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O EVANGELHO SEM FILTRO PARA A GERAÇÃO ALPHA - Podcast Copiando Jesus

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Fala galera, dias capas Gonçalves por aqui para mais um copiando Jesus. É isso aí, nosso podcast toda quarta-feira juntos aqui. Você que tá nos vendo, você que tá nos ass nos ouvindo, né? E eu descobri que a maioria das pessoas apenas ouvem, né? Às vezes até começam assistindo, depois ouvem. Estão lá lavando uma louça, lavando um quintal, quem sabe dirigindo ou na academia aí cuidando do templo do espírito aí. e você tá ouvindo, é muito bem-vindo a esse podcast, que o intuito em tudo que a gente faz aqui é deixar você mais parecido com Jesus
e também te incentivar a formar Cristo em outras pessoas. Então eu tenho certeza que você vai ser muito abençoado, confrontado e assim inspirado por esse papo que nós vamos ter hoje aqui, tá? Então, a gente sempre traz de quarta-feira um tema pra gente conversar e a gente quer conversar hoje sobre adolescentes. Eh, então você que é envolvido com adolescentes, você que é um adolescente ou você que é pai, mãe, tio de adolescente, você tem que ouvir esse papo pra gente pensar juntos sobre o que que a palavra de Deus nos traz sobre isso. Vamos embora.
podcast de hoje. [Música] Diego, obrigado. Tá aqui. É, ó, Diego Guerzone, mas é conhecido como cheiro. Ai, que coisa maravilhosa. Cheiro. É cheiro bom. Cheiro bom. Assim, apelido a gente não escolhe, né? Escolhem por nós. Ex. Mas e como é que surgiu esse apelido? Então, desde desde bem novo, né, eu adolescência, cabelo aqui no ombro, cabelão, tal, então assim, vaidoso com cabelo, né? E e os amigos adolescente, né? Às vezes nem banho toma, né? Sim. E aí num dia lá nós combinamos alguma coisa, a galera chegou tudo do mesmo jeito que tava, eu tinha ido
em casa, tinha tomado banho, cabelo molhado. Nossa, mas você tá cheirosinho, tal. E foi. E ficou aí. E ficou porque eu achei ruim, né? Ah. Apelei aí. É, aí pegou. Mas hoje eu gosto. É hoje. Hoje na verdade acho que Diego mesmo é minha família, mais alguns, né? Na igreja mesmo é cheiro. A família canta bravo ainda, né? Diego. Na re na igreja, na verdade, assim, na igreja é cheiro quando não vão orar por mim. Quando vão orar, aí eu não sei se eles ficam preocupados de Deus não entender que sou eu a mesma pessoa.
Aí ora pelo Diego, né? Mas no geral, Deus aceita apelidos. Muito bom, muito bom. Eh, eh, o então vou falar o cheiro, né? Cheiro, fica à vontade. Então, eh, o cheiro lançou alguns livros, né? E eu achei muito legal a temática que vocês escolheram, que é é uma série, né, de Bíblia sem filtro. E aí tem Rute sem filtro, tem Mateus sem filtro, Romanos sem filtro, tá? E o intuito são devocionais, né, que t esse intuito de alcançar principalmente o adolescente. Claro, qualquer um que lê aqui vai ser abençoado, mas tem o intuito de alcançar
adolescentes. Primeiro fala para mim qual que é a ideia do sem filtro. Sim, é um termo que para o adolescente é extremamente comum, né? Principalmente principalmente o filtro, né? Aham. acaba sendo parte da vida deles. E a ideia é poder de fato trazer a escritura sem nenhum tipo de filtro, né? De uma forma que seja ah que encontre as necessidades do adolescente, que fale a respeito da vida prática dele, como de fato a escritura é, né? A gente lida com adolescente, às vezes a gente vê que algumas alguns temas das escrituras são tranquilos, OK? outros
não, né? Então nós não vamos colocar filtro em nenhum tema, né? Todos os assuntos a Bíblia continua atual, né? E ele precisa compreender e isso precisa fazer sentido na vida prática dele, né? O filtro, o filtro seria eh esconder algo, né? A ideia do filtro seria, por exemplo, quando está lá no Instagram e tem um filtro de maquiagem, a menina não estava maquiada, mas ali ela parece maquiada, pode até um olho azul, né, na gente e tal. Eh, então essa ideia de que a Bíblia é esse livro que não maqueia as coisas, né? Que não
maqueia e que não pode ser maquiada por nós que expomos ela, né? Eh, nem enquanto pregamos, nem enquanto escrevemos. A Bíblia, a mensagem dela precisa ser exposta na íntegra, né? É, há uma tentação, né? Da gente defender Deus, né? É, exatamente. É uma tentação de falar, não, não, não vamos ler esse texto aqui não, que ele é meio meio estranho aqui. Pessoal não vai entender o que Deus quiser aqui, a gente vai só para outros, tal. Mas e é é realmente, eu tava refletindo esses dias sobre isso, né, de tipo, se você pega outras religiões,
você precisa cavar e até com historiadores para achar que tem uns podres lá de da galera da das religiões ali, né? Então, e e às vezes até agora mais recente na na própria na na nossa mesmo, você pega uns, uns líderes, uns pastores, uns teólogos no passado, você fala: "Cara, que incrível isso aqui". Mas você olha lá, tem uns negócios lá na história dele, você fala: "Eita, mas não é evidenciado, né? A gente conhece mais as partes boas". A Bíblia faz questão de falar, né? Poxa, não precisava falar que Abraão falou que era irmão da
esposa e deixou ela se deitar com outro homem. É, não precisava falar ali que Davi naquela Manhã saiu lá na varanda e viu a mulher e trouxe, né? Exatamente. Podia não colocar aquele capítulo, ia passar ileso ali, mas a Bíblia faz questão de mostrando Moisés e mostrando Davi, mostrando Abraão, mostrando Noé. É, cara. E e e é interessante isso, o quanto que isso faz um um um contraponto com toda a teologia, mas também fora da igreja que nós temos hoje, né? Com essa mensagem coach. Uhum. vai na direção oposta, né? Ou seja, de dizer assim:
"Não, a realidade humana é marcada pelo pecado. Nós somos fracos, nós somos limitados, nós temos exemplos ah que ficaram registrados para que nós possamos entender quem o ser humano é marcado pelo pecado, mas também quem ele pode ser redimido por Cristo, né? Então assim, ah, nós não podemos, se a Bíblia não esconde, né, por nós vamos esconder? Uhum. Né? Então eu sempre que a gente tá nas escolas, né, e entra nas escolas para falar com os adolescentes, a gente sabe que outros também entram, às vezes nem com com o viés religioso. E a gente sabe
que a mensagem que é dada e que eles gostam de ouvir é sempre uma mensagem eh afirmativa, positiva, né? E a gente sempre faz questão de trabalhar com eles o pecado e dizer assim: "Olha, eu preciso ser sincero com você, porque eu poderia falar que você é o cara e você sairia daqui inflado, mas na primeira vez que você tropeçasse, você Descartaria tudo aquilo que eu que você ouviu. Você precisa entender a realidade sobre a sua vida, né? eh, que é fruto do pecado para você entender o quanto que o Senhor pode trabalhar no seu
coração e restaurar o seu coração, né? É, é, é, não, não tem muito como pregar a boa notícia se a pessoa não tá claro para ela má notícia, né? Exatamente. De que ela é inimiga de Deus e que ela vai ser condenada eternamente. Exatamente. Se ela continuar seguindo nesse caminho, né? Eh, agora ainda no nos devocionais, então, por exemplo, Mateus sem filtro, aí eh, você vai em Mateus inteiro ou você selecionou você selecionou algumas dos textos para Então, a a ideia de toda a série e a expectativa, né, que possa vir todos os livros é
exatamente trabalhar perguntar para você tem expectativa de fazer inteiro, de fazer inteiro. Muito bom. Bíblia inteira é de trabalhar eh texto a texto, sem pular nada do do livro, né? Legal. Porque assim, a o que o o projeto nasce, né, de um de um entendimento que a gente vem tendo da geração que nós estamos discipulando, né? a gente herdou aí da geração Z esse consumo de conteúdos fragmentados e agora nós estamos liderando adolescentes já da geração alfa, né? Talvez 70% dos Nossos adolescentes hoje já são geração alfa. Só para pessoal saber, Z é até 2010,
tá? Que nasceu até 2010. Até 2010. Até 2009. A partir de 2010 nós já temos a geração alfa. Então nós já estamos falando aí 15 anos. Então, nós já estamos falando de adolescentes de 11, 12, 13, 14, 15 anos que nós já estamos trabalhando, né? Então eles herdaram isso da outra geração, mas agora a gente vê isso de forma ainda muito mais intensa, né? Eles não querem nada que os prenda por muito tempo, né? Então por isso essa preferência pelos cortes, pelos reals, stories e todas essas coisas. E obviamente que acabam sendo na maioria das
vezes conteúdos rasos. É, né? Não dá nem tempo, né? não dá tempo de aprofundar. Eh, e nós não podemos ir contra essa realidade, ainda que a gente saiba que essa realidade acaba se tornando um dos maiores desafios dessa geração, que é a impaciência, a falta de perseverança, de persistência, porque tá acostumado a tudo muito rápido e fácil, né? Mas essa é a realidade. Então, a gente não pode ir contra ela até pelo menos que eles amadureçam, né? Então assim, Quando nós sentimos a necessidade de produzir material para os adolescentes, no caso para os adolescentes da
igreja local, né? Eu não tinha intenção que isso transformasse um livro, nunca nunca imaginei. Era pros adolescentes da igreja. Ah, o desafio era exatamente esse. Como eu posso eh fornecer um material que seja rápido, mas que não seja raso, né? Então, Deus direcionou paraas devocionais sequenciais. Então eles podem a cada dia ter um momento rápido de devocional com Deus. E aí, obviamente, cada um na sua maturidade vai ter um tempo e pode ser o menor possível para aqueles que estão começando. É um um texto breve, ele vai ler, ele vai entender o texto, é uma
explicação do texto, ele vai refletir a respeito de um tema da vida dele, diversos a respeito da adolescência, sobre escola, relacionamento, namoro, eh, vida com Deus, família, temas diversos. Mas sequencialmente ele vai compreendendo a mensagem do livro, tá? E aqui é onde a gente consegue aprofundar, porque ele consegue ter uma compreensão da mensagem central do livro. Uhum. Sobre o que que o Mateus fala? Sobre o que que o Mateus fala. Então, seja mesmo um livro do Antigo Testamento, não importa, ele consegue ter uma compreensão do Evangelho. Entendi. A partir daquela sequência que ele vai fazendo
diariamente da leitura do livro, né? E eu vi que tem um QR code em cada um dos capítulos. O que que é? É o texto bíblico. É o texto bíblico. Não precisar colocar ele inteiro. É porque senão ficaria o dobro do livro, né? Ficar uma Bíblia, né? Muito bom. Muito bom. Então aí ele pode apontar ali, ele vai conseguir abrir o texto bíblico e já e fazer a devocional. Vai fazer a devocional. Eh, uma pergunta, como é que como é que você entrou e permaneceu nesse tema ou nesse público, né? É, adolescentes. Ó, quando logo
quando eu saí da adolescência, eu me converti, na verdade, no final da minha adolescência. Cresci na igreja, num lar cristão. Mas a minha conversão mesmo, apesar de nunca ter saído da igreja, foi no final da adolescência. Então, no início da minha juventude, uma igreja pequena, numa cidade pequena, eu comecei a liderar os jovens, né? Como é que é o nome da cidade mesmo? Santa Rita do Sapucaí. Minas, Sul de Minas Gerais. Então, na Igreja Preseriana do Brasil, ali em Santaí, Sapucaí, eu comecei o trabalho com os jovens, tá? E o trabalho foi prosperando, a cada
semana jovens novos chegando, os jovens da igreja convidando outros, tal. Mas uma coisa me chamou atenção, nós começamos, tínhamos três adolescentes no Meio dos jovens e semanalmente a gente via outros jovens chegando, a gente via aqueles jovens amadurecendo, mas os três adolescentes permaneciam do mesmo jeitinho. E aquilo me chamou atenção, eu conversei com um pastor na época, que foi o pastor da minha conversão, o pastor Luiz Henrique, e falei: "Olha, tem uma coisa curiosa aqui. Outros jovens chegam, adolescentes não". E aí ele falou: "Mas você suspeita de alguma coisa?" Eu falei, eu suspeito, suspeito que
aqui não é a casa deles, aqui é a casa dos jovens. São os jovens que cantam, são jovens que tocam, são jovens que lideram, que falam, que brincam, que recebem, né, montado para eles, servem e eles ficam acuados. Então, o que que você sugere? Quando você fala jovem era qual idade? Universitário, né? 18 para cima. Eh, e aí ele falou: "O que que você sugere?" Eu falei, eu sugiro que a gente comece um trabalho com os adolescentes, um lugar aonde eles possam falar assim: "Olha, esse lugar é o meu lugar, é a minha casa, eu
pertenço aqui. Como é que eu vou trazer alguém em casa se nem eu me sinto bem em casa?" Faz sentido, né? E aí nós naquele momento dividimos o trabalho e sem obviamente nenhuma eh nenhuma formação, nenhuma condição para aquilo, eu entrei, né? E eu costumo sempre dizer pro pessoal, né? falou assim: "Ah, como é que foi a preparação tal, assim, o o como é que você descobriu essa vocação?" Falou: "Olha, eu acho que não só eu, mas muitas pessoas, eu acho que a descoberta da vocação tá muito em perceber as Necessidades, né?" É total. Então,
eu vi que aqueles meninos estavam ali no meio do grupo, mas não pertenciam de fato ao grupo, não pertenciam à igreja, né? Então, poder ter um trabalho para eles, né? A gente tava falando de adolescentes de 12 anos com jovens que tinham 22. Até abrindo um parênteses aqui, né? Eh, eu acredito que se a gente pudesse resumir missão, vocação em um, um mandamento é amo o seu próximo com a ti mesmo. Então, esse é todo mundo, a missão, vocação, tá ligado a isso. Ponto aí, lógico que a pergunta é beleza e a pergunta do do
mestre da lei ali para Jesus, né? Quem é o meu próximo? Então, a gente é é legítima essa pergunta no sentido de tipo assim, beleza, senhor, quem senhor me chamou para alcançar? os adolescentes, os terceira idade, é é a África, é é transcultural, é o povo não alcançado ou é aqui Bragança onde eu moro? Quem o Senhor chamou eu para alcançar? Então uma pergunta legítima, mas a resposta de Jesus é muito interessante, né? É basicamente assim: quem eu te apresentar caído no seu caminho, né? Sabe? E a gente fica às vezes nessa, não, mas é
porque quando eu for Não, é lindo que você tá contando, porque a minha história também, eu tô diante de uma necessidade. A necessidade é adolescentes que não t eh eh não têm, não estão sendo discipulados e cuidados porque não sentem em casa. Vão dar Resposta a eles e você vê Deus pegando aqueles cinco pães e dois peixes e e fazendo. Isso é maravilhoso, né? Então assim, para você que tá atrás da sua vocação, seu chamado, é quem tá caído à beira do caminho na sua estrada aí, né? Talvez tenha tudo a ver com o seu
chamado. Exatamente. E tem uma coisa curiosa, né? Porque assim, ah, na igreja a gente sempre vai lidar com a a falta de trabalhadores. Jesus, Jesus já disse isso, né? E às vezes a gente percebe uma necessidade e a gente critica, né? Porque ninguém está fazendo. Quando na verdade às vezes colocou aquela pessoa, ainda que no meio de todos, mas ele colocou aquela pessoa para que eu pudesse enxergar, né? Então o outro não está enxergando e nós criticamos porque o outro não tão não tá fazendo, mas é você que deveria tá fazendo porque é você que
tá vendo porque é o seu chamado, né? O fato de ver já é um uma evidência. Eu eu fazia a mentoria do Desascof que era com líderes, né? E e chegou a ter assim uns 3.000 líderes assim, a gente fazendo Zoom, era muito legal. E aí eh eu lembro que abria para perguntas no final e sempre vinha essas perguntas assim: "É, poxa, aqui é muito fraco de teologia, poxa, aqui é muito fraco de não sei o quê". E a resposta era sempre essa: Amado, Deus tá mostrando para você. Então aqui é fraco teologia. Você pode
ter uma conversa e falar: "Poxa, precisava melhorar, tal", mas vai fazer um curso de teologia e nem que você você Seja a resposta daqui a tr 4 anos. Vai se preparar para o que Deus, porque tá tem um monte de gente lá dentro não tá incomodada com isso. Por que que é você que tá incomodado com aquilo, né? Poxa, as crianças estão largadas, então vai se voluntaria, entendeu? Nem se for para inicialmente ficar lá na porta, não tem problema, mas começa a trilhar um caminho. Você teria coragem de fazer pedagogia porque seu coração queima pelas
crianças da igreja, entendeu? E é isso que a gente tá precisando, né, de pessoas que podem falar, não, vamos ser resposta aqui. E eram três adolescentes. É isso que é lindo. Três, entendeu? Não era, tô vendo esses 300 adolescentes, eram três. É, a gente começou o trabalho, né? Ah, e a gente não se reunia nem na igreja, porque a igreja, apesar de pequena, né, era grande demais, né, aqueles gato pingado ali. Então, a gente a gente ia para casa e adolescente tem muito disso, né? Jovem também, né? A questão assim da massa da galera, né?
Então você colocar três num espaço, né? Então a gente ia pra casa e pra casa de alguns três era muito, né? Enchia a casa, né? Legal. interessante. E a partir disso a gente foi percebendo a o amadurecimento deles, tá? Exatamente por ter agora esse senso de pertencimento, né? Eu eu faço parte isso aqui, aqui é a minha casa, né? Eu aí ainda no primeiro ano com trabalho com os adolescentes, nós fizemos um acampamento e aí como a gente sempre faz, a gente chega pros jovens da igreja e diz: "Olha, convide os seus amigos, né?" Aham.
E eu costumo brincar às vezes com alguns pastores, eu falo assim: "Olha, cuidado quando você fala isso, porque um dia o convite pode ser aceito e você precisa saber se de fato você quer outros adolescentes na sua igreja. Porque o que aconteceu conosco foi isso, nós convidamos e e veio. E veio. E aí aqueles meninos então começaram a chegar, nunca tinham pisado numa igreja, não eram de lares eh cristãos, evangélicos. E alguns começaram a a ter interesse, né, pela palavra. a gente começou a ver o amadurecimento, transformação, conversão e aquele eh que era um desafio
no início, fazer com que três se sentissem parte, agora a gente tinha 30, 40, 50 que também precisavam se sentir parte, mas não apenas do ministério de adolescentes, eles precisavam se sentir parte da igreja, porque esses agora não tinham um pai, uma mãe, ah, ninguém da família que era da igreja. Então era um rosto desconhecido, né? E aí aquele mesmo dilema do começo nós enfrentamos um ano depois. Esses meninos precisam ser acolhidos na igreja, né? E aí nós começamos alguns projetos, né? Um deles exatamente com este objetivo, fazer com que ele se sentisse parte da
igreja. Poxa, mas então fala mais sobre isso para nós, cheiro, porque assim, cara, é a crise, né? É porque assim, a verdade é que eh deveria, e eu vou falar aqui de uma teoria, né? Deveria os mais maduros, né, pagarem um preço, submeterem para que esses imatursem inseridos no corpo de Cristo. Uhum. Mas a verdade é que na maioria dos lugares que você vai é é ao contrário. Os imaturos pagam um preço e muitas vezes nem entram porque tá tudo feito pros maduros. Ai, não gosto desse tipo de música. E aí, eu tô 25 anos
aqui na igreja, já sou um dos presbíteros, eu não gosto desse tipo de música. Ah, não gosto que pinte a parede, não sei o quê. E aí é tudo pros mais maduros e os imaturos morrendo, sendo que deveria ser ao contrário. Lá em casa tem um monte de coisa de criança, porque eu gosto, não, porque o maduro paga um preço sim para acolher os imaturos que nasceram e chegaram. Então vai ter coisa de criança, vai ter trava de criança, vai ter cores que eu não colocaria porque você é pai e se você se submete. Sim,
né? Então fala um pouco assim como é que foi fazer isso, né? Acolhê-los. Sim. A gente vem nesse processo de alguns anos e com alguns projetos, tá, né? Para poder de fato eh saciar essa sede do adolescente de pertencimento, Né? É, é uma sede legítima, né? Acho que faz parte inclusive da nossa formação. Deus nos fez para para pertencermos uns aos outros. E muitas vezes, né, por conta, né, do pecado, eles não conseguem pertencer a lugar nenhum, né? Então, eles vivem o ano inteiro, a semana inteira numa escola com os mesmos colegas e não conseguem
ser incluídos na na escola, né? Alguns têm dificuldade até mesmo em casa, né? E às vezes chegam na igreja, não estão chegando na igreja porque querem ouvir uma boa palavra, uma boa música. Chegam na igreja porque querem amigos. Interessante, né? E às vezes também na igreja. É. E às vezes eles estão ali dando às vezes o último grito de socorro, né? Que é falar assim: "Olha, é um lugar que eu jamais iria, mas eu não consegui fazer amigos em lugar nenhum. E agora eu vou tentar lá, né? E a gente corre o risco de que
eles passem por lá também se sentir parte, né? Car, isso é muito forte. Então, quando o os meninos eh começaram a caminhar conosco, a gente começou a ver esse amadurecimento, a gente viu essa necessidade. Nós criamos um projeto que existe até hoje chamado Arte e Vida, onde os adolescentes da igreja eles colocariam os seus dons, seus talentos, suas facilidades para poderem abençoar Outros adolescentes da cidade, tá, né? Então, aquele desafio que geralmente a gente tem em algumas igrejas, especialmente menores, que é o caso da nossa, de questionar, olha, você canta, toca, prega? Não. Então, espera
uma hora vai chegar a sua hora, né? E aí nós chegamos para eles falando: "O que que você sabe fazer?" "Bem, ah, eu sei. Bom, eu não eu não sei cantar não, mas não tô perando de cantar, mas tocar também não toco nenhum instrumento. Mas o que que você faz? Você é bom em matemática?" Não, matemática não, mas português eu sou bom. Então você vai dar reforço de português para nós. Hum. Que mais que você sabe fazer? O outro eu sei tocar violão, mas eu não sou bom. Falou: "Mas você não é bom, mas você
sabe não. Alguma coisa eu sei." Pois é, aqui na nossa cidade nós temos dezenas de adolescentes que nunca relaram a mão e não sabem nada e não tem condições de pagar um curso de violão. E aí nós fomos captando isso, né? mesmo. E aí começamos com esse número de adolescentes e aí entre alguns ainda falaram assim: "Não, mas eu não sei desenhar, não sei nada". Eu falei: "Então você sabe fazer uma chamada? Porque se a gente tiver muitos alunos aqui, nós vamos precisar que alguém faça uma chamada. Você pode fazer? Você sabe preparar um um
pão com presunto de queijo? Você vai preparar um pão com presunto queijo, né? E aí o Arte Vida nasceu há 13 anos atrás E com uma equipe obviamente orientada por nós, mas uma equipe que 80% são adolescentes, são eles que dão aula, são eles que organizam a partir de secretaria, de lanche, de cozinha, de tudo, né? E aí, ah, o projeto foi ganhando forma, estrutura, reconhecimento na cidade, porque a gente começou a receber alguns alunos, ah, que outros projetos sociais não conseguiam atender, porque a gente tinha uma cara que ninguém tem, porque o projeto social
geralmente é feito por um adulto. Sim. E aí quando a os meninos chegavam no Arte Vida, ali, a impressão que dava é que, pô, nem tem adulto aqui e nós estávamos por trás. Sim, sim, né? Então eles vinham aquilo, um ambiente já agitado, né, que o adolescente consegue eh dar aula no meio daquilo, tal. E a e a gente começou a trazer uma galera que não encaixava em outros projetos e que era uma demanda, porque as escolas estavam tendo dificuldades, os pais precisavam que eles, por conta de trabalho, precisava que eles estivessem inseridos em algum
lugar e começaram a vir. E aí o projeto foi então tomando forma e aí hoje, né, hoje não, já há muito tempo. Então a gente, os meninos têm uniforme, então os alunos tem a camiseta branca, o o a equipe tem a camiseta azul, tudo adolescente, mas tem que saber quem é quem, né? É a diferença é a camiseta, né? Então para eles poder colocar uma camiseta azul e dizer assim: "Eu sou parte da equipe Do Arte e Vida". Ou seja, o nosso ministério, nosso trabalho com adolescente chama UPA, né? Toda a Igreja Presbiteriana tem a
sua UPA, que é a união presbiteriana de adolescentes, né? Legal. Então, eu sou parte da UPA, sou parte da equipe desse projeto, sou parte dessa igreja. Você tá falando um negócio muito louco, porque assim, é, é doido que se você for pensar, obrigado, a conta não bate, né? Porque qual que é um dilema que a gente vive? Trabalhadores, né? E aí, quem é que tem tempo? é o adolescente. Aí a gente fala: "Não, mas você não tá maduro suficiente, então você não tem como". E aí assim que você ficar maduro, você não tem mais tempo.
É porque ele vai ter que trabalhar, ele tem casa, daqui a pouco eles tem filhos e tal e aí tem aquele tempinho, ele doa ali pra igreja em servir, mas quem realmente tem tempo, a gente ainda não tá utilizando, então realmente é uma é uma conta que às vezes não fecha, né? E uma segunda coisa que me tem me marcado muito é assim, eh, os, por exemplo, coisas que funcionam muito, que eu percebo, projetos sociais funcionam muito, é esporte. Por quê? Porque requer uma disciplina, tal, mas para mim tem um ponto, é eu ser afirmado
que eu sou bom em algo. Então, eu ganhar alguma coisa, eu chego lá, eu ganhei no futebol, eu ganhei na natação, eu ganhei no jits, eu ganhei, entendeu? Tem tem uns meninos projeto Social aqui nosso de Gil Gitso, né? Eh, que é é o J3, né? Gil Gitso e Jesus, né? Aí eh os meninos foram lá num projeto social, tal, de um bairro super carente aqui, foram campeões. Esse menino, ele volta e pela primeira vez alguém afirmou para ele: "Você é bom, você é bom". E começa a entrar aqui dentro dele, cara. Sou bom. É
porque eu ouvi a vida inteira. Eu sou um lixo. Eu sou burro. Não vou dar em nada. O meu ambiente fala isso para mim. De repente tem uma medalha no meu peito falando: "Você é bom." Então você tá dizendo sobre algo, cara, isso é muito poderoso, né? De dos meninos sendo afirmados, né? Você sabe pouco, violão, mas o que você sabe você já pode ensinar. É útil. Você é útil. É você, cara. Isso é muito legal. É. E e tem um lance também, ó Douglas, que assim e além deste desejo e esse anseio por pertencer,
existe também esse anseio pela utilidade, por ser útil, por propósito, né? Então o adolescente, eu acho que isso isso não é só do adolescente, mas é do ser humano, mas obviamente na adolescência isso ganha força, né? Que é aquele desejo assim, eu quero eh marcar o mundo, né? Eu quero fazer diferença, né? E óbvio que existe um cuidado que precisa ser trabalhado aí na questão da identidade, mas eh este desejo, né, tá Por trás de todo adolescente. Alguns já sabem como vão tentar isso, né? Ou seja, eu vou ser um Neymar da vida e eu
vou poder abençoar as pessoas. Vai ser através da música, vai ser através da medicina, da engenharia, tal. Outros não sabem ainda como, mas já mesmo assim tem esse desejo. Eu quero marcar o mundo, eu quero fazer diferença na história, né? E e isso também é algo que essa geração eh herdou da geração Z. Nós já víamos isso dessa consciência social. a gente vê essa geração alfa agora ah, também crescendo em ambientes plurais, com muita discussão sobre justiça social, tudo. Então isso também é uma característica forte, é uma virtude, né? Mas ao mesmo tempo que é
uma virtude traz também alguns perigos, né? Por quê? O adolescente neste nesta sede, por servir, ele é apresentado a diversas causas, né? e algumas delas que são eh que tem objetivos justos ilícitos, mas que os meios são completamente corruptos, né? Inclusive ah incentivam ao afastamento da fé e da igreja, né? Por isso a importância da igreja trazer os adolescentes paraa missão no presente, né? Quantas vezes você trabalha com jovem, tudo a gente escuta, isso fere tanto o nosso coração, né? Quando alguém diz que eles são a igreja de amanhã, né? Não pode ser a igreja
de amanhã, cara. Esses caras que estão no meio de outros adolescentes e no meio de outros jovens que nós não estamos, eles são a igreja de hoje. Então, a é importante que a igreja eh traga os adolescentes para a missão da igreja, ou seja, eles precisam fazer parte. Então, quando um menino desse coloca uma camiseta e eu digo para ele: "Olha, você é útil aqui". Ou seja, você pode servir em outra causa? Pode. Algumas você precisa tomar cuidado, mas você não precisa, porque a causa do evangelho é a maior causa de todas e você poder
fazer parte do reino de Deus. Tem três perguntas, né? Poderosíssimas. Eu tô assim até, eu diria para quem tá liderando jovens adolescentes e principalmente adolescentes, quer fazer um bom trabalho, responda três perguntas aí de múltiplas formas em criatividade que Deus vai te dar. Primeiro, quem sou eu? Ele tá com essa queimando no coração dele essa pergunta: "Quem sou eu?" E ele tá na formação. Se a gente acertar ali, ele vai ter uma vida inteira com a verdade, né? Você é um filho de Deus. Você é eu diria assim, porque tem muitos grupos respondendo essa pergunta
assim, né? Você é o que você sente. Ya, você é o que você sente. Não, você é o que você crê. Você é onde você depositou a sua fé. Você é filho de Deus. Ponto. Eh, a segunda pergunta é: a que grupo eu pertenço? Qual é a minha família, né? Então, aí vai para pertencimento, fazer parte, ser abraçado, comunhão. E a terceira pergunta é: qual a minha missão? Qual é a a mudança que eu vou causar no mundo? Qual é a minha relevância? Então, você tem essas três perguntas. Se você fizer trabalhos de pregação e
tal, respondendo a primeira de eh eventos e ações que fazem a pessoa pertencer e também dando condições para ela servir, cara, você vai estar respondendo a três anseios. E o que que a galera de fora do mundo, vamos chamar assim, entendeu? Vários grupos entenderam e estão coptando os adolescentes. Exatamente. Entendeu? e na maioria falando quem eles são, eh, muitas dessas desses grupos vão se chamar de comunidade, né? Então, é um pertencimento e eh eles não tão lá falando sobre imoralidades assim primariamente, eles estão lá dando uma missão. É, por exemplo, vários desses grupos estão falando
sobre clima, mudança climática. que nós vamos fazer sobre isso? Mas esses grupos estão ensinando, ó, você precisa ser um vegetariano, um vegano, porque você vai causar uma mudança no mundo. Então, tá apresentando para ele uma missão e aí ele tá dizendo: "Cara, eu vou causar uma mudança, tá?" Só que tudo isso eu, o evangelho tá ali para fazer exatamente isso. Ex. É, é o evangelho, ele ele vai na contramão de algumas dessas, mas ele engloba muitas outras, né? Tudo aquilo que é lícito esses responde a esses anseios. É outra forma, mas responde esses anseios. E,
e, e isso que é interessante, porque através da pregação do Evangelho e através da estrutura do Ministério de adolescentes e da igreja, o adolescente ele entende e ele vive isso, né? Ou seja, na questão do pertencimento, ele vai entender que ele é parte, mas ele precisa também viver isso, né? Então, a gente tem um outro projeto na igreja chamado casa, hum, que são as iniciais de conhecer, acolher, servir e amar. Que legal. Então, um domingo por mês, primeiro domingo, ah, cada família da igreja sai da Escola Bíblica Dominical de manhã com dois adolescentes para levarem
para casa para almoçarem juntos. É mesmo, cara. Então, é muito bom. Ah, eles estão sendo conhecidos, né? Acolhidos. Essas famílias estão servindo esses adolescentes em amor, né? Então isso é não apenas entender que eles pertencem, uma vez ao mês, uma vez ao mês. Então cada família pega dois, pega dois adolescentes para eles não ficarem constrangidos, né? Tá ficando boa, boa ideia em dupla e também e também por uma segurança pros pais, porque nem todos os pais são da igreja, né? No nosso caso ali, pelo menos. Então eles se sentem mais à vontade, né? Então eles
vão dupla filho que é de um crente é o filho de os pais estão na igreja, eles vão numa outra família. Vão numa outra família. É, às vezes a gente faz em domingo separado, porque daí ele consegue, quando o pai receber, ele tá junto e aí no outro domingo ele vai, né? Cadastra as famílias, cadastra as famílias e cadastra os adolescentes. E aí todo mês a gente faz a escala, a escala aí o sorteio e sorteio, né? E aí é muito legal, né? Assim, você vê um adolescente, o culto é de manhã, a escola bíblica
dominical, terminou, encerrou, eles já vão junto, almoçam e depois essas famílias levam eles emboraas, né, paraas suas casas, né? E essa é uma experiência assim que tem sido transformadora. Por quê? E o adolescente neste neste nesta busca por pertencer, ele lida com uma com uma dificuldade que assim nenhum de nós lidamos, né? Porque ele precisa todos os dias conquistar o seu espaço. Uma guerra. É uma guerra. Ou seja, ele tem o medo de não pertencer. muito até que ele pertence, mas a partir do momento que ele pertence, ele tem medo de não pertencer mais, perder
aquele lugar, perder. É por isso que é tão forte na adolescência, a gente não vê isso em outra fase da vida, é tão forte na adolescência o melhor amigo, né? Porque é uma segurança que eu tenho que se outros me abandonarem, este meu melhor amigo não vai. Inclusive, a gente vê geralmente essas esses relacionamentos entre melhores amigos às vezes não são nem muito eh positivos, porque há, né, um um e acaba abrindo até concessões e se envolvendo com que não deveria para fazer a manutenção, faz exatamente, é para você ter essa segurança. Então, eh, então
o adolescente lida com essa, com essa luta diária de pertencer e continuar pertencendo, né? a gente diz assim: "Olha, você pertence por enquanto. No mundo caído, você pertence por enquanto." Porque é porque amanhã Você pode não ser mais interessante, amanhã pode surgir um outro amigo novo. Então eles vivem esse conflito até que eles chegam à igreja e entendem que ali eles têm um espaço garantido que não foi pelos méritos dele, mas foi por Cristo Jesus. Ou seja, eu não preciso fazer nada para pertencer aqui. Cristo fez por mim. E se eu não preciso fazer para
pertencer, eu não preciso fazer para permanecer, tá? O meu lugar tá guardado. Então essa é a resposta do evangelho. Quando entra no coração é um alívio, né? É porque eu não preciso mais corromper os meus os meus princípios para pertencer a um grupo. Porque a resposta do evangelho é: você tem espaço aqui. Você pode pertencer a outros lugares, mas sozinho você jamais ficará porque você tem um lugar aqui. Então isso é é poderoso na vida do adolescente, porque essa é a resposta do evangelho, né? A a Bíblia vai dizer que ainda que a mãe nos
desampare, o Senhor não nos desamparará. Ou seja, o adolescente ele pode se ver inclusive sem família, mas jamais sozinho. E aí a Bíblia vai dizer que Deus faz que o solitário viva em família. É a família de Deus. Cara, esse projeto é muito legal, hein, Cas? Então, fica a dica aí, você que lidera eh de aplicar esse princípio, né? Precisa ser exatamente isso, mas é aplicar esse princípio. Agora, tem uma outra parada que eu queria que você falasse pra gente, eh, que a gente também tem pensado aqui. Existe um campo missionário que só entra um
tipo de missionário, né, que é adolescente, um campo missionário chamado escola. Escola. Eh, é muito doido, né, que tem todas as cidades dezenas ou centenas de escola e é um campo missionário ignorado por nós. Por quê? Porque a gente não tá conseguindo trabalhar na formação desses jovens discípulos de Jesus a tempo de eles serem luz dentro da escola. Às vezes eles vão ter encontro com Jesus com 20 e poucos anos, não estão mais nesse campo missionário. Então, como ter adolescentes queimando de amor por Jesus, já entendendo a missão para poderem atuar ali dentro, né? Como
é que vocês têm pensado isso? É, eu acho que isso parte também fruto daquilo que a gente já vem conversando, ah, deste entendimento que o adolescente precisa ter, que ele não está ali só recebendo, ele está servindo. Se ele entende isso, ele entende que ele está servindo na igreja, ele está servindo em casa, ele está servindo na escola, tá? Todo lugar é lugar dele servir, porque ele não está apenas se preparando, ele está também se preparando para servir no futuro, mas ele se prepara servindo, né? Então, a escola é um lugar, né? Mas eu vejo,
ô Douglas, que isso eh parte mais do de uma de pensamentos equivocados da liderança, Ah, do que de uma capacitação dos adolescentes, tá? Por quê? Há muitos eh pensamentos eh equivocados a respeito da escola, tá? A escola é vista, né, como um lugar do mal. E eu sempre digo para as pessoas assim: "Olha, você vê a escola assim, talvez porque não tem um funcionário ali, um diretor, um professor que seja a sua família". Uhum. Porque se tiver, você vai entender que ali não são inimigos, ali são pessoas que precisam ser alcançadas, desde a direção dos
funcionários e a mesma coisa dos alunos, né? Então a gente sabe, né? e muitas coisas que são às vezes ah pregadas dentro das escolas, mas isso não eh tira a importância da gente entrar nas escolas. E uma outro equívoco que tem é de nós acharmos que as escolas estão fechadas. As escolas não estão, não estão, pelo menos ainda não estão. Ah, o problema é que às vezes nós queremos entrar na escola com um púpito e um microfone na mão, tá? Né? Quando, na verdade, as escolas estão com dezenas de demandas, gritando por socorro e eles
não estão se importando, entre aspas, claro, com quem tá entrando. Uhum. Né? É claro que existe uma a um critério, mas não se olha muito qual é a sua religião. Se preocupa assim, você quer nos ajudar? Nós temos problemas aqui. Nós temos problemas com drogas, nós temos problemas com evasão escolar. Nós temos problemas com gravidez precoce, nós temos problemas seríssimos com bullying, nós temos problemas com ansiedade. Então você pode nos ajudar. E aí quando nós entramos então dentro da escola, ah, não como uma estratégia, mas de fato, como você falou, o a nossa missão é
amar o próximo, não é simplesmente uma estratégia, pessoas caídas no na beira do caminho, né? Na beira do caminho. E você fala assim: "Pô, eu posso ajudar". Quando a gente entra numa escola, Douglas, e a gente propõe um projeto nosso, que é uma semana com palestras, dinâmicas, várias atividades durante uma semana. E hoje na nossa cidade eles já conhecem, a gente já rodou todas as escolas, né, mais de uma vez, mas no começo sempre a a o o medo do da direção era assim: "Olha, nós temos cerca de 30 alunos na sala e tem salas
que são problemáticas. Como é que você vai reunir a escola inteira Numa quadra? 400, 500, 600 alunos." E a gente falou, nós queremos tentar, né? E quando esses meninos escutam a respeito do amor, da graça e do perdão de Deus, você pode estar num ginásio que a acústica é terrível, é ruim, que você não escuta um barulho. Eles nunca ouviram a respeito do amor de Deus. Eles nunca ouviram que, apesar de tudo que eles fizeram, mesmo sendo tão novas, eles podem recomeçar. Eles nunca ouviram que a trajetória dos pais, que talvez é a mesma dos
avós, eles não têm que repetir. Eles nunca ouviram. Então isso é transformador. É. E a gente sai das escolas e a gente ouve os testemunhos, não só dos alunos, como dos professores, dizendo como nós precisávamos ouvir isso. É, né? Então é um lugar aonde o evangelho precisa entrar. Eu eu vi alguém falando assim, né, que quando você um adulto é salvo, meia vida foi salva, né? É quando uma criança, um adolescente é salva, uma vida inteira foi salva, né? É. E a gente hoje atrav nós temos um projeto chamado Semana Tim, que é a semana,
né, do adolescente. Então, eh é um projeto que, na verdade, nós eh herdamos da MPC. Uhum. Uma cidade para Cristo chamada Escola da Vida. Nós começamos com esse projeto, já fez aqui Escola para Vida. Muito legal. A base do projeto é o Escola da Vida, tá? Mas aí nós decidimos aumentar um pouco o projeto porque a gente viu algumas necessidades, especialmente do professor poder fazer parte do projeto, a gente poder envolvê-los para que a gente pudesse sair da escola e o relacionamento entre alunos e professores fosse melhor, a gente pudesse deixar esse legado ali, tá?
Então, além das palestras que já existem no no Escola da Vida, a gente tem as provas. Então, todos os dias tem as competições que os professores jogam junto com os alunos. A escola inteira é dividida em equipes, então, ah, os professores jogam juntos, os professores dançam, cantam, dublam, tal. Então, a gente consegue ver ao longo da semana eles jogando junto, eles se abraçando, né? E a gente encerra a semana sempre dando um tempo para eles poder dar um depoimento, tal. E a gente sempre escuta ali pedidos de perdão, sabe? Queria pedir perdão pros professores, eu
queria pedir perdão para esse professor, sabe? Joradeira. Nossa, é maravilhoso, né? Maravilhoso. E e aí a gente vê que todo aquele aquele medo que às vezes a gente tem, né? a de censura e outras coisas que a gente sabe que de fato existe. A gente vê que quando a igreja ela se dispõe a servir, as portas se abrem. Uhum. As portas se abrem. As portas se abrem para que a gente possa servir de forma prática. E inevitavelmente em algum momento, aquelas pessoas vão dizer: "Olha, nós queremos ouvir vocês, tá? Nós queremos entender porque vocês fazem
o que fazem, né? é o que tem acontecido conosco. Nós começamos nas escolas, né, com uma campanha de Natal. Nós fomos até a direção das escolas públicas, questionamos qual eram as necessidades deles. E na primeira escola que a gente foi, era uma escola, a maior parte eram crianças e a professora disse assim: "Olha, nós não temos um parque aqui". E a gente toda, todo intervalo, recreio, a gente vê as crianças correndo e a gente pensa: "Como a gente não tem um parque aqui?" E aí eu disse para ela, "Nós vamos construir esse parque". E aí
a gente volta na No adolescente engajado, né? O ministério não é simplesmente para o adolescente, é com adolescente. Nós juntamos adolescentes e falamos assim, ó, vamos fazer uma adolescente, nós vamos fazer uma campanha de Natal. Nós vamos construir um parque nessa escola e quem vai levantar os recursos são vocês. E durante anos a gente faz essa campanha e quem levanta todos os recursos são os adolescentes. De cinco em cinco, de 10 em R$ 10, todo recurso que a gente se compromete a usar para construir uma um parque, uma brinquedoteca. Nós já fizemos e esse ano
temos programado mais uma viagem. a gente vai para socorro num parque que tem lá todo adaptado, nós vamos levar os alunos da PAI conosco. Então, quem vai levantar esses recursos? O adolescente. Porque além da gente abençoar o mundo, além da gente levar a mensagem do evangelho, nós estamos formando adolescentes que entendem que eles precisam servir e que eles podem servir hoje, não amanhã, e que eles já são úteis. No reino hoje tem uma, tava ouvindo hoje, hoje não, essa semana uma música do do Resgate que clássica, né? Cresci minha adolescência ouvindo 10 para seis. Nossa,
muito boa. E aí eu ouvindo essa semana e aí um trecho da música me fez pensar em tudo aquilo que eu tenho vivido com os adolescentes e sobre esse anseio, né, de servir, quando ele diz assim: "Se é para te servir, então matar aquela velha sede. Se é para te servir e não cair na mesma rede, eu vou." Uhum. É exatamente isso, né? Eu tenho uma sede por servir, mas se eu não servir a Cristo, eu cai em uma rede. Eu vou começar a querer ser útil em lugares que podem corromper a minha fé, né?
Então, a igreja precisa dizer: "Você é útil no reino de Deus. A sua causa é a causa do evangelho e você tem espaço para servir aqui." Sim, né? Poxa, eu lembro que eu tava na Indonésia eh para um evento missionário, né? E aí eh tinha lá uns 300 líderes missionários, tal, espalhados do mundo inteiro, assim, né? Muitos países representados, tal. E tinha um pastor lá, era um cara até mais velho, assim, ele era algum era de algum país da Ásia, eu não lembro se era Nepal, mas assim, um que não é tão conhecido nosso, mano.
E aí eu lembro que eu tava lá Natal e sabe quando você tá nesses eventos e toda hora você cruza com uma pessoa, toda hora você cruza, você tá aqui, aí aparece a pessoa ali, aí você tá lá na Outra sala, aparece pessoa. Falei: "Não, tem alguma coisa aí, né?" Aí eu parei para conversar com esse homem e ele me falou uma coisa muito forte assim, ele falou assim: "Cara, minha vida inteira eu era pastor sênior da igreja, mas eu entendi de Deus que a dedicação tinha que ser com os adolescentes." Ele falou: "Por quê?
Porque se você se compromete com os adultos, você compromete, você se compromete com a sua igreja. Se você se compromete com os adolescentes, você se compromete com o reino de Deus". Ele falou: "Se eu tiver só compromisso com os adultos, eu tô fazendo a igreja só para esse tempo, ela vai morrer daqui a uma ou duas décadas. Se eu me comprometer com os adolescentes e crianças, é uma igreja que não vai parar". E aí ele falando do que ele fazia com os adolescentes e tal e e aquele trabalho e eu fui assim profundamente tocado, sabe?
E e é um e é um grande desafio porque é um grande desafio de linguagem, né? Se eu falar assim, ó, hoje Deus vai te enviar lá pra Indonésia, tal. Qual um dos maiores desafios é a língua, né? Um maior desafios para qualquer missionário é a língua, né? Você vai para esse país, você não sabe a língua e tem um período de adaptação da língua. E cara, esse é o maior desafio quando a gente fala assim: "Você vai trabalhar com adolescente". É, a gente não fala língua dos caras, né? Você chega lá, você fala: "Ah,
ele tá entendendo B". Você fala B, ele tá entendendo A. Então, eh, só que eles falam, né, que uma das maiores formas de amar uma nação é aprender a língua dela. E eu saí, voltei extremamente tocado. Depois uma pessoa mandou uma palavra profética para mim falando sobre isso, sobre adolescentes e e eu confesso assim que foi doído para mim assim, sabe? De tipo ai Deus, eu tô há 14 anos fazendo, eu já aprendi a falar língua desses, né? Eu sei como é que faz vídeo para isso, eu sei como é. E o Senhor falou: "Tá,
mas eu quero agora que você reaprenda tudo para trabalhar com isso." Então assim, tô sendo muito abençoado com esse papo aqui daquilo que o Senhor tem feito lá na vida de vocês, na comunidade de vocês. Eh, e muito mais uma vez lembrado e esticado pelo Senhor, eh, de fazer isso, sabe? E e o meu coração é que todo mundo esteja nos ouvindo, esteja sendo também desafiado, né? Sim. Em suas comunidades, né? também desafiado a a amar eh amar essa idade, amar esse público, né? É, tem uma, o Eugênio Pitson deixou escrito para nós, né, uma
reflexão que eu acho assim extraordinária. Ele diz que quando nós lemos Salmo 1273, herança do Senhor são os filhos, a nossa mente automaticamente imagina uma mãe com um bebê de colo, às vezes amamentando. Uhum. E ele diz assim: "Dificilmente nós imaginaríamos um adolescente batendo uma porta, respondendo com uma Roupa e uma linguagem estranha, né?" Mas aí ele vai dizer: "Olha, mas esta herança e este presente permanece. O presente não é só a infância, o presente é por toda a vida." E aí ele desafia, né, os pais e a igreja a abrirem o presente. Ele diz
assim, né? O embrulho pode ser estranho. Uhum. Mas lá dentro continua um presente valioso. Muito bom, né? Então a gente percebe muito isso, né? Eh, as pessoas sabem que eu trabalho com adolescente, né? Me conhecem. Às vezes, a gente conversa rapidamente, tem filhos novos, mas temem a adolescência. Hum. Né? E isso é preocupante, porque a pessoa já vai chegar, né, com este pavor e esse pavor certamente vai fazer com que ela não lide com sabedoria nas demandas que obviamente vão enfrentar, né? Então a gente precisa ah de fato educar a igreja, né? e as nossas
famílias entendendo que a adolescência é um período com as suas complexidades, é claro, como toda a fase da vida, mas uma fase também linda. Se a gente lembrar da nossa adolescência, né? Quantas coisas lindas a gente viveu na adolescência, quantas coisas a gente poderia não ter vivido, Né? Se a gente tivesse sendo mais orientado, talvez. Então, a a igreja e a família precisa abrir esse presente, né? Então, assim, a gente vê os pais com medo da adolescência chegar e outros quando a adolescência chegou dizendo assim: "Olha, não vejo a hora dela acabar", né? Ou seja,
não há uma disposição de abençoar e de ser abençoado por um adolescente em casa. A mesma coisa a igreja, né, que vê como alguém incomunicável, né? Então, quando a gente eh tem essas estratégias, é exatamente trazer um adolescente pr para dentro da casa de uma família para dizer assim: "Olha, eles têm realmente o dialeto deles, a roupa deles, tudo, mas é gente como a gente, né? E que precisam ser amados. E mais do que isso, vocês vão ser abençoados por eles." Sim. Porque quando a gente vê a paixão de um adolescente por Jesus, pela Bíblia,
isso nos coloca contra a parede. Sim. Sim. e falar assim: "Como esse menino tá me ensinando, né?" Então, de fato, precisa abrir o presente, né? Precisa abrir o o embrulho, né? Tanto a igreja quanto a família, né? Precisa abrir. É, e eu vejo que eh até não tem esse termo adolescente na Bíblia, né? E a gente tem pensado muito sobre isso, assim, né? A, a o menina, o menino ali Nos seus 12, 13 anos, principalmente eh a puberdade apontando, né, para esse início, né? É. Eh, é na verdade um jovem adulto, né? É, na verdade
a menina em sua puberdade, por exemplo, que vai começar a ovular, é Deus dizendo assim: "Olha, eu preciso que você treine essa mulher". É, né? Eu preciso você treine essa mulher. O menino que vai começar agora, né? poder ejacular. Ele tá, Deus tá dizendo para ele com 12 anos, eh, olha, é hora de começar a formar esse homem que vai assumir uma casa, uma esposa, uma empresa, uma igreja, entendeu? Só que o treinamento começa já, é claro, ainda na infância, mas de forma agora clara desse jovem adulto, né? Então, se a gente começar a encarar
assim, né, esses 12, 13 anos são jovens adultos, tanto que em algumas culturas pramente orientais, ele já é responsável pelos seus atos. Ele já iria preso, né? eh ele já trabalha e tal. Então você vê que eh eh às vezes nós estamos tratando eles de uma forma que vai infantilizando e arrastando isso pra frente. Então é muito legal isso estar compartilhando com a gente, eh, principalmente desse colocar e responsabilidades nas mãos deles. E aqui tem uma coisa que é interessante, né? Para mim, uma das coisas que se tornou muito perigosa na igreja é uma cultura,
uma coisa que tem algo bom, OK? Mas se tornou perigoso, que a gente tem na igreja uma crescendo uma cultura de excelência. Isso é bom, mas a performance, né? É performance seria a palavra. Ou eh também uma cultura de entretenimento. Então eu não tenho como colocar um adolescente para falar num domingo. Por quê? Porque não vai ser bom. É, não vai ser bom quanto eu convidar o pregador fulano para ir lá na nossa igreja. Só que aí a gente tem que começar a perguntar, tá? Qual é o intuito do domingo? Qual é o intuito do
da reunião? É só realmente trazer uma boa palavra ou gerar maturidade? É, né? E e aí eu vejo que é até injusto que essa cultura se instalou por agora, que eu e você, algum pastor maluco colocou a gente lá. Exatamente. E foi ruim, foi muito ruim a primeira vez que a gente pregou. É. E alguém confiou. E se esse pastor, no meu caso, a minha tia pastora Débora, se ela tivesse essa cultura, talvez hoje eu não estaria aqui. Exatamente. Se ela tivesse falado, não, é, é muito novo, muito ruim, vamos pôr o fulano que já
sabe, porque tem que ser boa experiência do culto do domingo, cara. E com isso a gente tá matando essa próxima geração, né? É. E a gente tá perdendo aquilo que Paulo vai falar a respeito da multiforme sabedoria de Deus, né? Porque ela é visível. Ah, em todos, né? Então, assim, tem tantas coisas que nós podemos aprender com os mais novos. Eu me lembro numa numa reunião do de conselho, né? Eu sou presbítero da igreja. Hum. E aí quando alguém vai batizar, eh, tem uma conversa antes com os presbíteros, né? já já passou por um por
uma preparação, tudo. E aí eu uma cena que ficou assim muito marcada na na minha vida foi uma adolescente que tava ali em conversa com o conselho para se batizar e depois que ela saiu da sala, o presbítero nosso mais ancião, mais de 80 ou 90, mais de 90 anos, ele começou a chorar. e falou assim: "Como essa menina me abençoou". Ah, isso é muito lindo. Então, eh, exatamente isso, né? Deus usa e Deus usa a não é pela performance, né? Mas é por aquilo que ele tem feito no coração, né? Na simplicidade, né? E
às vezes nós exatamente corremos esse risco porque eles vêm de um ambiente que é extremamente hostil, porque a comparação é em todo momento por conta das redes sociais. E às vezes nós trazemos isso para dentro da igreja e continuamos esse mesmo movimento, né, de comparação, né, porque há há eh Às vezes inconscientemente, né, da nossa parte, uma uma manifestação de elogio, de apoio, de preferência por alguns dons que sobressaem, né, quando a gente não percebe que há outros ali que o Senhor tá trabalhando no coração, né, e e a e as escrit Escrituras vão dizer
isso, que o Senhor vê o coração, né? Então nós como líderes, nós precisamos olhar como o Senhor olha. Cuidado, né? Exatamente. Mas você tava falando a respeito eh desta fase, né, que de fato eh apesar da Bíblia não mencioná-la, eu entendo que há características ali que a gente precisa de fato compreender, classificar e e aprender, porque assim, são ovelhas, cada um na sua individualidade, mas existe características gerais, a gente precisa compreender. Mas de fato, né, quando Paulo vai falar, ele fala sobre ser menino e agora ser homem, né? Então eu também tenho esse entendimento que
a adolescência é uma fase de formação aonde o menino ele tá em luto constante. Uhum. Né? e está em descoberta constante. E muitas vezes ele não tem estrutura emocional, tudo para lidar com isso, mas é uma fase realmente de transição. Ele tá deixando de ser criança para ser homem e por isso não tem nada que ele Odeie mais do que ser chamado de criança, né? Mas que é presente no dia das crianças, viu? Ah, isso sim, né? É verdade. Verdade. E tem que ser acompanhado, né? e tem que ser acompanhado. Exatamente. A gente vê hoje,
né, eh, nessa nossa cultura a liberdade, né, de que eles podem ser o que quiser, fazer o que quiser, talvez por conta de uma experiência passada de talvez pais autoritários, né, tal, e assim, olha, eu quero que o meu filho seja feliz, então eu quero que ele faça o que ele quiser, né? E a pessoa às vezes se esquece de que a felicidade passa por fazer escolhas boas, né? E numa fase de formação, você precisa de acompanhamento, né? Você precisa de acompanhamento eh na igreja e você precisa de acompanhamento, obviamente, né? Muito mais do que
na igreja, em casa, né? E a gente vê hoje os pais cada vez mais distantes, né? Então, a quando a gente olha para a adolescência e a gente vê todo esses estigmas e rótulos da adolescência, né? Ah, todo adolescente é rebelde ou toda a adolescência tem que ser em rebeldia, o que não é verdade, né? Mas muito desta realidade é fruto da omissão dos pais, né? Os pais estão distantes, distantes, dúvida, né? Eh, eh, eu me lembro, né, assim, de aconselhar alguns pais e de trazer a Eles um um texto de, de Salomão, né, e
confrontá-los em amor, né, dizendo assim: "Olha, Salomão disse que acima de todas as coisas que se deve guardar, nós precisamos guardar o coração. Qual foi a última vez que você teve uma conversa com o seu filho cujo alvo fosse o coração?" Porque a gente vai desde a infância até chegar na adolescência, exercendo uma paternidade ou uma maternidade preocupada com comportamento, né? A gente não para para chegar ao coração dos nossos filhos, ainda que a gente saiba que quem pode de fato transformar o coração é o Espírito Santo. Mas nós precisamos ter conversas que levem os
adolescentes e obviamente desde a infância isso, levem os adolescentes a sondar o seu próprio coração, né? Eu tenho uma menina de 7 anos, né? E aí, eh, ela faz algumas coisas que não tem explicação, né? Ela, ela reagir mal, sendo que nós estamos tratando ela bem, como é de toda criança, não é só da minha filha, toda criança pecadora. É. E ela precisa entender por, filha, que você faz isso. Vamos lembrar aqui. Olha, olha como seu pai falou com você. Por que que você respondeu assim, né? Então assim, ela precisa ser levada ao coração, ela
precisa entender que o motivo daquilo é o coração pecaminoso. Se ela não compreender isso, como é que ela vai pedir socorro? Como é que ela vai correr para Jesus, né? Então, mesmo entre os adolescentes, e aqui talvez seja até uma questão até mais perigosa, né? A gente vê adolescentes que cumprem com as regras de casa, que não é cumprir com a lei de Deus. As regras de casa geralmente são: "Não tira a minha paz porque eu acabei de chegar do trabalho e não mancha a minha reputação fora de casa". Ah, né? Então, se você cumpriu
isso, pronto, tá resolvido, né? E a gente reduz a lei de Deus, que é uma lei extensa, exatamente para que a gente possa perceber o nosso mal, a nossa lei, uma lei que nos conforte, nosso conforto, né? É. E aí Paulo vai dizer, né? Como eu conheceria o pecado se a lei não dissesse não cobiçarás, né? Então a gente a gente às vezes não tem até mesmo com os adolescentes que são bons na escola, obedecem as regras, principalmente com esse, às vezes a gente perde a oportunidade de chegar ao coração, é, Né? de saber assim:
"Olha, o meu filho, ele é bom na escola porque é uma área que ele gosta ou ele é bom na escola porque isso é fruto de um coração rendido a Cristo?" Porque se não é de um coração rendido, o que vale ele ser bom na escola, ser depois um bom profissional e está perdido, né? Então a gente precisa chegar no coração. Aéu! Muito bom. E aqui, gente, é uma ferramenta que pode te ajudar muito nisso, né? Então, por exemplo, Rute sem filtro, eh, Mateus sem filtro, Romano sem filtro, a essa série, a Bíblia sem filtro,
eh, tem se tornado assim ferramentas para que essa conexão aconteça. Então, queria incentivar você a pedir esses livros pros seus filhos, pros adolescentes estar cuidando ou você que é adolescente, pedir pros seus pais aí para eles pedirem e eu tenho certeza que vai te abençoar profundamente esse compromisso com a palavra de Deus. Então, com toda essa experiência do cheiro trabalhando aí com adolescentes, tá aqui nesses materiais. Eh, e eu vou deixar o link na descrição para você poder fazer o seu pedido e a galera vai entregar aí na sua casa. Tenho certeza que vai te
abençoar muito. Obrigado, Diego. Tempo abençoado aqui. Eu fui muito abençoado, viu? Que bom. Eu também fui. Obrigado mesmo. Senor, continue dando sabedoria, revelação nesse caminho aí, em tudo que vocês estão fazendo. Amém. A todos nós. Obrigado. Obrigado você que ficou ouvindo, ficou assistindo. E eu queria te fazer um pedido. Pega o link, cara, sai mandando para uma galera, talvez você lembrou de pais de adolescentes, líderes de adolescentes, líderes de pequenos grupos. Manda aí para essa galera para mais gente ter acesso a essa conversa tão rica que tenho certeza que muita gente vai ser profundamente inspirado.
Deixa o comentário aqui também e claro se inscreve aí no canal para você receber tudo que a gente tá produzindo. Deus abençoe vocês. Não se esqueçam, vocês são cópias de Jesus. Valeu,
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