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12 de outubro de 2024

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Sula Floret
então gente gravação iniciada da nossa aula né a gente continua nosso conteúdo né partindo após eh pós P1 a gente D continuação no conteúdo de epidemiologia eh confesso para vocês que eu achei esse conteúdo um pouco repetitivo a gente vai ver algumas coisas aqui que já foram faladas em aulas anteriores Mas vamos nessa que vai dar tudo certo não fui eu que criei o conteúdo da disciplina então eh não posso nem eh fingir não fingir surpresa mas tô tô subindo aqui os slides né e na aula de hoje a gente vai ver tipos de estudos
né relacionados em epidemiologia vamos ver aqui diferentes modelos de estudos que podem ser trabalhados dentro desse conteúdo de epidemiologia eh e vamos ver as diferenças entre eles as principais aplicações e eu tô só aguardando aqui a O slide carregar pra gente iniciar o nosso conteúdo tá bom falaram que tá com instabilidade no sistema acho que eu tô vendo essa instabilidade agora na aula anterior não tive nenhum problema com relação a demonstrar os slides ou dar aula mas outros professores estão reclamando dessa instabilidade e eu acho que eu tô sofrendo ela agora vou pedir para vocês
aguardarem só mais um pouquinho para ver se os slides carregam senão Eh vamos ver o que que a gente faz aí com em relação à nossa aula acho que foi hein tá carregando de novo e aí Vocês conseguem ver carregou o slide para vocês maravilha então vamos embora nada de instabilidade aqui vamos vamos seguir com o nosso conteúdo Então hoje a gente vai ver os tipos de estudo em epidemiologia tá E aqui e aqui eu já trago para vocês né um um grande fluxograma dividindo né os estudos entre estudos observacionais estudos experimentais que nós já
vimos lá na primeira parte da disciplina né os estudos observacionais eles se dividem em descritivos e analíticos onde os descritivos eles podem ser do tipo relato de caso ou série de casos e os analíticos que podem ser estudos transversais caso controle de coort ou Ecológico enquanto os estudos experimentais eles podem ser do tipo estudo Clínico randomizado ensaios de campo ou ensaios comunitários E aí a gente vai falar um pouquinho melhor né de cada um deles como e quando eles vão ser eh escolhidos ali para trabalhar cada objetivo dentro da epidemiologia então para escolher o tipo
de estudo epidemiológico a gente precisa primeiro né entender Qual é o padrão daquilo que a gente tá avaliando então por exemplo se eu quero fazer um estudo que correlacione a prevalência de determinada ou determinadas doenças dentro de uma comunidade o tipo de estudo a ser escolhido é um estudo transversal enquanto para casos de incidência a gente escolhe um estudo de coort quando a gente quer fazer um estudo né que correlaciona a etiologia de uma doença ou seja os fatores que causam aquela doença com o seu quadro clínico com a Como aquela doença se manifesta na
população a gente pode fazer um estudo de caso controle um estudo para determinar a o sucesso no diagnóstico de uma doença vai ser um estudo do tipo estudo de acurácia um estudo para determinar o sucesso de um tratamento né de um novo medicamento de uma nova ah vacina que tá sendo testada é um ensaio Clínico randomizado uma um estudo para determinar ali as correlações entre a etiologia da doença ou seja o que causa aquela doença e o seu prognóstico né Como qual vai ser a resolução ali daquela doença é um estudo de um estudo prospectivo
de corte quando a gente quer descrever o caso de uma doença pouco conhecida né ah foi descoberto uma nova doença numa área endêmica da Amazônia Ira onde os os sintomas apresentados eles são sintomas diferentes de qualquer doença que já tenha sido descrita eh então a gente precisa descrever esse novo caso descrever esse essa nova doença os estudos que vão ser utilizados são os relatos de caso ou série de casos relato de caso quando eu só tenho um paciente apresentando aquela doença então é um relato único quando eu tenho vários pacientes apresentando aquela mesma doença eu
posso fazer uma série de casos avaliando ali aquele grupo de de pessoas né que foi diagnosticada com a doença e num estudo que vá determinar dados de profilaxia de medidas para evitar o aparecimento de uma doença né a incidência de uma doença a gente tem um ensaio Clínico randomizado sendo o mais indicado ali para trabalhar aquela doença então dentre os tipos de estudos epidemiológicos a gente tem estudos que são retrospectivos que estudam casos que aconteceram no passado né E nós temos estudos prospectivos que vão estudar ali né a doença que tá acontecendo agora e como
ela pode se resolver no futuro então a grande diferença entre esses dois tipos de estudo é o período de tempo no qual os dados que tão sendo avaliados ali foram registrados num prospectivo a gente estuda o efeito né que tá sendo apresentado agora com a causa que aconteceu lá no passado então eu tô avaliando aqui no estudo retrospectivo um paciente ou uma série de pacientes por exemplo que está apresentando sintomas nesse momento da investigação mas que essa doença começou lá atrás então eu vou vou avaliar como que era aquela situação no momento onde a doença
aconteceu onde a incidência da doença aconteceu já no estudo prospectivo a causa tá acontecendo agora a incidência da doença tá acontecendo no momento da investigação e eu quero saber por exemplo se aquela medicação que tá sendo dada se ela vai ter um efeito positivo ou negativo no tratamento da doença Então eu só vou estudar esse efeito lá na frente lá no futuro esse esse tipo de estudo eu chamo de um estudo prospectiva ainda dentro né da diferença entre os estudos epidemiológicos a gente tem os estudos que são chamados de descritivos que são aqueles que a
avaliam os dados da população estudada né estudos descritivos são aqueles que trazem pra gente um Panorama daquela população ou daquele grupo que tá sendo estudado dados como idade gênero ah renda escolaridade nível socioeconômico são Dados aí de estudos que a gente chama de descritivos enquanto os estudos analíticos são aqueles que vão fazer as associações entre os dados da população com os desfechos da doença com as incidências as prevalências Então a gente tem aí né esses dois grupos de estudos dentro da epidemiologia e como que a gente define né quando que essa epidemiologia ela vai ser
descritiva Quando vai ser analítica a gente pode levar em consideração aí algumas perguntas chave que trazem pra gente essa essa ideia de desse estudo ser descritivo ou analítico no estudo descritivo na epidemiologia descritiva eu quero entender as características da população então eu vou ter ali como principais perguntas para esses estudos quem tá sendo estudado Quem foi afetado quando que essa doença Começou quando a população foi afetada eu quero entender o lugar onde essa doença aconteceu onde foram os os pacientes foram afetados eu não quero saber aqui na epidemiologia descritiva O que causou a doença Eu
quero saber quem tá doente quando ficou doente por quanto tempo tá doente onde essa doença aconteceu é isso que eu quero entender na epidemiologia descritiva quando eu começo a associar esses fatores definem a população com as causas da doença ou seja como que naquela população Ribeirinha lá da Amazônia Teve um aumento na incidência de febre amarela por exemplo né quando eu começo a associar Por que que as pessoas com baixa escolaridade E baixa renda estão mais né ã propensas a desenvolver ah câncer de colo de útero Por exemplo quando eu começo a fazer essas associações
quando eu trago essas perguntas de o qu por e como a doença aconteceu eu trago a minha pesquisa para uma epidemiologia analítica onde eu quero entender não só conhecer a população mas eu quero entender o porqu que essas características da população aumentam ou diminuem por exemplo a incidência de uma doença e pra gente trazer né esses estudos pra gente iniciar esses estudos a gente precisa de um desenho de estudo de planejar como esse estudo vai ser feito para partir desse planejamento iniciar a pesquisa eu não posso simplesmente ir lá coletar dados de uma população x
se eu não tenho nem ideia do que eu vou fazer com aquela com aqueles dados Então antes de qualquer coleta de dados a gente precisa desenhar um estudo e para fazer esse desenho de estudo né a gente precisa ali trazer os nossos objetivos eu só quero descrever a situação ali da população né a distribuição da população eu vou fazer um estudo descritivo se eu quero entender como é que funciona testar hipóteses fazer associações entre causa e doença eu quero eu vou ter ali um estudo analítico E aí quando a gente começa né a destrinchar ainda
mais esses estudos num estudo observacional descritivo a gente não vai fazer nenhum tipo de associação Mas a gente pode aqui né trazer a descrição de uma nova doença né de uma de algo diferente que tá aparecendo ali na população ou seja eles vão ser utilizados para descrever aqueles assuntos que ainda não são bem conhecidos como eu falei para você lá naquele fluxograma do iniciozinho da aula nesse tipo de estudo observacional descritivo a gente pode ter dois estudos diferentes um relato de caso quando eu tô avaliando um único indivíduo ou uma série de casos quando eu
tô avaliando um grupo pequeno de indivíduos ali então quando a gente tem né um relato de caso ou uma série de casos eles vão fazer essa análise detalhada de um diagnóstico Clínico normalmente de doenças que ainda não estão bem descritas que que ainda não são bem conhecidas ou que um tratamento ali é um tratamento experimental que aquele tratamento ainda não é extremamente conhecido Então vai ser feita uma análise muito detalhada daquele paciente daquele diagnóstico daquele Quad Clínico nesses estudos a gente vai ter né uma descrição muito completa de todos os sintomas sinais do paciente carterísticas
que ele tá apresentando quais os procedimentos terapêuticos que foram usados Quais os tipos de tratamento só que esses estudos são estudos muito iniciais são estudos primários mas que são extremamente importantes por lá na frente né pode eles podem ser necessários para servir de base para estudos mais abrangentes então Eh por exemplo Surgiu uma série de sintomas num paciente ah numa população dentro de uma população no interior de Minas Gerais o único paciente tá apresentando sintomas que não não resultam ali né que não permitem o diagnóstico e nenhuma doença que já é conhecida alguém foi lá
e fez um relato de caso daquele paciente algum tempo depois um outro paciente uma outra pessoa um caso isolado lá no interior de um estado americano apresenta aqueles mesmos sintomas Aquelas mesmas características nenhum sintoma ali permite o diagnóstico de uma doença conhecida e alguém faz um outro relato de caso tenho ali dois casos isolados passa um tempo e dentro de uma população totalmente diferente um cara lá na na China eh também começa a apresentar esse sintomas e aí de repente várias pessoas dentro daquele local apresentam os mesmos sintomas da doença começa-se a estudar aqueles sintomas
e aí para usar uma de de estudo para aquilo ali a gente não tem uma doença descrita não tem nada num livro não tem nada num num trabalho já né avaliado ali 100% definido mas esse cara ele vai encontrar esse médico esse pesquisador ele vai encontrar descrições dos mesmos sintomas do tratamento que foi utilizado do queun do que não funcionou de tempos atrás em pacientes isolados em locais diferentes então esses dados apesar de inicialmente serem dados isolados eles vão ser utilizados para comparação lá na frente num outro momento numa outra população onde aquelas características estão
sendo encontradas também Então apesar de serem estudos bem iniciais eles vão seguir eles vão servir como comparação para outros momentos ali dentro dos estudos epidemiológicos e como eu falei A grande diferença entre um relato e uma série é que um relato ele vai ser feito né Com um único paciente aí pode chegar aí até três casos e acima de três casos a gente já trata isso como uma série de casos e não um relato de casos eh alguns exemplos aqui né só paraa gente ver como quando que vão ser utilizados esses estudos observacionais descritivos eh
eles vão ser usados por exemplo para doen conhecidas ou que não são tão comuns manifestações raras de alguma doença ou associações de doenças ali né que também não são comuns Ah e eles são utilizados como fonte para gerar hipóteses sobre o que que causou aquela doença né sobre o prognóstico como que aquela doença vai finalizar e o que foi feito de tratamento então por exemplo eh na década de 60 surgiram alguns casos de malformação fetal né em mulheres nos Estados Unidos e pelos estudos de caso pelos relatos de caso pelas série de casos foi possível
né entender que é essas mais formações congênitas elas aconteceram em Mulheres que utilizavam uma medicação para enjoo associado à gravidez chamada talidomida É uma medicação para enjoo né e mulheres grávidas tendem a ter enjo ali no primeiro semestre usavam essa medicação só que não se sabia que essa medicação ela era teratogênica ela levava a ma formação fetal Então a partir dos relatos de de caso pode-se associar né que a talidomida causava esse essa má formação congênita nos bebês e por isso foi um medicamento que hoje em dia foi foi retirado do mercado devido a essas
associações que foram feitas a partir de relatos de caso um outro exemplo é o medicamento que é o viox ele é um medicamento para tratar Artrite reumatoide dismenorreia é um anti-inflamatório não esteroide Só que também foi um medicamento que começou a trazer e começou a aparecer um aumento né um aumento da incidência de casos de cardiopatia em pacientes que não tinham nenhum tipo de predisposição pacientes jovens né pacientes ali que não tinham é um histórico familiar de cardiopatia então começaram a surgir casos ali de infarto e derrames cardiovasculares nesses pacientes e por estudos de caso
por associações determinou-se que o que estava causando essas cardiopatias era esse medicamento viox também é um medicamento que hoje foi retirado do mercado devido a essas associações as principais limitações desses estudos é que os indivíduos que são observados a gente tem um número muito pequeno né Então essa seleção ela fica muito restrita eh por isso a gente tem poucas observações não se sabe o que esperar desses resultados então muitas vezes né esses resultados eles podem ali estar fora daquilo que é esperado pelo pesquisador não temos uma outra popula para utilizar como controle então a gente
não tem como saber se aqueles resultados aqueles sintomas que estão aparecendo se eles estão diretamente relacionados com a doença ou não E além disso a gente ainda tem o viés do pesquisador porque é o pesquisador querendo ou não nesse momento que vai entender o que que é importante ou não para aquele para aquela pesquisa o paciente pode estar apresentando um sintoma ali né que ele não considera que seja importante Ah o paciente tá apresentando tremores ah não mas esse tremor não deve ser por causa do medicamento e ele não relata isso então a gente esse
tipo de viés acontecendo nessas pesquisas um outro tipo de estudo observacional analítico que a gente tem é um estudo transversal que ele traz ali né uma ação simultânea uma associação Direta do fator de interesse ou seja daquilo que eu tô estudando com o desfecho numa população muito bem definida no momento definido também e os estudos transversais eles são importantes para avaliar relação entre variáveis Então se o fato né da pessoa ser do sexo masculino ou femin Ino tem maior ou menor incidência de uma determinada doença eu quero fazer essa correlação para fazer esse tipo de
correlação eu tenho eu faço um estudo transversal e ele é muito importante para avaliar a prevalência das doenças ou seja o total de casos de uma doença dentro de uma população e não apenas os novos casos de uma doença dentro de uma população o estudo transversal Ele sempre vai avaliar né a prevalência de uma determinada doença em um grupo específico com um tempo determinado as variáveis que vão ser avaliadas ali naquele estudo transversal elas a gente tem essa vantagem nesse estudo né que não é necessário um longo período de tempo para produzir Esse estudo porque
essas variáveis elas vão ser coletadas apenas em um único momento e a gente pode investigar vários resultados ao mesmo tempo como por exemplo né investigar ali se durante 10 anos né quando que eu tive uma maior taxa de prevalência de uma doença quando que eu tive uma menor taxa Por que que dentre esses anos essas taxas foram diferentes e são ah fatores que a gente consegue avaliar no estudo transversal então no estudo transversal né a gente sempre vai relacionar no momento da investigação no momento presente eh indivíduos que apresentam a doença e indivíduos que não
apresentam a doença tanto os que tiveram exposição quanto os que não tiveram exposição Ou seja a população total para determinar causas fatores ali dentro dentro daqueles resultados Então os estudos transversais exemplos que a gente pode fazer Né estudo de utilização de medicamentos então eu vou ter ali né pacientes que têm uma doença e utilizam um determinado medicamento e pacientes que t a doença e utilizam outro medicamento quais os desfechos que vão se dar diferentes ou não para aqueles dois grupos de pacientes a própria análise de prevalência como eu falei para para vocês né Em qual
momento daquele estudo a prevalência esteve mais alta ou esteve mais baixa por quê são estudos fáceis de serem produzidos baratos uma né Eh observar dados analisar dados é possível com os estudos transversais gerar as hipóteses de associação como por exemplo Ah no ano de 2010 a prevalência de dengue foi menor porque choveu menos com isso a proliferação de mosquitos a edes egipte foi menor por isso a prevalência da doença foi menor enquanto em 2012 choveu mais o calor foi mais alto então teve mais maior proliferação de mosquito maior prevalência da doença então a gente gera
essas hipóteses A partir de um estudo transversal mas com relação às desvantagens a gente produz aí hipótese Mas a gente não consegue testar essa hipótese uma vez que as variáveis elas são medidas ao mesmo tempo a gente não vai ter um momento dando uma medicação e outro momento não dando aquela medicação ali para avaliar se aquela hipótese é verdadeira ou não um outro tipo de estudo observacional analítico é o estudo de coort e o estudo de cort ele é um tipo de estudo longitudinal onde a gente tem né uma avaliação ao longo do tempo de
uma situação de uma doença de um caso de um grupo eh no estudo de coort a gente inicia Esse estudo com grupos que foram ou não expostos né ao agente causador daquela doença mas que na no momento do início do estudo ainda não desenvolveram o desfecho ainda não desenvolveram a do ou se for um estudo de tratamento que começaram um tratamento mas que ainda não tive o resultado daquele tratamento e esses grupos eles vão ser observados por um longo período de tempo é o que a gente chama de observação longitudinal e a partir D desse
acompanhamento longitudinal a gente vai entender daqueles grupos quem desenvolveu o desfecho ou não Ou seja quem teve a doença ou ou não Ou se aquele tratamento funcionou ou não ao longo de um período de tempo determinado acompanhado ali pelo analista os estudos de coort eles vão né ter foco com os fatores que se relacionam ao desenvolvimento do evento ou seja né eles vão focar na doença sendo causada ou no no medicamento tendo efeito positivo ou negativo e não no tratamento em si e não na ah no agente causador em si e eles são importantes para
avaliar tanto a incidência das doenças quanto para determinar a etiologia de uma doença ou seja o que que é a causa Quanto os seus fatores de risco ou seja o que a exposição a fatores de risco pode ou não aumentar a incidência daquela doença e aí a gente tem né como exemplo para um estudo de coorte acompanhar um grupo de fumantes que no início do do estudo né não nenhum deles apresenta câncer de pulmão por exemplo então eu tenho aqui uma população que é fumante dentro da da do meu da minha UBS eu faço um
levantamento e eu descubro que 300 pessoas acompanhadas por aquela OBS são fumantes nenhuma delas ali naquele momento do meu levantamento já tem diagnóstico de câncer de pulmão então eu começo a observar essa população ao longo do tempo no final daquele período que eu determinei 1 ano 2 anos 10 anos eu vou avaliar novamente aquelas 300 pessoas para descobrir se o fato delas serem fumantes ou seja o fato delas estarem expostas ao agente causador que é a nicotina se elas desenvolveram ou não o câncer de p Quais são os problemas que eu posso ter ali no
meu estudo de corte quando eu vou avaliar o desfecho daqui a 10 anos pode ser que eu não tenha mais 300 pessoas hoje porque alguém pode ter morrido ao longo desse período seja de câncer de pulmão ou não né eu posso ter alguém ali que não seja mais atendido por aquela UBS que tenha se mudado então eu tenho aí né uma da um dos riscos é a diminuição da minha coorte por fatores naturais como a morte daquele daquele indivíduo ou por ele não estar mais disponível naquela população para ser ser avaliado E aí como é
que é feita né Esse estudo a primeira etapa é estabelecer a corte de pessoas que não t a doença ainda então aquilo que eu falei para vocês Ah é nessa UBS 300 fumantes desses 300 quantos não foram diagnosticados com ã câncer de pulmão 280 então esses 280 vão ser a minha coort depois a gente precisa terminar a exposição ou não exposição né se eu quiser avaliar essa diferença entre expostos e não expostos mas essa etapa nem sempre vai acontecer numa corte acompanhar aquela população evitando as perdas e foi aquilo que eu falei para vocês né
porque essas perdas elas podem acontecer elas são um um viés desse tipo de estudo e no final né daquele período estabelecido pro pro acompanhamento diagnosticar a doença e de preferência esse diagnóstico deve ser feito por alguém que não tenha viés no estudo então Eh não vai ser feito pelo médico que acompanha fumantes e que está ali foi ele que desenvolveu a pesquisa esses pacientes eles vão ser submetidos a outros ah outras unidades de saúde para fazer os exames e o médico só vai receber o resultado para que não tenha viés ali na Procura pelo pelo
diagnóstico por exemplo né E aí por que que a gente fala isso o cara quer provar que fumante tem maior risco de câncer de pulmão a incidência de câncer de pulmão é maior em quem é fumante E aí ele vai lá fazer o exame de imagem para procurar a o câncer de pulmão ali ou não e ele pode tá vendo pulmão que não tem nada mas ele vai ver uma microm mancha lá no exame de imagem que pode não ser um tumor Mas como ele quer provar o ponto dele ele pode acabar ali né fazendo
um diagnóstico de falso positivo o que não seria interessante para os resultados do estudo então de preferência esse investigador ele tem que ser um investigador Ou seja que não estava envolvido no estudo ali diretamente e a corte ela sempre é prospectiva Ou seja é um estudo que vai avaliar dados no momento presente momento da investigação e no futuro a gente nunca vai ter uma corte retrospectiva ela sempre inicia com a investigação e o desfecho ele só vai ser avaliado lá na frente nunca uma uma investigação começou lá atrás o despecho só tá sendo feito agora
eh as vantagens do courte prospectivo São eh seguir ali né o a sequência temporal do risco para a doença de uma maneira clara e bem estabelecida eh é uma maneira de aumentar a precisão nos resultados e a gente pode medir né diversos resultados ali mas como desvantagens é um estudo demorado é um estudo caro uma vez que eu preciso ficar acompanhando aqueles pacientes ali né por um longo período de tempo para doenças raras onde eu tenho um pequeno número de de indivíduos apresentando eh não é interessante não é útil porque o risco desse meu paciente
de eu ter perda ali desse paciente morrer antes do final do estudo é muito grande eh a gente tem uma outra desvantagem que é a inclusão dos casos subclínicos ou seja aqueles ali né que por exemplo lá naquela naquela primeira avaliação eu selecionei a minha cortte algum paciente que já tem a doença mas que ainda não desenvolveu sinais e sintomas ele pode acabar fazendo parte da coort o que não era o o o objetivo uma vez que no início ninguém pode apresentar a doença a gente tem as perdas que são uma desvantagem elas podem acontecer
e as Exposições ali uma vez que eu não tenho controle desses pacientes ao longo do do dia a dia deles elas podem ser Exposições diferentes que vão ter influência maior ou menor naquele paciente já Uma Corte retrospectiva né que não é a mais a forma mais comum de fazer esse tipo de estudo mas que pode acontecer ela vai investigar a partindo do momento da investigação do desfecho e ela volta lá lá atrás para entender se teve ou não teve exposição dos pacientes aquele agente etiológico qual é o grande problema de Uma Corte retrospectiva eu não
tenho controle dos dados das ições então eu não tenho como saber de maneira precisa se a exposição lá no momento né que a doença começou como é que foi aquela exposição se aquele cara era fumante há 10 anos se ele começou a fumar há dois eu tenho eu tenho desfecho eu sei que ele tá com câncer Ah mas e aí a gente vai ter que voltar lá para entender ele tá com câncer mas ele era fumante Ah não ele era fumante não ele não era fumante Ah ele fumava há 10 anos ele não fumava mas
o companhe a pessoa que mora na casa dele fumava sempre fumou e ele foi ele teve essa exposição como fumante passivo Esse controle ele fica muito reduzido Então a gente tem aí uma grande que atrapalha na medição das variáveis lá no final do estudo mas como V né a gente tem o fato de dispor de de necessitar de menos recurso financeiro menor tempo uma vez que a gente vai avaliar lá no passado apenas o relato do paciente eu não vou precisar acompanhar ele por um período de tempo ele também vai ser útil para avaliar doenças
com longo período de latência ou seja doenças que por exemplo o paciente foi contaminado no momento x mas essa doença ficou l no organismo só foi apresentar sinais e sintomas anos depois então para esse tipo de doença a corte retrospectiva é uma vantagem Mas ela é extremamente Rara não é comum da gente utilizar corte retrospectiva em estudos epidemiológicos já os estudos de caso controle eles têm ali são estudos né bastante populares quando a gente quer Eh comparar quando a gente quer associar o fato da doença existir em uma população e não existir em outra população
e o que aconteceu nessas de diferente nesses dois grupos para uma população apresentar doença e a outra não então aqui né o nome caso controle ele vem justamente de pegar um grupo de indivíduos positivos para uma doença que é o que a gente chama de grupo caso e o grupo que a gente chama de grupo controle que são né pessoas que não apresentam aquelas doenças controlar ali durante o estudo a exposição dessas pessoas a um fator específico e a partir do período de estudo entender essa associação entre o que causou a doença e a presença
ou não dela os estudos de caso controle Eles são muito importantes pra gente analisar a incidência de doenças raras e também a incidência de surtos de determinadas doenças em uma população específica vantagem dos estudos de caso controle são estudos rápidos de baixo custo de fácil execução a gente consegue avaliar Há diferentes fatores ao mesmo tempo São estudos que podem gerar novas hipóteses e são estudos éticos são estudos que seguem né os princípios éticos mas como desvantagens a gente tem uma dificuldade na seleção dos controles né uma vez que a gente não a gente tem ali
os pacientes caso que já tem a doença diagnosticada mas os controles eu posso ter ali um caso de latência um caso de doença subclínica onde eu não tenho sinais e eles acabem sendo selecionados para ser né a grupo controle mas que isso vai gerar falha nos meus resultados lá na frente se ele simplesmente essa doença que tava latente voltar a manifestar sintomas ali eh a gente tem informações que podem acabar ficando incompletas nesse momento da seleção do controle sempre vai ter esse viés da informação e da seleção né ah paciente você apresenta tal sintoma não
apresento mas em casa ele sente por exemplo taquicardia palpitação e ele vai falar para você que não então a gente tem esses vieses tá eh a gente tem uma impossibilidade de calcular diretamente a incidência entre os expostos e os não expostos aquele fator a incidência da doença né entre os expostos e não expostos Ah então isso diminui o risco né relativo ali desse estudo não temos Como avaliar a frequência de ocorrência dos eventos e se for um estudo de caso controle retrospectivo é muito difícil de avaliar a exposição pelos mesmos motivos de avaliar a exposição
na corte retrospectiva a gente tem o viés de informação ali então como é que são feitas as etapas de um estudo de caso controle primeira etapa estabelecer qual vai ser a população avaliada e quais os critérios vão ser usados para incluir ou excluir indivíduos naquela população ou seja vou avaliar os indivíduos atendidos pela UBS tal beleza mas dentro daquela população de indivíduos atendidos pela UBS quais eu vou incluir no meu estudo e quais eu vou excluir do meu estudo Ah eu só quero no meu estudo mulheres de 18 a 45 anos então esse vai ser
o meu critério de inclusão você só vai ser incluído no estudo se você for mulher e tiver entre 18 e 45 anos mas dessas mulheres entre 18 de 45 anos se essa mulher já teve diagnóstico de melhor se essa mulher já apresentou eh algum tipo de problema associado à gravidez Ah ela teve um aborto espontâneo por exemplo ela não vai ser incluída na minha população ou se dentro desse grupo se essa mulher apresenta no momento de eu selecionar minha coort anemia ferropriva ela não vai fazer parte do meu estudo então eu tenho que ter esses
critérios de inclusão e exclusão dentro da minha população fiz a seleção da minha população com o abordando ali os casos de inclusão e exclusão Agora eu preciso separar quem é caso quem é controle quem apresentar a doença que eu quero avaliar ali câncer de colo de útero vai ser selecionado como paciente caso e quem não apresenta vai ser selecionado como controle depois eu vou selecionar eu vou determinar quais vão ser as Exposições que eu vou utilizar ali para aqueles dois grupos que precisam ser controladas para eu entender lá na frente se a presença daquela a
exposição daquela daqueles grupos a determinados fatores como por exemplo uso de pílula anticoncepcional relação sexual sem preservativo ah vacina para HPV se essas Exposições com elas vão ter desfecho positivo ou negativo dentro daqueles grupos de pacientes e essas Exposições elas podem ser avaliadas por meio de questionário com paciente registro médico então avaliação de prontuário investigação na das fichas dos pacientes ou eh submeter aquelas pacientes a novos exames entre outras maneiras aí então o estudo de caso controle né ele pode ser retrospectivo ou prospectivo no caso do caso controle retrospectivo a gente já tem ali os
pacientes né com a doença e sem a doença e a gente faz a investigação retrospectiva para entender se houve exposição ou não e a gente tem aquelas desvantagens que já foram citadas de sempre ter um viés no caso da da avaliação da exposição anterior porque eu não vou ter controle dessa exposição se essa exposição realmente acontecer da maneira que o paciente tá relatando para você por exemplo e a gente ainda tem um outro tipo de caso controle que é o caso controle aninhado que também é chamado de estudo híbrido porque ele vai associar tanto característica
da corte quanto do caso controle então eu posso ter né Esse estudo de caso controle sendo feito por um longo período de tempo lembra que na corte eu pego um grupo né Sem desfecho e avalio esse grupo com exposição e sem desfecho avalio esse grupo ao longo de um período de tempo que é o que a gente chama de estudo de coort no caso controle alinhado eu V pegar dois grupos que são o meu grupo caso meu grupo controle ambos expostos à mesma aos mesmos fatores exposição e vou acompanhar por um longo período de tempo
para ver o resultado lá na frente E é isso que a gente chama de caso controle aninhado então no caso controle aninhado a uma coort a gente vai ter a inclusão de casos né à medida que eles forem aparecendo Então eu tenho o meu grupo caso meu grupo controle se alguém do meu grupo controle passar a apresentar aquela doença ou aquele desfecho automaticamente ela vai ser transferida pro estudo pro grupo k caso mas né nem todos os indivíduos que inicialmente foram selecionados para aquela coort vão fazer parte dela no final uma vez que o meu
grupo controle pode diminuir por exemplo não só por motivos né Por fatores de perda mas porque eu posso ter ali pessoas do grupo controle apresentando desfecho e sendo trocadas de grupo sendo incluídas no grupo caso e no estudo de caso coort né também é um tipo de de caso controle aninhado onde os controles eles vão ser selecionados dentro daquela corte Inicial Então a gente vai ter aqui fazendo parte do grupo caso e do grupo controle ao mesmo tempo Esse estudo né apesar de ser um estudo que é não é tão comum ele tem uma vantagem
que é entender as estimativas dos fatores de risco para determinadas doenças e avaliar a taxa de prevalência das doenças dentro desse período de tempo dentro desse estudo de coort avaliando ali os casos daquelas doenças específicas dentro daquele grupo então eh a gente ainda essa aula é uma aula um pouco maior a gente ainda tem alguns tipos de estudo para falar só que a gente vai encerrar a aula de hoje neste momento e e vamos continuá-la na próx no nosso próximo encontro uma vez que esse é um conteúdo mais extenso e a gente tem aqui um
período curto de aula eh [Música] então a gente finaliza o nosso conteúdo da aula de hoje por aqui ah parei no slide 30 Lorena parei no slide 30 tá a gente continua na nossa próxima aula sexta-feira que vem não teremos aula a gente continua na outra sexta-feira que é dia eu acho que 25 isso dia 25 então Beijos para vocês boa noite obrigada pela companhia e a gente se vê daqui a duas sextas-feiras tchau tchau gente
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