[Música] voltei na casa do velho benzedor por uns três dias seguidos e nem sinal dele comecei a me preocupar sobre o que poderia ter acontecido com aquele Senhor na minha mente aquele bicho que tentou entrar na minha casa só podia ser o cara que queria comprar as nossas terras porém eu não tinha provas e o bicho poderia ser qualquer um a partir de Então sempre que eu saía durante o dia eu deixava meu revólver com a minha mulher e passei a carregar apenas o facão saía só durante o dia a noite não saí mais para
longe tudo se acalmou por uma semana e não tive nenhuma notícia do bicho que atacou o sítio porém em um certo fim de tarde os cães começaram a acuar algo que estava dentro da Mata eles latiam bastante e permaneciam de frente para o Mato que estava muito fechado mas estranhamente não avançavam parece que eles queriam apenas nos alertar e nos proteger sendo assim fiz uma grande fogueira em frente de casa peguei minha arma e permaneci em Alerta minha esposa toda hora me falava que era melhor a gente vender aquele lugar e ir embora ela dizia
que não teríamos mais paz por ali e que permanecer naquele sítio seria arriscar a nossa vida e a vida do nosso pequeno filho eu não sabia Com certeza o que poderia estar ali dentro daquela mata porém sabia que a minha esposa podia ter razão os cães passaram a arrodear a casa e por vezes ficavam parados olhando pro nada no mesmo local de antes em frente à mata naquele começo de noite a atmosfera ali no sítio parecia estranhamente pesada a cada passo que eu dava eu sentia aquele Pio estranho uma certa hora olhei para fora na
direção da Mata e foi aí que vi não dava para distinguir muito bem mas tinha um vulto parado e um par de olhos brilhando Escondido entre as árvores a luz pálida da lua quarto minguante só ajudava a tornar a cena ainda mais sinistra fiquei ali próximo da janela um bom tempo fingindo que estava distraído mas atento à aquela silhueta não quis atirar sem saber o que era depois de um tempo aqueles os olhos brilhantes sumiram fiquei de arma na mão sentado no sofá até altas horas mas inesperadamente o sono me venceu no dia seguinte quando
eu acordei e fui tratar dos porcos encontrei dois deles mortos o bicho que atacou os suínos comeu apenas as vísceras porém estraçalhou e dilacerou os Animais o o mais estranho foi que os cães não latiram como eles sempre faziam de manhã Encontrei os dois cachorros deitados perto da porta e eles pareciam estar bastante assustados eu por outro lado não ouvi os gritos dos porcos por eu estar muito cansado e por o chiqueiro ficar um pouco afastado pouco depois resolvi ir até a mata para dar uma olhada peguei o facão e a peixeira porque Como diz
meu pai prevenir é melhor do que remed Ar ao entrar no mato senti um desagradável e estranho cheiro impregnado no ar não demorou muito para eu encontrar os primeiros sinais uns Matos amassados como se alguém tivesse se agachado ali por um tempo encontrei também a bituca de um cigarro de palha mas à frente tinha marcas de botinas na lama continuei andando Seguindo os rastros as pegadas iam na direção de um trecho ainda mais fechado da Mata um lugar onde quase nunca ninguém habitava porque era de difícil acesso voltei para casa e contei para minha esposa
os sinais que eu tinha visto na mata e ela ficou desesperada e falou para a gente vender tudo e ir embora dali logo ela inclusive me lembrou que a gente tinha um conhecido na cidade que era doido para comprar o sítio era um policial civil aposentado que conhecia o lugar e ele sempre dizia que se a gente fosse vender a propriedade que a gente desse preferência para ele eu achava uma tremenda covardia sermos expulsos do nosso canto sem a gente ter feito nenhum mal a ninguém então eu falei para minha esposa que eu ia chamar
meus dois irmãos para juntos a gente dar cabo de uma vez por todas naquela fera também disse a ela que enquanto isso ela e meu filho ficariam na casa do pai dela na cidade coroa pai dela era separado e muito gente boa ela não concordou muito com a minha ideia maluca de esperar a criatura mas como ela sabia que eu não desistiria fácil ela acabou por concordar era meio-dia quando o táxi que eu chamei com meu celular velho chegou para levar a minha esposa para a cidade logo dei um abraço apertado na minha mulher e
um beijo na testa do meu filho e a seguir eles foram embora no carro eu havia dito para a minha mulher que meus dois irmãos que moravam em um povoado um pouco distante chegariam depois das 2as da tarde entretanto eu havia dito aquilo apenas para ela ir para a cidade e não se preocupar comigo na verdade eu não tinha chamado ninguém eu ia fazer a Tocaia sozinho sei que o que fiz foi muito arriscado e até certo ponto foi um pouco irresponsável da minha parte no entanto as coisas aconteceram desse modelo naquela época Apesar de
eu ser um cara Leal à minha família eu confesso que ainda me faltava um pouco de juízo não demorou e eu já fui fazendo os preparativos para a minha Tocaia peguei minha peixeira e o facão e afiei ambos na pedra de amolar e já deixei no jeito o cano carregado também já foi logo pra cintura coloquei pilhas novas na lanterna e dessa vez acendi duas fogueiras fiz uma na frente da casa e a outra perto da porta da cozinha fiz com lenha de CNE para que o fogo durasse mais tempo pouco antes de escurecer fui
lá na mata e dei uma volta no local e não tinha nada lá eu queria ter a certeza que ninguém estaria escondido no mato me vendo quando eu fosse me esconder eu sabia que o bicho era traiçoeiro e logo deduzi que aquele monstro não tentaria entrar na casa caso soubesse que eu esta armado lá dentro e também devido o bril das fogueiras percebi que o bicho queria era as crições e Saria seha espos e me fessem sós quando noite cheg com tudo prarado em um grande pé de Tamboril que ficava próximo ao chiqueiro dos porcos
e fiquei aguardando os cães por sua vez ficaram paninhos deitados nas proximidades da fogueira na frente da casa o encontro com aquela besta imunda não fez muito bem PR a cachorrada era um pouco mais de 11:30 da noite quando os dois cães vieram correndo e ficaram ali Debaixo da árvore que eu estava eles ficaram dando grunhidos e com o rabo entre as pernas deu para notar que eles estavam mais assustados do que nunca Foi então que os cães começaram a rodar e a uivar baixinho eu nunca tinha visto eles daquele jeito era um comportamento totalmente
anormal ficou nítido que tinha coisa errada olhei para todos os lados e foi aí que vi o monstro em pé próximo do chiqueiro a Fera olhava para os cães com um olhar monstruoso e aquilo não havia notado a minha presença quando a amaldiçoada criatura remou para o chiqueiro eu liguei a lanterna e s o dedo o primeiro foi bem no peito e a criatura ficou sem saber de onde vinha os disparos descarreguei o tambor e Aisa novamente consegui fugir pelo jeito pelo menos umas três balas havia atingido aquele ser depois de uns minutos Pulei da
áv e entrei para casa junto com os cães Eu sabia que pelo menos naquela noite o bicho não voltaria mais me deitei no sofá e com o oitão entupido ali por perto comecei a raciocinar era bem provável que aquela criatura não tinha morrido não era bom ficar pagando para ver eu sabia que gente que virava bicho era Vingativa e que uma hora aquilo poderia também fazer uma Tocaia para me surpreender o melhor era vender o lugar e sair fora dali como queria a minha mulher no outro dia cedo quando eu tava dando milho para as
galinhas chegou na porteira ali do sítio o velho benzedor fiquei muito surpreso com a aparição dele por ali após me cumprimentar o velho falou que ele foi até a minha casa pois à noite ele voltava de uma pescaria na Lagoa lá embaixo e ele ouviu aquele mundo vé de tiros na direção da minha casa então ele foi até o meu sítio para ver o que tinha acontecido contei a verdade para ele de todas as aparições daquela criatura em minhas terras o benzedor me orientou a abandonar o lugar caso eu não tivesse conseguido abater a Fera
ele falou que com aquele bicho assolta mais dia ou menos dia Aquilo me pegaria na traição e também pegaria a minha família perguntei ao velho que tanto de sangue seco era aquele que eu vi no quintal dele nos dias que eu fui até a sua casa e ele não estava falei brincando que cheguei a suspeitar que ele era o vir bicho aquele Senhor deu uma gargalhada e disse que ele tinha abatido uma cabra junto com seu filho e a sujeira no terreiro realmente tinha ficado feia mesmo já que ele havia saído depressa depois o velho
prosseguiu dizendo que após limpar o animal ele deu toda a carne para seu filho e que logo depois ele foi passar uns dias lá no sítio desse filho dele não demorou e o velho rezador que era muito desinquieto se despediu de mim e foi embora caminhando depressa liguei para onde minha esposa estava e falei para ela que realmente era melhor a gente vender o sítio falei que enquanto eu não vendesse o lugar que era melhor ela ficar onde ela estava Entrei em contato com o policial aposentado falei que eu estava vendendo a propriedade e ele
logicamente se dispôs a comprar então minha mulher e eu vendemos o sítio por um bom preço com o dinheiro compramos um sítio menor e bem mais seguro no norte do Goiás eu fiz a minha e avisei para o policial o motivo da venda da terra falei do bicho que aparecia lá no sítio mas ele não acreditou no meu relato ele falou que tudo era apenas coisa da minha cabeça que o tal bicho certamente deveria ser uma onça preta das grandes menos de um mês depois fiquei sabendo que aquele cara arrogante que queria comprar nosso sítio
foi encontrado em uma certa manhã nu e sem vida na beira de uma estrada quem me contou o ocorrido foi meu irmão mais velho que morava em um povoado nas redondezas ele falou que o homem foi encontrado com várias marcas de tiros pelo corpo e tudo ocorreu após alguns sitiantes atirarem em um bicho estranho da cara deformada na noite anterior nós não nos arrependemos de vender o lugar pois tudo tem uma razão para acontecer o sítio que compramos em Goiás é muito melhor e mais tranquilo moramos Nele até hoje eu creio que aquele fazendeiro que
virava monstro ceifou a vida do avô da minha mulher para comprar as terras dele barato De toda forma aquele sujeito atrevido e que carregava aquela terrível maldição teve o que mereceu h