Cast, como vocês estão? Tudo bem? Estamos começando mais um podcast aqui diretamente dos estúdios da Futuracast TV. Se você ainda não conheceu o nosso canal, já se inscreva, deixe seu like aqui. Nós temos muito conteúdo legal todos os dias da semana. Então eu te convido, siga todas as nossas redes sociais. E agora nosso Spotify está como @futuricastv. É isso mesmo, estamos começando do zero Nosso Spotify. E eu quero convidar você a estar lá conosco. Entra lá, deixa aquele coraçãozinho, deixa seu like, adiciona sua lista de favoritos que eu tenho certeza que você não vai se
arrepender. Aqui nós temos conteúdo todo dia e lógico para te agradar que eu tenho certeza que um deles você vai ficar muito feliz em assistir. Hoje nós vamos conversar com o homem que tá em todas as paradas de sucesso agora. Eu tô muito feliz em recebê-lo, já aceitou Nosso convite de pronto. Estávamos ansiosos para recebê-lo aqui e a gente vai trocar uma ideia muito legal. Queria agradecer Fábio Paganoto, coronel da Polícia Militar de São Paulo. >> Ô Diegão, obrigado, cara. Obrigado, meu irmão, por estar conosco. Tô muito feliz, de verdade, assim mesmo, sem rasgação de
seda, mas fiquei muito feliz quando vocês aceitaram estar conosco, porque >> é conteúdo muito bom e eu tenho certeza Que hoje aqui a gente vai tentar aproveitar o máximo. >> Não, a gente tava até comentando fora aqui, convidou, eu dou um jeito, encaixo na agenda, né? Legal. >> É que como deu uma estourada aí, tem muita visualização, a gente tá recebendo bastante convite. Então, às vezes a gente precisa jogar um pouquinho pra frente e tal, mas a gente não fala não, cara. Não importa o tamanho do podcast, O lugar. >> Eu e o Marcelino aí,
o parceiro, a gente tá rodando mais que caminhoneiro, cara. [risadas] >> Já rodou km já em São Paulo. Já nós rodamos em um mês 15.000 km. É, velho. É, eu eu tô com saudade da época que eu tava na ativa, viu? Tava trabalhando menos, >> tava 12 por 36. >> É, de vez em quando eu ia para casa. Do jeito que a coisa tá hoje tá complicado. >> Caramba, que legal. E como começou esse bom an? Porque querendo ou não, as suas redes sociais ultimamente tem aparecido para todo mundo. É corte para todo lado, seguindo,
não seguindo, tá aparecendo lá. Como que começou esse bom aí? É, eu tô perseguindo pessoas, pô. A pessoa nem quer saber de mim, do assunto, mas aparece. >> É. E cara, é um negócio muito louco, muito louco, porque eu fiquei 35, 35 anos na função pública, mas eu era um Cara discreto. Eu não era totalmente discreto. Por quê? Porque teve uma fase da minha vida que eu tava na rota que por ordem do comando, a as televisões, eh, Cidade Alerta, Rota do Crime, esses programas assim, >> sim, >> eles eles vinham na rota e como
eu comandava a maior parte dos 5 anos que eu comandei pelotão, 3 anos eu comandei matutina, >> certo? >> E esse pessoal de TV eles fazem horário matutino, >> certo? >> O último programa eles vão gravar 17 horas, entendeu? Então, e essa essa galera desses programas policiais ficavam em cima de mim, do coronel Racortte, que hoje é o comandante do Choque, tenente Mauro, que também eh ficou um tempo lá na Matutina, os caras que eram do desse horário da matutina apareciam mais na TV, né? Uma Ou outra ocorrência de vulto da parte já do fim
da tarde noturna, eles vinham, mas eles faziam eh eh gravado, né? Não, ao vivo com a gente na viatura. Eles estavam o tempo todo ali já filmando, colado com a viatura. >> Sim. >> Então essa fase da minha vida, eu apareci um pouco. Aí depois conforme você vai galgando o comando, a hora que eu já cheguei em comando de unidade no policiamento rodoviário, eu eu dava Algumas entrevistas, eu tive alguns casos emblemáticos, por exemplo, o soldado patrocínio lá que sequestraram e mataram ele na favela do Eliópolis. Aquela semana eu apareci na TV quase todos os
dias. Então, dizer para você que eu era totalmente discreto, aí eu vou est mentindo porque tem muito conteúdo meu na internet aí desse dessa fase. Tanto que agora que eu comecei a aparecer mais, cara, eh, você vai no YouTube, no Google, coloca meu nome, Começa a aparecer coisas de quando eu era novo, né? Porque tem na tem um cara que fez muita matéria comigo, me acompanhou demais, que é um irmão, o cara foi meu casamento tava junto, tal, que é o Ulisses Rocha. Ulisses Rocha trabalhava no no Cidade Alerta, era e repórter de campo. Ele
tem uma página no Google, na na na nas mídias, aí você coloca meu nome, ela tem bastante matéria minha, que ele era o repórter, >> entendeu? Então, agora que a gente tá Aparecendo demais, quando a gente pesquisa para divulgar alguma coisa, eu acho, >> mas eu não tinha nem esse costume, cara. Até até o dia 7 de janeiro, que foi quando eu passei pra reserva, eu passei pra reserva dia 7 de janeiro, >> certo? Até o dia 7 de janeiro eu não tinha Instagram não. >> Low profile, >> não, completamente. Porque é assim, ó. Eu
sempre soube que as coisas que eu que eu mexi com a minha tropa eram coisas de alto risco, >> tá? >> Entendeu? Só que a parte mais arriscada da nossa vida foi 2002 para agora, 23 anos atrás. Então, além de já ter dado um um uma amadurecida nisso tudo, a parte jurídica já ter também estabilizado, porque a gente já respondeu tudo que tinha que responder, >> certo? >> Os processos foram arquivados, tal, muita coisa já prescreveu, tem coisa que não, coisas mais recentes que eu conto que não, mas coisas mais graves. Aí eu tô falando
aquele alto risco de de assim, ó, melhor não contar, melhor não falar essas coisas. eh, já juridicamente e também em termos de ódio, a coisa já deu uma acalmada. Mas eu eu tinha até o dia 7 de janeiro a preocupação com a Minha instituição, porque dentro da minha instituição tem todo um regramento para você poder falar coisas que você tem que subordinar isso ao comando. E eu sempre respeitei hierarquia e disciplina. Então eu não ia ficar mandando documento pro comando da instituição falando, ó, eu quero contar coisas minhas do passado. Os cara qual intenção disso?
Que que você quer com isso? >> Certo. >> E outra, você tá nativa, você não vai se expor. >> Então eu eu nem eu nem procurava isso, entendeu? Eh eh a gente no comando, cara, quando você tá exercendo o comando e isso tem muito praça, muito praça que faz cortezinho, vídeo de internet. que aí é complicado, porque você discutir e e criticar coisas que você não faz é fácil, né? >> Sim. >> É assim, ó. Por exemplo, você hoje é dono de um podcast, eu sento aqui e vou ficar te dizendo como deveria ser seu
podcast. Eu sou um idiota. Eu não, não, eu não sinto na pele o que você sente. Você sabe o que é um podcast? Você sabe a dificuldade que é que tá tudo aqui que ninguém vê aí atrás, ó. essa estrutura toda que você montou, essas duas moças que estão te ajudando, sua filha tal, vocês sentem na pele o que é conduzir um Podcast? >> Eu não. >> Então, para você criticar um comandante, você tem que sentar na pele de um comandante e entender a carreira até chegar ali como é que foi e entender como são
as dinâmicas de comando. Porque vou fazer um paralelo para você entender. Você é um supervisor na Coca-Cola. Ele vai lá na na base lá conversar com quem tá fazendo as misturas na fábrica, Com quem vai fazer o engarrafamento, com quem vai colocar as coisas nas caixas, com quem vai distribuir. Isso é uma conversa. A conversa do gerente de RH que ele precisa otimizar serviço é outra. A a conversa com o gerente comercial é outra. A a a conversa com o vice-presidente é outra. São níveis de conversa estratégico que você não você não são iguais, entendeu?
E quando você exerce Comando na polícia é exatamente a mesma coisa. Porque quer ver, ó, você a gente sai soldado, nós soldado e cabo na viatura. Você sabe que ali tem um cara que é vagabundão, que é não gosta de fazer o que tem que fazer. O que que você faz? falar: "Mano, eu vou montar minha equipe aqui, eu vou fazer a minha, ele com os problemas dele. Quem tem que cuidar da vida dele não sou eu, o chefe. Eu venho fazer o meu. Quem é chefe dele que se vire de perceber que ele não
Presta. Você terceiriza a responsabilidade. Quem é chefe não, mano. >> Quem é chefe tem que cuidar do bom e do ruim. Até eh para você prestigiar o bom, você tem que você tem que dar paulada no ruim. Você tá entendendo? Então essa responsabilidade nas costas de quem tem nível de chefia, que aí começa do sargento para cima, é super complicado, entendeu? Então eh, quer ver um um outro Exemplo rápido para você entender? É assim, ó. A instituição, a Polícia Militar, >> a Polícia Militar é uma profissão completamente diferente de todas as outras, todas as outras.
E aonde eu falo, onde eu falo que ela é muito diferente, é você ir em todos os quartéis da PM e dar uma olhadinha na galeria de heróis. Você vai ver quantos cara mortos em serviço. O meu batalhão tinha 80 mortos Em serviços, o primeiro batalhão rodoviário na história dele, >> certo? >> Teve ano que morreram oito cara trabalhando lá, 40 vítimas de acidente de trânsito, porque na rodoviária o paisano atropela o polícia mesmo, não tá nem aí. E 40 baleados. Então, em que empresa que você entra e fala assim, deixa eu ver quantos morreram
trabalhando aqui? O Mácio vai Ver que estamos três dias sem acidente de 10, exemplo, tipo assim, >> é acidente. >> É acidente só, >> mas dificilmente um fatal. Os batalhões, cara, tem galeria de heróis em todos os quartéis. Ou seja, a Polícia Militar, ela é uma instituição de altíssimo risco, é uma profissão de altíssimo risco. E isso o que que cria nisso? Se você tivesse um um trabalho onde todo toda Hora tem gente morrendo, gente ficando alejada, gente indo pra cadeia, gente, gente dando muito mais do que o restante dá em prol de terceiro, isso
cria uma união, isso cria alguns estigmas, isso cria algumas tradições, eh, isso isso fecha em valores, em Aí é assim, ó. Eu num dia eu vou lá enterrar um colega que tomou tiro na cara de serviço e entrego a farda ou a bandeira do estado ou a bandeira do Brasil pra família. Aí no outro dia vem um desgraça de um recruta e resolve fazer uma dancinha com a mesma farda. Cara, os caras que são aguerrido na rua, que que ama a farda, os caras não suporta ver isso, entendeu? Então não adianta você vir com coisa
moderninha falando: "Não, mas agora a gente é uma polícia mais comunitária, a gente quer se aproximar do povo e a dancinha do TikTok hoje é cultural, é do Brasil. É o Eu ia falar Palavrão já, minha mãe não quer que eu fale palavrão. É o caramba. Farda é farda, militar é militar, polícia é polícia. A gente tem que respeitar quem deu a vida nesse lugar. E aí você E aí eu vou chegar onde onde eu ia eu ia te dar como exemplo. Eu no comando, eu tenho um setor de inteligência, >> certo? E o setor
de inteligência ele produz o tempo todo informação. Os caras que tão ali dentro de Lugarzinho fechado, eles estão monitorando a atividade do quartel o tempo todo, dentro e fora. Ele quer saber com que você tá trabalhando para saber porque que você tem dinheiro. Porque o seu nível de salário é 3 con me 4 con5 meio, sei lá. O soldado vai 4 e meio, você não pode chegar de Land Rover, porque se você chegar de Land Rover, ele vai pesquisar da onde tá vindo esse milhão. >> Entendi. >> Aí se você for um dono de uma
empresa bem-sucedida ou você é filho de rico, eu tenho um sobrinho, eu tenho um primo meu que o pai tem quadra de tênis e casa e piscina aquecida na casa. Ele é louco, ele resolveu ser soldado da PM. O pai quer matar e ele falava: "Meu, você vai tocar a empresa? Ele não quer ser PM". >> Aham. e entrou na polícia, trabalha no 18º batalhão. Caramba, >> chegava no batalhão de Audi aquele Audi A5. O o outro certeza que a inteligência pesquisou a vida inteira dele, porque como é que um soldado recruta chega dia 5?
>> Sim, >> mas é filho de rico que é louco. Xope queria CPM, entendeu? Tem esses casos, >> só que tem caso que você vai puxar lá, não, não justifica e aí você tem que começar a investigar. E aí você vai investigando mídia, rede, rede social. rede social, o serviço de inteligência Da PM acompanha tudo. Existe hoje alguns robôs na internet, na na tecnologia, não é na internet, na tecnologia que você elenca palavras chaves. Então vamos, vamos supor que a gente colocar colocaria assim, ó, future, tudo que aparecesse na web, na deep web, em todo
o ambiente de de rede social com a palavra filter, ele vai ele vai captar, entendeu? >> Sim. Então, hoje um serviço de inteligência, eu coloco o nome, eu posso colocar o nome de todo o nome de guerra de todos os policiais ali que me interessam uma investigação e eu vou botar ali, vai vir tudo. O a o serviço de inteligência monitora. Aí chega para você que é comandante, fala assim: "Comando tá aqui, ó, dá uma olhada, vê o que o senhor vai fazer". Aí o cara chega para você e fala assim: "Ó, esse aqui, ó,
é a rede social da Soldado Maria". Aí você entra na rede social dela, no Instagram dela, ela tá na foto com a viatura do policiamento rodoviário, tô dando exemplo, tá? Policiamento ambiental, policiamento rodoviário. Ela tá lá fazendo maior cara de mal com os colegas dela, fardado, >> escrito alguma coisa assim: "Mais um dia de luta contra o crime". Pô, todo mundo batendo palma. Monte de visualização. Ela tá top na visualização. Embaixo ela faz uma foto da festinha da da casa dela, de aniversário dela. Ela coloca no bolo dela a vela é um pênis desse tamanho
e ela fica fazendo um videozinho como se ela tivesse fazendo sexo oral com a vela. Aí já não casa. Aí você tem que chamar a colega e falar assim: "Vildo, senta aí". Deixa eu falar uma coisa para você. Você monta dois insta, um soldado fulana e ali você só vai colocar coisa da polícia séria. Divulga a instituição, Tudo bacana, sem problema. E na outra você coloca assim: a a extrovertida fulana, beleza? Só que lá você não põe nada da Polícia Militar, porque não vincule a sua imagem da Polícia Militar com coisa que atenta contra os
valores. Aí você vai falar: "Mas uma brincadeirinha dessa atenta contra os valores? Atenta, cara. Porque a tropa da Polícia Militar quer coisa séria quando envolve a farda. >> Lógico, >> ela não quer circo. >> Ela não quer circo, entendeu? Sim. >> Então, eh, quando a gente tá nativa como comandante, quando a gente ainda exerce função de comando, para você ter moral para chamar a atenção de um policial desse, para você ter moral para tocar um inquérito, um processo que apura uma conduta dessa, você não tem que ficar se expondo, porque senão, sabe o que acontece
lá no quartel? Os caras vão falar assim: "Olha, ele não quer que o praça aparece apareça porque ele quer aparecer. Aí a tropa faz esse comentário, fala assim, ó: "Quando o polícia aparece na rede social, eles vêm e arrebentam, mas o comandante faz o que quer na rede social". Uma vez, cara, uma vez, acho que eu eu nem eu nunca falei isso em podcast, uma vez eu tava indo >> no policiamento rodoviário, você tem motorista e viatura fixo, carga que a Gente chama. Por quê? Porque você desloca trechos muito grande. Eu cheguei a rodar em
uma em um turno de 12 horas de serviço, 500, 600 km num turno. >> Você roda muito. A área do meu batalhão era da divisa do Paraná ao Rio de Janeiro. >> Muita coisa >> que eu comandava. É, >> e o sistema cheto imigrantes. Então, se você realmente pega, ó, tem um pelotão que eu comandava em Pariqueraçu, Eu em 8 anos de comando, eu fui lá duas vezes, mas lá tem capitão, tem tenente que tava subordinado a mim. Mas assim, você rodar a área do batalhão inteiro é raro, >> porque você fica principalmente nas áreas
onde tem mais problema, mais bo. Você não fica indo para, ah, vim aqui para passear. Você tá o tempo todo resolvendo bo. Então você você foca onde o negócio estoura, entendeu? Se eu for lá paraa Pariquera, o sistema encheito Imigrantes trava, que é o que vai pro Porto, eu tô passeando lá na divisa com o Paraná. Então você foca onde tem mais problema. E aí, cara, eh, é é assim, ó. Um dia eu tava indo trabalhar e e o meu motorista tava fazendo o estágio do ano. Eles fazem um estágio por ano. Eles não, todo
policial militar tem que fazer o estágio de aprimoramento profissional uma vez por ano. É uma semana revendo tudo que é de mais importante de normas, >> certo? >> Esse estágio. E eu tava sem motorista, eu resolvi ir com o meu carro. Cara, como eu tava usando muito pouco o meu carro porque eu trabalhava todos os dias de viatura, cara, eu me perdi no licenciamento dele. Eu não fiz no mês que tinha que fazer. E aí naquele dia eu tava indo trabalhar, o final da minha placa, eu falei: "Porra, se eu não me engano, meu carro
eh venceu agora o licenciamento". Catei, entrei no Aplicativo que eu tenho de polícia. Bom, quando eu botei, fazia uns dois dias que eu não que tinha vencido o meu licenciamento. Falei: "Nossa, velho, >> vacilei, cara, na hora, juro, juro para você, eu entrei num posto de gasolina, entrei, paguei o licenciamento na hora e demora uns período ali para >> cair no sistema. >> Para cair no sistema. Eu fui, deixei meu carro na rua de trás do batalhão, cheguei a pé no Eu comandante coronel, Velho. Cheguei a pé no batalhão, fui na minha sala, me troquei,
fiquei esperando. A hora que eu deu o enter, que eu vi que licenciou, que tava OK, eu fui buscar meu carro na rua para entrar com ele no batalhão. Porque se eu entro no batalhão com o carro constando que o licenciamento tá atrasado, que exemplo que eu tô dando de comando >> forte, hein? >> E quer outro exemplo que eu te que eu te dou também? Esse é isso que eu já falei em podcast, teve um ano, há uns há uns anos atrás, é uns 3 4 anos atrás, dia 31 de dezembro eu recebi a
seguinte ligação. Ô coronel, tudo bem? Tudo bem. Nós estamos parado aqui em Maresias, veículo tal, placa tal, quem tá no volante é fulano de tal, mesmo sobrenome que o meu, idêntico. >> Ô louco. >> Aí eu falei assim: "Ah, que que tem?" Então ele ingeriu bebida alcoólica. Aí eu falei assim: "E por que que vocês estão me ligando?" Falei: "Não, porque a gente viu que ele é o que ele é do senhor." Eu falei: "Se vocês já viram, vocês não tinham nem que estar me ligando. Toma providência." Esse meu parente recolheram o veículo, parente de
primeiro grau. Recolheram o veículo, fizeram a multa de 3.000 e a habilitação dele suspendeu. Minha mãe ficou sem falar comigo uns três meses, brava comigo. Toda vez me olhava bravo, mas a unidade do meu batalhão prendeu meu parente de primeiro grau, >> tá? >> Você tá entendendo? E esse meu parente é tão decente, tão decente, que ele nunca reclamou, nunca me olhou de cara feia. No dia até ele falou: "Pô, teu pessoal me tratou super bem e eu pisei na bola. Isso nunca mais vai acontecer". Ele Esperou a a suspensão, fez o curso, hoje ele
tá habilitado de novo, serviu de exemplo para ele. Mas o que eu falo para você, por que que eu conto esse exemplo? E esse exemplo tá lá no meu batalhão. Quem achar que eu tô mentido, corre lá, eu passo, pega a placa, tem o mesmo sobrenome que o meu, vai ver que foi tomada a providência. >> Sim. Por que que eu conto essa história? Porque assim, ó, você acha que eu não tinha vontade de falar assim, ô meu cara É é meu meu tal coisa, libera ele, pô. Claro que eu tinha vontade. Vou acabar com
a vida de uma pessoa que frequenta a minha casa. >> Aham. >> O problema não é esse, cara. Eu tinha 30 inquéritos lá que iam dar prisão e expulsão de policiais que eu tocava como encarregado, como comandante. Com que moral? No dia seguinte, eu faço assim, ó. Opino pela expulsão do policial militar que pegou R$ 100 da mão do Condutor que tava alcoolizado. >> O policial na hora ele vai falar assim: "Ah, opa, ó, vai no zap, vai nos nos haters de Instagram. Caramba, a denúncia, comandante do batalhão, tal, liga e manda liberar o parente."
Sai na hora, velho. Na hora. Entendeu? Isso viraliza rápido, >> mas rápido, rápido, rápido, entendeu? Então, eh, a gente tem que ter, eu era muito low profile, muito, muito discreto Com mídia, com isso tudo, por causa dessa função. Quando você tá em função de comando, você tem que ficar tomando decisões que são terríveis para para dentro da unidade. Aham. >> Você tem que ficar toda hora batendo em quem não presta, >> entendeu? É, é, é, é bem difícil, cara. As decisões da gente como, como oficial. Você não ser comandante é fácil você criticar. Eu vou
dar um outro um outro exemplo Para vocês. Esse exemplo eu uso na escola. Eu usava quando eu dava aula na escola de sargento. Eu virava pros sargentos, eu falava assim: "Cara, vocês fizeram, ó, mas ó, entenda para quem eu tô falando. Isso aí eu fazia uma brincadeira, tá? Eu eu valorizo demais o sargento, porque o sargento é o cara que realmente vai vai fazer o pelotão ser bom ou ruim, porque ele é o líder líder de pista, é aquele cara que é o chefe de Quem tá com a mão na massa. Mas eu chegava na
escola de sargento na minha primeira aula, eu falava assim: "Cara, que merda que vocês fizeram, hein, pô? Vocês vão agora se tornar chefe para ganhar uma merrequinha mais. Vocês como cab soldado podia muito bem ver as coisas errada e falar assim: "Mano, eu vou cuidar da minha, deixa o outro aí fazendo coisa errada e o sargento que se vire". Vocês agora como sargento, se o soldado E o cabo fizer coisa errada e você não tomar providência, você entra na solidária. Tudo que der de ruim do teu pelotão, o tenente vai chamar, o capitão vai pegar
e vai chamar o sargento e vai falar: "Porra, meu, a sua tropa é é a sua cara. É isso. O sargento, ele é a o pelotão é a cara dele, ele que é o comandante. Então eu falava pros caras, pelo tanto de dinheiro que vocês vão ganhar, vocês abraçaram esse BO, vocês são tudo doido. Eu eu fazia essa brincadeira para para começar a provocar neles a virada da chave do que é ser chefe. >> Sim. Tanto que eu falava para nos pelotões o seguinte, eu falava assim, ó, eu não voltaria sargento, onde eu era cabo
e soldado. Eu sempre dava a dica do seguinte: vai vá para outro batalhão, porque aquele seu amigo que não consegue passar no curso de sargento ou por alguma razão não quer, ele vai ter dificuldade de te enxergar como chefe, Porque até outro dia você tava junto com ele, ele acha que você é truta, que você é brother. >> É. Não tem problema de você ser amigo do sargento. Eu sou padrinho de filhos de sargentos. A gente toma cachaça, dá risada, fala merda, é amigo. Só que dentro da unidade, eu sou comandante, ele é isso. O
soldado tem que chamar ele de comandante. Tem que ter essa essa esse nível hierárquico para ter respeito com As ordens. E aí eu ia te dar um exemplo. Eu eu era capitão na zona norte, >> certo? Eh, tem um um uma situação lá de uma pessoa que é envolvida com mídia, que ele é bastante articulado, vamos dizer assim. E um dia eu recebi uma ligação de um coronel falando para mim assim, ó: "O fulano vai pra praia, deixa uma viatura estacionada na rua dele, porque ele tá com medo de furtar Em alguma coisa da casa
dele." Cara, me deu vontade de virar para esse coronel e falar: "Ô, comando, a quantidade de imposto que ele paga é a mesma que todo mundo por que que ele tem esse direito de uma coisa tão ridícula como essa?" A gente, a gente com um monte de assalto, roubo, caramba, o cara tá preocupado com furto na casa dele. Mas eu não sou louco. Eu sei como é que funciona a estrutura. >> Aham. >> Hierárquica. >> Sim. >> Você tá entendendo? Eu eu eu sei a a força de um coronel. Eu virei para ele e falei:
"Sim, senhor, porque eu sou militar. A ordem, apesar dela ser imoral, ela não era ilegal". Aí eu peguei e falei assim: "Senhor". Liguei pro sargento e pro tenente, falei para eles, ó, é para deixar uma viatura na rua tal, só que coloca sem prejuízo. Se der ocorrência, lance em relatório, avisa o comando e pode sair. Tiver desocupada, estaciona ali. Cara, eu tenho certeza, mas certeza absoluta que o sargento já falou: "Ah, é a rua do fulano." [ __ ] que sacanagem. tão prestigiando o cara. Certeza que ele pensou isso? >> Sim. >> E eu tenho
muito mais certeza ainda que a hora que ele chegou pra viatura e Falou assim, ó, estaciona sem prejuízo lá na rua tal, número tal, o que que os caras falaram? É aquele filho da É lá, pô, que baixaria. O comando tá fazendo isso da gente ficar fazendo segurança particular pro cara. Ten, eu tenho certeza que essa cadeia mental chegou no soldado. Chegou. >> Eu tenho certeza. Mas, meu amigo, dá ordem quem pode e cumpre quem quem tem juízo. Certo? >> Beleza. Ninguém veio falar nada para mim. Se tivesse falado, eu ia ser obrigado a ter
uma conversa, falar: "Amigão, você recebeu uma ordem, você cumpre do mesmo jeito que eu, >> certo?" >> Mas ninguém falou nada. Beleza. Só que o sargento era muito, muito chegadão do cabo soldado. Que que os polícias fizeram? Ah, [ __ ] ordem do caramba. Quer saber? Não vou ficar lá não. E ó, >> vazou. >> Vazaram. No que vazaram, o coronel aquele dia resolveu dar um rolezinho e passou lá. >> Cadê a viatura? >> Cadê a viatura? Na hora ele me ligou, falou: "Mano, eu não te dei uma ordem?" Deu: "Sim, senhor. Passei lá, a
viatura não tá". Eu falei: "Sem problema, vou tomar providência". Ele depois me passa o resultado, >> tá? >> Desligou. Eu liguei pro sargento, falei: "Meu, que ordem que eu te dei?" "Ah, para deixar a viatura lá". Falei: "Por que a viatura não estava?" Me manda cópia do relatório dizendo que naquele momento que o coronel passou tinha ocorrência em andamento. Ele: "Chefe, não tinha nesse momento." Falei: "Então, então os caras não cumpriram a ordem que você deu". Ele falou: "Pôxe, mas eu falei para cumprir". Falei: "Então agora Você vai tomar a providência e você vai instaurar
documento mandando eles informarem pra gente instaurar o procedimento disciplinar". E aí, cara? Esse é o grande problema. Eu te dei um exemplo bem mais simples, porque tem coisas que podem ser muito mais graves, porque nós somos uma tropa armada lidando com o crime. Mas um negócio tão idiotinha como esse, simples, se quem tá Na base não respeita a sua chefia, tem falha no cumprimento de missão. E a falha no cumprimento de missão sobra cadeia para todo mundo, porque é uma uma instituição militarizada, entendeu? >> Sim. Então, cara, é muito sério quando você assume função de
chefia e função de chefia pressupõe além da técnica, pressupõe também interesses políticos. O ou o pessoal acha que ah, Polícia Militar é a política, que nem a gente aprende nas escolas. É maior mentira. Quando você tá dentro da academia de polícia, nas escolas de formação, primeir, uma das primeiras coisas que coloco na sua cabeça é o seguinte: militar ele é a política, é uma instituição de estado e não é de governo. Isso é só bonito para falar na TV e no podcast, >> discurso. Aham. >> Porque na prática, meu amigo, esses caras tudo esses caras
forte de política, eles dão umas [ __ ] ordem que Você fala: "Porra, vamos cumprir, né? A gente é militar, >> não tem para onde correr, >> não tem, velho. E tem que ser assim. Eu não sou contra. Tem que, por que que tem que ser assim? >> Certo. >> Porque se a instituição não for cumpridora de ordem, descamba, descamba num nível hard. Eu vou dar o exemplo, um outro exemplo que eu já contei em vários podcast, então os Hater que eu podia ganhar com essa história, eu já ganhei, só vai aumentando. Um dia eu
estava lá nessa mesma companhia na zona norte, o sargento subiu e falou assim: "Chefe, nós estamos com mais de 40 ocorrências pendente, várias ocorrências pendente e não tem como atender ocorrência". Eu: "Como assim?" Ele falou assim: "É porque o nosso quartel era no fundo de uma delegacia". Ele falou assim: "Não, o colega aí da Polícia Civil, ele Atravessou a caminhonete dele lá e não entra e não sai viatura". Falei, pede para ele tirar. Ele falou: "E já pediram? Ele, ele se recusa." Falei: "Como é que é?" Falou: "É". Ele falou que não vai tirar. Falei:
"Pera". Aí eu desci. Aí eu subi e fui falar com a delegada titular, porque a delegada titular era minha colega de inconsegue. Então, meu relacionamento com ela era do mesmo nível, parceria. Aí cheguei na sala dela, deu um beijo, ô doutora, ô Capitão. Ah, falei: "Puta, nós estamos com probleminha". Ela falou: "Que que foi?" Eu falei assim: "Não, um funcionário da senhora parou o carro atravessado lá na passagem das viaturas e falou que não vai tirar." Ela: "É, não vai tirar". Desceu. Quando desceu lá na base, ela chamou um um chefe do do dos tira
lá, cara decente, tinha sido inclusive sargenta na rota. Aí ela falou: "Ô fulano, que que esse trambolho, esse carro enorme tá Atravessado aqui". Aí ele virou para ela, falou assim: "É, doutora, é do fulano". Ela olhou para mim e falou assim: "Ai, capitão, ele não vai tirar. Tem como o senhor sair pela entrada, pela contramão, a gente mudar tudo aqui?" Agora eu fiquei curioso. >> Eu virei para ela falei assim: "Ó, doutora, a senhora não me leva mal, >> eu vou acionar o guincho do trânsito, mas vai dar uma zica aqui. Eu vou prender esse
carro e acionar o guincho Do trânsito." Ela: "Ai, meu Deus do céu, que confusão que isso vai dar. Falar uma coisa pro senhor, ele não vai tirar". Cara, eu fiquei tipo assim, falei: "Ó, dentro da minha polícia, o não vai tirar é direto pro presídio, entendeu? É assim, você tá expulso da instituição, depois você cumprir a pena por desobediência. Você vai ficar lá uns dois aninhos cumprindo uma pena de desobediência e depois você tá expulso, Tá? Aí você fala: "É, mas é por causa desse exagero que tem polícia se suicidando? É por causa dessa da
de eh desses abusos. E para, amigão, são 84.000 pessoas com uma arma na cinta. Se eu der brecha para que cada um fazer o que quer, como fica isso? >> Justo. É, >> tem, vai ter cara botando arma na sua cara. Você chefe, o polícia vai tirar a arma e vai botar na sua cara. Nós vimos no centro. Você põe aí no YouTube, tem Uma discussão de dois soldados no centro da cidade, não >> é? Um saca, saca a pistola e bota na cara do outro com tudos paisando e volta olhando, falando: "Meu, a polícia
tá doente". >> Os cara gritando ainda, né? >> Aí, aí fica aquela historinha, ai a polícia tá doente, não é, meu amigo, não é? A polícia tá doente. O ser humano ele é o ser humano é problemático. A gente vê a quantidade de crime que tá aí, cada [ __ ] absurdo. >> Nego comendo as pernas da mulher, arrastando na marginal. Ou seja, tem louco de todo tipo. E os policiais eles não vêm de Marte não, eles vêm da sociedade normal. Você acha que não tem um monte de cara com desvio dentro das instituições? Claro
que tem. >> Claro que tem. O presídio militar tá cheio. Claro que tem cara com desvio. Então o que que a gente consegue controlar essa massa gigantesca de Pessoas armadas com hierarquia e disciplina? Boa. É desse jeito. É. É assim, ó. Eu eu me aposentei coronel. Eu nunca, nunca em 35 anos, tive coragem de dar uma resposta atravessada, eh, desrespeitosa para um chefe meu. Resposta eh resposta rígida e honesta eu tive, tanto que eu criei muitos inimigos na minha na minha carreira, porque eu falava realmente o que eu pensava. Me perguntou, tá querendo ouvir, então
não me pergunte. >> Certo? Ó, eu não, eu não, eu já sei que o coronel Paganoto pensa assim, não vou ele, eu nunca vou dar palavra para ele. Fala, ó, você, você fala, você, você fica quieto que eu já sei como você é. Não quer, quer dar uma de legalzinho e fala o que que você acha. Aí eu falo o que eu acho, o cara fica putaço. Isso é a coisa mais normal na polícia. dá a palavra para você, você fala o que você pensa, fica putaço. Então, normalmente, os comandantes que se dão melhores são
Aqueles que só falam o que o outro quer ouvir. Aí todo mundo fica feliz, né? Ele não fala o que ele pensa, ele fala o que o outro pensa. Eu só repito. >> Ah, eu acho que as viaturas têm que ser tudo azul. Que que você acha? As viaturas tem que ser tudo azul. Ah, gosto muito de você. Você acha que a viatura tem que ser azul, comando? Eu acho que não. Viatura azul vai confundir a gente com a Polícia Penal. Ah, você é Do contra, você não gosta do que eu gosto, né? Você próxima
movimentação você vai ver só. Te transfiro. E essa é a realidade na polícia. É mais ou menos assim, com alguns comandantes que não têm a o entendimento que comandar é você pegar a informação de todos os lugares que vem e aí você decide no final porque você é o grande chefe. Mas você ouve todo mundo mesmo com ideias diferentes. Tem uns caras que não t essa essa generosidade de querer ouvir o que os Outros têm a dizer. Pergunta só para ouvir o que ele já queria ouvir. Aí é ruim. Então, então a Polícia Militar, cara,
quando a gente tá em função de chefia, é bom ser discreto, porque tá todo mundo esperando se errar. Todo mundo. Quem torce por você, não. Quem torce por você não. Mas aquela galera do mal que faz coisa errada, ela quer pegar um erro teu para te amarrar, entendeu? >> Para te amarrar. Então esses caras, se Você errar, você tá [ __ ] >> Mas aí eu fiquei na dúvida de quem, por que que o cara não tirou o carro? >> Hã? >> Por que que o cara não tirou o carro? >> Não, ele tirou. Por
que que ele tirou? >> Não, não, porque a delegada mandou, porque ela nem foi falar com ele. >> Ela falou, falou que ele tinha problema psicológico, >> nem foi falar com ele. É que chegaram para ele e falaram assim: "Ó, o capitão Tá chamando o guincho do trânsito, seu carro vai sair daqui no guincho". E a delegada falou que pode tirar, >> você vai ficar seu carro. Aí ele desceu, entrou. Ah, mas ele não era do alto escalão não, tipo, >> não, ele era investigador. >> Aham. Tá. >> Ele ele ele desceu, entrou no carro
dele, bateu a porta com a [ __ ] força, saiu cantando o pneu, entrou na rua, praticamente num cavalo de pau e saiu Cantando pneu a milhão na frente de todo mundo. >> Ficou bravinho. >> Mas muito, tá, deve est até agora, >> até hoje. [risadas] >> Você tá entendendo? Então >> o o o escalonamento na maioria das vezes sobe pra cabeça da maioria ou não? o escalão tipo fala: "Putz, o cara tá gigante na polícia, isso sobe pra cabeça de alguns?" >> Na grande maioria não. Sabe por quê? Porque assim, ó, a a essa
essa é essa é outra coisa interessante. Você ouve muito maldosinho na internet falando >> certo >> como se a carreira de comandante fosse um tesão do início ao fim. Tipo, ai agora eu sou [ __ ] das galáxias, manda em todo mundo. Eu sou cara, ó, a minha carreira são 35 anos, certo? Do dos 16 primeiros anos eu fui tenente, >> tá? >> O tenente é o cocô do cavalo do bandido Dos da oficialidade. Ou seja, nas reuniões de comando, quem mais sofre, apanha e e sofre pressão é o tenente. Por quê? Porque ele que
liga o comando a à rua, ele tá próximo ao sargento, é ele que todo dia tá junto com o sargento e com os cab soldado. Então quando as reuniões são de comando, quem que é o recruta? >> É o tenente. >> Tenente. Porque dentro da sala temente, capitão, major e coronel. >> Sim. >> Se a gente tiver que eleger um culpado, o culpado é o coronel. >> Não >> é óbvio que não. É o major não, que ele tá colado com o coronel. O capitão raras vezes o tenente é culpado de tudo, >> tá? >>
Ou seja, dos meus 35 anos, 16 anos, eu fui culpado de tudo. Aí depois eu fiquei mais oito de capitão. Ou seja, na minha carreira, a nossa carreira, o normal é 30 anos. 80% da oficialidade vai embora com 30 anos de serviço. Eu que fiquei cinco para mais que sou xarope. Porque se eu pudesse ter ido embora com 30 anos, eu ia ganhar o mesmo salário sem fazer nada em casa e fiquei 5 anos para mais, >> tá? >> Entendeu? Então os comandantes que ficam mais do que 30 anos é aqueles malucos que gosta de
ser polícia, >> certo? ou ter algum benefício aí escondido. Mas vamos dizer que dos 30 anos 16 eu fiquei tenente, oito eu fiquei capitão. Soma aí, deu 24. É isso. >> Dos dos outros, do restante, cinco eu fiquei major. Eu fui atenente coronel, que é um coronel comandante de batalhão, com 29 anos de serviço. Ou seja, é e eh a parte boa que é você ser comandante de unidade, que é onde Você tem secretário, tem motorista, a sociedade vem, fica te lambendo, todo mundo quer te agradar. Você vira o [ __ ] das galáxias >>
dos 30 é um >> caramba, velho. >> Aí você vê uns caras falando na internet, dá dá a entender para quem desconhece que você é coronel 29 anos, você fica só um de tenente. >> Mal sabe >> não, cara. É um inferno. A nossa Carreira, a grande maioria da quase que a carreira inteira você tá amassando cacau. E aí o o cara fala assim: "É, você amassa cacau ganhando 15.000. O soldado amassa cacau ganhando cinco. Não, tudo bem. Mas ué, se você vai querer que numa empresa o diretor ganhe a mesma coisa do que o
cara que aperta o parafuso? O nível de estudo é o mesmo. E outra, os oficiais trabalham normalmente todos os dias da semana e Tem reunião toda hora e tem inquérito, tem sindicância, tem um monte de coisas que normalmente o praça não faz. >> Sim. >> Entendeu? Então, cara, a pressão em cima em cima desse dessa galera é muito forte, muito forte. E vem pressão política e de carreira. Porque você dá uma cadeia num soldado é uma coisa, você dá uma cadeia num tenente, você acabou com a carreira dele. Os Próximos 30 anos ele tá ferrado.
Porque quando monta a lista de promoção é assim, ó. Quem tem punição sai do merecimento. É. Entendeu? >> É fácil, né? >> Não, cara, não é. Então, às vezes eu fico assistindo um uns papagaios de pirata falar aí, cara, eu todos os motoristas que trabalharam comigo ao longo da minha carreira falavam o seguinte para mim: "Porra, chefe, vida De oficial é muito pior que a nossa." Porque os caras ouve, né, as conversas, você tá no telefone tomando cada [ __ ] escula. >> E não é de qualquer um não. >> Não, cara, não. Você tá,
você tem que tentar explicar coisas óbvias. Aham. E não consegue. Você tem que tomar ou decisões que vêm de cima que você jamais tomaria, não gostaria de ter tomado. Então, quem tá ali do lado e sente tudo isso que tá em cima da gente, que tá em Função de comando, os cara fala: "Porra, chefe, carreira de vocês é [ __ ] hein? É [ __ ] entendeu? É, são Mas mesmo assim, cara, é muito prazeroso porque você é polícia, né, cara? Você é polícia. dependendo do do acontecimento, do fato, etc. Além de de imprensa, um
coronel chega, sei lá, receber uma ligação do governador, por exemplo, ou não não chega nesse nível? >> Não. O governador só fala com >> secretário de segurança. >> Os os governos anteriores >> antes de Tarcísio, >> Sim. >> Antes de Tarcísio, só falariam com o secretário, >> tá? >> Outro político. Secretário é políticoo. É, é o Derin, né? Não, agora é o Dr. Nico. >> Ah, é porque ele foi para É verdade, >> ele voltou a ser deputado federal. O >> Verdade. Verdade. Agora >> então é assim, ó. Todos os governos da dos últimos 35
anos, porque para trás aí eu não posso falar que eu não tava na polícia, mas do que eu vi, >> todos os governos anteriores falariam com o secretário do Tarcísio. Ele fala com o comando geral, >> certo? >> Com o secretário, com o comando geral. Certo? Esse cara fala, entendeu? Então, dificilmente comandos tem acesso nesse Nível de política, >> certo? >> Agora, comandos no interior, os prefeitos falam e ficam fazendo às vezes todo tipo de pressãozinha. >> Aham. >> Ameaça velada, entendeu? >> Entendi. >> E aí você fala: "Ah, mas um prefeito ele não tem
força política". Você que pensa, >> você que pensa, >> porque ele fala com o governador, entendeu? É, >> entendeu? Um deputado, você fala assim: "Ah, o deputado não manda na polícia, mas ele fala com o governador." >> É. >> Então, cara, tem aí você fala: "Mas só político? Tem empresário, tem lobista, tem TV, >> tem igreja. >> Tá aumentando, a lista tá aumentando. >> Tem igreja, >> a lista tá aumentando. >> O que não falta? >> Aham. >> Poder de Poder de decisão tem muito a ver com poder de voto, certo? E a gente tá
vendo isso em todos os níveis. O cara que é o hoje um cara que é dono de alguma coisa que tenha expressividade de voto, ele tem acesso À pessoa certa para mandar o recado certo, entendeu? Então eu vou falar para você nos meus 35 anos de polícia, eu raramente, mas assim, um eu te contei uma hoje, né? Mas nos meus 35 anos eu quase não tive interferência política. Bom, e por que que eu quase não tive interferência política direta? Porque eles não chegavam até eu que era um comandante batalhão. E os comandos, a Polícia Militar,
ela é tão rígida em termos de Valores que muita coisa, o comando geral, o alto comando breca neles, eles seguram, >> tá? >> Entendeu? >> Sim. Porque se deixasse ia descambar. Então a nossa polícia ainda ela consegue, cara, consegue ser ser forte, ser cascuda pra ingerência. >> Boa. >> Mas é porque é uma polícia militar. E aí quando você vai, que nem eu era secretário de segurança esse ano, no início de janeiro até julho, eu era secretário de segurança numa cidade do interior, >> certo? >> Quantas vezes em reuniões eu ouvi assim, [ __ ]
o cara é coronel, meu. Esses caras são inflexível. No meio político, Você quase não vê coronéis, oficiais, comandantes em determinadas funções. Por quê? Porque a gente é cascudo, cara. Tem certas reuniões que se colocar um cara desse lá, o pessoal vai sair preso. >> Entendi. Não vai ter conversa. É, é isso aqui, ó. A a nossa a nossa a nossa o nosso rótulo é do tipo assim, esses caras não dá para conversar, é coronel, Cara. Coronel é tudo bitolado, >> é tudo rígido, é uns cara babaca, não tem conversa. >> Os caras são assim, ó,
tudo assim. Quantas vezes eu ouvi isso? Eu eu nessa, nessa meus seis meses como político, eu ouvi assim: "Pô, o senhor nem parece coronel, o senhor é um cara bom de trocar ideia". >> Aham. O senhor conversa, o senhor é o senhor o senhor deixa a coisa meio relaxada. Aí eu, mas que que tem a ver Uma coisa com a outra? Não é que o senhor, pô, dá. Eu falei, dá para conversar uma coisa. Você me propor coisa errada, você vai pra cadeia, irmão? >> É desse jeito. >> Outra coisa. Sim. >> Eu tive uma
eu tive uma conversa. Eu tive uma conversa. [ __ ] vamos, deixa eu ver como é que eu vou expor isso aí para não me complicar e não arrumar um processo nem para mim, Nem para você. [risadas] Eu tive uma conversa com um prestador de serviço público que tava fazendo merda. E nessa reunião, quando eu comecei a expor para ele tudo que ele tava fazendo de coisa errada, e ainda eu fui muito ligeiro, porque você vive nessa função de comando, você a casca ela não vem, você não vai na no mercado e compra uma casca.
A casca você vai criando nos seus 16 anos de tenente que você vai tomando invertida, >> de capitão. A casca vai formando >> sim de ho com as vacilad e deixa o teu o teu aprêmio, né? Tipo assim, [ __ ] mano, devia ter gravado aquela conversa que eu queria ver esse cara agora vir com essa conversa. Então, quando eu já cheguei no nesse nível, eu já tava cascudo. E aí eu fui fazer uma reunião com o prestador de serviço. Eu falei assim: "Vou chamar três vereadores, não vou ficar sozinho não". Botei os vereadores lá
e chamamos o cara. Quando Eu comecei a expor para ele todas as merdas que ele tava fazendo, ele olhou para mim, mas é mau cara de pau, velho. Ma cara de pau, ambiente de serviço público, >> não é tipo na churrasqueira da casa. Falou assim: "Ô, secretário, com você eu não converso, eu converso no andar de cima, bichão." É. Aí eu virei para ele e falei assim: "Deixa eu falar uma coisa com o senhor, eu sei que o senhor conversa no Andar de cima, só que as multa as multas do contrato quem aplica sou eu."
E desculpa o palavra, mãe, perdão. Eu falei para ele assim: "Eu vou meter tantas milhões no teu rabo de multa e eu quero ver o andar de cima quebrar. Ele pode até me mandar embora, mas eu quero ver ele quebrar porque o Ministério Público vai acompanhar porque eu vou mandar cópia. Eu terminei essa frase, ele falou assim: "Não, pera aí, ô, também não precisamos Ir nesse nível da conversa, pô. Eu vou avaliar o que o senhor tá pedindo e vou tentar dar uma melhorada. Não precisa também chegar nesse nível." Eu falei: "Ah, mudou". Então, a
próxima vez que o senhor tentar jogar na minha cara, que o senhor conversa no andar de cima, pensa duas vezes, porque eu não sou trouxa. Eu não caí de para-queda aqui não. Eu tenho 35 anos de polícia. O senhor não tá conversando com o Moleque não. Desse dia paraa frente, as três reuniões depois que eu tive com esse cara, ele vinha: "Ó, eu tô tentando ajustar tal coisa ali, eu vou melhorar tal coisa". Ah, tá bom, entendeu, cara? Boa. >> Então, então qual é o grande problema? O grande problema é que em determinados ambientes, qual
que é a conversa que sai? Ó, aquele coronelzinho que nem me chamaram lá uma vez. Aquele coronelzinho Lá é filha da [ __ ] hein? Esses caras são assim. Bom, ô, coronel, como é que a gente Eu acho que eu vejo muito isso assim em você. Posso chamar de você? Pode, claro. Sea, eu já tô com cabelo branco. Você pode você para perder aizade, tipo assim, como que se torna no decorrer da carreira? Eu vou procurar essa essa frase assim mais antifrágil, que é o quê? Porque eu vejo que, velho, o que é certo é
certo, você não abre. Ah, eu sou O cara mais certo. Não, não tô falando nisso, mas tipo assim, eh, o coronel, você assim, os coronéis que a gente acaba conhecendo, vendo história, são os caras antifrágicos. É o quê? Bicho eu vou falar a verdade na tua cara, você querendo ou não. Como que se Isso aí uma dica pro pessoal que tá em casa mesmo, assim, que eu acho que isso é uma dica de ouro. Tem muita gente fala: "Ah, mas o cara é meu amigo, pô. Se eu falar, pô, tr vai dar b ah não,
mas é meu primo, Pô. Sempre foi gente boa. Ah, não é é é namorado da minha irmã, pô. Não, como é que se torna antifrágil, bicho? Eu acho que essa é a palavra. Me corrige se não for. É >> antifrágil. É porque, velho, você é um cara que assim, ó, não vem com fragilidade para mim não, bicho. É isso, isso, isso e ponto. Não tem recado. Se tiver certo, você vai, você beleza, vamos embora, vamos tomar um whisk juntos. >> Não, não. Essa é isso que você tá falando, não é regra, >> tá? >> Não
é regra. Você vai ter comandantes, sargentos e oficiais, >> tá? >> Que são assim, >> beleza? >> São claros. toda a minha aula na academia, porque eu fui proibido de dar aula de de coisas operacionais logo cedo na minha Carreira, mas eu dava aula de direito porque eu acabei me formando em direito e me especializei em processo penal. Beleza? >> Então, curso de processo penal, eu eu sempre dei aula na academia e na escola de sargento. E eu virava pros alunos, porque, cara, na academia a grande maioria é novo de idade, mesmo vindo da tropa,
>> certo? >> É aqueles caras que acabaram de passar Para soldado e cabo, mas tá na pegada de estudo. Ele entrou e ele continua estudando para tentar a academia e acaba passando. Então, a média, a faixa etária do cadete do Barro Branco é nova. é cara de 20 e pouquinhos anos. Eu entrei com 17, entendeu? É tudo cara novo. Então, ainda que tenha vindo, ainda que tenha vindo já policial, porque quando eu, na minha época de academia, 20% vinha da tropa, 80% era tudo os filó Que o pai pagava cursinho, rachava de estudar, entrava aqueles
moleques que não sabia nem o que era, que era marchar acendo. Aham. Hoje mudou, cara. Inclusive esse discursinho de internet de que tem que ser carreira única, isso afundou. Carreira única é para quem não quer estudar, certo? >> Hoje, hoje >> você vai na academia, 80% dos cadetes tão vindo da tropa, Os caras estão estudando, entendeu? >> Certo. >> Antes você pegava a tropa, você falava pro cara assim: "Ô, Steve, liga aquele computador". O cara, ô Chev, não sei nem que que é essa máquina aí, mano. Que [ __ ] é essa? computador, >> os
antigão que >> é os antigão falava: "Ôxe, relatório, tem polícia que eu trabalhei que se eu falar pro cara, faz um relatório", eu tenho que dar com a prancheta na cabeça Dele. O cara falou: "Jav, não gosto de escrever. Meu negócio é ir para cima, pegar o ladrão. Esse negócio de escrever é coisa de comandante. Aí vocês que faz isso aí". >> Entendeu? Isso mudou completamente a tropa atual, cara. Você tem lá sentado soldado conversando com você, formado em direito, psicólogo, tá fazendo engenharia, >> tá? Tem, eu, eu agora na rodoviária tinha, tava trabalhando comandado
lá, Formado em física. >> Ô louco, >> é meu, uns cara nerd, >> entendeu? Então o perfil mudou completamente. Tem cara vindo com pós-graduação, umas coisas maluca. E aí, meu, quando você tem uma tropa com esse nível de raciocínio e de inteligência, eh, eu, eu dava aula e falava para os caras assim, ó, deixa eu falar uma coisa para você. Qual é o problema? O problema de tropa, o problema de tropa É a dúvida, certo? A dúvida é um uma porta aberta para desgraça. Por quê? Porque se você tem dúvida, você tem duas opções, a
certa e a errada. O que vai impedir de você ir na errada eh às vezes família, berço, né? Que que o berço, o estudo, >> certo? a condição da necessidade, né? O desespero, a necessidade e a interferência externa. Se você tiver um coleguinha maldito, ele vai ficar pilhando a tua cabeça para fazer coisa errada. Beleza? Se você tiver um líder, um líder bom que fica na sua cabeça, não, só faça o que é certo, só faz o que é certo, só faz o que é certo, a sua tendência de abrir essa porta para coisa errada
diminui. E aí eu falava pros caras assim, ó, quando Deus te coloca numa função de chefia, você assume o nível de responsabilidade Que você tem que incorporar isso na sua cabeça e no seu coração, porque senão você tá sendo um merda. Você assumiu uma função de chefe, mas chefe você não quer ser. Eu falava para os caras assim, ó. Toda vez que um policial for preso ou morto em serviço, se ele for preso porque era bandido, dane-se. Não terceiriza esse problema, porque é dele, é da índole dele, ele mereceu. Mas se um policial for preso
ou morrer em serviço por falha Operacional, a culpa tem, eu tenho que me sentir culpado. Eu como chefe, mesmo não estando lá, >> certo? >> Eu tenho que dividir essa culpa. Eu já por três vezes eu fui tocar campainha para avisar a mãe e esposa que o marido tá tinha morrido em serviço. >> Putz, >> é uma delícia fazer isso. >> [ __ ] >> cara, te destrói, entendeu? Então é assim, ó. Você não pode tocar a campainha de uma mulher e falar: "Ó, seu marido morreu e eu tava no comando e não senti que
a culpa é sua, mano. O comandante que não sente essa culpa, ele é um bosta como comandante é um bosta. É um bosta. Então, para dar aula pros cadetes, que seriam os futuros comandantes, eu chegava para eles e falava assim: "Ó, deixa eu falar uma coisa para vocês. O pior comandante é o Que deixa a dúvida. É o cara que chega pro soldado e pro cabo, não fala coisa com coisa, não fala quase nada, vai embora, só pega a assinatura de Honda, faz pose cheio de coisa na farda e ele não contribui com nada para
tirar a dúvida. Então você entra numa viatura, você tem que virar pr os caras e falar assim, ó: "E aí rapaziada, tudo bem? Vamos para cima? Eu gosto de tal coisa. Vamos patrulhar em tal lugar?" Deixa eu deixar Uma coisa clara para vocês. Eu não aceito esculachar mulher. Se eu pegar alguém esculachando mulher, vai se [ __ ] comigo. Entenderam? Aqueles três caras que estão na viatura, a hora que eles cair para dentro de um barraco, tiver lá uma mulher, eles não vão zoar essa mulher na minha frente. Não tem dúvida. Se eu chegar pr
os caras e falar assim, ó, de falar uma coisa para vocês, eu não aceito Nenhum tipo de tortura. Aham. Beleza. Alguém tem dúvida? Tá tudo certo? Dá para trabalhar comigo também? Se não quiser, a gente dá um jeito. Mas vocês entenderam que eu não gosto. Quer ver? Ó, fiscalização de trânsito. Carro errado, tem que vir e falar comigo. Se liberar um carro errado sem falar comigo, vai se entenderam? Ou seja, o bom comandante é aquele Comandante que deixa tudo muito claro do que ele quer. >> Beleza? A tropa vai andar no meu caminho do jeito
que eu quero e o dia que não andar vai tomar o que tem que tomar e eu vou falar na sua cara. Eu te avisei por que que você fez. Tá tudo certo. Ele não vai ter nem raiva de você. O meu motorista, na verdade ele era mais banco traseiro, mas em alguns momentos motorista, é um Cara que é meu irmão, me relaciono com ele até hoje, frequenta a minha casa, que é o o sargento bofo. Eu puni ele acho que umas duas ou três vezes. Ele não tem um, ele não tem isso de raiva
de mim. >> Sim. >> Toda vez que eu puni ele, eu falei: "Cara, você fez merda, né?" Ele: "Fiz, eu vou ter que te punir ele. Eu sei. Ah, eu vou te dar tanto de cadeia." Ele: "Tá bom". Ele: "Tá bom". É isso aí, chefe. Tá tudo certo. Nem advogado ele nomeava, entendeu? >> Você já sabia que tava >> o Sabe qual é o problema? É aquele cara que você cata ele fazendo a merda. Cata ele fazendo a merda, >> o cara não aceita que tá tá errado. >> É assim, ó. Tem uma norma que
fala que você não pode estar sem colete. Aí você vai rondar, o cara tá lá sentado, quase dormindo com o colete em cima da mesa. Aí você vai e fala: "Porra, tio, caramba, velho". O cara entra aqui, enche você de tiro, nem de colete você tá, ó, vou te vou te punir que você tá sem colete. Ele nomeia advogado. Aí ele vem com desculpa que ele tinha eh problema de pele, que ele tinha naquele dia ele estava e per ele inventa todo um negócio e você fica lá, >> você olha para ele e fala: >>
"Porra, >> [ __ ] irmão, se você fosse honesto Mesmo, decente, você tomava esses dois dias de cadeia, porque você errou, >> certo? >> Eu tenho uma punição, eu porque eu fiz serviço no meu horário de folga. >> Aham. Eu trabalhava eh fazendo uma consultoria para um shopping no meu horário de folga. Quando descobriram, abriram um processo disciplinar em cima de mim e eu fui chamado para ser ouvido. Eu falei: "Eu faço uma consultoria no shopping e eu não tenho mais nada para Dizer. Eu trabalho, trabalho realmente na minha hora de folga e tenho que
ser punido. Tá previsto. Eu sabia que eu ia ser punido. É isso. Minha a minha defesa tem duas linhas, sem advogado. >> Aham. Tipo assim, fiz mesmo e tô sujeito à norma. >> Não correu, não fez nada, só já sabia. >> Tomei meu, tomei meu dia de cadeia, acabou com a minha carreira em termos de merecimento. >> Aham. >> Porque todos os os super perfeitos chegavam pros chef e falava: "Ó, ele tem cadeia porque ele fez bico, viu? Esse aí é oficial mau exemplo pra tropa. Ele fez bico. Então eu passei minha carreira vendo isso
acontecer. Sim, >> mas eu não assumi esse risco. Eu sabia que era errado. Fui lá e fiz. Vou ficar tripudiando num processo, tentando me defender. Negativo, mano. Tô errado. Então, na polícia, cara, a clareza tem Que ser dita o tempo todo. Esse é o segredo do sucesso e de não ter ódio. Entendeu? Aí que você tinha falado, não é a não é a a totalidade da oficialidade que é assim. Tá, >> tem muito oficial que não fala o que tem que falar, não deixa claro o que quer e faz tudo veladinho. E esses caras, primeiro
assim, esses caras a tropa não tem o mínimo respeito, ele é comandante por função, né? Mas a Tropa arregaça o cara pelas costas. É bem capaz que se ele pedir um apoio não vai chegar quase ninguém. Entendi. >> Entendeu? >> Entendi. >> Porque todo mundo sabe que ele é ele é um cara ele é um cara duas caras, né? Ele não ele não ele não joga limpo com a tropa. Eu toda vez que eu tive que tomar uma providência, eu chamei e falei: "Ó, é isso, isso, isso, viu? É desse jeito." >> Por que que
as pessoas tendem a a a maioria das pessoas tende a não gostar de pessoas sinceras que falam na cara, que falam a verdade. >> Ah, porque a verdade dói para todo mundo, né? Dói, dói. Claro que dói. Dói para mim também. Aham. >> Tem coisa que se você falar na minha cara vai me deixar puto, mas depois eu vou ter que parar para pensar. E se eu for honesto realmente falar: "Porra, errei, velho". >> Sim. >> E aí isso passa. Eu eu sou um cara, né? Até a gente conversa e o Lino que assim que
tem hora que eu tô puto, >> aí depois eu começo a pensar, né? Aí passa, eu eu vou trocar ideia com que eu briguei. >> Normal, >> normal, porque eu vi que eu tô errado. >> Sim. >> Você tem dificuldade em enxergar seus erros naquele primeiro momento, né? >> Sim. Depois quando dá uma clareada com as ideias, você fala: "Porra, errei, velho, errei". Então eu eu não tenho compromisso com erro. Se eu errar depois eu falo: "Não, errei, foi mal. Ah, vamos ajusta aí, tá tudo certo." >> Sim. >> Entendeu? >> É, exemplo, meu pai
é muito assim, eh, ele não manda recado para ninguém. Se ele é isso, é isso. Não é o cara que tá todo cheio de razão, por exemplo, mas é Um cara que todo mundo fala, pô, ele fala na cara, ele não manda recado, não gostou, ele avisa. >> E a gente é muito assim hoje, não sei se você concorda, muita gente que o cara não gostou, ele ah, mas não vou falar nada não, pô. Isso. >> [ __ ] não gost Ah, deixa quieto. Fala, velho. >> Essa situação que você tá colocando. Eu também não
gosto desse negócio da gente ficar falando sempre que a geração Nossa é melhor, a geração mais velha e que a atual de de gente mais nova é porcaria. Eu não, eu não eu não não gosto disso porque vai criando cada vez mais uma distância com as pessoas mais novas. Eu não gosto disso, mas que realmente os mais velhos eram mais diretos para falar as coisas na cara da gente. Isso, isso a gente tem percebido. Eh, de vez em quando eu me pego conversando com meu filho e falando para ele assim: "Pai, é aqui, ó, vamos
não fica com conversinha, não tenta terceirizar a culpa". >> É isso aí. Eu fui dar, eu fui dar uma, eu fui dar uma palestra no Soma em, em Amér, palestra não, né? Eu fiz uma fala na formatura do Soma agora em Americana. Soma é uma é uma entidade que pega crianças bem carentes. >> Legal. >> Para dar um uma iniciação profissional. Então tem curso de Excel, curso de Auxiliar de administração, eh, trazer eles para pro empreendedorismo, transformá-los em pessoas que vão entrar no mercado de trabalho. Meu, um negócio fantástico, top, top. >> Dá o pontapé
inicial na molecada. >> Essas 70 crianças cantaram o hino nacional como muita tropa eu não vi cantar, >> certo? e crianças de comunidade. Você vê o trabalho que eles estão fazendo ali. E eu falei para essas crianças o seguinte, Eu falei assim, ó: "Esse país ele é o país do futebol, não é >> certo? >> Beleza. O futebol é muito legal como entretenimento. Eu gosto de futebol, gosto de jogar, não sou bom, mas eu gosto de jogar. Só que o futebol como escola de vida, ele dá um recado errado. Por quê? Porque o futebol quando
o time perde foi o time que perdeu. Tem ninguém culpado. Joga tênis. Se você perder, quem perdeu? >> Ah, você >> você vai culpar quem? >> Não dá, >> entendeu? >> Não dá, não dá, não dá. >> Então, a vida da gente tem que ser tênis, não tem que ser futebol. Ganhou, parabéns. Perdeu, culpa sua. Não terceirize culpa. Terceirizar a culpa é coisa de sem Vergonha. Quando você erra, quando você faz mal feito, quando você não atinge objetivo, você tem que ser no mínimo honesto e falar assim: "Ó, eu falhei, não consegui." Não fica terceirizando
culpa. E tá um negócio absurdo, cara. Todo mundo que você conversa, ele terceiriza a culpa. Aí eu preciso de dinheiro do governo. Por quê? Ai, porque eu sou pobre. Eu não tive. Tá terceirizando culpa. Corre atrás, amigão. Bora. Vai Atrás. O que não, o que não falta aí é oportunidade de emprego. O que não falta é oportunidade de estudo. Tem oportunidade para muita gente, cara. Ah, não, mas eu tô dentro de uma comunidade, eu sou refém de uma situação. Sai de lá, vai a se vira, cara. Se vira. Terceirizar culpa é muleta, é muleta, entendeu?
Ah, você tá falando porque você nasceu. Meu pai era corretor de móveis e minha mãe é professora do estado. Certo? Comparando com muita Gente de comunidade, eu era um rico. Tudo bem, isso é verdade. Mas eu conheço muita gente muito pobre que tá bem de vida, que tá lutando, que tá que passou em concurso público, que tá trabalhando em empresa bacana. Isso tá dentro de você, meu amigo. Se você ficar parado dizendo que, ah, o papai vai me mandar a picanha, você vai virar um merda pro resto da sua vida. Você sempre vai depender de
um papai que te manda uma picanha. E aí? E aí o erro ele é ele é multiplicado em massa, né? Em massa. Eu vou cometer um monte de falhas porque eu terceirizo culpa. Você tá saltando por quê? Por causa da sociedade. Você tá matando por quê? Por causa do outro que me provocou. >> Sempre você terceiriza a culpa. Isso é uma [ __ ] falha. O político fazendo merda, ele terceiriza culpa. Por que que você tá fazendo essa merdar? Porque todo mundo faz. E vamos terceirizando. Isso é um erro do [ __ ] né, meu?
Sim. >> E na polícia, cara, na polícia não tem terceirização de culpa. >> Sim. >> Na polícia assim, te peguei errado, tum, cadeia. Ah, mas o cadê em você, amigão. Não quero saber o que o outro fez. Cadê em você? A polícia não tem terceirização de culpa. Não existe. É tudo, todo mundo Responde por tudo. É rígido. Polícia não, a PM. >> PM, sim. >> A PM. A PM é assim. E aí quando eu vejo, cara, a eh um um um uns pouco cérebro falando que o problema da polícia ela ser militarizada, esse pessoal eles
tinham que apanhar de vara de marmelo, aquela rabo de tatu, porque é gentinha, gentinha que não sabe o que é o dia a Dia de uma tropa de 84.000 homens armados e mulheres, né? Homens e mulheres armados, cara. >> É um ambiente de altíssimo risco, >> com certeza, >> porque nós estamos lidando com todos os desvios psicológicos, desvios de crime, assédio para tudo que há de errado. Eu assediar você para fazer uma coisa errada é uma coisa. Eu assediar um policial militar fardado, armado, é outro, mano. É outro. é muito pior. >> E quando pega,
por exemplo, esses casos que teve, não faz muito tempo, daquele daquelas duas viaturas tirando racha, uma bateu. >> Então >> isso aí normalmente da rua da expulsão. >> Expulsão. Se eles não tiverem uma linha de raciocínio, uma linha de raciocínio, uma linha de defesa muito muito muito muito excludente, >> tá? >> Eles vão ser expulsos. >> E que que tá na cara do na cabeça do polícia? Tá, tá no, no patrulhamento. Ah, vamos tirar baixo aqui. Vamos tirar. Imaturidade. Imaturidade. >> Mas o erro vem só dele ou faltou erro ali naquela escala que a gente
conversou? Erro em cadeia esse sargento. Porque assim, a expulsão, >> a expulsão vai dar nele que que fez algo completamente eh desconectado com toda a parte eh legal e moral da polícia. Ele dá Expulsão. O sargento toma cadeia. >> Não tem fiscalizado. Toma. Vixe, por isso que eu te falo, ser sargento, ser tenente é uma trolha, porque assim, ó, o cara tá lá fazendo merda lá, eu não tô perto, eu tô, eu tive uma, eu no, na rota, eu tenho uma cadeia na rota porque umas viaturas minhas se envolveram em acidente de trânsito. O coronel
me puniu. Aí eu falei: "Mas por que que eu tô sendo punido se eu não tava lá?" Ele falou: "Porque você além de você deveria Estar, mas já que você não tava, porque você tava empenhado com outra coisa, você deveria ter deixado eles tão instruído ao ponto de não ter coragem de fazer isso." >> Ou seja, é o que você falou, instrução. Falou na instrução. >> Instrução falar bem explicado, >> né? E eu não e eu não não tenho revolta por essa cadeia >> porque eu enxergo isso, >> certo? >> Se o meu pelotão tá
tendo coragem de fazer merda, é porque eu sou fraco. Simples assim. Porque se eles tivessem um tenente bicho, eles iam falar: "Mano, eu não sou louco de fazer isso, que esse tenente me ferra". Entendeu? >> Sim. >> E aí? Aí você fala assim, ó. É outra coisa que tem um monte de gente que é contra mim. Fala assim, ó, pô, mas você O nível de maturidade ele vai aumentando conforme o tempo na sua profissão, >> certo? >> Entendeu? Você vai ficando mais velho, você vai vendo as coisas acontecer. Então, é óbvio que no início da
minha carreira eu achava lindo arregaçar com viatura pros paisanos pagar um pau. Claro que eu achava lindo. É vibrante. Você você tá ali dentro, mano, tua adrenalina vai a 1 milhão. É um bagulho que eu nunca usei droga, Mas deve ser igual. >> Aham. >> Te dá uma citação. Claro que é legal. Aí você vai num negócio desse e você vai numa ocorrência em que a viatura passou na canaleta assim, ó, e ela deu um giro quando saiu capotando, que separa a viatura e corre lá para ver os colegas. Três estão com fratura de pescoço
morto no local. Aí você tem que avisar as famílias dos três mortos no local, tudo fardado. >> É >> quando que você vai fazer isso com a viatura de novo? >> Deixa quieto. >> Nunca mais. O dia que você tá acompanhando um cara de geral, um carro roubado a milhão, você se perde na curva, dá no meio do poste, você chega lá, tá o polícia morto nas ferragens, você fala: "Puta merda". Ou seja, você começa a ver coisa, você começa a virar pro seu motorista e fala Assim: "Ó, mano, menos, menos. Calma, segura, segura. Não
roleta cruzamento, não roleta cruzamento. Vai, segura aí agora vai. >> Entendi. >> Entendeu? >> Porque o ladrão ele tá ali para perder. >> Não, o ladrão tá ali para perder. Esse o ladrão, cara, é o cão personificado. Ele não pode ser ele atropelar, matar, danice. Ele quer se livrar da cadeia. Isso. >> O polícia que tá no volante, ele foca, é o cone, ele foca, ele quer catar e sai a milhão. Quem tem obrigação de do lado falar assim: "Ô, calma, segura, segura, segura, segura. Agora vai, acelera". Pode acelerar. E e todo mundo a milhão,
>> tá? >> É o que tá do lado. Agora você imagina se do lado tá assim, vai, [ __ ] não perde, acelera. Atravessa, [ __ ] Vai a milhão, milhão, a milhão. >> Adrenalina 1000 já tá, >> já era. Vai morrer, vai morrer. Então, então o que acontece é assim, ó. Você tem que ter nível de maturidade quando você tá com exercendo função de chefia, >> certo? >> Na função de chefia, você tem que se sentir responsável pela vida dos seus colegas que que você tem poder de decisão, entendeu? Sim. >> E aí quando
vocês vira para uma tropa e fala para ela assim, ó, colocar um carro Ao extremo dele só quando é realmente necessário. Eu preciso salvar alguém, vamos nos arriscar, >> certo? >> Ah, não, não preciso. Então não, então não, não vou fazer. Eu tenho um colega, eu tenho um colega que na Avenida Aricanduva foi entrar com um pouco de velocidade na curva, ele tava dirigindo, ele girou a viatura, deu uma estiringada, >> capotou, ele tava com a mão, ele tava com a mão segurando na lateral do da viatura. Ele girou com uma mão, não tava com
as duas no volante. Tinha uma mão na viatura, a outra assim, ó. Ela deu aquela chicotada e capotou e >> todo mundo bem. Quando ele saiu da viatura, ele os todos os dedos dele tinham entrado para dentro da mão. >> [ __ ] >> ficou só uns pedacinhos para fora assim, ó. >> Ele destruiu a mão dele. A mão dele hoje é toda deformada com uns pedacinhos de dedo assim, ó. Teve que aposentar 10 anos antes do que ele ainda gostaria de ficar correndo atrás de vagabundo. >> Sim. >> Um sofrimento que uma lesão dessa
depois para tratar é terrível. Terrível. >> É verdade. >> Um [ __ ] um [ __ ] polícia, entendeu, cara? Então é assim, ó. Nível cerebral De quem tá ali tacando massa no muro é uma coisa, mas quem tá fazendo o cálculo se o muro vai cair ou não depois é outro, >> tá? >> Então não venha com conversinha de internet. >> Aham. >> Não venha com conversinha de internet. Você sentou, você já fez cálculo, você quer criticar quem faz cálculo? Senta e faz o cálculo. Coloca o seu nomezinho lá No projeto para que se
o muro cair é você que vai pra cadeia, não o que chapiscava. Aí beleza, estamos tudo junto. Você sente o mesmo o mesmo bo que eu sinto, porque na reunião de quem realmente manda e decide, sou eu que sento lá e os caras olhar para mim e fala assim: "E aí, >> que que sua tropa fez? Onde você tava? Por que que eles fizeram isso? Que que você tá falando para eles? É assim, Mano. Reunião de comando, ninguém fala assim: "O fulano de tal fez tal coisa". Não é assim? O que que a sua tropa
tá fazendo? Que comando que é você? Que qual que é o resultado da sua tropa? É tudo, é tudo no chefe. Tudo no chefe. E eu falava pros sargent, os sargantes ficavam doido. Eles chegavam no meu batalhão, eu falava para eles assim, ó: "Bem-vindos, estamos contando com vocês. Tem 500 caras para vocês comandarem aí. Já vou dar um recado para vocês, viu? Eu não puno cabo soldado. Eu sempre puno o cabo, soldado e o sargento, mesmo não estando no local. Porque o sargento, se ele não tá no local, o cabo soldado tem que tá tão
bem instruído que ele tem que pensar: "Se eu fizer bobagem, o eu vou ferrar o sargento". Então a partir de agora vocês são comandante igual eu? >> Caraca. >> Vou tratar vocês como comandante. Vai ter melhor alojamento, melhor farda. Vou Vou respeitar vocês. Se você vir aqui pedir para tomar alguma providência com algum comandado seu, é na hora. Vou te prestigiar como chefe, só que vou te cobrar como chefe também. Se liga, se liga. >> Muitos policiais sonham em estagiar na rota. Como é que era o estágio na sua época? >> Então, cara, os estágios,
esse negócio de estágio é é ele é diferente, né? Porque Primeiro que assim, a a ida pra rota, ela ela tem possibilidades diferentes. >> Você pode >> acabar fazendo curso de formação de soldado na rota, >> certo? >> Porque como funciona curso de formação de soldado? Vamos supor que hoje o governador queira criar eh formar 2500 policiais. Não vai formar 2500 em Pirituba, na escola de formação. Ele põe polos de formação Onde é possível. Então, no gabinete de treinamento da Polícia Rodoviária, no choque, no primeiro batalhão de choque, tem vários lá no comando de Sorocaba,
ou seja, tem várias unidades de formação espalhada. no estado, dependendo do tamanho da turma que o governador quer montar, que ele autoriza, né? Porque quem quem quem monta para ele, quem leva para ele o mapa do que a PM tá precisando é o Comando, o secretário. >> Aí ele autoriza tantas, tantas vagas. Essas vagas vão vão ser distribuídas porque você imaginam que é um curso de formação. Tem tem uma grade curricular absurda, precisa de 300 instrutores, precisa de roupa de cama, comida, alojamento. É, não é um negócio, é uma estrutura, é uma logística estúpida, então
espalha, normalmente descentraliza um pouco. Então, como tem curso de formação de Soldado na rota, é uma escola como se fosse uma mini Pirituba lá dentro. Esses caras vão viver o dia a dia dentro da rota, mas eles não chegam nem perto de tropa de rota de policiamento, >> tá? >> Eles vão ter aula lá, vão vão fazer treinamento. Os instrutores normalmente são oficiais e sargentos ou cabe soldado também de rota. Essa escola é uma escola com um pouco mais de foco policial por causa da da Realidade da onde eles estão ali fazendo o curso, >>
certo? dos instrutores. Se você for fazer um curso de formação numa unidade do bombeiro, você não vai andar num carro de bombeiro e combater incêndio ou salvamento, porque isso aí é a tropa da unidade. Mas por você estar ali, os instrutores vão vir do bombeiro. Então é óbvio que na durante as aulas eles vão pender por para falar para você, meu depois que você tiver formado vem pro Bombeiro, >> entendeu? Então tem também isso, mas quando a quando acaba o curso de formação dos 2500 caras no estado, existe uma lista por nota do 1 ao
2.500. E esses caras, eles vão escolher a unidade quando quando sair a tabela de vagas na polícia. Então vai ter vaga em São Paulo, na Baixada, no interior. E aí do ao 2500 ele vai entrar numa salinha, a sua vez, escolhe onde você quer. Ah, eu quero tal lugar. Eu quero tal lugar. >> Tá, entendi. Entendi. >> Pode chegar naquele dia e o comando fala assim, ó. Não vai ter vaga pro choque, não vai ter vaga pro bombeiro, não vai ter vaga para ambiental. Todo mundo policiamento da capital, os 29 batalhões daqui do da capital.
só vai ter capital. Essa esse mapa de vagas perto da formatura, o comando da instituição vai dizer para onde vão esses recrutas, entendeu? >> Tá? >> Então se nesse ano, por exemplo, não tiver vaga nenhuma pro choque, todo mundo que fez escola na rota, ninguém vai ficar lá. >> Entendi. >> Vamos supor que aquela escola tá formando 50 policiais. Se abrir cinco vagas paraa rota, pode ser que nenhum dos 50 que fizeram lá fique, porque se ele não tiver, a hora que ele for entrar, o número que ele é, se não, se Aquelas cinco vagas
da rota já foram preenchida, ele nem consegue ficar lá. Pode ser que um cara que fez escola lá em Sorocaba, ele é o primeiro colocado da turma, ele escolhe a vaga da rota, >> entendeu? Então isso é uma isso é uma uma possibilidade de você ir pra rota por curso de formação, >> certo? Soldado está se formando. Soldado. Eu eu eu sou contra isso, >> certo? >> Acho que soldado recémformado nunca Deveria ir pra rota. Eu acho que pra rota você teria que ter no mínimo de 2 anos de rua em batalhão comum. Mínimo. Você
tinha que chegar lá com uma certa base. >> Como é que funciona hoje o patrulhamento da rota? >> E aí, como é que funciona para quem não é escola de formação? >> Certo? Você hoje você tá trabalhando aqui no no 20, falho é ir pra rota. Existe um negócio que chama RPT na Polícia. É, é relação prioritária de transferência. Você vai lá e você coloca no computador o seu nome dizendo o seguinte, ó, quero ir pra rota. Você entra na relação. Essa relação, a rota, ela pega os nomes e dá para inteligência da rota e
eles fazem uma triagem, >> certo? >> Vamos supor que você tá no 20 e você tá, você é número 10 e abriu lá 20 vagas, eles vão primeiro descobrir quem é você, >> tá? >> Vamos dizer que você não tem nenhum desvio, você é um cara bom. Eles vão ligar pro seu comando e vão falar assim, ó. Tenente vai ligar pra tenente, sargento vai ligar pra sargento. Fala assim: "E o Diego, soldado Diego, o cara é bom, o cara gosta de rua, o cara vai para cima ou é um bunda mole que não faz nada,
um encostado, >> certo? >> Aí os caras falam: "Não, o Diego é pista Quente, moleque é embaçado, vai para cima de tudo os cara". Opa, dá o verdinho lá. Já fez a parte da investigação, você vai OK. Beleza. >> Quando você chegar lá, você vai começar o estágio. Aí, como é o estágio? O estágio você vai passar pela parte administrativa. Ali você vai conhecer as companhias, você vai conhecer P1, todas as funções administrativas. Você vai puxar um pouco de guarda e aí a hora que definir para qual companhia você vai, Você começa o estágio. O
estágio de soldado e cabo é o estágio de manutenção da viatura, limpeza, equipamento. É o estágio de saber lançar os veículos roubado na relação, >> tá? >> É o estágio de abordagem, é tudo tudo. É o estágio de anotar as coisas na prancheta, é o estágio de em que lugar você vai ficar. Eu já falei, por exemplo, assim, ó, tem motorista que ele Gosta de desembarcar e ir para cima. Ele vai chegar para você que é o mais recruta, vai falar: "Ó, quando der abertura de corrida, pinote, >> pinote, sim. >> Você fica cuidando da
viatura. Você desembarca, pega calibre 12 e fica na segurança. Já joga ela assim, pá, porque eu sou motorista, mas eu vou atrás, sou mais antigo. Tem motorista que fala: "Não, eu a viatura é comigo, você corre junto com Para onde eles forem". Essa dinâmica é meio que ajustada lá, mas cada um tem uma função dentro da viatura. E aí você vai começar a estagiar. O estágio de cabo e soldado, ele é muito mais próximo de cabos e soldados. Entendi. >> Então os cabos e soldados vão te dando uns toques, você vai fazendo até a hora
que um deles vai virar e falar assim: "Ó, pros sargentos, o menino acho que tá pronto. Os Sargentos vão reunir entre eles, vão avaliar também. Todos os sargentos, os cab soldados falaram: "Ó, ele tá pronto, eles vão falar pro tenente, ó, o Diego já dá para receber o braçal, o padrinho dele vai ser fulano. Aí esse padrinho vai pagar o teu braçal numa formatura do pelotão, >> certo? >> Quanto dura esse braçal? Não tem prazo. O braçal vai durar até os Caras achar que você tá bom. Em pode ser que em uma semana os caras
fala para você: "Pode pedir para ir embora que você não vai pegar braçal aqui". Entendi. >> Você apresenta lá pro pro tenente, fala que você não serviu, que você vai embora. Ele vai ajustar capitão. Você já vai pra guarda da guarda. Primeira transferência, tá indo embora. >> Tá indo embora, tá? >> Pede para ir embora que aqui você não Vai ficar, >> certo? >> Entendeu? Pode ser que os caras fale: "Não, vai, tá indo, vamos embora". Tem cara que recebe um braçal com três meses, tem cara que leva seis. Depende, cada um vai ser de
um jeito. >> Agora, sargento e oficiais, normalmente o sargento ele estia quando ele chega de quinto homem também >> lá sentado atrás junto com os cabos soldado. Mas o foco da da do estágio Dele é aprender a ser comandante de viatura, não é lavar a viatura. Eu eu eu sei que tem uns estágios aí que nem que fica ponto sargento e e oficial para lavar a viatura. Se eu tivesse lá em função de comando, eu quebro. Entendi. Entendi. >> Porque o sargento que chega lá, ele tem que estagiar para ser sargento. >> Sargento. Sargento. Sim.
>> Ele vai estar sentado fazendo função, entre aspas, de cabe soldado na viatura. Mas o foco dele é entender o que o sargento tá fazendo, como ele fala, >> como ele faz a resenha, como ele faz relatório, como ele lida na dinâmica de abordagem, na dinâmica de andar dentro de comunidade, como que ele chama apoio, como que ele não chama apoio. Esse cara, acabou o estágio dele, ele vai sentar para comandar a viatura. Então ele tá ali aprendendo a comandar a viatura porque ele já é sargento. >> Entendi. >> Entendeu? E o tenente é a
mesma coisa. O tenente ele só estagia em viatura de tenente, >> certo? >> Ele não roda as outras viaturas. >> Ele sempre tem que estar numa viatura onde tem um tenente sentado ali. Esse tenente ele tá ali, ele tá fazendo função de cabo soldado atrás, mas ele tá ali aprendendo o que o tenente tá fazendo. >> Fazendo sim. Inclusive, num período Desse estágio, o tenente mais antigo vai colocar ele sentado lá na frente e vai sentar lá atrás de terceiro homem e vai ficar vendo o que ele tá fazendo, >> avaliando. >> Falar: "Ó, agora
você pode começar a modular como se fosse o comando, >> tá? >> Você coordena as viaturas, você tá aprendendo a ser tenente aqui de rota". >> Boa. >> Eu não vim aqui aprender a lavar viatura Como tenente. >> É, >> eu nunca vou lavar viatura. Eu vou comandar pelotão, >> entendeu? Boa. >> Então, eh, meu estágio foi assim e quando eu estagiei oficiais, eu fiz assim. Algumas coisas vão se desvirtuando e você v fica sabendo de algumas coisas erradas, mas eu eu acredito que a o estágio continue assim. Sargento estagia Para ser comandante de viatura,
tenente para ser comandante de pelotão e cabe soldado as funções ali de cabe soldado. >> Boa. O pessoal tem dúvida às vezes do patrulhamento da rota, porque, por exemplo, ah, aqui onde a gente tá, Barueri, dificilmente você vê uma viatura de rota. Então, dá para você tirar essa dúvida do pessoal? Como que funciona isso hoje? >> Começa que assim, ó. A rota, se ela tivesse de efetivo o tamanho do nome Dela, >> Aham. >> Ela teria que ser tipo umas 30 vezes maior do que ela é. >> Caramba. É. A a rota ela vai ela
sai com ela deveria sair porque ela tá com problema gigantesco de efetivo lá hoje, >> certo? >> Mas se ela tivesse full efetivo, ela deveria sair com oito pelotões dia. Dois da matutina, quatro vespertina e Dois noturno. >> Noturno. >> Um pelotão é um comando e quatro. Então, de manhã era para ter 10 viaturas, certo? À tarde mais 20 e à noite mais 10. Isso seria o padrão. Hoje ela não tá conseguindo botar na rua nem metade disso. E aí vamos reduzir em termos de efetivo pra gente fazer uma média de cinco viatura por turno.
Cinco de manhã, cinco da vespertina, um cinco da vespertina outra e mais cinco. Então vamos colocar 5, 10, 15, 20. Vamos supor que tá saindo por dia na rota, >> certo? Eu tô fazendo média, tá? >> Tá. >> 20 viaturas. >> 20 viaturas você divide por quatro pelotões, cinco, cinco equipes. Você teria quatro áreas, quatro áreas para patrulhar de São Paulo. Quatro áreas. Nós nós somos dividido em uns, vamos colocar aí uns 30 batalhões. Tô falando só São Paulo e Grande São Paulo. Eu não tô descendo Baixado, não tô indo para interior. Só São Paulo
e grande São Paulo. 30 batalhões. Se eu vou para quatro por dia, 26 batalhões eu não chego perto. >> Entendi. Caramba. Aí você pega, por exemplo, um bo que nem aquele lá da de Presidente Prudente, onde ficou uma companhia Três meses lá, não fica ninguém aqui. >> 30 90 dias sem o pelotão dessa companhia aqui em São Paulo. E aí, cara, é assim, ó. A real, se você fizer um estudo de emprego, a rota ela vai passar num batalhão. Vamos botar aí 365 dias por ano. Divide aí por por 30 batalhões. Divide aí, Marcelinho. 365
por 30 >> 12 >> 12. Vamos dizer que num ano uma viatura, A a viatura, o pelotão de rota, ele vá, se fosse só os 30 da capital, né? Mas aí tem baixada, tem interior, então a gente vamos reduzir para uns oito. >> Num ano inteiro a o pelotão de rota vai no num batalhão oito vezes. >> Entendi. >> Oito dias. Então você vai pegar diluir isso no ano inteiro. Oito dias. >> É, >> é quase nada. Verdade. >> Quase nada. E aí você fala: "Tá, mas Qual que é a área de um batalhão? Qual
que é a área do 20? Carapicuíba, Barueri, Tapevi? >> É área gigante. >> Sim, >> você tá entendendo? >> Sim. >> Então, a rota ela produz muito. Por quê? Por causa da mídia. A mídia foca em rota. Então, todas as canas que eles dão, parece que eles estão em todos os lugares. Eles não estão em quase lugar nenhum. Eles são um batalhão de 100 que a polícia tem. Eles são um. E eles estão indo na sua casa oito vezes por ano. Se for, é menos ainda. Mas eu tô sendo, eu tô prestigiando minha unidade do
coração. >> Aham. >> Eu tô dizendo que ela vai vir oito vezes no ano na tua casa. É mentira. É menos. A hora que você divide o mapa do estado para um batalhão pequeno, é quase nada. Aí vem as operações com foco, missões específicas. Aí não vai nem área, é foco. Você não vai patrulhar. Você vai chegar lá 4 horas da manhã, vai sair o pelotão inteiro com foco num negócio que veio de inteligência, que você vai buscar aqueles caras. Você não vai patrulhar a área, você vai lá, vai estourar, vai pegar, vai pro DP,
vai ficar 8 horas no DP e acabou. Então, quer dizer, quando a gente vê, Por exemplo, na Castelo Branco, já vi algumas vezes um monte de viatura da rota em comboio, específico. Área, não, às vezes tá indo para uma área. >> Uma área. >> É, vamos supor, hoje eu tô na área de do 11º I, Jundiaí, tá? >> Veio algum BO, tem uma quadrilha aterrorizando Jundiaí. O comando do I2, Coronel Tacarrach pede um apoio, os caras fala: "Pô, hoje nós vamos mandar rota para Jundiaí, o pelotão vai inteiro Para Jundiaí." Eles vão em comboio, >>
sim, >> só que lá eles vão patrulhar. Agora vamos supor, o coronel Tacarrache fez um trabalho com o Gaeco de Jundiaí, já tem três casas com os carros, cara, foto, mandado de prisão. É operação com foco. Os caras não vão patrulhar Jundiaí, os caras vão estourar as três casas, >> vão lá, vão arrebentar, vão pegar, vão pro DP e vão voltar pra rota. É operação Com foco Gaeco, entendeu? Então, uma coisa é você patrulhar a área de um batalhão, outra coisa é uma operação com foco. Vamos supor, eh, hoje, hoje eu tô indo paraa área
do nono batalhão, eu e minhas quatro viatura. Ó, eu vou lá, sala de aula, resenha, deixa eu ver quem tá com quem e tal. Beleza? Fala assim, ó, hoje nós estamos na área do quarto, do nono batalhão. Firmou, ó. Você vai lá para faz a região ali do Do penteado, você faz aquela região cachoeirinha. Você faz a região da Casa Verde, você faz a beleza. É óbvio que a rota tem uma área livre. Então, quando você fala isso para um sargento, é para ele ir lá dar um rolê, mas ele tá livre na área do
batalhão. >> Beleza? >> Você não vai falar pro cara, ó, você faz o subsetor igual viatura do batalhão territorial. >> Você só fala para ele, ó, você gira um Pouco mais naquela companhia, o outro na outra, o outro na outra, dá uma espalhada e depois área livre, todo mundo rodando para caçar, >> entendeu? É só para que senão é capaz das quatro viaturas ficar na Casa Verde. >> Entendi. >> Se você não combinar nada, entendeu? Se você for um tenente que você não combina nada, você fala: "Ó, área do nono batalhão você não fala nada".
Vai que todo mundo vai paraa Casa Verde. O resto Do batalhão inteiro ninguém vê rota. Então você dá uma espalhada no batalhão e fala pr os caras: "Ó, roda ali e depois roda tudo." Entendi. Entendeu? >> Louco. Louco. Isso aí é uma dúvida que o pessoal tem, né? E o que que faz a a rota? Se for um pouco de mídia assim, mas essa elite, o que tornou tornou a rota virar uma elite em São Paulo? >> Então, em 70 a rota foi criada para combater >> roubos a bancos que financiavam a Guerrilha. >> Beleza.
Pô, em 70 já tinha isso, tipo assim, né? >> É, não, ela foi criada em 70. O batalhão que é de 1888, acho >> Tobias Aguiar, >> ele era um batalhão. Batalhão inclusive muito mais militar do que policial, >> certo? >> A rota ela é nova, ela é criada em 70. Só que a rota, cara, ela foi criada com Uma tropa muito muito rígida. A a eh de coisa militar. A rota, a cavalaria são batalhões, caras, onde a rotina militar ela é de 1800. Entendi. >> Tipo assim, o que não acontece nos outros batalhões, a
roda quando vai conversar dos sargentos é só sargento. Cabe soldado não chega perto. O os os oficiais tem a o momento deles, mas normalmente o tenente conversa com Os sargentes, não fica. Na viatura é diferente, porque tua viatura você tá com cabe soldado, mas lá é muito muito muito caxias. Essa é a palavra. Muito >> certo. >> Nunca na rota você vai ficar vendo cabe soldados numa sala de aula falar falar para um sargento: "Ô brother, ô truta" ou vai falar com o sargento de qualquer jeito, como se tivesse trocando ideia com uma amiguinha, >>
certo? >> Lá é o negócio é caxias. Caxias. E essa cacheia que é mantida lá muito forte, que porque ó, ó, o negócio que é louco, a Polícia Militar ela te dá o uniforme, certo? Na rota, a grande maioria dos policiais compra uniforme. >> Caramba, >> porque ele quer o uniforme mais melhor tecido. Eles mandam bordar no lugar mais caro. O braçal dele não é o que a PM paga, é o Que ele manda fazer personalizado para ele do mais bonito possível. Os caras são embaçado, entendeu? Você vai lá, a bota dos car tá brilhando.
>> E se não tiver, >> quando você tá meio jeg, os caras olha para você e já vai, mano. Banheiro, vai que você vai trabalhar molhado, vai que você vai ver se a parte elétrica da viatura tá boa, você vai botar suas mãozinhas lá, você vai tomar um choque até você ficar esperto. Por que que eu tô contando isso para você? Porque assim, ó, são cultos que vem de 1800, de uma tropa militarizada que a cachiagem ficou muito forte, >> certo? E essa cacheia, ela é direcionada pro combate ao crime. Quando você entra numa viatura
de rota, vocês o do tenente ao soldado, vocês esvaziam os bolsos e fala: "Ó, hoje eu tô com R$ 500 aqui que eu saquei no banco, Ó. Hoje eu não tô levando dinheiro, porque se a gente for acusado que desviou dinheiro ou pegou dinheiro de alguém e a gente for levado para uma sala para ter uma revista, eu coloquei no relatório ou os quatro já estão sabendo que eu tinha dinheiro. >> Ah, entendi. >> Eu não posso ter aparecido com dinheiro depois. >> Entendi. >> Entendeu? Em outros batalhões isso não Nem sempre acontece. A grande
maioria não faz isso. Então tem algumas coisas ali dentro que foram sendo construídas em razão da gravidade, do foco que eles tinham. Se eles iam lutar contra a guerrilha no começo e depois eles foram usados sempre para o negócio tá o negócio tá meio fora do controle. Vai rota foco. Eu tenho um ladrão assim que lá na área tá forgando, já matou polícia, tá Ficando famosinho. Manda a rota e buscar. ia lá e arrebentava. E aí a mídia da época foi transformando a rota em algo eh mítico. E aí então você pega e e pegava
aquele notícias populares, diário popular, tudo da rota, eles elevavam um grau máximo de bilagem. Você pega, você pega a tropa. Eu, eu preciso tomar cuidado com isso, porque como eu, eu, eu fui forjado na rota, sou rotariano e, e a tendência é a gente ficar falando só de rota. A rota é Um batalhão, cara. A polícia é muito maior que isso. E a tropa do 01, aqueles dois caras, um ou um cara e uma mulher ou duas mulheres que tiver naquela viatura atendendo ocorrência, eles carregam muito mais o piano do que rota, porque o grosso
do atendimento de ocorrência na rota não vai. A rota escolhe ocorrência grave. Quem tá atendendo a população é a viaturinha. >> Entendi. Você tem muito polícia muito bom, bom, bom para cacide que tá na Viatura pequena. Tem tem pelotão de BaEP, força tática aí, doutrinadinho. Qual rota? Com estágio, com tudo, só muda a cor. Mas é é uma rota, é uma mini rota num batalhão, certo? E a rota ela acaba sendo meio que disseminadora de doutrina. Então o cara vai lá, faz um curso, bota tudo no batalhão dele, vai lá, trabalha na rota, é transferido
porque tem ocorrência com morte. Quando ele chega no outro batalhão, ele vai Para um BaEP, ele vira um sargento, ele ele ele põe essa doutrina ali. Então a gente tem muita por causa da mídia foco na rota, mas nós temos milhares de rota espalhado na polícia. Entendi. >> Mas um monte, cara. Um monte é que o pessoal não sabe. >> Mas o que acontece, por exemplo, você vê os mala de quebrada assim, o noia, o o traficante que vai debater com essa viaturinha, mas isso com a rota jamais acontece. O que que causa isso? Então,
Primeiro é assim, eh, todo essa história da rota, esse nome rota, ele já espalhou em várias gerações, em todos os lugares. >> Entendi. >> Então, eh, eh, o, o ladrão, ele sabe o que é rota porque foi construída essa essa essa imagem e os resultados continuam demonstrando que a rota vai continuar sendo rota. Não importa. Entendi. >> Entendeu? Então ele não quer testar, ele tá ligado que ele viu uma zangada. Se vira, mano, que se o pessoal cismar, eles vão vir com tudo. Não adianta querer debater com rota, não tem essa conversa. Por que que
eles vão debater com os dois da viatura? Porque só tá dois. Porque se chegar 10 da pequena, eles não debatem. >> Não debate mais. >> É o número. É o número. Esses vagabundão Estão tudo corajoso assim quando tem pouco polícia. Porque ele sabe que se o polícia der um tiro, ele vai pagar advogado, ele vai ser afastado, ele vai ter um monte de prejuízo pessoal que a nossa tropa tá encolhida para sacar arma e dar tiro. Por isso que quando eu vejo os vídeos de internet que nego vai para bater em polícia, o polícia dá
um tiro, eu elogio. >> É, teve um esses dias, né? >> Tem, tem. Tá tentando >> semana passada que o mano deu um soco na acho que na nuga do polícia e o outro virou. >> Outro deu. Tá de parabéns. Deu certinho esse tiro. Ou seja, a hora que os caras da viatura pequena começar a dar tiro em quem vem para cima, você vai ver se eles não vão respeitar igual eles respeitam. Rota é que eles vêm de uma pegada dos últimos 20 anos, dos governos anteriores, onde o polícia se ferrava de um jeito tão
grande quando Isso acontecia. >> Polícia que tava errado, né? Na hora os polícia estavam tudo acuado com medo, cara. >> É isso aí. Aí os caras, tá ligado? O ladrão, meu amigo, se você der meia porta para ele entrar, ele arromba. >> É, ele arromba. O o o ladrão ele só tem cara de que ele ele tá o ladrão que ele tá quieto, que ele tá submetido à abordagem, ele tá calculando o tempo todo. Ele tá falando assim: "Meu, que que dá para eu fazer aqui? Dá para correr? Dá para eu tomar arma? Dá para
eu tentar enganar nas ideias? Que que dá para eu fazer? Ele vai tentando a hora que nenhuma dessas portas se abrem, aí ele é, caiu, perdi. Fico de boa, dou a mão, dou as informações e fico de boa. Mas nenhum deles é assim. Todos eles, todo ladrão, todo vagabundo, ele tá na abordagem, ele tá, ele tá calculando. >> Entendi. >> Dá para sair na mão. Deixa eu ver o tamanho do braço. >> Ah, é? >> Deixa eu ver a cara. tá segurando a arma ou a arma tá guardada e esse cara tá pensando na na
voadora. Que que Deixa eu olhar ol ele olha na cara do polícia, ele fala assim: "Mano, esse cara, se eu fizer um movimento brusco, ele vai sacar e vai me dar um tiro". Não, esse aqui, esse cara aqui, Ó, mano, eu posso dar um soco no meio da cara dele que ele vai ficar, vai cair sentado e eu vou correr. Ele fica nisso. Dá para correr. Ih, ó que a minazinha ali tá distraída, tá mexendo no zap até agora. Vou correr pro lado dela. Vou correr pro lado dela. Meu amigo, se você for preso, você,
quando você aborda uma pessoa, o documento, a ideia dele às vezes é inteira mentirosa. Ele tem 20 anos de cadeia para puxar, 40 Anos. Você acha? Ele tá ali, ele fala assim: "Caraca, vou voltar pro sistema. Vão me mandar lá pra [ __ ] longe, minha família não vai conseguir me ver. [ __ ] veneno do caramba ficar no fechado. Tô de boa aqui na rua esses dois erro ela me abordando. Você acha que isso na cabeça dele não vem muito rápido? É, fala: "Caraca, mano, >> preciso sair fora, preciso sair fora, preciso sair fora."
Ele vai medindo, aí ele olha tamanho do polícia, força do Polícia, o olhar do polícia, onde tá a arma, ele vai ver tudo, qual o espaço que ele tem para correr, quem é que tá com ele, ele vai fazendo tudo. Se ele nessa equação falar assim, dá, ele faz. >> Entendi. >> Se ele falar, [ __ ] acho que eu vou me [ __ ] aí ele fica quieto. >> Aham. >> Entendeu? Tem tem aquela aquela aquela abordagem do Nantes que acho que até hoje fica falando que ele não se apruma Não, né? Que ele
tá olhando pra cara do ladrão e etc. Esse três jeito do polícia deixa o ladrão um pouco mais acuado, né? Deixa. Mas é, mas é o seguinte, se eu tiver, eu tá >> e uns é um quarqué do meu lado lá de farda, completamente distraído, por mais que eu faça cara de bichão, >> e fique falando na gía, apavorando, meu, >> não é essa, não é esse cálculo que ele faz. Ele faz o cálculo do vai dar ou não Vai. >> Entendi. >> Entendeu? Se ele for mais forte que eu e eu na ele perceber
que eu não tenho coragem de atirar, ele vai correr, mano. Agora numa rotona, nós estamos em quatro. >> Sim. >> Ele não tá olhando pro Nantes, ele tá olhando pros quatro. >> Entendi. >> Porque o Nantes, você conhece o Nantes, >> pessoalmente? Não. >> O o Nantes não é forte, >> é tipo eu assim, ó. >> Você acha que um cara que faz academia bombado me olhar, ele fala: "Eu cato esse cara na mão com ele rapidinho eu dou um mata leão nele, eu apago ele". Então, quando quando o Nantes olha pra cara dele e
tá, ele tá derretendo a ideia do ladrão. Mas o ladrão o que o que incomoda ele não é não é o a [ __ ] do Nantes. >> Entendi. >> Porque falar na gíria, falar na no mesmo nível de ideia, isso ele fala até dentro da comunidade com qualquer um, >> tá? >> O que incomoda ele ali é os outros três de Boina Negra que tá olhando para ele assim: "Vai, cisca que eu vou matar você". Vai, vai, tenta, tenta. Entendeu? Eu sozinho, olhando, falando, olhando no olho, pá, ele vai olhar para mim. Se ele
Forte e eu tiver com outro distraído, ele tenta correr. >> Aham. >> Agora, se eu tiver com a quadrada na mão aqui, ó, já olhando para ele, falando assim: "Meu, tenta, vai, vai que eu vou dar no seu peito". Aí ele já fala: "Opa, esse cara é louco, mano. Esse cara vai atirar em mim". Entendi. Entendeu? Então esses cálculos todos, esse o cara que tá foragido, o cara que acabou de cometer uma fita, o caramba, ele vai ele vai Fazendo esses cálculos na abordagem muito rápido, muito rápido. >> Ele não quer perder, ele não quer
ser preso, >> meu. Ele tem 40 anos de cadeia para puxar. >> Aham. >> Que nem você vê as abordagens aí que o cara vira de costa, ele saca a quadrada no cinto, tenta sacar, tenta sacar. Se ele sacar, ele mata os dois polícia e corre, mano. >> Ele já tem uma parte de BO >> já >> para ele não vai mudar nada. >> Não vai mudar nada, mano. Não vai mudar nada. Nada. >> Então o o sítio, vamos dizer assim, o sítio de abordagem é algo extremamente tenso e perigoso, >> certo? >> E você
vê um monte de paisano passar e ficar olhando, fica perto. Eu já fiz abordagem de rota de mulher vindo Da feira com o carrinho passar no meio. >> Entendi, >> cara. Pensando >> na vida. >> Passa no meio, cara. Nós estamos nesse nível de abordagem, onde você tá olhando no olho e olhando pra mão, olhando pra perna, vendo que espaço que tem pro cara querer correr e os trouxa na rua, tudo passando pertinho esperando sair tiro. >> Entendi. >> A abordagem é algo muito tenso, cara. Muito perigoso. Muito, muito. E a gente faz o dia
inteiro, né? Você tá abordando o tempo inteiro. Tempo inteiro. Depois eu não passo ali carrinho de feira, nem imagina. A grande maioria das abordagens, a grande maioria das abordagens, grande, o cara não é esse demônio todo, tem passagem. Ah, mas o cara, o cara é mais tranquilo. Mas quando você pega o o bichão mesmo, que ele tem uma par de ano para puxar e Ele é endiabrado, mano, a o nível de tensão nessa nessa abordagem vai lá em cima. Vai lá em cima. Boa. >> Imagina cara com faca, cara com arma escondida. Quantas vezes a
gente em abordagem, você vai enfiar a mão lá, tá escondida a arma ali, meu. Dá uma brecha para você ver. É super perigoso. E o povo quer ficar olhando. >> Quer ficar olhando. É isso aí. >> Já viu o carro forte que os caras desce, >> desce sim. >> Para pegar malote, sair malote. Já viu a cara desses vigilantes? É, >> mano, os caras tão em altíssima tensão. >> É, >> tem cara que fica perto. Eu, se eu ver um carro forte embarcando, desembarcando malote, eu saio de perto. >> É, >> você é louco. >>
Eu penso a mesma coisa. >> Eu saio de perto. É igual o acidente de trânsito. Acidente De trânsito. Tá aquela merda, corpo caído. Caramba. Os Eu tenho ódio, cara. Tenho ódio. O povo quer passar com o carro e ficar olhando assim. O trânsito para por causa nem é. Ah, é o acidente que tá atrapalhando o povo que tá atrapalhando trânsito, que eles quer filmar. Você sabe o por que eu tenho ódio? Não é pelo trânsito. O trânsito é trânsito mesmo. São Paulo, quem não gosta de trânsito, mora no lugar errado. >> O ódio, é o
acidente do rabo de fila, do final da fila. Isso vai desencadeando acidentes mais graves. Um acidente mal administrado ali em termos de trânsito, você vai gerando, porque se você tem um acidente numa reta lá, todo mundo visualiza. Só que esses carros que vão parando, vão chegar uma hora que eles vão para uma curva. É nessa curva, se tiver vindo o veículo em alta velocidade e der de cara na curva com o que a gente fala final de Fila ou rabo de fila, ele dá o engavetamento e aí você para naquele engavetamento onde tem um fatal,
você fala: "Meu que gerou isso aqui?" Não, um acidente sem vítima lá, que dois imbecis resolveram descer na faixa de rolamento para trocar telefone. >> Entendi. >> Aí deu um fatal lá atrás. >> É desse jeito, >> entendeu? Aí você chega com a viatura e Fala pros caras: "Tem alguém machucado?" Não, não. O carro tá rodando, tá? Então tira essa [ __ ] daí que você vai causar um acidente. O cara fica indignado. Pô, já bati o carro, tô com prejuízo, a polícia tá com ignorância. Não, a ignorância é sua de parar numa faixa de
rolamento, não ter um mínimo de bom senso, jogar pro acostamento, lá você conversa, conta dos seus problemas, faz o que você quiser lá no acostamento, mas não gera algo muito pior paraó gigante. Sim. U! E aí você chega rígido e e traz ele pra luz, né? Porque ele tá ele tá na na lama de de cérebro. Você fala: "Meu, você vai causar um problema muito mais grave, sai daqui da faixa de rolamento, vai discutir lá". É, faz cara de merda. >> Que que ainda te capaz dos dois se unir, querer te denunciar na corregedoria. >>
Você já teve medo de retalhação, >> retalhação do crime você fala? Não, nunca fiquei pensando nisso, cara. É, eu sou perguntado isso toda hora, mas nunca Assim, se eu fosse pensar nisso, eu ia eu ia ter ficado 13, cara. Teria ficado psicótico, porque minha vida inteira foi combate ao crime. Se eu tivesse isso na cabeça, não, eu não, eu não penso nisso. Não penso, não penso. Eu eu sei que eu cheguei muito perto de, de sofrer retalhação, né? Porque quando eu tava infiltrado, o meu endereço foi levado para >> Vazou. Vazou. >> Vazou não. Uma
uma advogada vagabunda do crime, casada com delegada foi foi levar na mão do do ladrão lá em Iaras. >> Ô louco. >> O meu e de mais três, >> entendeu? E a gente ficou uns meses se protegendo, >> certo? eh, montava um um exercício de um passar na casa do outro e viaturas do COI, porque o meu compadre Coronel Iron me apoiou nessa Fase com mais alguns oficiais do COI lá e viatura do COI, que eu moro pertinho do COI, né? Eh, tavam toda hora dando uma paradinha e ajudando a gente. >> Poxa, >> mas
deu tudo certo, né? >> Aham. >> Ah, meu, a gente tem que acreditar um pouco na força divina, >> certo? Eu acredito muito, não tô, não tô mentindo não, cara. Eu acredito muito Que quando você trabalha fazendo justiça, eh, pegando quem realmente merece ser pego. >> Sim. >> Quando você não rouba o ladrão, eu nunca peguei R de vagabundo. Eu nunca zoei um familiar de vagabundo. Eu sempre, meu, meu combate foi com com o criminoso e ele comigo. >> E por enquanto deu certo ser sempre ele, né? >> É. Eu já tomei tiro, tomei tiro
no pé, Tal, mas nunca nunca nada desleal, nem da parte de lá e nem daqui, né? Fala assim: "Ah, mas o crime já é desleal na na sua natureza?" Eu digo na no combate de troca de tiro. >> Entendi. >> Entendeu? >> Eh, não, não. Eu nunca dei motivo pro crime ter um ódio tão intenso contra a minha pessoa, ao ponto de falar assim: "Ah, vamos arriscar e vamos lá". Entendeu? Eu Eu eu nunca nunca cheguei nesse ponto. Então, como eu não cheguei nesse ponto da da baixaria, entendi. >> Eu não ficava pensando nisso. Eu
eu saía de serviço, tipo, eu ia para casa, ah, vou pensar nas outras coisas, em trabalho, em me divertir, namorar, eh, tomar uma com meus amigos. Eu não ficava pensando polícia quando eu tava de folga, quando eu tava de serviço, eu pensava polícia segundo a segundo, Certo? Tudo com riqueza de detalhe, eu sempre fui meticuloso, mas a hora que eu terminava a operação, que eu ia pra minha casa, que tomava um banho, chegava em casa, falava: "Agora, agora vou ser um pouco a pessoa, não o polícia", entendeu? E dava aquela relaxada, >> certo? >> Porque
senão você fica doido, cara. Fica doido. >> E você sempre agiu no no certo. O ladrão tá errado, pô. Hoje você perdeu, ladrão. É nós. Já era, irmão. É isso aí. >> É boa. >> É. Brincou na frente, tomou. Boa. >> Não brincou, vai, bota o grampo, vai para o DP. >> Top demais. >> É desse jeito. >> Obrigado. >> Tamo junto. >> Tô feliz de te receber aqui. Valeu mesmo, pô. Volto sempre. >> Logo logo a gente faz a o segundo Episódio para contar as ocorrências. >> É, as ocorrências. Hoje foi bom te conhecer.
Foi. Tô bem feliz. >> Legal. E eu gostei também da oportunidade. [ __ ] você, tua equipe. >> Obrigado, >> meu. E ainda vou, nós vamos trazer uns amigos aí que eu te falei. >> Vai ser vai ser um prazer para mim. Vamos, vamos, vamos fortalecer o futur casting. >> Obgado, ô, vai ser, vai ser, vai ser ótimo. Obrigado mesmo. >> Muito obrigado pela oportunidade. >> Volto sempre. 2026 tá logo ali, né? Vamos conversar mais. >> Boa. >> Bom, para você que assistiu até agora, hoje eu recebi coronel Fábio para Ganoto. Pô, tô muito feliz
e volto sempre, meu irmão. >> Tamo junto. >> Obrigado mesmo. E para você que não Seguia, duvido, né? Mas para você que não seguia, segue aí. Para você que tá assistindo esse episódio depois, segue lá as redes sociais do corel tá aí também. É muito bom tá com vocês aí. Beleza, segue muito. >> Deixa eu só porque o Marcelino, cara, ele é pior que coronel da PM. Ele manda umas ordens dali, ó. >> Bo. Ah, fica à vontade. Só mandar um abraço aqui, ó, pessoal e das carreiras policiais, né, policiais civis. Eu tenho Tido uma
aproximação com alguns irmãos da PC aí que t me ajudado. Eh, Polícia Penal, Guarda Municipal, cara, a minha Polícia Militar, que é a minha casa, onde eu onde eu me transformei no homem que eu sou e tenho irmãos que eu vou honrar até meu último dia. É, o pessoal lá de Americana, do SOMA, do Senai, eu vi um trabalho fantástico de de cidadania, de ajuda à crianças mesmo. O Gustavo da Fan, um parceiro, dono da faculdade de Americana, ela que também faz um trabalho, eles são muito fortes em veterinária, enfermagem, eles têm um trabalho >>
beneficente na região ali de Santa Bárbara Americana. Eu tenho conhecido uns caras, velho, eh, que eu, eh, talvez eu esteja sendo preparado para dar importância a certas coisas que eu tinha pouco contato. Quer ver? Ó, eu conheci um >> um veterinário, Alexandre, como que é o Nome da clínica dele, Marcelino, vê se acha aí. Esse cara, meu, lá de Americana, ele é cirurgião oncológico de cachorro e gato, cara. E ele faz essas cirurgias de câncer nos cães e gatos, tudo gratuito. Até o tratamento quimioterápico, radioterápico, ele paga do bolso dele. >> Ô, que legal. >>
Para cachorros e gatos de pessoas carentes. Então, pô, quando você conhece, igual a Ana da Ecolif lá, tem Uma a Ana aqui na região, na divisa de São Paulo, Mairiporã, ela tem alguns cavalos e ela trata crianças especiais fazendo ecoterapia. uma boa parte lá, quase que a maioria tudo gratuito. E ela não tem grana, cara. Outro dia eu tava lá, inclusive nós estamos maior felizes que nós já arrumamos alguns sacos de ração para ela, porque ela tava fazendo vaquinha para comprar ração, para dar pros cavalos, que é utilizado para tratar as Crianças especiais. Ô louco.
>> E nós fomos na festa dela de fim de ano, tinha mais de 50 crianças em tratamento ali. As crianças chegam nas suas cadeirantes, uma boa parte delas, crianças com autismo severo e você vê a ligação daquelas crianças com animal, cara. [ __ ] trabalho fantástico. Então tem que tirar o chapéu. >> Top. >> Agradecer a galera que tá sempre com a gente aí, o Comino, a Júlia, a a hã >> do Alexandre. >> Ah, o do Alexandre. A é a Canvo Americana, >> essa Canvoa, né? Canvoa. Canvoa, a clínica dele lá que faz esse
trabalho magnífico, bonito demais. E hoje, hoje manhã tô lá no Glauber, no Rio de Janeiro, fazer um podcast com o Glauber. O Glauber virou um parceiro, um irmão. Daqui a pouco eu tô no Snyider News, que é outro irmão aqui de São Paulo. >> O Snyider é forte, né? Na na na na rede. Então, >> tamos junto, cara. Obrigado até por por eu poder agradecer esse pessoal aí. >> Legal. E depois passa essa essas redes aí pra gente deixar nossa descrição do vídeo aí com você também. Eh, manda pra gente pelo WhatsApp aí que a
gente coloca todo mundo na descrição. A gente sempre ajudando aí da forma que a gente pode, né? E se uma ou duas pessoas ajudar, parece que não, mas já faz uma baita diferença, né? >> Podcast ele é uma uma rede do bem do caramba, né? >> É uma democratização de informação, né? Que a grande mídia só abrir a porta pros nichos que interessa. >> É. Se ainda abrissem porta para nicho que melhora a sociedade, era bom. O problema é uns nichos que só apodrece, só traz de exemplo ruim pra juventude do nosso país. Então o
o podcast que eu acabei conhecendo de março para cá é um Instrumento fantástico de de democratização de informação e de melhora da nossa sociedade. Show de bola. >> Com certeza. E vamos falar e vamos fazer isso aí coa pros quatro cantos. Fala aí, >> se Deus quiser. >> É isso aí, irmão. Obrigado. Tá >> bom. Para você que assistiu até agora, nosso muito obrigado. Hoje recebemos coronel Fábio Paganoto. Se você ainda não conhecia, já segue as redes sociais Dele. Vai sair muito corte legal. E já tô deixando aqui um convite. Volto sempre. >> Não viu
não. Ano que vem estamos juntos. Vamos fazer o segundo episódio. >> Bora. Tamamos junto. Valeu.