[música] Fala, queridos. Vocês estão no podcast Influência. É um prazerzaço para mim tá aqui sempre. Aqui quem fala é André Gibran. Estou com convidados hoje, convidados ilustres e me lembro um pouquinho da minha vida passada. Se eu nunca te contei, você vai ficar sabendo um pouquinho hoje que eu fui guarda civil metropolitano lá em São Paulo, trabalhei ali na cracolândia. André, que que isso tem a ver com podcast influência? Você vai entender já já. E você vai entender também como isso tem a ver com a vida cristã. De repente você tem dúvidas em relação a
isso. Pô, policial, vida cristã, lutas, artes marciais, vida cristã tem relação. Vamos falar sobre isso também. Não vou dar muito spoiler não, mas antes de mostrar nossos convidados aqui, tem uma pessoa aqui que parece, pelo que ela me falou, fala: "Eu quero participar, mas eu quero mais é comer, porque hoje nós temos comidinhas, comidinhas na mesa da Delícias de Mamis, que é o nosso diretor. O Ricardo tá aqui comigo hoje. Fala aí, Ricardo. É isso aí, gente. Hoje, na verdade, assim, eu vou ser assistente de corrosto hoje aqui com com o André, mas eu vim,
na verdade, para comer delícia de mamis aqui na mesa que tá bom o negócio aqui. [risadas] Pois é, Ricardo está aqui então. E agora eu vou falar dos nossos convidados aqui. Já deu uma polêmica na mesa aqui porque tem um docinho aqui de delícia de mamis que aqui no Paraná a gente chama de cueca virada. Depois nós vamos falar sobre sobre a cueca. Você conhece cueca virada? Falar sobre isso já. Primeiro, então, apresentando o pastor chileno. O pastor tá aqui com a gente, pastor titular da igreja Bola de Neve da zona norte do Rio de
Janeiro. O pastor é faixa preta de Gitsu, um dos pastores mais respeitados entre policiais do Rio de Janeiro e é conhecido pela abordagem dele raiz e sem filtros. Já vou deixar ele falar com você, mas já vou apresentar também o Andrade. O Andrade é policial do estado do Rio de Janeiro, do COR, que é a Coordenadoria de Recursos especiais há mais de 20 anos e é instrutor de tiro, é fundador da empresa A Combat, que é especializada em treinamentos de tiro e táticas operacionais. Senhores, sejam muito bem-vindos. Pastor, tudo bem? Tudo bem, graças a Deus.
Obrigado pelo convite. Uma honra estar aqui com vocês. Obrigado por ter vindo, porque eu sei que os últimos dias foram cansativos. mesmo assim vocês estão aqui. Deus é bom. Obrigado, Andrade. Seja muito bem-vindo. Obrigado pelo carinho, pelo convite. Espero contribuir de alguma forma para o canal e e é isso. É uma grande honra, satisfação poder estar aqui na presença do meu paizão, pastor chileno, meu pai na fé, juntos sempre. Eh, aqui no bastidor tá junto comigo também meu filho Davi, que acompanhou essa atividade. Aí a gente tá aqui em Maringá desde quinta-feira. foi um evento
assim, eh, inexplicável, no sentido que a gente veio para cumprir uma missão de treinamento, obviamente, mas buscando também, né, trazer a palavra de Cristo, de Jesus para os policiais. Isso aí eu acho que foi o grande marco, eh, pro evento desse final de semana, não é? Não, paizão. Verdade. Foi Deus fez algo com muito detalhe, né? Aquilo que eu falei, né? A gente não imagina as coisas que Deus quer fazer em nosso meio e ele vai e faz. E foi realmente muita carne, muito treino, muita pólvora, né? Teve, teve carne, teve uma carninha. Quê? [risadas]
Ah, rapaz, pessoal que come bem. Agora hoje, hoje tem cueca virada, hein, Andrade? Que você achou do docinho cueca virada? Assim, eu nem cheguei, nem vou experimentar. [risadas] Não vai rolar. É porque não rola a gente comer um negócio de uma cueca, né? [risadas] Fica ruim. Deu, deu para perceber que os dois são cariocas? Não, eu sou de São Paulo. São Paulo. Fui pro Rio de Janeiro com se anos de idade e foi adquirindo o sotaque carioca. Aí não tem jeito. Cheguei com se anos, né? Aí pronto. Num consigo falar, mano. Truta, não dá. Me
irmão. E parça? Parça não pega bem, né? Parça não. Parça não. Rei no Rio é no Rio [limpando a garganta] não fala muito não. São Paulo pega mal. Legal. Vocês têm histórias que a gente quer descobrir, a gente quer conhecer. Mas deixa eu começar perguntando algo que com certeza as pessoas têm muito interesse. O pastor é faixa preta de jits, certo? O Andrade policial. São duas áreas que as pessoas olham, elas pensam assim: "Pô, mas eu vejo lá o Jesus chen, será que tem a ver? Será que o cara que luta? Como é que o
cara luta e o cara é cristão ao mesmo tempo? Pastor, fala disso. Depois a gente passa pra polícia com Andrade. Mas diga aí, jitso e vida cristã. Tudo a ver. Uma vida cristã sem disciplina é a mesma coisa que um praticante de alguma arte marcial não tiver disciplina não não evolui não, não cresce. Eu eu participei de fui lá na igreja do B Maringá, eu preguei até no no culto dos lutadores, eu falei exatamente sobre isso, o meu testemunho, né? Eu vi como a arte marcial, o j ele se encaixa com a Bíblia de uma
maneira tão perfeita. Hierarquia, respeito, eh disciplina. Então, cara, eh, a gente tem um trabalho dentro da igreja com as lutas, tanto moitá e jugit lá na zona norte, que você vê que tem resultado porque você insere além da disciplina da da própria luta a disciplina do reino e flui flui de uma maneira, ah, o crente não tem que ser violento. A questão não é de violência, a questão é de você tá praticando um esporte e se tiver que se defender, você vai est apto, entendeu? Então, para mim se encaixa perfeitamente. A gente já sofreu muito
preconceito por causa disso, imagina. Mas hoje em dia se quebra porque você começa dar fruta. Mediante esse fruta ninguém vai questionar a a seriedade do trabalho, entendeu? Mas se encaixa perfeitamente. O jugitso é uma porta de entrada hoje pro cara conhecer Jesus. Com certeza. Com certeza. Tem testemunhas, por exemplo, tem um pastor no Rio de Janeiro, pastor Kacquec, ele se converteu num tatame através de um ministério de lutas e ele conheceu Jesus, hoje ele é pastor. Então assim, realmente tem uma uma penetração muito forte o esporte dentro da igreja tem muito a ver com a
disciplina. Então total essa é a palavra chatal disciplina. Eu considero muito, pastor, que disciplina, todo mundo fala, disciplina é fazer o que tem que ser feito. Eu gosto muito de dizer que disciplina é controle de comportamento, controlar o próprio comportamento, Porque se eu controlo o meu comportamento, eu faço o que eu tenho que fazer. Se eu digo que não vou comer cueca virada por questões de alimentação, por exemplo, que eu não quero engordar e tal, eu não vou comer. Eu quero comer, mas eu não vou comer, controlando o meu comportamento. É isso mesmo? É assim
que o senhor não entende? Disciplina. Crente não é assim. A gente tem que se negar. Se negar. Nega-se a si mesmo. A gente tá se negando. Quando a gente, por exemplo, a partir do momento que você faz uma arte marcial e você tem o domínio de poder machucar uma pessoa e você te ofendem, te xingam, você tem duas escolhas. Eu me nego, falo assim: "Cara, não vai fazer diferença nenhuma eu bater nesse cara, vou paraa casa". Entendeu? É a mesma coisa do cristão, pô. Você vê que é um uma uma exemplo de comportamento que se
reflete muito. E quando o cara não tem equilíbrio, seja dentro da igreja, fora da igreja, ele faz presepada. Então é isso, Gilgito. Ensina domínio próprio, é fruto do espírito, né? Você precisa se dominar. Sabe que eu vi um videozinho na internet esses dias de uma instrutora de git, uma professora, uma faixa preta, passou no Instagram e ela tava ensinando um menininho criança. O menininho tava por baixo e o outro tava montado em cima dele. E o que tava por baixo se desesperou e começou a chorar ela. Calma, ele não vai sair. Respira, calma. Depois ela
tirou o menininho de cima, falou: "Olha, essa é uma posição normal, você vai fazer o que a tia falar". Colocou ele por baixo de novo, quer dizer, a dificuldade da vida se apresentando. Colocou ele por baixo, você não vai sair da dificuldade. Não é assim que as coisas funcionam. Você tem que se virar. E aí ele fez ali, fez o UPA, tirou o garotinho de cima e todo mundo celebrou. Eu na igreja a gente tava quarta-feira, eu dava aula toda quarta-feira para as crianças na igreja. E aí eu falava para eles assim: "Agora que que
não tá não tá o pastor, tá o professor de jitos". Uhum. É, eles achavam que ia ser melhor, né? Eu falei assim, era muito pior, porque eu cobrava mesmo, chegava atrasado, mandava pagar flexão, fazer polinelo, esqueci a faixa, era o último a formar. E qual foi o resultado? Assim, muitas pessoas falaram assim: "Ah, é muito duro". Porque falar pros pais, ó, vocês sentam aí, mas não podem falar nada, porque quem vai estar destruindo aqui eu agora. Tinha pai que mandava mensagem para pastor e falou assim: "Caramba, meu filho tá lavando a louça, meus filhos estão
melhorando a escola". Então você vê que às vezes a falha estrutural familiar abre porta para um professor ser um agente, um referente para essa uma referência para essa criança. Uhum. Mas se o cara não tiver os valores do reino, ele pode também construir um monstrinho, entendeu? Por isso que eu falo que se anda muito junto, porque um Professor equilibrado, alguém quem passe valores, a criança vai crescer com valores, vai crescer com com princípios, entendeu? Entendendo o que é hierarquia, respeito, autoridade, entendeu? E o pastor acha que, talvez o pastor tenha certeza que a criança ou
adulto, independente quem está treinando, a disciplina que ele desenvolve ali, pastor acabou de falar, em casa ele lavou louça. Quer dizer, a disciplina que você faz numa atividade é normal que ela extrapole para outras. Então, com certeza, o que a gente é dentro da igreja é para ser demonstrado principalmente fora da igreja, pô. Uhum. Você crente dentro da igreja é mole, né? Sim. Então é fora onde ninguém tá vendo, o pastor não tá vendo, os irmãos não estão vendo, é onde a gente vai exercer de fato o cristianismo. E essa é uma questão de consciência
da pessoa. Agora eu fico imaginando o seguinte, hoje em dia se estuda muito sobre neurociência, sobre como as coisas influenciam. Aliás, o culto top do pastor ontem que eu tava lá foi sobre influência. E eu digo que influência é mudar o comportamento. Algo te influencia, né? mexeu com o seu comportamento ali naquele momento. Ah, a influência do Gigitsu, eu digo porque eu eu sou faixa azul, eu comecei de gitso há 20 anos atrás. Eu parei da faixa azul. Exatamente. O peso da faixa azul ali. Mas o que eu percebo que agora eu tô voltando a
treinar e o que eu percebo é essa questão de lavar louça em casa ou de fazer algo a mais em casa. A disciplina do tatami de fato extrapola, mas não é que eu tô com uma consciência de que não, eu tenho que fazer as coisas mais certo. Meio que acontece naturalmente. E até eu fico pensando se não é interessante todo cristão praticar uma arte Marcel, então já que ele aprende disciplina lá e acaba exercendo em outros meios mesmo sem querer. Às vezes não é nem pastor acha assim também, às vezes nem uma questão de consciência,
mas fica natural pro cara ser uma redisciplinado. Naturalmente fica natural. Eu comecei a fazer jits porque eu era, o meu apelido no, no colégio era Chico Tripa. Chico Tripa. Chico Tripa, porque eu era muito magrinho. É mesmo? É. E eu não tinha uma estrutura, não sabia me defender direito. Meu irmão ficava me defendendo. E aí um dia eu comecei a fazer karatê e até aí tranquilo. Só que da mesma forma o karatê tinha aquela desvantagem por causa do peso, do tamanho. E um dia meu irmão me levou uma fita de VHS com um FC1 que
o Royce Grace lutava. Então aquilo ali me deixou louco, né? Eu falei assim: "Cara, essa luta aí, um cara magro, você já se identifica, consegue finalizar, né, os caras maiores, mais fortes, pô, quero conhecer essa arte marcial aí". Uhum. Desde então, cara, tem 34 anos que eu faço jitos, 25 anos de faixa preta. Então, assim, me mudou minha vida. Eu vou dizer para você que eu sempre fui um cara exemplar, não. Eu tive meu tempo de Rebeldia, mas depois que eu conheci Jesus, eu entendi a responsabilidade que que é também. Então é é sobre essa
essa ótica, entendeu? Se eu não tiver referência, não que o meu mestre não fosse uma referência para mim. Tanto que quando a gente quando ele sabia que a gente brigava na rua, a gente sofria na academia. Uhum. Mas os valores do cristianismo dentro de uma pessoa faz com que tudo que tá em volta torne, tome sentido. Então não importa se é somente uma arte marcial em tudo. Só que você consegue externar aquilo que é melhor que aquilo que tá te apresentando, a arte marcial. Então, hoje em dia, quando eu tento trazer para as pessoas o
sentido jits com com o reino, eu tento lincar um ao outro, entendeu? Para se se tornar eh ter noção do que que é o faixa preta. É como fosse um pastor, ele ensina, entendeu? Ele ensina um caminho, ele faz exatamente com essa moça que você falou, falando: "Ó, aqui é difícil, aqui é assim, Jit machuca, a vida vai te machucar". Então é sobre essa ótica, entendeu? Amém. Sobre isso. Amém. Vamos falar com Andrade. Polícia. Polícia e Jesus. Eu fico lembrando de uma situação que eu vivi. Eu fui guarda civil metropolitana em São Paulo e eu
fui da inspetoria ali da Sé. Então ali perto tinha cracolândia. Trabalhei muito tempo ali. Numa situação, Andrade, a gente passou, eu e o CD, não vou falar o nome não, eu e o CD, classe distinta, como se fosse sargento, né? Uhum. Não posso falar o nome não. Mas aí a gente passou por uma situação que ele tava comentando uma ocorrência. A polícia comenta que Ru o tempo todo, não tem jeito, comenta. Ele falou: "Ô, Gibran, você vê, cara, a gente teve que prender o cara, né? O cara foi violento, a gente teve que conter. Mas
debran, se você olhar pra história desse cara, pô, esse cara teve uma mãe, eu tô tentando maneirar meu vocabulário porque o vocabulário era diferente, né? Eu tô tentando não largar nenhum palavrão, mas esse cara passou por dificuldade, vai saber onde tá a mãe desse cara, quantos homens ela andou, vai saber a cabeça do cara." E aí ele olhou para mim e falou: "Poxa, mãe, mas quer saber? Eu não sou psicólogo." Ah, dava risada assim, né? [risadas] Eu tive muito essas coisas na polícia, né? É um ambiente diferente. Eu fiquei ali uns 2 tr anos e
depois me injurriei porque colocaram as nossas viaturas paradas no lugar para fiscalizar. Camelô, não gostei, fui embora. Mas me diga a sua experiência, Andrade, polícia e Jesus combina? Porque eu fico com a impressão, as pessoas têm essa impressão, que se eu falar de Jesus, você vai restaurar o cara e pronto. Você não vai prender, você vai só amor. E as pessoas usam muito aquela questão, já devem ter falado isso para você, talvez de você tem que dar outra face. Fala mais sobre isso. Você tem muito mais propriedade para falar sobre isso do que eu posso
falar aqui. É, [limpando a garganta] cara, o que acontece? Tem muita gente que realmente vem com essa pergunta, né, com essa dificuldade do entendimento. Eh, já Aconteceu em clubes, né, em em momentos de treinamento, não só o policial, mas também o atirador esportivo, né, que tá vinculado ao esporte e aquela questão vinculando a questão eh da da violência com a atividade profissional ou com o próprio esporte. Ah, não, porque arma de fogo, isso aí foi feito para machucar, para matar, coisa do gênero assim. E eu começo falando o seguinte, falou que se você pegar a
polícia do mundo inteiro, eu não sei se eu posso falar a palavra es Logan, não sei se isso é o se é correto falar isso, tá? Mas você tem aquela máxima servir e proteger, né? Eu acho que não sei se em São Paulo, lá no na na tua outra vida lá, se também falava sobre servir e proteger nos treinamentos. Sim, tem porque na viatura americana tem lá, né? To protector and serve, né? exatamente eh na Polícia Militar do Rio. Então assim, muito eh várias polícias no mundo inteiro acabam utilizando esse serviço de proteger. E quando
a gente pega, principalmente a palavra servir, o servidão, o que que é o Cristo ou cristão, pequeno cristão, a gente tá ali para servir. E é o que eu falo pro pra galera que treina comigo, eu falo: "Cara, você ser policial não é apenas combater o crime, mas é também ajudar aquela senhora que tá com dificuldade de atravessar a rua. É ver aquela mulher ou aquele homem ou alguém que esteja com carro enguiçado, com pneu furado e você parar tua viatura e prestar um socorro Para aquela pessoa." Então assim, muita gente foca só no ato
eh do policial ser o poder coercitivo de corrigir, né? E quando a gente fala sobre a correção, a gente vê um um Jesus na Bíblia que virou mesmo e saiu dando chicotada em todo mundo. É verdade. Não é verdade? E a galera quer romancear isso. Então tá meu pastor aqui, meu pai na fé, que que como você na na própria abertura falou que não tem muito filtro. E a galera quer romanciar o evangelho. Ele acha que vai ver o o marginal da lei ali cometendo um delito e que o cara ter que vir aqui. Não,
que Deus te abençoe, não faz mais isso, não sei o que. Fala não, irmão. O ato criminoso você já fez. Então você tem que pagar por isso. Por isso que existe a pena. Assim como no próprio evangelho, irmão, errou, tu vai ser perdoado. Amém, não vai fazer mais, mas esa aí, você tem que reparar esse dano. E na justiça dos homens, a forma de reparar o dano é a cadeia. Então, assim, e tem a parte financeira também, a parte pecuniária, mas eh quando eu começo a comparar e me tornei cristão, eu comecei a ver isso,
eu vi que até quando eu estou atuando de uma parte com a parte coercitiva do Estado, que eu tô Ali punindo, não no sentido de condenando, mas eh se o como você colocou, né, o cara ele foi no ato de uma prisão, por exemplo, marginal, ele foi um reagente ativo, ele foi uma reagente passivo, esse cara tá reagindo de alguma maneira e eu ali como força do Estado, eu tenho esse esse esse esse poder estatal para eu poder ir ali e conter isso, né? Então, quando eu vou ali e ajo dessa forma, pera aí, isso
é amor, é ódio? Isso é alguma diferença entre o policial e o marginal ou não? Porque quando a gente pega um exemplo que o paisão sempre coloca, ele fala assim: "Cara, se tu chegar numa casa, né, e ver sua filha, seu filho ou um parente, um ente querido seu, que de repente tá sofrendo uma violência e você vai lá e impede essa violência, mesmo que por conta da ação do marginal você tenha que na sua reação, acabar agredindo, né, usando da força do estado ali para isso. Pera aí. Eu estou só sendo, é bonito, exame
da força ou estou agindo em amor a outra pessoa? Porque eu posso aqui nessa num num num auto de resistência, alguma coisa nesse sentido, que possa terminar com um evento morte, por exemplo. Mas esa aí, cara, eu só fiz isso porque você resolveu sacar a arma. Você eu fiz isso porque você atirou em mim. Você fez isso porque eu falei para você largar a arma e você não largou. Eu falei para você parar de, né, a própria legítima defesa fala eh do terceiro, [roncando] né, Justa agressão do próprio terceiro. Então, se eu tô agindo em
defesa de alguém e colocando a minha própria vida em risco para isso, cara, são os dois bens mais valiosos do ser humano, a liberdade e a vida. Então, se eu coloco minha vida em risco para defender outra pessoa, pera aí, eu acho que isso é dentro de uma balança, é como se eu disponibilizando a minha vida para isso, eu tendo filhos e família também. Vai que nessa eu eu acabo perdendo, vamos dizer assim, cara, eu tô colocando meu bem mais valioso para defender a vida de outro. Eu acho que isso aí não tem eh exemplo
maior para falar o quanto ser policial tá vinculado à palavra servir e amor, porque eu tô disponibilizando da minha vida para defender outra pessoa e outra pessoa que muit das vezes não vai dar nenhum valor por isso. Acabar a ocorrência, ela nem te agradece, ela nem te pede obrigado. Ela vira as costas, vai embora e ainda fala que você prestou um serviço ruim. Uhum. Cara, isso aqui é bonitinho até falar assim, né? Prestou um serviço ruim, na boca dela, ela falou outra coisa, né? [risadas] É porque aqui a gente tem que a gente sabonetada, a
gente tem que dar uma equilibrada. Você prestou o serviço ruim. Seria bom se fosse assim, né, cara? Então assim, eu acho que tudo isso que eu falei, acho acho que resume quando o cara me pergunta, pera aí, cara, como é que é ser cristão e ser policial? Aham. Quando eu saio de casa, sim. Pô, pera aí, cara. Tô saindo de casa para disponibilizar minha liberdade e a minha vida. Uhum. Por pessoas que nem me conhece e que depois ainda vai virar as costas e falar mal. Então assim, eu acho que é uma ligação muito forte
com que ser cristão e tá levando a palavra, né? Eu quero te perguntar se algo que aconteceu comigo, se você que continua no meio policial, se acontece com as pessoas e qual o conselho que você dá quando a pessoa chega nesse ponto? Eu saí de plantão uma noite, tinha sido um plantão chato, delegacia, demora. Cheguei em casa 7 horas da manhã e fui dormir. Plantão noturno, você quer dormir de dia? Moro com a minha mãe ainda, 27 anos de idade. Aí minha mãe falou comigo alguma coisa lá no fundo da casa. Ela falou assim: "André,
oi André, que que foi, mãe? André, fala alto, não tô te ouvindo. Policial com a minha mãe. Fui policial. Dei voz de comando e o que eu senti dentro de mim foi raiva. Ela falou: "Nossa, filho". E veio até a porta. Falei: "Mãe, desculpa, desculpa". E na hora me veio um negócio ruim. E quando eu falo eu arrepio aqui. Me veio uma coisa ruim. E aí eu penso, o ambiente, pastor ontem falou de influência. Influência é mudar comportamento. O ambiente mexe com o nosso comportamento. A pessoa que é cristão, que tá no meio policial, o
que que você aconselha se alguém chega para você e fala: "Andrade, cara, aconteceu isso onde com a minha mãe, cara. Me senti mal por isso. Que que você faz para controlar isso?" Porque vamos entender que o mala, posso falar mala, diretor? O mala, [risadas] o mala no meio da rua, ele provoca de todo jeito. O cara falou para mim, sem a menor condição, que ele ia matar minha família toda, que não sei o quê, que ele tinha marcado minha cara depois que eu tinha prendido. E aí você fica com esse negócio, como é que a
gente trata isso? O que que você aconselharia pro André de Branco, com 27 anos de idade, que no dia seguinte ia falar: "Pô, Andrade, queria bater um papo contigo, cara. Se linda que eu falei isso paraa minha mãe, que que você diria para mim naquela época? é falar que acredito, né? E que aí a gente começa a falar sobre o que acaba afligindo muitos dos nossos policiais em razão da profissão. É uma profissão estressante, por exemplo, a gente estava hoje até no café da manhã falando sobre as profissões mais estressantes que tem o controlador de
voo. É. E você tem logo na sequência o policial penal. Uhum. Né? Logo na esteira como a segunda profissão mais estressante do mundo, né? E aí a gente começa a ver que a mudança comportamental ela ocorre em razão do ambiente. Você trabalha com estresse, você trabalha com a violência e se você não começar a tomar conta disso, isso aí vai ser em alguns momentos, né, da sua rotina, isso pode vir a flor da pele. Você pode, como aconteceu no teu caso, de responder a tua mãe de uma forma mais eh dura, vamos dizer dessa forma.
E eu acho que a pessoa tem que ter uma válvula de escape, por assim dizer, algo que esteja equilibrando esse universo entre o o o Andrade, colocar o Andrade policial e o Andrade pai, o Andrade policial e o Andrade filho para que essas coisas não se misturem de alguma maneira. Que que você faz, Andrete? Você na sua vida, qual que é essa sua válvula? O treino funciona? Que que é? Então eu também assim como paizão, né, eu venho do mundo esportivo, atleta desde muito, muito pequeno, criança, posso falar aí dos desde os 10 anos de
idade. Então essa questão como foi abordada aqui da disciplina e tudo mais, eu me identifico muito com isso. Foi até isso que me serviu como base para fazer os cursos táticos operacionais de operações especiais que eu fiz ao longo da minha carreira como policial. Isso me ajudou muito, essa questão dessa disciplina eh oriunda do universo marcial, né? o treino, a renúncia. Ah, tá chovendo, tem Que treinar. Ah, eu tô cansado, tenho que treinar. Ah, eu não tô legal hoje, tem que treinar. Ah, tá doendo aqui, tem que treinar. Enfim, a vida do atleta. E essa
disciplina me ajudou muito. Isso às vezes para algumas pessoas já funciona, porque o cara vai pro esporte, ele começa, enquanto no tatame ele está, é a hora que ele desliga do mundo, porque ele tá focado em executar aquelas tarefas. E aí ele acaba se desligando de tudo que tá acontecendo. Isso daí para algumas pessoas já é um fator que desestressor, vamos dizer assim, já vai diminuir, reduzir aquele aquele aquele estresse do camarada. E aí o cara vai conseguindo equilibrar. Às vezes para outros isso não funciona. O que funcionou para mim foi reconhecer um tal de
um Jesus Cristo, do único e Salvador. Uhum. que restaurou a minha vida, meu casamento. E hoje eu sei, eh, em razão disso onde depositar as minhas ansiedades, as minhas angústias, saber quem é que luta minhas guerras. Então, quando isso acontece, isso para mim já é um equilíbrio. E aí entra a disciplina de novo. Pera aí, se eu tô bem, por que que eu vou falar com a minha esposa de uma forma mais rúdia? Uhum. Por que que na hora de corrigir o meu filho, que isso também é ser pai, não é só passar a mão,
você tem que dizer não, você tem que colocar ele no lugar dele. E na hora de fazer isso, por que que eu preciso tratar ele como se eu estivesse em uma ocorrência policial de uma forma mais autoritária? Não, pera aí, assenta Aqui. Você vai me ouvir por isso, por isso, por isso. E aí esse filtro desse tal Jesus na minha vida, ele vai me colocando que é a negação da carne o tempo inteiro, como o pastor falou aqui, aqui nega-se a si mesmo, o negue-se a si mesmo [roncando] para tipo: "Meu irmão, pera aí, tá
errado, volta aqui." Aí a disciplina, não posso fazer. E isso hoje para mim é um baita de um equilíbrio. E hoje eh, graças a Cristo aí essa restauração que aconteceu na minha vida e ontem a palavra do pastor sobre a influência, eu hoje eu tô consigo, né? Aí, como alguns colegas falam, não só no campo do treino privado, mas também na parte institucional, a parte policial, eh hoje eu consigo me ver levando um pouco da luz de Cristo em meio às trevas, porque hoje eu já consigo influenciar de alguma maneira e a ponto de colegas
que entram em contato porque, cara, eu tô com problema no casamento, Andrade, e aí pô Andrade, eu tô com problema aqui no trabalho. E aí, pô, Andrade, como é que foi isso na tua vida? Pessoal busca, acaba buscando, né? E eu tenho um testemunho que eu falo tudo que é podcast que eu vou, instrução e tudo mais, que a gente pode, acho que acho que vale até se registrar aqui. E um policial de São Paulo que não me conhecia, não tinha acesso. Aí eu tô eu estava em um evento e o cara me chama, eu
tomo aquele susto. Você que é o Andrade? Eu ainda brinco com pode. Não sei se eu sou não, hein. É tipo, se for coisa boa, eu sou. Se for coisa ruim, melhor não. Depende. Depende. Aí o cara, não, cara, eu queria te te agradecer. Eu falei: "Mas agradecer de quê, cara? A gente não se conhece, nunca te fiz nada. Qual é a ideia? Aí ele: "Não, eu estava num terreno baldio, eu ia tirar minha vida. Eu tava com a arma na mão e com o celular na outra. E entra uma mensagem para mim de um
link e o colega fala assim: "Cara, entra aí. Esse esse careca barbudo atira muito. Dá uma olhada aí. Só que eu, cara, eu sou polícia, irmão. Não, mas eu eu não gosto de tiro, eu não gosto de atirar. Eu executo ali minha profissão e tá tudo bem, mas eu não sou aquele cara que gosta de curtir essas coisas, não. Eu faço. Eu falei: "Bom, beleza, cara". Só que aí naquela situação, quando eu clico no link, não apareceu você atirando, apareceu você trazendo uma palavra. Porque pra galera até que tá assistindo a gente aí, se você
me permitir, eu vou aproveitar também e fazer o meu jabá aqui. Faz favor é no nosso canal a Combat do YouTube e até também no Instagram. Então, quem não segue, por favor, vá lá, participa porque você vai ajudar a a propagação da palavra através do quadro Dica de Vida Combat. O que que é o quadro dica de vida com? Quando eu me sinto tocado e eu sempre procuro uma vez por semana fazer uma live ou eu procuro pegar e trazer uma palavra. E aí muit das vezes eu pego orientação com o pastor, paizão. Obviamente às
vezes eu falo uma besteira, ele me liga e me dá um Não fala isso aí não, pastor. Liga, dá uma ligada. O que que você falou ali? É, é. Não, tipo, uma vez eu falava assim, um Timóteo, um Timóteo, aí filhão, não, um Timóteo, primeira, primeira peito no chão, tem a tal da carta, epístola, não sei o quê. Eu falei: "Cara, tá bom, vou melhorar". Mas enfim, [limpando a garganta] eh, e aí através do quadro Dica de Vida, aconteceu isso com esse camarada. Acabou a do link, em vez de entrar do tiro, entrou a palavra.
E aí o cara falou que aquilo quebrantou ele, ele ouviu. Aí ele, irmão, tô tô aqui para agradecer pela minha vida que eu tô vivo, porque apareceu esse link aí. Amém. E aí foi a hora que eu falei: "Caraca". E eu tinha tava sendo eh eh alertado por um cara que trabalhava comigo nas linhas de tiro, que ele falava assim: "Irmão, para com isso, cara. Você tem que entender que aqui você tá na condição de estrutor, irmão. Você pode pegar numa turma de 20 alunos, você pode pegar o cara que é espírita, o cara que
tem outras linhas espirituais e você [roncando] vai perder aluno, porque o cara vai falar: "Cara, eu vim aqui para falar de como acertar o alvo. Eu não vim aqui para escutar de Jesus, não, irmão". Uhum. E aí você vai começar a perder aluno. E aí eu fiquei que eu realmente fiquei incomodado com aquilo. Mas chegou uma hora que eu falei: "Quer saber? Eu vou falar. Se eu começar a perder aluno, tá na mão de Deus. É isso aí. [limpando a garganta] Eu vou cumprir minha missão." E aí quando aconteceu esse esse primeiro testemunho, que esse
cara me toca e fala isso, eu falei: "Tá aí a chave é para não parar". Então, a missão da Combat agora muda. Apesar da gente de forma séria, com compromisso, levar ensino de qualidade, A gente tá ali, isso é só a porta para eu entrar, mas que na verdade eu tô ali para jogar redes, né? Eu não sou pastor, tenho muito, meu conhecimento é raso, mas através da autoridade que tenho em cima da atividade policial, em razão do tempo, dos cursos, treinamento, experiências de vida, o policial às vezes ele para para me ouvir, justamente por
causa da tua pergunta inicial. Exatamente. Irmão, como é que você tá servindo a Deus? trabalhando, trabalhando em unidade de operações especiais, onde a liberdade e a vida ela anda numa linha muito tenda. Como é que você tá servindo? Porque o que falam para mim é um tal de um Jesus amor que não pode isso, ter que dar a outra face. E como é que você tá conseguindo viver nesse nesses dois universos? E aí é onde eu entro. Então essa questão dessa autoridade tá me fazendo caminhar em lugares que antes não acontecia. Por exemplo, o próprio
evento Maringá. Isso. O evento Maringá, ele nasce através da da ligação da conexão entre a bola de neve, pastor chileno com pastor Roberto. Andrade. Pastor Roberto Maringá, Paraná, Ele tá com um projeto de atender policiais e como ele sabe que eu cuido de policiais aqui, ele quer levar a gente para lá. E aí dali já nasce a gente prestar um auxílio técnico espiritual a 20 policiais inicialmente e dali entra a parte do treinamento. Sábado e domingo a gente vai para o clube de tiro para poder atender as turmas privadas. Ah, e aí na turma privada
também não fala de Jesus. Camarada negro dobrou o joelho e tudo dentro no instante. Amém. Então, eh, é, esse é o fato. Então, hoje eu acredito que até de por questões governamentais a dificuldade da disseminação do esporte, da parte tática, o tiro propriamente dito, como que o Andrade ainda consegue, por exemplo, a minha agenda tá fechada até dezembro, se você falar assim: "Andrade, tem um clube aqui para te levar, você tem uma data para vir aqui esse ano?" Não vou falar não, irmão. Corre e pega a tua data ano que vem, senão você vai ficar
de fora de novo do calendário. Isso sou eu. É porque o Andrade é bom? Não, é porque Jesus é bom o tempo todo. Amém. Amém. E ele tá me usando para poder fazer essa pescaria, né? Então assim, eh, o quadro, né? ir voltando pra gente não ficar perdido. Eh, a galera que que tá precisando de uma palavra, eu gosto de ver um canal que vai trazer, ah, vamos falar de equipamento, vamos falar de colete, vamos falar de cinto, vamos, mas lá dentro da nossa playlist vai ter o dica de vida. Ah, cara, deixa eu ver
o que que teve desse dica de vida aqui. O que que tá vindo de palavra? Pode ser que isso ajude você de alguma maneira no seu dia a dia. Então, esse aí é um é um baita resumão aí do do que tem acontecido, né? Não, só da vida Andrade polícia, Andrade pai, Andrade amigo, Andrade filho e Andrade e no sentido professor, né? Amém. Enquanto você falava, Andrade, A gente vai lembrando, né, das situações. Uhum. E aí você falava, eu ia entendendo Jesus na polícia e o jeito que você deve falar com as pessoas e a
modificação que causa nas pessoas. Eu lembrei de uma cena que eu tava na Praça da Sé, base comunitária Sé. Aquele dia eu tava fixo ali. Eu olho no meio da Praça da Sé, no meio ali tem um monte de câmera, ali tem tudo. Um policial veio do outro lado chutando uma mulher grávida e chutava e chutava e era outra corporação. Então a gente não costuma se envolver, mas não tinha jeito. E eu fui sozinho porque o pessoal da base não quis ir. Eu falei: "Irmão, e aí tal?" Não. E ele disse, esse rato não vai
nascer aqui na praça da não, porque Ali tem a cracolânde perto, ali tem essas coisas. Então, na cabeça dele, ele não queria deixar proliferar o crime, olho vermelho, do jeito que ele tava ali e chutava a mulher. E óbvio que eu falei, ele falou: "Ó, a gente não se mete com vocês, vocês não se mete com a gente, não sei o que e tal". E ele foi embora e a mulher, graças a Deus, senhor apareceu, não sei o quê. Quer dizer, aí a gente tem um policial que tá transtornado, com certeza, mas aí a gente
percebe a falta disso, né? A falta de alguém que esteja ali e que diga o seguinte: "Ó, o maior do que tudo isso aqui é Jesus. Maior do que tudo isso aqui é o respeito que você tem que ter pela vida. É o respeito que Jesus tem que incutir no seu coração para você fazer o que você falou no começo, Andrade. Você falou do amor, né? Então ali difícil você falar que tinha amor naquela situação, né? Sim. Então, obrigado. Tá faltando isso mesmo. Que bom que você tá fazendo essa função e espero que consiga formar
outras pessoas para fazerem também. Amém. Muito bom. Vamos falar com o paizão. Vamos. Tá fácil. Não perguntei nada demais ainda, né, pai? Falar que ele é o principal. Se eu sou guajuvante. [risadas] Deixa eu te perguntar uma coisa. Sabe que a gente vai pesquisar, né? Vai fazer o podcast, vai pesquisar e tal. E aí surgiu um negócio assim aqui. Quer ver? A inteligência artificial me sugeriu uma pergunta. Pastor chileno, você saiu de uma vida de festas e alcoolismo para se tornar um dos pastores mais respeitados Entre policiais. É verdade isso? Me diga aí. Primeiro, vamos
fazer o seguinte. Quem é o pastor chileno hoje? Hoje na igreja, tudo, como é conhecido? E aí volta e me diga quem foi, tá? Pastor chileno hoje é um homem casado, 18 anos com a Daniela, minha esposa, pastora, pai da Sofia da Rafaela, gêmeas, gêmeas, 12 anos. A faísca e a fumaça, e agonia, minhas princesas. Sou pastor da igreja Bola de Neve, Zona Norte, sou pastor regional do estado do Rio de Janeiro, então cuido das outras igrejas também. Sou um cara que é grato demais a Jesus por ter me tirado do lugar que eu tava.
Eu não fui um cara, sabe, André, assim que usava droga, eu bebia muito e eu de fato era farreiro, era festeiro, gostava de de ir pras férias, mulherengo. Só que em toda essa minha saciedade carnal sempre tinha um vazio dentro de mim e era muito conflitante, porque mesmo eu no mundo olhava para aquele banquete que me era oferecido e eu não e eu não sentia que aquilo me preenchia. E teve um dia que eu tava dentro do do da escola de samba do Salgueiro ali no Rio de Janeiro na Tijuca e tava com com mulher,
era camarote, bebida. De repente na minha cabeça, eu comecei a discutir com Deus. Falei assim: "Cara, eu tô tendo tudo aqui que eu acho que alguém poderia ser feliz, eu tô sentindo um vazio dentro de mim. Será onde é que você tá para você preencher isso aqui Dentro de mim? Porque isso aqui não tá me saciando." E é muito louco isso, né? Porque de fato eu não tinha nenhum contato com o evangelho, não tinha essa essa essa talvez essa esse despertar que me levasse até essa pergunta, né? Então eu já achava que Deus já tava
me chamando naquele momento ali. Foi quando a Marl que foi trabalhar lá em casa, que era a minha empregada doméstica, eu conhecia a Marley de um jeito, ela já tinha saí, ela, eu vou dar um resumo assim, ela veio de uma, ela morava numa comunidade ali chamado Sampaio, ali perto da minha casa e ela teve uma vida no crime. Então, quando eu conheci a Marl de garoto, ela ia com aquelas roupas de funqueira, sabe? E ela era grandona, então ela era barraqueira, era maior, ela era um barato, entendeu? Só que nesse processo da minha casa,
eu vi a conversão dela, a minha mãe, meu pai, meu irmão, a gente se assustou porque de fato de um dia pro outro ela mudou outra, virou outra pessoa. Ela já não escutava mais os funks, ela escutava somente as músicas evangélicas, né? O palavreado mudou. Então comecei a ver uma mudança nela e eu achei legal porque porque na minha cabeça, né, do playboy Farreiro faz sentido alguém que não tem perspectiva nenhuma de vida encontrar Jesus para dar um sentido na vida. Essa é a visão que todo mundo acha que tem que ter e não é
não. Só que eu nas minhas noitadas teve um dia que eu fui dessa desse pagode que eu gostava de ir, costumava ir, eu fui, Cheguei em casa, Marl tinha preparado um café da manhã. Sempre fazia isso, né? Toda segunda-feira era a Bíblia, o café e ela sentava do meu lado e começava a falar. E ela sempre me chamar de filho. Ela filho, não quero, você não pode, você não quero te perder pro mundo, diabo não tem autoridade. Fi que não é diabo, cara. E eu dentro de mim, pô, o diabo tá comigo, pô. Sou [risadas]
estamos junto. Tô no bolso dele. E um dia eu falei: "Marlia, na boa, esse negócio de Jesus é para você, cara. Tá maneiro." Aí ela se levantou, cara, naí ele falou assim, ó: "Se você bateu na mesa assim, né?" Eu até brinquei ontem no culto, né? Que a xícara virou, né? Quando ela bateu, ela tenho dito, se tu não se converter, não virar um pastor, larga Jesus. Aquila, desconfessar que aquilo naquele momento ali me me impactou muito, porque ela quando ela levantou, eu vi que ela não tava levantando somente o Marley, ela levantou numa autoridade,
entendeu? E eu falei: "Rapaz, que que essa mulher tá falando?" Meu daquele dia em diante assim, sabe quando fica alguma coisa na sua cabeça? Então eu comecei a aí eu ficava doidão na rua assim, às vezes eu vi os crentes evangelizando, eu parava para escutar os crentes. Vez quando tinha os programas de televisão de de de igreja, né, eu ficava escutando, né, falei: "Caraca, até que esse negócio faz sentido". Então eu comecei a a entender que talvez Jesus fosse a resposta para preencher o meu meu vazio. E de fato, um dia eu eu comecei na
igreja com ela assim de vez em quando, mas eu não não me identificava muito. E um amigo falou Num num treinamento de São Paulo que eu fiz pro banco, ele falou de uma igreja chamada Bola de Neve. Ele falou: "Cara, tu pega a onda, tu faz jits tem uma igreja que que acha que vai ser tua cara, tu gosta de Raimundos?" É gosto. Então tem um vocalista Raimund se converteu e eu falei que maneiro. Então quando eu joguei na internet eu vi lá, eu tava namorando com a pastora na época, vi Bola de Neve, era
Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Falei assim: "Cara, para lá que eu vou, vamos ver qual é". Quando eu cheguei, eu já encontrei dois amigos de muito tempo que já estavam lá. Um era o Fabrício, que era professor de wrestling, né? Um amigão meu e o pastor Kaká, que eu conhecia da época que meu irmão tinha um estudo de tatuagem. Então, quando eu li assim, falei assim: "Rapaz, esses dois estão aqui, então aqui deve ter alguma coisa que que faça sentido". E daquele dia em diante cheguei lá na igreja em 2000 e final de 2005,
né, para 2006 e nunca mais saí. Eu senti naquele dia que ele falou assim: "Alguém quer aceitar Jesus?" Eu levantei sozinho no meio da galera. Minha esposa me deixou na mão que ela ficou sentada com vergonha. [risadas] E naquele mesmo momento eu senti um o meu vazio ser preenchido. E eu nunca mais nunca me desviei, nunca negociei. Eu entendi que aquilo ali era essencial para eu estar vivo e tô aqui. Amém. Me fala um pouco das gêmeas. Quantos anos elas têm hoje? 12. 12 anos. 12 anos. Elas passaram por alguma dificuldade no nascimento? Tem isso?
Se isso aconteceu? Aconteceu, pô. A Sofia nasceu com Apigar 4. Nossa, muito baixa. Nasceu da cor de uma fantaúva, né? roxinha, sem ar, sem ar, sem respirar, sofrimento. Foi a primeira, foi a primeira. E aí assim, o o nascimento das minhas filhas na sala de parto foi traumático demais para mim e para minha esposa. Não teve momento de alegria assim. Então, quando vi a Sofia nascer roxinha assim, eu fiquei desesperado, comecei a orar, Deus, minha filha. Quantos anos você tinha, pastor? Agora eu sou ruim de matemática para caramba, cara. Faz as contas aí. 48 acho
que tem 12. 48 12 38 36. Você é um matemático. É, pô. Calculadora. [risadas] calculador. É. E aí de repente as dois pediatras, porque quando você tem o nascimento de gêmeos, tem que ter dois pediatras na sala, né? Certo. Aí uma das pediatras falou assim, ó, tá respirando, vai. Aí já saiu e faltava nascer a Rafa. A Rafa nasceu de boa, gritando, chorando, tranquilo, um alívio. Só que depois de um tempo, a Rafa pegou uma bactéria no intestino e eu esqueci o nome de não sei se é intercurite, alguma coisa assim. Ah, e nesse processo
a Sofia teve alta e a Rafa ficou no no na UTI e a médica falou com a gente, ó, se ela não responder aos Antibióticos, a gente vai ter que ir cortando o intestino dela até botar uma bolsa de colostomia. Foi perrengue. E aí foi o milagre assim que me firmou de fé de uma maneira que hoje em dia eu eu passo por lutas, sabe? Mas eu não esmoreço porque eu tenho uma eu tenho dois milagres na minha casa, entendeu? Que foram a centelha de de vida para mim. Eu lembro que Deus falou assim para
mim: "Se e se eu levar, você vai deixar de me servir? E se eu levar, você vai deixar o propósito acabar?" E eu falei: "Não, elas são suas, então cumpre teu propósito." Mas isso dentro de mim, eu tô falando aqui hoje assim, [limpando a garganta] tranquilo, mas na época que eu falei, eu falei, cara, conflitado para caramba. se é que a coisa da minha cabeça, se é que eu tô ficando doidão. E teve um dia que eu entrava na UTI e a o ambiente começou a ficar muito gelado e não era o ar condicionado. E
o Espírito Santo falou para mim, ó, o espírito de morte tá aqui, mas a sua filha não vai. E eu falei: "Amém". Sabe com as coisas que eu fico travado, é visão aberta, eu vi a mão de Jesus entrando na barriga da Rafa, tirando um lodo preto e falou assim: "Ó, escurei sua filha agora". Eu levantei e falei pra enfermeira: "Minha filha tá curada". E a enfermeira me olhando, não entendendo nada. de sair do do out falei: "Dani, a Rafa tá curada." E de repente quando eu volto a Rafa dá um um Choro e ela
faz um cocozinho da cor do lodo que eu vi. E a enfermeira falou assim: "Pai, olha só, esse cocô não tá normal, então a gente vai ter que fazer uns exames que pode ser sangue". Eu falei assim: "Não, ela tá curada". Eu eu eu eu contemplei o milagre ali e fui pra casa. Beleza. De manhã me ligam do hospital dizendo assim: "Ó, se você quiser vir buscar Rafaela, tá de alta, não teve nada". Eita Jesus. Quando eu volto para buscar minha filha, eu entrei na UTI e tinha uma criancinha do lado da Rafa, né? E
eu falei assim: "E essa criancinha que tava aqui, ó, cadê ela?" Aí aí foi minha p ela morreu ontem. Nossa. Então existia o espírito de morte lá para levar a criança. Então assim eu e aí eu me confiei, por que não, minha filha? Aí Deus falou assim: "Cara, eu tô guardando aqueles que me servem". Uhum. Então, daquele dia em diante, a minha cabeça em relação a Jesus, ela saiu o Jesus religioso, você tá entendendo? E entrou o Jesus que transforma, que faz milagre, que cura, que liberta, que salva, que restaura. Então, mudou minha vida. Então,
a Rafael e Sofia não só mudaram minha vida como pai, mas mudaram minha vida até em relação à minha fé. Eu fui um cara muito, foi muito, eu acho que o que eu passei com ela foi tão intenso que hoje eu enxergo alguns problemas que nem nem são tão problemas assim, entendeu? Amém. fica lembrando disso e sabe que, poxa, quer dizer, eu preciso me lembrar do passado, não é à toa que a Bíblia tá cheia de memoriais, né, coisas que Deus fez e aí isso me fortalece. É, teve um dia que eu tava numa luta
e assim, situação muito difícil, né? E aí eu orando a Deus, meio que conversando com ele assim: "Deus, cadê a tua mão? Você não vai mudar essa situação?" E ele falou assim para mim: "É, chama tua filha". É, eu chamar minha filha. Eu dentro do quarto revoltado com a situação, né? Ele chama tua filha. Eu falei: "Tenho duas, pô". Qual que você quer que eu chame? Ele falou assim: "Aquela que eu curei". E quando eu lembrei o que quer dizer o nome Rafaela, que vem do hebraico, Rafael, quer dizer Deus que cura. Amém. Ele falou
assim: "Toda hora que você chama ela, você tá me chamando e lembrando milá que eu fiz na tua casa". Então, cara, não esquece quem eu sou. E aí eu falei: "Caraca, tomei aquele bac, né? assim chorei, falei: "Perdão, Deus, não vou questionar não". E aí assim eu tenho vivido, entendeu? Mediante as dificuldades, mas quando vem alguma coisa de para tentar roubar aquilo que é mais prigioso de você, eu lembro de um Deus que cura, entendeu? Quer dizer, os perrengues da vida fazem da gente crentes mais maduros. Certeza? Sim, com certeza. Eu falo que a gente
pastor, né? Eu, eu, o pastor Robertão aqui de Maringá, eu falo que a gente deve ter carcaça de rinoceronte, mas coração de bom pastor, né? [risadas] Vamos responder uma pergunta bem bobinha, bem leiga agora. Eu até fiz cara de nojo aqui, mas eu acho que é importante responder porque as pessoas perguntam isso pra gente, pra gente que é cristão, e perguntam o tempo todo. E nada melhor que o pastor responder. É, você tá falando aí desse Deus aí que curou tua filha e tal e levou outra menininha, né? Quer dizer, que Deus bom é esse?
Porque se Deus fosse bom, eu sei que é bobinha a pergunta. Não tinha desgraça no mundo não, pastor. Responde aí, pastor. Então, uma vez um então um policial me fez essa essa pergunta. É, pois é. Tá vendo como ela é recorrente essa pergun? Ela é recorrente e porque ele ficou triste pelo falecimento do pai dele. Ele falou que o pai dele era muito bom e não aceitava muito porque o pai dele tinha morrido de câncer. E eu perguntei para ele assim: "Mas seu pai era bom na visão de quem?" Aí ele: "Não, para mim ele
era um bom pai." Falei assim: "Legal e para as outras pessoas ele era bom?" E ele ficou me olhando assim e eu fazia fazia outra pergunta. Quando você em operação mata um vagabundo, a sua família vai te chamar de herói. Então você é bom. E pra família que perdeu, independente que era vagabundo, mas era um filho, um pai, o que que você é para eles? E ele assim, pô, é complicado. Falei: "Pois é, a gente quer mensurar como Deus pensa da nossa ótica, entendeu? Se a gente tá perto de Deus, Tudo nosso redor vai melhorar.
Se a gente não tiver perto de Deus, é isso aí que a gente tá vivendo. Se a gente não clicar o interruptor para acender a luz da nossa casa, a gente vai ficar continuar no escuro. E eu falo que o mundo, a, a maldade tá aí, as coisas acontecem dessa forma ruim, porque estão muito longe de Deus. Então, a resposta é essa. Agora, como Deus trabalha? E aí, meu amigo, eu não tenho como te avalizar aqui, porque eu não tenho essa capacidade de dizer assim: Deus vai fazer assim, porque ele não. Deus não é, ele
não é um alguém que se move comportamental como ser humano. Muito pelo contrário, ele faz como quer na hora que ele quer. Eu costumo dizer que Jesus é o dono da salvação. Não é a teologia e não é o homem que vai dizer que é o dono da salvação. Jesus é biblicamente ele é o dono da salvação. Então, se o cara é um assassino violento, mas no final se arrependeu para ser salvo, Jesus é o dono da salvação. Ah, eu não acho justo. Eu costumo dizer muito isso. E é e é mesmo para bogar a
cabeça da galera. O céu é o lugar mais injusto que existe e o inferno é o lugar mais justo. Quem vai pro inferno merece tá lá. Quem tá no céu não merece tá lá. Só tá lá por causa de Jesus. Aos. É verdade. Entendeu? Então o céu já começa sendo o lugar mais injusto, porque a gente não merece. Então a gente não pode nunca querer colocar na régua de Deus de quem merece, quem não merece. Ele é o dono da salvação. Ou a gente corre o risco de ouvir o que Jó ouviu, né? Eu até
te respondo, mas onde você tava quando eu criei todas as coisas. Exatamente. Exatamente. Então eu nem fico perguntando muito para ele, não. Eu não quero tomar essa lapada não. [risadas] Passar esse carão com Jesus. Mas é pra gente pensar. Paulo fala, né? Todos foram destituídos da graça de Deus, né? Da glória de Deus, né? Todos pecaram. Não há um que não pecou. É. Então o céu é o lugar que se a gente for fazer uma justiça nossa aqui, se a gente se a gente fosse medir a nossa vida por 10 mandamentos, nós quatro já estamos
no saco já. Um dia a gente já mentiu, um dia a gente já foi na loja americana, que é uma loja do Rio de Janeiro, já roubou um um chiclete, né? Já desorrou o pai e mãe, entendeu? Já cobiçou alguma coisa de alguém? Pela lei sem chance. Já era. Pela lei tá todo mundo aqui de rala. Como que aconteceu isso, Andrade e pastor? Como é, pastor chileno da onde vem isso? Era amigo de criança? Não, como é que foi isso? Nada. Costumo dizer que o Andrade foi um grato presente, porque no começo cuidar dele é
é difícil. [risadas] Já conheceu o Andrade como policial? Já conheceu Andrade como policial? Na verdade, não sei se você vai lembrar, eu tinha uma ovelha lá na igreja [limpando a garganta] que ele era policial penal e ele se converteu e ele começou a andar com a gente lá na igreja. Então ele começou a ter essa mudança que foi algo que impactou ele para se atentar aí à igreja. E um dia ele fez um aniversário da filhinha dele e a gente foi nesse aniversário, né? Eu lembro, eu te conheci naquele dia, você tava com Miguel de
fralda ainda. Sim. Foi lá em Sulacap. Sulacap, perto do CFP ali, né? Exatamente. E ele falava assim para mim: "Pô, pastor, esse cara aqui tem que conhecer Jesus, esse cara precisa da igreja, esse cara tá precisando, não sei quê". E um dia ele nesse aí depois ele te conta com mais detalhes como é que foi, mas ele chegou lá na igreja, se permitiu, gostou do ambiente, gostou da linguagem, da forma que a gente abordava, viu que a gente de fato tem uma visão diferente pro para aquele que é policial, agente de segurança militar, que foi,
não é um algo que eu escolhi, foi Deus que deu essa visão pra gente, entendeu? E aí começou, ele veio, trocou ideia, contou das dificuldades dele, as vazielas dele e eu fui, eu fui, eu fui trazendo a ele a luz do que é bíblico, entendeu? Porque o conflito todo policial é que achar porque tá matando, Né, ele tá indo pro inferno. E isso é um erro. E infelizmente tem muitas igrejas que não sabem ensinar isso pro policial, entendeu? Mas no original do do dos mandamentos não é não matarás, é não assassinarás. Um policial que tá
em operação exercendo a lei, exercendo a justiça, ele tá sendo a espada de Deus ali. Então, quando a gente consegue trazer essa esse entendimento pro policial, você tá não só tirando dele um peso que ele pode carregar, mas dizendo a importância que ele tem justamente até mesmo na hora que ele fori apertar o gatilho. Então, a gente tem que entender a cabeça do policial nesse requisito, porque ele não pode se sentir culpado por fazer a justiça. Ele é agente da justiça, mas ele não é a justiça. Uhum. Ele não é um justiceiro, entendeu? E é
sobre essa ótica que a gente vai, cara, você tira aí o o peso de de uma grande maioria, porque às vezes um pastor de uma igreja não fala: "Não, não pode matar, tá pecando." Como assim? Entendeu? Não que a oração não surta defeito, mas imagina, imagina se tudo numa corporação entrasse na favela, todo mundo somente orar para combater os traficantes, eles vão matar todo mundo, pô. Mas as igrejas da favela tem um tem um objetivo, mas o ser humano é ruim, cara. O crime tá aí, A gente não tá vivendo um romance, a gente não
tá vivendo conto de fada, entendeu? Então a gente tendo essa ótimo foi aí que ele começou a se sentir mais à vontade, foi abrindo o coração e aí a gente estabeleceu esse relacionamento. Andrade, você já sentiu? Porque a gente vê na Bíblia muitos casos de coisas que corrompem o ser humano, mulher, né? A pessoa, enfim, Salomão, né? né? Quantas mulheres ele teve por conta disso começou a adorar ídolos delas e se perde. A gente vê perdição por poder e é fato que a arma na cintura confere o poder, né? A gente fica, até tem nome
isso, síndrome do Superman. Já ouvi falar disso. Antes da sua conversão mesmo depois, não sei. Isso já te pegou? Você já se pegou se sentindo muito [limpando a garganta] poderoso? Não, isso aí de verdade não. Não, eu nunca me vi por pelo fato de estar armado como isso aí talvez pode possa ter sido da minha criação, alguma coisa nesse sentido, ou em razão do próprio da própria luta, né? Como o pastor falou aqui, você tem através da luta o poder de decidir, eu machuco esse cara ou não machuco esse cara, eu preciso bater nele ou
não preciso bater nele. E aí, né, como a gente, eu sempre escutei, né, o cara que é um faixa preta, um mestre de arte marcial, ele já é considerado uma arma, é, Com os próprios punhos, né, alguma coisa sentido. Eu venho de uma escola de Moitai, treinei pouquíssimo, mas treinei um pouco de luta livre. Eh, tive a grata satisfação de vir de uma academia de muito nome que foi a Boxy do Rio de Janeiro com o grande mestre Luiz Alves, falecido em memória, mestre Peu, Artur Mariano, Alex Gazé, atletas assim de ponta, né? Depois com
a evolução a gente começa a receber os caras do Vale tudo como André Perdeneiras, que é um cara conhecidíssimo, treinador do José Aldo. E eu tive oportunidade de treinar com esses caras todos. Então assim, sou grau preto de Moitai, né, formado por eles. Então eu não sei se em razão de ter essa questão da disciplina ou a ideia de ter o poder de certa forma na mão, se quando colocou a arma isso mudou. Então eu eu não não me vi tipo: "Ah, botei uma arma agora sou super poderoso, posso fazer tudo e qualquer coisa". Eu
particularmente não vi isso, mas sei que acontece. É isso que eu ia dizer. É, não é uma percepção em relação em relação a você mesmo, mas você consegue ver isso acontecendo com os outros. Sim. É. E uma das minhas orientações, principalmente pros alunos, pros policiais recémformados, né? Porque isso acontece muito com aquele cara no primeiro momento, né? Aquela que talvez aqueles primeiros do tr 5 anos, o cara tá ali, eh, entendendo ainda, né, o que é ser policial, o que é estar com essa Arma na cintura. E aí o cara quer andar com a arma
aparecendo, o cara quer então coisas do gênero, né? Famoso kit polícia, vamos dizer assim, é o troféu ali. E acontece hoje em dia, eu combato muito isso, até por conta eh da questão da temática, né, que envolve a própria instrução, tipo, cara, é porte oculto, é porte velado. Pera aí, então is é velado isso tem que tá escondido, né, cara? tem que partir por esse princípio, fator surpresa, uma série de situações. E aí é na éonde eu entro para combater talvez a síndrome do Superhomem. Aí aproveito a oportunidade para trazer esse esclarecimento aí aquilo, né?
Cada 10, né? Sei lá se um ouve. Verdade. Ah, eu tô pensando aqui numa pergunta que eu não tinha pensado de jeito nenhum, mas vou pedir sua opinião. Armo o cidadão ou não armo ele não? Que que você acha dessa polêmica que teve há um tempo atrás? Agora não se fala tanto, mas [limpando a garganta] é uma polêmica ainda. Que que você acha disso? Cadão tem capacidade, né, irmão? Eu acho que é, eu acho que aí é questão de como é o processo de seleção, né? Eu acho que a a grande questão é educação/ra seleção,
Porque quando a gente opta por proibir, que é o que acontece no nosso país, é proibido, o a lei fala proibido, salvo essas exceções aqui. Então, a questão da arma, ela é proibida, né? E aí quando você vê países desenvolvidos que optam pelo armamento é ao contrário, tipo, é liberado. Mas se você cometer esse erro aqui, esquece. Eh, aí dependendo do que você fez, a gente pega eh eh nunca vi isso escrito, mas já conversei com pessoas que entendem. Por exemplo, a informação que me chega é que determinado estado americano, a pena por um homicídio,
por exemplo, o cara que tá armado e tira a vida de outra pessoa, o tempo de cadeia que o cara vai pagar era o tempo de vida restante para aquela pessoa que ele tirou a vida. Então, se você matar um jovem de 15 anos, a estimativa de vida é 85, ele vai bancar aquele resto ali todo preso e você vai ter locais que vai ser perpétua, vai ser injeção letal, vai ser cadeira elétrica, enfim, dependendo do crime que o cara cometeu ali, [roncando] né, da sua gravidade. Eu sou a favor disso. Uma boa seleção, educação,
Um sistema mais rígido de de de educação e seleção. E aí é o seguinte, cara. Estamos falando, a gente tá falando de liberdade, a gente tá falando de Cristo, tipo livre arbítrio, irmão, você quer ter uma arma? OK, ande certo, treine, conheça, estude, seja responsável, se disciplinado. Se você não pode eh dirigir alcoolizado, quem dirá estar portando uma arma alcoolizada? Qual é a razão de você não dirigir alcoolizado? você perde a a sua consciência, você perde habilidades, deteriora performance, beleza? E aí o cara armado não deteriora. Então assim, eu acho que tá tudo vinculado. Aí
eu vou volto de novo a a países desenvolvidos e a gente de novo ter que falar dos Estados Unidos. Eu fiquei surpreso em um lugar que eu fui, que você entra num restaurante, pai, aí é assim, ó. Sabe igual a gente vê no filme que que o cara senta num banquinho num balcão. Uhum. Várias torres de chope, o cara tá ali chapando e no canto tem umas mesas. Tem as mesas. É simples. Você se for beber, se você sentar naquele balcão onde tá servindo bebida, você não pode estar armado. Se você for pego, com uma
pistola na cintura, sentado naquele balcão ali, tu é preso. Hum. Mesmo sem ter feito nada, basta o garçom olhar, ih, o cara tá sentado ali, tá com a pistola na cintura. Polícia, tem um cara no balcão aqui. Polícia, vem. O senhor tá armado? E tô. O senhor deveria estar naquela mesa lá, ó. Porque lá não serve bebida. Lá na mesa não serve bebida. Então o seu armado deveria estar lá e não deveria estar bebendo. Tá preso preso. E tô preso. É. É. Não cometi nada, não fiz nada, só bebi uma cerveja. É. Tá preso, irmão.
Educação, disciplina, compromisso. Uhum. Então o que que acaba acontecendo aqui no Brasil? Eu tiro o teu direito de de liberdade, eu tiro o teu poder de o do livre arbítrio, eu escolho. Aí eu proíbo todo mundo. Aí nessa, o cara que é educado, o cara que é responsável, o cara que poderia contribuir com a segurança pública de alguma maneira, ele não pode. Aí vamos pro outro lado. Aí você tem o marginal da lei que ele não segue nada disso e compra uma arma legal, Ele rouba, ele tira a vida e fica 5 anos preso. Sai
por bom comportamento, porque deu aquela aquele migué dentro da cadeia. E aí eu proibi o cara do bem, o cara que faz errado, ele já faz errado de qualquer maneira. E a gente não consegue punir esse cara a ponto de desestimular outros a fazerem a mesma coisa. O cara fala: "Ah, exemplo mais claro do que isso é a nossa própria legislação. O cara que está no tráfico, eu não vou metrificar aqui o tempo de pena porque eu não lembro, mas é ridículo. Por exemplo, o cara que está traficando, se ele é preso com um fuzil,
ele não responde pelo crime do fuzil, só pelo tráfego." Ele responde o tráfico e o fuzil é um mero aumento de pena de quê? 3 meses, 4 meses, sei lá. Tô chutando aqui, mas é ridículo. Agora, se o cidadão de bem que tem uma pistola em casa, uma 9 mm, um fuzil, calibres restritos, esse cara é preso indo ao shopping, ao cinema, porque tá com medo, tá sendo ameaçado ou qualquer coisa do gênero, e ele é preso, é inafiançável, vai bancar, sei lá, 5, 10, sei lá quanto tempo aqui a gente pode fazer uma pesquisa
num aí rapidinho para saber qual é o a pena pro cara que está aportando uma arma de uso restrito. Aí o cara pega 3, 4, 5 anos no tráfego, mais 3 meses pelo fuzil. Que isso, irmão? Que país é esse, irmão? É isso é ridículo. Aí eu eu proíbo, eu proíbo todo mundo, tiro o teu direito, mas o vagabundo tá soltinho, pai. Não, a realidade Rio de Janeiro. É isso mesmo que a gente vê. Que isso, cara? Isso é absurdo. É isso aí. Deixa eu perguntar para vocês uma coisa agora só sobre o evento que
vocês vierem vieram fazer. Esse evento foi um treinamento. Foi um treinamento de tiro. De tiro para 20 policiais. É isso. A gente vem. É uma coisa que eu adoto como como eh criador, gestor, enfim, na Combat. E obviamente em razão de Cristo na minha vida, né? A gente sabe que tem aquele médico que faz algo voluntário. Você tem a igreja que faz atividades voluntárias. Aí uma hora eu falei: "Irmão, pera aí, Deus me deu um dom, Né, com as habilidades, com as armas, o treinamento, me permitiu viajar por instituições, fazer cursos, em que na minha
carreira como policial penal, no início, era inimaginável um polici, um policial, há tô falando de 20 anos atrás, cara, um policial fazia um curso de ações táticas porque você era visto como carcereiro ou agente penitenciário. E para que que o carcereiro que fica dentro da galeria batendo cadeado, ele precisa conhecer de táticas operacionais? Não há necessidade, ele não tá na rua. Então esse cara era afastado disso. E aí dentro da minha trajetória como servidor, Deus foi abrindo portas onde eu fui me colocando para fazer esses cursos, praticamente um dos precursores na na na nessa atividade
no país, né? Fazendo curso ações táticas. Aí eu fui fazer, né, fui parar no departamento de polícia de Miami nos Estados Unidos para fazer o curso da SUAT, meu irmão. Não sabia contar até 10 inglês. Primeiro agente penitenciário do Brasil a passar por isso institucional. Não tô falando de curso privado, não. É da o que formam os policiais americanos de Miami a trabalhar na SUAT. Aí eu fui para lá fazer o curso. Isso foi me dando espaço, conhecimento, habilidade, autoridade, né? Depois eu me tornei policial civil, mas aí sai uma outra história. Eh, Enfim, onde
que eu quero chegar? Que eu fui caminhando em lugares para desenvolver essas habilidades e chegou uma hora que eu falei: "Cara, como é que eu posso contribuir como cidadão? Como é que eu posso contribuir como policial?" que eu sempre brinco, falo, meu filho mais velho, Davi, a gente veio aqui, atendeu 20 policiais de graça, não cobramos nada por isso, viemos no amor a causa. Aí a gente traz o que eu ah, o que o Andrade traz é verdade real, absoluta. Não, só Jesus, irmão. Eu tô trazendo o que eu faço. Se você vai usar ou
não, é problema teu. Depois você degusta isso aí e vê até onde você consegue aproveitar ou não vai aproveitar. Agora, o que eu tô fazendo? tá me atendendo e tá me mantendo vivo dentro do meu trabalho ao longo desses anos. Então assim, eu chego e trago isso pro cara. Aí eu sempre brinco, vai que o Davi arrumou uma namorada em Maringá no futuro, se envolve uma ocorrência, quem é que vai atender o Davi? Provavelmente um cara que eu ensinei ou esse cara que eu ensinei que já ensinou para outro, que já ensinou para outro e
que vai estar ajudando o Davi, cara. Então, o meu dever cívico, cidadão, contribuindo pra sociedade e o meu dever de estar junto com as corrimães, de polícia para polícia. Aí essas atividades é onde eu parei e falei assim: "Se a gente tem aquele médico que faz esse trabalho voluntário, Eu acho que dá para eu contribuir de alguma forma. É uma maneira de eu estar dizimando, dizimando meu tempo, meu conhecimento, devolvendo tudo aquilo que Deus me deu de alguma maneira. Então eu venho e faço esse trabalho aí. como que acaba girando às vezes isso? Eh, alguns
locais, por exemplo, Alvos Coalisão me trouxe aqui para fazer um trabalho no Clube Guerreiros. Aí, já sabendo do meu trabalho voluntário, Andrade, vamos atender os policiais. Você pode dar vir um dia antes ficar conosco aqui para dar essa aula? Claro, meu irmão. Quanto você cobra? Nada. cobro nada por isso. Aí a gente tinha lá eh policial militar, a gente tinha o cara do choque, a gente tinha o cara caveira do BOP, a gente tinha guarda municipal. Munipal agora polícia municipal, né? Polícia municipal mudou não, não, ainda não mudou, mas a gente tinha o guarda municipal,
a gente tinha o policial penal, aí tu para e fala assim: "Multiplicando." E obviamente foi que eu falei para eles, "Ah, seus trouxas, vocês estão achando que vocês estão aqui para aprender tiro, né? Lembra? Hum. Falei, vocês estão achando que eu tô aqui para te ensinar tiro? Tô não. Isso aqui é só a porta de entrada para eu lançar a rede, [risadas] lembra? Justo. E aí com isso, sei lá, vai que desses 20 aí a gente conseguiu ganhar um para Jesus. Ganhar dois para Jesus, um para Jesus. Se for um já tá valendo. Amém. Muito,
muito bom. Gostei muito de receber vocês. Quero agradecer por vocês terem vindo, disponibilizado o tempo. Eu sei que vocês estão indo embora hoje, não é isso? Isso daqui é aeroporto. É isso aí. Obrigado por estarem aqui. Muito bom pastor. Muito bom, Andrade. Encerrando mais um podcast influência. Só me diz a melhor maneira de entrar em contato contigo. Contigo também, pastor Dig Andrade. A melhor maneira de se achar. Vamos lá. Vocês podem ah ir através aí das redes sociais. Então a gente tem Instagram, TikTok, YouTube, enfim, a Combat Oficial, né? A Combat Oficial. Então você pode
entrar lá, manda um direct. Dali a gente começa a trocar figurinha. E aí vou aproveitar pedir para que você se inscreva, comente, curta, compartilha, ativa ativa sininho, dá joinha. Vamos lá que a gente contribui aí para um, não só para uma sociedade mais segura através dos treinamentos, dos conhecimentos, mas também influenciando e mudando os comportamentos através de Cristo. Amém. Pastor, você pode conhecer a Igreja Boladneve Zona Norte pelo Instagram também, @boladnevesrj. Meu Instagram pessoal é PR Chile Dani, é o meu com a minha família e o PR chileno JJ que é o do Jits. Bravo.
Amém. Se o meu diretor não tiver nenhuma pergunta, o diretor ficou quietinho, só comendo delícia. Só comento aqui. Na verdade, tá no no camarote aqui, assistindo os dois de frente aqui, né? [risadas] Muito bom, muito bom. Agradeço mesmo todos aí de coração aí aceitar o nosso convite aí. Um host nosso aqui. Eu sou assistente de host hoje. [risadas] Tem que comer mesmo, né? Não, vamos comer. Tá bom. Vamos terminando então mais um podcast Influência. Foi muito bom ter vocês aqui. Se você não se inscreveu no canal na Adventure TV ainda, inscreva-se no canal. Deixa o
like, como Andrade falou aí, comenta, compartilha, faz esse negócio todo aí. Vamos colocar para cima, porque a gente tá falando de Jesus, de modificação de vida em todas as áreas. Grande abraço. Até o próximo episódio.