Por um período, eu genuinamente odeio essa pessoa, que foi uma grande decepção para mim do ponto de vista de caráter e índole mesmo. Eu tinha uma sensação de que [música] eu era muito estranha introspectiva, meio desajeitada. >> Taidantas é um antídoto para um mundo viciado em velocidade, [música] porque ela não aceita o consenso fácil. >> Eu gosto de provar pros outros que eles estão errados. Você não vai me sustentar Nunca, rapaz. Você vai ver quem vai te sustentar. Um dia sou eu. >> Num tempo em que todo mundo reage, ela constrói critério e transforma isso
em impacto real. Eu vou fazer o que você tá mandando e se eu for infeliz você vai se lembrar que a culpa foi sua, porque você que escolheu para mim. >> Ela trabalha com a matéria-pra mais valiosa e perigosa do século. Atenção, desejo, narrativa. >> Todas as coisas que deram errado na Minha vida me levaram a coisas muito mais grandiosas e muito melhores e maiores. Por mais que a Apple seja enorme, né, a visão, mas eu seria uma gotinha no oceano, eu ia est ganhando muito menos dinheiro. Então tudo ocorre pro bem. E quando alguém
assim fala, você percebe que talvez a sua mente não estivesse tão no controle quanto você achava. Antes de começarmos esse episódio do Deep Story, eu queria dizer para vocês Que nós fizemos tudo isso com muito carinho, com muito amor e exigiu uma equipe técnica à altura para fazermos algo que realmente o mundo não viu. E a única coisa que a gente queria pedir para vocês é que vocês colaborassem com a inscrição de vocês. Espero que vocês curtam esse episódio. Taidantas, seja muito bem-vinda ao Deep Story. >> Muito obrigada. Vai ser um prazer fazer esse mergulho
profundo com você. Eu Queria começar pelo início, pela origem. Aqui o principal propósito é entender os aprendizados da sua jornada e como aplicar isso no dia a dia para as pessoas que estão assistindo a gente. Portanto, eu queria saber primeiramente sobre como foi para você, como é para você nascer sobre um sobrenome de peso e de muito respeito. Quais foram os valores que te formaram e quais são as lembranças que você tem da sua infância? Muito boa pergunta. É até um tema que eu Evito falar um pouco, eh, principalmente depois que eu saí de Vitória,
né, que eu tive privilégio de vir para um para uma cidade em que as pessoas não conhecem o meu sobrenome, então elas acabam conhecendo o meu nome primeiro. Isso dá um um certo uma certa liberdade também, né, de você não ter uma cobrança prévia ali em cima de você. E eu escrevi uma vez um texto sobre isso que eu acho que faz muito sentido eu apresentar aqui. Posso ler? Claro, fique à vontade, vai Ser um prazer. >> Então, foi um texto que eu fiz sobre como é, né, quando você tem nasce numa numa cidade onde
as pessoas conhecem muito a sua família, onde sua família tem muito peso naquele lugar, que é assim: antes de reinar nas terras conquistadas por seus antepassados, vença suas próprias batalhas. Saiba que um sobrenome célebre é uma dívida e não um crédito. Mude-se da sua terra natal. Vá para um lugar aonde o seu sobrenome Não valha nada e construa seu nome. Só então volte e assuma o reinado. Caso contrário, você morrerá sem saber se você é bom ou somente a filha do dono. Então, acho que fala [música] fala bem sobre >> essa sensação, né? Eu acho
que quando você tem [música] a honra de nascer num lugar onde a sua família tenha construído um legado, né, tenha uma construção financeira e de caráter muito intensa, acho que O importante é você saber que isso é uma dívida, não é um crédito, e que é a sua obrigação eh manter ou até ampliar esse nome, esse esse legado e e garantir que as próximas gerações continuem usufruindo eh do melhor que existe, que é as pessoas pessoas saberem que você veio de uma casa com valores, de uma casa com seriedade. Meus pais sempre tiveram muito cuidado
quando eu era criança de entender [música] quem eram os pais dos meus amigos. Não para saber O quão rico eram os pais dos meus amigos, mas para saber se eram pessoas de valor, se eram pessoas éticas, pessoas corretas. E eu entendi que a melhor herança que eu posso deixar pros meus filhos é que eles nasçam com um sobrenome respeitado e honroso. Mas ao mesmo tempo isso também dá algumas, né, aquilo que eu falei ali, né, putz, se eu ficar aqui, se eu crescer aqui, eu nunca vou saber se é porque eu consegui fazer essas coisas
ou Se eu só tô eh sendo a filha do a filha do dono, né? Eu sei que para muita gente isso não é um grande problema, né? as pessoas têm problemas muito piores que esses, mas esse é um pequeno desafio ali que isso traz e que para mim foi um bom desafio porque me impulsionou muito a querer construir o meu nome. E não só esse desafio, mas outros, eu sempre fui uma pessoa simultaneamente esquisita e competitiva. Então Eu sempre sentia que eu não era boa ou bastante. tinha uma sensação de que eu era muito estranha,
[música] eu era introspectiva, meio desajeitada, meio esquisita, tinha gostos também que não eram muito os mesmos gostos das pessoas que eram e ainda são meus amigos. Eh, eu achava que as as minhas amigas eram mais normais e eu era estranha. E essa sensação de ser estranha, né, e ter tido uma criação com com uma certa rigidez, uma certa expectativa misturada com a Minha competitividade me fez muito ter um desejo de querer ser grande assim, no sentido de construir algo realmente grandioso, de usar a minha vida e as oportunidades que eu tive de estudar em bons
lugares, de conhecer países, de fazer coisas para construir uma coisa grandiosa. Acho que a minha família sempre deixou muito claro para mim que o que a gente tem de mais valioso na nossa vida é o Nosso nome e a forma como a gente conquista as coisas é mais importante do que as coisas que a gente conquista. >> E essa motivação que você tinha era uma questão para provar para si mesma ou para provar para os outros da sua capacidade? Como que você enxerga isso? >> Você é muito honesta. Era provar pros outros até pouco tempo
atrás. Inclusive, essa foi uma conversa que eu tive recentemente, principalmente com a minha mãe. Eu também já falei sobre isso Com o meu pai. Eu era uma criança genuinamente estranha para minha mãe, principalmente, ela me teve muito jovem e eu sou apaixonada pela minha mãe. A gente é muito amiga, a gente tem uma relação maravilhosa, mas a minha mãe teve muito jovem, teve com 20 anos, né? E eu nasci, o meu, o meu nascimento foi num meio de muita morte. Então eu nasci em meio à mortes. Teve um >> um pouco mais sobre isso. >>
Teve um período quando a minha mãe tava, a minha mãe tinha dois irmãos gêmeos. Quando a minha mãe tava grávida de mim de seis meses, esses dois irmãos gêmeos dela, que eram os únicos dois irmãos que ela tinha, faleceram no acidente de carro aos 18 anos. >> Nossa. >> E ela tinha 19 para 20 quando eu nasci. Então, os meus dois tios faleceram no acidente. Ela teve um final de gravidez ali conturbado e ao longo da minha Infância, eu sou de uma família grande, né, no Espírito Santo, eh, e muito unida. Família dela, Bernardina por
parte da minha mãe é muito unida, muito próxima. A gente teve muitas perdas durante toda a minha infância, pessoas muito jovens que faleceram. E a minha mãe, ela me teve muito nova e como a minha avó perdeu esses dois filhos e estava numa situação ali muito sensível, né? Eu fui muito criada junto com a minha avó. Então a minha relação com a Minha avó materna era muito robusta assim, muito profunda, muito, muito amor que eu tinha por ela. A gente se dava muito, muito bem. Minha avó era catequista e eu gostava muito de igreja. A
gente vivia na igreja junto, a gente estava sempre junto. E e a minha avó faleceu também, muito nova. Minha avó faleceu aos 50 anos de idade, fazendo um exame de cateterismo num acidente médico. >> Nessa oportunidade você tinha quanto? Qual era a sua idade? >> Eu tinha 10 anos de idade. >> 10 anos. >> E foi um baque muito grande para mim, que eu amava minha avó assim, quase como minha mãe mesmo, que eu a convivência era intensa, né? Ela tinha perdido dois filhos. Então ela projetou muito aquele neném que nasceu dois meses, três meses
depois da do da morte de dois filhos super jovens como uma nova filha que chegava em casa, né? Então foi uma morte Para mim bem bem sofrida, assim, eu sofri muito com a morte da minha da minha avó e aí na sequência meus pais se separaram. Então tinha um contexto assim de muitas coisas que na minha infância foram >> ruindo, né? É. E aí eu eu tinha uma uma ansiedade existencial muito grande. Eu era uma criança poética, meio filosófica, gostava muito de escrever. E eu tive um Avô que era o o pai do meu pai,
que era um grande filósofo. Ele foi reitor da Universidade Federal do Espírito Santo e foi criador de uma universidade que é até hoje a única particular do estado. Era um grande acadêmico, pessoa que era muito ligado à literatura, tinha amizade com Clarissor, com Monteiro Lobato. Então assim, era um contexto muito legal e ele me incentivavaza, né, >> demais, né? E ele me incentivava muito assim a ler, a ver filmes, a a escrever Histórias. A minha avó paterna também. Então, era uma criança que, sei lá, aos 11 anos de idade, eu gostava muito de Fernando Pessoa,
gostava de poesia, tipo, loucamente. E ao mesmo tempo eu era uma criança muito triste, assim, eu fui uma criança, todo mundo fala assim: "Putz, eu tenho muita saudade da minha infância, eu tenho zero saudade da minha infância". E é uma quebra assim eh de imagem na minha cabeça, pelo menos te acompanho, o seu Trabalho é incrível e a gente já se sente amigo da Taidantas pelas mídias sociais e não tem noção, né, desse momento de infância que você passou, essa talvez uma briga interna, >> uma busca por uma construção de identidade. Eu acho que é
legal porque eu acredito que muitas pessoas também passam por isso às vezes, né? Olham pro filho, nossa, meus meu filho é mais introspectivo, mais quietinho, diferente das outras crianças. >> Uhum. >> Mas isso talvez possa ser um super poder, né? É, eu acho que que que a gente vai crescendo e a gente vai tentando deixar de ser quem a gente é pra gente ser amado e ser aceito. E a coisa mais legal que eu descobri, principalmente nesse processo de putz, conção de marca pessoal pros outros e para mim, pr pra conção da marca da minha
empresa, é que o momento que as pessoas mais Gostam da gente é quando a gente consegue se vestir da gente mesmo. E aí, por muito tempo na minha vida da infância, adolescência, eu tentava muito me enquadrar, me encaixar, me negar como pessoa. E essa minha busca existencial, acho que deriva muito desse momento de muitas mortes. Então, eu tinha muito medo da morte. Ao mesmo tempo, eu não entendi o porquê da vida. E eu era uma criança que tinha uma profundidade Intelectual esquisita, num contexto em que, poxa, minha mãe, eu falei, minha mãe é uma mulher
maravilhosa, linda, super pra frente. Ela teve grandes perdas, perdeu a mãe, super jovem, perdeu os irmãos, né? Um divórcio, ficou com três filhos. Meu pai super presente como pai, mas você tem um divórcio ali com três filhos, uma super jovem, uma família tradicional em que o divórcio não era lá uma coisa seita e é uma mulher cheia de felicidade, de Alegria e tal, >> soube ressignificar >> muito e ela é para fora e eu sempre fui para dentro, então aquilo dava para ela uma sensação de putz, que essa menina aqui é muito estranha, assim, preciso
botar essa menina aqui para se aprumar na vida e tal. Hoje ela fala para mim: "Ah, eu me arrependo [música] de ter feito aquilo, cara. Vou ser mãe agora, com certeza vou me arrepender de muita coisa". Mas tudo, Todos esses pontos para mim, eles foram fundamentais para eu ser quem eu sou. Eu tive muita proximidade com a finitude da vida, o que me fez entender que eu preciso viver, que a vida é importante e que ela acaba mesmo e que a gente não pode esquecer da morte, a gente vai morrer. Quando a gente coloca as
coisas nessa perspectiva, né, quando eu era criança, eu ficava mal com isso, porque eu ficava, pô, então não tem sentido. >> Acaba tudo ficando menor quando você Pensa dessa forma, né? >> Exato. Exato. Às vezes dá vontade numa reunião quando tá todo mundo bravo para uma coisa meio idiota, fala assim: "Galera, vocês já perceberam que a gente vai morrer? Vocês estão lembrados? Pode ser hoje, inclusive vocês vão sair daqui que teve, perdemos 1 hora e meia, >> podia ter muitos argumentos para continuar o conflito, mas pensar dessa forma já diminui tudo, >> já diminui tudo
assim, tipo, a gente vai Morrer, né? >> Incrível. E pegando esse gancho, eu queria entender o seguinte: o que que você poderia falar para audiência, para as pessoas, que seria o caminho para você ser o autor da sua própria vida? O que que seria um um fato, um elemento relevante para que elas possam eh deixar de pertencer e começar a ser autor da própria vida? >> Sabe que é um negócio engraçado assim, uma vez eu falei isso, acho, eu acho que Foi com Cloves de Barros, é que todos nós estamos vivos, mas pouco de nós
vivemos. Que que eu quero dizer com isso? Eu acho que a coisa que faz, né, a vida acontecer são basicamente dois elementos. Primeiro que é cada vez mais raro, que é a presença. É você tá naquele [música] momento vivendo aqui e agora. Não é tipo, eu tô aqui e ao mesmo tempo eu tô pensando, Por que que eu vou fazer amanhã na semana? Porque isso não é viver. Então, estar presente é raro, é muito difícil e a gente só vive nos momentos que a gente tá presente. Se você parar para pensar, os tempo que você
tá genuinamente só naquele lugar, são poucos. São esses são os momentos que você viveu. O resto você flutuou nos seus pensamentos. E isso tá se tá se esvaindo cada vez mais da nossa mão, a presença, né? A gente aumentou muito a longevidade, Mas a gente tá vivendo de verdade em poucos momentos, cada vez menos momentos. Então, a presença, e aí tem um segundo ponto que eu acredito genuinamente que cada um de nós poderia ter uma vida completamente diferente um do outro. Eu acho que cada um de nós vem ali com uma natureza, com, sabe, um
uma força, uma força da natureza dentro de si e que várias delas extremamente diferentes Entre si. E ao longo da vida, o que a gente vai fazendo é ir se cortando para entrar num supermercadoonde você tem uma prateleira e ali você tem opções de vida. Quais são as opções de vida pré-fabricadas pensadas? >> Você acaba sendo condicionado a isso, >> a podar essa natureza interior que poderia te levar a outros lugares. >> Exatamente. E aí você vai se podando e [ __ ] essa é a vida que a sociedade considera correta. E quem é a
sociedade? São pessoas sonhões. Será que a gente realmente considera correto ou incorreto alguma coisa? e por quê, né? Então, o primeiro passo é a gente conseguir entender genuinamente a nossa sombra, os nossos piores defeitos. Esse lugar, ele é uma coisa que te impede muito de viver, porque normalmente todo todos nós temos muitos efeitos, vários. E a gente tem alguns que a gente tem muita Vergonha de ter, >> muita. >> E a gente tenta negar eles ao máximo e esconder eles ao máximo. Só que a tendência é tudo que você esconde, você não esconde. Aquilo quando
você não domina, quando você não conhece a sua sombra, ela chega primeiro, ela vem por trás, as pessoas percebem, as pessoas notam e aquilo tende a te engolir. >> Talvez esconda para você mesmo, mas pros outros não. >> Pros outros não. A gente sabe, né? Acho que todo mundo tem um pouquinho de intuição. E aí, para você construir uma identidade, uma vida genuína, eu acredito que a presença é fundamental. O contato com o que tem de mais desafiador e mais bonito em você é muito [música] importante. E a a capacidade de escolher de verdade. Muitas
vezes a gente entrega as escolhas da nossa vida para outras pessoas, Porque se outra pessoa escolheu, a culpa não é minha da falha. Sensacional isso. >> E eu lembro que eu falava isso pra minha mãe quando eu queria fazer artes cênicas com ênfase em roteiro e dramaturgia. Ela era extremamente como dizer que eu não faria de G nunca aquilo não dava dinheiro, que não tinha menor possibilidade. E o meu pai do outro lado me irritava muito na época, porque ele falava: "Não, tudo bem, ela ela não vai, Eu sustento ela pro resto da vida. Não
precisa tá falando, você não vai me sustentar nunca, rapaz. Você vai ver quem vai te sustentar um deho. O tamanho do conflito interno. Como é que é? [risadas] Como é que é? Uma falando que eu ia morrer de fome, então não poderia. Outro não, deixa que se ela não vai morrer de fome porque eu co. >> E isso por uma característica que você falou que tem eh foi um combustível >> muito >> para que você cara procurasse a sua própria identidade e assumisse isso talvez até cedo demais. >> Total. E aí eu falava assim para
ela desde nova, assim, eu falava, ela vem, você tem que me ouvir. Falei: "Eu não vou te ouvir porque se eu fazer as coisas que você faz da sua vida, eu vou viver, vou ter o mesmo resultado com que você e eu não quero, porque eu não quero ter nada a ver com a sua vida". Eu falava para ela, se eu for seguir seu Caminho, eu vou acabar com a sua zé advogada, fez concurso público. Eu não quero concurso público de jeito nenhum na minha vida, que eu ia morrer de tédio num concurso público. E
a outra coisa que eu falava uma vez e ela me enchendo muito, sabe que eu falei para ela, eu falei: "Então tá, eu não vou fazer artes cênicas, eu vou fazer o que você tá mandando e se eu for infeliz, >> você vai carregar esse car, >> você vai ser a culpada. Se na minha vida Nada der certo, você vai se lembrar que a culpa foi sua, porque você que escolheu para mim, porque quem vai morrer sou eu, mas você que vai carregar essa culpa. Aí ela falou: [risadas] "Não, não, não." Aí esse dia ela
começou a a falar: "Não é, é, deixa ela, ela fazer o que ela quiser e vamos ver o que que o que que vai dar [música] pela frente." Mas é isso, assim, é você saber que no fim do dia quem vai viver a sua vida é você. >> Sim. >> As pessoas podem achar muitas coisas e elas sempre vão achar muitas coisas. As pessoas vão achar muitas coisas ruins de você, muitas coisas ruins de mim. Muita gente que me odeia por muito tempo. Isso me consumia. Eu queria ser amada, queria que as pessoas gostassem de
mim, eu queria me encaixar. Hoje eu só quero ser, eu só quero >> perfeito, >> existir na minha vida e fazer as coisas. Gancho que você falou, eh, as pessoas têm que entender sobre o assunto morte e no final das contas, se você se condicionar a fazer o que os outros querem e elas morrerem e você ficar, quem vai carregar o fardo é você. >> Uhum. >> E talvez você olhe para trás e fale: "Quem eu sou?" >> Uhum. >> Então, acho que isso é uma questão realmente assim, uma aula. Obrigado por Se aprofundar tanto
aí >> no seu início. Com certeza vai inspirar muita gente e botar muita muitas pessoas para refletirem sobre esse tema. Tai eu queria te propor uma coisa. Nós temos aqui no Deep Story o Deep Cards. O que que seria o deep Cards? São três níveis de conversa, onde no primeiro level falamos sobre origem, no segundo falamos sobre reflexões de uma jornada de aprendizado e no terceiro nível nós falaremos sobre algo mais profundo que Talvez possa até te tirar da zona de conforto. Eu queria que você me permitisse de começar pelo primeiro nível. Posso fazer? >>
Claro, por favor. >> Então, vamos lá. Tai o que é uma vida rica para você? Paz. Eu acho que paz é riqueza. Não tem nenhum outro para mim sinônimo de riqueza do que você ter paz. Saber que você pode oscilar, pode errar em algum momento, ter algum algum desafio, alguma coisa, mas que você tem o suficiente para sustentar mesmo, mesmo no erro, assim, para mim, uma vida rica é ter paz de eu estar alinhada com os meus princípios e valores, é eu saber que nada do que eu faço é para fazer mal para alguém ou
para alguma coisa e a verdade se se Materializar na minha vida, né? Então, eu consegui ter sucesso financeiro, que para mim significa em algum momento não precisar trabalhar e só trabalhar 100%, porque eu quero, sem contar com herança, então através do meu dinheiro, então tão tanto eu quanto a minha família, né? ter saúde e viver a minha verdade com as pessoas que eu amo, com a minha família, com os meus amigos. E isso tudo para mim é paz. E paz não é ausência de conflito, não é ausência de problema, é saber que é resolvível e
que se não for também tá tudo bem. Eu queria entender agora um pouco sobre uma questão que é muito evidente quando a gente ouve você falar, quando nós consumimos seus conteúdos também sobre a questão do conhecimento e da do potencial desse conhecimento libertar a gente e entender e ajudar no entendimento de quem realmente nós Somos. Então, por que que você acha que o conhecimento pode libertar alguém? Eh, e por quê? O conhecimento nos leva a onde? >> Acho que a primeira coisa do conhecimento, quando você se dedica a conhecer, é você saber que você sabe
muito pouco sempre. Eh, eu acho que a liberdade que te dá é de saber que você é capaz de aprender muita coisa E que esse aprendizado pode te levar a muitos lugares. Mas para mim o principal de uma pessoa especialmente apaixonada pelo conhecimento, porque hoje o conhecimento ele tá acessível para quase todo mundo, né? >> Sim. E você diz muito sobre essa questão de ser uma polímeta especialista. >> Sim, >> né? Então, mais uma vez, reforça e o Quanto que você talvez acredite que o conhecimento possa levar uma pessoa deixar de ser um fantoche da
sociedade e buscar o o seu caminho. É um pouco do que a gente estava falando anteriormente, mas traz luz mais a questão da da busca pelo conhecimento. >> Sim. que ela é constante e ela te faz ser sempre humilde. Você sempre tem muita coisa para saber, tem muita coisa para aprender e você aprende de fontes muito diversas que não tem nada a ver Com grana, com diploma, com experiência. Eu sou uma pessoa, essa parte sempre me emociona quando eu falo isso, porque é muito verdade para mim que as pessoas que mais me ensinaram são as
pessoas mais humildes financeiramente na vida, que mais me ensinaram sobre sobre a vida. A gente quando os ambientes com com pessoas com muita grana, muito focados em grana, são ambientes que a gente que as pessoas Se permitem trocar pouco. As pessoas têm muito medo eh de perderem aquela imagem de super poder que elas construíram. Então é um ambiente de muito ego, de muita disputa. Cara, as pessoas simples do interior, a minha avó, a dona Maria, por exemplo, que foi minha babá e que até hoje é uma pessoa que eu tenho muito contato, eles têm um
conhecimento da da vida, da matériapra da vida, que é Gente, que é o que mais me emociona. Então, as pessoas que convivem muito comigo quando pegam carona comigo num Uber, por exemplo, no táxi ou putz, no aeroporto com a pessoa que tá limpando ali, eu sempre puxo assunto com essas pessoas. A pessoa fala: "Nossa, que chato, você fica sempre puxando assunto com as pessoas". Falei: "Cara, mas essas pessoas elas são pessoas que de vez em quando elas me ensinam um negócio assim Tão [ __ ] tão fora da curva, >> porque são genuínas, né? Não
tem nenhum interesse por trás." E aí acaba que a gente volta no que você falou de você crescer. e num status social elevado, onde você precisa mostrar a qualquer custo paraas outras pessoas desse meio que você é nobre, que você é educada, que você e a troca talvez entre essas pessoas seja sempre com um escudo na mão. >> Uhum. E aí você entra dentro de um Uber, Você vai pro interior, você vai pra roça e você recebe uma pergunta genuína, >> eh, que talvez pareça boba, mas >> total. E acho que essa é o mais
legal do conhecimento, é você saber que ele tá em todo lugar, com todo mundo e que você nunca vai ter mais do que ninguém. Você sempre vai ter diferentes parcelas. Então, tem sempre muito a conquistar. Ele te deixa humilde. >> Sim. Ele te deixa baixo. E eu acho que ficar pequeno é a melhor forma de ser Grande. >> Que isso? >> Na minha visão, >> isso me faz lembrar até uma parte da minha infância também. Eh, eu sou filho do segundo casamento do meu pai e eu sempre tive, né, com meus irmãos do primeiro casamento,
uma conexão extremamente forte, apesar da situação entre meu pai e a mãe deles, a minha mãe, eh, de alguma forma o universo blindou a gente de qualquer conflito eh Que houvesse ao nosso redor. E a gente teve uma conexão, sempre teve uma conexão absurda, inclusive a minha conexão com a mãe deles. Eu lembro que eu ia pra Santa Leopoldina no interior do Espírito Santo e quem me recebia lá quando eu descia do ônibus era a mãe deles com um carrinho de mão, né, me esperando. entrava no carrinho de mão, >> descia a rampa da pousada
que eles tinham lá no rio da da prata e depois do falecimento dela, faleceu por câncer, eu Continuava indo visitar meus irmãos e eu lembro que tinha uma padaria perto, uma mercearia, um botequinho e ficava sempre ali descalço, ouvindo, aprendendo com os caminhoneiros. Eh, você acabou me trazendo uma memória muito fresca e de realmente como eu aprendi nesses momentos. Qual é a lembrança que te atraz dessa parte você falou, né, da pessoa que ajudou a te criar? Existe alguma lembrança viva na sua memória que traduz essa emoção que Você trouxe? Ah, acho que tem tem
várias várias memórias assim das férias na fazenda, das trocas com as pessoas que tomavam conta eh do gado, do cavalo, de como elas olhavam para as coisas, de como elas estavam conectadas com aquilo que elas estavam fazendo. Em Vila Velha tem uma parte curiosa também da minha vida que eu quase nunca falo, eu quase fui candidata à política, né, prefeita. Quase, quase. Assim foi, eu bati na Trave. Ainda bem que eu não fui, mas teve um negócio que eu fiz que foi um movimento lá em Vila Velha, chamava movimento Vila Nova. E a parte central
daquilo era a gente ir na rua e começar a conversar com pessoas, perguntar várias coisas assim, cara. E chorei tanto naquele movimento, conheci tanta gente incrível que perguntasse: "Cara, qual que é teu sonho assim para as pessoas mais simples assim, sabe?" E eram sonhos tão simples que eu tinha e Que eu não valorizava assim. E aquilo ali falava assim, cara, e a alegria que as pessoas tinham com as coisas mais simples da vida, do dia a dia, assim, sabe? Eu acho que tanto nessa nessa vez quanto na fazenda, eu fui capaz de entender que que
a felicidade ela mora em tá presente e nas pequenas coisas do dia a dia. É você, [ __ ] poder almoçar em casa com seu pai e com sua mãe, que ainda estão vivos e que de muita gente da minha idade já não Estão. É você ser amigo dos seus irmãos, que muita gente é inimigo dos próprios irmãos. É você conseguir ter amigos de infância. Quantas pessoas no mundo tem a privilégio de nutrirem amigos de infância e você pode ter toda a grana do mundo. Eu sei que pare falar não tem então dá o dinheiro
dele pá uma vez eu falei que o Elon Musk é triste ele fala que ele é triste. Mas cara, é assim, se você tem uma vida genuinamente feliz e de paz, se você sente que você não precisa, você quer coisas, mas você não precisa de mais coisas, isso é o suprassumo da vida. E eu acho que quanto mais grana você ganha, se você não souber o valor do dinheiro que é te servir e não você servir a ele, mais desconectado do que é ser humano, do que é a criação Divina de Deus, que é tá
aqui nessa terra, que é tá [música] em contato com o teu irmão, que é o próximo, que é putz, a natureza, a vida, as coisas, é você poder ajudar uma outra pessoa. Se você se desconecta disso, você é extremamente infeliz. E eu discordo totalmente da galera que é vazio. >> Totalmente, cara. E eu discordo muito da galera, óbvio que não tô falando aqui de pobreza, de miséria, >> mas das pessoas que têm dinheiro e que Acham que a felicidade é dinheiro, que é só dinheiro. Cara, genuinamente a felicidade é você ter pessoas que você ama
perto de você. Isso é felicidade e é muito pouca gente que tem o privilégio. E hoje eu posso dizer que o maior privilégio de todos que eu tenho é eu ser amiga dos meus irmãos e eu ter meus pais vivos e eu ter amigos de infância. Isso é uma riqueza muito forte e eu poder ser mãe agora. >> Sensacional. Agora vamos lá. Você pega o Avião, vai pro Rio de Janeiro fazer artes cênicas. Você vem num berço de uma educação de pai, avô, né? dono de universidade. Esse ato foi um grito de liberdade, >> foi
>> foi a procura para uma para se posicionar, para buscar de fato quem você era ou foi uma fuga? Como você enxerga esse momento eh eh da sua vida que você pega suas malas e vai pro Rio De Janeiro e de fato você desata esse nó para iniciar um novo ciclo na sua vida? >> Eu sempre quis escrever história porque eu amava as histórias. E eu achava que se eu pudesse contar as histórias, eu poderia impactar as pessoas. Então eu queria ser uma boa autora de filmes e de e de peças de teatro. Mas eu
sempre quis sair de Vitória quando eu era criança, porque eu queria estar num lugar que ninguém soubesse Quem era e que eu pudesse ser quem eu quisesse. Então, foi simultaneamente rasgar uma roupa muito apertada para mim e de encontro com que o meu coração gritava que é a minha vocação. Eu vim de um lar muito religioso. Minha avó catequista, minha mãe é coordenadora do mães que oram pelos seus filhos, era, né, muito próximo dos mães que oram pelos seus filhos até hoje, líder lá. E eu sempre tive uma visão muito forte de que a gota
de Deus que tem dentro da gente é o nosso talento maior. E negar esse talento é desperdiçar Deus em você. Então eu tinha convicção de que uma coisa que eu sabia fazer bem era sentir e escrever sentimento. E aí eu falava: "Cara, fazer isso aqui eu vou conseguir trabalhar e ganhar dinheiro". Olha só, fazendo isso, eu tenho fazer isso. >> Por isso foi muito certeiro ali a sua decisão, né? Na verdade, você foi um um Tomou uma decisão de fazer artes cênicas com eh ênfase em >> roteiro e dramaturgia. >> Roteiro e dramaturgia. >> É
>> para explorar esse seu lado, né, de escritor, de saber comunicar suas emoções. >> Exato. >> E como foi essa experiência assim de ir morar numa outra cidade? Você escolheu o Rio de Janeiro >> ou escolheu a universidade ou o que você queria? Era PK Rio. >> Foi PUK Rio. Eu escolhi o Rio. >> Você escolheu o Rio. Foi a primeira decisão. >> Isso. Por quê? Porque eu acho que as cidades, existem algumas cidades que elas aglutinam pessoas com uma determinada ambição. Que que eu falei que eu acredito muito da força do ambiente? muito, muito.
Por exemplo, se você Pensar na época do renascimento, você tinha ali Firenze, né, Florença e Milão. Na mesma época, as duas cidades tinham mais ou menos o mesmo tamanho, a mesma população e a mesma riqueza. Você não conhece na época do Renascimento ninguém de Milão, mas você conhece Davin, Michelâelo, Donatelo, mas um monte de gente. Por quê? Porque aquela cidade tinha uma atmosfera e juntou uma concentração grande de obsecados. >> Não, uma coincidência >> por aquele tema. Exato. E aí o Rio, na minha época, quando eu era nova, ele era a grande capital cultural do
Brasil. Hoje não é mais, mas ele era. Então ali tava toda a concentração de músicos super talentosos, de escritores talentosos, de atores talentosos. A Globo naquela época era uma grande potência, então era um chamariz de ir para lá. E foi uma escolha genialmente certa. Eu Tive a melhor adolescência que alguém pode ter no Rio de Janeiro. A melhor juventude que alguém pode ter no Rio de Janeiro. Eu, a minha balada era tomar vinho e escrever poesia e tocar música, inventar música e falar de filosofia. Com 18 anos. Essa era a festa. E isso, putz, pô,
se minha filha pudesse ter o prazer de viver isso, me formou muito intelectualmente como ser uma lidar com pessoas completamente diferente de mim. saí de uma casa extremamente Tradicional, muito religiosa e comecei a lidar com pessoas de condições financeiras diferentes, de pensamentos políticos diferentes, pensamentos culturais diferentes, de tudo diferente. Eu aprendi que >> cabeça >> não, cabeça explodiu muito e eu aprendi que, cara, a diferença é a coisa mais irada do mundo. Às vezes as pessoas falam: "Pô, mas você é liberal, você é centro direita e você anda às vezes com Esquerdista, fala: "Pô, lógico,
que honra poder falar com uma pessoa diferente de mim, aprender coisas, discordar de várias outras, que faz parte da vida." Então assim, essa oportunidade que eu tive, pensa só, eu super novinha, tive o prazer de ser com meu grupo de amigos, convidada a ir tocar, fazer música junto com um grupo do Caetano Veloso, com 18, 19 anos de idade, porque aquilo ali foi incrível para mim. Eu não ia Para boate, eu ia fazer saral, tomar vinho, escrever música até de manhã. Então essa formação cultural, intelectual foi muito importante, me modificou muito como ser humano e
eu de longe não seria nada do que eu sou hoje se eu não tivesse feito essa escolha que eu não seguia adiante, mas que me formou e que possibilitou 100% eu fazer bem feito o trabalho de marketing que eu faço hoje. >> Você se permitiu isso, né? É Impressionante como muitas pessoas têm vontade de fazer isso, >> de se jogar de recomeçar do zero. Afinal, >> a maioria das pessoas buscam o que você já tinha. >> Uhum. >> Estabilidade, >> segurança, >> uma família de renome >> e você decide começar do zero. >> Uma história
com a sua identidade, com o Seu ritmo, mas certamente com amigos em volta. ter tal, talvez você não tinha família no no Rio de Janeiro >> não >> para te dar. >> Aí tinha muitos amigos incríveis, né? Mas tinha muitos amigos incríveis que volta ao ponto que você falou. >> Uhum. >> né? Da importância de ter amigos de infância, ter pessoas que estão ali ao Seu lado, que se tornam família também no final das contas. >> Total. >> Na adolescência era assim, dormia 10 pessoas na minha casa, todo mundo jogado em um monte de colchão
no chão e aquilo era muito bom. Acho que eu nunca, eu não comecei do zero como eles, por exemplo, porque eu tinha um apartamento bom em Panema, tinha condição dos meus pais pagarem [música] a minha vida ali, pelo menos por um Período inicial, que depois eu comecei a trabalhar super jovem. E isso foi um baita privilégio. Mas ter esse privilégio me permitiu arriscar coisas que talvez se eu tivesse nascido uma família muito humilde, eu não sei se eu teria tido a condição de tomar esses riscos. Mas sem dúvida esse risco que eu tomei, ele foi
assim 70% [música] responsável pelo que eu sou hoje, por eu ter conseguido construir sem a interferência da minha família uma Condição financeira muito grande e muito boa. Ou seja, eh, se você fosse dar um conselho para uma pessoa que te pedisse essa opinião sobre ir buscar novas referências, de buscar uma nova ambiência, você certamente falaria: >> "Sem dúvida. Procure a sua Firenze". senão você vai ser o Leonard 20 de Milão, que com certeza, geneticamente e estatisticamente falando, ele deve ter existido. Só que ele nunca teve o seu talento reconhecido e nunca chegou a seu Potencial
máximo porque ele tava no lugar errado. O lugar é muito importante. Se você tá num lugar ruim, a primeira coisa que você tem que fazer para mudar de vida é sair desse lugar. Não tente mudar o lugar. Primeiro vá pro lugar aonde você pode se tornar quem você é. E aí quando você for quem você é, você eventualmente volta pro lugar para você mudar ele. >> [ __ ] E aí você dá continuidade, né? Essa busca pelo conhecimento, por novos Ambientes te leva ao CL Harvard. Me explica um pouco sobre um ponto agora que talvez
seja até uma questão delicada. Ensino dentro do Brasil, ensino fora do Brasil. delicada, porque a sua família vem de um de da educação dentro do Brasil, investe no segmento. Como a diferença? Por que você foi buscar esse conhecimento fora? Tal que talvez faltasse aqui? >> Eu acho que o conhecimento por si só Hoje você pode adquirir ele de qualquer lugar. Ele tá disponível, né, na internet de qualquer forma. Para mim, o legal de você estudar em outros países ou mesmo fazer curso online em outros países é se aprender aquele conhecimento de uma outra forma. Mas
o de ir para um outro país e estudar é de você aprender a viver sendo um estudante de um país que não é o teu, com pessoas que você não conhece, com uma língua completamente diferente, com Uma exigência alta, porque is por exemplo, é uma das universidades mais difíceis de entrar no mundo. pelo Gimet no meu curso no MB de administração que depois, né, oscilava ali para entrar em marketing, porque é diferente do do Brasil que é MBA lá, não, MBA, master Business Administration, e você escolhe sua ênfase, né? Êfase. >> É muito concorrido, tá
ali. Então você tem um nível de exigência alto com uma língua que não é tua, num conforto que Não é o ideal, [música] eh com pessoas do mundo inteiro. E eu te >> uma pessoa competitiva como você é um prato cheio. Isso, todos esses elementos que você acabou de falar, né? Exato. Tava até conversando com a Amanda que veio aqui comigo hoje, ela tava falando: "Não, que ela não faz nada por causa dos outros e tal". Falei: "Isso é um defeito meu. Eu eu gosto de provar pros outros que eles estão errados." E eu fui
para eu ser lei num momento curioso. Falei, Lembra que eu falei para você da política que eu quase fui eu desisti? >> Sim. Aham. Ao quase ir e desistir, eu fui demitida da, eu trabalhav, eu tava no, eu fiquei muito tempo no Rio, em São Paulo, trabalhei muito tempo ali e eu voltei para trabalhar na UVV em Vitória. Eu fiquei 3 anos trabalhando na OVV, que é empresa da minha família e eu fui demitida pela minha tia e foi muito, a minha família brigou naquele momento, eu fui, ela me, a minha tia me demitiu e
Hoje eu falo que, cara, foi muito bom ela ter me demitido, foi o maior presente que ela me deu. Quando ela me demitiu, eu falei: "Cara, não vou mais continuar política, não tá fazendo bem pra minha família, tá trazendo muito problema pra família, quero estudar, vou tentar passar aqui na na UCL, vou fazer o de mat e se eu for eu vou estudar e vou trabalhar na Apple, vou fazer ser a melhor aluna possível e meu sum vai ser na Apple, vou quebrar Tudo na Apple e vou ficar lá". E aí de novo Deus mudou
o o rumo, né, das coisas. O mundo parou, a gente teve a pandemia, a ideia de Apple ia demorar. Aí eu comecei a ver várias marcas pequenas nascendo e fazendo um negócio muito diferente e muito parecido com o que eu tinha feito no começo da minha carreira em 2013, que era construir marcas como se fossem creators, criadores, a própria marca em si, e usar muito do que é Cinema, construir universo, ter personagens, histórias, que é uma coisa que eu gosto muito de fazer. Aí eu falei: "Cara, tem um movimento muito louco aqui acontecendo, porque essas
marcas estão crescendo muito e não tem ninguém se debruçando para transformar isso aqui de fato num método melhor no marketing. Vou me apropriar disso porque eu tô à toa aqui no meio da pandemia, embora tava tendo aula online, me mudei pro deserto da Califórnia para esperar a Pandemia passar. Fiz a tese, a pandemia não passou. Falei: "Bom, vou voltar pro Brasil, começar a trabalhar e depois eu volto para cá quando as coisas melhorarem." Nunca mais voltei para lá. Eh, fui, voltei pro Brasil, entrei no G4, apliquei o negócio lá, deu muito resultado, depois na Boca
Rosa, muito resultado e depois aqui na Vince também com muito resultado. Então, eh, acho que todas as coisas que foram dando errado na minha vida, todas, isso é muito Louco, todas as coisas que deram errado na minha vida e que me causaram sofrimento no momento, depois se mostraram para mim [música] presentes muito grandiosos. Tudo ocorre para o bem de quem tem coração bom. É uma frase bíblica que eu concordo muito. Todas as coisas que deram errado na minha vida me levaram a coisas muito mais grandiosas e muito melhores e maiores. Por mais que a Apple
seja enorme, né, a visão, mas eu seria uma gotinha no oceano. Eu ia est Ganhando muito menos dinheiro, ia est fazendo muito menos impacto. >> Então tudo ocorre pro bem, cara. assim e e isso é uma coisa da gente parar e pensar do das dos erros que a gente tava falando até ali no negócio, mas as coisas ruins que acontecem com a gente, elas muitas vezes são muito boas para tira a gente de um lugar errado. >> Sem sombra de dúvida. Eu acredito muito que nós temos, a gente sempre pede a Deus no nosso íntimo,
no nosso momento Íntimo, eh, algumas coisas que ele realiza por um caminho tortuoso e a gente não entende naquele momento. A gente pede a Deus um melhor emprego. A gente pede a Deus que nossa família tenha saúde, mas às vezes alguém tenha que passar para um momento de dificuldade na saúde para que todos tenham saúde. Sim, >> como eu passei recentemente, 16 anos construindo uma empresa. E eu pedia Muito a Deus eh conhecimento, sabedoria para que eu pudesse eh usar de todo conhecimento, de todo aprendizado nesses 16 anos para ingressar em outros projetos. E eu
fiz o exit da empresa em agosto de 2024. Eh, num momento onde eu achei que estava zerando game e que seria o grande executivo da empresa. Muitas promessas foram feitas nessa transação que não foram cumpridas. E eu não entendi o porquê, porque sempre tentei fazer o mais correto possível, sempre tentei ser uma pessoa de bem, me conectar com as pessoas certas, ser interessante, não interesseiro. E e algum momento eu parei e perguntei para Deus por que eu tava passando por aquilo. Mas hoje eu entendo estar hoje numa mesa como essa, ter acesso a pessoas como
você que foi construído desde lá de trás, hoje tudo faz sentido. Então acredito muito que Pessoas de bem, ela sempre vai encontrar uma resposta para tudo. Sensacional essa sua ideia. Obrigado por me trazer essa lembrança. >> Não, sensacional você, pô. Isso é é muito verdade. Você vai ver e isso aqui. Bom, eu você teria acesso quem já se conheceu, já te admirava, achava origem genial o trabalho que você fez, mas sem dúvida isso aqui tem um um caráter de paixão para você, eh, de criação de coisa nova. Talvez se as promessas todas Tivessem sido realizadas,
você estaria muito mais acomodado [música] e não não estaria realizando ainda muit das coisas que você ainda vai realizar, porque você tem potencial para realizar a infinidade de mais coisas e você estaria preso ali porodismo >> ou num ambiente que não me cabia mais, mas a gente vai levando, a gente vai se moldando e aí a gente volta de uma forma cíclica até o início da nossa conversa. >> Uhum. Mas tai aí, me leva pra cena. Eh, Quando foi a primeira vez que você validou o potencial da escrita, dessa sua paixão? Qual foi a primeira
vez? Me leva essa cena. Vamos dar um zoomin. >> Aham. >> Onde estava? Quando? O que você pensava? O que você sentia? Como foi isso? Você lembra? Tem uma recordação? >> Lembro. Até essas essas aspas aqui são em homenagem à primeira coisa que eu que eu escrevi depois que eu tinha escrito algo que eu Gostei, eh, que eu escrevi tudo que está entre aspas pode voar. Quando eu era criança, meu sonho era voar. Eu era apaixonada pelo Peter Pan, louca pelo Peter Pan, pela ideia de sair voando por aí. Tem uma história curiosa, né, que
eu falava no clube, tinha um clube ali na Mata da Praia em Vitória, no Espírito Santo, que a pessoal, mas já havia a Thaísa ia também lá nesse clube, eh, todo mundo ia ali pro clube brincar E tal. E eu falei para todo mundo, eu falava para todo mundo que eu ia voar com Peterpan, que eu ia pra Terra do Nun, que era pequenininha. E minha mãe ficava toda hora falando para mim: "Pare com essa história de Peperpan, não existe Peterpan nenhum, tira esse negócio da cabeça." Eu fui e falei isso, uma amiga da minha
mãe ouviu e falou para mim: "Ó, você tem que botar, tem que ter muito cuidado com a sua filha, que ela tá falando que uma hora ela vai Voar com Peterpan. Isso aí vai". Aí eu cheguei em casa e minha mãe toda hora falando que não existia, não existia. Quando eu cheguei em casa tava cheio de grade no apartamento. E olha como é a pureza da criança, né? Em vez de eu falar assim: "Ah, realmente é o que que eu pensei na hora? Olha como é que o Peterpan existe. Minha mãe colocou grade que ela
tá com medo de eu sair voando. >> A cabeça da criança loucura. >> Mas eh, eu escrevia, eu escrevi um Negócio que eu gostei, o meu sonho era voar. E aí eu escrevi: "Tudo que tá entre aspas pode voar". Porque tudo que alguém escreve, quando a gente coloca entre aspas é algo que alguém disse que não é você. E você tá falando aquilo ali, aquilo voou, saiu da pessoa e foi para você. >> Sim. >> E aí eu fiz essas aspas porque eu tô entre aspas, né? Então eu posso voar. Esse foi esse foi o
momento. E eu me Lembro que eu tinha escrito um conto e eu li para minha avó que gosta muito de texto, minha avó paterna e ela pediu para eu ler para minha tia. Olha que coisa mais linda que ela escreveu. Aí chamou minha tia para ver. Acho que eu devia ter uns 10 anos de idade. Aí eu li paraa minha tia, minha tia ficava assim. Aí eu falei: >> "Admirada, >> que legal! >> Foi a mesma tia que te demitiu?" Não, Né? >> Não, não. Aí eu falei: "Nossa, que legal". Minha tia que era irmã
da minha avó. Aí aquilo aquilo, aí eu pensei, aquilo que eu sinto quando eu leio uma coisa que eu gosto muito, que mexe comigo, eu posso fazer mexer com outras pessoas e isso é muito legal. Então eu posso virar aspas de outras pessoas. Aí foi basicamente esse esse momento. >> Eu queria entender a seguinte questão. Você sai da parte de artes cênicas, uma questão de explorar seu lado artista, um um lado de você onde você teve seu grito de liberdade e depois você vai pra área executiva, que é um lugar onde existem limitações para explorar
muitas vezes a criatividade, né? E aí você vem para uma estrutura de ensino, o G4, na verdade antes você passou por azul, tá, >> né? Depois tap, boca rosa, foram locais Que você pôde validar >> a sua tese de negócios creators. >> Uhum. >> Correto. >> Uhum. >> E como foi você chegar numa estrutura que talvez pudesse te limitar novamente? E aí você mais uma vez recomeçando do zero nesse nessa estrutura executiva. Como foi esse Existiu um conflito entre o seu lado artista e o seu lado executivo? >> Não. Foi o movimento mais natural e
que mais me fez bem emocionalmente na vida. Você sabe que o artista, todos os grandes artistas que eu conheci na minha vida, e muitos deles são grandes amigos e eles vão entender o que eu tô falando aqui, são emocionalmente infelizes. Todos >> infelizes, >> todos emocionalmente instáveis, meio depressivos. A arte >> é um contraste, porque quem olha de fora enxerga talvez o contrário. Ah, eu todos que eu conheci assim, grandes atores, escritores, cantores, todos com muitos problemas de emocionais, assim, muita angústia, muita tristeza, mas você pegar os grandes artistas da história da humanidade, todos tinham
problemas psiquiátricos, >> porque a arte ela é um mergulho muito grande dentro de si, é você conseguir Genuinamente mergulhar. E mergulhar é importante, mas não o tempo inteiro. E a liberdade extrema que a arte dá para você, ela pode ser também enlouquecedora. A estrutura e a regra me deixou continuar criativa. Criativa de uma outra forma, né? não artística apenas, mas criativa, mas me deu chão. O Naval, que é um cara que eu gosto muito, é um empresário meio filósofo, Meio artista também, ele fala que, isso é bem polêmico, mas ele fala que a cura pra
depressão e pra ansiedade não é a terapia na cabeça dele, porque a terapia ele diz, os terapeutas vão ficar bravos com ele diz que a terapia faz você olhar para dentro e o que faz você sair da depressão é ir para fora, é sair de dentro de você e tá presente, tá aqui, tá agora, tá fora. Ir pra ação, pro movimento. É um movimento que te tira da depressão, que é a saudade do Passado, ou a culpa pelo passado, e da ansiedade, que é o medo do futuro, é o presente, é a ação, é o
movimento >> total. >> E a arte é um mergulho muito grande dentro. Então você tá sempre resgatando coisas, puxando coisas e normalmente você não tem uma estabilidade mínima, né? Ninguém tem sailidade, mas uma mínima profissional ali de você ter uma rotina, você saber, [ __ ] agora eu tenho essa hora, agora eu tenho aquela, eu Preciso fazer isso, fazer aquilo. E isso deixa a pessoa angustiada com preocupação de pagar conta mesmo, né? Então, quando eu cheguei no ambiente executivo, eu falei: "Cara, isso aqui é maravilhoso porque é uma terra firme com regras, mas as regras
elas impulsionam a criatividade." Então, eu tenho terra firme, eu tenho regras e eu posso ser muito criativa nessas regras. Você tem que ser criativa. >> Você tem que ser criativo. E aí o meu Emocional melhorou muito. Eu já tive uma depressão no passado. Depois que eu saí do meio artístico, eu nunca mais tive depressão. Continuo sendo artista também, mas eu tenho uma vida com regras e com chão. E aí eu posso mergulhar ou voar de vez em quando, mas eu volto pro chão. E antes eu não tinha para onde voltar. Eu tinha que estar sempre
voltando para dentro, muito profundo. >> Na verdade, você chegou num ambiente Onde ser criativa trazia retornos concretos. >> Exato. >> Né? Então isso foi te impulsionando cada vez mais >> uma pessoa com sede de conquista. >> Exato. Uhum. >> Então aquilo foi para você um circo, vamos dizer assim, né? foi maravilhoso. E e putz, eh, foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida, primeiro viver a profundidade extrema, depois Viver a profundidade com estrutura. >> Para você que validou eh todo esse seu conhecimento, essa sua metodologia e fez essas empresas crescerem eh de uma
forma fora da curva, vamos dizer assim, o que que você diria para as pessoas, sabe por recomeçar? Eu digo no sentido de lá atrás você buscou uma forma de criar sua própria identidade. Isso te levou a recomeçar. Depois você foi pro Rio estudar cênicas Mais uma vez recomeçando do zero. Depois, de certa forma, para validar esse seu conhecimento, você recomeça novamente no mundo executivo. Qual que é esse paralelo, né, de validação e recomeço? Validação e recomeço para muitas pessoas que estão ali num processo de validação eterna. Por que não recomeçar? Por que não? Que que
você acha que impede o Por que que por por que não Seria bom recomeçar na sua visão? >> Olha, eh eu tô te perguntando isso porque é uma pergunta que eu me fiz durante muito tempo, nesses últimos meses. O fator recomeçar começou com muita dor para mim, porque foi um momento de questionamento. Eu sou realmente capaz? Eu sou realmente criativo? Eu sou realmente aquela pessoa que todos falavam e dava tapinha nas costas. E você vai ser o cara, você é o cara, você. E de repente você vê, tem uma frustração, vê o mundo desabar na
sua frente, você vai no fundo do poço e fica com medo de recomeçar. E aí a gente tem que ser ligeiro para levantar a cabeça e começar a entrar em movimento. >> Uhum. >> Que foi o que você disse. >> Uhum. Mas esse é um time muito difícil para todo mundo, né? E essa pergunta que você acabou de fazer do por não Recomeçar, talvez seja o start para as pessoas começarem a usar sua validação no novo começo. >> Perfeito. Eu gosto bastante de recomeçar. Eu tava com Casa Noova e ele tava me falando que ele
ele passou por um burnout, ele ficou mal emocionalmente uma época ele teve um sucesso muito extremo, tem uma marca de moda na Europa grande. E ele me falou de uma conversa que ele teve com Gary V. >> Sim. >> Que ele tava com Gary V e e ele falou: "Putz, eu me sinto muito ansioso, eu tenho muito medo porque hoje a gente tá grande, a nude, mas pode ser moda é muito volátil, né? Marca de hype hoje, amanhã pode ser nada, pode acabar inclusive." E aí, né? Eu vivi isso na pele. >> Então [risadas] moda
é extremamente volátil. >> Extremamente volátil. >> Ele pud ir. >> Aí ele falou pro pro Gary Vi: "Você não tem medo porque você tá ali no hype na né, na internet. Você não fica com medo de acabar o hype?" E ele fala: "Não". Pro Bruno e o Bruno pergunta: "Por que não?" que eu não tenho medo de perder isso, porque eu sei que se eu perder isso, eu vou conseguir outra coisa melhor ou tão boa quanto. E hoje eu não tenho medo. No início da Vince, eu caí de novo nessa armadilha de pensar, porque quando
eu tava executivo, eu cheguei no momento, falei assim: "Cara, se eu, putz, eu vou migrar de empresa, se dessa empresa aqui, eu tenho certeza que eu tenho um monte de gente que quer me contratar como executivo." >> Sim. Agora numa empresa que você é o dono, [ __ ] se a empresa não der certo, né? E aí tudo acabou, você bota em cheque tudo, né? Fracasso completo para Não sei o quê. Aí eu eu falei assim: "Cara, se a Vince não der certo, eu vou construir outra coisa. Eu amo a Vin, é meu único projeto,
não tenho projeto paralelo, tô 100% a win ali. A gente tá dando muito certo. Eu acredito que a gente tá só no começo. E se não der certo, eu tenho certeza que eu vou arrumar uma outra coisa para fazer que vai ser muito boa, porque eu já fiz isso várias vezes. >> Quando você começou, você começou, >> você não tinha nada. Quem era você quando você começou? Nada, >> nada. >> Você já sabe o que que é ser nada. E você fez sendo nada. Agora você não é mais nada. É um nada com passado. Então,
a chance de você continuar fazendo é muito grande. Eu tenho convicção que qualquer pessoa que já construiu alguma coisa boa, se ela genuinamente quiser, ela constrói de novo e de novo e de novo. >> Sobre de novo. >> Então é >> até porque a cada recomeço você tem uma bagagem a mais, uma visão a mais, um aprendizado a mais. Então recomeçar é difícil. É difícil, mas também dá um tesão danado recomeçar com aquele frio na barriga e aquela motivação vem, aquilo vai tomando conta de você. Dá o primeiro passo, sempre mais difícil. >> É, >>
mas depois, cara, você olha para trás e Fala: "Por que não recomeçar? >> Eu acho que esse que é o barato." >> É isso. E isso é um problema que eu acho que atrapalha muita gente conseguir as coisas. Pensa como se tivesse uma montanha. Você tem uma montanha e aí você já subiu aquela montanha, você já subiu boa parte daquela montanha. Você tá perto do topo, mas não dá para alcançar o topo. Você vai ter que arrumar um outro caminho para alcançar o topo. Só que que isso significa? Você Vai ter que descer toda a
montanha e começar a subir ela de novo. Essa tem duas escolhas. Ou você vai descer a montanha para subir ela por um novo caminho e talvez chegar no topo, ou você vai parar no meio e ficar contente com a vista do meio. Aí depende de cada um. Se a gente só tem uma vida, eu prefiro descer a montanha quantas vezes for possível e tentar nessa vida ainda apreciar a vista do topo dela. >> Fantástico. Tá. Eh, quero aproveitar Esse momento para fazer o nosso segundo level do Deep Story Cards para que a gente possa depois
seguir para um novo ato da nossa conversa. Então vou puxar aqui e eu queria que você me respondesse. Se você pudesse fazer parte de qualquer marca ou empresa do passado ou do presente, qual seria e por quê? >> A Vince, porque a gente vai construir as marcas mais [ __ ] do mundo. Não tem nenhuma outra que eu gostaria de Fazer parte. Agora, se eu fosse obrigada a fazer parte de outro que não fosse a Vince, eu gostaria de fazer parte ou da IM Leondor ou da Nude Project, que são duas marcas de moda que
eu gosto muito da história dos fundadores, de como eles pensam marketing, mas eu acho que nenhuma empresa hoje me dá mais tesão de estar do que a minha. E essas duas empresas que você citou, eh, o porquê de você, além de obviamente admirar, consumir, quais foram os aprendizados Você teve recentemente no evento da Vin Society com o fundador da NDE Project? Então, o que que de aprendizado você conseguiu absorver que te deixa tão que te faria trabalhar, né, junto de uma empresa como essa? Ah, eles conseguiram criar uma marca que consegue ser tangibilizada em todos
os pontos de contato. Eh, no produto, no caso deles é a roupa, eh, nas lojas, nas campanhas, nos posts, nos eventos, Nas histórias, em tudo. Eles realmente conseguiram criar um mundo. A coisa mais irada da minha profissão é que, e é muito próximo de um roteirista, a gente é capaz de criar um mundo novo. Cada negócio é um mundo. É, tem uns que as pessoas não tm muito craft com o mundo, né? Faz o mundo ali de qualquer jeito, mas toda vez que uma pessoa cria uma empresa, ela tá propondo um pequeno mundo novo. É
um mundinho novo. Então essa arte de construir um Novo mundo, para mim é o maior tesão de todos. você pensar que, [ __ ] eu na minha vida tô sendo capaz de construir um mundo. Olha que incrível isso, um mundo que vai ter regras, que vai ter pessoas que vai que vão ter histórias, que vai ter gente que vai viver daquele negócio, que a gente vai criar, que a gente vai mudar a cultura, que a gente vai impactar pessoas. Então, assim, eles foram muito bons, eles são muito bons em fazer esse mundo ser tangibilizado de
Uma forma violentamente clara. Então, é um mundo muito bem desenhado, por isso que eu gostaria de fazer parte se eu não tivesse com a Vince. >> Sensacional. Eh, agora eu queria entrar num ponto de a Tai, ela tem o aprendizado de todas essas empresas que ela passou e obviamente que nesse processo de aprendizagem, de validação, eh, tiveram muitos confrontos, sejam eles internos ou sejam eles com alguém da equipe. >> Uhum. Como que você lida com essa questão do confronto? Quando você é confrontada, como que é eh como você tem essa relação com o confronto? Ah,
eu gosto do embate intelectual, acho gostoso, acho que estica nossa a nossa cabeça, faz a gente mudar de ideia, ver por outros ângulos. Mas de confronto, eu tive um confronto muito grande. Eh, e uma uma coisa que foi difícil na minha jornada é que eu sou fundadora e eu sou CEO e os meus Sócios são executivos da companhia >> e eu nunca tinha liderado sócios. É uma coisa diferente você liderar uma pessoa, né, que tá ali diretamente abaixo de você. é um tipo de relação de um sócio, que ao mesmo tempo algumas decisões vocês vão
ter necessariamente decidir juntos e outras você tem que liderar e você tem que dar a voz final para uma pessoa que é teu par. É um desafio complexo e novo para mim, liderar os meus sócios. E eu tive um confronto Importante que foi com um sócio meu que saiu da sociedade. Foi um desalinhamento muito grande que a gente teve de valores e que eh é a única pessoa hoje no mundo que eu já gostei e que eu não gosto mais. Então foi um aprendizado importante. Uma pessoa que eu realmente verdadeiramente não gosto. >> Já no
seu novo projeto >> na Vince. na V soci. Então, tive um sócio que foi meu liderado muitos anos, Que eu tinha uma relação muito boa, conhecia a família dele, né, as pessoas próximas, me surpreendeu e deixou uma cicatriz de eu ser um pouco mais desconfiado hoje em dia com o interesse genuíno das pessoas. >> Então, foi a primeira vez na minha vida que eu gostava muito de alguém, eu passei a não gostar deste alguém. Foi um desafio importante. Hoje é mais indiferente, mas no momento as coisas que foram acontecendo Foi bem desafiador para mim, né,
de olhar para alguém e falar assim: "Cara, eu por um período eu genuinamente odeio essa pessoa." Uma empresa, ela precisa de dinheiro. Se ela não quiser ser investida, ela precisa de se reinvestir com caixa. Você não pega o dinheiro da companhia que tá lá, os milhões, milhões da companhia e dá pros sócios e e deixa a companhia descapitalizada ou com capital mínimo, a não ser que você não acredite no negócio. Aí você pode fazer Isso, você não acredita no negócio, então vamos ganhar o dinheiro rápido ali, porque a gente acha que esse troço aqui não
vai vingar, então vamos pegar o dinheiro. Eu não vou deixar dois meses em caixa de uma companhia, três meses de caixa, uma companhia que eu quero dobrar no ano que vem, eu não vou ter nenhuma margem para eu poder fazer esse movimento. Isso não existe. Isso é completamente contra o business. E o business tem que ser maior do que o Interesse pessoal dos sócios. >> Se não, não, aí não se torna sustentável. Foi o caso da Origens quando nós criamos ela, ela >> ex >> cresceu com o próprio caixa durante muitos anos. A gente saiu
de um investimento inicial que posso revelar, nunca revelei de R$ 10.000 R$ 1000 e em 1 ano e meio a gente tava faturando 15 milhão e depois continuamos, encaramos crise de segurança do estado do Espírito Santo, porrada, a gente vai lá embaixo, mas depois >> mas tinha caixa para se aguentar, >> para se aguentar e e obviamente que vamos passando pelas dificuldades, as oscilações, mas fomos parar no Skale Up Devil em 2019, porque a gente vinha crescendo constantemente há 5 anos >> com o próprio caixa, >> enfim, >> n vocês fizeram um baita trabalho lá
na origem, isso foi muito legal, car. se Depara com esse tipo de pensamento, é conflitante >> para uma empresa com propósito tão grande quanto de vocês, >> total, >> né? E e também com crescimento acelerado. >> Total. >> A empresa cresceu muito rápido. >> Uhum. >> Né? Você sai ali de de grandes empresas. Eu queria até depois entender um pouco Mais sobre a sua motivação de sair dessas empresas. E houve também algum conflito, [música] alguma coisa que te falasse: "Cara, agora chegou o meu momento de recomeçar e empreender e tudo mais". Mas você acha que
isso se deve esse esse conflito que você colocou na mesa por conta desse crescimento rápido? >> E aí de repente você >> eh >> conhece realmente a pessoa que tá sentado à mesa com você? Porque talvez >> sim, >> né? Os valores passam não, que estavam alinhados passam a não estar mais. >> Sim. Isso é um ponto, né? Eu acho que quando a gente olha, por exemplo, para questões familiares, né? a gente vê algumas famílias ao longo da história que se desfizeram por causa de dinheiro, né, ao longo da história, por herança e tal. Então
essa é uma um cuidado que eu tenho muito de cara, eu quero sempre ter dinheiro bastante para eu nunca mexer na Herança. Se eu nunca precisar mexer naquela herança e se algum irmão meu precisar daquilo, eu poder abrir mão 100%, porque não quero jamais perder os meus irmãos, o amor e a amizade que a gente construiu por causa de uma coisa ridícula como essa. Então me preparo para nunca acontecer isso na minha casa, porque eu já vi acontecer em casas de muitas pessoas que eu conheço, vi a família inteira ruir por causa de dinheiro. Às
vezes a gente peca muito Por acreditar em todo mundo. Eu sempre fui uma pessoa extremamente positiva. Quem me conhece, quem já trabalhou comigo, meus amigos, minha família, sabe que muitas vezes eu faço campanha, né, para pensar positivo, falando que vai dar tudo certo. Porque eu acredito o seguinte, quando você se convence de que um projeto vai dar certo, não tem como você não contagiar as outras pessoas que estão ao seu redor. >> Uhum. >> Né? Então eu sempre tive essa característica, eh, até que alguém me prove o contrário. >> Uhum. de confiar, de compartilhar essas
ideias, de validar os meus pensamentos, que faz um faz parte do processo de me convencer que realmente, porque a partir do momento em que eu compartilho, que eu contagio pessoas e que muitas vezes eu sou até questionado, eu vou me blindando Para caraca, isso aqui pode dar errado, isso aqui também e tal, quando eu tenho resposta para tudo, cara, agora ninguém me segura, agora vamos pra frente. E aí, nesse processo de trazer as pessoas para dentro desse do nossos projetos e compartilhar para que elas tornem o nosso projeto e o nosso sonho, um sonho ainda
maior. >> Uhum. >> Eh, eu acho que existe esse essa questão de dar chance pra pessoa mostrar quem Ela é. >> Super, >> né? E e eu tive durante muitos anos boas surpresas com esse pensamento, até levar uma porrada. >> Você já levou também? Então, >> já levei. Já levei agora, né? quando eu acreditava que tinha tudo para dar certo, pessoas que em tese estavam alinhadas com meus valores, mas que depois muito rapidamente eu percebi que não tinha nada do que eu acredito como Pessoa, como profissional. Eh, enfim. E aí a gente aprende com isso.
Você aprendeu, eu também aprendi e recentemente. E aí eu venho vem uma outra pergunta. Quando que você consegue identificar o momento certo dessa ruptura? Como que você consegue entender que ultrapassou o limite e não tem mais conversa? Sabe como que foi isso para você? >> Para mim, você sabe que é muito difícil Assim de eu demoro para É, é errado, eu tenho que melhorar isso, inclusive, mas eu demoro para romper as coisas. demoro muito assim ou para é erro mesmo, tipo, até para demitir alguém, eu demoro, eu gosto de ter muita certeza. Eh, mas para
mim, quando não existe mais confiança, não dá para continuar. Sem confiança não dá para continuar. Como é que você vai? >> Isso é, isso é pra vida. >> Pra vida? Se eu não confio em você, por que que eu vou me relacionar com você? Você acha que você vai me ferrar? Por que que eu quero estar perto de uma pessoa que eu acho que vai me vai me machucar? Não tem porque eu queria estar perto dessa pessoa. Ela quer me machucar, ela quer fazer algo contra mim. Opa. Ou eu acho que isso pode acontecer, é
melhor me afastar. >> Sim. >> E não é fácil. É difícil. Às vezes a gente tenta se convencer que a gente tá errado, às vezes a gente tá, mas muitas vezes a gente não tá. Eu tenho sorte de ter tido poucas decepções na minha vida também, assim como você. Poucas. Mas hoje em dia, agora eu sou muito mais preocupada com contrato, acordo de sócio, burocracias que antes nem passavam pela minha cabeça. Meu time tem um acordo mais firme de NJ, de não concorrência, coisas que do meu Íntimo nunca teriam saído. Mas essa ruptura, essa experiência
me marcou para eu falar: "Cara, eu preciso ter essa regra para evitar que isso aconteça de novo". E eu não sei se isso é bom ou ruim. Eu sei que todas as empresas mais estabelecidas agem dessa forma, porque infelizmente é o que é. A gente pode não gostar da realidade, mas a gente não gostar da realidade não muda ela. Então a gente tem que lidar com a realidade. Mas o Nascin Taleb fala, né, que cada erro que acontece na empresa, a gente cria um processo ou uma burocracia grande ali para evitar aquele erro e a
gente vai criando cicatrizes, né? E assim como a pele, né, uma cicatriz, ela tem bem menos mobilidade. Quando você tem uma cicatriz na pele, você não consegue esticar aquela pele. O movimento se uma área de músculo, ele fica mais enrijecido, mais duro. E aí você vai criando essa cicatriz, você Perde agilidade, você começa, você tira o olho da bola, do que realmente importa para lidar com esse tipo de burocracia. Então assim, entendo que é necessário, mas não precisava ser, né? a gente podia ser todo mundo razoável e mas enfim, é o que é, não tem
não tem muito o que fazer nesse sentido. >> Sim. E em relação a à questão da G4, onde você consolidou um trabalho incrível, depois você teve uma passagem rápida pela Boca Rosa, eh, houveram Algum algo que ficou para trás e mal resolvido, alguma coisa nesse sentido? >> Não, me dou muito bem com os meninos do G4, fiquei 3 anos lá. Eh, >> virou sócia, inclusive. >> Virei sócia. né? Fui executiva, eu pedi para sair, demorei se meses para sair, fiz uma transição longa para não prejudicar a companhia. Os meninos queriam muito que eu ficasse e
me mandaram flores, carta, escrito à mão e tal. Depois que eu saí, teve um pequeno Momento ali que eles ficaram chateados comigo quando eu levei o Henrique, que hoje é meu sócio, foi trabalhar comigo na Boca Rosa e agora é meu sócio na Vince, porque o Henrique já queria sair do G4, mas eles não queriam que eu levasse e ele ia sair de qualquer forma. Eu falei: "Cara, eu vou ter que levar porque além, né, ele se tornou um grande amigo de trabalho, então uma pessoa que eu confio 100%, é uma lealdade enorme, é um
braço direito meu e a gente virou Irmão." Então, eh, putz, ele é ele é um um sócio que eu teria em qualquer negócio que eu fizesse. E aí na, no momento ali eles ficaram bravos, mas depois a gente se reajustou em relação a isso. Eles entenderam que é uma pessoa que eu tenho de fato uma relação profunda, tanto que virou meu sócio e seguiria sendo se eu tivesse outros negócios. Bacana. Tá, chegou o momento de eu pegar a terceira carta do nosso Deep Cards e em algum [música] tema que Seja talvez mais profundo e fique
à vontade também para se você quiser pular essa etapa. >> Aqui a gente funciona >> dessa forma. Fechou? Eu queria saber o seguinte, qual é um aspecto ou característica da sua vida que mais te causou fricção ou desconforto e como você poderia mudar ou consertar isso? >> Característica minha ou da minha vida? >> Característica da sua vida, sua que mais causou fricção ao longo da sua jornada. E como você poderia mudar ou consertar isso? Eu não sei se eu poderia consertar ou mudar, mas eu tive, vou falar de duas características. A primeira é uma imaginação
muito profunda, principalmente quando eu era criança. E a minha mãe, meu pai não, mas a minha mãe, ela lia aquilo como se fosse como se eu tivesse mentindo. Ela não conseguia entender que era uma Imaginação. Não para de contar mentira, isso não existe, isso não vai acontecer. E ela batia muito nisso e era uma imaginação. Aquilo me dava muita fricção que me deixava muito preocupada assim de pensar, pô, sou uma grande mentira, uma far, tipo assim, tudo que eu falo minha mãe vai rebater. Eh, era a preocupação dela, eu tinha 5 anos, 4 anos, né,
[música] de podar aquilo ali, que ela achava um Bicho muito violento, aquela imaginação. É, eu acho que eu teria sido talvez mais inteligente se ela não tivesse podado, mas por muito tempo aquilo me deixou muito preocupada comigo mesmo. Então de eu achar que eu era um estranha demais, é que [ __ ] será que eu sou mentirosa? Pô, mas essas histórias eu gosto, que que é que coisa é essa assim? E não era mentira nenhuma, era perdendo o senso de realidade. >> Exato. Tipo, e não era assim, eu sabia que não era real, mas eu
gostava de contar aquela história, eu gostava de, sabe, ah, hoje eu gostava [música] daquilo, aquilo me deixava animada e aí, tipo, ela me dava uma uma água fria. Ela sempre pede desculpa por isso, jamais. Não tem nada a ver. Mas era uma coisa que por muitos anos eu ficava muito em dúvida se aquilo era bom ou aquilo era ruim, mas era uma coisa que eu gostava, então me trouxe muito problema interno Comigo mesmo. E o segundo ponto era é a o que hoje eu sei que tem que é TDH, mas era o e a o
a curiosidade extrema por múltiplas coisas. E ali eu demorei um tempo na minha vida até eu encaixar isso e conseguir usar o meu hiperfoco que eu tenho para coisas interessantes, mas me alimentando dessas outras coisas e traduzindo elas para isso aqui. Então, essa construir essa habilidade de pegar o que parece não ter nenhum sentido, nenhuma correlação, sei Lá, física, quântica, filosofia, com business, matemática e e criatividade e consegui conectar esse caldeirão para realizar o meu trabalho. Hoje, para mim, é uma baita vantagem competitiva, mas por muito tempo foi uma coisa que eu briguei contra e
que eu tinha vergonha. Eu pensava assim: "Nossa, as pessoas, isso que eu tô falando que eu sou, que eu fui artista e tal, eu tinha medo. Falava assim: "Nossa, se as pessoas souberem que eu fui artista no ambiente Corporativo, ninguém vai querer saber nada de mim. >> Ninguém vai me levar a sério. >> Ninguém vai me levar a sério. Vamos, pô, vão achar que sou uma pessoa que não segue as coisas. Então, pessoa e e assim a visão do meio empresarial sobre o artista hoje não é mais menos talvez, mas era muito negativa, né, de
uma pessoa viajada, que não tinha foco no resultado, que é criatividade pela criatividade. E eu ficava [música] Assim: "Meu Deus, ninguém pode saber que eu que eu sou artista, que eu fiz isso e hoje não. Hoje eu acho que é do [ __ ] Pode, não sei se pode xingar hoje, >> fica super à vontade. Eu já eu acho que é do [ __ ] e que todo mundo deve ser um pouco assim, porque, pô, a vida é esse negócio mesmo, tem um monte de coisa aqui e faz muito sentido a gente querer saber o
máximo dessas coisas que existem, senão a gente não estaria aqui. A gente estaria num lugar com menos Coisa, com menos possibilidade, bem fechadinho, pra gente só ir igual inseto e fazer aquilo. Especialidade é para inseto. Ser humano é capaz de fazer qualquer coisa. Então, hoje eu acho isso muito bom. E o que eu teria feito é mais rápido entendido que isso é bom e sentido menos vergonha. e usado mais rápido essas coisas em prol das coisas que eu tava fazendo. >> Muito bom. Eu me enxergo muito nisso que você tá falando, porque eu sou uma
Pessoa extremamente eh, cara, criativa também. Então, a minha cabeça, eu começo com uma ideia de um projeto e aquilo vai se ramificando, vai se ramificando de uma forma que você teve a oportunidade já de conversar comigo algumas vezes sobre projetos. É, uma pessoa com TDAH tentando ajudar a outra, né? Tipo, mas vamos focar aqui, né, no produto principal, tal, porque realmente o céu é o limite. >> Uhum. >> Né? E muitas vezes a gente tem que ser podado ou criar essa habilidade de se podar para também ter o mínimo de foco e entender que existem
etapas, né? Então, também quando eu era eh saindo da faculdade, né? Eu fiz administração pela FGV e fui fazer esse curso para gerir a empresa da família. Eu tenho uma família de engenheiros, pai engenheiro, tio engenheiro. Eh, e aquilo ali, de certa forma também eh me limitava no sentido De, cara, como ser criativo num empresa de engenharia. Isso eu tô falando quando eu tinha meus 21, 22 anos, que foi quando meus pais se separaram, né? né? E eu tentava ali dar meus pitacos, mas existia uma hierarquia que me podava até demais do que deveria. E
a separação nos meus pais me fez não ter clima para continuar na empresa e foi quando eu resolvi empreender. E aí que veio à tona toda a minha criatividade junto nesse projeto da Origens, que era um projeto De faculdade e se tornou, né, esse projeto eh muito bacana de resgatar o pertencimento e o orgulho das pessoas pelas suas origens. E isso se desencadeou uma série de projetos que eu participei, como Vale da Muqueca, lá no Espírito Santo, né, o ecossistema de inovação e empreendedorismo, eh, que me colocou eh em mesas e me deu acessos também
com pessoas sensacionais, como o Rogério Salumi da Online, o Diogo Robt da Picpay, entre outras diversas que eu Poderia falar aqui que fizeram parte desse meu amadurecimento profissional. Mas isso tudo eh eh se deve por conta dessa característica criativa que em algum momento foi podada e quando eu consegui libertar, eu consegui botar aquilo tudo para fora, sabe? >> Eu lembro como se fosse hoje, eu tava num almoço com o Rogério >> e ele voltou de e algum evento em São Paulo e falou: "Cara, todo mundo falando do Espírito Santo, como que tem surgido Tantas empresas,
é sedes de grandes empresas e tal. E cara, pô, a gente tá vivendo um Vale do Silício Capixaba. Eu falei: "Vale do silício é o [ __ ] Aqui é o Vale da muqueca." >> Uma semana depois a gente palestrou junto. Nós palestramos juntos num evento no centro de convenções e eu já cheguei com camisa do Vale da Muqueca. Pronto, com Instagram. Aprendi a mexer no WordPress, fiz o site, cheguei: "Rogério, nós vamos eh lançar o Movimento hoje." Você tá doido, não sei que é. que tá o script é esse. Bum, lançamos o Vale da
Moqueca lá. Um mês e meio depois a gente fez um evento depois de rodar todos os ecossistemas de inovação, fizemos, fomos pro Saps em Santa Catarina, Porto Porto Digital, no Recife, conhecemos todos os ecossistemas como funcionava e fizemos um evento para 1500 pessoas, onde hoje é a sede do PicPay lá no antigo Tamara T hall, fizemos projeção 3D, na época tava Começando QR Code, a galera entrando QR code, não entendendo nada, >> mas é muito legal quando a gente consegue estar num ambiente >> onde a gente consegue jogar para fora toda essa nossa essa criatividade,
esse, né? O o TDAH é uma coisa legal, >> tem suas vantagens, >> tem suas vantagens, tem suas vantagens. A gente sofre um pouquinho, mas tem suas vantagens. >> Você tem também >> tem diagnosticado. >> O Venvans tá uma segurada às vezes ele ele é bom e e é ruim às vezes. Às vezes ele me deixa menos criativa. >> Mas você falou um negócio aqui que me chamou atenção, você falou assim: "Ah, que o céu é o limite", mas poxa, é muito importante as etapas dos projetos. E aí eu queria só bater numa coisa que
é muito importante as etapas, mas a gente não pode esquecer do céu. Se o céu é o limite, Por que não chegar lá? As etapas existem, mas a gente não pode esquecer do céu, cara. E a gente às vezes no dia a dia, na burocracia, nos processos, um monte de problema, a gente se esquece do céu e foca na etapa. Perguntaram pro Elon Musk porque ele continua trabalhando, sendo que ele é um dos homens mais, ele é o homem mais rico do mundo. Ele tem dinheiro para 20 gerações. O dinheiro dele é quase que é
inesgotável. E perguntaram: "Por que Você continua trabalhando?" "Cara, porque eu gosto mais do jogo do que do dinheiro." Isso foi o primeiro ponto. E perguntaram: "Mas você sempre soube que você seria um cara muito rico?" Aí ele falou: "Não sabia que eu ia ser bilionário o que eu queria era chegar em Marte. E querer chegar em Marte me fez bilionário". >> Cara, isso é isso é isso é fenomenal. >> Olha que [ __ ] assim, sabe? Então não dá pra gente esquecer do céu, cara, porque Senão a gente cria um limite pra gente mesmo que
não existe. A gente se ferra olhando só pras etapas e pros problemas e a gente fica preso num teto que não é o teto do crescimento da empresa, não é o seu teto do crescimento, é o teto que você se colocou porque você esqueceu que o céu é o limite, assim, então é muito importante não não esquecer do céu. E eu vou te falar que muito disso que você acabou de falar e trouxe o Elon Musk perfeitamente esse contexto, um deep Story nasce assim, né? A nossa ideia foi o que que o mercado não está
fazendo, que já existe uma validação em outros mercados fora e todo. A gente olhou para um episódio do Chris Williamson do Moren Wisdom e a gente ficou admirado com aquilo. Falou: "Cara, eu nunca tinha visto isso na minha vida. Agora, por que não sermos os primeiros a fazer isso na América Latina e com novos ingredientes que confiram a nós um pioneirismo no mundo também? >> Aham. >> Então nós trouxemos elementos de cinema, tecnologia que >> as pessoas certamente estarão vendo aqui no pós-edição >> que realmente traz um caráter de ineditismo a nível mundo. >> Eu
gosto muito daquele livro do Austin Cleon, o eh Rob como artista. >> Aham. que fala muito sobre você ter Essas referências, né, e construir algo novo em cima disso. E o Deep Store, ele nasce mirando no céu, não à toa, deep, de conversas profundas. E como o telão aqui mesmo tá mostrando, nós estamos mirando aonde? >> No céu. >> No céu. Demais. >> Muito bacana. Tai aí, vamos agora para um momento onde a artista cria, né, o seu próprio mundo. Eh, você hoje vive o seu auge, o seu ápice, pelo menos como Eu posso observar
olhando de fora, >> né? Uma pessoa que encontra plenitude, >> que tá vivendo o seu melhor. E o que que hoje o momento, que momento representa isso para você? que você parece tá voando literalmente empresa eh decolando e uma pessoa que consegue pegar todas as etapas de aprendizado durante a vida da infância, da juventude, do momento artista, do momento executiva, de fato, eh eh mostrando na prática como ser uma políata especialista >> e colocando isso em prática, a validação de tantos momentos que você passou. E eu enxergo você em plenitude. >> Você se enxerga dessa
forma e o que traduz esse momento para você? Ah, eu acho que eu ainda tenho muita coisa para melhorar, mas muito assim, mas eu sinto que pela primeira vez na minha vida, e talvez isso seja algo um pouco próximo a a alguma plenitude, eu sinto que as coisas sempre vão dar Certo de algum jeito. Então eu sou às vezes eu fico estressada para resolver as coisas e tal, mas eu sei cara, vai dar certo. E eu acho que é a primeira vez que eu tenho essa sensação, sabe? As coisas vão dar certo, as coisas vão
vão ficar bem assim. O que traduz [música] para mim esse momento é o fato que eu tô realizando meu maior sonho, que é ser mãe. Você também vai ser pai. E eu acho que isso é um recomeço enorme, um recomeço de si. Eu não sei quem eu sou sendo mãe. Você não sabe quem você é sendo pai, mas que já esteja na barriga, né? E você também ali vendo sua esposa todo dia vendo a barriga, você ainda não, você já imagina que você já deve ter aquele sentimento, mas no momento que você tiver um ser
que depende 100% de você, que divide com você o seu sangue, as suas características Biológicas, no seu colo, quem você vai ser? E eu acho que essa espera por essa nova taiana e essa construção dessa nova taiana é o que mais traduz o meu momento. Eu tenho um filho que tá começando a caminhar, que é o meu negócio, e eu tenho um filho que vai nascer e que eu vou ter que ensinar a caminhar. E eu não sei quem eu vou ser nesse Processo. Tô muito curiosa para saber de como esse negócio vai me mudar,
será que vai ter uma nova vida inteira? Que que vai acontecer, que que é ser mãe? Então, acho que o que mais traduz o meu momento agora é essa espera desse sonho, mas com essa convicção e essa paz de que tudo vai dar certo. >> Tudo vai dar certo. Incrível. um papo sobre recomeços, sobre criação. Esse vai ser o seu maior recomeço, essa Sua maior criação. >> Vai. >> E o que que você leva disso tudo, já caminhando pra nossa parte final, de como você quer que a Lice enxergue você, que que ela pode aprender
com a Taidantas? Qual é a o seu maior medo, talvez em relação a essa nova, esse novo ciclo, a essa nova criação? É um, talvez o o Inesperado. >> Eu vou te falar que aí quando eu paro para refletir, né, eu falei dessa sensação de tudo dá certo. Tem uma coisa só que me preocupa hoje, é ela estar viva. Eu nasci num ambiente de morte, né? Então [música] eu tenho muito medo de acontecer alguma coisa física com ela. Isso é uma uma coisa que eu vou ter que voltar a trabalhar em mim, né? Eu não
posso entrar numa noia dessa, senão fica Menos prestigioso, >> que é algo que você não consegue controlar. >> Não consigo controlar, mas não quero nem imaginar [risadas] uma coisa dessa, né? O [ __ ] tenho algumas [música] pessoas do meu convívio que perderam o filho. Ô, deve ser uma coisa assim, eh, inimaginável, né? Eh, mas [música] em relação a mim, primera coisa que eu preciso garantir é que ela se sinta Amada. Quero corrigir, quero ser dura, quero dar uma educação. Não vou fazer aquela educação que hoje em dia tá na moda, educação mimimi. Mas eu
quero muito que a minha filha tenha certeza que ela vai ser [música] amada. Acho que eu quero que ela olhe para mim e ela sinta amor, amor genuíno. Eh, acho que o amor é a melhor forma de educação. Amor firme sempre vai ser melhor do que qualquer outra coisa. Então, eu quero muito que Ela consiga se sentir amada por mim e que ela me enxergue como uma aprendiza. Não quero que ela me enxergue como uma pessoa autoritária, uma pessoa que vai dar limites, vai ser firme com ela, mas que saiba que eu tô aprendendo, que
eu tô sendo mãe pela primeira vez. E eu sempre depois de mais velha assim, dos 24, 25 anos, olhei pro meu pai, pra minha mãe e falei: "Cara, eles me deram tudo que eles tinham, que eles podiam me Dar e eles estavam aprendendo a ser meus pais, assim como eu estava aprendendo a existir." E eu espero que ela saiba que eu que eu tô aprendendo a ser mãe, assim como ela vai estar aprendendo a ser filha, ter essa essa clareza, essa cumplicidade. Que que você espera pro seu? Olha, eu tô extremamente ansioso pela chegada do
Gabriel, >> né? Certamente o meu maior recomeço, certamente a minha maior criação. Eh, eu Completei 40 anos recentemente. >> Foi um sonho, >> super cara de jovem. >> Obrigado. Talvez seja o boné que você me ajudar a escolher pr >> pra entrevista hoje. >> Não que 40 anos não seja jovem. Mas, mas certamente eu eu é algo que me emociona muito, porque sempre quis ser pai e encontrei uma companheira de vida eh que que veio para consolidar esse sonho. Uma pessoa que não só me ajudou, Tá me ajudando a consolidar esse sonho, mas outros tantos
como o próprio Deep Story. E a expectativa é enorme. Quero que ele me veja como é um pai guerreiro, um pai que não desiste nunca, um pai que é do bem e que quer o bem, não só para mim, mas para todas as pessoas. Eu nunca fui uma pessoa de levar eh mágoa. Eu sempre quis me resolver eh com com as pessoas. Acho que isso foi um aprendizado que talvez eu tenha um ganho Secundário com isso, é de não, de sempre querer ser bem quisto, gente boa, mas é uma coisa que me dói muito botar
a cabeça num travesseiro, sabendo que eu tenho alguma pendência com alguém, alguma mágoa. Eh, reflita também sobre isso. Você falou sobre alguma uma mágua, né, indiferença >> de uma situação recente, >> porque realmente é aquilo que você falou, né? Daqui a pouco a gente tá indo embora. >> Uhum. E a gente vai deixar aqui na terra coisas mal resolvidas ou pendentes. >> Eu quero que o Gabriel sabe que o pai dele tenta dar um check, né, em todas essas situações pro bem meu, dele e das pessoas que convivem comigo. >> Eu acho que é isso.
Que papo [ __ ] Obrigado demais. >> Obrigado a você. Aprendi muito com você hoje. >> Eh, foi incrível essa conversa. Eu queria entender de você por último como Foi de fato sentar numa mesa no Filmcast, que é a evolução do podcast. Sem falar da parte técnica. A gente não falou aqui sobre branding, sobre storytelling, sobre construção de marcas, mas talvez naturalmente, inconscientemente a gente tenha dado uma aula sobre isso aqui agora, se despindo de qualquer ego e talvez falando coisas que jamais tenham sido faladas em outro momento, né? Mas se colocando como humanos, mostrando
conflitos internos, Medos, aprendizados. Como foi para você ter esse papo que foge um pouco? a questão profissional exclusivamente. >> É, eu acho muito legal isso que você tá fazendo. Eu gostei muito de viver essa experiência. Eu acredito que com o movimento que a gente vive hoje das coisas mais curtas, mais rápidas e da gente sempre se pensar para caber em pouco tempo, eh, uma única coisa Muito grandiosa a gente tá perdendo, estão perdendo algumas, mas essa é bem grandiosa, que é conseguir chegar no fundo, né? Então você fala deep story, né? No fundo é difícil
hoje em dia você chegar no fundo das coisas. você conseguir ter conversas que vão até o fundo, né? E essas conversas que a gente chama [música] das coisas grandes, elas são as mais importantes e acredito que é um exercício das Pessoas se proporem a fazer na vida, conversar por um longo tempo sobre as coisas grandes e fundas, com paciência, sem celular, sem distração, e se permitir chegar ali no fundo e talvez descobrir que o fundo é o céu. que nem aqui. >> Maravilhoso. Tá, muito obrigado. E as pessoas descobriram hoje um outro lado da Tai
que talvez os conteúdos não mostram. >> Total. Eu falo muito pouco da minha vida Pessoal, muito pouco. 1 milhão de pessoas hoje me seguem. Acredito que muitas delas são boas, outras nem tanto. E aí eu decidi usar aquele espaço para ser de fato um espaço onde eu compartilho conhecimento profissional e onde eu gero também resultado pro meu negócio. Mas hoje aqui com você me senti à vontade para ser vulnerável e mostrar [música] um pouco mais do que só a Tiner Dollar que a galera conhece. Eu tenho certeza que as pessoas aprenderam muito Com o papo
de hoje. Vai inspirar ainda mais não só 1 milhão, mas milhares que vão vir aí. Vamos dobrar, né? 2 milhões, 3 milhões. Você rapidamente chegará nesses números porque você é uma pessoa incrível. Muito obrigado >> pela [música] confiança em primeiro lugar >> e o céu é o limite. >> Estamos junto. >> Vamos embora. [risadas] Valeu, galera. >> Obrigada.