E o bacana disso é que você trouxe realmente as pessoas que de certa maneira já orbitavam o seu universo, né? Sim, sim, sim. Com certeza.
Isso, isso que é bacana. Isso que é bacana. Queria dar só uma mais uma contextualizada aqui pra galera que vai nos assistir.
Esse disco chega em 2001, né? Você já tinha mais de 20 anos de estrada, como a gente comentou aqui. Já tinha vivido de tudo dentro do Barão Vermelho, sucesso, mudanças internas, a saída do Kazusa, assumir o vocal da banda.
Então assim, em algum momento você pensou, será que as pessoas vão aceitar o frejar sozinho? Não, engraçado, essa dúvida eu não tinha. Essa dúvida eu não tinha.
A minha preocupação é que as pessoas achassem que porque eu tava fazendo um disco solo, eu tava saindo da banda. Uhum. Porque não era isso que tava acontecendo.
Sim. né? Só que aí dentro desse processo de gravar o disco e de ter que descobrir uma sonoridade própria, eu percebi que o que eu estava fazendo ali era um processo importante para todo mundo da banda, não só para mim.
Entendi. E percebi que eh para consolidar isso que eu tava fazendo, já que eu tinha visto a importância e a e a o desafio que era criar uma personalidade fora da banda, eh eu chamei todo mundo para para uma reunião antes do disco sair para não ter nem a possibilidade de dizer assim, ó, ah, esperou fazer sucesso para ver o que que ia dar. Não, chamei todo mundo, falei: "Gente, olha só, tô chamando vocês aqui e aí eu tinha falado para vocês que eu ia gravar um disco, ia voltar.
Não vai ser assim. Vou gravar dois discos porque eu percebi que eu preciso de mais tempo e de mais tempo de trabalho para consolidar isso que eu tô fazendo. E queria falar para vocês que acho que vocês deviam fazer o mesmo, porque é muito importante que todo mundo tenha alguma coisa fora do Barão Vermelho, porque o Barão Vermelho não pode ser o único núcleo musical e profissional nosso, porque senão a gente vai ficar amarrado nisso.
Isso não vai ser bom para nós e nem pro grupo. E eu falei isso antes de lançar o primeiro disco. Aí as pessoas ficaram meio assim porque, pô, mal bem ia ser mais tempo de espera sentar na estrada.
Aí que que aconteceu? Eu fiz o meu segundo disco, fui pra estrada com ele e aí voltamos a trabalhar novamente com Barão Vermelho. Então eu cumprimente o que eu tinha colocado para eles e foi para mim foi positivo em termos artísticos.
Claro, em em termos de mercado de show foi péssimo, porque quando eu parei em 2003, eu já tava num momento muito bom do meu trabalho solo dentro do mercado. E quando eu voltei pro Barão, nós fizemos a turnê que a gente gravou o disco vermelho, né, de 2004, que é um disco que eu adoro, eu adoro aquele disco. E depois fizemos o disco da MTV, o MTV ao vivo.
E aí a gente, e eu voltei pra estrada em 2007. A minha carreira já tava de novo no zero. Entendi.
Tava na estaca zero. Voltei para lá. Nada do que eu tinha feito até valia.
Tive que começar tudo de novo, né? Então é assim, só tô falando isso para ficar assim, para contextualizar, mas não é uma coisa que que cabe aqui pra gente falar do disco. Agora falando do disco, eu eu achei interessante assim porque ele tem realmente uma quantidade de parcerias bem diversas, né?
Tem coisas do com Bruno Levson, com Maurício, eh com Jorge Rael, Mauro Santa Cecília, Alvin, que é um parceiro querido, que eu adoro as músicas que eu faço com Alvin. Depois com ele no disco seguinte fiz o Homem não chora, que é uma música que eu gosto muito também. E a gente tem uma maneira de trabalhar muito curiosa, que a gente não se encontra, a gente nunca teve junto para fazer nenhuma música.
Ele manda um pedaço, ele manda um pedaço de letra, eu mando um pedaço de música para ele. Depois ele manda outro pedaço de letra, [risadas] manda outro pedaço de música. Quando a gente vê, a gente tem uma música pronta e ninguém se viu.
Tá certo? [risadas] É, é curioso. Eu não, nunca tinha feito música assim, mas rolou, rolou e ficou bom.
Ficou bom. Deu liga, tem você se tem você se parece com todo mundo, que é uma parceria minha com Cuz e na verdade essa música ela tem uma explicação para tá aqui. Ela foi gravada no Maior Abandonado e ela foi uma música que não foi muito trabalhada no sentido da banda trabalhá-la para conseguir o melhor resultado.
Então eu fiquei um pouco frustrado com o resultado final que ela teve e sempre achei que ela não tinha sido gravada à altura. Então eu tinha a necessidade de fazer isso. E curiosamente assim, quase todas essas músicas elas tinham uma versão de violão e voz, né, para as pessoas ouvirem, poderem opinar o que que o que que ia ter de de para poder dizer: "Ah, eu quero que fique essa, eu não quero nesse processo de seleção que eu falei anteriormente.
" O você se parece com todo mundo. Ela tinha um violão em voz, que é esse mesmo violão em voz que tá aqui na gravação. Todo mundo tocou em cima disso porque já era tão forte a maneira como eu tinha tocado e cantado, ela já tava tão pronta que eu não tinha o que acrescentar.
Eu falei: "Eu não vou regravar isso, não vai ficar melhor do que isso". Aí sim. E aí a gente gravou a bateria, o baixo e aliás o baixo acho que até sou eu.
É, a gente gravou o o a bateria, o baixo e depois o o Maurício botou um órgão e o Ih, tem uma coisa errada aqui, ó. Otil guitar é do Rick, não é do Tom Capone. Tá aqui, tá pedal e teclado Tom Capolho.
O Tom deve ter feito algum teclado, mas o pé da Steel era é do do Rick Ferreira. Ih, rapaz. R Ferreira.
Rico Ferreira. Pode. Eu tenho aqui.
Quer ver? Especialidade do Rick, né? Não, especialidade.
Ele é um dos maiores guitarristas desse negócio no no Brasil, com certeza. Aí um dos grandes no mundo. Quer ver?
Ó aqui. Cadê? Você se parece com todo mundo.
Onde tá? Vou tô pegar o CD aqui. Sim, sim.
É, é. Na verdade aqui o o o crédito do Tom vem teclados separado. Eles juntaram na hora da arte final.
Alguém se atrapalhou e botou pedal stetil guitarrula, teclado capol. Na verdadeira, pedal guitarra, uma coisa só. Teclado estou capone.
Vou falar, vou falar pro pros meninos para na próxima vez se sair uma nova edição. Agora essa agora vai ficar mais rara, hein? [risadas] Essa vai ficar mais rara porque os colecionadores são malucos.
Sim, sim. O cara aqui é que tem um erro. O cara tem um errinho na edição mais cara.
Verdade. Eu quando eu quando comprava vinil tinha uns amigos maluco assim, não, porque esse disco é a edição italiana. Eu falei: "O som é melhor".
Não, não, não é isso. É porque a edição italian falei: "Mas o som é melhor? " Não, som melhor é da edição inglesa.
Eu falei: "O cara, é edição inglesa, porra". Claro, mas o cara compra porque a edição é italiana. Ei italiana, pô, é raríssima.
Só tiveram a pressagem. Foi meio, pô, para mim não faz a menor diferença. Eu quero ouvir a música, né?
É lógico que uma capa diferente, por exemplo, quando tinha o Hendrix, que tinha a edição americana da capa e a edição eh inglesa e as capas eram diferentes, aí você pode escolher uma capa ou outra que você goste mais, mas a qualidade do som do disc é parilha, né? Apesar de que eu sempre gostei, eu sempre gostei mais das, desculpa te interrompe só para comparar, eu sempre gostei mais das edições inglesas, as masterizações inglesas do que as americanas. Eu também.
a discografia dos bitos que que que o diga, né? Prefiro mil vezes a britânica do que a americana. Verdade.
É os estôos também, né? Os estô também é aquele começo de carreira deles dois, tanto dos bos quantos é caótico, né? Porque é coisa completamente diferente lançada num país e outro.
Mas é engraçado porque eu acho que como o americano, as pessoas que trabalhavam em estúdio já eram muito ligadas em Hi-Fi, o som já vinha muito bombado. Sim. Enquanto que a a a masterização inglesa, ela funcionava em qualquer lugar.
O cara podia ouvir numa vitrola porcaria que não soava bem. O cara botava num som high-fi maravilhoso também soava bem. Então eu sempre preferi, se eu pudesse escolher, eu pregava aprens inglesa e não americana.
Yeah.