Chegamos no módulo de cotovelo e punho. E olha só, por incrível que pareça, esse também é um dos módulos mais esperado. Por quê?
Porque muitos marmanjos têm dores no cotovelo. E você vai perceber que, apesar deles não relatarem tanto, se você tem um aluno de personal e dá aula perguntando se ele tá sentindo algum desconforto, alguma coisa parecida, você vai perceber que em alguns exercícios, como por exemplo, o tríceps testa, ele vai sentir desconforto ao realizar o movimento. E qual que é o grande detalhe disso?
Quase que ninguém, pelo menos que eu conheça, ninguém consegue dizer o que é. E nessa aula você vai aprender exatamente o que é, além de, claro, você aprender sobre todas as outras lesões que acometem os nossos alunos durante os treinos, como epicongilite lateral, epicondilite medial e outras como a síndrome do túnel do carpo. Pra gente entender o cotovelo, você vai precisar entender que o cotovelo ele é formado por três ossos, o rádio, a una e o úmero.
Esses três ossos se articulando, eles vão fazer a flexão e extensão do cotovelo, pronação e supinação do antebraço. Então, a gente vai ter três articulações. As a articulação que vai ligar o rádio à una, que vai ligar o úmero à una e o que vai ligar o úmero ao rádio.
E pra gente começar a entender, a gente não tem muito que falar da articulação do cotovelo, mas a gente tem muito que falar das lesões que acometem o cotovelo. E com toda certeza, você já percebeu que algum aluno na academia ou seu próprio aluno sente dores no cotovelo, mais especificamente no olécrono quando vai fazer o trícepta. E que isso é algo difícil de explicar?
Sabe por quê? Porque esse problema é um problema nervoso, ele não é um problema muscular. e pasmo.
O problema não está necessariamente no cotovelo, mas sim na articulação do ombro e no tríceps. E eu vou explicar porque que o seu aluno ou até você mesmo sente dor no cotovelo ao fazer o tríceps testa, seja com pouca carga, seja com muita carga, seja com a barra ou seja com os alteres, você vai sentir esse desconforto, não por causa do movimento, mas sim por causa da posição da articulação. Então a gente precisa entender que essa dor no cotovelo é chamada de síndrome do nervo cutânio posterior do braço.
Ele tem a sua origem ali no nervo un, só que lá bem próximo do plexo braquial. Ele sai então do plexo braquial, ele vai passar entre o úmero e o tríceps e vai ter influência também do músculo redondo maior. Por isso que o grande problema que dá de dor no cotovelo no tríceps testa é justamente por causa da articulação do ombro.
Por quê? Tem um espaço chamado espaço ou iato do tríceps, que é justamente entre o tríceps e o úmero. Esse espaço é onde vai passar exatamente o nevo.
E quando esse espaço ele é reduzido, o que é que vai acontecer? um estrangulamento do nervo e por isso ele vai sofrer dor exatamente na articulação do cotovelo. E como o redondo maior tá ali próximo e tem uma tendência muito grande também a sofrer tensão e hiperatividade, o que é que vai acontecer?
Se ele tá em hiperatividade, ele vai influenciar diretamente para diminuir esse espaço ou esse iato do tríceps. Então, pra gente entender melhor, vem para cá, André, o que que você vai precisar perceber? Deita no banco para mim, por favor.
O que que a gente sabe do tríceps e do espaço ou do iato do tríceps? Primeiro, seguinte, quando ele faz essa posição aqui de flexão de 90º do ombro, o que é que vai acontecer? Eu tenho um leve estiramento do músculo redondo maior e também eu tenho um leve estiramento do músculo tríceps braquial, cabeça longa.
É esse estiramento aqui que vai fazer com que o nervo seja estrangulado. E o fato de um nervo ser estrangulado, exatamente quando ele tiver no seu pico de torque para fazer a máxima força, é onde eu vou gerar a máxima tensão no tríceps. Então o que acontece?
essa tensão do tríceps que já está em uma posição quase que de alongamento. Quando eu vou fazer mais força no tríceps, que é quando o cotovelo tá a 90º, é onde eu vou gerar mais tensão no tríceps, somado com a tensão que já tem do alongamento pela posição do ombro de 90º, eu vou tensionar ainda mais o tríceps. Isso vai fazer com que o nervos cutâneo posterior do braço seja tensionado e aí reflete em uma dor exatamente aqui no ou exatamente aqui no tendão do tríceps ou exatamente no olécrano.
Porém aqui não passa nenhuma estrutura que venha sentir dor, somente o nervo. E para que isso seja aliviado, seja corrigido, o que que você vai precisar fazer? a liberação manual do músculo redondo maior, que vai auxiliar aí muito para diminuir essa tensão do tríceps.
Afinal de contas, o redondo maior vai ser influenciado ou vai influenciar diretamente o tríceps por causa da questão da fáceração também no tríceps braquial cabeça longa. Exatamente. Aqui fazendo a manipulação.
Esse nervo, ele vai sair do iato, do tríceps e vai correr por aqui, por trás no músculo tríceps. Então ele vai descer pela pelo tendão do tríceps. E o tendão do tríceps, quando você liberar, fazendo a manipulação manual, pressionando e deslizando, fazendo a fricção, vai aliviar a musculatura do tríceps, que vai aliviar esse nervo.
E o fato de aliviar o nervo fazer com que pare de refletir a dor na região do cotovelo, mas especificamente na região do oléano e nessa parte mais posterior aqui do cotovelo. Então é muito fácil resolver esse problema e você consegue resolver na mesma hora. E assim que você fizer a manipulação, o seu aluno vai achar que você é simplesmente o deus das lesões.
Por quê? Porque ele que não imaginava de jeito nenhum que ia ter jeito para essas dores no cotovelo, você vem aqui, libera o músculo redondo maior dele, libera o tríceps braquial cabeça longa na sua região proximal, pressionando ao máximo para poder aumentar o espaço desse iato do tríceps e libera aqui essa parte mais distal do tríceps, fazendo uma massagem e uma pressão grande. você vai perceber que essa dor no cotovelo vai reduzir e muito.
Caso você não consiga fazer a manipulação manual, você pode fazer o alongamento também do músculo redondo maior, que é com o bastão, segurando o bastão e fazendo a rotação externa para que alongue ao máximo músculo redondo maior e também tenha uma leve ou um leve estiramento do músculo tríceps braquial na sua cabeça longa. Se você também não conseguir fazer esse alongamento, você mesmo pode alongar. Pode relaxar, André.
Pode sentar aí no banco, tá? Você mesmo pode alongar de frente pro espelho. O tríceps do seu aluno.
Você sabe que o tríceps cabeça longa, que é o que a gente quer alongar, ele é biarticular. Então ele cruza a articulação do ombro e a articulação do cotovelo. Então se você fizer a máxima abdução do ombro com a máxima flexão do cotovelo, você vai est alongando ao máximo o tríceps braquial cabeça longa.
Então se você força ao máximo a abdução junto com a flexão do cotovelo, você vai conseguir um alongamento ideal para esse músculo tríceps braquial, cabeça longa. Só que tem um detalhe, lembra que se você alongar o tríceps braquial, cabeça longa, você vai gerar uma redução de força no tríceps. Por isso, se você for alongar o tríceps, o ideal é que seja um dia diferente a qual você vá treinar o tríceps.
Se você vai treinar o tríceps o mesmo dia que o seu aluno tá sentindo desconforto na região do cotovelo, prefira fazer a manipulação manual, porque isso vai fazer com que ele não perca a força e continue fazendo o treino normalmente, sem sentir dores. A segunda lesão que a gente tem no cotovelo é epicondilite lateral. E a conilite lateral tem um detalhezinho muito muito importante.
Primeiro por ele vai inflamar a questão da origem do tendão, extensor radial do carro, ou seja, essa região aqui é onde está bem próximo do epicôndulo. Então a epicondilite tem alguns estágios, né? Assim como qualquer inflamação, ela primeiro começa com microlesões e depois vai aumentando essas lesões até gerar um rompimento, no caso mais extremo.
Então a hipocongelite lateral, ela ocorre inicialmente pel aquelas microlesões que vão se acumulando e que seu aluno não sente dor. Então vai juntando microlesões, microlesões, microlesões até formar uma macrolesão. Quando essa macrolesão se forma e se junta todas, é que acontece a inflamação e as dores.
E aí é onde o seu aluno vai relatar as dores para você. Só que a gente precisa conhecer os estágios dacondilite. Então a gente vai ter o primeiro estágio, que é o estágio inflamatório, que é reversível.
a gente consegue tratar fazendo a liberação dessa musculatura, fazendo o alongamento para que o tendão ele se recupere com suas fibras todas alinhadas. A gente tem o estágio dois, que ele é caracterizado pela degeneração do tendão, ou seja, quando já tem um desgaste maior do tendão. E a gente tem o estágio 3 e o estágio 4.
No estágio 3, ele é é caracterizado pela tendinose associada com a alteração da estrutura, ou seja, quando a gente já tem as rupturas das fibras do tendão. E no estágio 4ro, além das alterações deste último, ou seja, do estágio três, a gente ainda vai ter a presença de fibrose e calcificação, que é justamente o quando não se tem o tratamento correto, que começa a calcificar o tendão com as fibras todas entrelaçadas e aí ele perde a sua maleabilidade, porque a gente sabe que o tendão ele precisa ser mais flexível por um certo ponto e ser resistente ao mesmo tempo. Quando ele calcifica e forma um nódulozinho que é a calcificação, ele perde essa capacidade de ser flexível e começa a ficar rígido.
Essa rigidez começa a gerar dor e a partir daí só com cirurgia para poder reverter esse quadro. A cirurgia é a cirurgia de raspagem do tendão para deixar o tendão de novo no formato normal, sem aquela calcificação. A hipondongilite medial funciona da mesma forma, ela só vai mudar os músculos que vão ser afetados e os movimentos que vão afetar para ele sentir mais dor ainda no cotovelo do aluno.
Mas é a mesma condição, tem os quatro estágios e funciona da mesma forma. E por que que acontece normalmente a hipoconglíite? Normalmente por os músculos do antebraço eles se encontram mais fracos e o fato de se encontrar mais fracos faz com que o tendão seja sobrecarregado.
Tendão sendo sobrecarregado, ele não tem a mesma capacidade de se recuperar que a musculatura. Então o que acontece? Ele não tem a mesma o mesmo fluxo sanguíneo para poder levar nutrientes para o tendão.
O fato de não ter um bom fluxo sanguíneo igual a da musculatura e o fato de ser sobrecarregado constantemente faz com que essas lesões elas continuem aumentando sempre até gerar aondilite. Então, a melhor forma para você evitar aondilite são duas. Primeiro, manter os músculos fortalecidos e flexíveis, que isso é extremamente importante, e manter o alinhamento ideal durante os exercícios.
Isso vai fazer com que não haja sobrecarga sobre a articulação do cotovelo e nem dessas musculaturas. Mas um detalhe muito interessante que pouca gente se se orienta é justamente sobre o valgo do cotovelo. Vem para cá, André, por favor.
O valgo do cotovelo é o seguinte. Assim como no joelho, a gente vai ter o valgo do cotovelo. O que seria o valgo do cotovelo no joelho?
O valgo natural seria uma leve abdução da articulação do cotovelo com cotovelo aqui mais para ao lado. Por quê? Isso é normal da articulação do cotovelo.
E no valgo normal do cotovelo, quando o seu aluno flexiona o cotovelo, o dedo mindinho vem em direção a o início da articulação do ombro. Ou seja, mais especificamente aqui no final da clavícula, no processo coracoide. Quando o valgo é excessivo, ele tem uma abdução maior.
Roda aqui o cotovelo pra frente. E o antebraço do seu aluno, ele vem mais ou menos nessa direção aqui. Então, quando ele flexiona o cotovelo, a tendência é que a mão venha para a lateral do ombro, mesmo que a fça cubital esteja apontada pra frente.
E a gente vai ter o cotovelo varo, que é o cotovelo do André, que é quando a gente tem uma linha reta ou bem próximo de ser reta na articulação do cotovelo, quando o úmero ele está na mesma direção que o antebraço, que o rádio e que a una. Então a gente chama isso de cotovelo varo. E qual que é o grande detalhe disso?
Grande detalhe aqui para o seu aluno, por exemplo, que vai fazer uma rosca bíceps com a barra reta, quando a gente fala do cotovelo, a gente tem que observar o seguinte para poder saber a distância. Se ele tem um cotovelo muito valgo, ele vai ter que fazer uma pegada mais aberta. Por quê?
Porque com a pegada mais aberta, ele vai conseguir subir a mão na direção correta. Se ele tem um cotovelo muito valgo e de repente ele faz uma pegada mais fechada, o que vai acontecer é ele tentar compensar o valgo do cotovelo, fazendo então uma rotação interna do ombro e isso vai acabar forçando demais a articulação do punho. Então, primeira coisa, quando a gente for avaliar o a barra do nosso aluno, a distância da barra do nosso aluno, não só na barra reta, mas também na barra W, deixa eu só pegar a barra W, é justamente essa da distância do cotovelo.
No caso do André, essa barra W aqui se encaixa perfeitamente para ele. Por quê? Perceba aqui que a fossa cubital fica apontado pra frente.
Ele não tem um estresse no músculo do antebraço. E quando ele flexiona o cotovelo, o cotovelo vem a o punho vem em direção ao ombro corretamente, sem ele precisar fazer uma compensação na articulação do cotovelo. O grande problema quando o seu aluno ele tem um cotovelo muito valgo, por exemplo, que ele vai fazer essa flexão aqui, que é que vai acontecer?
Essa rotação interna do ombro. E perceba a sobrecarga onde está, na região lateral do cotovelo. Isso vai levar a uma epicondilite lateral.
Por quê? Porque o eixo do cotovelo que tá nessa direção e deveria estar nessa direção aqui, ele vai estar sendo sobrecarregado. Então ele vai est gerando grande tensão nessa região lateral.
E à medida que ele vai fazendo a flexão do cotovelo, ele vai diminuindo o trabalho do bíceps e aumentando o trabalho dos flexores aqui do punho, ou seja, os músculos que vão sofrer com a tensão, que estão ligados diretamente ao epicôndulo lateral. A mesma coisa vai funcionar para o tríceps. Então, imagina o seguinte, deixa eu virar aqui o banco.
O que que acontece? Assim como na flexão do cotovelo, a gente tem a epicondilite lateral, se a gente não souber avaliar a distância da barra do nosso aluno, no tríceps é a mesma coisa, porque à medida que ele flexiona o cotovelo, a tendência é que ele jogue o cotovelo para fora. E aqui, olha onde está a sobrecarga, exatamente no epicônjulo medial.
A sobrecarga, ela vem uma direção reta por causa da linha da gravidade. Então, ela vem aqui e ela deveria estar passando exatamente em cima do eixo para ficar exatamente no tríceps. Por quê?
Porque o eixo do cotovelo é assim. Se o eixo do cotovelo é nessa direção aqui, ele só pode fazer um movimento que é de flexão e extensão. Quando ele abre para cá, que é que acontece?
O eixo do cotovelo fica aqui e aí ele fica desorientado com a direção da carga. Então ele acaba sobrecarregando a região medial do cotovelo por causa dessa abertura aqui. E isso muitas vezes, pode soltar, André, é influenciado justamente por causa do músculo redondo maior.
Vem para cá, André. Afinal de contas, no tríceps testa, por exemplo, quando ele vai fazer aqui o movimento, a gente precisa ter uma boa flexibilidade do músculo redondo, maior, para que ele consiga fazer essa flexão. Se ele não tiver uma boa flexibilidade do músculo redondo maior, o que é que vai acontecer?
O redondo maior vai fazer uma das ações que ele faz, que é a rotação interna do ombro. Essa rotação interna, quando ele tá fazendo o tríceps é o que vai fazer com que ele jogue cotovelo para fora. Além disso, a gente vai ter uma contração aqui do músculo redondo maior, porque o redondo maior durante o tríceps testa, por exemplo, ele vai precisar estabilizar a articulação do ombro.
Então, quanto mais peso ele tiver sobrecarregado no tríceps testa, mais tensão no redondo maior e mais ele vai rodar o cotovelo para fora, rodando internamente a articulação do ombro. É isso que vai fazer ele gerar a epicondilite, tanto lateral quanto medial, seja no treino de bíceps, seja no treino de tríceps. Então, no treino de bíceps, eu vou precisar saber se o cotovelo do meu aluno é um cotovelo válgo, um cotovelo varo ou um cotovelo normal para poder saber a distância na barra.
E muitas vezes, por mais que se tenha a barra W, segura, André, se a depender da barra W e do cotovelo, da estrutura do cotovelo do meu aluno, a barra W também não vai ser adequada. Por quê? porque vai est mais estreita ou muito mais larga do que a distância dos cotovelos do meu aluno.
Então isso precisa ser levado em consideração e você vai observar isso com muito mais detalhes. Tr para acabar quando a gente estiver na aula prática do tríceps e na aula prática do bíceps. E tem mais um detalhe, a síndrome do túnel cubital.
Síndrome do túnel cubital é também causada pelo tríceps testa normalmente quando se há uma rotação interna do ombro durante o tríceps testa, justamente por causa dessa pegada mais fechada. Então, tem alguns marombeiros que preferem fazer a pegada mais fechada, porém essa pegada mais fechada, ela vai fazer com que haja um desalinhamento na articulação do cotovelo. Esse desalinhamento vai gerar uma compensação na região medial do cotovelo.
E detalhe, a gente precisa entender que na síndrome do túnel cubital, a gente vai ter o nevo un que vai passar exatamente dentro do tríceps. E no tríceps a gente vai ter um túnel que é o túnel cubital. E a gente vai ter também outro túnel na articulação do cotovelo e no antebraço.
Então vem para cá, André. Se a gente for observar por dentro, a gente apalpando aqui com o cotovelo flexionado, exatamente aqui entre o epicôndilo medial e o olécrano, a gente vai ter um suco, ou seja, um espaçoonde passa o noo. E a gente consegue apalpar esse noo porque ele é relativamente mais grosso.
Dá um choque, né? Dá. >> E é exatamente quando você bate o cotovelo em alguma quina que você leva um choque, é porque você bateu a quina nesse nervo e esse nervo começa a enradiar para o braço.
Um detalhe muito grande da síndrome do túnel é quando você tá deitado de barriga no chão, apoiados com os cotovelos ou na cama ou no sofá, em qualquer parte. E os seus dedos mindinhos, anelá e o mindinho, ele começa a ficar dormente. É justamente porque nessa posição você começa a comprimir o túnel e aí você começa a diminuir a irrigação desse nevo para a ponta dos dedos e esses dois dedos aqui eles começam a ficar adormecidos junto com essa região medial do antebraço.
E isso acontece justamente por causa também das tensões musculares que diminuem o espaço no túnel, fazendo uma compressão no nervo. Seu aluno sente esse desconforto quando vai fazer o tríceps testa, por exemplo, você vai precisar fazer a manipulação manual dele no tríceps, exatamente aqui no tríceps, na parte de trás mesmo, fazendo a manipulação e a massagem para poder ir soltando essa região onde passa o nevo e vai precisar soltar exatamente aqui, ó, no antebraço, fazendo a massagem para relaxar a musculatura, para que o espaço, ou seja, o túnel ele se abra novamente e o nervo pare de ser estrangulado. Isso vai fazer com que ele pare de sentir a dormência nos dedos e ele continue fazer um movimento sem sentir dor nessa região aqui do antebraço ou no cotovelo na região medial.
Cuidado que essa lesão aqui da síndrome do túnel UN, ela é muito confundida com epicondilite medial e não pode ser confundida. Por isso, você precisa saber e analisar exatamente com detalhes qual que é o problema do seu aluno para poder ir com as ferramentas corretas para poder tratar as lesões do seu aluno. Terminando as lesões do cotovelo, a gente entra nas lesões do punho.
E para entender o punho, a gente precisa entender que o punho tem basicamente duas articulações, a articulação radiocarpal e a articulação médio cararpal. que mais vai interessar pra gente é justamente a articulação rádiocarpal e a médiocarpal. Todas as outras a gente não vai se orientar muito.
Por quê? Porque a partir daí já não há mais lesões influenciadas por desvios posturais, é mais por ã acidentes ou algo parecido. Então essas duas articulações é a que mais vai nos preocupar.
E a principal lesão do punho é da síndrome do túnel do carpo. A síndrome do túnel do carpo é assim como a síndrome do túnel o os nervos têm um túnelzinho por onde passa. Quando esses tú são comprimidos por causa de tensões musculares ou por causa de tensão dos tecidos que fazem esse túnel, ele tem uma compressão ou um estrangulamento nos nervos e isso gera desconfort dores e como também dormências.
No caso da síndrome do túnel do carpo, que que a gente precisa saber? que esse túnel do carpo ele é gerado por causa de uma tensão exatamente no tecido facial. E esse tecido facial quando ele é muito tensionado pelo fato de ser muito exigido ou muito estressado, ele acaba que encurtando ou se contraindo.
E assim como outras lesões, a síndrome do túnel do carpo também tem os seus estágios. Então a gente parte do estágio zero, que é quando o paciente normal, sem sentir dor. O estágio um, que é aonde os sintomas duram menos de um ano, sem déficit sensoriais, ou seja, só o desconforto ali, só a dormência, sem perder, sem perder a sensibilidade da mão.
A gente tem o estádio dois, aonde a gente já tem a parestesia e uma dormência mais forte, aonde a gente tem uma dor permanente e principalmente à noite, porque à noite é quando a gente tá menos flexível, os tecidos tendem a se contrair mais e ficar mais rígidos, sem maleabilidade. E a gente tem o estágio três, que é as mesmas coisas do estágio 2, porém associada a atrofia do músculo tenar. Por quê?
Porque ele começa a não receber mais os estímulos neural e isso faz com que ele entre em uma atrofia. Assim como funciona, por exemplo, no glúteo, para quem tem desvios posturais na pel que não conseguem ter uma ativação do glúteo ideal, o glúteo pelo fato de não ter respostas ah dos nervos, não tem impulsos neurais chegando no glúteo, o que é que acontece? Ele tende a atrofear.
E pra gente tratar a síndrome do túnel do carpo, o que que a gente vai precisar fazer? liberar o retináculo, que é uma faixa de tecido conjuntivo que passa exatamente aqui no punho. Então, se a gente observar no punho vai ter essa região aqui entre esses dois, esses dois ossinhos e basta a gente sair liberando e massageando, fazendo a fricção para que a gente ative o OTG também dessa região e o OTG comece a relaxar mais esses tecidos.
Além de que essa manipulação vai fazer com que o colágeno ele também seja melhor distribuído e seja quebrado em algumas partes aonde estejam mais rígidos, fazendo com que seja mais flexível. E quanto mais flexível for esse retináculo, mais espaço vai ter para os nervos e menos compressão vai ter nos nervos, ou seja, menos sensação de dor, menos sensação de dormência, principalmente durante a noite, a depender do estágio do seu aluno de dores e de dormência. Aqui a gente finaliza esse módulo de lesões do cotovelo e do punho, só que a gente vai agora pras aulas práticas.
E os músculos que vão influenciar cotovelo e punho são os músculos bíceps e tríceps. Portanto, a gente vai entender na prática como executar os exercícios de forma correta e quais são os melhores exercícios para que a gente trate essas lesões, evite as dores ao máximo e seu aluno consiga treinar na máxima intensidade sem sentir dor, porque é assim que deve ser. Então, a gente se encontra na aula prática de bíceps e tríceps.