Inspira. Abre espaço. Ah!
Ah, vai deixando para fora. Hum. Tudo que não pertence a esse momento.
Ai, dando pro corpo o movimento que ele precisa. Ai, deixando do lado de fora. Ai.
Ah. Ah, tudo que não pertence a esse precioso momento de est em presença, de est com seu eu interior. A, solta o corpo, dá para ele o movimento que ele precisa.
Hum. E aos poucos vai encontrando esse lugar de presença, de firmeza. Apoia os isquos bem apoiados na cadeira e como se um fiozinho te puxasse pelo topo da cabeça com muita gentileza, sem nem se fazer necessário um movimento externo.
Alonga toda a coluna, as vértebras ganham o espaço uma entre as outras. lá de baixo vai subindo esse alinhamento como um caule de uma rosa abrindo espaço. Sente essa firmeza no corpo apoiada desde o quadril até o topo da sua cabeça.
aquele ponto entre as escápulas, como se os ossinhos da escápula fossem puxados pelo meio das costas. Naturalmente os ombros vão para trás e o coração se projeta para fora. Percebe como o corpo ganha espaço entre os ombros e as orelhas, quando o coração se projeta para fora.
E essa musculatura do pescoço, aonde a gente acumula tanta tensão, pode encontrar um pouco de descanso. A língua fica solta dentro da boca, solta o maxilar. O olhar intencionalmente se volta para dentro.
As pálpebras pesam e a visão interior se abre. Os músculos da face se derretem como uma cera de vela. Relaxa o couro cabeludo, relaxa as orelhas e observa como é tá nesse lugar sem analisar, sem racionalizar.
Sente o corpo firme como um caule de uma rosa, ereto, desperto e relaxado. e leva toda a sua atenção pra sua respiração, pro ar que entra e pro ar que sai, o ar que entra e sai. Como se toda a sua existência existe, só ali.
que se você se perder devagar com algum pensamento, não tem o menor problema. Simplesmente escolhe voltar quantas vezes forem necessárias. E a gente vai caminhar mais um pouquinho, levando a nossa presença, a nossa consciência pro coração.
para esse centro de vida e de sabedoria. e observa sem descrever, sem racionalizar como é chegar nesse coração, criando intimidade com esse centro de vida, aos poucos se habituando habitar ele com presença. Talvez você sinta as batidas, uma pulsação, um calor, uma energia.
ou uma outra coisa. Tudo isso é perfeito e a gente vai ficar aqui um minutinho respirando e existindo dentro do nosso coração. se deixando ser respirada, respirado pela vida, soltando controle, protagonismo, alta importância.
se permitindo descansar e simplesmente ser nosso ser. E se mais uma vez algum barulho, pensamento te levar, não tem problema nenhum, é só voltar. A gente não tem nenhum lugar para chegar, nada a conseguir.
É só ser quantas vezes forem necessárias. E agora a gente vai caminhar mais um pouquinho. em direção ao centro do nosso ser, trazendo nossa presença, nossa atenção, nossa consciência para esse observador interno.
Essa parte em nós que se observa pensando, que se observa com as sensações do corpo, que se observa sentindo e que nos mostra que se tem algo que nunca muda, observando tudo isso que muda, tem uma parte em nós que é imutável, material. sólida, firme, segura e que a gente pode se assentar nela no centro do nosso ser e a cada dia experienciar um pouco mais a vida a partir desse lugar e que isso é bom. E a gente vai ficar aqui um pouquinho ganhando intimidade com esse lugar em nós.
E cada um quando tiver pronta, tiver pronto no seu tempo vai voltar. se lembrando de abrir os olhos com muita gentileza nessa conexão de mundo interno e externo. Então fica esse seu trono interior e desfruta da mais pura presença do seu ser.