Caros amigos, bem-vindos a mais um episódio de Hoje no Mundo Militar. Neste vídeo falaremos sobre o teste bem-sucedido e o início da operação do Satan 2, classificado por Putin como o mais poderoso ICBM do mundo. E do que isso significa agora?
Que pela primeira vez em 50 anos não há um acordo de armas nucleares entre Estados Unidos e Rússia. A absoluta propaganda é uma agência com 28 anos de experiência e ampla atuação no Brasil exterior, especializada na criação de sites, logotipos impactantes, posicionamento Google, campanhas e redes sociais, Google Ads e tudo para o seu canal no YouTube. Se a sua empresa quer um site que traga resultados ou entrar forte em mídias sociais, entra em contato e solicite agora mesmo orçamento.
A absoluta vai surpreender você. Os links e os meios de contato estão aqui na descrição. Nesta quarta, 12 de maio, do bunker do seu escritório em Moscou, Putin assistiu por videoconferência ao que pode ser o anúncio mais importante do arsenal estratégico russo nessa década.
O comandante das forças de mísais estratégicos, o general Sergei Karacajev, comunicou ao presidente russo que às 11:15 da manhã, horário local, a Rússia testou com sucesso o RS28 Sarmat, o gigantesco ICBM que o Ocidente apelidou de Satan 2 e que o próprio Putin classificou como o sistema de mísseis mais poderoso do mundo. Putin também anunciou que até o fim deste ano o primeiro regimento armado com Sarmat entrará em prontidão de combate na Sibéria. O RS28 Sarmat, nome que homenageia os antigos sarmatas, um povo guerreiro das steps centroasiáticas, é um mísse balístico intercontinental pesado de três estágios e propel líquido desenvolvido pelo birô de projéis Makeev.
A função dele é substituir o lendário R36 M2 Voyevoda, o ICBM soviético que a OTAN batizou de SS18 Satan, em serviço desde os anos 70 e cuja produção foi encerrada em 1992. Em termos puramente físicos, o Sarmat é um colosso. Tem 35 m de comprimento, mais ou menos altura de um prédio de 12 andares, 3 m de diâmetro e pesa totalmente abastecido cerca de 208 tonelas, das quais 178 toneladas apenas de combustível líquido.
O míssel tem uma capacidade de empuxo brutal, capaz de transportar cerca de 10 toneladas de carga útil, que pode ser composta por até 10 ogivas M RV pesadas, cada uma com rendimento entre 750 kons e 1. 2 Mons ou segundo diversas fontes, até 16 ojivas MIRV leves, cada uma apontada para um alvo diferente. Além das ogivas, pode transportar grande quantidade de iscas, refletores de radar, dispensadores de chaf e jammers eletrônicos para saturar e cegar os sistemas de defesa adversários.
Outro ponto que coloca o Sarmat em uma categoria à parte é o alcance, com o número oficial ficando entre 18. 000 1000 km em trajetória balística clássica, o suficiente para atingir qualquer ponto dos Estados Unidos ou da Europa a partir de silos na Sibéria. Mas Putin afirmou que o Sarmat tem capacidade para realizar voos suborbitais com alcance superior a 35.
000 km. é o famoso Fabs, o sistema de bombardeio orbital fracionado. Ou seja, em vez de seguir a típica trajetória norte sobre o Ártico, monitorada há décadas pelos radares e satélites do Norad, o Sarmat pode entrar em órbita baixa, dar uma volta parcial pela Terra, passando pelo Polo Sul, e atingir os Estados Unidos pelo flanco sul, vindo do hemisfério oposto, contornando toda a arquitetura ocidental de alerta antecipado que foi construída durante décadas na Guerra Fria.
O Starmat também tem uma fase de impulso mais curta do que a dos ICBMs convencionais, reduzindo a janela em que os satélites de detecção infravermelha conseguem rastrear o lançamento. Em comparação com o ICBM americano Minutman 3 em operação desde os anos 70, o Sarmat é quase seis vezes mais pesado, 17 m mais alto e tem capacidade de carregar entre 10 e 15 ogivas a mais, mas a comparação fica ainda mais embaraçosa quando entra em cena o substituto americano, o LGM35A Sentinel da North Trop Groman. Esse era o projeto que deveria, em tese, recolocar os Estados Unidos no jogo dos ICBMs pesados, mas o programa virou um pesadelo orçamentário.
Os custos saltaram da estimativa inicial de 78 bilhões de dólares para mais de 125 bilhões. E em fevereiro deste ano, a Força Aérea dos Estados Unidos admitiu que o Sentinel não atingirá a capacidade operacional antes do início da década de 2030. E pior, descobriu-se que os silos antigos do Mirutman não comportam o novo míssel, o que obrigou a construção de toda uma nova infraestrutura.
E mesmo quando entrar em serviço, o Sentinel deverá carregar apenas uma ogiva por míssil, com a possibilidade de chegar a três em cenários extremos. Lembrando que o RS28 Sarmat pode transportar até 16 ogivas. Em outras palavras, enquanto a Rússia está colocando em prontidão um míssel toneladas, capaz de portar até 16 ogivas leves, os Estados Unidos ainda usam um míssel de 1970 e tentam, com muita dificuldade fazer entrar em serviço um substituto com uma capacidade muito inferior ao do Sarmat.
O anúncio do teste do Satan 2 ocorre em um contexto muito grave, pois no dia 5 de fevereiro deste ano expirou o New Start, o último tratado de controle de armas nucleares entre Estados Unidos e Rússia. É a primeira vez desde o início dos anos 70, ou seja, há mais de meio século, em que as duas maiores potências nucleares do planeta ficaram sem nenhum limite para os seus arsenais estratégicos. Putin chegou a oferecer em setembro do ano passado um ano adicional de adesão voluntária aos limites, mas Trump preferiu ignorar a proposta, postando nas redes sociais que quer um tratado novo e melhorado envolvendo também a China.
E desde então não houve avanço concreto. Pequim, por sua vez, recusa qualquer conversa enquanto o seu arsenal, estimado em menos de 500 ogivas, contra mais de 5. 000 de cada lado entre americanos e russos, for muito menor.
Todo esse contexto dá ao teste de ontem um peso completamente diferente. Sob o new start, a Rússia até poderia desenvolver o Sarmat, mas tinha que respeitar o limite global de 1550 ogivas estratégicas. E cada sarmat colocado em silo significava aposentar um ICBM em outro lugar para fechar a conta.
Mas agora, sem o tratado, Moscou pode, em tese, manter os ICBMs antigos, como RS24s, e adicionar os armates. A entrada em operação do primeiro regimento em Uzur, na Sibéria, até dezembro, marca, portanto, três coisas ao mesmo tempo. Primeiro, o início concreto de uma nova geração da tríade nuclear russa, ao lado de sistemas como Possidon, o Burevestnick [música] e o Já operacional Quinzal.
Segundo, uma resposta estratégica direta ao Programa americano de defesa antimíseis, o famoso Golden Dome, anunciado por Trump. E terceiro e mais sensível, o primeiro grande movimento de modernização do arsenal russo em um mundo sem tratado, no qual ninguém pode auditar quantas ogivas saem da fábrica e quantas vão para os silos. Estamos entrando, querendo ou não, em uma nova era nuclear.
E ela começa sem regras, sem controle, sem inspeções e com o Satan 2 saindo do papel para silos espalhados pela Sibéria. E se gostou do vídeo, não se esqueça de deixar aqui o seu like. E se ainda não está inscrito no canal, inscreva-se já e acione o sino das notificações para não perder nenhuma novidade.
Товарищ верховный главнокомандующий, сегодня в 11:15 ракетными войсками стратегийского назначения проведён пуск новейшей тяжлой жидкостной межконтинентальной баллистической ракеты Сарма. Пуск успешный. Задача пуска выполнена.
По результатам испытаний подтверждена правильность заложенных конструкторских и технологических решений, а также реализуемость ракетным комплексом заданных характеристик. Ракетный комплекс стратегийского назначения стационарного шахтного базирования с межконтинентальной баллистической ракетой Сармат создаётся на замену комплексу советского производства воевода. По своим боевым возможностям Сармат превосходит своего предшественника и в первую очередь по дальности полёта, забрасываемого весу, готовности к пуску, применяемому комплексу средств противодействия, позволяющему гарантированно преодолевать существующие и перспективные системы противоракетной обороны.