerais críticos e também dar para as empresas americanas tratamento preferencial. O outro item diz que o Brasil tem que limitar o investimento de entidades estrangeiras preocupantes.
Entidades estrangeiras preocupantes na mineração. Entidade estrangeira preocupante é um jeito educado de dizer China. Ou seja, a China não pode mais investir no Brasil.
A boa notícia é que a diplomacia brasileira leu essa lista absurda e não levou a sério. Lula chamou aquilo de arquivo morto. E é por isso que agora os americanos estão focados no segundo passo.
Eles querem ter alguém no poder que deva o cargo a Trump. E para isso, Trump precisa de brasileiros dispostos a ter essa relação de dívida com ele. Essa rua tranquila fica a 40 minutos de Orlando, na Flória.
Essa casa, ela foi comprada em novembro do ano passado por 1. 200. 000, uns 6 milhões deais.
O dono é esse homem aí. Quando eu digo que os jornalistas são >> o nome desse sujeito é Paulo Figueiredo e ele é neto do general João Figueiredo, que foi o último presidente da ditadura militar. Ele é comentarista político, ele é dono de um programa na internet e desde o começo de 2023 ele é um homem procurado pela Polícia Federal.
Quando ele assinou a compra dessa casa, ele devia R$ 4. 900. 000 R$ 1.
000 a União numa dívida que, segundo a PF, é ligada a um esquema de sonegação de imposto. Curiosamente, o governo americano escolheu justo esse homem para fazer o papel de vítima. No comunicado oficial emitido pela Casa Branca, no dia em que eles decidiram punir o Brasil inteiro com tarifas, o nome de Paulo Figueiredo aparece.
Sim, um país inteiro foi punido e um dos motivos escritos no papel é a situação judicial. de um neto de ditador que deve milhões de reais paraa união, ou seja, um sujeito que deve dinheiro para todos nós. >> Tô 100% convencido de que as tarifas foram o movimento correto para o Brasil.
Presidente Trump agiu corretamente e eu sou muito grato a ele. >> E o pior, quem tava lá nos Estados Unidos junto com Figueiredo pedindo para os americanos criarem essas tarifas, era ninguém mais, ninguém menos do que Eduardo Bolsonaro. >> O cenário brasileiro do que que tá acontecendo aí, os impactos da tarifa e o Paulo Figueiredo sempre conosco aqui ajudando.
Eduardo era deputado federal até dezembro do ano passado, quando a Câmara declarou a perda do mandato por falta, que ele simplesmente parou de ir trabalhar. E ele foi condenado em junho desse ano há 4 anos e 2 meses de prisão por coação, por ter ido aos Estados Unidos, ainda com mandato, negociar sanções contra autoridades do próprio país. Hoje a Polícia Federal apura se quem pagava as contas dele no Texas era o Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
E hoje o irmão de Eduardo, Flávio, é o candidato que quer ocupar no Brasil o lugar que a Delsi ocupa na Venezuela e o Spriedia ocupa na Colômbia. E quem tá dizendo isso é ele mesmo. Em 28 de março, numa conferência do partido de Trump, o CPEC, ele subiu no palco e prometeu exatamente isso.
Bra is going to be the battle where the future of the hemere will be because Brazil is America's solution to break independence on China for critical mineral espcially rare Earth elements. >> A solução da América. Ele disse da América.
E esse discurso não parece ser sido um improviso, porque no dias antes esse homem aqui tinha escrito uma espécie de roteiro. Vamos confiar em Deus aí. Vai dar tudo certo aí agora.
Tá com Deus, >> Esse cara é o André Marinho, humorista, ex-apresentador da Jovem Pan e ex-candidato do Novo ao governo do Rio. Ele é filho de Paulo Marinho, um dos principais apoiadores da candidatura de Jair Bolsonaro em 2018. Em março desse ano, o André escreveu um texto de 22 páginas em inglês com o nome Prosperity Partnership, explicando como seria a parceria entre o governo de Flávio Bolsonaro e os Estados Unidos para explorar minerais críticos e terras raras no Brasil.
Três semanas depois de escrever esse documento, o André Marinho estava nos Estados Unidos numa reunião com o vice-presidente americano. Presta atenção. Depois de escrever esse documento, ele estava em uma reunião com um vice-presidente americano, um cara chamado JD V.
Esse JD V é muito importante para essa história. Em 2019, JD Vou Rock Bridge Network, um clube de doadores bilionários. Em maio desse ano, o Rock Bridge registrou uma empresa chamada Rock Bridge Brasil, lá nos Estados Unidos.
E quem assinou a abertura foi um assessor do próprio Jade Vence, um cara chamado Chris Applegate. Uma consultoria da Faria Lima ajudou no registro. A Rock Bridge diz que a iniciativa não prosseguiu e que nunca mandou dinheiro para cá, mas parece que ela tem um representante no Brasil, um carioca com nome de personagem de filme de sessão da tarde, Pedro da Rock Bridge.
Esse seria o nome de guerra de Pedro Sang, um empresário que se apresenta como o homem da Rock Bridge no Brasil e que montou o comitê de campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo. Em setembro, Renan Santos do partido Missão, que também era candidato da direita, acusou publicamente a Rock Bridge de ter botado dinheiro na campanha de Flávio Bolsonaro. As palavras dele fecharam com o Flávio >> e esses caras entraram na campanha do Flávio naturalmente e ilegalmente.
São os caras que vão, caso o Flávio vença, ganhar dinheiro com essa merda. Essa turma de canalhas está rifando o nosso futuro, rifando o nosso presente e não dando a nós brasileiros sequer a chance de sonhar. As terras raras do Brasil já estão sendo rifadas por banqueiros e malandros aliados a governos externos.
Agora veja, os ricácios americanos ligados a Rock Bridge criaram também um fundo de investimento chamado 1789 Capital, junto com o Donald Trump Jor, que é filho de Trump. Depois, a 179 investiu milhões de dólares numa fabricante de ímã, a Vulcan Elements. E a Vulcan tem contrato de fornecimento com a Energy Fiels, que é a dona do projeto de mineração de terras raras em Prado, no sul da Bahia.
Quer dizer, o dinheiro do filho de Trump já está por tabela aplicado no minério da Bahia. Tá vendo? Terrajara de novo.
Toda vez que você puxa um fio dessa turma, ele termina no minério. Então, vamos juntar as peças. O neto do ditador ficou dizendo que o Trump tinha que tarifar o Brasil.
O Eduardo levou o pedido pra Casa Branca. O Flávio prometeu em público ser a solução da America. E o André Marinho escreveu o plano de parceria.
Plano de parceria. O Pedro da Rock Bridge toca o comitê de campanha de Flávio. O clube do Vence está do outro lado da mesa com o fundo do filho do Trump já dentro do projeto de exploração de minério em Prado na Bahia.
Essas pessoas estão claramente conspirando contra o Brasil. Agora, sabe quem também parece ter juntado essas peças? um general de três estrelas de direita que foi ministro de Jair Bolsonaro.
Ele se chama General Santos Cruz e ele recebeu a nossa equipe 12 dias antes da eleição e falou por 1 hora e meia. Eu não estava lá. Quem entrevistou o general foi o jornalista Bruno Torturra e a entrevista inteira está no canal do Revelando.
Você pode assistir tudo. Mas eu faço questão de te mostrar quatro trechos. O primeiro é sobre de que lado ele tá e sobre o nome que ele dá para tudo que você acabou de ver.
>> O senhor ainda se considera um homem de direita? Como é que o senhor se posiciona é ideologicamente hoje? >> Olha, eu me considero de direita.
Isso aí que a gente vê, esse extremismo é isso aí, não é direita, isso é vigarice. Isso aí se chama vigarice. É submissão voluntária.
Então os Estados Unidos também ele se beneficia desse voluntariado que ele nem precisou recrutar. Já esse trecho aqui é sobre o que o general chama de turma do gorro. Brasileiros que estão nos Estados Unidos puxando o saco de Trump.
Uma pessoa que resolve se dedicar à vida pública pela política, uma pessoa que é deputado, que é um governador, se colocar um gorrinho make America Great Gang, é um negócio assim que você não tem igual no mundo. Se dizem patriotas, mas perderam totalmente o sentimento de patriotismo. Eh, aonde você se submete a tirar uma fotografia que vai entrar pra história.
Você tem um presidente do dos Estados Unidos sentado e você em pé do lado numa posição de subalterno, né? Terra é uma foto histórica. >> O próximo trecho é sobre a minha terra.
General, o Brasil pode vender terra rara desse jeito? Ah, >> se você vê o documento aí de terras raras aí, inaceitável, né? Não pode exportar como como se fosse minério de ferro.
Nem minério de ferro você pode >> minério de ferro, né? >> Você não pode vender como se tivesse vendendo pão na no botiquinho, né? >> E esse último trecho é sobre a pergunta que eu mais queria fazer.
General Santos Cruz, o Brasil pode virar uma colônia americana. >> Nas Américas aqui tem três países que jamais vão ser colônia americana. >> Quais países?
>> Canadá, que é um país grande, o México e o Brasil. O Brasil é 50% do PIB de toda a América do Sul. Então, esses países eles não nunca vão se sujeitar a isso, a não ser que eles consigam dentro de um país um apoio quase incondicional ou um apo um apoio subalterno.
E no Brasil, infelizmente, para ganhar alguns pontos na corrida eleitoral, eh, isso aí foi colocado na pauta. Eu não sei você, mas quando eu ouço o Santos Cruz, eu fico bem impressionado, porque não tem direita nem esquerda aqui. Eu sou um autor de esquerda.
Ele é um general de direita que trabalhou com Bolsonaro. E nós concordamos no essencial. Nossos minerais raros são estratégicos.
Os brasileiros que estão tentando entregar o Brasil de bandeja para Trump são uma vergonha pro Brasil. E Flávio tá fazendo tudo isso para tentar ganhar uma eleição. O deprimente é que ele pode conseguir.
Mas tem um outro lado dessa história que é um lado bom. O Brasil hoje tá numa posição que nenhum outro país do mundo está, porque embaixo do chão a gente tem a segunda maior reserva de terras raras do planeta, a segunda maior reserva de grafite e a maior reserva de nióbbio. Isso é o que o mundo inteiro vai precisar pelos próximos 50 anos, tá?
Aqui em cima do chão a gente tem algo ainda mais valioso, a maior floresta do mundo, a maior biodiversidade do planeta. Você sabe o Zenque, remédio de emagrecer que tá em todo lugar? A ciência dele começou no veneno de um lagarto que mora num deserto no sul dos Estados Unidos.
Hoje, a empresa que fabrica o Azepique vale mais do que a economia inteira da Dinamarca, que é o país onde ela é sediada. Sim, tem um país inteiro, um país próspero vivendo de um remédio que começou no veneno de um bicho. E aqui a gente tem mais bicho, mais planta e mais veneno do que qualquer lugar do planeta Terra.
O Brasil vai ser um país muito rico nas próximas décadas. A pergunta é: quem vai ser o dono dessa riqueza? Agente ou um bando de americano que gosta de tomar o que é dos outros?
Quando aquela lista de 21 exigências dos americanos chegou, Lula mandou pro Arquivo Morto. E quando o Minério entrou na pauta, ele assinou uma lei dizendo que quem manda aqui é o Brasil. E do outro lado tem um candidato que subiu no palco nos Estados Unidos e prometeu em inglês ser a solução da América.
Do lado desse candidato tem um neto de ditador que deve a receita, tem um ex-deputado que parou de ir trabalhar, tem um imitador de político e tem o Pedro do Rock Bridge. Todos eles parecem prontos para entregar pro Trump uma riqueza que é nossa, que é sua. O general Santos Cruz, que entende muito mais de segurança nacional do que eu, já avisou: "Um país do tamanho do Brasil, ninguém toma força.
Ele só vira a colônia se alguém de dentro abrir a porta que nem vampiro. Que tem gente oferecendo o Brasil de bandeja pro tramp. Mas para entregar a bandeja, eles precisam de uma coisa que eles ainda não têm, a chave do Palácio do Planalto.
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