[Música] Oi pessoal bem-vindos ao curso de neurociências meu nome é shadia eu sou médica e hoje eu vou conversar um pouquinho com vocês sobre a glândula pineal a gente tá aqui no módulo de processos cognitivos Eu sou especialista também neurociências assim como vocês eu cortei é esse esse curso né em 2018 eu sou ingresso da primeira turma e no meu trabalho de conclusão eu falei justamente sobre a glândula pineal falando principalmente sobre anatomia tanto macroscópica quanto microscópica da glândula dando ênfase aí Alguns cristais que a gente tem no interior da glândula que é o que
a gente vai abordar nessa parte Inicial que é a parte 1 da aula a gente vai conversar um um pouquinho sobre isso a gente antes de entrar na anatomia o conversar um pouquinho sobre a história da pineal a gente vai dar uma pincelada aí sobre o que a gente sabe da civilizações antigas o que que eu encontrei nos artigos sobre a história da pineal desde os tempos antigos até o tempo atual E no meio do intervalo aí de uns 300 anos a pineal ficou um pouco esquecida no meio científico tendo como na verdade nenhuma função
atribuída ela veio de um lugar de órgão vestigial até os dias de hoje como uma glândula neuroendócrina Então a gente vai dar uma passeada aí na história rapidamente depois a gente vai abordar anatomia a gente vai começar falando dos aspectos macroscópicos né ou seja aquilo que a gente consegue ver a olho nu e as relações que a pineal faz com o sistema nervoso central depois a gente vai aprofundar um pouquinho mais na parte microscópica da glândula né mas com ênfase nesses cristais que tem no interior da pineal que a gente não sabe muito bem para
que que serve vou algumas imagens e por fim a gente vai dar uma revisada e uma discutida aqui o que que a gente viu nessa parte um da aula então vamos lá sobre a história da pineal é muito rica tá eu encontrei no pubmed vários artigos falando sobre a história da pineal e assim rapidamente a gente consegue rastrear aí desde a civilização do antigo Egito um pouco sobre a pineal Parece que eles faziam uma alusão da opinião com o olho de Hórus eu trouxe essa imagem aqui né a esquerda um corte sagital do encéfalo e
a direita o olho de Hórus e parece que tem realmente uma semelhança né Se a gente for ver aqui com essa região do corpo caloso tala um pouquinho aqui do tronco encefálico com o olho de olhos em si né a pineal ela não é toda essa estrutura ela tá localizada mais ou menos aqui abaixo do corpo caloso mas ela tá meio que fazendo contato né direto que seria o olho de olhos que a gente teria um do lado esquerdo um do lado direito mais ou menos um em cada hemisfério né e o olho de olhos
ele tem uma simbologia aí de conhecimento de saúde também de olho que tudo vê como se tivesse acesso a questões também não físicas né então para os antigos egípcios ela tinha uma simbologia né é muito possível que realmente essa parte do cérebro possa ser uma analogia olho de olhos tendo em vista que os antigos egípcios eram anatomistas né eles faziam mumificação eles retirar os órgãos então eles tinham um conhecimento sobre o corpo né e anatomia então eu trouxe achei interessante que essa analogia uma outra civilização antiga que também falou sobre a glândula pineal foram os
antigos hindus né uma das civilizações mais antigas que a gente tem e eles trazem alusão a pineal nos textos sagrados né os vedas parece que a pineal seria a região física o órgão físico do sétimo chakra o chakra coronário né que fica aqui localizado da cabeça então também traz aí uma ideia de conexão com o mundo espiritual uma ideia de conhecimento de mundos superiores associada a pineal Isso é o que a gente tem olhando para a história do ponto de vista mais oriental dos povos antes de Cristo mais antigos do ponto de vista ocidental já
depois de Cristo a gente começa a ter citação a pineal por Galeno né o médico Romano que foi um médico muito famoso na Roma antiga ele era médico dos imperadores inclusive e ele foi um famoso anatomista ele lançou vários livros sobre a utilidade das partes do corpo né como a gente tem aqui Um exemplar esse aqui já é mais moderno assim do século 16 né mas Ele viveu no século 2 né ali depois de Cristo e ele foi o responsável por dar o nome da pineal de pineal por ter visto que ela se assemelha a
uma Pinha no formato né Eu trouxe essa imagem eu achei interessante que eu encontrei também alguns artigos sobre a história da que é uma escultura né de mais ou menos quatro metros de altura de cobre que existe até hoje parece que ela é datada do século I Então ela tem pelo menos aí dois mil anos e ela fica hoje no Vaticano ela ficava antigamente na Roma antiga onde seria o Templo de Isis né e não se sabe muito bem quem fez mas ela era uma fonte saía água aqui né do Topo e eu trouxe porque
tá no local né que é um local religioso hoje em dia né o Vaticano então mais uma vez uma alusão da pineal ou a pinha né como algo que nos conecta de alguma maneira de forma religiosa é avançando um pouquinho mais no tempo a gente tem uma outra pessoa uma figura importante na história que foi o René Descartes né um filósofo em matemática francês que viveu aí no século 16 17 e ele trouxe conhecimento sobre opinião e um dos livros que Ele publicou ali lá de óptica né em 1637 que fala sobre a relação do
olho da luz a física envolvida nesse processo e nesse livro ele traz a opinião como sendo o ponto de contato do corpo com a alma é o local também onde os pensamentos são formados ele trazia assim que a pineal é o órgão único né que a gente normalmente tem o que tem de um lado do hemisfério a gente tem do outro e opinião é um órgão único e ele trazia essa ideia mais uma vez também um tanto Mística religiosa da pineal teve um outro pesquisador um outro médico na verdade o Tomás Williams foi um médico
inglês em anatomista neuroanatomista ele já não concordava muito com René Descartes eles viveram mais ou menos na mesma época e o Thomas Williams é meio considerado o pai da Neurologia hoje em dia ele que descreveu o polígono de Willis né que é a nossa principal vascularização do cérebro ele já discordava segundo ele a pineal não fazia sentido que a pineal fosse esse local de contato do corpo com a alma ou o local responsável pela imaginação pelos pensamentos tendo em vista que ela anatomicamente muito semelhante em todos os animais e os animais que seriam então destituídos
né de pensamento imaginação não faz sentido que eles têm uma glândula tão parecida com a nossa e é que ela tivesse essa função se foi coincidência ou não mas depois dessa época aí depois no final do século 17 início do século 18 a pineal meio que entrou em esquecimento entre os pesquisadores acabou pegando meio Malva de pineal ela entrou aí um pouco no Limbo por mais ou menos uns 300 anos ela foi tida como um órgão que não tinha função as pessoas não se interessavam muito em fazer pesquisa ou entender melhor sobre ela já se
sabia que tinham cristaizinhos ali o calcificações no interior da penial desde desse século 17 aí mas isso fortalecia a ideia de que ela não tinha função e era um órgão que estava calcificando e ficando em desuso mais ou menos assim eu trouxe essa imagem aqui porque são desenhos antigos da Peniel Inclusive essa ilustração aqui da esquerda é do próprio Thomas Williams né aqui a gente tem um corte mais ou menos uma visão posterior do cérebro e a gente já começa aqui a dar uma palinha sobre anatomia né a gente consegue ver a pineal localizada aqui
bem na região né bem no meio mais ou menos acima ali do teto do mesmo encéfalo fazendo contato ali um pouquinho com hemisfério direito um pouquinho com hemisfério esquerdo e no outro lado a figura da direita é um corte sagital já é um desenho um pouco mais moderno do século 19 de outro ilustrador mas a gente tem aqui uma noção de centralidade né ela fica abaixo do corpo caloso e aí a gente vai desenvolver um pouquinho mais de anatomia em diante como eu falei ela ficou esquecida por mais ou menos uns 300 anos opinião foi
tida como um órgão vestigial que não tinha função nenhuma isso só mudou em 1958 em diante quando esse moço que o Arão pesquisador um médico dermatologista junto com a equipe de pesquisa ela na faculdade eu eles isolaram englandulas penianas de bois uma substância um hormônio que se Descobriu que era melatonina a partir da descoberta da melatonina as pesquisas como elatonina aumentaram muito e aí se descobriu que a pineal que produzia melatonina tinha uma função e que a melatonina na verdade ela é uma substância que regula o nosso ritmo cerca de ano porque ela é produzida
exclusivamente no período da noite e a partir daí a glândula que o melhor o órgão que não tinha função acabou virando uma glândula neuroendócrina que compõem o nosso relógio biológico e pela secreção noturna de melatonina regula o horário né sinaliza para o nosso corpo que é noite a gente não vai se aprofundar nessa aula sobre a melatonina e sobre a função da melatonina Isso vai ser a aula número 2 mas isso é só para a gente fechar aí um pouco sobre a história né quando lá desde os antigos egípcios até 1958 quando ela passou por
um tempo aí sem ser um órgão com função até virar um órgão componente do relógio biológico a partir de 1958 Então vamos falar de anatomia anatomia principalmente macroscópica né ideal aqui eu trouxe um corte axial que é como se a gente fizesse um corte e olhasse assim para dentro do nosso cérebro a gente consegue ver bem como ela é uma estrutura Central nela tá bem na linha média e ela fica presa pelo encéfalo apenas por duas comissuras aqui que conectam né com a mistura da Bela e a comissura posterior e nessa outra imagem um corte
sagital a gente consegue ver aonde que ela tá localizada né ela fica localizada numa região que chama de encéfalo tá que essa região aqui bem Central né que tá pintada de amarelinho O que que a gente tem ali no dia encéfalo a gente tem estruturas que estão praticamente comandando as principais funções do nosso corpo né a gente tem a hipófise que é uma glândula a gente tem um hipotálamo né que fica mais ou menos aqui o tálamo a hipófise E também o subtalo e o meta que não dá para ver muito bem nessa imagem né
então a epífise né a pineal ela também recebe esse nome de epífise caso vocês escutem ela fica numa parte que é o epitágono né que a região de cima Então até o nome dela já sugere a gente tem a hipófise e a epífise né como se ela tivesse olhando de cima todas essas estruturas como talamo hipotálamo que são as regiões que comandam como se fossem grandes centrais de controle no nosso sistema nervoso opinião tem uma visão meio que privilegiada ali de tudo eu gosto muito dessa imagem é uma imagem do de um cérebro mesmo né
e aqui a gente consegue ver as relações que ela faz com o sistema nervoso a gente consegue ver melhor também um corte posterior e a gente vê a pineal alojada bem acima dos folículos superiores aqui no teto do mesmo encéfalo né Lembrando que os folículos superiores eles recebem todas as informações sensoriais que vem dos olhos né e os folículos inferiores as informações sensoriais dos ouvidos então a opinião tá ali muito pertinho de tudo aquilo que os nossos olhos os nossos ouvidos estão captando e não necessariamente está virando uma imagem um som consciente né mas tudo
que chega a opinião tá ali muito próxima eles ficam acima né Afinal fica acima dessas estruturas ela tá conectada aqui pela comissura da bula né que faz contato com o sistema límbico e a como se era posterior a frente da pineal a gente tem o terceiro ventrículo né que é uma estrutura que é preenchida por líquido né o líquido cefalo raquidiano e assim também não dá para ver muito bem nessa imagem Mas acima a gente tem o plexo coroide que é recheado ali de vaso sanguíneos e também na outra imagem nessa imagem aqui né a
gente vê que acima ela faz contato aqui com o splene do corpo caloso um pouquinho próximo né a pineal é uma estrutura muito pequena tá para ter uma noção ela tem menos do que um centímetro ela mede em torno de 3 a 8mm ela tem um tamanho mais ou menos de uma ervilha né estrutura muito pequena nessa imagem a gente tem uma noção da vascularização da glândula né Tem muito sangue ali em volta da glândula pineal ela é só o órgão mais vascularizados do sistema nervoso a estrutura que tem mais maior fluxo sanguíneo no nosso
cérebro é a glândula pineal e no nosso corpo ela só perde em relação ao fluxo sanguíneo para os rins Então ela é uma estrutura ricamente vascularizada e uma coisa que chama atenção nos capilares que eles são fenestrados ou seja eles têm Buraquinhos e isso permite que a glândula fique meio sabendo tudo que está no sangue né Isso chama atenção porque isso não acontece na maior parte das células do nosso cérebro existe uma coisa chamada barreira é mato encefálica né que é justamente o fato das células do endotélio no nosso sistema nervoso central muito próximos justamente
para aquilo conteúdo do sangue não chega em contato aos neurônios e as outras células como mecanismo de proteção mesmo mas a barreira é mato encefálica não existe na glândula pineal Quais são as artérias nas artérias que suprem a glândulas são provenientes lá da cerebral posterior a gente tem os Ramos né como as artérias pineais direitos esquerdo e as médio-coroidais relação a drenagem venosa Existem várias vênulas ali que drenam a pineal e levam o sangue para Celebrar o Magna que é a principal veia do cérebro e ela fica praticamente na frente da glândula pineal um Resumindo
assim tem muito sangue muito fluxo sanguíneo em volta da glândula pineal relação a inervação a inervação é bem complexa existem a chegada de muitas fibras nervosas ali na glândula pineal existem a chegada de fibras do sistema nervoso central que são as fibras pinealopetais elas chegam aqui pelas comissuras a comissura da b não e a comissura posterior Nós não sabemos como que elas estão regulando a opinião a gente só sabe que elas estão chegando ali também vem fibras do sistema nervoso parassimpático e simpático que é sistema nervoso periférico gânglios que ficam na face e na região
posterior aqui da região cervical da parte parassimpática a gente tem o gânglios feno palatino óptico e o trigal e da parte simpática o ângulo cervical superior e é esse aqui que o que a gente entende é o único dessas inervações que a gente entende como funciona é as fibras do gânglios cervical superior que emitem o nervo coronário tá então o que que a gente tem que entender daqui que existem várias fibras chegando na pineal mas a única que a gente entende é o nervo coronário que vem do gânglice Superior que é um ângulo simpático então
produz na hora adrenalina e esse é o mecanismo de liberação de melatonina mas Lembrando que a gente não vai falar disso nessa aula que que a gente vai entrar agora no assunto é sobre a microscopia né da glândula pineal a gente viu então um pouco da anatomia as relações com sistema nervoso e agora a gente vai entrar para o interior e aí eu trouxe essa imagem aqui e uma tomografia que não é minha né de um paciente e a gente consegue ver a pineal bem no meio aqui do encéfalo né esse ponto Branco nos dois
cortes aqui e o que que chama atenção as estruturas calcificadas lembra que a gente já falou que desde o século 17 sabe que tem uma calcificação ali no interior da pineal mas não sabe muito bem o que que elas são né e a gente vê que é da mesma cor do crânio que é a mesma incidência assim né os raios então sugerindo realmente que é o cálcio né que tem ali dentro essas estruturas calcificadas elas recebem muitos nomes com pressão calcária areia cerebral ou a sério vou lhe cérebro ou às vezes somente falsificações fisiológicas tá
então a gente vai entender um pouquinho mais sobre isso um dos trabalhos mais completos que a gente tem hoje sobre essas estruturas é de um médico brasileiro que é o Dr Sérgio Felipe de Oliveira ele é um médico que está vivo até hoje ainda produzindo bastante pesquisa sobre a glândula pineal e Ele publicou em 1998 a dissertação de mestrado na USP que é um estudo sobre a estrutura da glândula pineal sobre a microscopia eletrônica e ele traz várias imagens interessantes que a gente vai dar uma olhadinha agora essa primeira imagem é uma imagem externa da
glândula pineal e a gente consegue ver os capilares Lembra que eu falei que ela é uma estrutura muito vascularizada né então aqui a gente vê um pouquinho dos capilares que estão suprindo a glândula pineal na outra imagem é uma imagem como se tivesse feito um cortezinho né tirado uma fatia da pineal e a gente começa a ver o interior né e a gente vê que ela é recheada dessas calcificações essas estruturas aqui ó são as Tais das calcificações aqui dentro da pineal Vamos dar um zoom maior a gente vê um pouquinho mais de como que
é o formato dessas estruturas esse não foi o primeiro trabalho que trouxe imagens em microscopia tem trabalhos mais antigos da década de 70 tem um pesquisador suíço que trouxe uma das primeiras imagens e ele chama atenção para o formato semelhante amora né Amoras que teriam esses cristais e realmente olhando assim de longe a gente parece mesmo uma molinhas né como é que é o tamanho eles são muito pequenos eles têm em média 200 micras tá 200 micros 02 milímetros é algo muito pequeno mesmo esses maiores do centro eles tendem a se agregar e formar alguns
um pouco maior Até Um milímetro às vezes 08 micros assim milímetros né então podem se agregar e formar uns cristais um pouco maiores no centro dando um zoom um pouquinho maior de 2.100 vezes nesses cristais a gente vê melhor como que é o formato deles né o Dr Sérgio ele traz questionamento de ser semelhante ao cérebro a circunvoluções do cérebro né que aqueles giros que a gente tem no Cortex e o porquê que seria teria alguma explicação para isso né provavelmente o que molda o giro e a circulação cerebral é na verdade o líquido do
século requidiano né que o órgão né o cérebro ele tá ali num sistema fechado com líquido então ele sofre a pressão daquele líquido e acaba adquirindo esse formato e a pineal não sei se a gente vai lembrar mas na frente da opinião ela tá fazendo contato com o terceiro ventrículo Então ela também tá recebendo as mesmas forças que moldam o cérebro também estão mudando ali a pineal então poderia explicar porque que esses cristais acabam tendo um formato semelhante com relação cerebral né E aí os cristais eles ficam onde eles ficam normalmente dentro dessas cestas aqui
de fibras tá eles não ficam soltos ou não aparecem em qualquer lugar né da glândula eles ficam em cestos de fibras de colágeno e isso lembra um poucos alvéolos dos nossos dentes né Por exemplo os nossos dentes eles não nascem em qualquer lugar né da boca eles vêm em alvéolos que é um espaço específico para o dente e tendo em vista que o cristal né Depois a gente vai falar mais o cristal que forma esses cristais é o mesmo dos dentes que a hidróxido hepatita então pode ser que tem um mecanismo semelhante assim né é
nessa nesse zoom aqui de 3.300 vezes a gente vê o cristal e em volta dele existe uma capa de tecido conjuntivo uma né quase que uma camadinha externa e o nosso corpo ele não gasta energia para fazer tecido conjuntivo à toa por uma estrutura que não tem função ou uma mera calcificação patológica né então normalmente lembrando aí que o tecido conjuntivo ele tem uma função nutritiva né de trazer sangue de fazer uma estruturação então aparentemente isso reforça a ideia de que os cristais eles são realmente fisiológicos eles aparentemente tem alguma função [Música] que nessa outra
imagem a gente vê essa capa de tecido conjuntivo em volta desses cristais nessa imagem aqui é como se fosse tirando uma lasquinha desse Cristal E aí a gente consegue ver como que eles são por dentro né eles têm aí um formato anelar concêntrico né eles acabam se depositando de uma maneira semelhante o que a gente observa na natureza em outros cristais e também até mesmo nas árvores Quando a Gente corta o tronco a gente vê um arranjo lamelar concêntrico e o que chama atenção o Dr Sérgio inclusive traz no trabalho é que as pessoas mais
velhas Elas têm mais lamelas né então há uma relação aí com a passagem do tempo na deposição desses cristais nesse outro corte aqui numa outra técnica da microscopia a gente vê direitinho né Essa arranjo lamelar concêntrico mais uma vez lembrando aí outros cristais e troncos de árvore né esse aqui da direita ele é o cristal de uma pessoa mais velha então a gente vê que tem um número maior de lamelas e acaba perdendo um pouquinho essa conformação lamelar concêntrica e ficando um pouquinho mais bagunçadinho mas ziguezagueado assim né boa essa aqui é uma técnica de
difração que também foi do trabalho do Dr Sérgio mostrando qual que é o componente químico que tem nesses cristais né E aí comprovando que é hidróxiapatita de cálcio que é o mesmo material que compõe os ossos e os dentes isso não é não é novidade nessa época já sabia da composição dos Cristais mesmo da década de 60 mas o Dr Sérgio também comprova no trabalho dele que realmente é hidróxido né que é basicamente ali o cálcio fósforo e alguns outros componentes sempre menores quantidade bom a gente viu aí as imagens né mais microscópicas agora eu
trago também dados de outros trabalhos no meu TCC né e falando principalmente sobre a distribuição desses cristais na população Esse trabalho aqui é um trabalho turco né que analisou 12 mil tomografias de crânio de pessoas saudáveis e assim mais ou menos 70% das pessoas adultas vai apresentar essas calcificações fisiológicas ali se fizer uma tomografia de crânio eu encontrei artigos de diversas regiões do mundo e mais ou menos tem de ficar em torno de 70% é o que que se viu também analisando a tomografia de crianças que não é tão comum na infância né a gente
não costuma nascer com esses cristais eles costumam aparecer com o passar dos anos e a partir dos 7 anos aí que costuma aparecer mais frequente pode aparecer antes tá mas a partir em média aí dos sete anos e após a puberdade eles começam a ficar mais frequentes sobre o mecanismo de Formação desses cristais não se sabe não se tem uma resposta de como que ele se formam de fato mas existem algumas teorias né como por exemplo nessa imagem aqui é uma imagem de uma estrutura microscópica do osso né Isso são os ótimos e a gente
vê que eles também tem esse formato anelar concêntrico semelhante então pode ser que os cristais da pineal compartilhem processos semelhantes a biomineralização óssea que é no caso uma matriz de colagem que sustenta o depósito de cálcio organizado nessa forma existem outras hipóteses também como hipótese metabólica que surgiu ali no final dos anos 70 onde as pessoas acreditavam que essa entrada de cálcio na célula da pineal era secundária a saída das secreções na pineal então sair ali por exemplo a melatonina acabava entrando um cálcio e por isso como ela é uma estrutura que secreta muitas substâncias
entraria bastante cálcio para dentro dela então isso favoreceria ali um depósito de caos são uma hipótese também tem uma hipótese mais recente que eu enviei num trabalho de 2018 sugerindo que talvez por um processo inflamatório uma neuro inflamação é isso estimularia a chegada de células-tronco para a região da glândula E essas células tronco se diferenciariam em osteoblastos que são as células que dão origem ao tecido ósseo formando como uma ossificação ali no interior da glândula Mas como eu disse não se sabe muito bem o mecanismo E por que e como ele se forma eu falei
aí de um tipo de cristal mas a gente precisa saber que existe um outro tipo de cristal que também descobriram na pineal isso eu encontrei só um artigo demonstrando esses cristais que é um artigo de 2002 publicado por uma equipe de pesquisadores israelenses e eles mostram três tipos de cristais geométricos que eles identificaram em Pinhais humanos com formatos bem cúbicos né hexagonais alguns e cilíndricos né E eles são menores ainda a gente estava falando antes de cristais de 200 micros esses estão aí na faixa de 20 micros é algo muito pequeno mesmo e eles são
semelhantes às outras que são cristais que nós temos né fisiológicos no interior da orelha interna né eles estão ali responsáveis bastante pela parte do nosso equilíbrio esses cristais eles são compostos de cálcio e oxigênio na forma de calcita que é um outro tipo de cristal esses cristais eles têm assim como todos os cristais propriedades eletromagnéticas propriedades químicas tá o primeiro tipo de cristal que a gente viu que é o cristal de hidróxido hepatita que ele que o formato lá de amora né cérebro eles têm uma propriedade que chama diamagnetismo que que isso quer dizer eles
repela em campo magnético ou seja chega o campo magnético e volta por que que tem isso no interior da pineal e qual a função disso também não sabe já os cristais de calcita esse último que a gente viu que são os geométricos eles têm uma propriedade que é a piezo eletricidade o que é isso é a capacidade de transformar pressão onda mecânica em eletricidade e vice-versa também bom é uma aplicação prática disso por exemplo é o exame de ultrassom né quem já fez aquele transdutor do ultrassom na ponta ali do transdutor transdutor tem os cristais
pias elétricos também então o aparelho de ultrassom ele emite essas ondas mecânicas que batem nos órgãos e voltam e ali são captadas por esses cristais e convertidos em energia elétrica e aí passa a informação para o monitor na forma de imagem do órgão né Isso é uma aplicação prática para a gente entender aí no que se usa peso eletricidade mas é porque que isso tem no interior da opinião mais uma vez também não se sabe bom que que a gente viu né a gente viu que os cristais eles têm uma estrutura organizada que eles aparentemente
são fisiológicos que eles não tão relacionados necessariamente com alguma doença que muitas pessoas vão ter eles ali simplesmente mas quando a gente coloca ali no pubmed pineal e calcificação vai aparecer muitos artigos relacionados condições patológicas associadas a esses cristais e algumas patologias como Alzheimer por exemplo distúrbios do Sono enxaqueca esclerose múltipla esquizofrenia hemorragia cerebral e alguns tumores né Principalmente de endométrio mama ou tumor cerebral e é isso fica um pouco confuso né porque a gente acabou de ver que aparentemente eles são fisiológicos mas ao mesmo tempo eles também estão relacionados algumas patologias tentando entender um
pouco melhor isso tem alguns artigos é que tentaram esclarecer eu trouxe esse aqui que foi publicado em 2006 e eles analisaram 122 Pinhais humanas principalmente de homens nessa amostra pessoas vivas né eles fizeram exame de ressonância eles fizeram uma técnica que foi a seguinte eles separaram a pineal em porções né que não sei se dá para ver muito bem nessa imagem talvez dê para ver melhor aqui que essa porçãozinha pintada de Rosa porção mais externa seria a porção parenquimatosa ou seja aquela que não tem cristais e essa região mais do interior aqui verdinho e azul
seria a região ou com cisto ou com cristais e eles viram tentaram relacionar o tamanho a área dessa região rosa que a área livre de cristais com a concentração de melatonina ou do metabólito da melatonina que nesse estudo especificamente foi usado o metabólito urinário né que é o sextofatox melatonina e parece que tem uma relação mesmo estatisticamente significativa entre a área livre de cristais e a concentração de melatonina então parece que quanto maior for a área livre de cristais mais melatonina vai produzir mas não quer dizer que a existência dos Cristais impede a produção de
melatonina Resumindo o que que a gente viu na aula né a gente viu que a pineal ela Ocupa um lugar muito privilegiado no nosso cérebro ela fica bem no centro e ela faz contato com as principais regiões de controle ela é a região com maior fluxo sanguíneo cerebral lembrando fora da barreira maxfálica e possui esses cristais que tem aparentemente aí uma função que a presença deles não condiz não quer dizer uma patologia especificamente mas que no entanto a secreção da melatonina ela pode ser prejudicada dependendo do tamanho dessa porção cristalizada essas algumas das referências que
eu utilizei e era mais ou menos isso que eu tinha para falar nessa aula Inicial muito obrigada pela atenção de todo mundo quem quiser entrar em contato comigo tem meu e-mail e também pode me procurar no Instagram Se ficar alguma dúvida tá bom Obrigada pessoal [Música]