Como começar a ler Binchon? Quais as suas ideias, seus livros? E como eles podem nos ajudar a compreender e trafegar nesse mundo digital que se impõe em nossas vidas?
E por o livro que eu vou indicar para vocês para começar é o tonalidade do pensamento. Mas antes eu quero pedir para vocês que deem o seu like, façam comentários, compartilhem o vídeo porque vai ajudar muito nas métricas do canal e permitir que eu continue fazer esse trabalho de curadoria cultural. Aliás, justamente o Benhan é um dos autores que mais me influenciam a continuar esse trabalho, a ter uma visão mais rica e profunda do que é ser um curador cultural.
Então, já de cara aqui, digo então para vocês que o Binchon Han é um autor muito importante para mim e eu espero que seja para vocês. E a primeira coisa importante que você nota à medida que for lendo os livros do Binchuhan é que os seus livros funcionam em harmonia, eles são como uma sinfonia. Eu quero dizer com isso, eh, você tem um tema central, por exemplo, um dos livros dele é agonia de erros.
Então, erros é o tema central, só que você começa a perceber que outros temas, como por exemplo, a crise da narração ou então eh a sociedade do cansaço, né, o tema do cansaço, aparecem também ali sendo discutidos dentro do EOS. E aí quando você vai ler esses outros livros, o EOS também aparece nessa relação. Então, assim, você tem um tema central em um dos livros, né?
E esse tema central, ele é harmonizado com outros temas que vão aparecendo. Então toda a obra do Menchun vai se tornando assim uma sinfonia. Isso é uma coisa que eu tinha intuído na leitura dos livros e que se confirmou quando eu fui ler justamente tonalidade do pensamento em que ele assume esse tom musical, né, essa forma de compor os seus livros como uma peça sinfônica.
Então isso é muito interessante. Segundo ponto importante a observar na obra do MUAN é a sua crítica a essa vida digital, a digitalização das nossas vidas. E como isso corrompe as sociedades, corrompe os relacionamentos, corrompe até a própria narração e os ritos que moldaram as nossas sociedades.
Aí os primeiros três livros que eu vou indicar para vocês são quais? São justamente aqui, ó, o Sociedade da Transparência, o Agonia do Heros. e Sociedade do cansaço.
Esses três livros eles são muito importantes para você entender justamente esses aspectos da digitalização da vida e de como elas nos afetam intimamente e nos afetam como sociedade. Então já seriam os três primeiros que eu indicaria para vocês. Eh, o outro livro que eu vou indicar é justamente o desaparecimento dos rituais, né?
E o desaparecimento dos rituais tá diretamente envolvido com o quê? Com crise da narração. Porque o que que o Bench vai explicar aqui?
que os ritos eles ordenam, eles criam uma narrativa paraas nossas vidas. E a partir do momento que você perde os ritos, você perde a narração. Você não consegue mais contar histórias com início, meio e fim.
Ainda que a história da humanidade não tenha fim, mas vocês entenderam aqui o que eu quero dizer, né? Então são dois outros livros muito importantes pra gente. Eh, fazer uma ponte aqui, né, com o trabalho do Ban e essa crítica eh a digitalização e de como ela afeta a sociedade.
Eu acho que é muito interessante a gente observar quanto esses livros do Binchuhan e as suas ideias se relacionam com a carta encíclica e do Papa Leão 14, a magnífica humanidade, que eu comentei aqui no outro vídeo, vocês podem dar uma olhadinha lá. Então já fica aí uma ponte bem interessante. Falando em catolicismo, uma das grandes surpresas e alegrias que eu tive na leitura dos livros do Benchunghan foi justamente descobrir que ele é católico, que era uma coisa que assim quando eu comecei a ler não tinha a menor ideia e vocês sabem que eu sou católico, mas foi justamente nesse aqui o em louvor à Terra em que ele fala assumidamente que ele é católico e de como isso influencia o seu pensamento.
E esse fundo católico presente nas obras do Benchuhan é tão marcante que olha só, no livro A tonalidade do Pensamento, já vou falar sobre ele, ele comenta ali que ele é muito mais lido em países de maioria católica, como por exemplo no Brasil, do que em países eh de origem protestante, porque ele fala que existe aqui uma compreensão maior das suas ideias. Curioso, né? E tem um livro do Benchuhan, que foi aquele livro que cativou meu coração, que foi o Não coisas revira-voltas do mundo da vida.
Quando eu li esse livro aqui, eu falei: "Cara, esse cara é muito bom, é muito bom mesmo. Ele vai ser um norte intelectual para mim. Por quê?
Aqui ele fala justamente do impacto que a digitalização tem na destruição das nossas memórias culturais, né? E da importância de nós criarmos memórias culturais através da nossa relação com os objetos, como por exemplo, o livro. Então, basicamente, ele vai dizer o seguinte: quando você compra um e-book, você não tem uma relação emocional, você não tem uma relação de memória, você não tem uma relação de histórica com aquele livro.
Você simplesmente comprou ali, botou no seu aparelho, você às vezes vai até esquecer no dia seguinte. Já com o livro, você vai lembrar eh do livro, onde você comprou, se você ganhou de alguém, em que momento você tava, né, assim, você tem as suas anotações à mão que você faz no livro e você vai criando uma relação que não é apenas uma relação de informação. Isso é, você não comprou livro só pela informação que tá no livro, mas você se relaciona com o livro.
O livro te ajuda a criar uma identidade, enquanto quando você compra um e-book, você tá comprando só a informação. Então, esses aspectos, né, eh, que você pode pensar aqui, que são aspectos antropológicos da nossa relação com o objeto, eh, fazem muito sentido para mim que adoro livros, que adoro quadrinhos, tem uma coleção de CD, de vinil, enfim. Por quê?
Porque todos eles trazem muito mais do que apenas a sua informação, né? Eles não são só uma mídia com informação. Você cria uma relação com eles.
Você lembra exatamente onde você estava quando você comprou um determinado disco, quando você ganha um livro de presente ou você, né, e comprou um livro, pô, quando você fez uma viagem para fora. Então, todas essas relações, elas fazem com que você pertença ao mundo. Elas te dão uma história, elas te dão sentido e narrativa pra sua vida.
Então, não coisas é um livro que eu recomendo muito pras pessoas. E aí eu quero fechar indicando para vocês aquele livro que eu acho que vocês devem ler hoje ainda, se possível, que é o tonalidade do pensamento, que é uma reunião de três palestras que o Bichon Han deu em Portugal. Uma falando sobre a tonalidade do pensamento, né, que é a harmonia da sua obra.
Olha só, curioso. Eh, o segundo é sobre erros e a terceira é sobre esperança. E aí o que é interessante é porque aqui, como é uma a palestra, então ele tá muito mais solto, ele tá muito mais próximo de um diálogo com a gente.
Mas ainda quando você compra o livro, você tem acesso a essas palestras, você tem acesso a ver o bicho falando, que é uma coisa muito difícil de se encontrar na internet, porque ele não gosta muito de ser filmado e transposto para o mundo digital. Pois é, mas eu tô aqui porque eu preciso, né, gente? se ele pode se dar o luxo de não estar.
Que ótimo. Então é isso, o Tonalidade do Pensamento para mim é o livro pelo qual você deve começar a ler o Benchuan. É uma excelente introdução à suas ideias e a partir dele vocês podem ler todos aqueles outros que eu fui indicando aqui para vocês, tá bom?
Então diga aí para mim, você já leu Banhan? Você gosta das ideias dele? E tem alguma coisa para complementar do que eu falei?
Compartilhe. Vamos trocar mais ideias, pessoal. M.