[Música] saudações a todos meu nome é um botnet esse é o nosso segundo bate papo sobre o programa mais médicos para o brasil e hoje eu gostaria de falar um pouquinho do contexto político da lei dos mais médicos e falar um pouquinho de filosofia da política história do pensamento e como a gente chega até hoje a analisar essa situação então para a gente entender o contexto é importante que a gente compreenda também um pouquinho do imaginário cultural e político de nossa sociedade então a gente viajar ao longo da história e precisamos compreender um pouco de
filosofia política há diferentes visões da política uma visão platônica e listou técnica de que a política ela visa promover uma cidade melhor uma pole melhor visa um caso de aristóteles promover as virtudes do cidadão dodô habitantes da pólis a gente passa por uma filosofia é de caráter cristão representada por agostinho depom natoma giacchino e vários outros né como joão da sales burla e na filosofia política do cristianismo é que predominou na idade média a gente tinha aquela visão da de uma sociedade humana imperfeita que poderia almejar uma aproximação da cidade de deus à coxim sabe
essa tecnologia ou poderia buscar por meio da razão amparada pelos valores da cristandade tentar buscar um modelo melhor de sociedade a visão de tomar joaquim mas as coisas começam a mudar um pouquinho quando a gente chega na idade moderna a gente tem é o prevalecimento de uma visão mais maquiavélica é uma estratégia mais de busca do poder pelo poder eu não estou falando que no passado não tinha político vagabundo político interesseiro não político assim em toda a história da humanidade mas o discurso político com um colar o maquiavel por exemplo ele assumiu uma postura de
busca do poder pelo poder e manutenção do poder como um fim no último do político então uma visão muito é pragmática e amarga da sociedade vamos dizer assim os ideais eles são rebaixados seguindo essa linha de maquiavel gente tem todo um movimento é secularizado na política de busca pelo poder que acaba combinando aí em pensadores mais recentes como anthony grech que ele busca então a hegemonia cultural o controle da cultura para depois dominar politicamente economicamente uma nação ele na verdade faz uma releitura do marxismo clássico ele focalização na tomada da cultura né a busca de
um de uma hegemonia cultural e depois com essa hegemonia cultural em suas mãos você chegaria ao poder de uma forma muito mais suave e permitindo - combate por parte daqueles que fariam oposição e considerando esse contexto político essas idéias políticas contemporâneas baseadas em maquiavel em tão grande em vários teóricos revolucionários a gente tem uma pergunta a fazer é do interesse para manutenção da hegemonia política realmente resolveu o problema de saúde da população talvez não seja talvez seja interessante manter a população dependente do estado para convencê la da utilidade da necessidade de manter impostos altíssimos como
que pagamos no brasil e para manter a população é acreditando que ela realmente precisa muito dos políticos para que possa sobreviver a esse mundo caótico e às vezes o que nós observamos na política que a política muitas vezes atrapalha mais do que ajuda e esbanja muito dinheiro com corrupção e ineficiência sugiro a leitura do livro do adriano junto com a ciência da política para quem quiser ter uma compreensão melhor com funciona a política nos dias de hoje mas sabendo desse cenário político um pouco ressecado um pouco destituídos de valores cabe ao olharmos aí a política
externa brasileira então precisamos compreender que a política externa brasileira durante o partido dos trabalhadores durante o governo de lula e dilma é ela sofre um desvio ela sai daquele perfil predominantemente econômico de buscar crescimento de buscar progressos lucro nas relações internacionais que foi caracterizado aí pelo mercosul pela abertura do mercado brasileiro e ela vai assumindo um viés mais ideológico por meio de outras instituições internacionais como a unasul brics e o foro de são paulo eles possuem um viés ideológico político estratégico mais intenso é e muitas vezes é de se questionar será que os compromissos com
estrangeiros com governos socialistas estrangeiros não passou por cima dos interesses nacionais entenda interesses nacionais eu digo que são os interesses da população do brasil porque eu pergunto isso porque a gente mandou muito dinheiro pra todo mundo lá fora eo nosso povo aqui dentro passando dificuldade morrendo em filas de hospital tem alguma coisa errada acontecendo aí então a unasul brics furb são paulo eles é apontam para compromissos ideológicos de nossa elite então governante com elites socialistas de outros países passando aí por cima dos interesses do povo brasileiro só para vocês terem uma ideia é também importante
a gente lembrar da do papel que o furo de são paulo teve na condução da política da américa central e américa do sul nos últimos anos né mais de dez presidentes da américa do sul pertenceram às rochas do foro de são paulo quando a gente olha os partidos brasileiros que pertencem ao fórum de são paulo a gente vê aí o pdt o pc do b pcb p ps psb pt então todos esses partidos fizeram parte do forro de são paulo era uma organização internacional de discussões onde se faziam declarações em que se faziam pactuações onde
políticos brasileiros tentavam lado a lado com narcotraficantes e guerrilheiros que moviam guerrilhas em seus países de origem terroristas para discutir política internacional e procura sair medidas em comum isso é um dado geopolítico extremamente preocupante mas o que a gente observa que havia então compromissos da nossa elite com elite socialistas de outros países via organizações internacionais como o foro de são paulo na sul e havia então um desvio do papel original que então eu o itamaraty no nosso ministério de relações exteriores executava para um papel mais ideologizado em termos de radicalismo político e de seleção de
alianças estrangeiros que diziam mais respeito aos interesses privados de nossa elite do que os interesses econômicos do brasil como um todo realmente nossa política externa deu muitas vezes é a deu prejuízo pra gente a gente perdeu refinaria lá na bolívia a gente construir o porto para cuba ficou mandando dinheiro de mais médicos para cuba também isso também é de tudo um pouco da nossa política externa ea gente precisa compreender um pouco da nossa história interna da política interna da política interna de saúde educação e saúde e aí vale a pena lembrar que em 2003 2003
dez anos antes do mais médicos arlindo chináglia do partido dos trabalhadores no vinho um projeto de lei junto ao conselho federal de medicina aos conselhos regionais de medicina comissão nacional de residência médica e nesse projeto de lei ele deixava bem claro que havia um excesso de médicos no brasil vou repetir 2003 projeto de lei falando que havia um excesso médicos no brasil já apontava naquela época um crescimento de médicos maior do que o da população e ele propunha então evitar a abertura de novas escolas médicas por dez anos evitar o aumento de vagas e aplicar
métodos de revalidação de diplomas estrangeiros é um discurso completamente oposto nesses dez anos que se passaram entre esse projeto de lei do governo do partido dos trabalhadores e o mais médicos a gente observou que envio de militantes profissionais para estudar medicina e agitação política no estrangeiro evasão constante de divisas sucateamento da estrutura física do interior numa cidade aqui perto de onde eu moro em um hospital que a maior parte dos andares de lista fechada é sem recursos em sumir sem médico né com leitos hospitalares fechados milhares de leitores fecharam no brasil ao longo desses 10
anos falta de plano de carreira adequada para quem se interessa pelo é é um emprego público por uma carreira de médico ligado ao sul e médicos explorados por prefeituras do interior que a traiu com salários altos mas com um vínculo empregatício estava e depois tiravam aquele é aquele salário daquele médico médico é obrigado a aceitar outras condições muito piores de trabalho e de precarização de sua prática após dez anos bem a dívida tinha que ser paga era preciso então retornar com esses militantes que foram aprender medicina forma muitas vezes por razões ideológicas e e promover
de certa forma e uma mudança no perfil do médico brasileiro as coisas isso talvez tenha sido ajudado por que as coisas saíram do controle no brasil em 2013 e 2013 a gente teve uma crise política que fugiu ao controle da militância profissional do brasil né então alguns movimentos de rua começaram mas aí quem foi reclamar nas ruas foi com uma pauta totalmente diferente da pauta proposta pela liderança política de esquerda pedindo saúde pedindo melhores condições enfim e hostilizando a tentativa de instrumentalizar aqueles milhões de pessoas na rua né para fins políticos as pessoas utilizaram bandeiras
políticas não queriam saber de bandeira de partido nenhum e isso gerou uma preocupação no governo quando você tem problemas internos a melhor tática política qual que é a do bode espiatório então é importante virar o foco das pessoas para um outro problema que não fosse a ingerência do governo fosse a falta é de vergonha na cara da nossa elite governante a sua incapacidade a sua corrupção então a gente precisava de um bode expiatório bode expiatório perfeito foi o médico depois de dez anos de sucateamento não é também não começou nesse dez anos já vinha muito
tempo é o foco de atenção foi virado para a saúde e foi justamente naquela época que se julgou o ato médico houve julgamento do ato médico lá o médico foi acusado de inventar doença para enriquecer e o ato médico foi totalmente descaracterizado e o profissionais militantes de outras profissões é que atuavam militância política foram lá para desconstruir a imagem do médico e foi nessa época também foi lançado mais médicos e aí a nossa história vai se aproximando do ponto em que nós nos encontramos hoje o nosso próximo encontro eu vou falar um pouquinho da repercussão
da lei dos mais médicos até breve o [Música]