Já passou como a gente monta o grupo, como a gente monta os canais, como a gente monta conteúdo e aí falta mais uma parte, que é como a gente ativa as pessoas. Para isso, nós temos três subitens. Tem um processo para mobilização, um planejamento de disparo e um plano de ação.
Como é que funciona essa história? Você tem que organizar a mobilização em grupos. Não dá para tratar todo mundo da mesma forma.
Tem uma coisa, eu viajei recentemente e eu fui lá em um negócio em Paris chamado Museu das Armas. O Museu das Armas tem toda a história de Napoleão, toda. Aí o quê que eu fiquei besta de ver?
Que assim, Napoleão era aficcionado pelo Império Romano. E aí Napoleão resolveu copiar o Império Romano. Até o número dos seus exércitos tinham a ver com o número das legiões romanas.
O quê que eu achei ali incrível. Toda divisão do exército tinha uma roupa específica para ela. Então assim, a cavalaria, a infantaria o carabineiro, toda.
Cada parte do exército tinha uma roupinha pronta para ela e, além disso, para cada parte do exército a roupa tinha evoluções diferentes. Então, o cara que era o soldado raso se ferrava, o outro já tinha um broche, o outro tinha um outro broche. E assim vai indo até o cara que tinha um monte de medalha e a coisa toda.
Por quê? Você lutar por uma guerra só pela grana, não vai compensar. Aí você vai falar.
"Eles lutam pelo broche? " Sim, pelo reconhecimento, pela reputação, pelo mérito. Bom, então você organiza em núcleos.
Nível, Subnível, Terceiro nível. Napoleão estava certo. Não dá para pedir para as pessoas fazerem coisas só pelo dinheiro.
Aí você organiza os conteúdos que você vai usar para os núcleos e os canais que você vai usar para entregar os conteúdos. Vamos lá, vamos para ações x públicos. Ações x Públicos.
Quem são os públicos de uma campanha? A gente vai separar simpatizante, indiferente e hater. Quem entra em simpatizante?
Militante que eu remunero, militante que eu não remunero, candidato parceiro, lideranças partidárias e públicos de interesse. Esse grupo é simpatizante. E indiferente?
São os eleitores indecisos. E os haters que são haters por motivos ideológicos, motivos partidários e porque não gostam do seu candidato. É o caso pessoal.
Como você trata para cada um? Para atrair os simpatizantes, tem que ter uma página de captura, tem que criar o movimento se não, simpatizante não vai. Usa o Facebook ADS e o Google ADS, que é para mostrar para as pessoas que você tem um movimento, direciona para a página de captura, distribui conteúdos de outras referências.
Então, assim, se eu tenho uma candidatura, e o forte dela é baseado na educação, eu tenho que ter influenciadores de educação dizendo que aquela campanha é boa. Você deveria escutá-la. E estes conteúdos de outras referências é que levam os simpatizantes para as minhas páginas.
Depois, em evento, convida para lista de transmissão. Os indiferentes. Você vai ter que fazer uma pesquisa de campo para entender o quê que os indiferentes querem.
Até porque os indiferentes podem ter vários subgrupos. Eu tenho indiferente de uma zona da cidade que pensa de um jeito, mas o quê que ele quer? Ah, naquele lugar, ele quer segurança.
No outro lugar, ele quer o posto de saúde, no outro lugar ele quer uma escola. Cada grupo é assim. Em campanha municipal é muito diferente de campanhas.
. Quem fez campanha de deputado federal, deputado estadual, não vá achando que é a mesma coisa a municipal. Na Municipal, o negócio é ali no, é no intestino.
O trem ali é muito próximo. Municipal é proximidade, é a creche. A vaga na creche que não tem é o problema da região.
Não é o PIB. Esqueçam as pautas nacionais. Tem uma questão de tendência, que é: "Ah, a pauta nacional influencia na municipal?
". Pouco. Descubra a dor desse grupo de indiferente, o quê que ele quer, se é vaga na creche vai produzir conteúdo empático, ou seja, conteúdo que mostre que você conhece aquela realidade, vai fazer uma prestação de contas se você tem mandato.
Captura os cadastros em todas as oportunidades. Faz as listas de transmissão sempre segmentadas, porque este indiferente você não pode aborrecer. É diferente do simpatizante que eu mando coisa pra ele todo dia.
Quem daqui está na minha lista de transmissão? Levanta a mão, por gentileza. Boa parte.
Eu mando conteúdo quase todos os dias, certo? Por quê que vocês não pedem para sair? Porque o conteúdo tem a ver com a vida de vocês.
Se eu começar a mandar coisas que não tem a ver. Sai uma debandada. E vocês, não.
E olha o comportamento, vocês pediram para se inscrever. Eu não cadastrei vocês à toa. Não fui eu que falei assim vem cá, vou te botar na minha lista aqui contra a tua vontade.
Então quem pediu foi vocês e mesmo assim vocês não olham todos os dias o que eu mando. Então tenham esse discernimento quando vocês forem fazer as listas dos candidatos. As pessoas não vão olhar todos os dias, mesmo que elas tenham pedido por ela.
E façam o conteúdo ser de acordo com o que elas pediram. Bom, faça lista de transmissão e use as três etapas da comunicação, então isso daqui é só para você ter como planejamento. Para os haters, o quê que você vai fazer?
Você não vai dialogar publicamente com o hater. Quando for possível, você vai identificar e vai chamar ele no privado. Não alimentem os haters.
Porque tem uma mania muito feia de político de mandar responder comentário. Aí vocês respondem quem xinga, mas não respondem quem agradece. Hater não é para ser respondido.
Bom, então chama e identifica no privado. Se eles são eleitores da cidade, você continua. Se nem a cidade eles são, mete o block.
Perde tempo não, filho. Bom, quando os comentarios forem criminosos, pára de ser frouxo, vai lá e já manda para o jurídico. Vamos acabar com essa história, só que aí vocês têm que orientar o jurídico, peça a tutela antecipada.
O jurídico vai entrar com uma ação e vai falar "Eu quero a tutela antecipada", porque? Para que a pessoa não fale que está sendo processada. Ela só vai poder falar depois do processo terminar.
Se não, vira assim: "Fulano está processando", aí ele vira Deus. Não pode ser vítima. Defina uma equipe o quanto antes.
Porque quando a gente começa a mobilizar pessoas, as pessoas mandam coisas para a gente. Olha, o processo que a gente ganhou, por exemplo, de impulsionamento indevido, foi a primeira ação no país de impulsionamento indevido. Foi a que a gente fez contra o Luciano Hang da Havan.
O primeiro processo no país, por quê? Eu tinha treinado a militância e falei: "Se vocês virem qualquer impulsionamento pró-Bolsonaro que não do Bolsonaro, vocês notifiquem. " Aí eles notificaram, mandaram o print para mim, mandaram URL, eu chamei o jurídico, entramos com ação e ganhamos.
Então tem que ter. Não adianta também o cara denunciar e você não fazer nada. Tenha uma equipe sempre.
Qual é o plano de ação dessa etapa? Você vai organizar os grupos de coordenação, vai organizar os grupos de ativação. Uma coisa é quem coordena a mobilização, outra coisa é quem vai distribuir mensagem.
Grupo de ativação, a gente costuma separar em região. Setor, educação, saúde, alguma coisa assim. Ideológico e segmento.
O quê que é segmento? Mulher, afro, juventude. Então você pode colocar os grupos setorizados como eu estou colocando aqui.
Desenvolve as rotinas de ativação todos os dias, o que deve ser feito, toda semana, todo mês. Pronto. Faz a realização de eventos porta a porta quando possível, faz em pontos de passagem quanto possível e faz os eventos partidários de aquecimento.
Tem que ter esquenta, gente. Não adianta assim: "Vamos fazer um grande evento no dia 24 de junho. " Não, nós vamos fazer seis micro eventos.
Um por semana em várias regiões da cidade e depois a gente vai terminar com um grande evento no dia 24 de julho. É desse jeito que você monta. Se você lançar um grande evento, corre o risco dele ser miado e você passar vergonha.
Então assim, faça vários menores. Ali, você já vai medindo a temperatura de quem ajuda, quem corre. Realiza o evento partidário do início de campanha, o evento de encerramento de campanha, a realização de vários eventos virtuais, lives, esse tipo de coisa e também o treinamento presencial de candidatos parceiros.
Aí, pronto, vocês estão feitos. Como sempre, tem o cronograma da área. O que você faz quando.
Para ficar mais fácil. Então, para a gente concluir. Antes de criar os conteúdos, lembre dos canais que você tem e a forma com que as pessoas vão disseminar, porque assim não vai mandar montar um conteúdo, um vídeo de 15 megas e mandar ele pelo WhatsApp, pelo amor de Deus, né?
Lista de transmissão raramente vai dar problema porque a pessoa te mandou o contato dela. Se você pegou um monte de telefone e jogou na lista de transmissão, aí vai dar problema. Não esqueça de que o benefício tem que estar evidente para quem vai fazer as ações.
O que a gente tem a ganhar. Sempre, sempre, sempre. Quando for lidar com a mobilização, a gente tem que esquecer o texto seco.
Lembra do tom, emocional! Esquece a razão. Não cabe aqui.
E não existe uma receita de bolo para o que funciona. Por isso que eu gosto de testar. Testa em evento menor, testa outro evento.
Faz um dia diferente, faz com o candidato pedindo, fazer sem ele pedir, faz com o embaixador, vai testando. Aí você vai chegar no modelo ideal.