Nossa gravação. Prontinho, já estamos gravando. Sejam todos muito bem-vindos, muito bem-vindas à nossa aula, né? Uma aula em continuação. Na verdade, hoje a gente vai falar um pouquinho sobre osteoporose. Na última quinta-feira, sem ser a última que era feriado, na anterior, né, nós falamos bastante sobre sarcopenia. São assuntos, são temáticas diferentes, mas que tem uma complementação dentro dos temas, né? Tal tinha algumas pessoas que tinham feito algumas perguntas, então vou pedir para que vocês fiquem atentos nessa aula. A gente vai conversar um pouco mais eh sobre esses dois, sobre esse assunto que de alguma maneira
vai se correlacionar, né? vai estar tendo alguma tem algum tipo de associação com a perda de massa muscular, né? Apesar de não serem as Mesmas coisas. Tá bom? Boa noite, Lorinete. Vamos lá, vamos começar a nossa aula de hoje. Então, assim, né, gente, que que que é osteoporose? A gente fala bastante, né? A gente falou em algumas das nossas aulas que da perda da densidade óssea, né? E quando a gente pensa em perda de densidade óssea, a gente acaba, a gente pode levar a uma situação em que essa perda de densidade vai nos causar prejuízos
e transtornos, né? Então Quando a gente pensa nisso, a gente tá pensando principalmente na osteoporose ou osteoporose, né? Ela é uma doença esquelética sistêmica, né? que vai caracterizada por essa baixa massa óssea, só que não é só a baixa massa óssea. Quando a gente tem uma perda dessa densidade de tecido ósseo, pensando aqui na nossa dos ossos ossos, proprimento, a gente vai ter uma mudança na micro arquitetura, né? Então vão ter mudanças estruturais do tecido ósseo em Função dessa redução dessa densidade. E aí por consequência disso, e aqui a gente pode ver, né, esse esqueminha,
esse desenho muito simples, à medida que a gente perde essa densidade, essa arquitetura vai ficando mais frágil e com maior risco de fraturas, tá? Então, de certa forma, a osteoporose ela não é difícil de entender. A gente entende como uma uma doença que é caracterizada por uma baixa massa óssea, que vai aumentar o risco de Fragilidade por conta dessa deterioração, dessa perda de estruturação de tecido ósseo. Ela é uma doença multifatorial, certo? no qual a gente pode pensar que 70% dessas causas elas podem estar relacionadas a fatores genéticos, mas a gente também pode pensar em
fatores ambientais relacionados ao estilo de vida que esse indivíduo tem, os acessos e cuidados que ele vai ter. Então tudo isso vai Implicar no desenvolvimento ou no agravamento dessa doença ou se a gente consegue, por exemplo, parar esse processo, esse avanço, né? E também ela é um problema de saúde pública, apesar de muitas vezes a gente nem sempre pensar muito sobre ela. Ela vai afetar cerca de 30% das mulheres no pós-menopausa. De fato, eh quando a gente pensa em osteoporose e mudanças de densidade mineral óssea, a gente pensa Muito nas mulheres e nas alterações causadas
pela menopausa em si, mas ela também afeta homens, tá? não é uma doença exclusiva do do público feminino, mas também afeta homens a partir do processo de envelhecimento. Então, de 15 a 20% dos homens após 60 anos de idade vão desenvolver osteoporose. A gente tem um estudo feito no Brasil, né, um estudo de grande, né, com n grande, 2400 indivíduos, estudo que isso chama Brasos. E ele mostra pra gente que Indivíduos, né, acima de 40 anos já começam a ter eh uma prevalência de fraturas, né, umas fraturas ainda de baixo impacto, mas que estão relacionadas,
por exemplo, à osteoporose. Então, 12% em homens, 15% em mulheres, tá? De prevalência. Então, não é um agravo, não é um problema em comum. a gente lida com ela com uma certa frequência. Quem nunca, né? Não. E aí a partir de uma certa idade se faz alguns exames para se fazer um um Mapeamento, né, de risco para acompanhar essa densidade, para entender se esse indivíduo já está nesse quadro ou em risco dele. Quando a gente pensa em osteoporose, a gente tem que pensar que existem estágios, né? Então, quando a gente tem um indivíduo que tem
uma densidade óssea considerada dentro da normalidade, a gente considera que perdas podem acontecer. Por quê? O tecido ósseo não é um tecido eh estático, ele tem mudanças. A gente Tem absorção e reabsorção óssea, né, o tempo todo. Por quê? Porque a gente tem depósito de cálcio no osso e à medida que o nosso corpo precisa de maior ou menor quantidade, a gente tem uma remoção de cálcio do tecido ósseo. Ele fornece cálcio pros nossos tecidos, né? Porque é importante, né? Principalmente quando a gente tá falando de atividade cerebral, né? Atividade muscular. Então a gente não
pode esquecer que o tecido ósseo ele tem absorção e reabsorção, né? Quando a gente quebra um osso, por exemplo, a gente tem um processo de calcificação, decificação, porque ele é um tecido dinâmico, né? Claro que esses processos vão ficar mais complexos, eles vão ficando, vão ser mais difíceis a à medida que a gente envelhece, mas ele ainda é um um tecido dinâmico, né? Então a gente considera uma perda de massa óssea normal dentro de, né, do do estágio do que é considerado normalidade até 10%. A partir do momento Que a gente tem uma perda óssea
de 10 até 25%, a gente chama no estágio de osteopenia, né? Então muitas vezes a gente pega um exame ou às vezes os nossos nossa família parentes, quem nunca, né? Que tem pessoas mais velhas que fazem o exame com uma certa frequência. a gente vai falar um pouquinho sobre ele. E às vezes tem alguns quadros que a pessoa não tem a osteoporose instalada, mas ela já tem uma perda de massa ósse importante, que É a osteopenia. E isso, se não for cuidado, devidamente acompanhado, pode evoluir para osteoporose. Existem grandes riscos para isso, né? Então a
osteoporose ela é considerada quando nós temos uma perda de massa óssea maior que 25%, né? Então a gente vai tendo mudanças, é como se esse osso fosse ficar literalmente, né, por dentro da estrutura, ele vai perdendo essa massa, ele vai ficando mais poroso e muito frágil, né? Então qualquer tipo de Trauma, queda, enfim, eh impacto muitas vezes eh faz com que ele se quebre com muito mais facilidade, né? E aí qual que é o grande, né? A gente tem que pensar também em fatores de risco, né? Porque o que que eu posso considerar como fatores
de risco? Existem alguns fatores de riscos que não são modificáveis, ou seja, que a gente não consegue atuar simplesmente sobre eles com relação nós nosso estilo de vida. Muitas vezes a gente não tem como controlar isso. E Existem alguns fatores que são modificáveis, então a gente tem que ter em mente quais são eles, né? Eh, quando a gente pensa em não modificável, a gente vai falar o primeiro deles, que é a idade avançada. De fato, o principal fator de risco para pra osteoporose é o envelhecimento, porque a medida que nós envelhecemos, nós temos uma diminuição
da qualidade óssea, da diminuição da deposição de massa óssea e a nossa função neuromuscular, né, ela pode ficar Mais prejudicada. e a gente tem um risco maior de quedas e, portanto, um risco maior de fraturas, né? Então, dependendo do estilo de vida desse indivíduo, eh de como que como é o processo de envelhecimento dele, isso vai ter um impacto maior ou menor. Mas um fato é a idade, por si só, a idade avançada, ela já é um fator de risco importante, né? Alguns estudos falam de indivíduos de raça branca, indivíduos orientais, poderem ter maior associação
eh como um Fator de risco aí paraa osteoporose, mas isso não tá muito bem eh muito bem explicado, né? Mas alguns livros trazem essa citação. Existem fatores de riscos importantes com relação à história familiar, por exemplo. A gente sabe que eh a hereditariedade ela vai ter um fator importante. Então, de 70 até 80% da variação óssea, ela pode ser atribuída à nossa hereditariedade. Então, se a gente tem história na família, história materna ou história Paterna de indivíduos que tiveram fraturas após os 50 anos, né, especialmente quando a gente pensa fraturas de ossos grandes, fraturas de
quadril, né, a gente tem evidências mais consistentes de maior fator de risco para os indivíduos, né, para os seus descendentes. Então, fique muito atento, né? Às vezes tem o paciente, tem um histórico, às vezes você mesmo na sua família tem um histórico prévio de fratura, né? Histórico familiar também De osteoporose. Então isso pode ser um fator importante, um maior risco. E é algo que tem que ser observado, né, especialmente com relação a ao depois do período da menopausa para mulheres ou o processo de envelhecimento para homens ou até um pouco antes, né, na meia idade,
fratura prévia. Então, o indivíduo que já teve uma fratura anterior em um membro pode ser um é um indicador de risco importante para novas fraturas, né? Qualquer fratura de baixo Impacto, às vezes nem é uma coisa muito grande, muito extensa, independentemente da densidade óssea desse indivíduo, aumenta o seu risco de desenvolvimento e risco de nova de novas fraturas, né? Eh, também existe aquilo que a gente chama de, isso aqui tem um nome engraçado, que é o menor tempo de menâncime, né? Que que é menâncme? É um período entre a primeira menstruação e a menopausa, né?
Então, a menarca e menopausa. E a gente sabe o seguinte, Quanto o menor tempo, né, quanto mais cedo essa mulher ela entra na menopausa, maior o risco, vamos dizer assim, dessa mulher desenvolver eh osteoporose por conta dos fatores que vão acelerar essa perda de massa óssea, né, a própria menopausa. Então, se essa mulher ela tem uma menstruação muitas vezes tardia, mas ela também finaliza o período, né, né, de a vida reprodutiva e a menopausa um pouco mais tardia, isso pode ser um fator protetor, Mas o período muito curto, né, um menor período entre a menarque
e a menopausa, às vezes uma menopausa precoce ou uma menopausa mais adiantada, isso pode ser um fator de risco muito importante, né? Então, os cinco primeiros anos da menopausa, que a gente fala do após o período da menopausa, são períodos muito importantes, né? Eh, que a gente tem uma perda muito acelerada de massa óssea, de 2 até 4% ao ano em média. Então isso são fatores de risco, não necessariamente Modificáveis, porque veja, né, você vai ter o período que você vai passar pela menopausa, não necessariamente você tem que como atuar com que idade você vai
entrar na menopausa ou o paciente vai entrar na menopausa. Então são fatores que são fatores de risco, mas que a gente não atua diretamente. Agora, existem fatores de risco que são modificáveis, né? fatores de risco muito importantes, inclusive que geralmente estão associados ao estilo de vida das Pessoas. Um deles, parece impressionante, mas não, é o baixo peso, né? indivíduos de baixo peso vão ter menor massa óssea, menos massa óssea. E aí eu estou falando de indivíduos muitas vezes que são essencialmente muito magros, indivíduos que desenvolvem transtornos alimentares ao longo da vida, que tem que perdem
peso, né, eh, de uma forma muito rápida, muito intensa. Quando a gente também fala até de pacientes que fizeram cirurgia Bariátrica, né, eles são riscos, são pacientes de risco pro desenvolvimento de osteoporose, porque eles vão ter uma perda de massa óssea importante, então eles devem ser acompanhados e monitorados com relação a isso. Então o baixo peso ele tem, ele apresenta um risco inerente aí, menos massa óssea, maior risco de fraturas, né? Eh, então se fala muito também com relação até a à a própria arquitetura do osso que a gente fala, né, que eles Chamam de
arquitetura trabecular, a forma como eh essa estruturação ali, né, do osso é ela é consolidada, tá? Outro fator muito importante que muitas pessoas gostam muito de ignorar é o tabagismo, né? especialmente quando eu falo que paciente idoso e agora a gente tá tendo um ressurgimento do tabagismo como algo eh descolado, né? Mas indivíduos mais idosos, por exemplo, de outra geração, viveram uma era em que o tabagismo, né, era algo, uma prática Comum, né, não se existia ainda, né, os estudos ainda estavam acontecendo e não se falava que tabagismo, né, que fumar matava, que causava doenças.
a gente ainda não tinha isso bem estabelecido, então era muito comum para essas esse esses grupos e até hoje você vai encontrar determinados grupos, né, de determinadas gerações que ainda fumam, né, a partir dos 70 anos. Aqui a gente tá falando de uma geração, né, do pós-guerra, né, que ainda viveu isso Muito forte. Então você não é incomum você encontrar indivíduos que fumam, né, que vêm, trouxeram esse vício e que muitas vezes ignoram completamente o tabagismo como um fator importante, né, na na piora da densidade mineral óssea. Eu vou falar isso de experiência própria. Na
minha casa, eu tenho uma mãe que é fumante há muitos anos, né, e ela tem alguns sempre tá fazendo a deitometria. Eu sempre digo para ela, fumar é um fator de risco muito Importante que vai atrapalhar bastante, né, na manutenção da duas da sua densidade mineral óssea. Então isso é um uma questão importante, por quê? O tabaco, né, a ação do tabagismo da que que tem ali nas substâncias todas, ele vai agir eh especialmente nos osteoblastos. Então, a gente tem que lembrar lá das nossas aulas de embriologia embriologia não, de gente as aulas sobre de
tecidos, né? Eh, eu tô de embriologia na cabeça, mas é outra. Eh, Aos que a gente estuda sobre os tecidos todos. Não, não é anatomia, é outra, é outro nome. Nossa, gente, tô com a cabeça, tô cansada. Mas vamos lá, eu vou lembrar. histologia, lembrei, as aulas de histologia mostram muito isso pra gente. Então, os tipos de células, formação de tecidos. Quando a gente pensa no tecido ósseo, a gente tem dois tipos e tem outras células também, mas a gente tem que lembrar dos osteoblastos e os Osteoclastos. Os osteoblastos são as células jovens que são
as responsáveis pela síntese da matriz óssea, elas que produzem o tecido ósseo, né? Os osteoclastos têm a função oposta, elas degradam, tá? a matriz óssea paraa liberação de cálcio no sangue, por exemplo. Por isso que eu falo que mesmo após o período do crescimento, a gente não cresce mais, né? a gente não aumenta, né, o tamanho, a altura, a estatura, mas a gente tem um tecido Ainda que é ativo, né, que tem formação, síntese e degradação de de massa. Quando a gente tá falando de tabaco, de, né, de substâncias nocivas que estão presentes no tabaco,
a gente tá falando que esse essas substâncias agem nesses osteoblastos e reduzem, né, a ação desses osteobos e reduzem a formação, a síntese de matriz óssea. Então eles têm uma ação direta sobre essas células. E aí a gente tem o maior risco de taxa de fratura. Toda vez que a gente tá falando Deose, gente, a gente tem que lembrar que o risco, qual que é o grande, a grande dificuldade, qual que é o grande problema da gente ter osteoporose? os nossos simplesmente, né, o nosso o nosso eh o nosso osso ficar frágil e a gente
ter uma queda e fraturar e ficar no hospital e ter várias questões relacionadas à hospitalização. Sedentarismo também é um fator importante, assim como a gente pensa no sedentarismo para indivíduos Com perda de massa muscular, certo? A gente pensa também a mesma coisa, que é o mesmo raciocínio pro risco de osteoporose. Então, indivíduos sedentários também tem menor densidade de mineral óssea, tá? Porque o impacto, e eu não tô falando de alto impacto, tá? Falando de exercícios de muita, né? O indivíduo não precisa fazer crossfit, não precisa fazer corrida, mas o movimento musculação principalmente, ele tem que
gerar algum tipo de estímulo de Impacto controlado, obviamente, sem causar lesões, né, sem causar outros problemas para estimular a formação dessa dessa matriz óssea. E isso vem juntamente com o risco de sarcopenia, né? Quanto mais sedentário eu for, menor densidade óssea, maior risco de sarcopenia, porque eu tenho maior risco de massa, de perda de massa muscular, eu não tenho estímulo à síntese muscular e o maior risco de quedas e de fraturas. Então, essas são aspectos que se Entrelaçam, né? Quando você vê um idoso muito fragilizado, ele tem uma massa, né, reduzida, uma massa muscular reduzido,
uma, provavelmente ele vai ter uma redução de massa óssea, às vezes pode acontecer, mas é difícil. Às vezes essas coisas vêm juntas, a gente consegue entender o tamanho do impacto disso na qualidade de vida e na autonomia dessa pessoa, tá? E o consumo também excessivo de bebidas alcoólicas. Vocês já Perceberam aqui ao longo das nossas aulas que a gente não pode passar batido. A gente fala de alimentação, mas a gente também tem que trazer isso pros nossos pacientes, por o álcool tem um efeito tóxico também sobre os osteoblastos, né? eles atrapalham, né, a ação dos
osteoblastos e, portanto, a síntese de matriz óssea. A gente observa também que indivíduos que estão, né, que fazem o uso crônico de bebidas alcoólicas, né, que é o caso já é um Alcoolismo ali, eles também têm uma maior perda renal de cálcio e menor absorção de cálcio também, que vai impactar, obviamente, na consolidação desse tecido ósseo, né, na formação dos dos cristais e na formação da estrutura óssea por si só. Então, eh, a gente tem um um consumo que pode, né, levar a essa maior fragilidade e também maior risco de quedas. Mas veja, são fatores
de riscos que podem ser um fator de risco que pode Ser mortificável, que está que também está associado a aspectos de estilo de vida. E aqui a gente também pode falar que relações, né, questões relacionadas ao estilo de alimentação. Então, um indivíduo que consome tem um consumo excessivo de café. E aí a gente tem que falar do consumo, né, da cafeína em si, que ela é rica em chantinas que podem aumentar a perda renal e levar uma menor absorção de cálcio intestinal. E isso pode, né, atrapalhar aí nessa massa Óssea, nessa formação e uma redução
de massa óssea e o aumento de risco de fraturas. Claro que a gente tem que levar em consideração eh do consumo excessivo. A gente não está falando do cafezinho que a pessoa toma pela manhã, né? o cafezinho que ela toma durante a manhã e um cafezinho à tarde, às vezes depois do almoço. Não é disso que a gente tá falando. A gente tá falando de pessoas que consomem uma grande quantidade de café ou bebidas à base de Cafeína, né? Coca-Cola, né? Os as bebidas à base de cola, energéticos. Então, que a gente sabe que muitas
vezes eh é um consumo excessivo, né? Então isso é algo também assim que pode ser modificado e que dependendo do perfil desse paciente, né, a gente precisa atuar eh a baixa ingestão de cálcio por si só, né? Então você ter uma alimentação muito restrita e aí a gente tá falando de muitas vezes pessoas às vezes que não tm acesso à alimentação, Né? ou às vezes essas pessoas têm acesso, mas elas restringem, então tem poucas fontes de cálcio alimentar, né? Então isso pode levar à perda de massa óssea, uma perda significativa e também o maior risco
de fraturas. E isso tem, isso vem a pode acontecer por diversos fatores. Então a gente pode ter eh pessoas que tão restringindo muita alimentação por um transtorno alimentar, um exemplo, né? num caso grave de restrição alimentar, uma anorexia bem Bastante grave, né? Então essa pessoa eh de fato ela não tem não atinge as necessidades. Às vezes a gente pode ter eh uma situação que a pessoa fez, por exemplo, né, fez uma cirurgia bariátrica e aí a gente tem um processo de absorção dela tá prejudicada e aí a gente tem uma baixa ingestão, não ingestão, mas
absorção de cálcio e essa pessoa tem que suplementar. Mas a gente também pode falar situações de indivíduos que fazem Uma restrição, por exemplo, o indivíduo que ele é vegano, né, ele não toma leite, ele não tem consumo de alimentos ricos em cálcio. E a gente tem outros alimentos que são ricos em cálcios de origem vegetal, mas às vezes eles não são suficientes, né? Então são indivíduos que a gente tem que monitorar e observar para ver se eh como que está esse consumo. A gente tem que fazer um ajuste melhor, né? Eh, muitas e a gente
vê isso acontecendo, né? Então, por Conta de muitas restrições e modinhas, ah, o leite é inflamatório, o leite faz mal, o leite tem lactose. O que a gente tem observado é que leites e derivados, mesmo para indivíduos que podem fazer o consumo, podem se tornar um problema, porque as pessoas deixam de consumir essas fontes alimentares que são importantes, são fontes de boa biodisponibilidade e acabam tendo uma restrição muito grande, não conseguem achar outras fontes alimentares, né, por Várias razões, inclusive até dificuldade mesmo de manter uma alimentação mais variada com as exigências que uma alimentação mais
variada eh precisa. Ou por exemplo, quando faz uma substituição, né? Não vou mais consumir o leite de origem animal, eu gostaria de trabalhar com leite vegetal, mas será que esse leite que você tá consumindo, ele tem o enriquecimento suficiente adequado em cálcio? Então tudo isso a gente tem que pensar. Não dá para só Tirar e querer substituir os alimentos sem levar em consideração se aquele tipo de alimento é uma fonte importante, se ela é biodisponível. né? Então isso pode acontecer, né, da gente parece impossível, mas é mais comum do que a gente pensa, tá? Eh,
e aqui esses fatores relacionados à queda, gente, isso aqui tá errado, viu? Pode ignorar que eu vou tirar isso aqui. E o uso de alguns tipos de medicamentos, especialmente o uso de glicocorticoides, Né, orais. Então, a gente já sabe, né, que o uso de glicorticoide eles a gente tem uma interação aqui, né, de droga nutriente. Então, eh, mais do que 5 mg por mais de 3 meses. Então, pacientes às vezes que tm que fazer um uso desses corticovides durante um período prolongado por diversas razões, né, algum tipo de patologia específica, podem levar uma pet de
massa óssea importante, porque esses glicorticides podem trabalhar, atuar ali nesse Desequilíbrio no processo de remodelação óssea, então de síntese, eh, reabsorção óssea e de síntese de matriz. E aí esses são indivíduos que podem ter, né, eh, um um fator importante aí, uma redução da sua densidade, o maior risco de desenvolvimento de osteoporose. Claro que são situações específicas, né, patologias específicas, o uso prolongado. E aí o o próprio, né, o médico, ele tem, ele precisa monitorar quando é um caso de uma situação que o Indivíduo tem que fazer um per um uso durante um período prolongado,
tá? Mas também é um fator de risco importante. A gente também tem doenças, né, procedimentos que estão associados a baixa densidade mineral óssea e também maior risco de fraturas. Então, eh, como a gente pensa, a gente pode pensar em doenças endocrinológicas, então, indivíduos com hipertiroidismo, hiperparatiroidismo, Hipogonadismo, doenças reumatológicas, artrite reumatoide, doenças hematológicas, né? a gente tá falando de mieloma, eh, doenças gastrointestinais, mas também procedimentos. Então, por exemplo, a doença celíaca, né, porque a gente tem um processo inflamatório importante no trato digestório, então a gente pode ter uma dificuldade de absorção, né, de cálcio, doenças inflamatórias
intestinais pela mesma razão, a presença de cirurgias Bariátricas, né, no qual a gente tem um processo de absorção que fica prejudicado de cálcio, gastrectomia, doenças renais, né, litíase renal, insuficiência renal crônica, doenças pulmonares, algumas como, por exemplo, a DPOC, doença pulmonar obstrutiva crônica, doenças psiquiátricas, como eu falei, transtornos alimentares, anorexia nervosa, bulimia e mesmo a própria depressão, por conta, né, desse Indivíduo, eh, muitas vezes não conseguir se alimentar adequadamente, ficar durante muitos períodos, né, em casos muito graves, sem se alimentar e sem ter acesso, né, a a uma alimentação que garanta as suas necessidades mínimas
de cálcio, eh, para garantir a sua densidade óssea e também uso de medicações, né? Então, principalmente os glicocorticides que eu falei que podem afetar, podem cursar, né, durante períodos prolongados de uso com eh baixa Densidade óssea, mais heparina, alguns anticonvulsivantes, enfim, entre outras medicações. Então, se é um indivíduo que muitas vezes faz uso desse tipo de medicação, a gente às vezes tem que olhar, tem que, né, se atentar para isso, eh, no sentido de garantir um bom aporte, mas também tem um monitoramento que tem que ser feito com o médico, né, para que se faça
esses exames, para entender como que tá eh a massa óssea Desses indivíduos, né, como eu disse, pensando, né, do grande, quando a gente pensa em grande problema, qual que é o grande problema da gente ter osteoporose, né? Mesmo osteoponia, mas principalmente osteoporose. O risco maior são as quedas, né? Então, à medida que a gente vai envelhecendo, a gente tem maior risco de cair, de ter quedas, dependendo da maneira como, como eu disse, a gente não tá falando de um grupo homogêneo, né, gente? Nem todo Mundo envelhece igual. E eu acho que é importante a gente
lembrar disso. A gente falou disso desde o começo das primeiras aulas. Então, eh, algumas pessoas vão ter risco aumentado, outras não, mas no geral 30% dos idosos vão ter algum tipo de queda a cada ano. Quase 50% dos idosos vão ter quedas recorrentes. Tropeça num tapete, uma, né, um desnível na casa, às vezes uma escadaria, uma casa que não é adequada, enfim, às vezes uma bobagem, Gente, uma bobagem. A gente já viu isso acontecer, né? indivíduos que pessoas que falecem, tava super bem, teve uma queda, teve uma tontura, caiu, bate a cabeça. Então isso é
mais comum do que a gente pensa. E essas quedas elas estão associadas a fraturas muitas vezes vertebrais e não vertebrais, especialmente fratura de quadril, né? Especial mesmo. E isso acontece independentemente da densidade óssea. Às vezes a pessoa tem até uma boa Densidade, mesmo assim ela tem uma fratura. Mas quando a gente tem uma queda, a gente tem diversos fatores de risco, o indivíduo já tem uma densidade óssea reduzida, né? Esse risco de fratura é mais ainda maior. Qual que é o grande problema da fratura? Como eu disse, né? A gente tem a internação, a hospitalização
e maior risco de mortalidade, tá? Então, eh, quantas pessoas que a gente já ouviu falar de um indivíduo idoso que quebrou a perna e Faleceu, né? Foi por conta da perna em si, não são as complicações relacionadas a essa ao tratamento dessa fratura e os riscos de complicação em ambiente hospitalar. Então, a primeira coisa que a gente pensa, né? Por isso que a gente trabalha muito na prevenção, porque queda, fraturas numa idade avançada são problemáticas, são complicadas, tá? Então, principais fatores de risco para queda, sexo feminino, fraqueza muscular, então Indivíduos sarcopênicos ou não necessariamente sarcopênicos,
mas com baixa massa muscular. Por isso que a gente bate tanto na tecla, né, de exercício físico para idoso, antes de ser idoso, musculação. Não é à toa que a gente fala isso, porque eh essa massa muscular é o que vai garantir a firmeza, a capacidade de andar, né, de levantar a perna. Então isso é importante de sustentar a idade avançada, redução da velocidade da marcha. Lembra da aula Passada que a gente avaliou um dos testes para ver se sarcopenia é velocidade de marcha? Então entra aí também baixo peso, o próprio declínio cognitivo, o sedentarismo,
uso de algumas medicações psicotrópicas, ingestão de bebidas alcoólicas, queda anterior, com fratura prévia, por exemplo, os próprios riscos dentro da casa, eh a o próprio medo do indivíduo cair, que, né, que já deixa ele inseguro muitas vezes para deambular Para se movimentar diversas doenças associadas. Então, às vezes, esse indivíduo, ele pode ter uma doença neuromuscular, ele pode ter umaoartrite que causa dores, né, dificuldades de mobilidade. O indivíduo pode ter alterações, né, relacionátricas, relacionadas a uma depressão, por querer ficar mais sozinho, incontinência urinário, próprio diabetes, são fatores de risco importantes, né? A diabetes, o indivíduo pode
ter uma crise de Hipoglicemia, passar mal. Então, tem várias coisas que estão implicadas e a pior qualidade de vida. Então, o indivíduo que tem acessos diferentes, não tem tantos acessos a para que garantam mínimo de dignidade, qualidade de vida dele, ele tem maior fator, ele tem maiores fatores de risco, né? Então, são agravantes importantes para as quedas. E como eu disse anteriormente, quando a gente tem maior risco de queda, as consequências é o maior risco de Mortalidade. Então, fratura de fêmor, né, se fala muito que é muito emblemático, né? Então, o que acontece? 15 a
30% dos pacientes com fratura de fêmor podem morrer no primeiro ano, após o primeiro evento, após essa fratura. E as complicações, gente, são inúmeras, desde infecção hospitalar, eh, uma trombose venosa, porque é um indivíduo que fica muito tempo acamado, né? Então, o risco de Trompose é elevado, indivíduo que pode desenvolver úcera de pressão, aquelas escaras e feridas, outras doenças associadas como doenças cardiovasculares. E a gente também tem a própria queda, né, fratura, ela pode levar o maior risco de dependência e de institucionalização, né? Porque a pessoa vai ter um declínio da autonomia, muitas vezes um
declínio cognitivo, né? Então, eh, isso tem um custo enorme do ponto de vista de saúde pública, mas também Familiar, né, para aquele indivíduo. E nem sempre aquele indivíduo ele tem, dependendo de uma fase da vida, ele tem condições financeiras, né? A família tem condições financeiras de dar todo o suporte que ele vai precisar. Mas para além disso, existe sim um risco iminente, tá? Eh, tem um estudo realizado no Rio de Janeiro que vai avaliar, né? Ele avalia a mortalidade um ano após a fratura de quadril. A gente tem uma taxa de mortalidade de 21% das
pessoas, né? E as 55% das motes que ocorreram aconteceram após a auto. Então, o indivíduo teve uma complicação, uma infecção, algum evento cardiovascular. Então, é um fator de risco muito importante, tá? Eh, como eu disse, o principal fator relacionado a isso é a pior, a capacidade funcional desse indivíduo vai ficar prejudicada após a fratura, né? Então, ele, se ele é um indivíduo que tinha a síndrome, né? ele Tem um indivíduo que tem múltiplas doenças, tem sarcopenia, tem a síndrome da fragilidade, que a gente conversou bastante, isso vai virando um ciclo vicioso, né, que vai culminar
com a morte daquele indivíduo. Às vezes uma morte que, dependendo da maneira como esse indivíduo eh tivesse os seus cuidados ou tivesse alguns fatores que ele poderia de risco que poderiam ter sido evitados, talvez tivesse um tempo maior de vida, né? Eh, então isso são Coisas que a gente trabalha, a gente leva em consideração que hoje a expectativa de vida ela é muito maior do que era, né, alguns anos atrás. A gente tem aí 75 anos em média, mas a gente tem indivíduos vivendo 80, 90 anos, né? Então a gente quer que esta vida prolongada,
ela tenha qualidade, tem autonomia e a gente trabalha nesse sentido. aqui como nutricionistas ou como outros profissionais da saúde, a gente tem que garantir ou, né, trabalhar Para que esta pessoa tenha a sua autonomia preservada, né, para que ela consiga fazer as coisas, se alimentar bem, fazer suas atividades e não que ela fique acamada, né, tendo um declínio e sofrimento, porque é um sofrimento emocional, psíquico, muito grande, tá? Eh, e aí a gente pensa também no diagnóstico, né? Como que se diagnostica? Lembrando que nós não fazemos diagnóstico, mas é importante que a gente compreenda como
ele é feito, Não é? E a primeira coisa que se faz é o são os exames de densidade óssea, ao contrário da sarcopenia, que a gente não tem como prache, né, se fazer usar o dexa, né, que a gente que é esse esse aparelhinho que vocês estão vendo aí na foto, que é que se chama absorciometria, né, por dupla emissão de raio X, é um padrão ouro. A gente não faz esses exames como para, por exemplo, avaliar a massa muscular, né? Seria maravilhoso se Pudesse, mas não temos. Mas se faz a densitometria óssea, né? Um
exame que dá paraa gente detectar, confirmar a suspeita de osteoporose, porque clinicamente falando, a gente não tem como dizer que aquele indivíduo, né? A gente pode até desconfiar se é um indivíduo, você vê que muito fragilizado, mas antes de ter qualquer, né? Às vezes você só sabe que tem osteoporose quando quebra um osso, né? geralmente ela é silenciosa. Então, eh, O que que ele faz, né? Você faz uma uma estimativa da densidade mineral óssea desse indivíduo, né, por esse exame e corrige em função da idade desse paciente, a altura, o peso, e você compara com
uma população, eh, às vezes com uma população da mesma idade, considerada dentro de um padrão normal ou com uma população jovem. Obviamente, quando a gente tá falando de indivíduo idoso, a gente vai comparar com a população Relacionada à idade daquele indivíduo, né? Eh, a partir de quando se faz indicação de, né, paraa medida da densidade mineral óssea, as mulheres a partir de 65 anos, mas às vezes dependendo da conduta médica, se pede até antes, né? Homens a partir de 70 anos. Eu nunca vi na prática um homem que estivesse preocupado com a sua densidade mineral
óssea, ao contrário das mulheres, né, que a partir do momento que entra na menopausa existe Essa preocupação e aí entra quase que como exames de, né, que são pedidos sempre pela ginecologista, mas os homens a gente não vê muitas vezes fazendo esse monitoramento, mas existe essa indicação, né, de para se fazer para monitorar. E para mulheres, por exemplo, que estão não necessariamente mulheres na perimenopausa, mulheres no pós menopausa imediata, que tem fator de risco. Então, uma mulher que tem um IMC baixo ou tem Um histórico familiar de fratura por osteoporose ou tem osteoporose, uma paciente
que é tabagista muitas vezes, então pode ter indicação para se acompanhar, né, eh, antes dos 65 anos de idade. indivíduos que possuem doenças da tireoide, né, da na verdade da paratireoide ou hiperparatireidismo, que o paratormônio tá diretamente relacionado ao controle ali do de cálcio, né, na na ação do dos mecanismos De cálcio. Então, é um indivíduo que pode ter risco de osteoporose antes, mesmo de ser idoso, né? ou indivíduos que têm uso de medicamentos que interferem metabolismo ósseo e mineral, né? Como eu disse, os licorticoides, anticonicantes, talvez eles sejam eles sejam indicados a fazerem esse
tipo de monitoramento. Eh, e aí, como eu disse, como é que é o diagnóstico, eh, como é que vem o resultado desse exame? Lembrando, a gente não pede esse tipo de Exame, mas é importante que vocês compreendam como ele vai chegar, como vai chegar esse resultado para você. Caso apareça, o paciente aparece aí, olha, eu fiz meu exame de densitometria, você vai dar uma olhada, né, e você vai entender minimamente como que são os resultados. Então, resultado pra densidade mineral, ele pode vir em duas medidas, tá? Ele pode vir em T score ou Z score.
São medidas estatísticas, tá gente? De a grosso modo, vamos dizer Assim, o T score ele vai comparar a densidade, né? Ele faz uma comparação daquela densidade mineral óssea, daquele indivíduo com um grupo jovem do mesmo gênero. Então, o que que representa na prática? Só para vocês entenderem, tá? Vocês não precisam ficar desesperados, tem que decorar isso, nada disso. É mais a título de entendimento. Ela vai representar o número de desvio padrão da densidade desse paciente, ou seja, para entender Se ele está abaixo ou acima dessa média, né, para uma população de referência, eh, de um
adulto jovem entre 20 até 29 anos. Geralmente se usa o tscore quando a gente tá falando em mulheres no pós-menopauso imediato ou tando uma uma transição do pósmenopausa em homens a partir de 50 anos, né? Então a gente tem uma classificação de T score pela OMS, tá? E ela é dividida maior ou igual a -1, que é considerada normal. Eh, entre -1 e - 2,5 a gente considera como Osteopenia. E um T squore menor ou igual a -2,5 a gente considera como osteoporose. Isso é um critério que pode aparecer eh como resultado daquele exame, tá?
Isso aqui é um exemplo de como vem muitas vezes descrito, né? Eh, e lembrando que ele vai pegando por sessões, então existem sessões específicas, não vai pegar no corpo inteiro para avaliar, tá? Então tem nas vértebras ali na lombar, né? Então tem determinadas regiões em Que se faz esse tipo de medição e às vezes pode dar osteopenia em uma e osteoporose em outra. Isso não é incomum acontecer, não é? Que essa essa mudança ela vai acontecer de forma igual em todas as estruturas analisadas. Importante também levar isso em consideração. Eh, e existe o resultado em
Z score, que é um também uma medida estatística, só que no caso do Z score, eh, o que que acontece? a gente tá comparando a densidade mineral óssea Daquele indivíduo com um grupo na mesma idade e gênero. Então é a mesma coisa, ele vai ver o quanto esse indivíduo, a densidade de mineral óssea desse paciente está acima ou abaixo da média de referência daquela população que ele utilizou, né, dentro do mesmo sexo e da mesma idade. Geralmente se usa eh esse resultado quando a gente tá avaliando em mulheres que estão na pré-menopausa, em homens menores,
né, com menos de 50 anos e às Vezes quando a gente tem que avaliar crianças e adolescentes por causas secundárias de osteoporose, né? Então, um valor de Z score menor que 2 é definido como abaixo do esperado paraa idade. Um z score maior ou igual a dois é considerado dentro do esperado paraa idade. Então, essas são possibilidades de como a gente recebe esses resultados e elas são avaliadas de acordo com o perfil do paciente que a gente tem e o que que a gente tá investigando Especificamente, tá? Eh, isso aqui fica mais a título de
curiosidade, entendimento para vocês, para que vocês consigam entender, né, vamos dizer assim, eh quando o paciente às vezes vem com esse exame, você consegue avaliar minimamente, tá? Eh, salvo algumas modificações e especificidades do laboratório que executa este exame, tá? Eh, também é possível, e aí não é a gente que faz isso, é o médico, né? se fazer outras Investigações clínicas, né, médico que vai fazer. Então, quando o indivíduo tem, né, fora, tá fora do período em que te olha ele não é, às vezes não é idoso, mas ele tem um risco, né, que ele vai
investigar o que que aconteceu. Então, o início da menarca, o período da menopausa, se teve uma menopausa precoce antes dos 45 anos, se teve histórico de fratura, né, da na ao longo da vida desse indivíduo, história familiar de fraturas, perdas de altura, ingestão de Bebida alcoólica, tabagis, tudo isso vai ser investigado, uso de medicações que podem estar possam estar relacionad à osteoporose, história de uma imobilização prolongada, então o indivíduo que passou um período longo acamado, né? estatura, peso corpóreo, se tem hipercifose dorsal, então aquele arqueamento literalmente aqui, né, aquela aquela coisa pessoa um pouco arqueada,
alguma deformidade Esquelética, sinais físicos da doenças associadas à osteoporose, mas não necessariamente isso vai ser indicativo, tá? E ele pode também pedir até alguns exames laboratoriais para complementar, né? Lembrando que a densometria ela é a mais importante, tá? Eh, e se a gente pode hemograma com hemodesimentação, ver, entender como que estão cálcio, fósforico, cálcio corrigido, magnésio. Para homens pode se pedir Testosterona, vê como é que tá a função hepática, então, transaminas, fosfatase, creatinina, paratormônio, tsh para entender, PTH, calciúria, fazer fazer a, né, quantificar, com ver como é que tá essa vitamina D. Então, tudo isso
pode entrar dentro da investigação, tá? Então isso é uma coisa que a gente pode pode observar. Eh, a gente não, né, mas o médico pode pedir. São exames complementares, Laboratoriais, mas que não dão o diagnóstico em si. O diagnóstico é o DEXA, né, que é o exame de padrão ouro que a gente tem. Eh, não entendi, Adenilce, não entendi o que você escreveu no chat. Eh, e aí, qual que é a nossa função enquanto profissional, né? Como que a gente trabalha, como que é o tratamento não medicamentoso? Porque uma vez que esse indivíduo tenha osteoporose,
existe sim, né, a indicação De suplementação de alguns minerais específicos, né, geralmente cálcio, né, vai tá associado vitamina D, vão ter que tomar os cuidados, mas como que a gente vai trabalhar dentro da nossa alçada, né, no tratamento de cuidados gibosidade nunca havia, Denil, eu realmente não sabia desse dessa dessa desse desse dessa coisa interessante. Aprendi uma coisa nova muito interessante. Bom saber, porque eu não conhecia que tinha esse esse sinal Tão claro assim. Eh, acho que talvez dependendo do caso, né, pode ser, mas isso eu realmente nunca vi assim na minha prática. Então, é
importante eh, a gente saber. Eh, e aí o que que a gente faz? a gente trabalha no sentido de prevenção e também para aumentar a densidade mineral óssea quando ela tá instaurada para prevenir fratura, melhorar dor, algum tipo de limitação física, né? Também trans Trazer mais autoestima, mais confiança. Então é um trabalho bem multidisciplinar também, não é? Então como que são as medidas gerais? Trabalhar com a ingestão de cálcio, né? principal mineral que a gente vai ver aqui de entre vários que a gente tem, especialmente quando a gente fala de fontes alimentares de boa qualidade,
eh redução da ingestão de sal, de café e bebidas alcoólicas, né? eh otimização de prática de exercícios físicos, especialmente a prática de Exercício físico orientada, exposição solar segura, porque especialmente quando a gente fala da vitamina D, que é um hormônio importante, né, quando a gente pensa para processo de absorção e de controle ali de cálcio e detecção e tratamento de doenças associadas, né, que podem estar piorando ou agravando. a situação ou estarem relacionadas a uma causa não primária de osteoporose, né, quando esse indivíduo não é idoso, por exemplo. Então, falou rapidamente do Exercício físico, a
gente não é a nossa função, né, orientar exercício físico, mas é o nosso faz parte, conversa muito com o que a gente trabalha no sentido de incentivar a prática regulada, regular e orientada dos exercícios, né, contra a gravidade, exercícios resistidos principalmente, que é fundamental paraa redução de risco de fratura. Então, caminhada, corrida, dança, musculação, pilates, tudo isso pra gente estimular esse aumento de densidade, mas melhorar Postura, agilidade, equilíbrio, resistência e força muscular, tudo que a gente tem conversado bastante, vocês já sabem em partes, né? Melhora da capacidade aeróbia, bem-estar em geral. Então, é fundamental quando
a gente pensa na melhora da capacidade funcional, redução da incapacidade funcional e redução do número de quedas, né, na prevenção de quedas. Então esse é essa é uma das frentes que a gente deve, né, e Estimular. Mesma coisa quando a gente tá falando de ingestão de álcool e tabagismo, né? orientar os nossos pacientes nessa cessação, nesse nessa redução principalmente do álcool, né, quando a gente pensa dentro da nutrição. E talvez esse paciente vai precisar de auxílio, né, eh, médico para conseguir, por exemplo, cessar o tabaco, por exemplo, mesmo o álcool, dependendo do nível e do
grau do consumo de bebidas alcoólicas, mesmo a ingestão, né, quando A gente fala de ingestão moderada, acentuada, ela é prejudicial, né, a saúde óssea. Então a gente não estimula o consumo de álcool, né, de forma alguma. Mesmo que esse indivíduo ele, né, ele não faça consumo, não vai ser a gente que vai estimular, como sempre eu tenho reforçado aqui ao longo das nossas aulas, mas muitas vezes o indivíduo não vai parar de consumir totalmente eh bebidas alcoólicas. Então, a gente tem que fazer um estímulo aí, um cuidado Dentro do plano alimentar e do aconselhamento nutricional
dele para que a gente consiga reduzir as doses e a frequência com que esse paciente, especialmente idoso, vai consumir, né? Eh, e aí a gente tem o cuidado nutricional, a gente tem alguns nutrientes que estão relacionados à saúde óssea. Além do cálcio, que é o mais emblemático, vamos dizer assim, a gente tem outros nutrientes que estão relacionados ao equilíbrio mineral Ósseo. Então, quando a gente pensa em preservação da nossa saúde óssea, da nossa densidade dentro de um consumo adequado, a gente pensa em cálcio, magnésio, fósforo, fluor, cobre, zinco, potássio, proteínas, vitamina D, né, principalmente vitamina
C, vitamina K, complexo B, elas podem estar associadas e também a gente também tem que pensar também alguns nutrientes que podem ser prejudiciais. né, cujo consumo excessivo pode piorar a nossa densidade devido ao Aumento de excreção de cálcio, por exemplo. E aí a gente pode falar do sódio, a gente também pode falar da proteína, porque quando ela tá em excesso, ela pode aumentar a inscrição de cálcio, fósforo em excesso também pode desequilibrar e vitamina A. Então, a gente tem alguns nutrientes que eh podem atuar, uns mais, outros menos, mas que estão envolvidos nesse equilíbrio, né?
Quando a gente fala do cálcio, certamente é a primeira coisa que vem na Nossa cabeça, né? Então, osteoporose, melhora do osso, automaticamente a gente pensa no cálcio, porque de fato ele é o estudo, ele foi estudado há muitos anos, desde 1885 a gente tem relatos sobre a relação de cálcio alimentar e a massa óssea, né? Então, já tem muitos anos, muitas publicações. A última revisão sistemática a gente tem, nem se vou dizer que é a última, tá? porque eu também não fui olhar de novo. A gente Tinha mais de 140 estudos que vão evidenciar essa
relação, né, do cálcio na diminuição do risco de fratura e no ganho de intensidade mineral óssea. Então, assim, eh, ele está associado diretamente à formação, né, de osso, a formação de tecido e que dá ali que vai formar esses cristais aí todos e a gente tem com outros minerais. Então ele, esse efeito benéfico não vai vir sozinho, né? A gente tem que ter um Aporte adequado de vitamina D, né? Pra gente conseguir literalmente fazer, né, essa absorção adequada e eh outras variáveis na alimentação. Então, a gente tem que levar em consideração que a ingestão ótima
de cálcio vai ser baseada de acordo com o período em que esse indivíduo tá. E a gente tem que levar em consideração desde a infância até a idade adulta, vamos dizer assim, para que a gente consiga maximizar o pico de massa óssea. Então, Às vezes, quando a gente tem uma criança que passa por, é, privações alimentares, por exemplo, e não tem todas as suas necessidades de ingestão de cálcio atendidas durante a sua primeira infância, ela muito provavelmente vai ser um adulto que não vai ter o seu pico máximo de densidade óssea, né, por conta dessa,
literalmente dessa ausência, né, da desse aporte adequado. Por isso que a gente via, né, a gente vê em gerações anteriores, né, em que a gente tinha, a Gente ainda tem isso, né, restrição alimentar no sentido de privação alimentar mesmo, acesso inadequado. Mas se a gente vê gerações anteriores, a gente via que crianças, crianças não cresciam, né, adequadamente, elas não chegavam a estaturas maiores, adultos maiores. Por quê? porque muitas vezes não se existia esse acesso a alimentos fontes de cálcio, né, e outros alimentos também importantes pro crescimento. Então as pessoas não chegavam ao pico Máximo, tanto
em estatura, mas também em densidade. Então a ideia é que a criança ela alcance a densidade máxima, né, a medida que ela vai crescer a vida adulta e ela consiga manter e minimizar isso à medida que ela vai ter o envelhecimento fisiológico, porque vai ter uma perda. Então a gente tem essas necessidades que elas vão variar de acordo com a idade, o seu sexo e o seu estado fisiológico. Então, na infância e adolescência, a gente trabalha dentro das DR de 1300 mg Dia, idade adulta em torno de 1000 mg. se a partir dos 51 anos
a gente tem um aumento, né, dessa necessidade de novo de 100 mg por conta das perdas na perda de densidade para que a gente consiga minimizar essa, né, esse processo de redução de densidade. Então o cálcio, sem sombra de dúvidas, é o assim um dos principais, né, a gente pensar em mineral, ele é o que tá que vem a primeira coisa na nossa cabeça e não é à toa. E aí a gente vai falar de Biodisponibilidade do cálcio alimentar, porque não adianta só eu ingerir uma fonte de cálcio. Essa fonte de cálcio, ela tem que
est de fácil acesso pro meu organismo utilizar para ele absorver, para manter esses níveis de cálcio circulantes adequados, né? Eh, e as nossas principais fontes alimentares, as pessoas gostando ou não, as pessoas criticando ou não, as pessoas que adoram demonizar leites e derivados. Sim, são os leites e derivados, tá? queijo, Queijos, iogurte, o leite integral, leite desnatado, não precisa ser só leite integral, semidesnatado, eh, com teor de gordura menor. E quando a gente pensa em outras opções sem ser de origem animal, a gente vai falar de leites vegetais enriquecidos com cálcios, que são com cálcio,
que são opções para vegetarianos ou indivíduos com algum tipo de restrição alimentar. Leite vegetal caseiro é pobre em cálcio. Então a Pessoa fala: "Ah, eu vou fazer o meu leite de coco caseiro, eu vou substituir o leite da vaca pelo leite de coco?" Não. Do ponto de vista de disponibilidade de cálcio, do ponto de vista de fonte alimentar de cálcio, ele não vai substituir. Ele pode substituir numa preparação específica, né? Sei lá, vou fazer uma muque. Eu quero colocar um leite de coco caseiro. Isso é uma coisa. Quando a gente tá pensando de fonte alimentar
enquanto nutricionista, a Gente tem que pensar de uma forma mais ampla. Então, se eu quero meu paciente, ele é vegetariano, ele é vegano ou ele tem uma intolerância, ou ele é alérgico, exemplo, ele tem uma alergia, proteína do leite vá, como que eu vou trabalhar? Ele precisa de um bom aporte. Então, eu vou trabalhar com leite vegetal enriquecido que ele tolere. Certo? Enriquecido como ele é industrializado, né? Então, porque a a esse enriquecimento ele vem de um processo Industrial. Nesse momento a gente tá falando de um leite longa vida vegetal. E aí a industrialização ela
tá a nosso favor, por mais absurdo que pareça, ela nos ajuda nesse sentido pra gente garantir um aporte adequado de cálcio ali, que seja biodisponível, que seja possível de ser absorvido. Existem os alimentos de origem vegetal, que são fontes de cálcio? Sim, brócolis, repolho, couve e flor, né? Couve principalmente, mas tofu também é uma Fonte interessante. Jeelin são fontes de cálcio, né? Mas a gente muitas vezes tem alguns alimentos que a gente tem ácido oxálico, que é um fator antinutricional importante que vai reduzir a absorção de cálcio e vai tá presente em alimentos que ao
mesmo tempo a gente tem uma grande quantidade de cálcio, mas ele pode ser rico, né, em oxalato que impede absorção. Então, por exemplo, a gente tem um espinafre aqui. O espinafre ele tem, né, 2003 mg de cálcio. Não é pouca coisa, uma xícara aí, né? Uma xícara grande, mas ele é riquíssimo em oxalato, folhas de beterraba, celga, cacau. Então a gente pode pode atrapalhar um pouco o processo de absorção, né? Então se a gente pensa, mas isso não significa, a gente pode falar do tofu, que o tofu, o grande problema no tofu é que não
necessariamente a gente acha ele com muita facilidade, né? Ele é um alimento de origem oriental, é um alimento Japonês, né, geralmente associado à comunidades japonesas. Em alguns lugares do Brasil é impraticável muitas vezes a gente encontrar. Nem sempre a gente consegue, é muito caro, às vezes não é acessível, mas veja, são duas fatias, são 45 mg de cálcio. Se a gente pega um copo de 240 ml de leite, né? E aqui tá levando em referência leite integral, mas pode ser trabalhar com leite desnatado também, 295 mg, né? Gerelim, duas colheres de sopa. É bastante Gergim.
Vocês perceberam? Pra gente chegar a 132 mg de calça, são duas colheres de sopa cheia. Isso é geli para caramba, né? Eh, iogurte natural, 180 g, 258 mg. Então assim, a gente tem fontes que podem ser colocadas, fontes de fontes de origem vegetal, mas a gente também pode pensar nessas fontes que são práticas se o paciente não tem nenhuma restrição. Por isso que eu digo para vocês, não adianta demonizar um determinado grupo de alimentos e dizer Que ele é inflamatório e pió pó pó, que isso não é inteligente, tá? Pelo contrário, é uma fonte alimentar
muito importante quando a gente pensa principalmente para grupos fatores de risco, em fator de risco muito importante pro desimamento de osteoporose. Então não vai fazer isso com o idoso, né? Não vá, a não ser que ele tenha alguma questão importante, uma intolerância, se for uma intolerância lactose, dá para comprar sem lactose, Né? A gente não precisa dar essa receita de bolo de demonização de alimentos, especialmente desses alimentos. Se existe uma questão ética e o paciente tem uma questão ética, ah, eu não quero com tomar leite de origem animal porque, né, eu tenho uma questão ética
com os animais, aí a gente vai achar essa alternativa. Leite vegetal enriquecido, esse paciente vai ter mais trabalho, mas não adianta, gente, da nossa cabeça, eu vou tirar ou porque eu tirei da minha Alimentação, então eu acho que eu tenho que fazer isso para todo mundo. Não é assim que funciona. Eu vou sempre bater muito nessa tecla com vocês, porque eu vejo muita gente muito arraigado com isso. E isso, essa receita de bolo, ela não é boa para todo mundo, especialmente às vezes quando o paciente tem uma limitação financeira, né? Então, Priscila falou assim: "R$
25 um negocinho assim, deve ser uma bandejinha assim de tofu em Niterói. Eu Acho onde eu moro, porque eu tenho uma comunidade grande asiática, é caro, é muito caro. Eu acho por R$ 12, não é tão caro quanto o queijo. Então assim, isso vai variar muito, tá gente? Muito da cultura alimentar, da disponibilidade. Olha, R$ 37 em campus. Quem que vai conseguir comer tofu? Pode ser que seu paciente consiga. Maravilhoso. E o tofu tem um sabor neutro. Ele não tem um sabor quem gosta do sabor do queijo. Então tudo isso tem Que ser levado em
consideração quando a gente tá pensando numa fonte alimentar. Ele é interessante? Sim. Ele pode ser uma possibilidade de origem, né, vegetal, eh, que tenha, né, um aporte proteic até interessante. OK, é uma opção, mas é acessível. está dentro da realidade daquele paciente, ele vai conseguir achar, eu acho, por R$ 12 a bandejinha para da minha casa, mas eu moro em São Paulo, né, uma capital muito grande que tem uma comunidade asiática Enorme, japonesa muito grande e que eu acho às vezes na feira, né, eu encontro um tofu com certo valor, não preciso nem liberdade para
comprar. Então tudo isso tem que ser levado conteração. Já em campos vai ser R$ 37. Às vezes pro paciente é melhor mesmo queijo tá caro, né? A gente sabe que hoje esses leites derivados encareceram muito. Então a gente tem que fazer. Às vezes o iogurte natural vai ser de bom tamanho para aquele paciente. Se ele não Gosta de leite, se ele tem algumas dificuldades, ele, né, tem, ele vai precisar às vezes comprar uma coisa, ele pode ser intolerante à lactose, ele pode desenvolver isso mais velho. Então, a gente tem que fazer essas adaptações, sempre levando
em consideração as fontes alimentares e as necessidades daquele indivíduo. Não só porque eu botei na minha cabeça, ah, ele vai fazer leite caseiro em casa. Esquece primeiro que as pessoas não, muita gente não vai aderir Leite de aveia não vai ter a mesma mesmo perfil nutricional do ponto de vista de fonte de cálcio, mesmo de fonte proteica, que um leite de, né, um leite de vaca, por exemplo. Agora, se esse leite é um leite enriquecido, aí cabe a gente olhar sempre a tabela nutricional para se fazer e essa indicação mais certeira pros nossos pacientes, porque
senão, né, a diferença entre a gente que é nutricionista e o guruzinho da internet não é nenhuma, Porque o guruzinho na internet não fez nutrição. Então, teoricamente ele vai falar qualquer coisa e vai falar que tudo se substitui quando na verdade não é bem assim, tá? Então eu faço esse adendo aqui para vocês, para que vocês se se observem isso. Quando a oferta de cálcio por alimentos não é suficiente, né, esse indivíduo ele não consegue atingir as necessidades dele só pela alimentação, aí vai se faz uma investigação da quantidade diária que Ela que esse indivíduo
ingere, né, e vai se ofertando, faça um ajuste de dose, né, entre aquilo que o indivíduo consegue consumir e a necessidade que ele precisa, né? Então a gente não ultrapassa 100 mg existem alguns suplementos que podem ser utilizados, carbonato de cálcio, fosfato tribásico, existem alguns suplementos, mas muitas vezes o que a gente que acontece é que a gente recebe um paciente que já tem indicação, né, já Faz a suplementação porque o próprio médico já passou. Então a gente tem que fazer esse ajuste aí, olhar essa suplementação, ver quanto que a gente consegue ofertar na alimentação
que vai dar conta dessas necessidades, tá? Eh, deixa eu ver. Eh, eu acho que a Priscila fez essa pergunta aqui. Priscila, eu vou deixar para responder no final, tá? Porque é um assunto extra com relação a isso, tá? E aí a gente tem que lembrar que o cálcio, Por que que ele é tão importante, né? Que ele faz parte ali da regulação da nossa densidade, porque ele não tá só presente nos ossos, né? ele faz parte de dos nossos processos, por exemplo, musculares, da regulação dos nossos eh do nossos nossos neurônios. Então, a gente tem
aí cálcio circulando no corpo todo, né? E como eu disse, dependendo da necessidade do corpo de mais ou menos cálcio, que tem circulante, o corpo tem os seus mecanismos de eh compensação, Vamos dizer assim, de controle. Eu vou deixar um vídeo para vocês para que vocês assistam e eu não que são os mecanismos de regulação do metabolismo de cálcio para que vocês assistam isso. Eu não vou parar porque isso é da fisiologia, certo? Mas eu vou deixar lá, vou subir na Mediateca, vocês também, né? Aqui vocês vão conseguir acessar isso direto no YouTube, que ele
vai fazer um resumo de todos os hormônios implicados, como que cada um atua, né? Como que é esse processo? Mas de uma forma mais simplificada aqui, porque a gente já, né, já tem o nosso horário aqui, o que que a gente tem que lembrar que o cálcio ele ele é dinâmico, né? Os níveis de cálcio são dinâmicos no nosso corpo. E a gente tem trato digestório, né, e os rins, que vão fazer a regulação dessa absorção, tanto a absorção de cálcio como a excreção de cálcio. E o tecido ósseo também, né? eles vão fazer essa
regulação, esse balanço desse Mineral. Então, a gente tem três hormônios principais que são responsáveis pela homeostase. O paratormônio, que é que é produzido pela paratireoide, a formativa da vitamina D. Lembrando que a vitamina D é um hormônio, no final das contas, tá? Vitamina D não é mineral, tá? Gente, se alguém me escrever aqui vitamina D mineral, eu vou zerar na prova, hein? Já tô dando essa dica aqui, não quero Ninguém chorando. Então, vitamina D é um hormônio, mas ela é um próhor hormônio que na forma ativa, né, é o calcitriol. E a gente tem a
calcitonina, que também é um hormônio importante. Tanto o PTH, que é o paratormônio, quanto a vitamina D, eles são hipercalcêmicos, né? Ou seja, eles têm a função de elevar a quantidade de cálcio, né, quando ele está baixo. E a calcitonina é o contrário, ela é Hipocalcêmica, ela diminui, ela regula a quantidade de cálcio que tá no sangue reduzindo quando ela está excessiva. Existe esse controle fino, né, aumentando a absorção intestinal e a excreção também de cálcio pelos rins. Então essa essa atuação desses hormônios são fundamentais pra nossa massa óssea, certo? E a vitamina D, ela
vem principalmente da onde a gente tem vitamina D que pode vir da alimentação, leite enriquecido, Óleo de peixe, gema de ovo, né? são fontes importantes, mas a principal vitamina D que a gente tem de absorção é de precursor endógena, que a gente produz, né, na nossa pele luz do sol, pela ação da luz solar, né? Então a gente tem essa síntese, né, da desse da vitamina D, que ainda é comum pró hormônio, ela vai pro fígado, vai ser convertida aqui no 25 hidróxicole calciferol, esse palavrão aqui. E ela vai pro rim para quando ela vai
ter a Sua forma ativa mesmo de ação literalmente dentro do corpo no formato de calcitriol. Então é o calcitriol que é a vitamina D ativa propriamente dita. O que que acontece de uma forma mais resumida, quando a gente tem uma redução do cálcio plasmático, dos do cálcio circulante no sangue, a o corpo entende que ele precisa regular isso. Então o que que ele faz? Ele vai através da ação do hormônio produzido pela paratiroide, que é o paratormônio, ele vai atuar ali No rim, né? E o rim ele vai fazer com que eh quando a gente
tem, vamos dizer assim, tá baixo, a gente quer aumentar, a gente vai fazer com que haja uma menor excção de cálcio muitas vezes e ao mesmo tempo a gente vai ter uma ação do calcitriol pra gente aumentar a absorção de cálcio no intestino, tá? E aí a gente consegue, por exemplo, regular essa taxa que tá baixa e a gente eleva um pouco. Além disso, a gente tem ação nos próprios, no próprio osso. Vai ter um Estímulo no osso para que o osso libere um pouco de matriz óssea, né? Degrade um pouco aquela matriz e libere
o cálcio que tá lá armazenado lá nos ossos. Então isso é para manter esses níveis plasmáticos regulados quando tá muito baixo. O oposto também é verdadeiro. Quando a gente tem um aumento desses níveis plasmáticos, a gente tem a ação da calustonina, porque a calustonina vai fazer com que a gente aumente a excreção de cálcio nos no nos rins, né? Porque se Tem demais, a gente tem que eliminar, né? e ajude, por exemplo, a regular para que esse cálcio não fique tão elevado, ele dê uma baixada. Por isso que o metabolismo de cálcio ele é tão
dinâmico, tá? Por isso que a gente tem, por isso que mesmo no osso, né, a gente tem um os ossos eles não são coisas paradinhas, né? a gente tem processo de síntese e absorção, síntese e e síntese e degradação. Então, a gente tem que eh pensar nisso. Paciente renal crônico, Sim, a gente tem que tem que olhar, tem que tem que ser olhado tudo isso, porque ele pode ter por conta dessa conversão, o processo de conversão dele no rim pode estar prejudicado por conta da doença. Então, é algo que tem que ser levado em consideração,
Lorinete. Então eu vou deixar para vocês, eu não consigo me aprofundar aqui nessa aula em todos esses mecanismos, porque isso aqui é fisiologia, mas eu vou deixar isso aqui para vocês lá, para vocês assistirem Esse vídeo, para vocês fazerem essa revisão aqui para lembrar de todos esses detalhes, que eu acho que isso é importante, né? E aí eu falei bastante do cálcio. Eh, o que acontece além do cálcio, que é o principal mineral, quando a gente pensa nele, a gente também vai falar de proteína. A proteína, ela pode ter um efeito tanto positivo quanto negativo
quando a gente pensa no balanço do cálcio. Então, eh, ela pode ter um Efeito sobre a massa óssea, dependendo da quantidade de cálcio que a gente oferta na alimentação. Se eu oferto uma quantidade muito exacerbada de proteínas, tá? Eh, eu posso aumentar a excreção renal do cálcio. E aí isso é um problema. Por isso que ingestão proteica muito elevada não é geralmente a orientação que a gente tem. Valores acima de 1.2 g de proteína por quilo de, né, por quilo de peso ao dia pode ter um efeito Acidificante no sentido de não uma acidose grave,
mas eh uma acidosezinha leve. E aí os ossos eles vão liberar cálcio para fazer essa correção ali, tá? E aí a gente pode ter uma redução de tecido ósseo. Então, além disso, a gente tem aumento de taxa de filtração glomer a gente pode aumentar a excreção renal de cálcio. Então, a gente tem uma redução da reabsorção tubular renal de cálcio, porque a gente perde, excreta cálcio peloss, mas a gente reabsorve. Na Aula, para quem tá fazendo a disciplina de eh nutrição clínica, a gente vai ter aula de doença renal crônica, que se fala um pouquinho
disso para vocês relembrarem, tá? Então, a ingestão adequada de cálcio, ela tem que vir juntamente com uma ingestão adequada de proteínas, mas não muito elevada, porque o efeito pode ser negativo, né? Então a dose dela tem que ser uma ingestão adequada, até porque muitas vezes os alimentos fontes de cálcio são alimentos Bom bons alimentos fontes de proteína, né, que a gente pensa de de origem animal. Eh, mas mesmo assim a gente tem que chegar num ponto que não seja algo muito elevado, porque valores muito elevados podem, né, atrapalhar mais do que ajudar. Mas ainda assim
é importante que a gente organize isso, né? Então, uma boa ingestão de cálcio alinhada com uma gestão ingestão proteica adequada e suficiente de acordo com a necessidade daquele indivíduo idoso, né? Muitas Vezes ele pode também precisar de uma ingestão, né? Dentro de se ele tiver sarcopenia, ele vai precisar de um pouco mais para ganho de massa muscular, né? Mas também ao mesmo tempo a gente pode ter um equilíbrio aí interessante para melhorar, né, essa densidade óssea para esses indivíduos, tá? Então isso é algo que a gente tem que levar em consideração. Eh, gordura. A gordura,
a gente pensa muitas vezes, alguns estudos vêm falando pra gente que as dietas Hiperlipídicas, né, que são dietas que são muitas vezes ricas em gorduras saturadas, podem apresentar risco maior de fratura tanto em jovens quanto em idosos. se explica um pouco disso por um aumento de excreção urinária e aumento de excreção de cálcio também, né, via intestinal, mas principalmente excreção urinária. Eh, o maior risco de formação dos chamados sabões de cálcio, quando você tem um consumo elevado de gorduras, né, juntamente com a fonte de cálcio, Que são insolúveis de intestino, que levaria essa essa esse
aumento de excreção nas feeses. e uma inibição na formação dos osteoblastos. Mas a gente não passa dieta hiperlipídica para idoso, né? A gente não vai ficar mandando o idoso comer uma barra de manteiga igual o povo fica mandando. A gente não faz isso. Então isso não é um problema se você passa um, trabalha com uma dieta dentro da faixa normaolipídica, né? Eh, porque A faixa normaolipídica vai ter efeitos positivos para saúde óssea, a gente vai ter ácidos gros essenciais sendo fornecidos, que, né, a gente tem uma metaálise que vem falando de um efeito protetor do
ômega-3 na saúde óssea, no sentido de eh quanto melhor o consumo, mais adequado o consumo de ômega-3, menor o risco associado ao risco de fratura, uma melhora na absorção de cálcio, uma diminuição da inscrição desses minerais. Então, eh, pensa assim, Quando a gente pensa em gordura, a gente trabalha dentro de uma faixa normolipídica, né? Se é um paciente, por exemplo, que tem doença cardiovascular, né, risco de deslipidemias, a gente tem que tomar mais cuidado, especialmente quando eh se pensa em gordura saturada. Mas tirando essa situação, ninguém vai ficar dando barra de manteiga pro paciente comer,
né? Paciente idoso. Então, uma dieta hiperliídica, ela é desaconselhada quando a gente pensa Dentro da perspectiva de osteoporose e osteopenia, né? Ali a gente também fala um pouquinho de outros minerais, né? Eh, o fósforo também é um mineral muito importante que ele está presente nos ossos, né? 85% do nosso fósforo no corpo, né, ele tá lá armazenado. E os rins, eles são responsáveis por esse controle do fósforo. Então, quando o paciente eh tem doença renal crônica, ele pode apresentar quadros de hiperfosfatemia, Né? Ele tem esse controle dos níveis de fósforos alterados de 70 até 80%
dele vai ser liberado na urina. Mas quando a gente não tá falando especificamente pacientes com doença renal crônica, com a função renal tá preservada, esse controle ele é bem feito, né? E aí o que a gente tem que cuidar é com relação à relação cálcio fósforo dentro da nossa dieta, né? Porque o efeito da ingestão do fósforo na massa óssea vai ser relacionado à ingestão de cálcio e de Proteína. Se eu tô com uma ingestão adequada desses nutrientes, né? Eh, a uma alimentação que tenha uma grande quantidade de leja mais rica em fósforo, não vai
ter um efeito negativo em massa óssea. Agora, se eu tiver uma ingestão baixa de cálcio, uma ingestão proteica baixa, e aí a gente pode ter problemas, né? uma sobrecarga aguda de fósforo, por exemplo, vai reduzir aos níveis de cálcio. A gente vai ter, né, a calcemia, a gente vai elevar o paratormônio e aí a Gente pode ter uma reabsorção, né, promover uma reabsorção óssea, ou seja, vai ter que liberar cálcio do osso e aí a gente pode ter um impacto importante em massa óssea. Então assim, uma alimentação saudável, uma alimentação que também esteja bem regulada
em cálcio e proteína, geralmente não vai causar maiores problemas, né, com relação ao fósforo, porque ele está presente amplamente aí na nossa alimentação. A gente nem não Precisa nem se preocupar, né? não precisa ficar desesperado com relação ao fósforo especificamente. Essa é uma preocupação muito grande quando a gente tem um paciente com doença renal crônica, enfim, que pode estar em excesso e tem várias outras questões que precisam ser cuidadas. Outro aspecto é o magnésio, né? O magnésio também é um mineral que tá presente no nosso esqueleto na formação da hidróxia que são os Cristais, né,
que estão ali na formação da estrutura óssea, né? Então, 2/3 do de magnésio estão num esqueleto humano e vão interferir diretamente. Ele interfere muito também na função dessas células que são os osteoblastos e os osteoclastos, ou seja, a célula que faz a síntese de matriz óssea, osteoblasto, e a célula que promove a reabsorção, a degradação dessa matriz óssea paraa liberação de cálcio. É, então ainda não se sabe, não se dosa, por exemplo, o Magnésio, a gente não tem um marcador bioquímico específico, a gente não fica dos fazer acompanhamento de do magnésio com relação à massa
óssea, tá? Mas a gente tem que entender o seguinte, quando a gente pensa em magnésio, a gente não tem que ficar desesperado para fazer a suplementação. A gente tem que garantir fontes alimentares, né, dentro das DRI, que a gente trouxe uma referência para homens e para mulheres, né, 320 mg para mulheres 420 mg homens. Não é difícil quando você tem uma alimentação variada, né? Mas quando a gente pensa em oleaginosas, castanhas de caju, nós, o próprio amendoim, castanha do Brasil, né? Eles têm ou castanha do Pará, para quem conhece tem uma uma fonte interessante de
magnésio, mas ele tem uma distribuição mais variada entre os alimentos. Então, garantindo uma alimentação mais variada e trazendo algumas fontes oleaginosas dentro das possibilidades do paciente, a gente já Tá OK com relação a isso. Não é uma coisa eh desesperadora, né? Quando se fala alguns estudos, olha, eh, algum estudos em ratos, deficiência muito grave de magnésio, pode levar uma perda óssea, mulheres no pós-menopausa, a gente observa que quando a gente consegue ter um aporte adequado de magnésio, a gente tem um aumento de 11% da densidade óssea. Muitas vezes a gente tem até algumas associações de
suplementação, mas sinceramente com Relação à alimentação, o mais importante é que a gente consiga ter essas fontes variadas e trazer o grupo de oleaginosas para, né, em quantidades moderadas, pra gente abarcar a quantidade de magnésio que esse indivíduo necessita, né, no dia a dia, tá? Eh, a gente tem a vitamina D, como eu falei, como um próhormônio, né, que quando tá ativo, eh, na forma ativa do calcitriol, né? Então, eh, como eu disse, a vitamina D, ela é um hormônio fundamental, né, na na regulação do do Cálcio, não é? eh, da homeostase do cálcio e
também do fósforo ali. Ela vai, ela é muito importante pro desenvolvimento, a manutenção do nosso tecido ósseo. E como eu disse, a gente tem alguns tipos de vitamina D. a gente tem a vitamina D2 de origem vegetal, que é ergoalciferol, e tem a colecalciferol, que é a D3, né, que é a que nós produzimos, né, na tecido animal, uma síntese cutânea. Então, a luz ultravioleta vai converter esse Colecalciferol em sete de hidrocolesterol, né? Isso vai chegar de 80 a 90% na síntese total de vitamina D na sua forma ativa depois de passar ali pelo processo
de ativação. Então de 10 a gente tem fontes alimentares importantes, né? Então de 10 a 20% da nossa vitamina D pode vir pela ingestão de alimentos fonte. A gente tem gema de ovo principalmente, mas eh óleo de fígado de bacalhau Aliment, salmão, sardinha, alguns tipos de cogumelos, mas, né, principalmente eh alimentos, né, de origem animal, vamos dizer assim. Eh, e como eu disse, a principal fonte de vitamina D que a gente tem é a nossa síntese endógena, de 80 a 90%, né? E aí, como eu disse, ela vai passar por processos de ativação. Quando ela
tá, ela é um prómônio inativo, vai passar por um processo de hidroxilação. São duas Hidroxilações, a primeira vai acontecer no fígado e a segunda vai acontecer nos insins até a sua formativa. Quando a gente tem deficiência de vitamina D, a gente tem deficiência de absorção de cálcio, certo? a gente não absorve cálcio eh adequadamente e a gente tem um aumento de reabsorção óssea, então, risco ou piora de osteoporose e risco de fraturas. Eh, o que a gente percebe com relação à vitamina D hoje em dia é que Por conta da falta de exposição solar de
muitas pessoas, porque a gente vive numa zona cinza, né? Assim, a gente se expõe pouco ao sol. Eh, e quando eu falo de exposição ao sol, eu não tô falando de você ir pra praia meio-dia e ficar torrando. Estou falando de exposição em horários seguros, né, nos primeiros horários da manhã. Por quê? Porque a gente tá dentro de casa o tempo todo, né? Dentro de ambientes fechados, dentro de casa, dentro do trabalho. Então, a Gente vive naquilo que a gente chama de zona cinza. A gente tá fazendo pouca exposição à luz solar, com exceção de
alguns postos de trabalhos, algum algumas pessoas determinado estilo de vida, né? Então o que acontece é que essa exposição é insuficiente e a nossa síntese muitas vezes é insuficiente, né, na pele. E aí muitas vezes a gente precisa trabalhar com uma suplementação diante de um processo de deficiência de vitamina D. Isso significa que eu vou Sair dando altas doses de vitamina D pro meu paciente, porque ele tá com a vitamina D abaixo de 20, né? 20 ngg por ml sangue quando a gente dosa. Não, eu não vou sair dando o valor que vem na telha
ou fazendo mega doses de vitamina D porque eu vou potencializar essa ação, né? A além, eu tô falando especificamente aqui para metabolismo anticálcio, né? Não, eu não vou fazer isso porque existe uma dose considerada segura, porque a vitamina D Ela também pode ser tóxica quando ela tá em excesso, né? Patotóxica, inclusive. Então, a gente tem que saber as doses que a gente vai suplementar, levando em consideração que a gente tem DRIS também, né, como fontes alimentares de vitamina D. Então, para adultos, maior de 51 anos, 600 unidades ao dia. E para idosos, maior 70 anos,
80 unidades internacionais ao dia. Quando a gente pensa em suplementação em casos de deficiência, que é algo muito comum hoje Em dia, a gente tem que trabalhar dentro da administração de uma dose de ataque, né, pra gente corrigir essa deficiência para depois ver como é que esse esse indivíduo vai estabilizar, tá? Então, a como é que é a dose de de ataque é recomendada? Isso tá no consenso, gente. Não é porque o fulaninho falou que eu vou dar não sei quantas mil doses. É 50.000 unidades internacionais o I por semana. Ou seja, é um comprimido
de 50.000 Unidades na semana durante oito semanas. fez essas oito semanas, repete-se os exames, faz o exame a dosagem, vê como é que está essa essa dosagem e a gente pode, se tá tudo OK, se indivíduo pode seguir com uma dose de manutenção entre 1000 até 2.000 unidades por dia, tá? Pode-se fazer de 50.000 unidades um comprimido na semana ou trabalhar com a dose de 7.000 unidades por dia, né? Durante 8. Você não fica dando 7.000 unidades a de eterno. Você não fica Dando 50.000 unidades semanais a de eterno. Ou você fica dando doses altíssimas
porque o risco de toxicidade é grande. Então, suplementação e você pode fazer enquanto nutricionista. Às vezes o médico ele faz essa suplementação, mas você enquanto nutricionista você pode do, né, o paciente consegue comprar essas 50.000 unidades, né, os comprimidos. E às vezes já vem a quantidade certinha, mas você pode inclusive pedir para dosar para Fazer esse acompanhamento, tá? Quando o paciente está com uma deficiência, quando a gente, o que que a gente considera deficiência? Menor que 20 ngg, né? Eh, por m, quando a gente tem pacientes que t risco de osteoporose, outras doenças crônicas, se
considera 30, né? Valores abaixo de 30. Existe uma referência específica para grupos específicos, tá? Então não é assim, você não vai jogando vitamina D para todo mundo, ai valores altíssimos, Porque o fulano falou de um estudo que tem um protocolo horroroso, que as altas doses de vitamina D vão ajudar na imunidade. Pi pi pi pi pi, po poopó. Não faça isso, tá? tenha centro e guie-se pelas pela o que que a gente tem de protocolo aqui, que a gente tem de seguro para esse paciente e para você e paraa sua conduta, tá bom? Eh, e
aí essa vitamina D que vai vir, né, ela é uma vitamina já, né, uma vitamina Adequada, ela já vai vir ativa, então é mais fácil a gente conseguir fazer essa reposição quando necessária, tá? especialmente quando o paciente tem muita dificuldade de exposição ao sol ou é isso, é um paciente mais idoso, paciente com um grupo de risco importante, então você pode sim proceder nesse processo de suplementação, mas sempre faça a dosagem, né? Não é um exame tão absurdo, dá pro paciente fazer, dependendo, né? Se às vezes ele Já vem com a dosagem que o médico
já pede, aí você consegue atuar adequadamente, tá? Existem outros minerais que podem também estar relacionados a esses cuidados, né? E aí no sentido de às vezes atrapalhar ou aumentar essa inscrição de cálcio, principalmente o sódio é um deles, né? Então, o sódio é um mineral muito importante no sentido de aumento de excreção renal de cálcio. Então, 500 mg de sódio, a cada 500 mg de sódio que a gente eh excreta na urina, a gente tem um aumento de 10 mg de cálcio que vai embora também, né, de uma dieta com uma menor quantidade de sódio,
especialmente quando a gente fala de um padrão de dieta, que a gente já falou isso bastante lá na outra disciplina, tem é uma dieta que é mais associada a uma menor excreção de cálcio, né, uma excreção renal. Então pode ser bem interessante, especialmente quando a gente tá falando de paciente, Né? Às vezes a gente tem falando de paciente que também tem hipertensão arterial. Então essas duas coisas têm que ser levadas em consideração, tá? Eh, significa que essa paciente vai ser uma dieta aódica. Não, a gente reduz a quantidade, presta atenção nos tipos de alimentos, né,
que eles que podem estar muito presentes na alimentação desse paciente. Se é um paciente que consome muito embutido, né, muitas conservas muito ricas em sódio, alimentos Processados, ultraprocessados, rico em sódio, isso é algo que pode ser melhor eh organizado e e cuidado dentro da alimentação dele. vitamina A também aí a gente tá falando pela ingestão excessiva, né? E não é muito difícil você consumir vitamina dentro da sua dieta, né? Isso não é um problema, a não ser que você esteja uma bolção de pobreza muito evidente determinadas regiões do Brasil que a gente tem hipovitaminose a,
mas se são pessoas que Têm acesso à alimentação, vitamina A e consomem, né, os alimentos ricos em carotenoides, é muito difícil a gente ter essa eh essa ausência. Mas a ingestão excessiva de carotenoides, né, eh, no caso de vitamina A especificamente, ela pode estar relacionado ao aumento de reabsorção óssea, né, e alterações de densidade. Mas assim, são coisas muito intensas quando a pessoa consome uma grande quantidade, tá? Principalmente quando a Gente tá falando de indivíduos que usam suplementação, tá? Então, indivíduos que fazem suplementos muito ricos em vitamina A tem que ficar de olho, tá? Porque
essas concentrações muito elevadas podem levar, né, maior risco eh na ação ali da manutenção da densidade óssea, porque o ácido retinóico, retinol, principalmente concentrações elevadas de retinol, que é um marcador paraa ingestão de vitamina A, pode, né, levar uma ação da supressão Dos osteoblastos e ter uma ação antagônica, vitamina D, na manutenção ali no controle de cálciérrico. A gente tá falando da de quem consome fontes alimentares, não. A gente tá falando de quem consome suplementação, né? Então o risco da suplementação também às vezes tá nisso, né? Ah, não vai fazer mal não. O excesso também
pode atrapalhar, tá? Então assim, isso são coisas que se a gente recebe um paciente que tá fazendo uso de suplemento e às vezes é um Suplemento tem uma quantidade altíssima de vitamina A ali, né, por seja lá qual razão que for, ou muitas vezes eh a pessoa faz suplementação da cabeça dela porque ela acha que é importante, porque viu alguma coisa. Então a gente tem que ficar atento com relação a isso, porque o excesso também pode fazer mal, né? Não é só a falta, né? a gente pode pecar ou o paciente pode pecar pelo excesso,
elas não são inóculas, né? A gente também tem a vitamina K, que é um cofator Importante quando a gente pensa eh no metabolismo ósseo, né? Ele faz parte da síntese de um ácido chamado gama carboxiglutâmico, né, em proteínas específicas que são dependentes de vitamina K. E isso tá presente em ossos maduros, né? Então ele faz parte de um processo que a gente chama da ligação do cálcio com os cristais de hidróxiapatita, que é realmente a formação da arquitetura ali, da Estruturação daquela daquele entremeio ali do da formação do osso maduro. Então o que acontece, eh
o que a gente sabe, né, existe uma associação inversa entre vitamina K e risco de fratura. Então, uma ingestão reduzida, né, de vitamina K pode estar associada ao maior risco de fraturas de quadril indivíduos idosos. A gente não sabe dizer ainda, e isso é importante que vocês entendam, que se a gente sabe dizer se ingerir alimentos que sejam ricos em vitamina K, Necessariamente vai ser o suficiente para fazer a prevenção de perda de massa óssea. A gente não tem ainda, mas o que a gente sabe é o seguinte, quando eu tô fazendo um planejamento alimentar,
eu posso levar isso em consideração lá, né? Tá insuficiente, né? A a se a gente tá conseguindo alcançar as necessidades dentro das DRS, né? para homens e para mulheres acima de 18 anos, né, a gente leva aí, né, até a idade mais avançada e vai olhando, consultando de acordo se a Gente tem essas variações, 120 microgas para homens e 90 microg dias para mulheres não são valores absurdos. Então isso são coisas que a gente precisa observar e tá um pouco mais atento, né? Mas no geral não adianta nada a gente dizer que ingerir uma grande
quantidade, muito além daquilo que a gente necessita necessariamente vai atuar na prevenção. Mais uma alimentação, né, que esteja que a sua necessidade dessa vitamina específica, ela possa te auxiliar. Então Isso é algo que eh pode ser levado em consideração quando a gente pensa eh dentro do contexto da osteoporose, tá? Então hoje a gente falou bastante, né, de vitaminas, de minerais, né, de hormônios, né, especificamente em que estão envolvidos nesse cuidado nutricional. Lembrando que os outros aspectos, né, de macronutrientes, aí vão ser adaptados de acordo com a necessidade daquele Indivíduo, né? Necessidade de energia, né? Então,
carboidratos, a gente não tem recomendações específicas, a gente traz recomendações específicas com relação aos nutrientes que chamam mais atenção. Lembrando que quando você fala de um paciente idoso, você pode ter várias coisas acontecendo ao mesmo tempo ali, né? Então você pode ter um paciente que tem sarcopenia com osteoporose, que tem pressão alta, né, que tem dislipidemia ou pode ser um paciente que se não tem Pressão alta pode ter um diabetes. Então a gente pode tudo isso junto ao mesmo tempo. E aí a gente tem que fazer concatenar todos esses conhecimentos que a gente tem e
ir trabalhando esses aspectos, né, no planejamento alimentar dele e também no aconselhamento nutricional, tá? Então, lembre-se sempre disso. Às vezes não, às vezes não é um paciente tão complicado. Então, a gente pode trabalhar em aspectos para melhorar a qualidade alimentar, trabalhar Aspectos de planejamento. Dentro do aconselhamento nutricional, a gente consegue trabalhar aos poucos eh a inserção de novos hábitos, mas no geral esses são os cuidados que a gente tem que pensar, né, dentro de um contexto de osteoporose, tá bom? E aí a gente vai encerrar aqui hoje, né, a nossa aula. Queria agradecer eh Lorinete,
pode deixar. Eu queria agradecer a presença de todos. Vou responder a pergunta da Priscila. Se Ela é intolerante, ó, deixa eu só fazer uma coisa. Vou encerrar aqui o compartilhamento e vou encerrar essa essa gravação para poder responder com mais tranquilidade. Yeah.