Nós estamos indo pros últimos meses, talvez, de sonegação no Brasil. Vai ser quase impossível segar impostos com um novo sistema da Receita Federal. É o tal do split Payment.
Vários empresários precisam saber disso, porque a coisa não é tão simples só quanto deixar de s. Tem vários temas aqui complexos nesse meio. Hoje o empresário acaba usando o dinheiro que ia pro governo para poder girar o caixa, né?
Para poder fazer fluxo de caixa. Isso não vai ser mais possível. O imposto vai ser arrecadado desde o começo.
Então vamos lá. Olha só essa notícia aqui e como que a gente tem que lidar com ela. Então o imposto agora vai sair do pagamento antes de chegar na empresa.
A questão é muito simples. Você tem R$ 100, você pagou. Se R$ 27 era imposto, esse dinheiro vai direto pro governo e você só recebe o que sobrou disso.
Então o governo ele fica direto com o pagamento dos impostos. É o chamado split payment. Split quer dizer dividir, né?
E pagamento é o payment aí. Então, pagamento dividido. Então, ao pagar por Pix, cartão ou boleto, o sistema financeiro vai separar a fatia do imposto e vai enviar direto pro governo no mesmo instante.
Não tem mais aquilo de ter que emitir uma nota e pagar ela. Isso aqui muda tudo. A empresa só recebe o valor líquido, né?
Você não vai receber mais nada que não é devido seu. Então não tem mais como sonar. Na prática, a sonegação fiscal hoje no Brasil, ela passa de 400 bilhões por ano, segundo diversos sistemas diferentes.
Aqui o sonômetro, né, da Sim, ele coloca aí, calcula em 620 bilhões, o Ministério do Planejamento em 500 bilhões, o IBPT calcula em 400 bilhões. Agora, tem uma questão, esse sonegômetro aqui, né, do sistema da maneira como ele é, ele também inclui muito encargo trabalhista e etc, que é calculado por alguns sistemas. Às vezes falam assim: "Se o profissional não tivesse sido contratado via PJ, outras coisas desse jeito, se a pessoa não tivesse trabalhando como autônoma, né, se ela tivesse todo mundo registrado, ficaria assim.
Então hoje como é que funciona para você entender e o que que vai mudar? A [roncando] empresa recebe 100% da venda, apura o imposto e recolhe depois por uma guia, né? Nesse intervalo entre vender e pagar aqui, cabe atraso, erro, crédito frio e sua negação.
Como é que fica a partir de agora? O banco separa o tributo no ato ali do pagamento e repassa pro fisco. Ou seja, quem vai ganhar com isso aqui mesmo são os bancões, né?
Eles que fazem esse sistema. A empresa vai receber o líquido, o intervalo de tempo deixa de existir e não tem mais o que só negar aqui. Quando você vai analisar numa venda de R$ 1.
000, né, como é que ficaria? Considera aí uma venda de R$ 1. 000 com 28% de IBS mais o CBS aí que são os impostos da reforma agora, né?
Sem contar os impostos atuais. Então, R$ 1. 000 é o que o cliente vai pagar aí por Pix, boleto, cartão.
Hoje em dia quase todo mundo paga com Pix. Raul, não pode promover uma grande volta do dinheiro físico? Olha, eu até acho que o dinheiro físico possa voltar a circular em alguns lugares, mas é muito difícil você imaginar eh que as pessoas vão começar de novo a sair com dinheiro ou querer sacar, até porque a quantidade de agências diminuiu, tá cada vez mais difícil ter dinheiro físico, porque o brasileiro já tem feito a maior parte das transações ah por meio de Pix e maquininha.
Sen elha até morador de rua, né? Pedindo esmola no Pix. Agora não tem mais o dinheiro físico porque ninguém tinha.
Então as pessoas se cadastraram, eh, todo mundo se bancarizou. Eu acho muito improvável, viu? Muita gente falando isso, a volta do dinheiro físico e tal, mas eu acho improvável.
Calma que eu tô aqui primeiro explicando o sistema, não tô tomando o lado. Daqui a pouco eu vou explicar a a minha opinião e algumas considerações sérias a respeito disso aqui. Então 280 seria separado direto no pagamento pro fisco, vai pro CBS, pra União e o IBS pro comitê gestor que vai distribuir pros estados e municípios.
R$ 720 é o que cai na conta do vendedor o valor líquido já dessa operação. Qual que é o problema disso aqui, né, Raul? Para mim que compro não mudou nada.
Entre aspas, hoje muitos comerciantes eles não recolhem o imposto. Isso aí é é uma coisa real e todo mundo sabe disso. Quando você vai comprar uma laranja no sinal, quando você vai comprar uma maçã no sinal, quando você vai numa feira, muitas vezes comprar um pastel, você percebe que o cara te passa uma conta é do CPF dele.
Eu não sei se já aconteceu isso com vocês, mas comigo acontece quase todos os dias. Eu vou pagar o cara, é um CPF, né? Não é nem um CNPJ ali, eu pago a pessoa.
Muitas vezes pode ser um microempreendedor individual, correto, né? que não não deveria mesmo fazer isso, mas a gente sabe que tem comércios grandes, às vezes Lava-Jato, esses comércios muito maiores também que todo mundo recebe na própria conta física. Por quê?
Porque boa parte desses negócios, eles seriam inviáveis se eles arrecadassem todos os impostos. Então, nem todo o negócio no Brasil ele é completamente viável. Aí, o que faz esse tipo de negócio ser viável é a sua negação fiscal, a venda de um brigadeiro, a venda de um bolo de pote, alguma coisa.
Essa pessoa ela não recolhe todos os tributos, ela só nega esses tributos. E aí, por conta dessa sua negação, ela consegue fazer aquilo ficar viável. Nesse modelo aqui fica meio difícil isso acontecer, né?
Porque você tem ali o o período, né, para organizar. 2027 ainda é o começo, mas você deve começar a perceber o que que é comércio e o que que não é. O governo hoje ele já tem essa inteligência, então ele consegue detectar.
Eu não acredito que dia pra noite eles vão tentar fazer isso com os pequenos empreendedores ali. Esse cara quer vende um cachorro quente, alguma coisa. Acho que seria uma bobagem o governo ir lá e e fiscalizar esse cara mesmo, porque eh se ele fiscaliza e esse negócio deixa de ser viável, né, como não tem emprego para essa quantidade de pessoas da nossa economia e etc, o que aconteceria é que esse cara pararia de gerar tributo.
Porque na prática quando ele compra uma salsicha tem tributo, quando ele compra um pão tem tributo, quando ele compra uma farinha de trigo tem tributo. Tudo isso na prática já tem um imposto embutido. Cobrar mais imposto desse cara vai ser complicado.
Então de duas uma, ou eles vão calcular e perceber que o imposto no Brasil hoje ele é inviável, pode ser uma possibilidade, né? né? Muita gente tá falando disso.
Olha, quando a gente calculou, a gente se surpreendeu com o tamanho do do da alíquota tributária no Brasil. Então, é muito caro. Pode ser que a gente tenha um lugar que vai relevar isso.
Vamos lá, ó. Esses comerciantes, até esse determinado nível de transação, inclusive, né, o fato do imposto já ter mudado para quem ganha até 5. 000, etc.
, isso já pode ser enquadrado nesses casos, né? Porque esses caras muitas vezes não conseguem ganhar 20. 000, 30.
000. é um valor muito menor, apesar dele girar um valor mais alto, às vezes ele ganha mesmo um valor muito pequeno. Então não teria esse imposto a ser recolhido.
E não tem como também educar essa população para isso, porque essas pessoas nem sabem que deveriam pagar imposto. Quando você conversa, né, com essa pessoa, ela não sabe. Imposto parece uma coisa de quem ganha muito dinheiro, de quem é fichado, né?
Então as pessoas não sabem. Um outro ponto que eu acho que se fizer, né, eh, vai acontecer é o seguinte. Se o governo forçar isso de uma vez, primeiro uma quebradeira em massa desses pequenos empreendedores, das empresas pequenininhas.
E para além dessa quebradeira em massa, a gente veria talvez as pessoas cobrando valores diferentes, que acontece em determinados lugares, tá? Hoje nas médias empresas você tem o serviço com nota e sem nota. Se não dá para fazer isso, né, elas passariam a cobrar um valor diferente da pessoa.
Eu acho que isso aqui é completamente possível. o cara chegar e falar: "Olha, não, esse serviço aqui custa, se você quiser que a gente coloque o valor inteiro aqui, vai custar R$ 800 a mais. Aí se você colocar metade do valor na maquininha, daí passa".
Então é é um negócio meio complicado, Raul, mas aí como é que ele vai receber, né? Do Pix, etc. Cara, você deixa para pagar uma parte do insumo direto pro cara, você vai fazer a gambiarra.
O brasileiro ele descobre um jeito de fazer isso aqui. Fica muito difícil, mas o brasileiro descobre um jeito. Eu acho que o preço das coisas pode mudar no limite se eles conseguirem forçar para todo mundo.
O preço das coisas deve ser diferente, né? Porque estão dizendo: "Ah, não vai mudar nada". Claro que vai mudar.
Se tinha um imposto que não era pago e que agora vai passar a ser pago, quem é que vai pagá-lo, né? Nós vamos pagá-lo. Todo mundo que e recebe dinheiro hoje vai pagar.
Então, eh, o sistema de nota fiscal, pagamento e físico, agora eles conversam em tempo real. Isso aqui muda tudo, né? A nota fiscal eletrônica, cada operação já nasce identificada agora com o valor de tributo já destacado ali nos campos, nos novos campos, né, DBS e CBS.
Então, toda vez que você efetuar uma transferência, vão pedir para você, né, o o comércio ali, etc. , vai pedir para ele cadastrar o que que foi vendido especificamente. Isso aqui dá uma inteligência pro governo muito grande e já possibilita o recolhimento de imposto.
Então, tem um motor de apuração que foi desenvolvido, que é uma plataforma pública compartilhada entre a Receita Federal e o Comitê gestor, aí o IBS. que calcula em tempo real quanto deve ser retida em cada transação. Muita gente tá falando que no começo não deve ser simultâneo, né?
Deve pedir uma hora, duas horas ali para cruzar os dados e depois já falar para você. Se você duvida que o governo tem capacidade de fazer isso aqui, que algumas pessoas estãoando, ah, não vai, pega a receita pré-preenchida, declaração pré-preenchida, que você vai ver a quantidade de informação que o governo tá liberando. Não é nem só aquela informação que ele possui.
E agora com o IA, né, o cruzamento ficou muito mais fácil. Então essa plataforma pública já é compartilhada entre todo mundo. Cada um vai fazer suas verificações e ver automático.
Eu acho que os municípios podem ter mais dificuldade de efetuar as verificações e tal, mas a união ela tá muito tranquila disso aqui. As instituições financeiras, então, elas só fazem a divisão do imposto, mas elas não respondem, né, pelo imposto ali. A responsabilidade continua sendo do contribuinte.
Se alguma informação foi pega incorreta, você ainda é obrigado a avisar ali se ela foi pega de forma incorreta. Detalhe, quando pegar mais, Raul, quando pegar mais, só devolvo no outro ano. É isse aqui que é o grande problema, no meu ponto de vista, né?
Hoje tem vários negócios que ele recebe o dinheiro e ele trabalha com esse dinheiro aqui. Ele usa esse dinheiro para fazer fluxo de caixa, porque ele tem x dias para pagar a nota fiscal. Na prática, isso aqui vai impedir essas empresas de conseguir fazer o giro, né?
O capital de giro deve ficar menor. Não sei ainda como é que a gente vai resolver esse problema. E esse sistema aqui, ele é filho da da reforma tributária, né, e do novo IVA, que é o imposto sobre valor agregado.
Aí a emenda constitucional 132 de 2023 criou o sistema, o CBS, que é o novo imposto federal, e o IBS dos estados e municípios ainda não tá em vigor, né? Substitui aí o PIS, o Cofins, o IPI, CMS e CSS. É uma simplificação nesse ponto, né?
Eu acho bom, só essa parte, sendo bem sincero, eu acho bom porque é uma simplificação do que a gente tem. Eh, a Lei Complementar 214/2025 regulamentou esses tributos novos, né, e previu esse split payment como uma forma de recolhimento aí, inclusive em fazeamento de adoção. Por isso deve começar agora em 2027 para algumas empresas aí aos poucos ele vai sendo implementado.
De abril de 2026 foi regulamentado como é que vai funcionar os procedimentos, papéis de cada instituição financeira e parcelamento. Esse modelo já roda em alguns países, tá? A Itália e a Polônia.
E esse modelo ajudou a reduzir a evasão por lá. Só que tem um problema, a Itália e a Polônia são países que ainda utilizam muito dinheiro em espécie, exatamente por conta desses sistemas. Aqui no Brasil foi feita uma coisa, né, de maneira um pouco mais canalha por parte do governo, que ele criou o Pix antes desse desse momento.
Então ele aproveitou muito essa esteira do Pix, porque quando a gente substituiu 90% das transações por Pix, né, quase tudo que a gente faz hoje a gente usa no Pix, aí vai vir um modelo. Então a gente não vai ter aquele tempo, né, que a Itália teve para pensar, hum, será que a gente quer digitalizar todas as nossas transações? porque a gente já digitalizou, seria muito difícil agora depois de acostumado, né, o consumidor voltar a usar dinheiro em espécie.
Eu acho muito improvável assim, eh, de modo geral. Então, em 2026 é esse ano teste, né, o CBSA09 e o IBSA01 para calibrar os sistemas, para todo mundo conseguir entender como que tá por ano, pagando esses impostos. Várias empresas já estão em teste com isso.
Em 202 a gente tem a estreia do split payment, né, facultativo primeiro e restrito a operações entre empresas B2B. Então, 2027, quem quiser pode aderir o Split Payment focado principalmente em empresas que fazem negócios com outras empresas. A CBS entra em vigor em valor integral.
Aí na fase dois, o split fica obrigatório nas transações B2B quando o mercado tiver maduro. Então eles não falaram qual que é a fase ainda. Na fase três vai a expansão para vendas e consumidor final, que é o que a gente chama de B2C, né?
É empresa para consumidor nos principais meios de pagamentos eletrônicos. Então, em 203 ainda é o fim da transição da reforma do ICMS e ISS extintos com esse sistema valendo por inteiro. Eu não acho que vai demorar tanto tempo até 203, por exemplo, pro pro Split tá em todos os lugares.
Essa fase três, na minha cabeça, ela vai acontecer muito rápido. E digo por quê? Porque hoje, né, o governo tem um déficit fiscal gigantesco e isso aqui na cabeça do governo vai fazer arrecadar muito mais.
Eu tenho medo do nível de pressão que tão colocando em cima das empresas e do nível de alíquota que tão colocando, porque a saída do empresário naturalmente era sua negação fiscal, gente. Tem muita gente que vai falar assim: "Nossa, mas isso é crime, é errado". Pessoal, é o que acontece hoje, é regra.
Se você pegar ali essas empresas pequenas, pequenas e médias empresas, eu diria que pelo menos mais da metade delas tem algum tipo de sonegação fiscal. Tô sendo generoso, é muito mais de mais da metade. Então isso possibilita muitas vezes a existência de negócios que eu não sei se existiriam.
Esse cerco se fechando assim, por mais que pr as empresas grandes seja uma simplificação, por mais que pr as empresas que t muito dinheiro em caixa, isso é simples de de resolver e de fazer, para essas empresas pequenas, eu acho que pode ser eh fatal em alguns pontos. Eu acho que pode atrapalhar muito a nossa economia. Lembrando que quem gera emprego são as empresas pequenas.
Às vezes você tá pensando assim: "Nossa, Raul, mas esse aí não vai me afetar em nada, né? Eu não sou empresário, não sou sei lá o quê". Quem gera muito emprego no Brasil, os melhores, inclusive os empregos de mais qualidade, etc.
, são as pequenas empresas, né? Porque a empresa grande, cara, muitas vezes é aquele monte de gente ganhando um salário mínimo numa indústria. Então, não é uma coisa eh muito viável.
Quando a gente vai olhar aqui, vai ter dois jeitos de reter. Olha só, tem o padrão. Antes de liberar o dinheiro, o banco consulta a plataforma pública e retém o valor exato do tributo daquela operação que tá indicado no documento fiscal, tipo a nota fiscal, né?
E tem um simplificado, ou seja, o banco vai aplicar um percentual fixo, né, sobre a transação definido por setor ou por contribuinte. Aí a tal da retenção por estimativa. O que que pode acontecer aqui, cara?
Pode pegar mais imposto do que deveria e o ajuste vai chegar lá depois, tá? é o destino das operações sem o tributo identificado. Então, se a retenção automática ficar menor que o devido, a empresa continua obrigada a pagar diferença e ficar maior, a empresa recebe o dinheiro depois, uma restituição, depois em alguma coisa.
Então, parcelou, como é que vai ser? O imposto também é parcelado. Mesma coisa, né?
A venda parcelada, o o imposto não é recolhido de uma vez. Cada parcela o cliente vai pagando o proporcional separado automaticamente. Ali a antecipação de recebis, vamos supor que a empresa quer antecipar.
Então, mesmo que a empresa antecipe o recebível, normalmente que a empresa precisa fluxo de caixa, né? Ela pagou, o cliente pagou em 12 vezes, ela vai pagar o banco para antecipar, ela já paga uns 20% nisso. Aí a retenção de tributo só vai acontecer quando o cliente pagar cada parcela, não na antecipação.
Então esse custo de crédito não vem pro empresário. Quando ele antecipar, ele consegue eh utilizar ali tudo. E aí nas parcelas é que o o governo vai pegando a parte desse, vai antecipar só a sua parte que você quer empresário.
Então o dinheiro espécie fica fora, né, desse split payment. O governo tem tanta certeza que ninguém vai usar isso aqui, que sem liquidação eletrônica, o recolhimento segue o modelo tradicional com apuração posterior, né? Agora é um ponto também, as empresas compram mercadoria e tem que dar saída na venda da mercadoria, né?
No fim das contas, cara, vai acabar pegando. Esse sistema, para vocês terem uma ideia, ele é 170 vezes maior que o Pix. Olha que loucura, né?
É o volume de operações que o Split Payment deve processar aí em relação ao Pix. Segundo o Ministério da Fazenda. Cada pagamento tem que ser cruzado com a nota crédito e repartição entre a União, estados e municípios.
Ou seja, é uma giromba de colocar em pé, né? Mas colocaram 70 bilhões de documentos fiscais processados por ano na estimativa oficial, 2 bilhões investidos pela Fazenda em 2026 só no desenvolvimento dessa plataforma. Eu queria viver no país da Receita Federal.
será o órgão mais eficiente desse país, não tem condição. Então isso aqui acaba com esse intervalo, né, entre o tempo de compra e de venda, que eu já falei muito aqui, acaba com o fim da nota fria, aquela nota que para gerar crédito tributário, né, que o pessoal emitia e depois sumia, n, então não vai ter como mais. Agora tem um ponto também que o crédito aqui ele é atrelado ao pagamento, então para quem é bom pagador aqui, né, o crédito tributário ele vai rolar bastante agora.
Antigamente quem não pagava também tinha direito a crédito tributário, era loucura, né? E tem rastreabilidade total em todos os aspectos. Pra a gente falar aqui de novo.
Eu sei que parece que eu tô sendo repetido, mas que eu tô muito preocupado com essas partes. Eu queria falar para vocês alguns problemas que eu percebo, né? Então, o fluxo de caixa, o dinheiro do tributo não transita mais pela conta, né?
Setores de margem apertada e alta rotatividade vão sofrer primeiro. Isso aqui é muito sério para supermercados, para um monte de gente. Pequenas e médias empresas com menos acesso a crédito, elas perderam aí esse colchãozinho temporário que elas tinham às vezes para fazer uma antecipação, alguma coisa.
Raul, mas a empresa é saudável, ela não ia utilizar isso, cara. Não necessariamente utilizava, porque esses dias a mais faziam muita diferença ali. E o crédito e ressarcimento, as devoluções estão previstas em 60 a 180 dias, né?
Quem não planejou o ciclo aí agora, eh, teve complicações. Quem vai sentir aí mais isso? Então, o consumidor tem pouca coisa, né?
A divisão já acontece, ele só não via, vai, não muda nada na hora que ele pagar, só a diferença de preço que pode ter. Empresas do B2B aí são as primeiras a entrar de forma operacional, vão sentir por agora. O varejo vai ser a última etapa e o Simples Nacional, a aplicação do Split Payment ainda está em definição.
Por estão com medo. Então, para empresas do Simples Nacional, que são aquelas empresas menores, tá com medo da quebradeira generalizada. Então, muita gente eh tá pressionando, ainda não foi aprovado por para essas empresas.
Eu acho que eles deveriam primeiro mexer nas alíquotas do Simples Nacional e depois colocar isso aqui, porque daria, né, para resolver o problema de sua negação junto com uma melhoria. Se você divulga uma melhoria e as pessoas ainda reclamam, aí você só vai reclamar quem tava só negando muito pesado, né? Você divulga uma melhoria ali e joga junto.
Acho que as duas regras. Acho que proteger as pequenas empresas do Brasil é papel do governo e tem que se preocupar com isso, porque depois que quebra é muito difícil recompor, né? A gente percebe isso, as indústrias brasileiras quebraram, até hoje a gente tá sem indústria.
Então é um ponto muito sério. Tem que tomar cuidado com implementar isso aqui. Eu acho que vai ser uma quebradeira generalizada.
Primeira coisa, se você tem uma empresa, como é que você se prepara? Refaça as contas do caixa aí, simula o faturamento recebendo só o valor líquido. Já faz essas contas tudo.
Descobre hoje se vai ter um buraco na sua empresa ou não. Já organiza isso aqui, isso é um ponto importante. Segundo lugar, atualiza seu sistema IRP, né?
notas fiscais aí com esses campos IBS e CBS já são obrigatórias desde agosto de 2026. Então cobre aí integração dos RPS, gateway e maquininha. Você tá usando algum que não é integrado?
Cara, integra tudo porque senão você vai ter dificuldade para operacionalizar isso aqui. Aí é multa, aí é naba, é um monte de coisa. Então já deixa tudo certo.
Você sabe como é que é no Brasil, faz primeiro a lei, depois vê o buraco, né? Então já arruma isso. Reveja os seus contratos, né?
de prazo de pagamento, fornecimento e precificação, porque elas precisam já refletir esse novo curso. Se tiver que aumentar de preço, vai ter que aumentar de preço. Então você vai ter que olhar, poxa, hoje, né, com o meu fornecedor, o jeito que tá feito, tá sendo feito o pagamento, tal, vai continuar sendo possível.
Já vai conversando, explica para todo mundo que tá compondo sua cadeia. Pô, cara, você ficou sabendo desse negócio aqui? Olha a giromba, vamos já dar uma organizada.
Como é que vai ficar para você aí? Que todo mundo se organizando antes fica mais fácil. O governo não vai fazer papel dele, que seria explicar e alertar, né?
vai fazer o papel de punir. Então, quarto, acompanhar essa mudança na regulamentação. A gente ainda vai ter novos atos ainda informativos, a gente vai ter diversas coisas explicando e detalhando.
Então, o imposto no Brasil deixou de ser uma promessa, ele virou um débito automático, né? Eu acho que essa é uma das mudanças mais profundas do Brasil. Espero que com ela a gente tenha pelo menos uma melhoria específica.
que eu acho que a gente vai reduzir o número de contadores, né, focados nisso, porque a profissão contador não foi feita inicialmente para poder mexer só com o imposto como é no Brasil, mas era feita para, pô, poder melhorar custo, calcular coisas da empresa, etc. No Brasil virou só gente que ajuda você a fugir de imposto, não vai ter jeito mais. Então isso aqui fica resolvido, né?
A gente tem uma simplificação, é mais fácil para trabalhar, mas eu acho que isso aqui favorece demais as grandes empresas e prejudica muito as pequenas empresas brasileiras. Por quê? As grandes empresas elas já não t como sonar.
Você passou de determinado patamar, a verificação cai em você toda hora, toda hora, toda hora, né? Você tem essas empresas ali tentando encontrar brechas por dentro da realidade. Agora o jogo meio que empata para todo mundo, só que com essas empresas com muito mais dinheiro, muito mais fluxo de caixa, com a disponibilidade gigantesca, enquanto o pequeno empresário, ele já tá num dos piores momentos da vida.
Cara, você tá com a taxa de juros, né, de 14,25% e discutindo o sistema de fazer o imposto ser cobrado de maneira mais eficaz. Eu acho que às vezes o Brasil peca muito no timing, né? Eh, OK, que não vai ser agora, né?
Vamos ter um tempo ainda mais paraa frente para resolver isso, mas eu acho que a gente deveria estar discutindo muito mais sobre como que a gente faz uma linha de crédito para essas empresas sobreviverem, muito mais um auxílio para essas empresas do momento. Fico feliz que pelo menos as empresas do Simples Nacional ainda não vão ter que lidar com isso. Acho que esse é um é um ponto muito bom, né?
É um ponto muito bom, mas eu não sei até que ponto isso vai durar dessa maneira. Então você que tá aí fica sabendo disso, Raul. Grandes favorecidos, então bancos, etc.
Tem como eu ganhar uma parte disso, cara? Óbvio, né? Toda vez que você vê um sistema desse, ele foi feito para beneficiar quem já é gigante.
Se você é um empresário e ainda não é investidor, eu vou te dizer, tá num dos melhores momentos para você se tornar, ao passo que a taxa de juros prejudica a sua vida, né? Eu sei que no momento atual a taxa de juros do jeito tá, você não vende, você não consegue crédito, não consegue nada. Para as empresas gigantescas é maravilhoso.
E não só para para os investidores, né? A gente consegue eh ganhar muito dinheiro, cara. Você tem título aí pagando 17%, 16%, sem você fazer nada, você investe 100.
000, ganha 16. 000 ali. Então, se você quiser aprender a ganhar dinheiro, se organizar melhor, aprender como as grandes empresas fazem, porque muitas vezes você é um empresário, tá olhando aqui e fala: "Cara, como é que o grande empresário vai lidar com isso, né?
As empresas todas elas vão soltar relatórios detalhados explicando o que que elas vão fazer. Olha que massa, né? Você ser empresário num país que tem empresa de capital aberto é incrível.
Você olha todas as estratégias deles, estratégia com relação a IA, etc. Quando você aprende a ler um balanço, você vai ver tudo que as grandes empresas estão fazendo na hora que elas estão fazendo. Então, eu acho que o um empresário que não é também investidor, ele peca.
Ele peca porque ele não sabe ler um balanço direito, ele peca porque ele não sabe abrir um R, não sabe ler o que que as empresas grandes estão fazendo. Então, se você quer melhorar o seu negócio ou mesmo só ganhar mais dinheiro mesmo, eu te recomendo entrar em alv. br, BR, clica no botão faça sua análise de perfil, preenche o questionário para mim, né?
Bem preenchidinho. São algumas perguntinhas só para eu entender em que ponto você tá da vida. Você não precisa ser empresário, pode ser empresário, pode ser trabalhador comum, etc.
Autônomo, tanto faz. preenche aqui que para mim vai ser um prazer te ensinar a investir no Brasil, no mundo inteiro. E sei que às vezes dá medo dessas mudanças, mas lembra do seguinte, toda vez que uma nova regra entra, ela balança as estruturas do jogo.
Quem se prepara primeiro acaba conseguindo levar a vantagem. Pode pegar todas as mudanças que a gente teve, né? Pode ser pandemia, etc.
Você vai conhecer gente que enriqueceu em todas essas janelas. Isso aqui é só mais uma janela que se transforma em uma excelente oportunidade. Ah, não, Raul, tô com medo.
Sei lá o quê. Se não fizer nada, vai acontecer de todo jeito, né? Então vai lá e faz.
Eu vou verificar agora se vocês deixarem algum comentário legal. O Muriçoqueiro na Europa falou: "A declaração do Vorcaro também saiu nesses dados". Então saiu a declaração de todo mundo, só que tá compilado.
Você não tem como ver só a do Vorcaro, né? Mas lá tem na distribuição de dividendos dos dados que a receita pagou. Tinha lá muita coisa.
Depois que eu soltei o vídeo, a receita pagou. Valéria 43164. Pois é.
É verdade que se eu colocar na corretora 200. 000 para fazer trade que esse dinheiro pode ser perdido se a corretora quebrar? Caramba.
Primeira coisa, né? Dinheiro vai ser perdido de todo jeito. Você entrar numa corretora para fazer trade, você vai perder dinheiro.
Então não importa muito, mas na prática todo saldo de conta de corretora, né, ele pode ser perdido se você tiver lá no saldo. Quando eu investir aí não, por exemplo, se eu peguei as os dinheiros e comprei ações da Petrobras, se a corretora quebrar, não acontece nada. Se eu peguei o dinheiro e investi no CDB, se a corretora quebrar, não acontece nada.
Se eu peguei o dinheiro e investir no tesouro, se a corretora quebrar, não acontece nada. Só troco a custódia. Se o dinheiro está no saldo parado, aí sim, né?
Se isso é saldo de banco, corretora aqui também é banco, até 250. 000 Tá protegido. Agora passou disso aí, você fica sem proteção.