Então tá gente, boa tarde, né? Hoje nós vamos replicar a formação que a gente fez junto ao Conselho Municipal de Assistência Social de Porto Alegre. Eu sou a sou a Vanessa, né? Sou assistente social de formação. Tô fazendo esse assessoramento, essa consultoria paraa PUC, né, nessas formações e de toda a organização da da conferência de Porto Alegre em específico nesse caso, né? E a nossa ideia, então, aqui hoje é passar um pouquinho dos eixos que a gente já passou com o pessoal, eh, trazendo vão ser três, três tardes, né, hoje, amanhã e dia 30, se
eu não me engano. Então, qualquer coisa, muitos de vocês já têm o meu whats, pode mandar ali uma mensagenzinha, né, ou pelas próprias redes, aí a gente vai se comunicando qualquer coisa, tá? Eu vou compartilhar a tela aqui para ficar melhor para vocês acompanharem. aqui o mal. Tentando me entender aqui com faz tempo que eu não uso o o zoom, né? A gente acaba se perdendo ali um pouquinho. Deixa eu botar minimizado aqui para eu poder ver. Gente, qualquer coisa pode chamar aí se tiver alguma alguma pergunta, alguma coisa, né, pra gente tá dentro do
possível, dentro do virtual trocando, né? Deixa eu só ajeitar aqui. Deu, vai saiu a Então, a nossa ideia é trabalhar os cinco eixos da formação, né? Tem uma coisa aqui na tela dela. Vocês conseguem? Espero que se não tiver vendo aí, gente, me avisa que a gente aumenta. Deixa eu abrir aqui. ali. Hum. Pronto. Então, a nossa ideia, né? Vamos começar falando um pouquinho do processo conferencial, né? Que que é uma uma conferência? Eu ainda ontem fazia uma fala sobre isso no na cidade de Arvorezinha e reforçava essa questão, né, que a conferência ela é
um momento de proporcionar debates, avaliações nas nossas ações, o que que a gente fez, o que que a gente precisa fazer, né, ver o que que são as o que que a gente vai elencar de oportunidade de de prioridades, né, uma oportunidade de participação popular social, né? Representatividade, que a gente consiga provocar as pessoas a participar. São espaços potentes, né, de atuação. Isso é muito importante a gente tá tá lembrando e tá falando sobre isso. Então, as conferências, né, e isso são vem dos próprios materiais. O que que é o que que é a conferência?
ele é um espaço institucional de deliberação. Então é um local que é registrado, que que vai paraas instâncias superiores, não fica eh teoricamente não deveria ficar somente aqui no no ficar só no meu CR, só no meu CR, só na minha instituição, vai alçar outras políticas. É uma é algo que é legitimado, né? São espaços onde os atores eles não necessariamente vai ser somente do conselho, a participação plena de toda a sociedade. O ideal seria que numa conferência a gente conseguisse mobilizar a participação de todos, porque isso influencia na minha vida. Eu posso hoje não
ser usuário da assistência, mas tá aí as calamidades que nos mostram que o público que antes não era da assistência passou a ser da assistência. Nós tivemos a pandemia, usuários, pessoas que nunca botaram pé dentro de um cras, tiveram que pôr pessoas que tiveram suas casas depois, no outro ano, dois anos depois dentro da das enchentes. Então, nisso, ela deveria ser um espaço muito maior. Hoje a gente consegue minimamente trazer os atores que estão envolvidos nela, né? E isso é muito importante, é muito importante essa ã mobilização, né? Então isso é sempre a gente trazer
isso. Então nisso o governo, sociedade civil, vão todas as representações vão tá ali. Isso vem desde quando? Vem desde lá de 88, vem do processo de redemocratização do estado, né? Então isso é muito importante. E como é que a gente vê assim, né? A conferência ela é uma instância deliberativa, ela vai fazer uma avaliação da política. Quais são as diretrizes? O que que eu tenho que avançar? O que que eu vou aprimorar dentro do SUAS? Isso é uma a sua finalidade. Ela vai ter que pensar isso. E quais são os seus objetivos? Qual é a
sua atribuição? Ela vai avaliar a assistência social. Ela tem que propor diretrizes de aperfeiçoamento do sistema. Esse é o nosso papel ali. Nosso, e falo nosso porque todos nós participamos das conferências. Nós juntamente com usuários, com governo, todos nós devemos participar usuários, trabalhadores, governo, todos devemos propor diretrizes para aperfeiçoamento do sistema. Então isso é muito importante, né? As conferências elas são convocadas, né, pelos conselhos de assistência social, eles que devem estar convocando. Por isso que o SEMAS, né, dentro da Prefeitura de Porto Alegre, ele chama para si essa responsabilidade, inclusive de de solicitar o assessoramento
da PUC para que possa ser feito essas formações, essa organização. As conferências elas são organizadas a quadra 4 anos, né, e extraordinariamente podem ser convocada a cada 2 anos, né? Então ela é um movimento dos, a conferência ela vem combinar num num alargamento da participação social, né? são 4 anos e daí tu vai avaliar aquilo que foi feito e o que que precisa ser feito dos próximos 4 anos pra frente. Nisso nós vamos ter os órgãos, né, para aqueles que que ainda não estão familiarizados, os os órgãos gestores da União do Estado e do Distrito
Federal, eles vão vão ter que prever dotação orçamentária, né? No nosso caso, Porto Alegre, se teve um debate de, ah, não se tem recurso para pé, não, porque o recurso que se tem destinado ele é paraa conferência municipal, né? Então, essa alocações de recursos vai sendo organizada, né? Então, ela se dá convocada pelo conselho, pelos conselhos, né? sejam começa no âmbito da união, estados, municípios. Tanto que agora se tem uma uma quantidade de volumosa, né, de de de eventos, de lives, de propostas, né, explicando o que é a conferência, o que é um processo conferencial
e falando sobre os eixos. Então isso é muito importante. Quanto mais se falar, mais a gente se apropria, mais a gente consegue levar e fazer um debate qualificado dentro das conferências. Isso é muito importante. Então, quanto mais vocês conseguirem ouvir sobre, conversar sobre, tirar dúvidas, isso é muito importante. Qual é o papel do Conselho de Assistência Social dentro de dessa da elaboração da conferência, né? Ela vai elaborar normas de funcionamento, vai constituir a comissão organizadora, vai encaminhar deliberações da conferência, vai desenvolver uma metodologia de acompanhamento e monitoramento dessas deliberações. Por isso que hoje nós vamos
falar mais adiante em outros dias da metodologia da da conferência. Ela pede que as deliberações sejam de no máximo 300 caracteres, né? Isso é 300 letrinhas e junto com os espaços. Por quê? Porque é mais fácil de monitorar, porque senão fica uma aglutina, aquela palavra que eu que eu acabo me toda a vida na conferência eu fico com com nojinho dela. Vamos aglutinar. Só que daí tu aglutina que tu quer o crass, que tu quer o benefício, que tu quer RH. Gente, são três demandas diferentes e são três eixos diferentes. Então isso a gente tem
que fazer. hã, propostas sucintas até para que se possa desenvolver essa metodologia de de acompanhamento de forma clara e que a gente também consiga participar dela, né? a gente tem que adotar estratégias e mecanismos que venham a favorecer, né, de forma ampla a participação e inserção do usuário. A linguagem tem que ser acessível, tem que ser um uso de metodologias e dinâmicas que permitam a manifestação de todo mundo. Não adianta eu ficar lá falando, falando, falando, falando, falando, falando, falando e ninguém me entender, né? Eh, as pessoas precisam entender minimamente a política para poder tá
falando sobre ela e para poder tá pensando, né? Porque como é que eu vou pensar sobre algo que eu não conheço? Então, sempre é muito importante isso. Quanto aos delegados, tá? Nós temos delegados, os delegados eles têm que estar devidamente credenciados, tá? Isso eu reforço, gente, porque o que que aconteceu ã em outras conferências que eu jáci participei trabalhando, tá? Eu acho que eu vou para 12 anos quase de conferências aí, umas quatro ou cinco conferências. O que que acontece? As pessoas não preenchem as informações corretas ou deixam informações faltando ou coloca o apelido. Tu
pode botar o apelido, mas tu tem que preencher ali no documento o nome correto primeiro, porque esse baseado no documento desses desses do do delegado que vai, ou melhor, esse documento é que vai proporcionar que ele seja delegado, porque vai tá lá dizendo, ele foi votou, votaram lá na região Glória e elegemos o João. Mas tem que est todo o nome do João, só que daí o João na comunidade ele é conhecido como tio Zé e daí coloca o tio Zé. Tu pode até botar para sair no crachar, gente, mas na documentação tem que sair
o nome correto dele, né? E daí nós vamos ter algumas modalidades. Nós vamos ter os delegados natos, né? No caso do SEMAS são os conselheiros titulares e suplentes. E nas conferências estaduais e do Distrito Federal, conselheiro estadual e distrital, os representantes governamentais, representantes da sociedade civil, né, entidades de assistência social, entidades representantes do SUS, usuários e organizações do SUS. Esses têm direito à voz e voto. É aquele que ergue lá o crachá lá na dizendo que aprova aquela deliberação. Do outro lado, eu tenho pessoas que podem ser convidadas, que muitas vezes a gente convida, a
gente abre paraa população essa participação e elas são convidadas e daí elas têm o quê? Direito à voz. Elas podem influenciar o voto dos outros delegados, dos que foram credenciados, né? Mas elas não vão ter direito à voz porque são pessoas que estão interessadas em e defende a política de assistência social, representante da universidade, do poder legislativo, do judiciário, do Ministério Público, dos diversos conselhos de direitos, né? Essas pessoas elas têm direito à voz, mas elas precisam estar credenciada. Elas vão se credenciar na conferência lá no início para poder participar e vão estar ali como
convidados e não como delegados. Então, na conferência nós vamos ter duas modalidades. Ou a pessoa é delegada ou ela é convidada, certo? É nesse sentido que a gente sempre tem que ter claro. Daí nós vamos ter as pré-conferências, né, reuniões ampliadas de conselho para falar sobre as pautas, audiências públicas, tudo isso podem ser feitos, né, e outras estratégias, conferências livres. Então, isso são possibilidades que antevém à conferência municipal. Após essa convocação da da da conferência, a formação da comissão, o que que acontece? Nós vamos ter a organização, ter pastas com materiais, indicação de grupo de
trabalho, credenciamento lá no espaço da conferência, preparação, regimento interno, material de alcance, né, que que traga as ações que são conferidas, o que que avançou no município, o que que não avançou. Tem que ter abertura da conferência, né? Uma composição de mesa, o presidente Semos, responsável pelo gestor da assistência social. Depois vai ter a leitura e aprovação do regimento interno para fechar, para ficar lá que foi aprovado dentro da de dentro daquela máxima ali, daquela plenária. Normalmente a realização de uma palestra denominada Magna, né? palestra magna que vai tratar sobre o tema geral da nossa
da nossa conferência. Depois nós temos orientação e organização dos delegados, convidados, né, onde vai ser aprofundada o tema da conferência. Normalmente aí são feitos os grupos, não é? Esse ano tão previstos que tenha pelo menos cinco grupos de cada eixo. Então, vejam, bastante gente. Então, cada grupo vai discutir um eixo. Tu vai escolher qual é o eixo que tu participa para que se possa participar e que dali saiam as deliberações. Depois vai ter a questão de discussão, modificação, aprovação ou rejeição dessas propostas na uma grande plenária. Podem ser feit ainda as moções, né? E daí
vai ser submetida à plenária final. Isso é bem importante lembrar. As pessoas fazem as moções nas pré-conferências, mas depois não submetem ela na conferência municipal. Precisa submeter lá, gente, precisa lá fazer. Decidiu-se que na pré-conferência eu vou fazer uma moção. Se tirou isso lá, vai ter que ter no cabeçalho que se fornece o formulário pela a comissão organizadora da conferência municipal vai fornecer um formulário, vai ter que preencher qual é a moção e as pessoas daquela daquela região vão ter que coletar as assinaturas, senão não é moção, senão não vai pra esfera estadual. E depois
quando se tiver na esfera estadual, as pessoas que vão representando o município precisam pegar essas moções e coletar assinaturas para levar para a esfera da União. Nós precisamos aprová-las em cada uma das instâncias, né? Já tem as assinaturas, mas tem que passar para provar. Então isso é muito importante a gente lembrar porque a gente perde as noções que vem das vem das prés, mas depois as pessoas lá não fazem essa busca de coletar essas assinaturas. Então é bem importante isso, gente, para para lembrar. Nós temos sempre ao final a avaliação da conferência, depois vai ter
um relatório final que é o conselho estadual que fornece, né, o modelo e esse modelo o SEMAS preenche, acaba encaminhando daí para a esfera estadual com as propostas que foram apresentadas ao município, né? Então, e aí nesse relatório vai constar os delegados eleitos e os seus suplentes, né? Nós temos aqui, né, quais são após a realização da conferência, a gente tem que definir as formas de monitorar o cumprimento das deliberações. A nossa sugestão, né, é o Conselho de Assistência Social. Institui um GT, um grupo de trabalho para monitorar isso, ó. vai ter o GT que
vai monitorar as deliberações, porque tem algumas que vão pra esfera federal, vão pra união, mas tem outras que são inclusivees de âmbito nosso, no nosso território, do nosso serviço, e elas podem servir inclusive pra gente fazer planejamentos futuros. elas podem nos dar um diagnóstico do nosso território. Então, é bem importante a gente tá com essas deliberações sempre lá junto conosco, porque elas acabam muitas vezes eh amparando outras nações. E isso é eh eh a gente meio que esquece, né, de uma de uma conferência para outra. A gente só lembra ã na próxima conferência, né? Na
próxima conferência eu lembro que eu vou ter que est trabalhando e que eu vou ver. Aí eu sempre ouço aquela pergunta, tá, Vanessa, mas cadê as cadê as deliberações? Tá lá. E a gente tem que ter as nossas no nosso território guardado. A gente precisa ter isso, né? Então isso é muito importante. Nós temos, né? E e e isso acaba sendo algo que é pra gente tá sempre tá cobrando ali, sempre tá trazendo isso e e entrando, né? Isso é um processo conferencial, né? Vai sair lá o CAS vai nos dar vai nos dar os
indicativos de data, vem pro estado e pra União, vem pro estado e pro município e nós nos organizamos nas nossas pressas. Algumas pressas já estão sendo feitas, né? Eu sei que já saiu, sei que Partenon parece que já fez, sei que duas ou três pessoas me falaram, né? E fui convidada para outras que, infelizmente a minha agenda não foi possível para tá suprindo. Então, né, gente, qual é que é o tema da nossa 16ª conferência? Uma coisa importante, gente, vocês vem muito material da nacional dizendo 14ª conferência. Nacionalmente é 14ª Conferência Nacional de de Assistência
Social. Entretanto, o município de Porto Alegre, ele já havia realizado duas conferências, né? Então, já tinha ocorrido essas duas conferências. A nossa é a 16ª Conferência Municipal de Assistência Social. Sempre é bom a gente frisar isso, porque isso mostra quanto a nossa cidade já esteve na vanguarda da política de assistência social para apresentar, né, esses temas e trazer alguns debates. E qual é o tema desse ano? 20 anos do SUAS, construção, proteção social e resistência. Veja, assistência social é um jovem adulto. Eu sempre gosto de dizer isso, porque se a gente for pensar na história
da assistência de 1500 e alguma coisa até 2000 e pouco, quando foi a o SUAS, né, muitos muita água se passou. Então nós somos ainda uma política jovem, é uma jovem política. Muito já se avançou, mas muitos sabemos que precisa avançar. E tá aí os papel da conferência. E é isso, esse tema central, ele quer discutir um pouco disso também, dá fazer uma avaliação desses 20 anos de SUAS pra gente tá pensando isso, né, de tá pensando avaliar com os 20 anos do SUS, propor diretrizes pro novo plano decenal que querem confeccionar em 2027 a
2037, né, para consolidar a assistência como uma política pública, essencial, universal e de direito. Então esse é o tema, né? Isso é 20 anos de suas. Que que fizemos, para onde vamos, né? Aquelas coisas assim que a gente faz. Nisso tão organizados em cinco eixos. Esse ano houve-se uma modificação. Geralmente as conferências elas começam os eixos pelo financiamento. Esse ano ele é o último. Acho que para estimular as pessoas a pensarem primeiro o que que elas precisam e depois lá no final se darem conta que precisam de dinheiro para pagar isso, né? Eu sempre falo
de dessa maneira que às vezes as pessoas podem achar muito simplória, como eu reduzo às vezes o financiamento, mas eu acho que é uma maneira muito fácil para todo mundo entender. Se eu preciso comprar algo para minha casa, mas não tá previsto no meu orçamento, como é que eu vou comprar? Então eu tenho que planejar o que que eu preciso para ver o que que eu preciso de dinheiro. Então isso vai também nos ajudar. E a gente tem que pensar, gente, que nas na conferência para a construção das propostas, os eixos eles são meio amarrados
e às vezes os eixos eles conversam um com o outro. E daí o que que acontece? A gente tem que pensar que um eixo eu não consegui fazer aquela proposta, mas casa no outro e no outro eu tenho um espaço. Então a gente tem que ser meio estratégico nesse momento, né? E daí quais são os nossos eixos? Primeiro dele é universalização do SUAS, acesso integral com equidade e respeito às diversidades. O eixo dois que é o aperfeiçoamento contínuo do SUAS, inovação, gestão descentralizada e valorização profissional. Eixo três, integração de benefícios e serviços socioassistenciais, fortalecendo a
proteção social, segurança de renda e a inclusão no Sistema Único do SUS. Eixo quatro, gestão democrática, informação no SUAS e comunicação transparente, fortalecendo a participação social no SUAS. E eixo cinco, sustentabilidade financeira e equidade no com o financiamento do SUAS. Nós vamos, hoje nós tratamos do processo conferencial e eu vou abordar o eixo um, né, para não ficar muito pesado. Eu sei que também todo mundo aí tá no meio do trabalho, muitas vezes tem outras coisas. Daí amanhã a gente aborda o eixo dois e o eixo três e no outro, no dia 30, se eu
não me engano, a gente aborda o eixo quatro e o eixo cinco. Esta é a nossa metodologia para tá fazendo essa formação. Depois esses vídeos a gente vai colocar no YouTube, né, e vai ficar disponibilizado para o pessoal que não conseguiu assistir e deseja. Então vamos começar, né? O que que trata o eixo um? O eixo um é a universalização do SUAS, o acesso integral com equidade e respeito às diversidades, né? Isso tem lá na resolução, tem um caderno, se você entrar no blog do CASS, tem um caderno que se chama metodologias. Lá tem todas
as metodologias, lá tem um pouco falando sobre os eixos, né? Então, a gente só trouxe para cá de uma maneira mais sintética e para poder discorrer sobre alguns pontos importantes pra gente pensar. O que que traz o eixo um? O eixo um, ele vai discutir a universalização da proteção social no SUAS, com foco em garantir o acesso integral, equitativo e respeitoso à diversidade da população brasileira. Trata da superação das barreiras territoriais, culturais, estruturais, institucionais e simbólicas que ainda dificultam o acesso determinados grupos do SUAS, como os povos indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, população LGBTQI a
mais, entre outras. Então, a ideia aqui, né, é fortalecer o SUAS como um sistema público universal que vai garantir que os serviços, programas, projetos e benefícios sejam acessíveis a todos. né? Promovendo justiça social, inclusão e respeito à singularidades. Aqui nós vamos abordar, gente, quando a gente fala de universalização da proteção, é que a proteção social ela seja acessível a todas e não somente a um grupo. Eu tenho que ter respeito ou acesso dentro das necessidades. Aqui eu tô falando de equidade. A gente tem que entender qual é a diferença entre e e igualdade, né? Igualdade
seria eu entrego, né? É aquela velha figurinha que tem lá no Insta, lá no nas redes sociais para não fazer propaganda. Agora já fiz, mas tu entrega, tem um muro, entrega uma caixa para cada um. Nem todos vão olhar através do muro, porque um vai ser mais alto, outro vai, um vai precisar de duas caixas, outro precisa de duas, outro nem precisa, mas já tá ali usando, já que ganhou, né? Agora, equidade seria ver as necessidades de cada um para olhar através desse muro. Ah, o João precisa de três caixas. Tá aqui as três caixas.
A Maria não precisa de caixa porque ela é uma pessoa alta, então ela consegue ver através do muro. Já a Francisca precisa de uma caixa e assim a gente vai distribuindos os recursos. Isso é distribuir acesso aos recursos. Isso é tratar de benefícios sociais. Porque eu vou olhar precipos públicos e vou ver essas essas necessidades. A necessidade de um povo indígena, qual é a necessidade do povo quilombola? Qual é a necessidade da população, da pessoa com deficiência? Qual é a necessidade da população LGBTQ a+? dentro dessa população LGBTQ a mais, que é uma sigla que
abarca várias diversidades. Por exemplo, eu tenho a população trans, que é a que mais morre nesse país. Então, é necessário se ter um outro olhar. Então, como fazer que os benefícios sociais, como se fala aqui, né, do respeito à diversidade, mas que a gente consiga garantir que serviços, programas, projetos e benefícios sejam acessíveis a todos. e que promova desta forma uma justiça social, uma inclusão, um respeito à singularidades desses indivíduos. E nisso esse eixo tem alguns objetivos que daí a gente vai agora destrinchar eles. O acesso universal integral ao SUAS, de forma que a gente
garanta que todos os indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade tenham acesso aos seus direitos sociais efetivados, né? Então, como a gente faz isso? Como a gente enfrenta as desigualdades sociais e territoriais de acesso? Esse é um objetivo. Hoje é o segundo, enfrentar as desigualdades sociais e territoriais no acesso a serviços, programas, projetos, benefícios no SUAS, especialmente nas áreas rurais, periferias urbanas, comunidades tradicionais e povos originários. Eu sempre tenho um questionamento, né? A gente tem aquelas pessoas que chegam lá nos nossos serviços e quantas pessoas ainda não conseguiram chegar? Quantas nem chegam? Seja porque mora
numa região muito extrema e não consegue chegar, seja porque tem alguma alguma dificuldade para se comunicar, seja porque tem alguma deficiência e não consegue acessar, isso não é acesso universal. Então é disso que a gente tá falando, que esses públicos tenham e consigam acessar nossas comunidades que são extremamente violentas e que muitas vezes tem facções rivais e tá ali no dentro do território, como o usuário chega lá dentro daquele serviço. Então isso é muito importante a gente prever e a gente começar a pensar, né, e daí com isso promover a equidade no atendimento, reconhecendo o
respeito às diversidades étnicos, raciais, geracionais, territoriais, de gênero, deficiência, né, e entre outras, assim, das mais diversas que vocês possuem. ampliar a cobertura e capacidade instalada da rede socioassistencial com a criação e fortalecimento de serviços de referências nos territórios mais vulnerabilizados. Nós estávamos lá no SEMAS e a Liziane veio com com dado que faltaria hoje nós precisaríamos parece que mais 45 cras em Porto Alegre. Olha só. E as que tem hoje, talvez nem todas tenham se equipe mínima completa. Então nós temos um bolão aí nós temos uma lacuna e a gente precisa ampliar essa cobertura
de capacidade. Como eu faço para ter todas as regiões tend os serviços para daí poder fortalecer estratégias de busca ativa e qualificada? Porque eu preciso ter o equipamento e eu preciso ter o serviço, ou melhor, preciso ter as equipes, porque como é que eu vou fazer busca ativa, né? Então isso é importante a gente pensar. A gente tem que garantir que o serviço chegue até as situações de pessoas que têm visibilidade social, que é o que eu digo, aquele que nem ainda foi visto pelo sistema. Tem pessoas que não tem CPF, não tem. Se tu
não tem CPF, então gente, tu não existe pro sistema. Hoje a gente sai já no nosso nascimento lá com o CPF. Para quê? Porque a gente a gente começa a existir para a cidadania brasileira. Se a pessoa às vezes não tem nem CPF, a gente não sabe que ela existe, né? população em situação de rua. Tem pessoas que tão ali, situações que se atenderam, que as pessoas estavam anos dentro daquela mesma região e daí não tinha se feito a abordagem, daí se conseguiu. Por quê? Porque se tem um aumento de equipe, né? Então isso é
da gente pensar aqui. A gente tá falando dos nossos dessas fragilidades de atendimento. A gente tem que estimular a inclusão social e o protagonismo do usuário para de forma a combater preconceitos, discriminações, violências institucionais, né? trazer isso. E daí agora a gente vai que que eles sugerem, né, de temas, o temas, né, que que a gente pode tá abordando com dentro das pré-conferências. O acesso universal e equitativo da proteção social. O que que é proteção social, gente? A gente fala tão pouco, a gente fala muito de proteção social, mas a gente não discute sobre isso,
né? A proteção social, se a gente for pensar, ela é um grande guarda-chuva, né? Tu tá ali com a tua chuva, às vezes é uma garoa, teu guarda-chuva não precisa ser muito forte, né? Agora às vezes a chuva aperta e daí tu tem aqueles, né, que eu já passei por isso, não sei vocês, mas tu pega aquele guarda-chuva que bate um vento e ele vira tudo pro outro lado. Tu não sabe nem porque que tu pegou aquele guarda-chuva, porque ele é fraco para aquela situação, né? Então ele precisa ser reforçado. Então ele é um um
acesso que é ã ele tá vendo as desigualdades territoriais do território, ele tá vendo os limites estruturais de acesso. Esse nosso guarda-chuva tá forte para atender o nosso território. Nós estamos tendo reconhecimento e valorização da diversidade que tem no nosso território. as múltiplas famílias que são constituídas dentro do território, que hoje não podemos mais trabalhar e acho que nunca podemos, né? Nunca foi de se ter aquela família que era pai, mãe e tio. Não. Família brasileira é chefeada por mulheres. Hoje nós temos um quantitativo de famílias que é chefeada por idosos, que eles que possuem
a renda, porque a única renda que se tem é aquele benefício. Então tudo isso a gente tem que entender dentro do nosso território pra gente reconhecer e valorizar essa diversidade e poder proporcionar serviços e poder pensar estratégias, né? Centro dia é uma uma questão, centro dia para idoso, mas e esse público, né? Como é que eu vou fazer o enfrentamento de preconceitos, de discriminações, de violências institucionais? Isso é muito importante. A gente tem que ter uma ampli uma uma ampliação do cobertura dos serviços para que a gente possa atender na integralidade os diversos públicos que
tem dentro do nosso território. Então é nesse sentido, né? nisso, o que que eles nos trazem, né, de propostas, de desafios, a gente superar a questão de subnotificação e invisibilidade de alguns grupos, né? Isso é sistema que vai ser um outro eixo depois, mas a gente tá fazendo o registro, a gente tá notificando os casos de violência ou a gente já banalizou os casos de violência e já não notifica. Daí como é que a gente faz um diagnóstico? como a gente enfrenta o racismo estrutural dentro da nossa sociedade? Como é que a gente e a
gente vai falar sobre capacitismo, né, LGBTfobia, outras formas de discriminação tão presentes no nosso cotidiano? Como a gente enfrenta isso? Como é que a gente qualifica o planejamento e a gestão baseada nesses nesses critérios de questão de raça, etnia, gênero, deficiência? Mas se a gente tá subnotificando, então isso é importante. A gente tem subnotificações e isso nos levam a uma questão muito séria, né, que é a essa essa questão de de fragmentação. Fora que hoje as nossas políticas elas são feitas de forma fragmentada, né? Eu atendo a criança, eu atendo a juventude, eu atendo o
idoso, infelizmente, né? Eh, tem que ter o público prioritário, mas eu não posso descolar eles do restante da política. E hoje nós temos uma política que tá cada vez mais fragmentada. E daí eu tenho um bolsão. Se eu tenho 24 anos, 29, 24, né, dependendo da política, 30 anos, vamos arredondar até os 59 anos, o que que eu tenho de política dentro da assistência? Produção, questão de trabalho, geração e renda. Mas se não tem, né, a pessoa tem que tá apta para o trabalho, mas não, se tem tudo isso. Daí eu gero também uma questão
aí de preconceito em relação a esse público. Ah, mas só que questão de violência contra a mulher, questão da pessoa com deficiência, né? Gerar essa questão, questão etária. Hoje nós temos muita questão etária também. Às vezes eu dou uma parada que eu tô olhando o chat aqui de vocês, tá gente? Para ver se estão comentando alguma coisa. Oi Gerson. Beleza? Então é isso, sabe? Essas questões a gente tem que tá discutindo e isso a gente tem que tá vendo como eu discuto isso, né? Na realidade esse tema deveria estar presente sempre, né? Quais são as
populações que a gente tem consolidadas que enfrentam as maiores barreiras? População indígena, quilombola, povos tradicionais, população em situação de rua, pessoa com deficiência, idosos isolados, juventudes periféricas. Hoje sabemos que a nossa juventude tá morrendo. Nossa juventude, os jovens hoje na periferia estão morrendo, seja pelo tráfico, seja pela polícia, pela violência, né? moradores de território de de zonas rurais e remotas que estão isolados, como unidade LGBTQ a mais, né? Então, essas populações, elas são as que enfrentam maiores barreiras e nós precisamos pensar formas de ã inseri-las nos benefícios sociais, que elas possam se possa se ter
um debate na sociedade com isso, até porque não adianta só inserir no dentro dos programas, projetos, benefícios. Se tu não tem um debate amplo sobre isso para redução desses preconceitos, nós estamos preparados para atender essa população dentro dos nossos serviços. Então isso é muito importante. Como estamos nos qualificando, como estamos trazendo o debate deles à pauta. E não que eles fiquem mais isolados, tá? Mas que a gente possa incluir esses debates e que o restante da população entenda, né? porque senão a gente vai criar os isolados dos isolados. Teve uma uma certa época que eu
trabalhei num conjunto habitacional e estavam construindo e o engenheiro me chamou para conversar porque logo no início daqueles primeiros minha casa, minha vida, né? E a e ele vê assim: "Olha, nós vamos fazer aqui, ó, nessa quadra nós vamos botar quem é o idoso, quem é a pessoa com deficiência para cumprir a cota. O que que tu acha?" com perdão da palavra. Olhei para ele e disse: "Vai virar a rua dos velhos e dos loucos". Eu fiz para chocar, né, gente? Para ver se ele dava uma Ah, mas só que aqui ia ficar melhor para
eles. Mas por que não incluí-los? Porque dentro do território não ser acessível para todos. A nossa sociedade, ela tem que ser acessível para todos. Eu não tenho que criar bolções, nichos, né, espaços que venham a ser para aquelas pessoas, mas que eles possam ser inclusos e que a sociedade ela seja venha a prever a equidade e não a igualdade. Isso é importante. Isso é importante debater nesse eixo. E daí aquilo, ah, eu não sei como fazer, como é que eu vou nortear esse debate? O material de CNS já nos traz algumas perguntas que é para
ajudar a gente nesse momento. Me perdi. Daí vocês podem perguntar lá, tá aqui no nosso Cras, né? Vou dar o Cras porque é que eu tô me lembrando agora de básica. Cras, qual é os grupos que vocês acham que tem mais dificuldade? Quem, quais as dificuldades que vocês enfrentam? Onde falam serviços, os benefícios? Como a gente pode melhorar? Isso para fazer cabeça pensar, né? Vem aquele burburinho que nem eu digo, venha isso pra gente poder debater, porque às vezes é isso, falta aqueles gatilhos, né? Aqui eu aceito tá falando sozinha, por exemplo, se eu tô
no pessoal, no pessoalmente eu sempre faço alguma pergunta bomba que é no mínimo pra pessoa se mexer na cadeira. É isso, gente. Isso são estratégias. a gente sabe o que que machuca, não que machuca, mas que mobiliza. Então, dentro disso, como a gente mobiliza quem tá participando, né, quem for ser facilitador e quem tá lá também participando para poder ajudar no debate. algumas propostas estratégicas, né, que a gente pode pensar, expander, expandir a rede socioassistencial em áreas rurais, indígenas, quilombolas, periferias urbanas, favelas. O serviço precisa estar dentro do território a serviço da população. Acabei de
dar um número ali, 45 que falta. Então, precisa-se urgente de uma ampliação da rede socioassistencial. tem que garantir um orçamento adequado paraa implantação dessas ações. Promover formações permanentes. Não é só na época da conferência. Toda vida chega a conferência. Eu tenho que responder. Ah, mas só que isso a gente já tinha que ter trabalhado lá atrás, né? Porque a gente não trabalhou ainda. Mas foi nós. É nós, gente. É nós que não estamos fazendo isso. A gente tem que ter formação permanente pros trabalhadores, principalmente sobre diversidade, equidade e direitos humanos. A gente tem que discutir
sobre isso porque senão a gente banaliza. A gente já tá tão acostumado a tá ali que às vezes fica passa batido e não pode ser natural. A gente tem que criar mecanismos de ouvidoria e controle social. Como é que a gente consegue monitorar essas violações de acesso dentro do nosso território? Nem que seja ter uma caixinha ali paraa pessoa escrever que teve isso. E a partir disso nós construírmos ações. A gente tem que articular políticas intersetoriais. Não dá para não dá para ficar assistência só na assistência. A inclusão social e a e a cidadania, ela
só vai ser plena quando tiver todos os atores envolvidos. Infelizmente, as nossas políticas elas são fragmentadas. A assistência fala com a assistência, a saúde fala com a saúde e isso vai gerando às vezes essa mais fragmentação dos sujeitos, porque daí ele fica isolado lá. Ele é o sujeito da assistência, ele é o sujeito da saúde, ele não é o cidadão brasileiro sujeito de direitos. E é isso que a gente tem que pensar, né, neste sentido. Quais são as propostas que nos trazem de estratégias? Tá, gente, isso aqui são, gente, deixa isso aí, ó, na manga.
Não tem proposta aqui. Eu já tenho quase cinco propostas, é só ajeitar, né? E aqui são só propostas estratégicas. Daqui sai alguma coisa. Pode pegar as últimas, né? Eu tô falando nisso. Volta lá nas últimas. ver o que que tu criou e daí ajuda na hora. Mas tem que ter o debate. O importante é ter o debate, é ter essa reflexão com todo mundo que tá lá presente, né? Para poder agitar, para poder fazer as pessoas pensarem sobre é o momento que a gente tem que aproveitar para isso, que a gente tá tendo liberação para
abrir os nossos espaços, digamos assim, para parar o serviço e pensar sobre isso, né? Então que a gente aproveite, a gente tem que implantar, né, uma proposta implantar ou fortalecer o CRZ, o CRAS em áreas de difícil acesso. A gente consiga ter essa cobertura, criar equipes volantes. Ah, não posso ter o Cras lá no território, mas vou ter um CRAS volante, né? o Cras volante por volante, porque daí eu vou ter aquele CRAS no território que já tá constituído e ter a sua equipe estendida para atuação num território de difícil acesso. Isso é uma proposta,
né? Qualificar profissionais acerca da diversidade e acessibilidade pra gente não reproduzir falas capacitas, né? aquela questão. Veja aqui, eu tenho tive um aluno vai atender, vai trabalhar com pessoas a na palestra, pessoa cega. Ah, mas veja que tô dando um exemplo bem bem crucial assim, bem simples. Garantir transporte pro usuário e pra equipe. Não adianta nada eu ter lá, mas não garantir que eu não ter como o usuário chegar lá e a equipe chega lá, né? Isso é acesso universal. é acesso universal das pessoas conseguirem chegar até o equipamento. Campanhas públicas sobre direito e acesso
do SUAS. As pessoas têm um direito a saber sobre isso. O suas tem que ser publicizado, ainda mais que tem muita, muita fake news. Porque se criou muita história em cima do bolsa, por exemplo, se criou muita história em cima do BPC, se criou muita história em cima de auxílio reclusão, por exemplo, né, aquela da previdência. E a gente precisa tirar o mito de cima disso, que não é favor. É direito. As pessoas têm o direito sobre os de acessar os suas para as pessoas não ficarem envergonhadas de ir até o Cras. Agora com as
inundações, muitas pessoas tiveram que começar a acessar assistência. Como eu vou acessar assistência? Porque é pejorativo, quem acessa é aquele que é mais pobre, aquele que não quer trabalhar, tirar esse estigma da da assistência. E para isso nós precisamos de campanhas, né? Então para isso, além dessas campanhas, nós precisamos também fazer essa defesa, mas uma defesa que saiba se posicionar e trazer para si a comunidade, né? trazer a população para debate. Gente, as o que eu tinha, deixa eu só parar aqui um pouquinho porque eu gosto de enxergar as pessoas, tá me dando uma agonia.
Faz sentido isso que eu tô falando para vocês, gente? Amor de Deus, falem. Qual falar, gente? Eu deixo. O Gerson não, que o Gerson é da palestra. Brincadeira, gente. Já conheço o G de longa data. Por isso que eu pego nele. Eu pego no pé dele. Gente, tem que fazer sentido. Esse eixo é de acesso universal. É um eixo básico para nós. Tá lá na segurança fiançada. Segurança fiançadas estão lá. Quando a gente tem acolhimento, quando eu faço da segurança da acolhida, eu tô trabalhando um acesso universal. Eu tenho que ter o acesso paraa pessoa
poder acessar o serviço, né? Eu preciso que se tenha uma entrada adequada dentro do meu serviço paraa pessoa entrar. Eu colocar um cartaz dizendo que o benefício é assim ou assado significa que a pessoa está tendo acesso. Pessoa às vezes não tá nem entendendo que tá lendo. A gente tem que explicar pra população que é uma condicionalidade essa palavra linda que a gente adora dizer. Como a gente faz acesso se a gente não entende o que a gente tá acessando? Então isso é muito importante que a gente consiga eh abordar nisso essas questões que são
de cunho mais de acessibilidade mesmo, de benefício, de serviço, de de conseguir como é que eu chego lá no Cras, como é que eu tenho acolhida, como é que tá o meu profissional para atender uma população LGBT, né? É ele ou é ela? Para que que precisa? Nome social, né? Temos que ter nos nossos prontuários nome socialmente já devem ter, claro, mas a gente precisa preencher, né? Então isso é importante, isso é isso é acessibilidade. Isso eu tá sendo a tu tá tendo segurança da colhida. o acesso universal, com que essa pessoa consiga ter essa
fala, ter esse excesso, que ela não se sinta oprimida de estar aqui naquele espaço, que ela tem que pedir desculpa por estar ali, né? passa até pelo acesso do banheiro. Eu tenho tido muito observando nas instituições que eu vou é o banheiro. Eu tenho banheiro masculino, eu tenho banheiro feminino. E eu faço o quê? Com as pessoas que diz que não tem gênero? O que eu faço com pessoas transgêneras, né? É banheiro, mas aí é só uma reflexão pra gente pensar aí para dar uma pra gente ver coisas que são do nosso cotidiano. Como é
que eu faço o acesso aos serviços, né? População quilombola, eu sei, eu entendo essa população para conversar, eu vou ter que ter um um diálogo com ela. Vou ter que ir até a comunidade, eu vou ter que entender. Eu tenho equipes estendidas para poder ir. Eu tenho as equipes volantes. Não, isso nós temos que pensar. Então, quando a gente passa por acesso à diversidade, é isso, é de incluir aquele que ainda nem chegou no serviço, que aquele que tá ali dentro, eu ainda tô olhando para ele. Eu passei na rua e vi a dona Maria.
Ó, a dona Maria tinha que ter ido lá, não foi conversar comigo lá para ver aquele benefício dela. E a do lado da casa da dona Maria, que a gente nem sabe quem é muitas vezes, como é que ela vai chegar lá? Daí tu não sabe, às vezes tá camada, tem sérias demandas, mas eu preciso de equipe para isso. Veja, não tô responsabilizando ninguém, eu tô trazendo que a gente precisa daí de uma equipe. Eu preciso tá fazendo qualificações também para poder atender os públicos que são do meu do meu território mais diversos. Eu tenho
regiões em Porto Alegre que são muito diversas de território, de população. E é como eu atendo esses públicos diversos, como eu incluo esses públicos diversos. Então isso é importante a gente tá discutindo nesse eixo, né? que a gente consiga ã tá problematizando isso com o usuário, que a gente consiga tá trazendo isso, que a gente consiga trazer acesso universal. Que que é essa palavra universal de universo tão bonita, tão linda, né? Tu lembra? Universo, eu já penso no céu lá, lindo e maravilhoso. Mas como é que eu acesso esse céu se ele fica lá longe?
Porque às vezes parece isso, né? fica lá longe, nós temos que trazer para perto. Como a gente faz isso? Então essa é a nossa ideia com a gente tem que trazer isso pra conferência. Tu já fez a tua, né, Gerson? Não. Aí depois, tá? Eu sabia que tinha umas datas aí. É muita data para mim. Então isso a gente tem que pensar como é que a gente vai fazer esse processo, como a gente vai organizar a nossa conferência que a gente consiga abordar os cinco eixos, né? A maior dificuldade, porque muitas vezes o ideal seria
ser de um dia todo. Tem muitos lugares que não conseguem. Na metodologia da conferência se pede no mínimo de dois a três turnos, inclusive tá se pedindo. Mas como fazer isso dentro do território? comparar todo um território para isso. Mas o ideal, gente, a gente tem que garantir o debate dos cincos eixos. Ah, porque tem que fazer uma baita de uma Não, faz uma uma fala inicial sucinta explicando o que é o processo de conferência. Explica o que é a conferência. Deixa debate pros eixos. Façam debate dos eixos, gente. Ele é um processo democrático. Ele
tem que ser amplo com a participação de todo mundo, né? que a gente consiga trazer isso, que a gente consiga trazer isso paraa população, até porque nós vamos ouvir questões como eu já ouvi. Lá vou eu de novo falar disso e não acontece nada de mudança. Tô aqui de novo outra vez. Mas sim, já houve mudança. A gente tem que mostrar isso, gente. A própria política de ter o suas já é uma mudança. Antes não tinha isso. A gente tem que falar isso para as pessoas. A política hoje ela é um direito. É um direito.
Antes era um favor. Então isso tem que ser apresentado. O acesso universal ao direito. Para isso, a gente precisa qualificar. A gente precisa de rede de serviços. A gente precisa de equipe qualificada, a gente precisa de equipe mínimas nos territórios para assegurar que a gente consiga atender essa população nessa diversidade, que eles se sintam inclusos. E para isso eu tenho que muitas vezes ter conhecimento de como atender. Eu tenho que ter uma inclusive eh a questão de fala, né? Não é falar por, mas é trazer pra gente e nós nos somarmos à lutas. Então isso
é importante a gente trazer, a gente consiga problematizar isso, a gente consiga fomentar isso dentro dos nossos territórios. Não sei se alguém quer falar alguma coisa, porque estão tudo com as janela fechada. Não sei se estão aqui, se tão na se estão na reunião de equipe, já não sei mais nada. E aí que daí eu bebo uma água, gente. Vai Gerson, eu sei que tu tá louco para falar, tá aí tocando já. Já te conheço. Teu microfone tá fechado. Você tá tentando falar. Porque senão, gente, hoje para mim seria isso assim que eu teria, porque
a nossa ideia é fazer mais curto para poder não otimizar, não ocupar todo o tempo de vocês, né? Porque a tarde toda daí fica ruim, né? A gente só tem o espaço se precisar por causa do debate. Fala, Gerson. Sim, Vanessa, eu fazer uma provocação para ti. Para mim não, pros outros. Que coisa para todos. Será que na universidade nós garantimos os direitos ou nós acessamos? Porque os direitos já estão garantidos, né, lá pela Constituição de de 88, pela LOAS. Nós temos que fazer esse público, acessar esses direitos. Então, a nossa questão é o acesso,
mas o acesso se limita pelas condições, falta de de funcionário, a falta de de aparelho, a falta de verba, algo primordial, que é a falta de conhecimento sobre as políticas de assistência dos usuários e até dos próximos profissionais da assistência. Muitos não sabem formar o usuário direito. Por exemplo, a questão do CAD único, o código 211 da matriz africana. Sim. Tu não vê. E aconteceu um caso interessante com uma amiga minha que ela é negra, não melanoma, ou seja, tem a pele bem clara e o cara bota ela de branco e ela ficou revoltado e
voltou no C deúnico. Eu sou negra, eu me declaro negra, minha avó era negra, meu pai é negro. As pessoas ficam com vergonha, inclusive de perguntar isso paraas pessoas. Mas tem que perguntar, né? Aí que nós baseamos as política para incluir todos, né? É aquela coisa, ah, não, eu acho que é assim e também e eh eu acho que é e eu vou marcar, não, tu tem é autodeclaratória legislação e falar com eles o por que tu está pedindo isso, né? Por que que está se solicitando isso, que isso é também para fazer novas políticas
públicas. Sim. direcionada, né, os recortes que nós temos dentro do SUAS. E outra coisa também que eu acho que tu sabe que os 50 mais são excluídos, né? não tem serviço de convivências, são poucas coisas, só inclusão mundo do trabalho, mas de outras demandas, dificilmente tu acessa alguma política pública que te forneça algum subsídio ou alguma coisa assim, que é aquilo que é aquilo que eu falei, né? Ã, de 30 a 59, nós temos uma inexistência de políticas públicas. Não existe nada não. Tu tem que ter estar apto para o trabalho. Só que nós temos
hoje muitos desalentados sociais que já não tem nem mais o alento de querer procurar emprego, procurar o trabalho, né? E então isso é é é complicado. Isso precisa a gente trazer esse debate, né? Aí depois tenho mais de 50. A, daí o técnico do serviço quando senta no usuário tá ali na tua frente, sentou, tem daí tu fica olhando paraa pessoa que ela tenha 60 anos, que ela tenha 65 anos, que ela tenha 65 anos, porque daí só com 65 anos que a gente vai ter uma possibilidade, sabe? Então é perverso, muito perverso. É perverso.
Não sei se mais alguém tem mais alguma coisa acrescentar, gente. E a população invisível, né, que são os alojados sociais ou pessoas em situação de rua, essa dificilmente, cara, é muito difícil. fora abordagem, alguma coisa de cres um vácuo também para esse para esse público. É, na realidade é insuficiente a rede da da cidade, né? Pro pro número de pessoas que hoje res que estão são pessoas que estão na rua e o número de serviços oferecidos. Fora aquelas pessoas que elas têm um trabalho, mas é precário, recebe bolsa família, é precário, mas vivem dos equipamentos
para poder se manter o restante dos do mês, né? Tem muito disso em pergunta da população. Mais alguém, gente, queira contribuir com o debate? Não. Então nós vamos encerrando hoje. Aguardo vocês amanhã então pra gente ver os outros dois próximos eixos, certo? Abraços a todos. Tchau, tchau. Abraço, Vanessa. Bom te ver também. Да.