Olá pessoal sejam bem-vindos ao canal botânica sem segredo vamos conhecer Como funciona o fluxo de massa no floema primeiro é importante relembrarmos o que é o floema o termo floema origina-se do grego flo e significa casca a escolha do nome está relacionada à localização anatômica do floema no caul já que esse se encontra externamente ao chema e mais próximo à casca do caule o floema primário é um tecido vascular originado do procâmbio e o floema secundário originado do câmbio vascular possui como função transporte da seiva produzida nas folhas pela fotossíntese até as áreas de consumo
como flores frutos e folhas em desenvolvimento a seiva é constituída por elementos nutritivos como carboidratos íons e outros solutos Esse sistema de transporte é por células vivas especializadas denominadas elementos gados células companheiras células do parenquima vascular em alguns casos células lactíferos Neste vídeo as principais estruturas que iremos observar para entender o fluxo de massa no floema são os elementos gados e as células companheiras originados da mesma célula mãe os elementos crivados são células alongadas que possuem protoplasma vivo núcleo ausente ou incipiente e carece de tonoplast ou seja não há limite entre o vacúo e a
membrana plasmática eles estão Associados à células companheiras que são parenquimatosas e especializadas caracterizadas por possuir organelas que não estão presentes nos elementos crivados é importante destacar que a palavra crivado significa presença de poros mas vamos falar do que nos interessa o fluxo de massa do floema esse fluxo não ocorre unidirecionalmente como no chema mas sim bidirecionalmente já que a seiv é translocada da parte aérea para a raiz e das raízes à parte aérea esse processo não é definido pela Gravidade o gradiente de potencial hídrico é fundamental para esse porte a entrada e saída dos açúcares
nas células do floema modificam o potencial osmótico do Meio em resposta ocorre a variação do potencial hídrico permitindo a entrada e saída de água no floema ocasionando o fluxo de massa esses materiais são translocados da área de suprimento conhecida como fonte como as folhas maduras e os órgãos de armazenamento em fase de exportação para área de consumo ou estoque conhecidas como drenos sendo eles os órgãos não fotossintetizantes ou que não produzem fotoassimilados suficientes para o consumo próprio como raízes folhas jovens e frutos em desenvolvimento a depender do trajeto realizado pelo soluto o processo pode ser
caracterizado como carregamento ou descarregamento o carregamento no floema se caracteriza no trajeto realizado pelos solutos que saem da célula do isilo até as células dos elementos crivados já a saída dos açúcares dos elementos crivados para as células do tecido alvo é chamada de descarga ou descarregamento do floema mas como o fluxo do floema funciona o processo de fluxo ocorre da seguinte maneira a glicose produzida nas células do mesofilo foliar tecido fotossintético da folha é transformada em sacarose se movimentando para as células companheiras e a seguir para os tubos crivados do floema num processo de transporte
ativo com gasto de energia do ATP com a entrada da sacarose nos tubos crivados ocorre o aumento da pressão osmótica em seu interior possibilitando assim a entrada de água no floema proveniente do xilema com a entrada de água ocorre o aumento da pressão de turgescência ocasionando o movimento da seiva do floem para as células seguintes atravessando as placas criadas até os órgãos de consumo no momento em que a sacarose passa para os órgãos de consumo por meio de transporte ativo ocorre a diminuição da pressão osmótica dos tubos crivados provocando a saída da água para as
células vizinhas do chema como em muitos processos fisiológicos existe fatores como a temperatura e o oxigênio que podem afetar o fluxo de massa do floema a presença de inibidores respiratórios podem impedir a translocação do floema em plantas que utilizam a via apoplástica por exemplo carregamento e descarregamento no floema o carregamento no floema está ligado ao transporte de fotoassimilados no sistema de elementos crivados tal processo varia de acordo com a família vegetal podendo ser simp plástico apoplástico ou intermediário o uso das estratégias de carregamento está associado às condições ambientais no qual o vegetal se encontra o
carregamento pode ocorrer de duas formas através da saída dos solutos da célula que rodeiam o sistema vascular até as células companheiras e das células companheiras até as células criadas por meio dos plasmodesmos sendo assim a via simplástica esse tipo de carregamento é observado em espécies de plantas arbóreas arbustivas ou trepadeiras e está presente em células que apresentam células intermediárias ao invés de células companheiras as células presentes na Via simplástica possuem riqueza de conexões plasmodesmas com as células do mesofilo as plantas que apresentam essa via de transporte podem carregar outros tipos de açúcares chamados de oligossacarídeos
nesta via o transporte é caracterizado como ativo pois as moléculas são muito grandes para passarem diretamente pelos poros dos plasmodesmos o carregamento por via apoplástica predomina entre as plantas herbáceas os solutos movem-se no apoplasto e entram no sistema de elementos crivados através da plasmalema de uma célula companheira ou diretamente através da plasmalema de uma célula crivada inicialmente ocorre o transporte da sacarose da célula do mesofilo para o apoplasto próximo à célula companhe envolvendo uma proteína carregadora de sacarose ao qual utiliza o mecanismo antiporte que aproveita o menor PH do apoplasto para a saída da sacarose
da célula do mesofilo para o apoplasto juntamente com a entrada de íons de hidrogênio que proporciona a energia utilizada no transporte da sacarose a sacarose presente no apoplasto é transportada para a célula companheira através de outra proteína carregadora utilizando anismo se importe com o hidrogênio na Via apoplástica ocorre o gasto de energia sendo crucial para a geração do Gradiente eletroquímico necessário para que a sacarose seja transportada de uma região de menor concentração para outra de maior concentração o descarregamento dos açúcares dos elementos crivados pode assim com o carregamento ser classificado como sendo por via simplástica
ou apoplástica dependendo do tecido do órgão e da espécie partição e alocação de fotoassimilados fotoassimilados são os produtos da fotossíntese como açúcares e amidos que a planta produz usando a luz solar a partição refere-se à distribuição desses produtos entre diferentes órgãos da planta como folhas caules raízes e frutos por exemplo durante o dia a planta produz amido nas folhas à noite esse amido é transformado em sacarose um tipo de açúcar e enviado para outras partes da planta como as raízes ou frutos onde pode ser armazenado ou usado a maneira como a planta distribui os produtos
da fotossíntese entre seus diferentes órgãos Como folhas caules e raízes é chamada de partição já a distribuição desses produtos entre diferentes processos metabólicos dentro de uma mesma célula é conhecida como alocação a alocação por outro lado é como a planta decide usar esses produtos dentro de suas células é como decidir se vai gastar seu dinheiro em doces brinquedos ou economizar dentro de uma célula a planta pode usar os produtos da fotossíntese para fazer mais amido que fica armazenado no cloroplasto ou para fazer sacarose que é enviada para fora do cloroplasto para outras partes da célula
a força do dreno também existe outro processo envolvido que é a força do dreno processo determina para onde a planta enviará mais produtos da fotossíntese a força do dreno é uma combinação do tamanho e da atividade do órgão que está recebendo os produtos por exemplo se uma planta de batata tem um tubérculo grande ela enviará mais sacarose para a região do tubérculo isso ajuda a planta crescer melhor e produzir mais batatas e para finalizar Que tal uma curiosidade você sabia que é possível determinar o fluxo de seiva no floema a medição do fluxo de seiva
é um método usado para avaliar o uso da água nas plantas de forma confiável e aplicada primeiramente em estudos ecofisiológicos de plantas a determinação do fluxo de seiva na planta permite avaliar o grau de estress a qual se encontra pois a taxa de transpiração e a condutância estomática estão diretamente ligadas Esta é uma das formas mais precisas para entender como a água é utilizada pela planta Os experimentos mostram que as plantas são capazes de ajustar a forma e pressão dos vasos do floema para transportar açúcares e outras moléculas o que abre caminho para investigações mais
detalhadas sobre o transporte no floema os biólogos que atuam em diversas áreas desde a pesquisa básica atém aplicações práticas sejam elas no campo da Agricultura conservação e biotecnologia tem contribuído para o avanço do conhecimento científico e a solução de problemas entais e agrícolas ajudando a entender como se dá a adaptabilidade das plantas ao stress abiótico causado pela variação da disponibilidade hídrica e os mecanismos de plasticidade através dos quais as plantas se comportam a condições ambientais diversas Esperamos que tenha gostado do vídeo deixe seu like comente compartilhe e se inscreva em nosso canal até a próxima
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