Olá, boa tarde. Estamos ao vivo. Sejam muito bem-vindos, muito bem-vindas. Começamos agora o nosso primeiro encontro de 2026 e hoje vamos justamente discutir sobre a jornada de trabalho. E para isso nós convidamos Wilson Correa de Araújo Neto, especialista em políticas industriais da CNI. Jairo Amorim, diretor executivo industrial do grupo Guararaps Riachuelo e Guilherme Rosman, CEO da Demilos e Celene. Quem conduz esse papo é Fernando Pimentel, nosso diretor superintendente e também presidente emérito da ABIT. Lembrando que vocês podem fazer as perguntas pelo nosso chat que nós repassamos aqui para os nossos convidados. Vamos começar então. Fernando,
é com você. Muito obrigado, Roberto. Boa tarde a todos que nos acompanharão ao vivo e a cores e aqueles que acompanharão posteriormente na gravação. Obrigado, Wilson, o Jairo, Guilherme, pessoas com a qual a gente tem muito relacionamento e são executivos de mão cheia e profissionais de altíssima competência. para não estourar o tempo que nós temos que encerrar às 17:15 por conta dos nossos convidados. Eh, o assunto é palutante, vai dar muito trabalho eh neste ano, dada eh ser um ano eleitoral, é uma proposta que eh tem apelo, né, trabalhar menos e não perder salário, eh
mas não é consistente com o Desenvolvimento do país. E o que parece um benefício hoje acaba se transformando num ônus amanhã e ao final quem paga somos nós, cada um que tem o seu negócio, o seu trabalho, o seu emprego. como consumidor, eventualmente com preços mais elevados. Mas enfim, vamos ouvir inicialmente o Wilson dando uma visão geral, porque a CNI é a nossa entidade mãe. Nós trabalhamos conectados diretamente com eles, com a CNI, faz parte de vários conselhos lá dentro e Depois vamos ouvir os comentários de dois industriais que tem tecelagem e que tem também
a confecção. cada um com a sua especificidade, cada um com a sua característica e cada um sofrendo de maneira diferente eventuais mudanças que venham eh não para favorecer, que venham uma pauta populista trazer algo que depois não é consistível no tempo, eh, em termos de sustentabilidade, produtividade, competitividade. Wilson, é com você. Obrigado. >> Boa tarde. Boa tarde, Dr. Fernando. Eh, como foi dito aí, quem temos esse prazer, né, de contar aqui como como conselheiro aqui de dois importantíssimos conselhos aqui da CNI, o Conselho de Assuntos Legislativos e o Conselho de Relações de Trabalho, o Fernando,
que sempre participativo nessas frentes de defesa, né, do setor produtivo industrial. Eh, bom dia aos demais convidados, né, o Dr. Jairo, o Dr. Guilherme e bom dia aqueles que nos Acompanham aqui nesse bate-papo. Primeiro queria agradecer, né, a oportunidade em nome do Dr. Furlan, presidente do nosso CRT aqui, em nome da Dra. Silvia, superintendente em relação ao trabalho aqui da CNI, eh eh eh pra gente conversar, né, nesse encontro sobre esse assunto que a gente chama o assunto do momento e que muito preocupa, né, o setor produtivo. É exatamente essa discussão no Congresso Nacional. sobre
essa redução do limite eh eh semanal do Trabalho no Brasil, atualmente de 44 horas, né, sem sem redução de salário, como foi bem falado eh eh pelo Fernando aí, ou seja, pretende-se trabalhar menos e receber mais e todos ficarem felizes, né? Ore que o impacto ele é principalmente nessa atual e e mais conhecida e que se pretende, né, a a escala 4.3. E a nossa intenção aqui, para além dessa conversa aberta, né, trazer exatamente essa contextualização sobre tema, cenário legislativo, as Horas de fato praticadas no Brasil, o panorama, né, dessas discussões no legislativo, inclusive o
cenário internacional, impactos econômicos e por aí vai. Pois bem, né, a indústria, na verdade, como sempre, enfrenta inúmeros desafios e que exige, né, de fato, um olhar estratégico. E um dos maiores desafios para esse ano dada essa condição, esse cenário eleitoral, inclusive com uma pauta que muitos, a grande maioria Reputa como eleitoreira, todo mundo quer ser pai dessa criança, seja para ganhar votos, que é exatamente essas propostas legislativas, tanto PECs como PLs, eh, que sugerem, né, essa redução do limite constitucional de duração semanal do trabalho, né, o o conhecido fim da jornada 6.1 um por
um, né? E como se sabe, já há alguns anos, né? Não é uma coisa recente, ele se encontra bem palpitante nesse momento, mas é uma coisa, não é uma coisa recente. Já foram Indicado, né, algumas alguns testes, quer dizer, no passado foram iniciados alguns testes voluntários, né, com empresas pelo mundo, eh, paraa adoção de uma escala de 4 dias eh de trabalho por três dias de descanso, né? Esses testes eles foram promovidos eh por uma organização de de sempre lucrativo, com atuação em alguns países, o que não que no causa surpresa, muitos países desenvolvidos a
despeito do Brasil, que é a chamada eh eh semana eh semana de Quatro dias global, o o conhecido como Far Day Week Global. Então, diante disso, no início de 2025, sem prejuízo de outras propostas que já estavam tramitando no Congresso, a deputada Érica Hilton do PESSOL, né, apresentou a PEC 08/2025 para adotar essa escala 4.3 no Brasil e reduzir de 44 horas para 36 horas da duração semanal do trabalho. Você pode passar, por favor? Então, fazendo aqui uma contextualização Geral, eh o debate sobre essa redução, ele se intensificou-se com essas diversas propostas legislativas, né, no
Congresso Nacional, eh, que diante de um cenário eleitoral a discussão ganha ainda mais destaque, né, que merece, claro, todo o nosso cuidado. E quando eu falo o nosso cuidado, não é só o cuidado da CNI, é o cuidado da base, ou seja, essa atuação não só a nível nacional, como a nível regional, eh eh eh não só as suas associações, federações para Buscarem eh esse entendimento com os parlamentares que vão de certa forma atuar e pra gente tentar ter êxito nesse processo, nessa tramitação desse processo no no Congresso Nacional. E essas propostas legislativas, como muitos
de vocês sabem, elas incuram aí a redução tanto de 44 de 44 horas semanais, tanto para 36 como 40, que causa maior impacto essa de 36 horas semanais. Eh, e ainda, né, muitas dela, como eu vou mostrar mais à frente, ela Inclui algumas restrições de trabalho aos sábados, que isso também prejudica muito toda essa sistemática e essa operacionalidade laboral. você passa, por favor, trazendo aqui um um quadro legal atual. Atualmente, né, tanto a Constituição como a CLT, ela estabelece como limite 8 horas diárias, 44 semanais, se dias de semana de trabalho, eh com um dia
de descanso, né, que é o chamado recurso semanal remunerado, preferência aos domingos, ou Seja, a escala 6.1 com um que se pretende extinguir. Eh, faculta-se também, né, a legislação brasileira, essa possibilidade de compensação de horários e a redução eh da jornada mediante esse acordo coletivo, mediante o norma coletiva, né, seja por acordo ou conversão coletiva. Você passa, por favor. Então, eh, em que pesa esse cenário legislativo? Atualmente as horas praticadas elas são bem menos. Ou seja, quando a Gente faz aquela pergunta e na prática? Seja o limite é de 44 horas. E na prática o
que é que se dá no Brasil? Na prática, inclusive segundo dados, né, do IVGE, se dá de remontam 2025, o ano passado. A realidade da média é trabalhada em todos os setores no Brasil, todos envolvendo todos os setores, a média de 39 horas semanais. Claro, né, que o Ariano em alguns setores e a realidade, inclusive da indústria brasileira, por exemplo, é de 43 horas por semana. Já o setor público 38, o setor de agricultura e pecuária, 38.5 e os setores, como se observa, que mais próximas uma escala de 44 horas são aqueles setores que mais
competem. exemplo, da indústria, é a mais competitiva no mercado, é uma das mais competitivas no mercado trabalho, no mercado econômico. Então, o que de plano já deixa claro que não se mostra a uma razoabilidade de existir, exigir Realidades distintas a um mesmo tratamento, né? E a legislação atual, dada essas essas especificidades do setor, ela já sabidamente, desde o de de de a constituição com o aperfeiçoamento e com a reforma trabalhista, ela sabidamente ela já autoriza a redução dessa jornada por norma coletiva. E esse mecanismo de diálogo atualmente e muito provavelmente daqui para sempre gente, afastado
dessas pautas eleitoreiras, é o diálogo que se mostra mais producente e Não essas possibilidades, ou seja, essas intenções de se alterar eh eh eh esse escala, seja escala, seja horário, trabalho, ou seja pela Constituição ou por norma, quando eu falo norma, lei, né? E a prova disso, na verdade, como você pode observar aí na na no slide, são as negociações coletivas, ou seja, segundo dados obtidos no sistema mediador, para quem não sabe, para aqueles que não sabem, é um sistema da base do Ministério do Trabalho e Emprego, onde se registram todos os acordos e comes
coletivas, cerca de 30% dos instrumentos coletivos hoje, eh, lá registrados já dispõe eh de cláusulas sobre jornada de trabalho e muitos deles, inclusive com baixa eh eh eh com baixa jornada de trabalho para muitos setores. E o tema, portanto, como se vê aí, ele já é nosso negociado, inclusive reduzido, dada essa peculiaridade de de cada segmento. Trazendo aqui um panorama legislativo, Por favor, passe, Roberto. Eh, fazendo aqui esse panorama legislativo lá das discussões no Congresso Nacional, sem entrar em muitos detalhes, até porque o tempo eh tá se esgotando, atualmente transmitam, né, PEX e Pel na
casa legislativa propondo a redução dessa jornada de 44 para 40 ou para 36 horas e com diferentes escalas e diversos grupos vêm pressionando, né, para uma tramitação rápida, notadamente como dito, né, por essa pauta eleitoreira. E A maioria dessas propostas, como já é eh é falado pelos colegas aqui em ocasiõ ocasiões anteriores, ela afetam tanto a estrutura eh eh a dinâmica produzida ou produtiva, como os custos empresariais e até mesmo essa sistemática das negociações coletivas no trabalho. Ou seja, tá todo mundo ainda perdido querendo eh eh criar uma solução eh simples para um problema muito
complexo. Dado esse panorama, eh eu trago aqui os principais projetos. Pode passar, Roberto, eh que embora exista, né, várias propostas cujas justificativas eh eh são, é o bem-estar do trabalhador e a geração de emprego sem comprometer competitividade, ou seja, a lei do engano vai comprometer competitividade. Eu faço aqui uma referência especial a duas PS, uma que é a do Paulo Pain, a 148, bem antiga de 2015, a que está bem avançada nesse momento. E outra PEC 08/2025, meio atual, que é aquela qual nós reportamos, que é a PEC da da Deputada Érica Hilton. Essa do
Paulo Paim, ela propõe, né, uma redução escalonada de até 36 horas semanais e dois dias de descanso. É remunerado, preferencialmente sábados e domingos, ou seja, vão afastar também o sábado. Essa proposta ela foi eh recentemente aprovada lá pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, exatamente ao apagado das luzes do ano legislativo anterior, salvo engano, dia 10/12/2025. E atualmente ela tá eh eh eh colegas no plenário para deliberação em que pese já estejamos atuando, né, para que essa proposta seja reexaminada nas comissões antes mesmo de ser deliberada em plenário. Eh, sabe-se que vem havendo
uma pressão muito grande para que seja dada essa celeridade eh eh inclusive pelo governo, né? A outra PEC é a a a da deputada Carril, como falou, é a mais simbólica, né? Aquela que traz o regime 4x3. E essa proposta, Inclusive, ela provocou uma criação de um de uma subcomissão, né, encabeçada pelo deputado Luiz Gastão. Houve um relatório, mas esse relatório não foi incorporado a PEC, ou seja, ela vem eh mais devagar, mais lenta, mas essa do Paulo Paim, ela tá andando com com bastante rapidez, só que ocorre que todas essas propostas, né, como dito,
há um um apoio forte do governo. Por outro lado, a CNI já vem trabalhando, né, arduamente, inclusive com apoio aí do Setor têxtil pra defesa desses interesses do setor produtivo, buscando obstar, inclusive essas aprovações. Passo, por favor, Roberto. Aqui trazendo os impactos econômicos e produtividade. Eh, eh, eh, eh, e aqui fa, né, porque somos contra, né, essas propostas de redução de jornada. Eh, ora, ela tem muitos impactos, né? E eu posso eh eh levantar o que alguns deles que, claro, por óbvio, diminuindo a jornada sem prejuízo de salário, vai aumentar os Custos trabalhistas. Como eu
vou passar aqui mais à frente, esses custos trabalhistas no geral, paraa economia geral, pros empregadores ele vai importar em algo em torno de 20.7%. os setores com jornadas contínuas, aquelas que não sofrem solução de continuidade, como fábricas, eh eh setor de saúde, elas serão obrigadas, claro, se eventualmente vi a ser aprovado, serão obrigadas a reestruturar, né, toda a sua operação. Sabidamente, as empresas eh eh pequenas e médias empresas, elas terão mais dificuldades para se adaptar a esses custos da mudança. custos maiores, claro, com custos maiores vão se reduzir investimentos e, claro, vai prejudicar a competitividade
frontalmente contrário ao argumento do governo e daqueles que propõem essa redução de que eh eh eh vai aumentar a competitividade, muito pelo contrário, vai prejudicar essa competitividade, impactando Negativamente no emprego. Haverá também, claro, a dificuldade, né, para contratação de mão de obra por por recomposição, para recomposição dessas horas de de produção reduzidas, por óbvio, como vou falar mais à frente. Passa, por favor, Roberto. Aqui eu trago também uns impactos. Faça, por favor, os impactos em custo, eh alguns impactos de custo, exatamente com essa redução de 45 nos limitando aqui de 44 para 36 horas semanais,
o conhecido Lá na regime 4.3, segundo o estudo agora recente da CNI, né, calculado com base na RA de 2003. O estudo é recente, mas é com base na RA de domíst. Para ele, em relação ao impacto, só a indústria teria um aumento estimado anual no custo com essa mão de obra a ser substitutiva de 178.8 bilhões, ou seja, de um dia pro outro, só a indústria, porque equivale a 25.1% de aumento no custo só por empregado formal. Esses custos representam todas As horas reduzidas e seriam compensadas, claro, por outros trabalhadores, né, por força dessa
supressão dada. a nova legislação, né, que pretende já pro setor público, que é um argumento que estamos utilizando também, ele vai representar um impacto menor, mas bem bem bem gravoso também, que é de 150.4 bilhões, que equivale a 23.7. E como dito anteriormente, paraa economia como todo, estima-se um aumento de 27 20.7 de gastos com o emprego formar, né? E já em Um cenário de redução de 44 horas para 40, o impacto ele é um pouco menor, mas também representa um um um valor bem alto na ordem de quase R 90 bilhões de reais. Passa,
por favor, Roberto. Já em relação à à produtividade no Brasil, sabe-se que a produtividade ela também tem relação. Pode passar um pouquinho, eu acho que é no outro no outro slide. Eh, esse mesmo. Sabe-se que a produtividade ela tem, né, relação com Algumas a produtividade, na verdade tem algum tipo de relação com horas trabalhadas, claro que combinado com com outros com outros fatores como tecnologia e etc. Ore que, segundo também um indicador da CNI, o Brasil tem problemas com competitividade, que ela tá estagnada década, né? Ou seja, a indústria da transformação, como se sabe, ela
teve uma queda de 9% da produtividade entre 2019 e o ano atrasado, 2024. E sempre eh Eh pai era a pergunta, né? E por que alguns países reduzem suas jornadas a limites abaixo do praticado do Brasil? É verdade, eles reduzem. Mas a grande maioria, para além de não ser por lei, mas sim por por pelo diálogo social valizado em acordo coletivo, dada especificidade, né, de cada setor e apresentam eles nível de produtividade e tecnologias bem melhores do que o Brasil. E a partir também de estudo eh Eh eh de dados de produtividade também, eh nesse
caso produzido pelo OIT, países que reduziram sua carga horária de trabalho, seja na prática ou seja por lei, tem alta produtividade, o que equilibra esse número de horas trabalhadas, né? Ou seja, eh, na verdade hoje, como vocês podem observar aí pelo gráfico, pelo pelo slide, o Brasil ocupa a centimao posição num ranking de produtividade. Isso com base em 189 países analisados Pelo OIT, onde países mais bem colocados nesse ranque de produtividade, países desenvolvidos, no caso, eles apresentam o limite de jornada próximos ao Brasil ou superior, mas diminui essas horas trabalhadas com negociação coletiva. Podemos trazer
aqui emblematicamente a Suíça que ocupa o sexto lugar do ranking, desse ranking aí que eu apresento, e tem um limite legal de tornada das 50 horas semanais. mais trabalham isso por ordem de por Força de norma coletiva 35.7 na prática. Ou seja, um pant quando, como se observa, um patamar elevado, legal, seja de horas trabalhadas, na verdade ele permite uma livre negociação entre empregado e empregador, eh, que defina uma duração do período de trabalho e de acordo, claro, com as necessidades de cada empresa, de cada segmento que atua e, claro, o momento econômico. Você passa,
por favor, Roberto. Eh, trazendo aqui um outro impacto esperado, trazendo Esse mapa do trabalho, outro impacto esperado e que inclusive foi muito pauta trazida pelo pelo querido Pimentel aí, eh, que eh em eventual redução lá de 36 ou para 40, outros impactos vão vão vão se sobressair. Primeiro é a dificuldade que as empresas vão ter e tem já de encontrar a mão de obra para substituir essa lacuna, né, aberta por por eventual inovação legislativa, seja pelo pelo pleno emprego, hoje o emprego tá em alta, seja pela falta de mão de obra Qualificada e claro também
que isso, repito, uma pauta muito eh eh eh eh combatida pelo pelo pelo Fernando Pimental, que são os programas sociais, né, que atualmente vem vem afastando, né, esses trabalhadores no mercado de trabalho, seja por meio de perder emprego, curto, seja por meio de perder o benefício ou até por desconhecimentos. Pode passar, Roberto. Então aqui também eu trago umas comparações internacionais, ou seja, De um comparativo aqui eh eh nesse comparativo que aponta a jornada legal e a média de horas trabalhadas no Brasil de 44 horas e e praticadas de 39, você observa aí que eles estão
em linha com outros países do mundo, inclusive os desenvolvidos que praticam inclusive o limite lega de 48 horas semanais. Observe-se aí a Alemanha, a Arábia Saudita, inclusive a Argentina aqui, nossa póirmã, né, nossa vizinha, eh, a Índia, a Irlanda, eh, Aqui, repito, né, eh, grande parte dos nossos irmãos aqui da América Latina, inclusive Cari, estabelece também por lei um limite de 48 horas semanais. Podemos podendo exemplificar aqui, observe na tela, Argentina, Paraguai, Uruguai e o México. E você verifica que já vem praticando horas muito mais elásticas, dando essa possibilidade para se resolver por norma coletiva.
Aqui faço uma síntese crítica. Pode falar, eh, Roberto, eh, onde a Gente constata, você passa, por favor, Roberto. Eh, constata que a maioria das propostas de redução de jornada, como dito, né, elas elevam custo do setor produtivo, reduz investimento e diminui a competitividade e como falado pelo nosso presidente Bom, certamente desaguará no consumidor. Essas propostas também elas não se atentam a a às dificuldades com falta de mão de obra no mercado e ignoram essa realidade legal e a prática brasileira Internacional, de forma que empresas eh as de forma que as empresas elas devem ter essa
liberdade de flexibilizar para estabelecer jornadas dentro de limites legais. Inclusive, algumas já adotam, como já falado aqui, algumas já adotam voluntariamente essas escalas de 5x2. E por isso, claro, é necessário se respeitar, claro, as as peculiaridades e especificidades de cada empresa, setor região. E nesse momento, por óbvio, eh eh É muito mais interessante que o Brasil ele priorize a inovação tecnológica, a qualificação profissional e modo da organização e não a redução de jornada. Pode passar, Roberto. Então, como da da como todos sabem, eh, a SENI ela é divergente, né? as discutidas propostas de redução, porque
claro, o melhor caminho eh de fato é o estabelecimento da jornada de trabalho por negociação coletiva, como se faz atualmente. Pois claro, permite, né, ajustes com base nas Realidades regionais, peculiaridades de cada setor, de forma que a medida não deve e forma alguma ocorrer por imposição legal. em que pese esse cenário difícil, né? A C vinha e continua trabalhando arduamente na produção de material técnico e de posição, estudos de impacto. vimos participando de audiências públicas no Congresso Nacional no alinhamento de estratégias e ações com outras confederações empresariais com sucesso, Articulando com interlocutores, vários interlocutores no
dos poderes públicos, seja no poder executivo, seja no poder legislativo, inclusive na academia, tudo claro, nessa defesa de interesse da indústria, eh pela manutenção, claro, né, desse limite constitucional. Por final, a gente aproveita aqui eh eh eh a oportunidade para disponibilizar pros colegas e para aqueles que nos assistem uma cartilha eh produzida aqui pela Suret da ACNI, que traz esses dados que Foram discutidos, os impactos que discutimos aqui, de forma que basta vocês direcionarem aí para esse eh direcionar o celular para Scode aí na tela que vocês vão conseguir acessar essa essa cartilha. Então, eh,
dadas essas considerações, eh, Fernando, Dr. Fernando e demais colegas, eu agradeço o espaço e agora também eu queria, na verdade, ouvir de vocês as dificuldades enfrentadas na conta, eh, e que podem inclusive servir de subsídio pra gente Nessa nossa defesa de interesse. Então, a CNI tá aqui e e enxerga vocês como clientes e como parceiros na busca eh eh de ou menorar prejuízos ou tentar afastar toda essa problemática a que estamos passando. >> Obrigado. >> Muito ob muito obrigado. Eu sou muito esclarecedor a sua apresentação. Consulto que nós poderíamos depois compartilhá-la eh com os nossos
conselheiros. Qualquer, é sempre importante ter esses resumos bem feitos, como você trouxe. Eh, na do meu, do meu ponto de vista, esse jogo vai ser um jogo brutíssimo, não vai ser um jogo simples. E eu diria que a melhor estratégia, o melhor é ganhar o jogo, né, e sepultar a proposta, mas isso não vai acontecer. Então, seria clinchar esse jogo, essa luta e levar isso para um 2027 para que o debate se dê de uma maneira menos impactada pelo calendário eleitoral e Com as propostas populistas aí sendo postas aos borbotões e por gente que nunca
empregou ninguém na vida. Eu começo então com o Guilherme. Guilherme, eh, depois da apresentação do Wilson, as suas considerações. Em seguida, o Jairo são empresas altamente empregadoras e, como eu falei, são empresas que têm tanto a tecelagem, que tem um perfil, quanto a confecção tem outro perfil bem caracterizado na sua apresentação. Wilson, Guilherme, por favor. Tam. Tá. Deixa eu dar um panorama do que que é Ademilos e Celene, né? Ademilos tem 79 anos de de existência no Brasil. A Cene, 74 anos. Juntas elas empregam 8.000 pessoas. São sete fábricas, três no Rio de Janeiro, duas
em São Paulo e duas no Nordeste na Paraíba. Eh, nós temos, vamos desde a gente importa o fio, a gente produz a malha, tinge e fazemos a confecção do produto. Dessas 8.000 funcionários, eu diria que cerca de 3.000, 2.500, 3.000 pessoas são de confecção, tá? Eh, eu eu queria trazer aqui uma discussão um pouquinho mais acima também. Tem que ver o que que o Brasil quer, né? Se ele quer ter indústria ou se ele não quer ter indústria. Por que que eu falo isso? Porque a gente não tá sozinho hoje, né? Hoje o mundo é
eh tem vasos comunicantes enormes. Então, vamos pegar o mercado que a gente trabalha. A Celene é o segundo maior fabricante de meia do Brasil. o o os produtos importados hoje já representam 48% do mercado de meia. Eles há há 10 anos atrás não eram 10%. Sendo que desses 2/3 vem do da China e 1/3 do Paraguai aqui do lado, que é da onde mais cresce a importação. O outro segmento que eu trabalho que é a moda intigan, que é langer rico, ECA, moda roupa de dormir, etc. além de ter roupa esportiva e e Outras linhas,
eh, esse mercado normalmente ele oscilava entre 9, 10% de produtos importados. Já no ano passado pulou para 17, 18%, sendo que desses 17, 18%, 2/3 vem da China, 1/3 tá vindo do Paraguai. Então, a gente tem uma situação de comparativo, de competição eh complicada, não só com a China, eu não preciso falar, mas vamos falar do Paraguai. O Paraguai tem uma carga horária de 48 horas. O Brasil hoje tem De 44. O Paraguai as férias são de 12 dias. No Brasil nós damos 30 dias de férias e ainda pagamos 1/3, mais 10 dias. Então são
40. Além disso, no Paraguai não há essa restrição de de escala, de horário, de demanda. Eu tenho uma flexibilidade fazer. Nós não temos fábricas no Paraguai, tá? Eu tô falando isso porque quando eu comecei, o Brasil tem que escolher o que ele quer, né? Então, eh, Ademilos e a Celene hoje produzem 130, Mais de 130 milhões de peças no Brasil, gera emprego no Brasil. Nós temos uma dificuldade porque eu vou desculpa falar aqui, não é chorar, mas a gente quer ter condições iguais. O nosso gás natural é o dobro de qualquer país do mundo. Nós
pagamos pelo gás natural no Brasil o milhão de BTU, o dobro de qualquer país do mundo. A nossa energia elétrica tá pelo mesmo caminho, porque a gente tem luz para todos. A gente tem um monte de penduricáo na Energia que aumenta o custo. A, o custo da mão de obra no Paraguai tem um encargo menor, né? E tem salários maiores do que no Brasil. Ou seja, no Paraguaio a pessoa recebe mais dinheiro que no Brasil. Mas o custo do Paraguai de uma hora trabalhada versus o custo no Brasil de uma hora trabalhada, no Brasil chega
a ser 20 25% mais caro a hora trabalhada. em função desses fatores que eu te dei. Então, eh, você reduzir a carga ou Reduzir, acabar com a escala 6x1 é um problema. Então, eu vou começar o problema porque a gente não tá sozinho, a gente tem competição no Paraguai ou podemos nos ser empurrados aí pro Paraguai, tem temos produção da China, podemos ser inviável produzir aqui, tem que importar da China. Então, isso tudo tem que avaliar. Então o que que acontece se acabar a escala 6 por1? A gente não faz a escala 6 por1 porque
a gente quer, né? A gente procura na aqui Na no grupo tudo que for possível fazer 5 por 2, a gente faz. Então se você pegar a confecção da Demilos, ela é 5x2. Mas se eu for pegar a confecção no Nordeste e a gente gera lá quase 1000 empregos, não é possível ser 5 por2. Eu não tenho espaço para colocar um turno, né? eh dobrar a minha área para colocar um turno. Então, por exemplo, se acabar o horário eh eh 6 por1, eu vou ter que demitir lá 500 pessoas no Nordeste, que é uma área
mais pobre, mais mais eh eh Necessária de emprego, e vou contratar aqui no Rio de Janeiro, se houver como contratar, né? Eh, e na escala 6 por1, a gente vai, por exemplo, uma tercelagem. A gente não bota eh eh a escala sem ser três turno na tecelagem, porque toda vez que se para um TA, você gera defeito no tecido, você gera um problema de qualidade. Então, um Tar de seja de meia, seja de tecido, seja de um produto de sem costura, ele Não precisa trabalhar 24 horas. Olha, se ele trabalha 24 horas, ele tem que
trabalhar três turnos. Para trabalhar três turnos, se você pegar matematicamente com as dificuldades de restrições que a CLT nos dá, eu sou obrigado a trabalhar eh eh de segunda a sábado, né? Senão não vai. Se você for pegar uma tinturaria, ela trabalha com caldeiras. Então eu tenho que ligar a caldeira, aquecer a caldeira, gerar vapor, aquecer os equipamentos para Atingir. Então você imagina se eu não trabalhar três turnos, aí eu desligo a caldeira, desliga a caldeira, desliga a você vai gerar uma ineficiência térmica, vai gastar muito mais gás, vai gerar muito mais CO2 por produção
do que na escala eh de três turnos. Aí você fala assim: "Ah, eu vou acabar com 6 por um." Mesmo que não comece a acabar o Wilson, a redução da carga horária, você de fato já gerou um problema. Por quê? Como é que eu vou trabalhar numa caldeira? Eu Eu as pessoas não vão poder trabalhar no sábado. Como é que eu faço? De que maneira eu vou trabalhar, né? Na realidade, eu vou ter um aumento de custo enorme de mão de obra, porque esse esse 20 25% você fala da redução, eu voltei já quando reduzir
a escala 6 por1. E e e fala assim: "Ah, mas por que que você não pega o Tar e aumenta o número de teares e bota mais gente?" Ora, um TAR tem que custam 1 milhão de dólares. Eu tenho mais de de 1500 teares. Você imagina eu fazer triplicar meu investimento para ter o mesmo quadro? Inviabiliza. Meu custo é impossível, né? Seja o custo de capital, seja o custo do produto. Porque de novo, nós não estamos sozinhos. Eu tô competindo com o que vem do Paraguai, eu tô competindo com o que vem da China, tô
competindo com o que vem agora daqui a pouco da Argentina, que tá melhorando, né? E e tem da Colômbia, mas basicamente a gente não tá Sozinho, né? Então o Brasil precisa entender, ele quer a indústria que ga, gera os maiores salários ou não quer a indústria. Todos os países que você mostrou, Wilson, vai falar Suíça, você vai falar eh eh os outros países da Europa, eles se desistaram com a indústria. Você vê os Estados Unidos agora criando tarifo para todo mundo para poder voltar à indústria, porque se você for ver na China não tem essa
restrição. Então o primeiro ponto é esse que eu gostaria de dizer. Não, não, não. É inviável acabar a escala 6x1 sem mexer na CLT. É inviável reduzir a carga horária sem aumentar os custos e talvez inviabilizar a produção aqui no Brasil, me forçando a migrar para fora ou me forçando a parar de produzir tecido aqui e comprar da China ou parar de produzir tecido aqui e comprar do Paraguai, o que não é bom, vai perder emprego, não vai gerar emprego, né? Na mesma forma, nós Temos no Brasil eh 38% da mão de obra é trabalham
informal, é Uber, é eh entregador de de iFood e etc, né? E pessoas que estão na rua vendendo e mais coisas. 13% é funcionário público, né? Então, a gente tá falando de menos de 50% de quem tenha uma indústria ou um comércio que vai ser afetada e uma indústria é pior ainda. Então você vai ter os impactos também, Fernando, no sentido que eu fico Perguntando, será que de fato as pessoas querem essa redução de trabalho? Por quê? Porque quando você vê um Uber, você pode pegar o Uber, perguntar, pergunta a ele quantas horas ele trabalha
e quantos dias. >> 12 horas. trabalha 12 porque o app desliga, né? Ou ou ou o e o entregador trabalha quantas horas, né? E quantos dias por semana ele trabalha? O que que ele gosta? Ele gosta da flexibilidade do horário, né? Não é a Questão do horário. Eu posso fazer a flexibilidade que ele tem? Não posso. Eu sou obrigado a dar uma hora de almoço. Eu sou obrigado a ter esse horário. Eu tenho que bater o cartão. Eu tenho que fazer uma tese de amarras que quando você vai pro informal ele não tem. Então o
os 38 milhões de trabalhadores informais, eles não estão preocupados com 6 por1. Você não vai reduzir a carga horária dele para 36 horas, não vai mesmo, porque senão ele vai reduzir o Que ele ganha, né? Então, em vez da gente estar preocupado em como proteger ou melhorar o sistema de proteção para quem é informal, eu tô preocupado em piorar a condição paraa indústria que gera os melhores empregos, né? Não que a indústria queira, tá? Eh, eu só tenho escala 3 por um, 6 por um e em e situações que ou eu não consigo por questões
de qualidade do texto, né? Eu não posso parar o tear, senão sempre que eu parar vai ter um defeito. Imagina, eu a cada dia eu vou parar e vou ter defeito. Inviável, o custo vai lá emas alturas ou eu tenho uma questão de caldeira e de consumo que não tem condição, tá? Outros as OK, Guilherme. >> Tá bom. Será? Não, você desculpa, desculpa, >> outro que eu queria chamar Fernando, também deu, eu tenho em São Paulo, que é um problema sério de mão de obra, né? Eu não consigo concretar meu quadro em São Paulo. Eh,
eu não, você fala assim: "Ah, você vai ter que aumentar o quadro". Eu não consigo. Eu tenho 2 anos que eu tô em São Paulo, eu tenho 200 vagas, a pessoa entra e sai, entra e sai. Já aumentei o salário, não é? Mais para pagar mais, mesmo aumentando, não resolve. Já aumentei a cesta básica, não resolve. Já botei óleo para todo lado, não resolve. E aí, uma curiosidade para você, Wilson, eu tenho lá três turnos, A, B, C e tenho o turno comercial, né? O Turno A começa às 5 da manhã, vai até 1 e
pouco da tarde. Turno B começa 1 e pouco da tarde, vai até quase 8, 9, 10 horas da noite. E assim vai. Eu c a eu consigo preencher o turno A, que trabalha 6 por1. O turno comercial que é de segunda a sexta em São Paulo, em de São Paulo, é difícil preencher, é mais difícil que o turno a ué. Não deveria ser, se a se a premissa é que as pessoas não querem trabalhar sábado e domingo, eu não deveria preencher logo o meu Turno comercial? Eu não consigo. Por quê, né? Eh, as pessoas querem
uma flexibilidade, então o turno a pessoa começa mais cedo, sai mais cedo, consegue fazer outra coisa. Outra coisa que a gente olha também, se você falar em horário, desculpa se tô falando muito, Fernando, é você pega as pessoas trabalham 12 por 36 aqui no Rio, acho que em São Paulo, em outros lugares, você vamos pegar os policiais, 12 por 36, quantos policiais Estão trabalhando de segurança ou de bico nas 36 horas que eles têm? Então eles estão descansando nesse horário ou tão trabalhando para ganhar mais? Porque as pessoas querem ter um salário maior, né? Como
é que o governo não reduz os nossos encargos e a gente aumenta o salário dos funcionários? Não, não pode fazer isso. O custo do funcionário hoje por hora eu pago mais de 100%, é 120% o meu custo da hora, do que eu pago para ele, do que ele recebe, né? Eu ele Recebe muito menos, tá? Eh, outra coisa que tem que olhar, mesmo sem sem ser indústria, como é que vão ser os hospitais, como é que vai ser o transporte público, como é que vai ser o frete? vai subir o frete para todo mundo, né?
Porque o caminhão vai vai rasar menos, vai produtividade menor, vai subir frete. Então você vai ter uma subida geral de preço, né? Guilherme, tem uma série de desdobramentos que você tá colocando aí, mas só pra gente poder Organizar o tempo, vamos ouvir agora o Jairo, eh, trazendo as suas considerações sobre essa questão que vai dar trabalho. Tudo isso tá mapeado pra gente levar pros congressistas, mas uma coisa é você falar com quem quer ouvir, a outra coisa é você é falar com quem não quer ouvir e tá só preocupado com a eleição e não com
o progresso do país, se nós vamos ter indústria ou não. Então, além da parte técnica, nós vamos ter que ter a parte de tocar os Corações. E aí eu trago, infelizmente, uma mensa, uma uma recordação do Peron. O Peron destruiu a Argentina, tá com políticas dessa natureza. Mas o Peron, quando alertado por alguns economistas sobre os impactos da medida eh na economia, na produtividade nas empresas, ele dizia que o empresário sempre podia dar mais alguma coisa e que ele não o fazia porque ele era um eh o uso da maisvia e de tudo mais. Então,
eh infelizmente é é um quadro que a gente Tem que enfrentar com várias armas. Jair, com você. >> Obrigado, Fernando Pimentel. Eh, quero também aqui, né, reconhecer bastante aí a apresentação que o Wilson nos trouxe, muito boa, e as colocações aqui do Guilherme. Eh, nós somos um setor que realmente podemos dizer que somos eh únicos, né, dada a tantos e tantas vertentes que chegam a todo ano, de todos os lugares aí do mundo, para que a gente possa competir. E eu admiro Bastante o trabalho da CNI, né, porque realmente ser indústria, né, numa numa situação
tão adversa muitas vezes e Fernando aí à frente de um setor, né, tão importante, tão empregador, não é? E realmente assim, muitas vezes a gente tem que fazer milagre no nosso setor para poder eh mover bem nossos negócios, tá? Então, primeiramente, queria colocar isso e trazer aqui também para o debate, embora muitos dos pontos aqui eh já foram abordados, mas eu queria aqui dar Um um destaque aqui, Fernando, eh quando a gente olha para o principal eh motor de negócio, que é a competitividade, né? A nossa indústria eh ela é uma das poucas que sofre,
talvez assim, uma das maiores concorrências no mundo, né? Quando a gente olha para o nosso setor e olha paraa balança comercial, a gente já vê a desproporção absurda, né? Isso já é por falta clara de competitividade. E não é muito difícil a gente ver isso, né? Eu já fui várias vezes na Ásia, Acabei de voltar eh também de uma imersão que fui fazer lá e e não mais a China, a gente fala muito a China, a China, né? Tem chineses já contratando confecções de países como Bangladeste, Camboja, Paquistão, Vietnã e por aí vai. E só
para vocês terem uma ideia de comparação para que a gente possa realmente medir em que negócio nós estamos, não é? O salário em Bangladeste, isso é oficial. Qualquer, você consultar aí no site vai poder ver O salário lá eh em Bangladureira versa em reais já tá em torno aí de R$ 580, certo? Quando a gente compara com o do Brasil aqui de 1600, né, a gente 1621 que deve agora, nós estamos falando de praticamente quase três vezes mais caro, né? Então quando a gente isso sem falar dos encargos que estão ainda embutidos, né? Então é
quase que assim em hora, em em custo, né? é como se eles fossem três vezes mais competitivo. E gente, é com essa turma que a gente concorre, não é Mais só estado por estado aqui. Nós estamos falando que a gente compete com o mundo inteiro. Eh, então, eh, como não bastasse isso, quando você investe, né, o Guilherme colocou muito bem aí, é o têtil é uma indústria de capital intensivo, né? Então ele falou, exemplo aí de Tares. A gente também tem muito te aqui, sabemos bem o que é isso. Uma rama hoje eh de primeira
qualidade, você gasta 1.200.000€ 1.300.000€ e ainda tem mais 30 e tantos por de Imposto de importação. Quer dizer, eh, você realmente investe num equipamento que você precisa extrair dele às 24 horas de trabalho. E para rodar 24 horas de trabalho com equipamento desse, nós precisamos usar três turnos, não é? Nós precisamos muito dessa escala 6 por1, certo? Para rodar 24 horas na Ásia, eles só precisam de dois turnos, né? Então, há empresas lá, por exemplo, confecções que trabalham 28, tem dois duas dias de folga no mês, trabalhando aí dois Turnos, né, de 12 horas. Então,
eh, é com essa turma que a gente compete. Então, não bastasse realmente essa dificuldade e se a gente for resgatar um pouco aqui um passado não tão distante, Fernando, nós trabalhávamos 48 horas, já tinha feito uma redução para 44 horas, se não me engano, no advento da da Constituição, né? Eh, e agora, né, essa essa possibilidade aí de ir para 36 horas, é claro que nós queremos o melhor paraos nossos trabalhadores, né? Mas o Melhor ele vem do emprego, né, da empregabilidade, eh, de poder gerar renda, né, de ter que esse efeito renda faça realmente
muito bem. A Riachuelo, né, é uma das maiores empregadoras do Brasil. Hoje estamos com 32.000 empregos gerados no Brasil. mais de 440 lojas, uma fábrica aqui no Atlanta, no Nordeste com 10.000 funcionários, né? Nós acreditamos muito no Brasil e temos investido muito no Brasil. Então, é preciso que, claro, a Gente tenha eh possibilidade de fazer um debate realmente mais profissional para que haja essa simetria, porque não é só no campo agora que a gente tá discutindo aqui dos custos de trabalho, que sempre é um desafio, né, do custo industrial. Nós temos também concorrência através de
plataforma de crossborder, que sabemos bem que é outra frente aí, que é uma batalha pro nosso setor, né, de empresas que colocam a mercadoria no no na no na casa do consumidor há pouco tempo, sem Pagar imposto nenhum e agora a sem muitas vezes gerar nenhum emprego no Brasil, nenhuma loja, nenhuma fábrica, concorrendo com a gente que paga muito mais. Então é um desafio muito grande e a gente está aqui realmente para fazer um debate e mostrar que o Brasil não tem uma renda per capita de países europeus, americanos, japonês, para realmente poder migrar para
uma flexibilização maior, porque isso vai minar mais ainda a tão minada competitividade do setor Industrial, sobretudo o setor texto e vestuário, né, que eu repito, né, o quinto maior eh no mundo e que eh gera aí mais de 1.300.000 empregos diretos, né? Eh, se a gente for trazer aí por efeito renda, isso aí eh cresce muito mais. Então, estima-se aí mais de 8 milhões, né? Então assim, é de fato assim um setor muito importante, precisa ter um olhar diferenciado para que a gente possa continuar crescendo, prosperando, porque há oportunidades Muito maior quando a gente olha
para lá e vê a gente portar sete vezes mais do que a gente se exporta, né? Só por aí a gente vira a a quanto a gente tem de oportunidades aqui para poder fazer essa essa área ser muito mais punjante, né? temos outras preocupações com a reforma tributária também, que é outra pauta importante que a gente eh tem temos que nos adaptar, mas eu diria que basicamente assim eh o a minha fala aqui é muito pela competitividade do setor, Né, que a gente quer realmente é o melhor, a gente emprega muita gente. Temos nesse momento
uma dificuldade muito grande de mão de obra. Guilherme colocou aí muito bem uma questão que é interessante, tá, Fernando? No onde hoje é os o 5x 2, por exemplo, nós na confecção aqui usamos 5x2 e na parte texto 6 por1, né? Onde é o 5x2, o absentesmo é muito maior. Exatamente. Por preencher o horário da manhã e da tarde em ADM, né? Ela sente a Necessidade de quando resolver algum problema pessoal acaba realmente faltando e isso eh é realmente é mais ruim. Eh, quem tem confecção sabe que eu sempre digo, né, uma confecção é como
uma corrente, né, um grupo, uma célula de costura é como uma corrente. Ela é tão forte quanto seu elo mais fraco. Então, se falta uma operadora que é de repente uma pregadeira de gola, por exemplo, num grupo de 10, a gente não perde 10%. A gente perde muito mais por Conta da sincronização, a habilidade que um um grupo precisa. Então, incentivar a presença, a gente investe muito nisso para ter cada vez mais assim, sou uma das empresas que tem eh que estão entre as melhores para trabalhar. Então, há um engajamento aqui muito forte. A gente
faz muita campanha para isso, né? Estamos num momento eh muito bom. A empresa eh tem realmente investido muito nesse crescimento. Acreditamos muito no Brasil, mas precisamos muito que esses Movimentos sejam mais debatidos, né? e que não sejam simplesmente assim implantados, sem que os efeitos disso sejam medidos, né, e que pode colocar nossa indústria de uma vez por toda a de joelhos, né, e o efeito que muitas vezes se pretende ter de gerar mais emprego vai ser pode ser exatamente o inverso, né, dada a perda de competitividade que a gente hoje já tem e poderá ser
ainda mais agravada, né? Então, acho que o alerta muito grande, é mais para esse Campo da competitividade que a gente tanto precisa para poder eh gerar mais emprego, mais renda e ajudar o Brasil a se desenvolver cada vez mais. Obrigado, Jairo. Muito boas as duas explanações, tanto do Guilherme quanto a sua. Nós já temos perguntas aqui dos nossos internautas. Então, Roberto, oi. Oi, Guilherme. >> Fernando, acho que é importante você ver que o o Jáo também comentou as amarras que a gente tem como indústria ou como Trabalho formal com relação a CLT. Então, a gente
muitas vezes não consegue fazer outros horários ou não consegue fazer uma uma flexibilização pelas amarras, né? Você tem limitação de horário por dia, você tem limitação de de escala, você tem uma série de coisas que a CLT é tão amarrada, é tão é tão arcaica em alguns aspectos, né? Que que deveria ser avaliado também, já que estão pensando nisso, né? É, na verdade a agenda do trabalho tá em Discussão no mundo inteiro, a gente sabe disso. Flexibilidades, home office, trabalho presencial, trabalho não presencial, tudo isso tá em discussão. O modelo Fabril é um modelo muito
mais formatado, porque as máquinas têm que ter, não andam sozinh, pelo menos por hora, mas de qualquer maneira, eh, a discussão não pode ser porque eu quero, porque eu desejo, porque é uma pauta eh que aparentemente é boa, mas que ela vai trazer desdobramentos negativos. Então é Essa a nossa luta e a gente lá na discussão com o Congresso Nacional, nós sabemos que muitas vezes o o racional não está na conta daqueles que estão simplesmente jogando pra plateia e depois ele não tem que eh que responder a nada. ou alguns até falam que o cidadão
eh que o empresário é que paga pouco. Se ele pagasse melhor, o cara tava na saía da informalidade. São os irresponsáveis eh que nunca eh tiveram nada, nunca empregaram nada e recebem Dinheiro público. Mas enfim, e esse ambiente nós temos que lutar com as forças que nós temos e por isso estamos aqui com o CNI, com as empresas e não é uma agenda só de Brasília, é uma agenda que a a o setor tem que fazer pressão nas suas bases, porque os deputados vão pedir votos lá e eles têm que ser pressionados nas suas bases
através das federações, dos sindicatos locais. E Brasília é a confluência, mas eles já têm que vir com a pressão lá das bases Para saber que a coisa não é do jeito que eles possam imaginar que seja. Roberto, pode seguir com as perguntas, por favor. >> Vamos lá. Bom, só queria lembrar rapidamente que essa live tá sendo transmitida pelas redes sociais da ABIT, Instagram, LinkedIn e YouTube e depois ela fica gravada no nosso canal no YouTube. Eh, chegou aqui o comentário de uma pessoa pelo Instagram, a Wellen Priscila. Ela diz o seguinte: "Trabalho Na escala 6x1
e posso dizer que é exaustivo, mas por outro lado me preocupa como ficará o cenário econômico e também a dispensa em larga escala de trabalhadores no regime CLT. Tá mudo. Fernanda, >> começa você, Guilherme. >> Olha, eu diria que primeiro que acabando a escala 6 por1 na assim na marra, né, sem ser uma negociação ou sem permitir que se se flexibilize essas amarras que a CLT dá, que em outros países não tem, O primeiro momento, o que vai acontecer não é demissão, porque a gente precisa de todos os funcionários, né? O primeiro momento que vai
acontecer é um momento brutal de custo. O Wilson falou 25, eu diria que tá na ordem de grandeza disso, porque eu não vou conseguir aumentar o meu a minha produção, né? Porque não faz sentido contratar mais gente para trabalhar nessas horas a mais do sábado. E eu não vou conseguir mudar o meu horário de turno, né? A rigor, eu vou dar o sábado de presente. E o que vai acontecer no segundo momento é se eu não conseguir repassar esse aumento ou se eu não conseguir repassar esse custo, né, porque de novo a gente compete com
China, compete com Paraguai, já estão entrando no nosso mercado, aí sim eu não vou ter outra alternativa. Eu vou ter que repensar em reduzir a minha produção ou passar em alguns casos ir para outros locais, né? Eh, é uma pena. Nós Gostaríamos o contrário. A gente tá sempre buscando expandir, gerar mais emprego, melhores condições de trabalho, mas é é realmente eu compactuei com ela, com a preocupação dela. Não vai ocorrer no primeiro momento, mas pode ocorrer no médio prazo. >> Jairo, por favor. >> Oi, Roberto. Você só poderia só que cortou na hora quando tava
a indagação da Priscila, se não me engano, né? É, na verdade ela faz um comentário, ela Diz que trabalha na escala 61, que é exaustivo, mas que também ela se preocupa com o cenário econômico, sabendo que isso pode acarretar na dispensa de trabalhadores que hoje estão no regime de CLT. >> Perfeito. Perfeito, né? Então, a preocupação dela é legítima e é nossa também, né? que a gente que ama esse setor, que a gente quer ver cada vez mais, é ele crescer, prosperar, gerar emprego e ajudar o Brasil a se Desenvolver cada vez mais através da
do melhor mecanismo que existe, que é através do emprego e da renda, né? E para que isso eh aconteça, como manifestamos aqui, o efeito pode ser contrário, né? Em vez de reduzir para que as empresas contratem mais, ao gerar realmente uma menor competitividade na indústria, né? O que é que acontece? Isso vai para preço, não tem como, né? Quem paga essa conta mesmo é o consumidor. E o consumidor quando entra Numa loja para comprar um produto da nossa indústria, texto, vestuário, né, ali é uma democracia completa, né? Ele não vai lá procurar, ah, vou comprar
só porque é produzido no Brasil, ele primeiro ali que investe em modas, né? ele vai procurar algo que ele se expresse através daquilo. E a gente precisa ser a primeira escolha desse consumidor através de um produto bonito, de qualidade, mas se não tivermos preços competitivos, não tem como. cada vez Mais será migrado para esses países, né, onde moram metade da população mundial, que é ali na Ásia, né, e esses países, né, onde tem mão de obra não só abundante como também barata, são competitivos e consequentemente, por razões que já explicamos aqui, trabalham mais e ganham
menos, né? Então é com essa turma que a gente compra. O consumidor ele não entra numa loja, seja ela qual for, para não vou comprar do Brasil porque lá é assim, não vai. Então Esta conta realmente passa a ser do consumidor e ele eh sabendo que não vai eh pagar o preço que muitas vezes o custo Brasil nos obriga a fazer, isso acaba tendo que procurar cada vez mais a busca eh por o internacional. Olha só, só para você ter uma ideia assim, né? Nós somos uma empresa que esse ano não completar, Fernando, 79 anos
de vida, né? nós levamos 76 anos, né, para chegar a um faturamento que uma dessas plataformas border chegou em apenas 2 Anos e meio, né? Então isto é lógico, a gente quer o que a mesma eh tratamento, né, tenha uma simetria realmente eh na questão de imposto para para essa empresa, porque a gente gera emprego, gera renda e somos mais tributados do que uma plataforma. O imposto é importante, a gente sabe que o Brasil precisa dele, claro, mas o que a gente quer apenas é uma igualdade, né? Os tributos, exatamente tudo que possamos competir de
igual para igual, apesar de A gente já ter realmente uma desvantagem em horas trabalhadas, em muit em muitos mercados, uma mão de obra também mais cara. Então, eh, a preocupação é legítima, porque o produto ficando mais caro, a gente deixa de ser opção, pode vender menos e vendendo menos, né, vai se buscar isso nesses mercados que oferecem aí preços mais competitivos, né? Então, é legítima a preocupação da da participante aqui do do nosso fórum, não é? E é uma preocupação também nossa. >> Roberto, >> e vamos lá. Vou pedir pro Leandro projetar aqui pra gente
a próxima participação que veio pelo YouTube. Fico na dúvida na fabricação de matérias primas, pois a maior parte da produção depende mais do equipamento, não da produtividade de pessoas. Como não aumentar o custo em função do custo fixo? >> Tá aberto aí? Olha, Eu vou vou dar um exemplo do Vamos pegar a produção de meia, tá? Uma produção de meia, um tecelão cuida de 14 a 18 teares, depende do que você vai fazer. E depois você tem o acabamento que você tem aí mais cinco a seis pessoas. Então, eh, o que vai acontecer é que
reduzindo a escala 6 por1, eu não vou poder trabalhar sábado, tá? E eu não tenho como mexer nesse meu horário Porque ele trabalha 24 horas. Então, o que vai acontecer é que a minha produção vai cair, né? E e para produzir a mais justifica eu colocar mais gente para produzir um sábado. Não, não funciona. Eu não tenho como tratar. contratar a pessoa para um dia, eu não, a legislação não me permite. Então, o primeiro impacto é de redução. Então, quando você fala de matériapra, por exemplo, nós importamos fios e nós somos verticalizados. Nós produzimos as
nossas Malhas, produzimos os nossos elásticos, produzimos os colchetes, tudo. Então, as matérias primas pra confecção todas vão reduzir, né? E a confecção não, porque ela pode trabalhar 5 por dois, trabalha um duro. Então, provavelmente eu vou acabar começando a a comprar coisas de fora, como falou o Jairo, né, para poder ser mais competitivo, infelizmente. Então, a produtividade, respondendo sua pergunta comentário, cai >> a produtividade cai, não sobe, ela cai. >> Isso, exatamente, né? Como a gente vem colocando aqui, né? Eh, sim, a fabricação de tecidos, ela depende muito do capital intensivo, investimento em maquinário, não
é? E que, eh, para que esse maquinário dê um retorno, muitas vezes as pessoas não sabem que quando a gente compra uma máquina, muitas vezes um TA ele leva 4, 5 anos para ser pago esse investimento, não é? Então, eh, se a gente quando hoje toma uma decisão de investimento, ninguém tá pensando em 2026, 2027, tá pensando no médio e longo prazo, que é quando esse esse equipamento precisa rodar muito para eh poder dar o retorno daquele investimento colocado. Então, na hora que você restringe, né, o horário disso aí, olha, é muito importante, né, o
o Guilhermeou questão de caldeira, mas ele tá fazendo eh tingimento, lavanderia, precisa de um processo contínuo, como é que eu vou ficar lavando, né? Pô, para você para todo um processo até secar tudo isso, Senão você deixar no eh aquilo ali, vai embora, vai ter vai retornar na segunda-feira, aquilo tá perdido, tá manchado, né? Vai dar problema de qualidade. Então, assim, vai ser terrível. Então a gente precisa, quando vai fazer uma parada dessa, por necessidade, a gente tem toda uma descontinuidade. Você perde quase um dia de trabalho para que eh tudo isso possa eh ser
retroalimentado, né? Então, a a o custo da matériapra eh eu sempre coloco Isso, né? Eh, não é que vai ficar mais caro, o que vai acontecer é que vai ser eh em vez de portar o fio, talvez o Guilherme vai ter que importar já o tecido pronto, não é? Então assim, a isso realmente me preocupa muito mais até na têxtil do que na confecção, né? Porque na texto a gente usa capital intensivo, precisa ter esse retorno rodando 24 horas. E se isto realmente mudar para uma jornada, por exemplo, 36, vai ser inviável e consequentemente a
Gente perde essa essa quidade, gerará dúvidas aí desemprego e as empresas passarão, as confecções que ainda existiram vão vão importar eh a matériapra já pronta, né? E isso, claro, afeta diretamente o setor texto, setor onde usa muita muito maquinário, como o colega aí teve a preocupação de mencionar. >> Fabi >> vamos lá, mais uma, por favor. >> Comprementando, além do retorno que o Jo Falou muito bem, você quando investe um V leva 4 anos, 5 anos para dar retorno com uma produção de três turnos, né? Então você imagina se eu perdi um dia, eu não
é mais 4 anos, vai levar seis, oito. Será que isso é viável? Talvez você não tenha mais investimento. >> Bom, essa outra participação, eu acho que o Wilson podia comentar pra gente, diz o seguinte: "Os autores desse projeto não consideraram a capacidade tecnológica das empresas de outros Países, carga tributária e legislação trabalhista dos países pesquisados. Control C, control V, sem critério. >> É exatamente isso. Ou seja, como foi tratado aqui pelos colegas, ela se alinha muito mais a a a uma pauta eleitoreira onde se preocupa, de fato, isso é é é narrado por eles, único,
exclusivamente com o bem-estar trabalhador, como se a indústria atual não já se preocupasse com isso. Ou seja, o que mais a Indústria faz é se preocupar com o bem-estar trabalhador, inclusive por imposição de normas regulamentadoras pela própria lei. Então, de fato, eles não levaram a cabo não e nem a efeito, esses critérios e se limitam exatamente ao bem-estar do trabalhador e a falsa premissa de que haverá uma maior geração de emprego sem comprometer competitividade. É exatamente isso, >> pessoal. Eh, o Guilherme comentou que ele teria Que se ausentar a partir das 17:15. Nós temos um
pouquinho mais, se você quiser, Fernando. >> Tá? Então, nós temos aí mais perguntas. Eh, eu peço o Roberto para fazê-lo, para, por favor, explorar no bom sentido o brilhantismo dos nossos expositores. >> Só queria complementar o que o Wilson falou, eh, que é menos da metade dos trabalhadores que são formais, tá? Então não tá se preocupando com os trabalhadores, é um pedaço dos Trabalhadores, tá certo? Os informais, que que estão sendo feito para eles? Se bobear vai até aumentar os informais. Vamos lá pra próxima. Como funcionaria essa redução nas indústrias que já trabalham com turnos?
>> Vamos lá. Vou vou ajudar aqui. Você tem 44 horas. Para trabalhar três turnos, você precisa botar 7 horas 33 minutos por dia para facilitar, né, mais o horário de almoço. Então, com isso você consegue fazer 24 Horas. Quando você reduz a escala 6 por1, eu como é que eu vou fazer com as 7 horas de sábado? Eu não tenho como fazer. Vou colocar onde, né? Eu não tenho aonde alocar essas horas, porque se eu vou, aliás, eu vou ter que alocar as horas durante a semana, mas o funcionário vai fazer o quê, né? Os
equipamentos estão lá, a não ser que eu tenha que investir mais em equipamento para ele trabalhar, mas não dá retorno, porque esse equipamento vai Trabalhar muito menos. Como o J falou muito bem, se você pegar um equipamento, ele leva 4 anos para dar retorno. Se imagina se eu reduzir a produção a um a 1/6, porque esse esses equipamentos a mais que eu vou botar vão produzir 1/6, não funciona. >> Eh eh na prática o que vai ter um aumento de custo da mão de obra e uma redução da por causa da redução da produtividade. É,
o complementando, eh, o ideal até Nesse setor texto, na realidade, é que a gente rodasse de domingo a domingo, né? Tem uma escala de 6 por2 ou, né, que você, na verdade, montava quatro turnos de trabalho, né? Eu repito, quanto lá na Ásia eles com dois cobrem 24 horas por dia, rodam o mês inteiro, a gente precisaria montar quatro turmas de trabalho para rodar de domingo a domingo. E isto é para quê? Não é para expor muito pelo contrário, né? Na verdade, a gente tá faz falando isso por Setores que, como eu mencionei aqui, não
podem parar. É muito difícil você pega aqui uma uma máquina de estamparia digital, custa 600.000 € né? Então a gente bota ela para rodar, precisa extrair mais. Você não tem como assim ficar parando. Quando você para uma máquina dessa, você tem que fazer toda uma retirada de cabeçote se ficar ali deixando ele limpo, porque se você der uma parada, quando retornar, você perde. Cada cabeçote custa hoje 5.500 €. Nós Usamos muitas vezes 42 em cada máquina. Então assim, é uma fortuna. E e o que é que a gente faz? Muitas vezes, quando somos obrigados a
ter que parar, a gente tem que estar movimentando no nada algum plantão, né, para est ali movimentando os cabeçotes para que realmente ele não resseque e a gente perca tudo isso. Mas assim, a gente tem caldeiras, a gente tem tingimento, a gente tem lavanderia, então é um setor que na realidade precisaria funcionar eh de preferência Intermitente, mas a gente encontrou uma maneira muito boa que é a escala de 6 por1. Acho que ela consegue nos atender, não é? que tá atualmente. Ao fazer essa redução, eh, Roberto, né, seguramente a gente, eh, vai encontrar uma dificuldade
tão grande de poder, eh, rodar que vai ser mais prudente mesmo a gente já comprar matériapra pronta, né? Então, há esse essa preocupação que é legítima, né? Porque hoje, eh, repito, né, um uma equipamento desse, a gente faz muito Cálculo e muitas vezes não consegue convencer o investidor de botar dinheiro para eh botar um equipamento aqui que só vai dar retorno daqui a 4, 5 anos, porque tem muita coisa hoje em vários segmentos da de eh aqui principalmente tecnológicos, que o retorno tá vindo em menos de um ano, né? Então, veja que já é difícil
trazer investidor, né, o acesso ao capital. para poder investir num negócio que só vai dar retorno em 4, 5 anos pro empresário. Então é algo Assim realmente refletir, é pensar e botar na mesa. O que a gente defende muito, Fernando, e demais colegas, é o debate, né? É o debate profissional, o debate técnico, colocar isso tudo na mesa antes de tomar, fazer qualquer movimento que possa realmente, repito, colocar a nossa indústria texo de joelhos. >> Temos mais, Roberto? Sim, eu vou para agilizar, eu vou fazer é uma pergunta seguida de um comentário E aí eu
devolvo para vocês eh analisarem. A pergunta é: como ter preço competitivo com a alta carga tributária? É difícil. E tem um outro comentário do Pedro que ele diz o seguinte: "Temos que ser firmes e claros eh em todas as declarações do setor eh sobre esse assunto para evitar ambiguidades, porque o fim das 6 por1 pode ser o fim de boa parte da indústria brasileira. carga tributária e o comentário. A carga tributária é assassina, mas vamos aí Começar a ouvir eh eh os nossos palestrantes. >> Eu vou dizer o seguinte, a carga tributária no Brasil é
alta, é verdade, mas se ela for igual para todo mundo, é uma coisa mais justa, né? Diferente de quando você, vamos dizer, o que o Jairo falou, se eu pegar os sites que você hoje importa, vamos pegar no Rio de Janeiro, onde eu tô. Se um, se eu como pessoa física quiser importar um produto da China têxtil, eu vou pagar, e, e não É pouco, né? Vou pagar 44% de imposto. Se eu quiser importar um produto da China, eu vou pagar 92% de imposto. Ora, eh, eu vou importar um contêiner, né, com milhares de peças,
você vai importar uma peça. Então, você imagina se não tem o governo por trás eh eh da China fazendo um preço muito baixo e o nosso governo ajudando com uma carga tributária mais baixa. Eu não sou a favor de te tributar. Eu gostaria, como falou o Diário, de ter o mesmo tributo Do outro. Agora, nós temos outros problemas no Brasil e e essa questão de carga horária e 6x1, eles vão agravar esse problema, né? Ele vai piorar o problema. O problema de competitividade que nós reclamamos, a gente não quer subsídio, a gente não quer imposto
de importação, a gente não quer nada disso. Isso é necessário por causa das diferenças. Que diferenças? Ora, o nosso gás natural que se mede por energia milhão de BTU é o dobro de qualquer Empresa que você for ver na nos Estados Unidos. Se não vou nem falar da China que é muito mais barato, compra da Rússia, compra do outro lugar ou da Índia, né, que tá crescendo muito. Você pegar a nossa energia elétrica, é praticamente o dobro. Por quê? Porque quando você importa o produto, esse produto não tá pagando luz para todos, não tá pagando
a extensão do grid da rede da energia, não tá pagando nada disso. Isso tudo vem pra indústria Através de de encargos que eu não posso me acreditar. Então você tem uma série de entraves no Brasil que vão além da carga tributária alta, que é verdade, que empurra para uma informalidade, que é um outro problema. Então eu não vou nem falar na questão trabalhista. Se você pegar o número de causas trabalhistas que tem no Brasil, se eu não me engano, chega a ser 80 ou 90% das causas trabalhistas do mundo, né? É, é algo assim inusitado.
Então, a carga Tributária atrapalha muito, mas o que atrapalha mais é quando não é equânimo, quando você compete com uma bola de ferro no seu pé e o outro não tem, né? Você vai para uma briga com bolas de ferro brigando com outros e o governo quer botar agora mais bola de ferro. Esse é o problema. >> Isso aí. O Guilherme foi preciso no comentário, né? E eu só queria realmente lembrar a todos que num passado não tão Distante assim, preços eram formados numa equação muito simples, né? Qual era o custo? E aí entenda-se por
custo tudo, né? Tudo que a empresa, despesa, impostos e tudo. E colocava-se a margem que que, né, se pretendia ter com aquele negócio para remunerar o investidor. E aí se dava o preço. Hoje a equa ação se inverteu, né? Então, se o preço antes era determinado pelo, né, o o custo que você tinha, não era o problema, né, hoje, né, o preço que o consumidor paga Pelo teu produto é que tem que determinar o custo que você tem. Então é um exercício Hercúlio para cada vez mais buscar redução de custo. E é por isso que
as empresas foram tanto para isso. Pode dizer todos os movimentos os últimos anos era buscar redução de custo para que a gente conseguisse, né, fazer com que o preço que o consumidor pode pagar pelo teu produto pudesse ser respeitado, né? A medida em que você cada vez mais mina esse custo, eles vão Buscar onde alguém está oferecendo isso. E essa desigualdade hoje, muitas vezes, essa assimetria tributária, né, que muitas vezes nossos setores aqui t enfrentado, sobretudo, repito, com esse produto que você no clique de internet aqui compra e chega na sua casa, né, hoje tá
pagando 20% só de imposto, né? Então é, é isso. A gente não é contra eh tributo, que a gente sabe que ele é importante e ele tem uma função social muito importante, né, para o nosso país. Agora a gente quer a igualdade, né, poder competir com igualdade para que realmente os melhores possam sobressair num mundo já tão competitivo. >> Pessoal, eh aqueles que estão nos acompanhando, os nossos convidados já estão na hora deles. Se vocês não ficarem muito chateados, mas ficando, mas nós vamos justificar, o Roberto vai pegar as perguntas, vai encaminhar ao Guilherme ou
Jairo e ao Wilson e pedir os comentários que eles puderem fazer. Eu sei que eles são extremamente ocupados para que ninguém fique sem um tipo de retorno naquilo que gostaria eh de conhecer e saber dos nossos palestrantes, dos nossos eh convidados para essa primeira conversa aberta do ano. Eu, antes da gente encerrar, caminhar para encerramento, gostaria de fazer algumas observações. Eu estava aqui com o diretor mundial de sourcing de uma dessas plataformas, almoçando aqui perto da BIT, ele com parte da Equipe dele. E eu fiz uma pergunta sobre qual era a jornada de trabalho do
país de onde ele vinha, que é o maior produtor do mundo. E ele me disse que a jornada oficial é de 44 horas. É o que tá aí. Porém, se o funcionário, colaborador, o empregado quiser trabalhar mais, porque ele quer trabalhar mais, porque ele quer melhorar o rendimento dele, etc, etc, etc, etc, etc., ele pode fazê-lo assinando um documento, dizendo Que ele quer trabalhar mais e consequentemente ele vai ultrapassar as horas estabelecidas. Eu não tô nem entrando em férias, etc. Aqui nós não somos carrascos, queremos que as pessoas morram em cima de uma máquina, não
é nada disso. Simplesmente nós estamos discutindo uma temática que vem com outras, como Guilherme, Jairo, e o próprio Wilson falou, não é um item, são vários itens que reduz a nossa competitividade e que é estimada ou Famigerado custo Brasil, calculado num trabalho que nós participamos aí com CNI e outros em 1,7 trilhão a mais por ano de peso morto que nós temos em causas trabalhistas, custo de capital, etc, etc, etc, etc. A indústria, ela representa 11, a indústria de transformação, ela representa 11% do PIB e paga mais de 20% dos impostos. Então ela paga mais
do que o dobro da sua participação. Quando você incorpora agroindústria, a participação vai a mais 20, 22 e aumenta também a carga tributária. Então é na indústria se concentra maior pagamento de impostos e é na indústria que tem a maior concorrência dentro do país. Ninguém vai cortar o cabelo, pegar um avião para cortar o cabelo fora do fora da da do seu estado, até na sua cidade, no seu bairro. Mas você pode comprar alguma coisa de fora e ninguém é contra o os negócios, mas nós queremos é igualdade concorrencial. Uma discussão dessa de Jornada de
trabalho, redução de carga semanal de trabalho, tem que vir com outras abordagens do custo do trabalho, da informalidade que foi colocado aqui. Então, o Brasil e ele acha que tá protegendo um segmento e tá ao mesmo tempo jogando uma série de outros paraa informalidade e nós vamos ter o pior dos mundos. A concorrência pela informalidade não é uma concorrência sadia, nem para os formais internos e nem paraa Qualidade do emprego, nem para o desenvolvimento do país. Então, tudo acontece, tudo muda. O o Wilson trouxe uma série de informações. Agora, se nós quisermos que a indústria
deixe o país, vamos continuar a jogar custos sobre a indústria. E um vai para cá, outro vai para lá, outro ao invés de produzir compra, fica menos arriscado, não vai tomar risco para comprar máquina, tecnologia, 4, 5 anos de payback com a taxa de juro. Então é, são opções que os legisladores eles muitas vezes sabem, mas não querem saber porque tão pensando na próxima eleição e não na próxima geração. Então, eu acho que eh essa esse encontro aqui hoje eh ele não vai resolver, porque nós vamos ter uma batalha tremenda no Congresso Nacional. O Congresso
volta na semana que vem. Vamos ter que estar muito bem articulados com números e dados que como estamos, mas nós vamos ter que tocar corações e mentes, como o Comentário que foi feito aqui. É exaustivo. Eh, quem sou eu para dizer que não é, tá? Quem sou eu? Eu trabalho 12, 13 horas por dia, inclusive fim de semana. Mas uma coisa é um trabalho intelectual, outra coisa é um trabalho mais eh físico, depende do tipo de trabalho que você tem. Você tem que olhar tudo isso dentro do caminho da prosperidade e não no caminho da
legislação que traz o regresso, não a prosperidade. Então, eu acho que eh essa Pauta, Wilson, vai exigir muito de todos nós. Estamos preparados e vamos eh iniciar um ano com ela no pipeline. Hoje eu tava lendo, o Hugo Mota, eh, foi levou alguns numa numa comitiva para discutir alguma coisa. Não sei se foi Panamá, foi Panamá. Ele pretende pautar isso. O bolo nos respondeu a entrevista do presidente Aluan eh que ele fez a Folha de São Paulo, sempre com a mesma cantilena, dizendo que empresário não pensa nos outros, etc, etc, etc. como se Alguém quisesse
eh não pensar, porque uma pessoa não satisfeita não vai estar bem no seu grupo. Portanto, essa é uma das principais preocupações desses empresários que aqui estão. Então eu gostaria paraa gente caminhar pro pro encerramento com um número, depois eu passo eh pro Guilherme, pro Jair, pro Wilson fazer as suas conclusões, mas exportação não tem prova mais cabal da competitividade ou não competitividade naquilo que você consegue ir ao mundo e Aquilo que o mundo vem aqui. Em 2005 foi o último ano do nosso superf na balança comercial de têtxtil. 2005 acabou a fase de transição quando
a China entrou no AMC. Foi uma pausa de 2001 a 2005, foi o último superá. Em 2005, o Brasil exportou 1,8 bilhão de dólares. Deveríamos estar hoje com 5, 6 bilhões. Naquele mesmo período, o Brasil importou 1,4 bilhão de dólares. Pois bem, nós exportamos no ano passado 1 bilhão, metade, pouco mais da metade de 2005 e As exportações aumentaram em quatro vezes. Isso fala por si sobre competitividade ou não competitividade. E nós, não é a empresa Demilos, não é a empresa Guararaps está enfrentando a empresa chinesa ou indiano. O ambiente de negócio que nós estamos
inseridos pesa e se você tem um bom ambiente melhor, como o Paraguai tá oferecendo, as pessoas vão investir lá. Claro que o Brasil não cabe dentro do Paraguai. Pa de 7 milhões de Habitantes, não cabe país de 200 milhões lá dentro, óbvio, mas vai trocando, tradeofice, não produz, importa, etc. Então, pra gente entrar na rodada de encerramento, seus comentários, Guilherme Jair, por favor. >> Wilson Tabudo aqui, né? >> Agora abriu, >> tá? Eh, primeiro eu reitero aqui os agradecimentos, né, pela participação eh nesse frutífero, inclusive agradável bate-papo, né, ao passo que nós eh aqui Da
CNI e pronto, e como já disse, né, a gente se coloca à disposição do setor têxtil para mais trocas de informações, experiências, a exemplo dessas aqui que trocamos nesse momento e receber, como disse, né, inclusive outras contribuições, outros reclamos de pessoas pra gente continuar, né, na defesa do setor produtivo, seja tentando menorar prejuízos, a gente sabe que é muito difícil essa frente, ou até afastá-las Por completo, né, nesse tema que sobretudo pelo ano eleitoral ele não vai ser fácil, a jornada vai ser muito difícil, mas a gente tá aqui alerta, né, na articulação junto, como
eu disse, aos interlocutores lá do legislativo e do executivo para um debate bem mais largo, técnico. profissional, né, sem nenhum tipo de assodamento a essa linha de defesa e que qualquer redução de desses limites de duração do trabalho continue, né, sendo Por negociação coletivas e não por imposição legal ou constitucional, eh, como eles pretendem. É isso, um abraço pessoal e fico sempre à disposição. >> Obrigado. Wilson Guilherme. >> Agradecer a o convite, Fernando, e agradecer o Wilson pela pelas apresentação e ao Jairo pelos comentários. Eh, eu queria dizer também, Fernando, que acho que era importante
você trazer que existe políticas de governo por trás. A a BIT colocou no Nova Indústria Brasileira, a indústria têxtil alertou que é importante, é um segmento que gera mais de 1.300.000 empregos diretos, fora os indiretos. Por exemplo, a Demilos tem 210.000 revendedoras que a gente fomenta o empreendedorismo. Eh, e você falou da da Índia que quer conhecer a Demilos na próxima reunião da Bet, porque ela quer exportar pra gente, né? Então, olha só que curioso. Por quê? Porque a Índia tem uma meta de Crescimento, de exportação têxtil. Da mesma forma tem a China, da mesma
forma o Paraguai que acedia a gente para abrir fábrica lá. Então, existe um um governos preocupados em fomentar a indústria. É isso que a gente tem que brigar e é isso que a gente tem que trazer um estadista para ajudar a a fomentar a indústria e não criar mais cargas pra indústria. >> Perfeitíssimo. Jairo. Bom, eu eh encerro também aqui colocando, primeiro agradecendo aí a o Convite, Fernando, você pessoalmente, né, um embaixador aí do nosso segmento, né, o Wilson, mais uma vez o Roberto aí pela organização e ao Guilherme aqui que trouxe realmente assim pontos
muito importante, com muitos números e quem conhece realmente bem nossa indústria. Eh, não, meu meu minha fala final é fazer um apelo aqui a todos, né, que vamos nos unir num debate, né, vamos tomar medidas que realmente possam estar alicada em deixar um país melhor para as Futuras gerações. E para isso a gente precisa encarar este tema realmente com muita seriedade, profissionalismo, porque nós temos um bem comum que é o melhor pros nossos trabalhadores, né? Nós queremos isso. A, nós somos uma empresa muito empregadora, somos incrivelmente Brasil. Eh, lutamos muito por isto, né? Temos orgulho.
Nascemos aqui no Nordeste, né? Estamos em todos os estados brasileiros e temos muito orgulho e confiança nesse Brasil. Sim, Temos de verdade, né? E por isso continuamos a investir forte todos os anos. O que a gente quer realmente é vamos debater, vamos ver o que de fato é melhor, né? Porque eu sei que a gente muito mais do que tocar as mentes da pessoa, Fernando colocou bem, precisa tocar o coração e é isso que a gente quer. Eu tenho certeza que assim sendo, nós vamos encontrar um caminho que seja cada vez melhor paraos nossos trabalhadores,
mas que não fique minando A tão comvalida indústria tê vestuário em nosso país. >> Muito obrigado, Jairo. Excelentes considerações finais. Além de excelente conteúdo aqui debatido, conforme falamos aos internautas que ficaram sem oportunidade de colocar suas perguntas, o Roberto vai fazer essa distribuição das mesmas. Eu peço a gentileza, reconhecendo todo o trabalho que vocês têm, toda a agenda apertada, se puderem tercer comentários, pode ter ser Comentários orais, manda pro Roberto e o Roberto transcreve isso e manda para aquele que fez a pergunta, porque a BIT é grande para defender, mas ela é pequena e próxima
para atender. Então é assim que nós vamos seguir, é assim que nós vamos continuar. Muito obrigado a todos, uma ótima semana. Eh, temos hoje mais de 30 empresas na Colômbia, dando início amanhã a Colômbia Tex, uma das maiores feiras têteis do país. Na semana que vem nós vamos estar na Premier John Na França, eh também o maior evento da Europa e a Abit vai participar de um painel no dia 3 às 10:30 da manhã na minha pessoa e junto com a BRAPA, o Guilherme falou da NIMP, a NIP que nós estamos inseridos e a missão
um, que é agregação de valor na cadeia de produção, indo da matéria-pra até o produto final. O slogan do nosso stand é from farm to fashion. eh, da fazenda a passarela, à moda. Então, poucos países têm o que a gente Tem, uma cadeia produtiva integrada, é, com empreendedores, com colaboradores, etc. Então nós não podemos perder isso, criar porosidades contínuas que nos levem amanhã a virar uns Estados Unidos que tá tentando se reindustrializar e não vai conseguir numa série de eh eh de indústrias, porque o tempo já foi. E a Europa, que também eu me lembro
que eu vendia muito tecido pra Europa, a Europa começou assim, não e fecho um elo, aí eu fico só no acabamento, recebo a Matériapra e só estampo, tinjo e blá blá blá blá blá blá. Hoje ainda tem uma indústria grande. Portugal tem, eh, a Alemanha tem testéos, a a Itália, mas tá passando pela banda ruim porque perdeu eh substância e nós não podemos perder nossa substância. Obrigado a todos e até uma próxima com saúde e com esperança na ação e não esperança no esperar. Abraç. Obrigado. >> Tchau.