[Música] nós vamos começar a nossa primeira aula entrando já na questão [Música] onde nós vamos pensar aí questões gerais sobre o conceito de história de fontes histórias Fontes históricas a diferença entre história e passado a questão das fontes como indícios do passado a questão da fragilidade metodológica da história dos métodos e provavelmente a gente vai pensar e a metade daquele texto nessa aula de hoje ok vamos caminhando e eu vou tratar nessa aula os principais pontos do texto mas Lembrando que é importante é necessário evitar dúvida você pode deixar lá no fórum e nos canais
de comunicação para que a gente possa responder adequadamente então caminhando aí pelo texto e a nossa disciplina se propõe a fazer uma introdução a história O que seria história o que ela não é a gente precisa pensar nesse texto que foi escrito publicado a primeira edição dele a história repensada porque fidgex em 1991 e foi traduzido em 2001 em um período onde as ideias pós-modernas de teorias de diferentes caminhos para pensar a história era algo muito latente aquele momento mas hoje ainda é ainda é um texto muito atual e muito interessante para a gente debater
esse essa introdução do que seria a história a história Ela já foi muita coisa em cada momento histórico ela é uma coisa porque ela é uma definição humana é toda a definição humana ela se dá em um contexto no contexto de acontecimentos históricos que pode mudar tudo o acontecimento histórico ele tem poder de mudar a nossa visão do passado a nossa visão do Futuro e a nossa concepção do que é própria história Então o texto ele começa falando que história ela é teoria e prática e dentro dessa perspectiva o autor começa a observar o que
que é a história na sua prática a história ela constitui um dentre uma série de discursos interpretativos a respeito do mundo a respeito da ação dos homens assim como a geografia A psicologia e outras ciências têm uma interpretação do mundo a história também ela tem uma interpretação do mundo e o pedacinho do universo do mundo que a história Analisa para tentar entender esse homem é o passado então o passado é o grande objeto de estudo da história mas nós temos um grande problema nós não temos o passado passado passou eu sempre conto esse exemplo né
Sabe quando você dorme e você acorda você fez meu Deus por que que você sabe que choveu lá tá tudo molhado lá eu não tenho passado mais choveu a chuva parou eu não tenho mais aquele instante aquele momento parou eu posso ter gravado aqui alguma câmera lá fora eu posso ter relatos daquilo e tenho indícios da água da poça de água lá fora mas eu não tenho mais aquele passado quem passar passou então como é que eu vou ter um objeto de estudo que eu não tenho eu sei que ele passou então a história tem
essa grande problemática ela é diferente do passado história não é passado porque é passado eu não tenho eu não tenho como precisar exatamente todos os elementos que aconteceram no passado eu tenho indícios de elementos que aconteceram no passado que podem ser interpretados de diferentes maneiras e é justamente essa questão central desse texto está falando da grande diferença entre o passado e a história porque objeto de investigação pode ser interpretado de formas diferentes por diferentes práticas vamos seguir aqui para os principais pontos do texto então o passado é tudo que se passou antes em todos os
lugares e nem tudo que se passou antes em todos os lugares vai ser narrado descrito estudado pela história a história ela faz uma seleção de elementos de pessoas de fatos de acontecimentos de momentos são recortes então o passado é tudo a história são escritos narrados né pelos historiadores acerca desse passado então o passado é tudo que passou em todos os lugares onde e nas décadas atrás séculos atrás no passado a história não a história é um relato é uma análise de partes Então essa é a grande diferença entre história Porque como que a gente consegue
analisar o passado sem tê-lo vou voltar naquele exemplo que eu dei no início da aula falando da dos vestígios dos indícios de que choveu lá fora então choveu lá fora por que que eu sei porque eu tenho uma pista como Historiador eu vejo que como historiadora eu vejo que o historiador o Ofício do historiador é como um investigador ele vai procurando pistas você tem que ser uma pessoa curiosa Tá tem que gostar de história quem gosta de história curioso [Música] o que aconteceu Então quais são as pistas que eu tenho para falar que choveu isso
para o historiador seria os documentos todos as fontes o relato de alguém falando olha eu acordei de madrugada estava chovendo é uma fonte e a memória daquela pessoa pensando em um fato histórico eu tenho Então os indícios os documentos as fontes aquilo que me traz informações de um passado que eu estou estudando todo o conhecimento historiográfico todo o conhecimento histórico você faz a partir da interpretação do estudo desses documentos históricos mas uma poça de água ela é uma fonte histórica O que faz uma fonte histórica a minha preocupação com aquele fenômeno por exemplo um jornal
de ontem é um documento histórico quem vai fazer dele um documento histórico é o historiador se o historiador tem uma preocupação do passado de ontem informação que pode estar naquele naquele jornal ele se torna uma fonte para aquele Historiador porque ele se torna um objeto importante para aquela investigação Então o que faz um documento se tornar um documento histórico não é a existência dele no passado mas é a resposta que ele dá a pista que ele dá o testemunho que ele traz de um passado que está sendo investigado é isso que faz um documento ser
um documento histórico ser uma fonte histórica vocês vão ouvir durante todos esses anos muito essa palavra fonte documento a fonte histórica aquela que vai te trazer a elementos e informações daquele passado mas o que a constitui uma fonte é a sua preocupação é a sua pergunta deixa eu ver ontem um exemplo simples mas você pode pensar que Como era a minha cidade há 30 anos atrás há 40 anos atrás vou pesquisar sobre minha cidade Quais são as fontes eu tive que fazer uma pesquisa sobre a minha cidade atual e eu não tinha nem ideia de
onde por onde começar então eu pensei vou começar pelas Fontes orais as entrevistas os moradores antigos da cidade então foram as minhas primeiras pistas e esses documentos orais são então indícios do que era a minha cidade a 30 e 40 Anos Atrás a história então o conhecimento histórico que você faz como a interpretação desses documentos Então ela é uma construção dessa interpretação essa análise desses documentos e aí eu vou escrever sobre isso então eu vou narrar essa análise uma construção tanto no livro didático Então essa é a matéria-prima do Historiador as fontes e aí ele
tem ali historiografia que é o seu texto historiográfico seu texto analítico sobre Aquela fonte então nós temos esses elementos como fundamentais para o Ofício do historiador Por que que então é importante a gente entender as distinções entre o passado e a história pensando novamente nesse elemento porque quando a gente fala eu vou estudar a Grécia antiga Ok sobre a Grécia antiga você vai ter várias e várias Fontes históricas Ok vários e vários historiadores em diferentes momentos históricos foram analisar muitas vezes até as mesmas Fontes históricas e dali eles retiraram informações importantes e análises interpretações uma
coisa que o que fizemos fala que é muito importante para a gente entender que a história ela é feita de interpretações essas interpretações elas não estão desgrudadas do nosso contexto histórico se eu estou analisando alguém lá no Facebook a vida de alguém no Instagram né eu vou fazer minha interpretação eu tenho lá olhando Nossa pessoa é rica Olha lá onde ela estava em Paris Nossa olha foto ela tava lá em Nova York eu fiz uma interpretação porque eu tenho uma informação mas às vezes outra pessoa que tem outras informações ela vai fazer uma outra interpretação
daquela mesma foto porque porque nós temos olhares de livros do mundo então eu tô colocando sempre exemplos muito simples para gente do pequeno para o macro a história é a mesma coisa então do mesmo fato histórico eu tenho diferentes documentos e diferença mais então por isso que eu não leio ai vou estudar história antiga toda não isso era antiga a partir de alguns historiadores essa disciplina ela é o recorte nós vamos trabalhar com os historiadores Então hoje nós estamos analisando o que é passado o que a história a partir da interpretação do que fidgentes é
um recorte isso quer dizer que a história ela é historiografia Ela sempre vai ser interpretação de um Historiador ela é pura e simplesmente teorias eu posso ter um fato histórico analisado de diferentes teorias e pontos de vistas diferentes então a história não é uma única versão eu tenho várias versões várias opiniões e interpretações sobre um fato então ó 11 de setembro ok que é das torres gêmeas a tentar mas e as interpretações distintas sobre o que foi aquilo quais as causas as consequências tantos historiadores sociólogos e outros intelectuais estudiosos que vão analisar nós vamos observar
que nós temos até interpretações totalmente distintas uma das outras e a história se faz de histórias de interpretações distintas muitas vezes de um mesmo fato e até mesmo com o mesmo documento Então embora [Música] eu tenho lá métodos e documentos iguais Eu tenho um Historiador que vive em um contexto em um tempo e ele vai fazer uma leitura guiada por esses elementos outro elemento embora milhões de mulheres tenham vivido no passado poucas aparecem na história Isto é nos textos da história por quê Porque o passado carrega elementos que ao longo da história vão ser escolhidos
como temas importantes então algumas delas atrás você não via você falar de a história da mulher a história das Crianças mas só apenas a partir do século 20 você vê a importância de se estudar sistematicas e as Crianças e as mulheres não existiam antes as outras vai falar foram uma metidas da história elas existiam no passado mas a história não dava espaço para elas então a história ela também é uma construção histórica porque porque só a partir de determinado momento da história você vai ver alguns temas alguns algumas Fontes sendo estudadas e quando nós fomos
tratar de algumas temáticas ligadas as correntes historiográficas vocês vão observar como a dinâmica do contexto histórico vai alterar na maneira de observar a própria história as diferentes interpretações de flores variam no tempo e no espaço então cada contexto cultura pode criar e desenvolver diferentes interpretações do passado Então os historiadores podem trabalhar é de diferentes maneiras eles elaboram as ferramentas analíticas e metodológicas para extrair dessa matéria-prima as suas maneiras próprias e falar a seu respeito o discurso a partir de uma fonte histórica uma entrevista com morador antigo da minha cidade ou uma fotografia antigo eu vou
elaborar isso tudo é uma é um discurso que vem do Historiador ele não vem com aquele discurso nada ele traz por trás daquele discurso uma análise Ele analisou usou os documentos ele tem base para aquilo mas ele não se descarta daqui ele faz parte desse processo então a história ela é subjetivo entenda isso um dos elementos principais desse texto esse objetivo porque o historiador faz parte da construção desse discurso interpretativo do passado ele sente do que lemos o mundo como um texto e Tais leitura são pela lógica e infinita por isso que a história é
importante quando você ensina lá na escola para o aluno entender que a história não é uma versão só que cada Historiador produz uma versão do acontecimento histórico e quando aquele aluno está assistindo o jornal ele tá assistindo uma versão dos Fatos e se ele assistir Talvez uma outra emissora ou em um outro canal de comunicação Talvez ele veja aquele mesmo fato de uma outra perspectiva isso quer dizer que toda maneira todas as vezes que nós recebemos informações nós temos que entender que essas informações elas são carregadas de intenções e elas não são objetivas elas importantes
então o historiador ele tem a capacidade de produzir discursos diferentes em cada momento histórico A partir da Escolha dos seus meios de análise então [Música] cada Historiador tem a maneira de interpretar de forma distinta por isso ele vai produzir discursos diferentes então por exemplo sobre a Revolução Industrial existe um Historiador Thomas muito positivos para a humanidade ao ponto onde ele observa que ela cria condições de vida favoráveis para que a diminuição da mortalidade infantil aconteça Porque a partir da Revolução Industrial você tem invenções e a proliferação do uso do antibiótico é uma versão positiva que
olha como os olhos da revolução industrial de outro lado você tem o historiador é o Robson que vai observar inglês muito importante para historiografia que vai observar como um dos momentos onde a exploração foi muito acentuada e as más condições de trabalho dentro das Indústrias é criava uma condição desumana Então são dois historiadores vendo o mesmo fato histórico mais com interpretações totalmente diferentes discursos diferentes isso faz com que você entenda melhor os fatos quando você analisa esses discurso diferente você vai ter panoramas diferentes interpretações diferentes Então você não tem uma história o que o que
tinha que se fala você vai ter histórias e uma outra questão essas interpretações e reformulações das interpretações históricas Então estou analisando um fato e alguém vem e Analisa ele novamente dá uma outra interpretação cria um outro discurso talvez você encontra uma fonte nova que aquele Historiador não trabalhava isso faz com que a história se torne provisória porque aqueles discursos eles podem ser derrubados repensados realizados Então como que a gente vai conciliar essa história como passar a maneira como o qual Historiador tenta entender o passado é crucial para determinar as possibilidades do que a história é
e pode ser até porque a pretensão da história ao conhecimento é o que a torna o discurso que é então você vai entender que a história ela está reconciliada com o passado a partir do momento em que ela tem a clareza de que ela carrega o passado ela carrega indícios ela não tem ela não é o passado mas ela tem indícios desse passado então o historiador ele é limitado por esses elementos é uma história ela é limitada quando você tenta conciliar a história passados muito problemáticos um desses Campos seria um campo da epistemologia o que
que é Nossa que palavra epistemologia epistemologia o estudo do conhecimento Como que como que funciona a história como é que se dá o conhecimento histórico como que sabemos o que é a história então todo o conhecimento histórico ele é elaborado por historiadores por pessoas por seres humanos por pessoa pesquisadores então nós temos que entender o contexto onde como essa história ela é elaborada então nós falamos que ela é limitada limitada por quê Nós temos aí alimentação das fontes alimentação do discurso então bem história vai até aonde o seu tempo a leva então a 50 anos
atrás você falava da história da mulher hoje e ela precisa da história que histórias de outras mulheres possam ser contadas isso é importante para a sociedade então ela tem esse espaço então a história é limitada pelo seu tempo e essas versões não são derrubados a novas versões ela é É por isso limitada por fontes e visões provisória porque essas teorias podem ser rebatidas refutadas a qualquer momento e ela é seletivo seletivo porque porque história ela vai selecionar quais são os temas importantes as folhas a serem estudadas Quais são os aspectos mais importantes desse momento ao
estudar historiografia a gente vai ver que tem momentos que a história econômica está lá no auge tem vários trabalhos sobre histórico chega um momento que a história cultural depois a história das religiões porque a história ela é seletiva e ela responde muito aos anseios daquela daquele contexto daquela sociedade a fragilidade epistemológica da história Então vai permitir várias interpretações múltiplas interpretações né Você tem um passado só e Muitos historiadores carregando uma interpretação diferente daquele passado isso faz com que a história tem a sua riqueza Porque nas muitas interpretações da história eu tenho mais informações ainda mas
também é o que ele fala agilidade Ela não é uma ciência exata Ela não é uma objetiva eu não vou conseguir a verdade né é que tanto a gente quer então eu sempre vou entender essas esses limites dessa objetividade da história feito por homens de seu tempo que carregam as questões do seu tempo quais as causas Então dessa fragilidade eu não tenho o passado Como eu disse para vocês só tem os indícios e o relato de historiador nunca corresponde exatamente ao passado e Mas e daí né como lidar com isso bem a consciência disso é
importante a gente tem a consciência de que o nosso trabalho como Historiador ele tem essas limitações Nós já não carregamos arrogância de acreditar que nós vamos dar conta de entender todo o passado porque nenhum relato nenhum discurso vai conseguir recuperar o passado tal como ele era e que o passado não são acontecimentos situações e não é só um relato daquilo Muitas vezes o nosso relato vai dar um enfoque para a área econômica a mesma corda falou nós hoje eu vou viver a minha área cultural é você vive tudo de uma vez só uma coisa influenciando
a outra somos nós que colocamos as coisas nas caixinhas para facilitar a nossa análise delas então a história passado não é o relato o passado foi vivido e mas a história ela relata ela é discurso então o conhecimento vem com a historiografia então a historiografia são esses discursos sobre a história que carregam a história não é o passado em si mas são discursos sobre o passado que analisam o passado Então nós vamos falar muito da historiografia Quando vocês forem estudar a história do Brasil vai ser com base nos historiadores ou recorte que o professor de
vocês vai fazer vai escolher a lidar com a história no Brasil então cada cada pessoa vai fazer o seu recorte então semestre você não tem como ler tudo você tem que fazer um recorte Então aquela pessoa vai pegar as preferências dela e vai estudar vai pensar uma lição esses os mais importantes para a gente pensar isso então vou fazer um recorte historiográfico quais os historiadores que nós vamos analisar para pensar essa temática a história Depende dos olhos da voz de outro nós vemos por intermédio de um intérprete quem que interpretou eu Nós estamos vendo essa
temática com os olhos do que James e muitas vezes nós vamos analisar a história do Brasil história antiga história medieval a partir dos olhos o passado que conhecemos é sempre condicionado por nossas próprias visões nosso próprio presente então ele é seletiva aquela questão né Porque que a história das crianças ela só surgem no século 20 porque a própria infância conceito de Infância adolescência tudo isso vai surgir no século 20 então não tem como impedir lá no século 19 né existe um Trabalhos e mais trabalhos sobre história da Infância e da adolescência sendo que isso esses
conceitos são conceitos do século 20 então o nosso presente vai criar os objetos ele que vai criar as perguntas então nós temos perguntas a história vou fazer uma pesquisa então tem uma pergunta histórica Como se dá isso como se cria essa questão Por que que isso aconteceu a partir dessa pergunta eu vou procurar as minhas Fontes encontrar as respostas e essas Fontes eram os meus objetos através das memórias de alguém através de atas né das reuniões daquela aquele grupo que eu estou estudando ele ele maneira agir você encontrar esses indícios as fontes então elas impedem
a liberdade total dos historiadores pode falar o que ele quer do passado ele tem que ter base de fonte documentação todas as vezes você vai se questionar E essas fontes O que as fontes dizem você precisa de forte e ao mesmo tempo elas não vão dizer tudo né não fixam as coisas de tal modo que você põe o mesmo fim as infinitas interpretações porque porque as fotos não dizem tudo e muitas vezes eu vou interpretar essa fonte eu levo de mim mesmo então mesmo estudar no mesmo tempo com a mesma pergunta com as mesmas fotos
você vai ter textos diferentes né sobre ela graças a possibilidade de ver as coisas em retrospecto nós de certa maneira sabemos mais sobre o passado do que as pessoas que vieram lá onde a gente vai vivendo hoje a gente tá vivendo aqui nesse tempo um dia de cada vez as pessoas que viveram no passado igual a gente vive um dia de cada vez você não tem como prever o que vai acontecer nem as pessoas do passado então elas estavam vivendo lá 64 e alguns até apoiaram a intervenção militar sem imaginar o que seria ela sem
imaginar que ela iria durar décadas tudo que estava por trás dela mas nós hoje quando nós analisamos alguém há um apoiador a gente já imagina que ele teria apoiado todo aquele período e muitas vezes não porque porque nós temos essa a capacidade de verem retrospecto e isso a gente tem que tomar muito cuidado quando a gente Analisa uma fonte a gente tem que pensar naquele contexto que estamos analisando ela porque senão a gente cai numa maconismo que analisar ela a partir do nosso contexto nosso presente sem levar em consideração o que estava em jogo naquele
momento as informações que aquele objeto que a gente está não tinha o que fez ele tomar aquela atitude traduzir o passado entramos modernos e usar conhecimentos que talvez não estivessem disponíveis antes o historiador descobre não só que foi esquecido sobre o que foi esquecido sobre o passado mas também reconstitui coisas que antes nunca tiveram construída como tal então a gente cria a ideia Olha isso foi um golpe na época da intervenção militar né golpe você vai ver que os jornais falavam que era aquilo era uma revolução né porque para uma aula da sociedade depois com
retrospecto com análise de todo o contexto dos historiadores vão observar e vão falar aquilo aquilo foi um golpe aquilo foi uma intervenção é um golpe parte das grande parte da historiografia vai chamar aquilo com um golpe então 64 vai ter um significado maior anos depois porque porque Historiador tem esse privilégio de observar no retrospecto ele tem mais informações do que as pessoas que estão vivendo ali a história sempre da nova feição as coisas ela dá o título para que ela acontecimento ela cria o enredo daquilo ela muda ou exageros aspectos do passado é verdade a
gente pode muitas alterar então por isso que a gente tem que tomar cuidado e aí uma das questões que se acreditar compositivismo é que o método iria garantir a verdade na história que nós não iríamos exagerar e que nada iria sair do controle do que foi verdade e o que de antes nem o método garante a verdade absoluta nenhum método garante que nós vamos nós não vamos exagerar porque eles são frágeis também né essa busca da verdade ela ela pode estar no nosso horizonte mas nós temos que entender que nós somos limitados e os objetos
que nós temos também são e os métodos como é que eu analiso a história então por exemplo de fazer essa entrevista vou deixar a pessoa falar eu vou fazer as perguntas qual vai ser o método que eu vou fazer isso né quando você vai fazer um bolo de cenoura Você tem uma receita lá os ingredientes a matéria prima é a mesma mas é o modo de fazer o modo de fazer o método então às vezes tem gente que pega lá a cozinha a cenoura tem gente que faz colar cru quer dizer crua você vai ter
métodos diferentes para fazer o mesmo produto com os mesmos com a mesma matéria-prima Então a maneira com que você faz e Analisa esses documentos Trata esses documentos é o que a gente chama de método da história os métodos da história são importantes E em momento da história eles eram observados Como assim elementos importantíssimo para garantir a verdade na história O Que Foi questionado pelo Jackson luta o historiador sabe que o que está estudando real Mas sabe que nunca conseguir recuperar todo o Real então ele sabe que aquele documento ele quer analisando realmente derrubadas elas não
caíram acidente aquilo foi feito de propósito uma intenção por trás daquilo né mas eu tenho todas as informações eu consegui Fechar todos os né as lacunas você que está acontecendo a todos E aí a gente vai ver uma questão interessantíssima que que você vai ter as versões da história ligadas aos grupos ideológicos então a direita vai ter uma versão da história esquerda né a gente pode colocar assim nesses conceitos mais amplos direitos esquerda mas você tem visões teóricas interpretações filosóficas de mundo que também vão ser expressos na hora de interpretação interpretar a história quando a
gente falar das Linhas historiográficas isso vai ficar mais claro para vocês mas isso é importante para a gente entender que mesmo quando a gente quer buscar e aí tem tinha linhas queriam buscar a verdade absoluta outras línguas também queriam buscar a verdade absoluta com método distintos né versões discursos distintos elas não conseguiam chegar a um consenso e as duas estavam imaginando que estavam querendo a verdade porque porque aí a gente vai chegar uma questão central desse texto a história ela é subjetivo né porque ela trata das imperfeições de informações das fontes que não nos falam
tudo inclusive Então os indícios às vezes eu preciso de mais de uma fonte para tentar entender aquilo lá para todos esses historiadores o conhecimento é legitimidade a gente regras e procedimentos metodológicos seria então os historiadores que a gente chama de positivistas mas [Música] hoje a gente tem uma liberdade interpretativa dos historiadores Porque mesmo eu carregando um método muito definido como eu vou fazer como as minhas fotos eu carrego uma ideologia isso é muito interessante uma das questões que fazem a história subjetiva que ela é ideológica né Essa Ideia de escola sem partido é muito difícil
de conceber Porque nós não vamos ser neutros nunca nós sempre vamos ter um Pátio explicitamente ou não a gente carrega intenções conceitos valores a gente leva elementos ideológicos dentro de nós na hora de escolher a fonte na hora de escolher o tema hora de fazer um recorte a gente vai carregar elementos do nosso contexto do nosso presente por isso que eu preciso entender quando eu vou te dar um texto historiográfico Quem é o autor como foi que ele escreveu aquilo isso tudo me ajuda a entender porque ele está escrevendo aquilo então a gente precisa entender
que o que garante O que define as interpretações historiográficas também são questões ideológicas por hoje eu vou parar por aqui e na próxima aula nós vamos pensar um pouquinho mais sobre as questões ideológicas tá e como que a gente pode saber qual o método que vai nos conduzir para uma verdade mais concreto Será que existe isso não não existe uma verdade tem verdades cada método vai garantir uma verdade cada Historiador vai defender a sua verdade por isso são verdades diferentes então leia o texto atentamente Max suas dúvidas sempre e Fique atento né Aos fóruns e
os canais de comunicação tem um bom estudos até mais [Música]