Vivemos tempos espiritualmente perigosos. A igreja latino-americana e talvez principalmente a igreja brasileira. Hoje é um vasto mercado de ideias religiosas, no qual o verdadeiro evangelho do Senhor Jesus Cristo, aquele que eh foi entregue aos santos, como diz Judas em versículo 3, concorre hoje com uma versão eh ou melhor com uma infinidade de versões adulteradas.
suavizadas e pragmatizadas da fé. Em muitos púlpitos, a palavra da cruz foi substituída pela palavra do sucesso, pela motivação pessoal. Eh, e o chamado ao arrependimento, ele deu lugar à autor realização.
Essa série aqui no Teologia para Todos, ela nasce não de um coração indignado, mas de quem tá cansado de ver uma praga no meio da Igreja Evangélica Brasileira, que nasce com a confissão positiva, que é a mãe da teologia da prosperidade, que depois da teologia da prosperidade passa pela teologia do coach, com a ideia dessas frases motivacionais e do conjunto de ferramentas corporativas e de liderança e de sucesso que são trazidos pro seio da igreja e que culmina no último e talvez um dos mais eh das das mais terríveis pragas que a igreja tem enfrentado hoje, que é o deísmo moralista terapêutico. Então, esta série nasce de uma convicção profunda de que a igreja de Cristo, ela precisa nesta geração recuperar a coragem eh de defender a a sã doutrina. E não é por amor à polêmica.
Talvez você que me acompanha aqui nunca me viu eh fazendo react a vídeo do pastor fulano de tal belrano, nada disso. Mas eu vejo que é por amor à verdade, sobretudo por amor às ovelhas do Senhor que têm sido desviadas por lobos vestidos em peles de ovelhas. E essas quatro correntes que eu citei, confissão positiva, teologia da prosperidade, teologia do coaching, deísmo moralista terapêutico, elas não são equívocos isolados, elas fazem parte juntas de um evangelho paralelo.
Eh, e Paulo vai dizer aos Gálatas, isso é fantástico, né? Paulo diz, pode ser eu, pode ser um anjo pregando um outro evangelho, é maldição, é anátema. Então, essas quatro correntes, uma gerando a outra, elas deformam o genuíno evangelho.
Então, onde Cristo era pregado, hoje se prega a ideia do crente triunfalista, aquele que é cabeça e não cauda, aquele que nasceu para vencer, aquele que vai comer o melhor desta terra. Então, onde antes se ensinava a glória de Deus, hoje se ensina a glória do eu, né? Onde antes se apontava para a eternidade, para o céu, hoje se aponta para as realizações pessoais.
Então eu quero com essa série, em primeiro lugar oferecer uma análise crítica rigorosa dessas doutrinas, expondo suas verdades históricas, seus pressupostos teológicos e filosóficos e e seus desvios fundamentais em relação às escrituras. E como isso eh é totalmente o oposto das Sagradas Escrituras. e também quero mostrar o quanto isso faz mal paraa igreja.
Em segundo lugar, apresentaram uma apologia da fé cristã, né? Tomando aí como referencial eh a tradição reformada, aquela, a mesma tradição que nos legou os cinco solas, a teorologia centrada na obra de Cristo, a convicção de que as escrituras são suficientes, claras, autoritativas. e que ela é necessária para todas as questões de fé e prática da vida cristã.
Então, eh, eu quero aqui, eh, nesse, nesta série de vídeos que eu vou fazer a partir de agora, mostrar para você, né, o quanto nossa teologia aqui no Brasil tem sido empobrecida e o quanto o povo de Deus merece uma doutrina sólida. eh eh realizada com carinho, nunca diluída paraa glória de Deus e que o Senhor seja glorificado, né? Então, para começo de conversa, a gente precisa fazer um, é necessário um diagnóstico, né?
Então, quando Paulo ele aí até bom a gente eh pegar as Sagradas Escrituras, deixa eu pegar uma B que tá aqui na mão, não é a que eu costumo usar, é a que a Ester tá usando, nos semeando. Mas olha só o que Paulo diz em Atos capítulo 20 verso 29 a 31. Ele vai dizer o seguinte: "Essa aqui eu vou ter que tirar o óculos, né?
" H, ele diz assim: "Sei que depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão rebanho, e dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade a fim de atrair discípulos. Por isso, vigiem, lembrem-se de que durante 3 anos jamais cesse sei de advertir cada um de vocês disso, noite e dia com lágrimas. Olha só que texto, irmãos.
Essa essa advertência paulina, ela ela não foi apenas uma profecia do primeiro século, ela ela é a realidade perene da igreja militante, da igreja que milita pela causa de Cristo. Então, a história do povo de Deus eh é em grande parte medida eh justamente por essa história em defesa da sã doutrina, né? Eh, a história vai mostrar as perseguições, os martírios.
Eh, Tertuliano dizia que o sangue dos mártires era a semente da igreja. Ou seja, quanto mais a igreja era pressionada, esmagada, mais ela crescia. E quanto mais ataques internos e externos aconteciam, mais a igreja se defendia.
Então, isso acontece desde os judais antes da Galácia. Imagina, era eram ataques internos que estavam surgindo dentro da igreja da Galáia ali tentando minar, né? Eh, os gnósticos do segundo século também, de certa forma eh eh eh tentando desconstruir a natureza divina de Cristo e passando até pelos arianos do quto século e e semipelagianos do século, né?
E isso vai passar pela pelo escolasticismo até chegar ao liberalismo teológico do século XIX. Então, a igreja sempre teve que contender pela fé. Sempre teve que contender pela fé.
E a nossa época não é diferente. Os rostos mudaram, as terminologias foram atualizadas, os métodos foram modernizados, mas o ataque é o mesmo. Então, o ataque é o mesmo, deformar o evangelho de Cristo em algo que o homem natural possa aceitar sem que ele se ofenda com o escândalo da cruz.
Então, olha, é aquela ideia de tornar o o evangelho mais palatável, diluído, mais tragável, né? Eh, eh, eh, dentro das perspectivas humanas. E aí entram todas essas teorias que eu citei.
Eh, eu não vou entrar em cada uma delas hoje. A ideia é mais fazer aqui rapidamente uma introdução e depois, sim, nós vamos nos aprofundar em cada uma delas, mas vamos olhar o cenário atual, né, o panorama evangélico contemporâneo, especialmente do Brasil, né? Eh, eh, a gente vê essas quatro correntes profundamente interligadas.
Então, o que seria a confissão positiva, né? Eh, a confissão, eh, a confissão positiva, perdão, ela ensina que as palavras faladas pelo crente possuem um poder criativo, capaz de chamar a existência aquilo que ele deseja, né? Sendo que a gente vai ver em Romanos 4:17 que somente o Senhor Deus tem o poder de chamar existências coisas que não existem.
Então esse movimento ele tem uma origem na palavra da fé com raízes e principalmente em Kenion e em Kennedy Haen, né, que são os pais da da confissão positiva. E essa doutrina ela atribui ao ser humano uma capacidade quase divina de moldar sua realidade pela pela fala. Na década de 90, a CPAD publicou um livro chamado Cristianismo em crise, que eh naquela época a a teologia da prosperidade tava tava assim mais aparecendo mais, né?
Não existia a teologia do coach, não existia o moralismo, o deísmo moralista terapêutico, mas e e ela foi uma defesa da fé em relação a essa confissão positiva de doutrinas americanas que estavam influenciando igrejas brasileiras. Bom, a confissão positiva nasce ali no final dos anos 60, início dos anos 70 e e logo em seguida, ano 70, vamos pegar o cenário brasileiro, que nós temos as big churches aí, né? Não são chamadas de churches, mas elas elas se intitulam eh uma maior que a outra, né?
Apareceu uma que é olhava pro universo, ah, uma igreja universal, depois surgiu uma igreja internacional, depois surgiu uma igreja mundial, né? Então vocês sabem os nomes aí por esses termos de quem eu tô falando. Essas três principais igrejas, né, adeptas da teologia da prosperidade, eh, que é uma aplicação prática, então a teologia da prosperidade é uma aplicação prática da confissão positiva, eh, e atua diretamente no campo das bênçãos materiais.
Então, aquela aquele aquela religião dos evangélicos dos anos 50 e 60, que era uma religião de pobres, né, que era uma religião eh eh da marginalizada da sociedade, agora começa a olhar para os as bênçãos materiais por intermédio, principalmente da Igreja Universal e depois ali anos 80 com as outras duas igrejas, né? Então, a teologia da prosperidade e aí, claro, mundo neopentecostal abraçou a teologia da prosperidade com uma força gigantesca. E essa doutrina, ela ensina que a que a vontade de Deus para todo crente é que ele tenha saúde perfeita, riqueza abundante, sucesso ininterrupto e que a fé, que é medida muitas vezes pelo valor do dízimo, pelo valor da oferta, é o mecanismo pelo qual o crente aciona essas bênçãos, tá?
Então, se você não é abençoado financeira, amorosamente ou, né, na área da saúde, significa que a tua fé é fraca. Bom, anos 2000, nós temos aí, né, principalmente de 2010 a 2020, o surgimento da teologia do coaching, que é mais recente, tá? essa importação do conceito da psicologia positiva, da autoajuda empresarial, do PNL, da programação neurolinguística e tudo isso, né, vindo para o ambiente eclesiástico.
Então, nesse ambiente, o pastor, ele deixa de ser o pregador e mestre das escrituras e ele passa a ser um motivador espiritual, um coach de autodesempenho, né? E cuja mensagem central dele é a liberação do potencial humano melhor que há dentro do homem, né? A melhor versão de si mesmo, essa essa pataquada toda, né?
E aí mais recente, né? final dos anos eh ali da primeira década dos anos 2000, final de do ali 2018, 20 até agora, nós temos aí o surgimento do deísmo moralista terapêutico, um nome meio complexo de se falar. Ele é um termo que foi cunhado por um sociólogo chamado Christian Smith, que descreve não tanto como uma doutrina, não é uma ideia de uma doutrina, mas uma espiritualidade difusa que se tornou uma religião operativa de grande parte dos jovens cristãos ocidentais.
Ufa! Que que isso significa? Significa que Deus existe, tá?
Mas é um Deus que está distante, por isso se chama deímísmo, né? Eh, a ideia de moralista terapêutico, é a ideia de que olha, Deus te quer com uma vida boa, eh, que você seja uma pessoa boa e o propósito da religião é você ser uma pessoa melhor. O evangelho nunca prometeu isso.
O evangelho o evangelho nos gera transformação, novo nascimento. E a ideia do deísmo moralista terapêutico é você se sentir bem contigo mesmo, né? Deus intervém apenas quando a gente precisa resolver um problema.
É como se Deus fosse um garoto de recados, né? Rapidamente tô falando cada uma delas. A gente vai se aprofundar mais para frente em cada uma dessas doutrinas.
Agora, é interessante que eh é uma mesma raiz, mas os frutos são diferentes, porque a primeira vista essas quatro correntes, elas parecem distintas. A confissão, a confissão positiva é aquele neopentecostalismo extremo, né, da poder da palavra para chamar existência, a teologia da prosperidade e aquele pragmatismo religioso, né? Toma lá da cá, você deu, Deus vai te entregar.
A teologia do coach parece mais um modismo corporativo, né? Aquelas coisas de vergonha leia e do Instagram lá, pessoa dizendo yes, né? aquelas coisas assim que dá uma certa vergonha só de olhar as pessoas realizarem aqueles, né, aquelas coisas dentro de organizações corporativas que se trouxe para o mundo eclesiástico.
Triste. E o deísmo moralista terapêutico é é uma secularização disfarçada. Mas no entanto, irmãos, um uma análise mais cuidadosa, a gente revela que todas elas eh eh compartilham do de pressupostos comuns, ou seja, todas elas colocam o homem no centro e não Deus.
É o homem que está no centro. Então, todas elas concebem o evangelho primariamente, mas como um meio para um fim humano. Vejam, não é pra glória de Deus, é pro fim humano, é pro pras bênçãos que o homem quer, é pro para pras conquistas que ele quer, é pro sentimento dele para ele se sentir melhor.
Isso significa que eh o evangelho não é pra glória de Deus, não é paraa redenção dos pecadores, é pro fim humano. Então, desta forma, todas elas eh miniminizam ou ignoram a realidade do pecado original, né, da ira divina. Irmão, não se pode nem falar de ira.
Pecado ganhou um outro nome, né? O arrependimento, necessidade de cruz, né? São terminologias que não eh não aparecem no escopo destas doutrinas.
E agora, eh, tem uma questão que todas elas prometem benefícios imediatos sem conversão genuína. Ou seja, tu pode ser um bom dizimista, não precisa mudar tanto de vida assim, não. Deus vai te abençoar.
Basta ver nas mensagens. Ou seja, não existe transformação, não existe mortificação da carne, é vitória, vitória e vitória sem glória, né? Ou melhor, sem cruz, glória sem cruz, vitória, sem sofrimento, essas coisas desse tipo assim.
né? Então, no final das contas, eh, essas expressões contemporâneas de uma são eh vertentes de uma mesma heresia antiga, né? O pelaganismo, ou seja, a crença de que o homem, por meio de sua própria força, vontade, mérito, né?
a confissão da boca, as técnicas, o seu dízimo, a sua autodisciplina, a busca pessoal por Deus, ele pode alcançar a sua própria salvação, alcançar a sua própria prosperidade, alcançar a sua felicidade sem a intervenção soberana e gratuita da graça de Deus. E isso é terrível, porque e alguém até poderia assim, alguém poderia até perguntar, mas tá, qual é o problema disso tudo? O problema é o seguinte, se as pessoas estão sendo encorajadas, se elas estão frequentando a igreja e se elas estão pagando seus dízimos, eh sendo morais, né, sejam pessoas boas, há problema nisso?
Não é suficiente isso? A resposta é um sonoro não. Em primeiro lugar, porque o evangelho eh o evangelho falso não salva ninguém, ninguém.
Ninguém, absolutamente quem. Paulo é categórico. Ele diz: "Ainda que nós mesmos ou um anjo vindo do céu vos pregue um outro evangelho além do que nós temos pregado, seja anátema.
" Então, uma igreja cheia de pessoas que ouvem mensagens motivacionais, semanais, mas que nunca foram confrontadas com seu pecado, nunca se arrependeram verdadeiramente, nunca depositaram sua fé. no Cristo crucificado e ressurreto. Não no Cristo que elas idealizam, não Cristo customizado.
Essas pessoas, ou melhor, esta igreja é uma igreja cheia de cadáveres espirituais vestidos de domingo. E aí, em segundo lugar, irmãos, por que que a resposta é não? Porque o falso evangelho deshonra a Deus.
Quando a igreja proclama um Cristo para a realização de sonhos humanos, ela não anuncia o verdadeiro Cristo. Quando ela ensina que Deus é obrigado a abençoar financeiramente todo aquele que confessa corretamente, ou seja, aquele que dizima, aquele que primicia, aquele que sacrifica, aquele que faz o voto, aquele que chama existência, coisas que não existem, aquele que vai na igreja para se sentir bem, né, para se sentir aceito, ela transforma o Deus soberano do universo em uma espécie de caixa eletrônico, né? o eh um mágico de Ós ou ou até mesmo, né, um deus da caixinha de promessa.
Eh, e isso vira idolatria, tá? Então, ou seja, é um Deus customizado sem compreender a essência soberana da divindade, né, do eterno, do eterno Deus. E aí, em terceiro lugar, eh, é porque os efeitos pastorais são devastadores.
Quantos crentes sinceros foram destruídos pela teologia da prosperidade? Quantos crentes que não tiveram doenças curadas? Quantos crentes que não prosperaram conforme foram eh eh ouviram promessas e pseudoprofecias.
Quantos casamentos desmoronaram essa gente toda foi ensinada que tudo isso seria resultado de uma falta de fé. Olha, não prosperou, não venceu, não ganhou, não conquistou, tu não tem fé. Ou seja, veja, e a pessoa acaba se sentindo inferior espiritualmente.
Quantos abandonaram a fé amargurados, pensando que Deus os havia traído quando na verdade não foi Deus quem traiu, porque Deus nunca prometeu isso. Quem traiu foram esses pregadores, falsos mestres, falsos profetas que ensinaram, que não anunciaram o verdadeiro Deus. E aí, em quarto lugar, é porque o testemunho da igreja diante do mundo acaba sendo manchado.
Não é incomum você ouvir ou ler comentários, né? Ah, ah, veja lá, é um pastor. Ah, tinha que ser a igreja evangélica.
É, onde há manipulação financeira. Então os incrédulos olham pra igreja e vem apenas charlatanismo, manipulação financeira, espetáculo midiáticos, promessas vazias e e a credibilidade do evangelho. Não, eh, deixa eu melhorar isso.
Nunca a credibilidade do evangelho está destruída ou ou é destruído, mas o nosso trabalho dobra. Além de falar o que o evangelho é, nós precisamos falar o que o evangelho não é. Então o trabalho fica mais, se ganhar uma alma, se discipular uma alma, é um trabalho gigantesco.
Ele se torna um trabalho duplamente gigante quando a gente tem que combater essas doutrinas. E até tem uma coisa que é mais e eh grave ainda, porque Paulo vai falar em Romanos 2, né? O nome de Cristo é blasfemado entre os gentios por causa desses representantes.
O nome, ó, vou repetir, o nome de Cristo é blasfemado entre os gentios por causa desses representantes. Tá bem? Eh, essa é apenas uma introdução.
Eu quero, eh, nos próximos vídeos, eu não sei quantos vídeos eu vou conduzir aqui, mas semanalmente eu quero trazer um vídeo a respeito desse tema para que a gente trate com muita seriedade esse mal, esse mal, essa praga que tem tomado conta da igreja brasileira. E a minha oração sempre é essa, que o Senhor Deus tenha misericórdia de nós. Deixa o seu like, deixa aí o seu comentário, o que que você acha a respeito disso, compartilhe e se você não é inscrito, se inscreva no canal e ative as notificações.
Volto sempre. Estou aqui todos todas as manhãs às 7 horas da manhã com leitura da Bíblia, com comentário da Bíblia, com devocional, café com palavra, muita teologia para a glória de Deus. Que o Senhor tenha misericórdia de nós, que o Senhor tenha misericórdia da Igreja Brasileira.
Até a próxima terça-feira. M.